<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Cruzando experiências</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/</link>
	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Mar 2010 02:12:09 -0700</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: Justineano</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54550</link>
		<dc:creator>Justineano</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 15:54:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54550</guid>
		<description>&quot;O Estado de Israel não exemplifica o respeito pela pessoa humana entendida enquanto universalidade abstracta. Israel valoriza pessoas concretas, cidadãos do Estado de Israel. Ou seja, é a pessoa mediada por um conceito de nação, entendido como comunidade histórica ‘imaginada’ particular. Parece a mesma coisa, mas não é.&quot; 

E fá-lo correctamente quando se traduz a dignidade da pessoa humana na impoderabilidade da vida humana!!!
Não existe dignidade da pessoa humana na mera abstracção da ideia e sem o indivíduo humano!!

Caro Luís Lavoura!! Uma vida conta (muito) mais doque todas as outras!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O Estado de Israel não exemplifica o respeito pela pessoa humana entendida enquanto universalidade abstracta. Israel valoriza pessoas concretas, cidadãos do Estado de Israel. Ou seja, é a pessoa mediada por um conceito de nação, entendido como comunidade histórica ‘imaginada’ particular. Parece a mesma coisa, mas não é.&#8221; </p>
<p>E fá-lo correctamente quando se traduz a dignidade da pessoa humana na impoderabilidade da vida humana!!!<br />
Não existe dignidade da pessoa humana na mera abstracção da ideia e sem o indivíduo humano!!</p>
<p>Caro Luís Lavoura!! Uma vida conta (muito) mais doque todas as outras!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54542</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 15:16:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54542</guid>
		<description>Excelente.

Já agora, note-se que o post do André Abrantes Amaral aparece encimado com as fotografias dos dois soldados israelitas, mas não com a fotografia de nenhum dos combatentes libaneses mortos cujos cadáveres ontem também foram devolvidos. Parece que, também para o André, há certas vidas que contam (muito) mais do que outras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente.</p>
<p>Já agora, note-se que o post do André Abrantes Amaral aparece encimado com as fotografias dos dois soldados israelitas, mas não com a fotografia de nenhum dos combatentes libaneses mortos cujos cadáveres ontem também foram devolvidos. Parece que, também para o André, há certas vidas que contam (muito) mais do que outras.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Resposta a uma pergunta, que afinal são três&#8230; &#171; O Insurgente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54526</link>
		<dc:creator>Resposta a uma pergunta, que afinal são três&#8230; &#171; O Insurgente</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 14:02:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54526</guid>
		<description>[...] apontava ao liberalismo, com maior ênfase durante o século XX - e que o João Galamba transporta no seu finger-pointing, para o século XXI - estaria ultrapassado, em grande medida porque as circunstâncias mudaram, e o [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] apontava ao liberalismo, com maior ênfase durante o século XX &#8211; e que o João Galamba transporta no seu finger-pointing, para o século XXI &#8211; estaria ultrapassado, em grande medida porque as circunstâncias mudaram, e o [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; Ainda sobre a troca de prisioneiros e o liberalismo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54501</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Ainda sobre a troca de prisioneiros e o liberalismo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 12:12:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54501</guid>
		<description>[...] contrário do que o RAF continua a defender, a troca de prisioneiros não é o resultado da política de segurança de Israel. Aliás, se se [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] contrário do que o RAF continua a defender, a troca de prisioneiros não é o resultado da política de segurança de Israel. Aliás, se se [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54415</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:04:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54415</guid>
		<description>o q seria de nós sem os inventores de dicotomias???</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o q seria de nós sem os inventores de dicotomias???</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54414</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:03:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54414</guid>
		<description>Caro João,

&quot;A legitimidade deste acto do Estado nao é algo que decorre do respeito por direitos individuais. É algo de outra natureza cujo significado a ontologia atomistica que tu defendes tem alguma dificuldade em conceptualizar.&quot;

Por acaso não tenho dificuldade nenhuma em conceptualizar semelhante acto do Estado; a defesa e a segurança implicam certas projecções que, reforçando o carácter simbólico, unem a comunidade; o que me importa é que, latu sensu, a política de segurança vise a minha protecção e dos restantes cidadãos, e se esses gestos, do ponto de vista instrumental, são necessários/úteis, então têm a minha anuência.

Depois, não acho que eu defenda uma &quot;ontologia atomista&quot;, essa é uma crítica clássica a um certo liberalismo, na qual não me revejo; aliás, os liberalismos mais objectivistas, como o de Rand, pese embora tenham o seu interesse (eu aprecio o objectivismo, como especulação teórica), já não funcionam desgarrados daquilo que são hoje as sociedades abertas, da informação e da globalização; serei, nesse campo, mais kirznerniano (se é que o termo existe), mais das teses da assimetria e do exercício da decisão em ambientes de incerteza e risco; aliás, tenho diversos textos e apresentações públicas onde defendo que o novo individualismo (que pode partir de um certo objectivismo) se faz na relação com os outros; no próprio texto, que tu linkas, e do qual concluis por uma oncologia atomista, eu admito que por vezes sofremos consequências por fracassos que não são os nossos, como decorrência da nossa vida em sociedade, e refiro precisamente aquela que é a minha opção por sociedades abertas, subjectivas, assentes no risco, na incerteza, com espaço para o erro, e na responsabilidade. Diria estar mais no campo de Kirnzer do que de Rand, mas tu lá saberás qual a prateleria onde me encaixo melhor...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,</p>
<p>&#8220;A legitimidade deste acto do Estado nao é algo que decorre do respeito por direitos individuais. É algo de outra natureza cujo significado a ontologia atomistica que tu defendes tem alguma dificuldade em conceptualizar.&#8221;</p>
<p>Por acaso não tenho dificuldade nenhuma em conceptualizar semelhante acto do Estado; a defesa e a segurança implicam certas projecções que, reforçando o carácter simbólico, unem a comunidade; o que me importa é que, latu sensu, a política de segurança vise a minha protecção e dos restantes cidadãos, e se esses gestos, do ponto de vista instrumental, são necessários/úteis, então têm a minha anuência.</p>
<p>Depois, não acho que eu defenda uma &#8220;ontologia atomista&#8221;, essa é uma crítica clássica a um certo liberalismo, na qual não me revejo; aliás, os liberalismos mais objectivistas, como o de Rand, pese embora tenham o seu interesse (eu aprecio o objectivismo, como especulação teórica), já não funcionam desgarrados daquilo que são hoje as sociedades abertas, da informação e da globalização; serei, nesse campo, mais kirznerniano (se é que o termo existe), mais das teses da assimetria e do exercício da decisão em ambientes de incerteza e risco; aliás, tenho diversos textos e apresentações públicas onde defendo que o novo individualismo (que pode partir de um certo objectivismo) se faz na relação com os outros; no próprio texto, que tu linkas, e do qual concluis por uma oncologia atomista, eu admito que por vezes sofremos consequências por fracassos que não são os nossos, como decorrência da nossa vida em sociedade, e refiro precisamente aquela que é a minha opção por sociedades abertas, subjectivas, assentes no risco, na incerteza, com espaço para o erro, e na responsabilidade. Diria estar mais no campo de Kirnzer do que de Rand, mas tu lá saberás qual a prateleria onde me encaixo melhor&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54413</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:02:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54413</guid>
		<description>eu não me referia ao &quot;meu&quot; liberalismo. 

infelizmente não tenho o meu liberalismo.

mas os liberalismos que existem como realidades históricas (e é destes que falo aqui) não ignoram a pertença comunitária. Nenhum deles o faz. Nenhuma ideologia pode contemplar a possibilidade de ignorar a comunidade.  Pensam a comunidade de formas distintas (uns herdam a comunidade, outros criam-na, mas nenhum a ignora). Nada mais.  Ou seja, tu e os restantes falam de liberalismos inexistentes. bla  bla</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu não me referia ao &#8220;meu&#8221; liberalismo. </p>
<p>infelizmente não tenho o meu liberalismo.</p>
<p>mas os liberalismos que existem como realidades históricas (e é destes que falo aqui) não ignoram a pertença comunitária. Nenhum deles o faz. Nenhuma ideologia pode contemplar a possibilidade de ignorar a comunidade.  Pensam a comunidade de formas distintas (uns herdam a comunidade, outros criam-na, mas nenhum a ignora). Nada mais.  Ou seja, tu e os restantes falam de liberalismos inexistentes. bla  bla</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Compaixão e Dependência &#171; O Insurgente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54411</link>
		<dc:creator>Compaixão e Dependência &#171; O Insurgente</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 22:48:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54411</guid>
		<description>[...] Comentário, Teoria &#8212; Miguel Botelho Moniz @ 11:47 pm   Comentando este post do RAF, o João Galamba afirma às tantas (negritos meus): «Aliás, arriscar-me-ia a dizer que o que o RAF defende, levado até às últimas [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Comentário, Teoria &#8212; Miguel Botelho Moniz @ 11:47 pm   Comentando este post do RAF, o João Galamba afirma às tantas (negritos meus): «Aliás, arriscar-me-ia a dizer que o que o RAF defende, levado até às últimas [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Galamba</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54407</link>
		<dc:creator>João Galamba</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 22:22:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54407</guid>
		<description>Ezequiel,

nao comentes sem ler os posts em causa. O liberalismo a que me refiro não é o teu.

RAF,


&quot;Da minha parte, não vejo qualquer incompatibilidade - e se a houvesse, tão pouco viria qualquer mal ao mundo - porquanto, como pode até ser lido na caixa de comentários do post que citas, a maioria dos liberalismos reserva uma função para o Estado, e essa função, a primeira, é precisamente a garantia da segurança.&quot;

A negociação entre Israel e Hezbolah não tem nada a ver com segurança, nem com qualquer das funçoes do estado liberal mínimo que tu defendes. A questão é simbolica e exprime valores colectivos que tu (e liberais como o Joao Miranda) normalmente queres excluir da esfera política e da acção do Estado. A acção do Estado Israelita exprime um bem comum simbólico, que muito dificilmente pode ser enquadrado no tipo de liberalismo que tu costumas defender. 

Dizes que as realidades são distintas. Discordo. Acho que faz algum sentido cruzar uma posição política geral (o teu liberalismo e, acho, o do André) com o elogio de um acontecimento que tem uma natureza política simbólica (que não deixa de ser real por isso). Se for dificil (ou impossível) imaginar que os dois possam coexistir, considero a minha questão pertinente. 

Mais uma vez: o que Israel fez não pode ser entendido instrumentalmente (como algo que pode ser entendida como contribuindo para a segurança de um conjunto de cidadãos que por acaso coexistem no mesmo espaço político). É um acto simbólico, que revela uma noção substantiva de bem comum, o que viola a defesa da neutralidade que os liberais (Rawls e outros) tendem a exigir do Estado liberal. A legitimidade deste acto do Estado nao é algo que decorre do respeito por direitos individuais. É algo de outra natureza cujo significado a ontologia atomistica que tu defendes tem alguma dificuldade em conceptualizar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ezequiel,</p>
<p>nao comentes sem ler os posts em causa. O liberalismo a que me refiro não é o teu.</p>
<p>RAF,</p>
<p>&#8220;Da minha parte, não vejo qualquer incompatibilidade &#8211; e se a houvesse, tão pouco viria qualquer mal ao mundo &#8211; porquanto, como pode até ser lido na caixa de comentários do post que citas, a maioria dos liberalismos reserva uma função para o Estado, e essa função, a primeira, é precisamente a garantia da segurança.&#8221;</p>
<p>A negociação entre Israel e Hezbolah não tem nada a ver com segurança, nem com qualquer das funçoes do estado liberal mínimo que tu defendes. A questão é simbolica e exprime valores colectivos que tu (e liberais como o Joao Miranda) normalmente queres excluir da esfera política e da acção do Estado. A acção do Estado Israelita exprime um bem comum simbólico, que muito dificilmente pode ser enquadrado no tipo de liberalismo que tu costumas defender. </p>
<p>Dizes que as realidades são distintas. Discordo. Acho que faz algum sentido cruzar uma posição política geral (o teu liberalismo e, acho, o do André) com o elogio de um acontecimento que tem uma natureza política simbólica (que não deixa de ser real por isso). Se for dificil (ou impossível) imaginar que os dois possam coexistir, considero a minha questão pertinente. </p>
<p>Mais uma vez: o que Israel fez não pode ser entendido instrumentalmente (como algo que pode ser entendida como contribuindo para a segurança de um conjunto de cidadãos que por acaso coexistem no mesmo espaço político). É um acto simbólico, que revela uma noção substantiva de bem comum, o que viola a defesa da neutralidade que os liberais (Rawls e outros) tendem a exigir do Estado liberal. A legitimidade deste acto do Estado nao é algo que decorre do respeito por direitos individuais. É algo de outra natureza cujo significado a ontologia atomistica que tu defendes tem alguma dificuldade em conceptualizar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54396</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:31:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54396</guid>
		<description>Caro João Galamba,
O texto que eu escrevi não pretende ser um tratado liberal que reconcilie os dogmas com o cosmos, mas uma resposta a um conjunto de questões que se têm colocado em matéria das liberdades económicas, a propósito das mais recentes crises dos mercados. Fala daquilo que é, para mim, a esfera de afirmação dos cidadãos comuns, e dos valores das classes médias.
O texto do André Abrantes Amaral diz respeito a uma realidade distinta, a aspectos relacionados com a segurança, uma das áreas onde a tradição liberal aceita e até assume ser uma função primordial do Estado, uma das esferas onde se admitem restrições às liberdades, como forma de garantia, precisamente das liberdades individuais (nesta linha, considero a definição de I. Berlin, de liberdades negativas, bastante adequada). 
Da minha parte, não vejo qualquer incompatibilidade - e se a houvesse, tão pouco viria qualquer mal ao mundo - porquanto, como pode até ser lido na caixa de comentários do post que citas, a maioria dos liberalismos reserva uma função para o Estado, e essa função, a primeira, é precisamente a garantia da segurança.
Em qualquer caso, diria que os &quot;textos&quot; têm de ser lidos no seu &quot;contexto&quot;, e não &quot;levados às últimas consequências&quot;: o que se discute no meu post são liberdades económicas, e os valores que eu gostaria de ver salvaguardados; estamos no campo das tendências, e não na afirmação de dogmas fechados (no meu post, admite-se, por exemplo, a imposição da regulação, com carácter subsidiário, nem sequer se faz a apologia do anarquismo e da vontade). O que eu digo, e reafirmo, é que prefiro uma sociedade assente num modelo de liberdades individuais, do que uma sociedade enredada em amarras normativas e construções institucionais que desconfiam dos cidadãos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Galamba,<br />
O texto que eu escrevi não pretende ser um tratado liberal que reconcilie os dogmas com o cosmos, mas uma resposta a um conjunto de questões que se têm colocado em matéria das liberdades económicas, a propósito das mais recentes crises dos mercados. Fala daquilo que é, para mim, a esfera de afirmação dos cidadãos comuns, e dos valores das classes médias.<br />
O texto do André Abrantes Amaral diz respeito a uma realidade distinta, a aspectos relacionados com a segurança, uma das áreas onde a tradição liberal aceita e até assume ser uma função primordial do Estado, uma das esferas onde se admitem restrições às liberdades, como forma de garantia, precisamente das liberdades individuais (nesta linha, considero a definição de I. Berlin, de liberdades negativas, bastante adequada).<br />
Da minha parte, não vejo qualquer incompatibilidade &#8211; e se a houvesse, tão pouco viria qualquer mal ao mundo &#8211; porquanto, como pode até ser lido na caixa de comentários do post que citas, a maioria dos liberalismos reserva uma função para o Estado, e essa função, a primeira, é precisamente a garantia da segurança.<br />
Em qualquer caso, diria que os &#8220;textos&#8221; têm de ser lidos no seu &#8220;contexto&#8221;, e não &#8220;levados às últimas consequências&#8221;: o que se discute no meu post são liberdades económicas, e os valores que eu gostaria de ver salvaguardados; estamos no campo das tendências, e não na afirmação de dogmas fechados (no meu post, admite-se, por exemplo, a imposição da regulação, com carácter subsidiário, nem sequer se faz a apologia do anarquismo e da vontade). O que eu digo, e reafirmo, é que prefiro uma sociedade assente num modelo de liberdades individuais, do que uma sociedade enredada em amarras normativas e construções institucionais que desconfiam dos cidadãos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54395</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:27:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54395</guid>
		<description>Qual é a sociedade q valoriza exclusivamente a liberdade, João? (Não li o artigos a q te referes, esta é uma pergunta para ti) isto é um exagerozito retórico. Só para dicotomizar a coisa, right?..e depois, alas, des-dicotomizar outra vez.... É por estas e por outras que eu não leio os rafs e os jms cá do burgo blogosférico. Correndo o risco de parecer um perfeito kuntiano (não, não é o emanuel)...eles só escrevem asneirada. Nem sequer conhecem a tradição que invocam. São um desperdício de tempo. Brados de asnos não chegam aos ceús...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Qual é a sociedade q valoriza exclusivamente a liberdade, João? (Não li o artigos a q te referes, esta é uma pergunta para ti) isto é um exagerozito retórico. Só para dicotomizar a coisa, right?..e depois, alas, des-dicotomizar outra vez&#8230;. É por estas e por outras que eu não leio os rafs e os jms cá do burgo blogosférico. Correndo o risco de parecer um perfeito kuntiano (não, não é o emanuel)&#8230;eles só escrevem asneirada. Nem sequer conhecem a tradição que invocam. São um desperdício de tempo. Brados de asnos não chegam aos ceús&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54394</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:21:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54394</guid>
		<description>ou seja,

talvez  o teu argumento seja (estruturalmente) muito parecido com os argumentos que criticas. Tu não queres ideiais liberais na concepção comunitária. E eles não querem comunitarismos na sua concepção do liberalismo. Ora, dois absurdos num único post.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ou seja,</p>
<p>talvez  o teu argumento seja (estruturalmente) muito parecido com os argumentos que criticas. Tu não queres ideiais liberais na concepção comunitária. E eles não querem comunitarismos na sua concepção do liberalismo. Ora, dois absurdos num único post.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54393</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:12:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54393</guid>
		<description>O universalismo a que te referes nasceu com o Judaísmo, João.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O universalismo a que te referes nasceu com o Judaísmo, João.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/16/cruzando-experiencias/comment-page-1/#comment-54391</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:09:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3585#comment-54391</guid>
		<description>A não ser, claro, se pensarmos na comunidade histórica como uma comunidade constituída (em termos ideais) por indivíduos que desfrutam de liberdade. Pareces sugerir a tese absurda que o comunitarismo é impossível numa sociedade liberal. Não faltam comunitarismos liberais, de cariz participativo, que assentam na presunção errada de que a capacidade para a participação contem em si propria a garantia da participação e, mais, de que esta participação é intrinsecamente democrática (visa o bem comum e não um agregado de interesses individuais que se mascaram de bem comum)  Então não é possivel celebrar os valores liberais da liberdade, autonomia bla bla...como valores comunitários??? Estás a tentar &quot;dicotomizar&quot; os valores liberais com os ideais comunitários.

É evidente que, no caso de Israel (como em todos os outros, diria eu) o critério comunitário não se esgota nos valores liberais. Há uma cultura comum bla bla onde constam os valores liberais....aliás, muitos valores liberais assentam que nem uma luva em muitas concepções comunitárias Judaicas. O conceito de responsabilidade não é esquecido no Judaismo e no Liberalismo. 

Israel é um dos países que (proporcionalmente)  +  contribui com assistência tecnológica (etc) a países africanos q vivem situações difíceis.
Ou seja, o individuo enquanto &quot;universalidade abstracta&quot; (que nunca o é) é uma consideração premente em todos os planos de ajuda internacional. Todos os países com meios ajudam outros países sem meios.  Além disso, é muito normal universalizar a partir de casos concretos.


 No entanto, isto não implica uma oposição ou tensão entre os valores liberais e as concepções comunitárias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A não ser, claro, se pensarmos na comunidade histórica como uma comunidade constituída (em termos ideais) por indivíduos que desfrutam de liberdade. Pareces sugerir a tese absurda que o comunitarismo é impossível numa sociedade liberal. Não faltam comunitarismos liberais, de cariz participativo, que assentam na presunção errada de que a capacidade para a participação contem em si propria a garantia da participação e, mais, de que esta participação é intrinsecamente democrática (visa o bem comum e não um agregado de interesses individuais que se mascaram de bem comum)  Então não é possivel celebrar os valores liberais da liberdade, autonomia bla bla&#8230;como valores comunitários??? Estás a tentar &#8220;dicotomizar&#8221; os valores liberais com os ideais comunitários.</p>
<p>É evidente que, no caso de Israel (como em todos os outros, diria eu) o critério comunitário não se esgota nos valores liberais. Há uma cultura comum bla bla onde constam os valores liberais&#8230;.aliás, muitos valores liberais assentam que nem uma luva em muitas concepções comunitárias Judaicas. O conceito de responsabilidade não é esquecido no Judaismo e no Liberalismo. </p>
<p>Israel é um dos países que (proporcionalmente)  +  contribui com assistência tecnológica (etc) a países africanos q vivem situações difíceis.<br />
Ou seja, o individuo enquanto &#8220;universalidade abstracta&#8221; (que nunca o é) é uma consideração premente em todos os planos de ajuda internacional. Todos os países com meios ajudam outros países sem meios.  Além disso, é muito normal universalizar a partir de casos concretos.</p>
<p> No entanto, isto não implica uma oposição ou tensão entre os valores liberais e as concepções comunitárias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
