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Certezas apriorísticas

28 de Julho de 2008 por João Galamba

O Dr. Paulo Paulo Portas, sempre disponível para defender a honra e o bom nome (de parte) dos portugueses, veio exigir uma investigação sobre o funcionamento do Rendimento Social de Inserção (RSI). Acho muito bem. Só não percebo a necessidade da tal ‘investigação’, uma vez que ele parece já saber que o país de divide entre quem trabalha e uma cambada de parasitas preguiçosos que vive do RSI e das benesses do Estado. Para quê investigar, se a análise já é conhecida?

Comentários

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 11:27

O Dr. Paulo Portas deve estar procupado com os ciganos de Loures. Nem sei pq. É mais preocupante o caso do ciganão dos submarinos.

Comentário de jorge c.
Data: 28 de Julho de 2008, 11:34

E o que vale para o Dr. Portas vale também para o iluminado João Galamba, que mesmo que os números digam que “o país de divide entre quem trabalha e uma cambada de parasitas preguiçosos que vive do RSI e das benesses do Estado” vai continuar a achar que não.
Eu acho que o Dr. Portas e o João Galamba podiam ir os dois dar banho ao cão (sem ofensa, João, sem ofensa).

Comentário de Ant.º das Neves Castanho
Data: 28 de Julho de 2008, 11:40

Dezenas de jovens e um alto dirigente do seu Partido deram-lhe hoje uma devida resposta…

Comentário de Luís Lavoura
Data: 28 de Julho de 2008, 12:06

Os parasitas que vivem à mama do Estado não são apenas os beneficiários do RSI. Há também uma data de parasitas que vivem de pensões de reforma ou de pensões de sobrevivência que “herdaram” dos pais. Esses parasitas são ainda bem piores, porque o montante dessas pensões é frequentemente muito elevado – bem mais do que o montante do RSI.

Comentário de Luis Moreira
Data: 28 de Julho de 2008, 12:20

E as as 40 000 cópias de documentos do Dr. Portas? Esconde o quê?Era melhor meter a viola nos submarinos!

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 12:31

Quando fala nas pensões de reforma e de sobrevivência que herdaram dos pais, Luís Lavoura estará a falar também dos prédios de rendimento?

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 28 de Julho de 2008, 12:40

Repito o comentário que fiz em post anterior:
«‘há quem viva melhor com o rendimento mínimo garantido do que quem trabalhe nas limpezas da estação fluvial e não tenha onde deixar a filha menor’

Este é um tipo de comentário que costumo ouvir às pessoas de Direita. Então se o Rendimento Mínimo é assim tão bom, que deixem de trabalhar – todos na família – e peçam o Rendimento Mínimo para, a partir daí, viverem à fartazana.
Que é o que os pobres fazem, não é? Fazem filhos para depois receberem o Rendimento Mínimo!
Cá por mim, custa-me muito mais aqueles que ganham milhões e não pagam um tostão de impostos.
Custa-me muito mais que esses mesmos que ganham milhões, mas não declaram nada, venham depois receber abonos de família e ouros subsídios. e eu, que tudo declaro, como professor, nada recebo.
Custa-me muito mais os patrões que levam empresas à falência, levando os trabalhadores para o desemprego, e andam por aí a pavonear-se em Ferrari’s e outros luxos.
Custa-me muito mais a vergonha dos Bancos, que pagam absurdas taxas de IRC para lucros de milhões, enquanto as PME pagam muitíssimo um IRC muito mais alto.
Custa-me muito mais, em suma, aqueles que roubam milhões do que aqueles que levam tostões.
Há casos em que o Rendimento Mínimo é mal atribuído? Haverá certamente, mas isso é uma questão de fiscalização. Também há subsídios de desemprego atribuídos a quem está a trabalhar. E pessoas de baixa que estão tudo menos doentes. e ninguém questiona essas protecções sociais.
«Ah, esses drogados recebem o Rendimento Mínimo para gastar tudo em droga!» E depois? Se pobres coitados, que não têm onde cair mortos, não sabem aproveitar uma pequena ajuda do Estado que poderia ser uma pequena saída para o seu problema, de quem será o principal prejuizo? Não será deles próprios?
São tostões, meus senhores, tostões! Um ano de fuga aos impostos dava para pagar dezenas de anos de Rendimento Mínimo!
O problema não está no Rendimento Mínimo. Está em tudo o resto. Nos salários de vergonha, nas pensões de miséria, nas condições de vida e de trabalho.»

Comentário de Tiago Moreira Ramalho
Data: 28 de Julho de 2008, 13:10

Se calhar para saber o “quem”, o “onde”, o “como” e, principalmente, o “quanto”. E que tal analisarem propostas e não pessoas? Vão dizer que o RSI é atribuído de forma justa? Por favor…

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 13:20

Os sobreiros do BES também fazem parte das acções dessas ciganices denunciadas por Paulo Portas, ou nem por isso?

Comentário de anonymouse
Data: 28 de Julho de 2008, 13:27

a direita fracurante está sempre em pé para discutir minudências desde que envolvam preconceitos. Agora a bandeira é virar o país contra os desgraçados.
Quantos senhores não se pavoneiam por aí com o nosso dinheiro, de jaguares, aparecendo em jornais, sem trabalharem, com capitalizações accionistas, privatizacionistas, especuladoristas, offshoristas e fuguistas aos impostos. É para eles que a direita trabalha.

Comentário de anonymouse
Data: 28 de Julho de 2008, 13:49

a direita está apenas a tentar explorar um filão abundante e inesgotável em portugal: O do ressabiamento, inveja e maledicência.
No país onde mais se explora o próximo, onde mais se foge aos impostos, ondes as pessoas emigram porque são vistas como burros de carga sem motivação pela maioria dos patrões, onde o chico-espertismo é premiado, não admira que pululem mais liberais que na própria inglaterra, não admira neste sítio onde se fala mal do proximo por desporto e o individualismo está nos genes.
Quando a extrema direita cigana ganhar umas eleições será o meu momento para definitivamente deixar este galinheiro.

Comentário de ezequiel
Data: 28 de Julho de 2008, 13:50

o PP não merece uma “certeza aprioristica” ou apriorista

mas pode, quiçá, merecer uma dicotomia???

Comentário de CMF
Data: 28 de Julho de 2008, 13:52

“e pobres coitados, que não têm onde cair mortos, não sabem aproveitar uma pequena ajuda do Estado que poderia ser uma pequena saída para o seu problema, de quem será o principal prejuizo? Não será deles próprios?”
Num caso é prejuízo involuntário, no outro voluntário. O contribuinte nada tem a ver com a (des)responsabilidade individual de alguns. E eu prefiro pagar os meus próprios disparates do que as asneiras dos outros. Manias minhas.

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 13:53

E pedir dinheiro ao banco do pai? E se depois, a coisa mau resultado, se perdoar a dívida (muito, muito grande), afectando o valor final de colecta de IRC que a instituição tem de pagar. Também será nesta ciganice que o Dr. Paulo Portas está a pensar?

Comentário de Fernando Penim Redondo
Data: 28 de Julho de 2008, 16:43

Diz o anonymouse: “a direita está apenas a tentar explorar um filão abundante e inesgotável em portugal: O do ressabiamento, inveja e maledicência.”

É verdade (embora haja também muitos abusos). Por isso é importante garantir que o RSI não está a ser dado a parasitas que podiam e deviam cuidar do seu próprio sustento.
Se tal não for feito, e se a situação económica e social se continuar a agravar para os trabalhadores mais modestos, a direita vai ganhar muitos portugueses para ideias proto-fascistas.
Tem sido sempre assim. Assistimos a vários casos desses no século XX e nada nos garante que eles não aconteçam no século XXI.

Comentário de j. ricardo
Data: 28 de Julho de 2008, 17:34

ainda não entendi qual o problema de alguns senhores (entre os quais o autor deste post) relativamente ao rendimento mínimo. as pessoas têm todo o direito de viver somente com esse dinheiro. não os entendo muito bem, é certo, mas têm esse direito. e, neste caso, é dever do estado proporcionar a essas pessoas (no fundo, uns miseráveis que se resignam viver assim toda a vida) essas condições mínimas. agora, o qe não se deve aceitar é que algumas dessas pessoas possuam objectos de valor incomportáveis com o rendimento que auferem. ou seja: uma simples aparelho de televisão plasma ou lcd é, a meu ver, já um excesso que urge ser investigado, retirando daí as devidas consequências.
um abraço,
j. ricardo

Comentário de osatiro
Data: 28 de Julho de 2008, 17:38

o PP fez mossa. A TSF anda a repetir d 1/2 em 1/2 hora k PP nao tem credibilidade pq, diz o ministro, fez parte dum governo k criou o RSI. É a velha máxima d repetir uma mentira até ser verdade! Ora quem criou o RMG foi PS/Guterres, k provocou uma onda de abusos como facilmente se veria se se viajasse pelo interior abandonado d norte a sul (a esquerda nao sabe pq nao abandona o luxo capitalista urbano). Barroso/Portas alteraram esses abusos k foram vetados por Sampaio, daí k tivesse nascido o RSI. Estes são os factos que a “realidade” do ministro, dos media e blogs andam a deturpar.

Comentário de Chico da Tasca
Data: 28 de Julho de 2008, 17:43

Sr. Galamba, não vejo que niguém da esquerda fundamentalista tenha autoridade para vir a terreiro atacar o Sr. Paulo Portas sempre que este resolva dizer algo.

E digo isto porque os tais da dita esquerda reaccionária que falam de submarinos, de sobreiros, e alguns, mais imbecis, de prédios de rendimento herdados (como se herdar o que quer que seja signifique roubar o contribuinte, e seja algo ilegítimo), são os primeiros parasitas deste país. Não produzem nada, não criam riqueza absolutamente nenhuma, não geram um posto de trabalho, e têm todos as reformas deles mais do que garantidas, à nossa custa.

Mas o Paulo Portas disse alguma coisa que todos nós, no dia a dia, não vejamos ?

Então os ciganos, por exemplo, vêem para a rua disparar armas ilegais, dão-se ao luxo de não pagarem as rendas miseráveis das casas que a sociedade lhes dá, tiram os filhos da escola, como ainda há dias ouvi um membro do governo afirmar, ameaçam as assistentes sociais caso estas não lhes satisfaçam os pedidos.

Alguém já viu ciganos nas obras, ou a trabalhar no duro em alguma fábrica ?

Algum dos indivIuduos que todos vimos de arma em punho na TV foi preso e julgado por isso ?

Isto é simples : dá-se o rendimento minimo mas exije-se algo emtroca.

Exige-se, por exemplo, e para começar,o cumprimento da Lei !

O que o Paulo Portas disse faz todo o sentido e espero que ele tudo faça para uma fiscalização rigorosa da atribuição desses subsidios.

E não é o sr. Galamba, no alto da sua pseudo-autoridade de esquerdista, que lem legitimidade de criticar o que é óbvio só porque se trata do Sr. Paulo Portas.

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 18:12

Ao Chico da Tasca não preocupam as ciganices do Paulo Portas, que pode não andar de navalha mas se arma-se com submarinos

Comentário de nm
Data: 28 de Julho de 2008, 18:14

Deixem lá passar esta, óh senhores, pois é mesmo resposta ad hominem (leiam o segundo parágrafo que me é dirigido na íntegra ) Imbecil, óh chico da tasca é a tua tia!

Comentário de Chico da Tasca
Data: 28 de Julho de 2008, 19:43

Ó nm, mas quais ciganices ? Especifique !

Qual foi a ilegalidade, provada em tribunal, que o Portas cometeu ?

Ou não será que o crime maior do homem é não pertencer à esquerda trauliteira, que se julga detentora da Verdade, mas que se cala perante situações de evidente criminalidade, de xenofoboa pura e de racismo ?

Olhe meu caro amigo o que o Portas quis dizer, e que muita gente pensa para além dele, e que nem sequer é do PP, como é o meu caso, é isto :

- Individuos em idade de trabalhar que recusem ofertas de trabalho, não têm direito a Rendimento Mínimo.

- Individuos que usfruam de Rendimento Minimo e que pratiquem actos criminosos, como os que nós vimos na TV, deixam de receber Rendimento Mínmo, para além de serem de ser julgados pelos seus actos.

- Individuos que habitem em casas pagas pelos contribuintes que pratiquem actos criminosos, como tráfico e posse de armas ilegais, ou que não paguem as respectivas rendas, é-lhes retirada a casa.

- Individuos que recebam Rendimento Minimo e que retirem os filhos da escola, deixam de o receber.

Isto aplica-se a pretos, brancos, ciganos e sem ser ciganos.

As ajudas proporcionadas pelos nossos impostos, note que não saem do bolso dos ministros, saem dos nossos bolsos, devem ser dadas a quem queira fazer algo por si próprio, não podem ser dadas às cegas e sem quaisquer exigências

Foi isto que o Portas quis dizer : O RMI não pode ser um modo de vida para gente com bom corpo e saúde para trabalhar, e que ainda por cima se dá ao luxo de infrigir a lei !

E note : ser pobre não tem nada a ver com ser pobre de espirito !

E a maioria que nós vimos na TV são pobres de espirito !

Assino por baixo no que o Portas disse !

Comentário de ana
Data: 28 de Julho de 2008, 21:39

O RSI, como qq outro subsídio, é susceptível de ser mal atribuído. E é isso que é preciso rever, onde e por que razão falha. Porque falha. No caso dos ciganos, é flagrante. Mas o sr. paulo portas não tem moral para falar. Nenhuma.

Comentário de AFC
Data: 29 de Julho de 2008, 14:17

Oh Chico!
Muito preocupado com dar trocos a pobres e tao pouco preocupado com milhoes de euros em submarinos que nao servem para nada sem ser criar mais despesas de manutencao ao exercito…

Com essa argumentaçao digna da melhor tasca, e’ mandar vir mais umas imperiais e uns tremoços aqui para a mesa cinco…
Depois de estarmos embuidos do mesmo “vibe de cafe’” talvez possamos discutir dos submarinos.

Comentário de sonia
Data: 31 de Julho de 2008, 0:37

Perdi-me nos comentários quando li: “Vão dizer que o RSI é atribuído de forma justa?”. Provavelmente alguém já respondeu, mas a hora tardia, para quem amanhã tem que acordar cedo para ir atribuir RSI’s, impede-me de ler os comentários na integra. Para quem estiver interessado, e não tenha até à data conseguido entender, aqui fica um esclarecimento adicional: felizmente a atribuição do RSI está bem distante da execrável ideologia do merecimento patente nas mentes paternalistas e assistencialistas daqueles que fazem comentários do género. Não se trata de merecimento, trata-se de um direito consagrado na lei, cuja atribuição obedece a critérios bem precisos, espantem-se, também eles consagrados na lei. A este direito, como a todos os outros encontram-se associados deveres, espantem-se mais uma vez, também eles consagrados na lei. E espantam-se mais ainda por perceber que o objectivo desses deveres é a INTEGRAÇÃO SOCIAL daqueles que beneficiam da medida e não acalmar as consciências daqueles que estão tão preocupados com o rumo dos seus impostos, mas apenas quando se fala de RSI. Muito haveria para dizer, e fundamentalmente esclarecer, mas o tempo urge, e este não é de forma alguma o espaço mais adequado para o fazer. Sinto no entanto que é meu dever esclarecer os iluminados “treinadores de bancada” que tanto falam do RSI – o valor da prestação de Rendimento Social de Inserção para o ano de 2008 é o seguinte: por cada elemento adulto até o 2.º – 100% do valor da pensão social, ou seja 181.91 €; a partir do 3.º elemento adulto esse valor passa para 70%, ou seja 127,34 €; por cada elemento menor, até o 2.º o valor é de 50%, ou seja 90,96€; a partir do 3.º elemento menor o valor é de 60%, isto é 109,15€. Calculada desta forma a prestação, e no caso de o agregado familiar ter rendimentos, os mesmos são subtraídos ao valor da prestação para se obter o valor que corresponde ao agregado em questão. Confuso, nem tanto, mas passo a exemplificar. Um agregado familiar monoparental sem quaisquer rendimentos, constituído, por exemplo, por uma mãe e duas crianças menores tem direito a uma prestação de 363, 82€. Eu diria que não é de facto JUSTO que tenhamos o desplante de esperar que uma mãe e duas crianças menores consigam subsistir com o mínimo de dignidade com 363,82€ por mês…

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 31 de Julho de 2008, 20:55

Sonia,

Essa gente está habituada a viver com esse dinheiro, por isso não tenha pena.

Agora a sério, a toda a Direita e mesmo a muita gente da Esquerda, incomoda, com efeito, que uma mãe e duas crianças recebam 363 euros por mês.
Que fartura! Que batelada! O que há-de fazer essa gente com tanto dinheiro?
Vão trabalhar, os malandros!

Comentário de sonia
Data: 31 de Julho de 2008, 21:34

Não me identifico com o tipo de sentimentos a que se refere. Pena??? mas que raio!! Penas tem as galinhas! Essa gente?!? Mas de que gente fala? Essa gente poderei ser eu ou o Ricardo no dia de amanhã! E posso dizer, com todo o conhecimento de causa, que muitos trabalhariam se tivessem como ou onde. Mais, muitos trabalham para que fique um bocadinho (ligeiro, bem sei) mais esclarecido acerca do assunto.

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 1 de Agosto de 2008, 11:02

Sonia,

Só pode estar a brincar…
Bastava ler o meu primeiro comentário e bastava ler com atenção este último comentário que fiz.
Como é óbvio, concordo com tudo o que disse antes. Como é óbvio, estava a ser irónico com aqueles que são contra o Rendimento Mínimo. Por acaso, tenho uma irmã assistente social que também está nesse sector.
Ironia, sabe o que é?
Deixo-lhe outra vez o meu comentário anterior, para não perder tempo a procurar:

«Este é um tipo de comentário que costumo ouvir às pessoas de Direita. Então se o Rendimento Mínimo é assim tão bom, que deixem de trabalhar – todos na família – e peçam o Rendimento Mínimo para, a partir daí, viverem à fartazana. (ATENÇÃO, SÓNIA. ISTO É UMA IRONIA!)
Que é o que os pobres fazem, não é? Fazem filhos para depois receberem o Rendimento Mínimo! (ATENÇÃO, SÓNIA, ISTO É OUTRA VEZ UMA IRONIA!)
Cá por mim, custa-me muito mais aqueles que ganham milhões e não pagam um tostão de impostos.
Custa-me muito mais que esses mesmos que ganham milhões, mas não declaram nada, venham depois receber abonos de família e ouros subsídios. e eu, que tudo declaro, como professor, nada recebo.
Custa-me muito mais os patrões que levam empresas à falência, levando os trabalhadores para o desemprego, e andam por aí a pavonear-se em Ferrari’s e outros luxos.
Custa-me muito mais a vergonha dos Bancos, que pagam absurdas taxas de IRC para lucros de milhões, enquanto as PME pagam um IRC muito mais alto.
Custa-me muito mais, em suma, aqueles que roubam milhões do que aqueles que levam tostões.
Há casos em que o Rendimento Mínimo é mal atribuído? Haverá certamente, mas isso é uma questão de fiscalização. Também há subsídios de desemprego atribuídos a quem está a trabalhar. E pessoas de baixa que estão tudo menos doentes. e ninguém questiona essas protecções sociais.
«Ah, esses drogados recebem o Rendimento Mínimo para gastar tudo em droga!» (ATENÇÃO, SÓNIA, ISTO É UMA FRASE QUE SE DIZ POR AÍ, NÃO É MINHA, POR ISSO ESTÁ ENTRE ASPAS!)
E depois? Se pobres coitados, que não têm onde cair mortos, não sabem aproveitar uma pequena ajuda do Estado que poderia ser uma pequena saída para o seu problema, de quem será o principal prejuizo? Não será deles próprios?
São tostões, meus senhores, tostões! Um ano de fuga aos impostos dava para pagar dezenas de anos de Rendimento Mínimo!
O problema não está no Rendimento Mínimo. Está em tudo o resto. Nos salários de vergonha, nas pensões de miséria, nas condições de vida e de trabalho.»

É isto o que eu penso do Rendimento Mínimo, cara Sónia. Percebeu? O resto são ironias!

Comentário de sonia
Data: 1 de Agosto de 2008, 12:56

Lamento Ricardo, confesso que não li o seu primeiro comentário, falta de atenção e de tempo, mea culpa. Sem o ler a ironia do segundo é pouco perceptível. A páginas tantas a revolta contra tanta ignorância leva-nos a incorrecções como a minha. Caro Ricardo: percebi! ;)

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 1 de Agosto de 2008, 15:11

Cara Sonia,

Tal como acontece consigo, a revolta contra quem diz o que diz do Rendimento Mínimo é tão grande que, por vezes, me apetece cortar a ligação com algumas pessoas. Amigos até, que sempre que estão comigo vêm vociferar contra o Rendimento Mínimo.
E o que eu faço é o que fiz no segundo comentário: ironizar com eles e perguntar-lhes porq

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 1 de Agosto de 2008, 15:13

porque é que não deixm de trabalhar e passam a viver do Rendimento Mínimo, se é assim tão bom…
Bem-haja pelo trabalho que faz. Pelo que vejo com a minha irmã, sei bem as dificuldades com que se depara. Pelo menos nas cidades grandes, é uma única assistente social para analisar mais de mil casos.

Comentário de sonia
Data: 3 de Agosto de 2008, 16:05

Aí está um aspecto acerca do qual me pareceria muito mais pertinente falar: o numero de famílias que cada técnico acompanha. Têm sido tomadas algumas medidas para contornar esta questão, como a celebração de protocolos com IPSS’s que passam pela criação de equipas multidisciplinares que acompanham um n.º definido de casos de RSI. É um passo, mas quanto a mim muito pequeno. Existem depois outras questões acerca da medida que seria importante rever sem qualquer sombra de duvida, mas querer fazer do RSI o bode expiatório para os problemas do país, é perigoso e altamente irresponsável.