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	<title>Comentários em: E eu que julgava que &#8220;aquilo que tem uma história não pode ser definido&#8221;</title>
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		<title>Por: Tiago</title>
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		<dc:creator>Tiago</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 15:08:22 +0000</pubDate>
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		<description>Realmente devemos ler o texto do desidério na íntegra. O Al mostrou claramente que é diferente ler a frase do desidério fora do contexto e ler a frase depois de tudo o que foi dito. É um mau principio criticar ideias descontextualizadas. 

Será fácil criticar o racismo aparente da frase &quot;as negras não são agradáveis&quot;. Mas não será tão fácil criticar essa frase no seguinte contexto: &quot;A Indossel acaba de lançar um novo produto para tratar essas pisaduras que surgem a todo o momento. E toda a gente concorda que as negras não são agradáveis.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente devemos ler o texto do desidério na íntegra. O Al mostrou claramente que é diferente ler a frase do desidério fora do contexto e ler a frase depois de tudo o que foi dito. É um mau principio criticar ideias descontextualizadas. </p>
<p>Será fácil criticar o racismo aparente da frase &#8220;as negras não são agradáveis&#8221;. Mas não será tão fácil criticar essa frase no seguinte contexto: &#8220;A Indossel acaba de lançar um novo produto para tratar essas pisaduras que surgem a todo o momento. E toda a gente concorda que as negras não são agradáveis.&#8221;</p>
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		<title>Por: Elisabete Joaquim</title>
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		<dc:creator>Elisabete Joaquim</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 15:23:26 +0000</pubDate>
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		<description>«Comentário de João Galamba
Data: 23 Julho 2008, 14:12

por outro lado custa-lhes a perceber porque é que as francesadas que eles gostam de designar de irracionais e mistificadoras não são mais do que o seu espelho invertido, que surgiram por reacção a esse policiamento ‘racional’ dos significados, que acha que a filosofia deve tornar-se numa ciência lógica formal e exacta.»

Sempre pensei que tivesse sido ao contrário, que o esvaziamento da filosofia analítica contemporânea fosse ela sim uma resposta à França de 60-70.

Seria um bom tema para discussão em futuro post.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Comentário de João Galamba<br />
Data: 23 Julho 2008, 14:12</p>
<p>por outro lado custa-lhes a perceber porque é que as francesadas que eles gostam de designar de irracionais e mistificadoras não são mais do que o seu espelho invertido, que surgiram por reacção a esse policiamento ‘racional’ dos significados, que acha que a filosofia deve tornar-se numa ciência lógica formal e exacta.»</p>
<p>Sempre pensei que tivesse sido ao contrário, que o esvaziamento da filosofia analítica contemporânea fosse ela sim uma resposta à França de 60-70.</p>
<p>Seria um bom tema para discussão em futuro post.</p>
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		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/23/e-eu-que-julgava-que-aquilo-que-tem-uma-historia-nao-pode-ser-definido/comment-page-1/#comment-55572</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:31:12 +0000</pubDate>
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		<description>Conviria colocar a frase antecedente «Muitos filósofos hoje discordam de Wittgenstein, e consideram que se pode realmente definir o conceito de jogo, e consequentemente de jogo de linguagem, e muitos filósofos discordam também da ideia de que a arte não pode ser definida por ser um conceito aberto. 
Todos parecemos saber perfeitamente bem o que é a arte, mas mal tentamos explicar o que ela realmente é, enredamo-nos em contradições e implausibilidades. É isto a filosofia: faz-nos pensar outra vez e revela perplexidades onde antes havia apenas banalidades.»
Em nada reduz a «experiência artistica não filosófica a uma banalidade» O que está dito é bem evidente: que a filosofia impede a redução à banalidade do que nos parece &quot;resolvido&quot;. Em compensação o historicismo defendido no post remete para a história qualquer discussão sobre arte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Conviria colocar a frase antecedente «Muitos filósofos hoje discordam de Wittgenstein, e consideram que se pode realmente definir o conceito de jogo, e consequentemente de jogo de linguagem, e muitos filósofos discordam também da ideia de que a arte não pode ser definida por ser um conceito aberto.<br />
Todos parecemos saber perfeitamente bem o que é a arte, mas mal tentamos explicar o que ela realmente é, enredamo-nos em contradições e implausibilidades. É isto a filosofia: faz-nos pensar outra vez e revela perplexidades onde antes havia apenas banalidades.»<br />
Em nada reduz a «experiência artistica não filosófica a uma banalidade» O que está dito é bem evidente: que a filosofia impede a redução à banalidade do que nos parece &#8220;resolvido&#8221;. Em compensação o historicismo defendido no post remete para a história qualquer discussão sobre arte.</p>
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		<title>Por: João Galamba</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/23/e-eu-que-julgava-que-aquilo-que-tem-uma-historia-nao-pode-ser-definido/comment-page-1/#comment-55514</link>
		<dc:creator>João Galamba</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:12:40 +0000</pubDate>
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		<description>por outro lado custa-lhes a perceber porque é que as francesadas que eles gostam de designar de irracionais e mistificadoras não são mais do que o seu espelho invertido, que surgiram por reacção a esse policiamento &#039;racional&#039; dos significados, que acha que a filosofia deve tornar-se numa ciência lógica formal e exacta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>por outro lado custa-lhes a perceber porque é que as francesadas que eles gostam de designar de irracionais e mistificadoras não são mais do que o seu espelho invertido, que surgiram por reacção a esse policiamento &#8216;racional&#8217; dos significados, que acha que a filosofia deve tornar-se numa ciência lógica formal e exacta.</p>
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		<title>Por: João Galamba</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/23/e-eu-que-julgava-que-aquilo-que-tem-uma-historia-nao-pode-ser-definido/comment-page-1/#comment-55511</link>
		<dc:creator>João Galamba</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:10:00 +0000</pubDate>
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		<description>eu acho que essa impressão é inteiramente justificada. e mais: como conhecimento para especialistas vai tornar a filosofia redundante. é uma das grandes culpadas pela aridez e irrelevância de uma parte significativa da filosofia contemporanea.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu acho que essa impressão é inteiramente justificada. e mais: como conhecimento para especialistas vai tornar a filosofia redundante. é uma das grandes culpadas pela aridez e irrelevância de uma parte significativa da filosofia contemporanea.</p>
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		<title>Por: João Pinto e Castro</title>
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		<dc:creator>João Pinto e Castro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 11:31:41 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho a impressão que a filosofia analítica se tornou numa espécie de polícia do pensamento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho a impressão que a filosofia analítica se tornou numa espécie de polícia do pensamento.</p>
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		<title>Por: De Puta Madre</title>
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		<dc:creator>De Puta Madre</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 09:37:45 +0000</pubDate>
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		<description>O Desidério Murcho é da corrente analítica ... eh ehe ehh já os gajos admitirem que se respira é cá uma fezada.

....
PS.: não sei se era esse o problema ... bem, n devia ser ... mas já háalgumas décadas que a questão/questões da arte são do âmbito conceptual e não da estética de-gosto</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Desidério Murcho é da corrente analítica &#8230; eh ehe ehh já os gajos admitirem que se respira é cá uma fezada.</p>
<p>&#8230;.<br />
PS.: não sei se era esse o problema &#8230; bem, n devia ser &#8230; mas já háalgumas décadas que a questão/questões da arte são do âmbito conceptual e não da estética de-gosto</p>
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		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/23/e-eu-que-julgava-que-aquilo-que-tem-uma-historia-nao-pode-ser-definido/comment-page-1/#comment-55466</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 09:08:25 +0000</pubDate>
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		<description>A mimesis ter sido abandonada nada tem a ver com a pintura abstrata. De facto, se observarmos um Cristo medieval, por exemplo, facilmente vemos que aquilo nada tem a ver com uma imitação da realidade: há traços exagerados, proporções ignoradas, etc, tudo no objetivo de nos transmitir uma mensagem. A arte nunca foi imitação da realidade, sempre foi distorção dessa realidade, exagero de certos traços da realidade em detrimento de outros, etc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A mimesis ter sido abandonada nada tem a ver com a pintura abstrata. De facto, se observarmos um Cristo medieval, por exemplo, facilmente vemos que aquilo nada tem a ver com uma imitação da realidade: há traços exagerados, proporções ignoradas, etc, tudo no objetivo de nos transmitir uma mensagem. A arte nunca foi imitação da realidade, sempre foi distorção dessa realidade, exagero de certos traços da realidade em detrimento de outros, etc.</p>
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