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	<title>Comentários em: a ler&#8230;</title>
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		<title>Por: De Puta Madre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/09/a-ler-5/comment-page-1/#comment-53752</link>
		<dc:creator>De Puta Madre</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 02:06:39 +0000</pubDate>
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		<description>CN
A Philipa Foot ( num livro que lhe perdi o rasto), mas a Sra é filósofa e americana, ilustra essa problemática - o corpo feminino como propriedade ou como meio - com o dilema do Violinista. No qual ela coloca a situação: um violinista ( famoso e mais n predicados) que tem uma doença rara e que morrerá dentro de nove meses. A única possibilidade de salvação está no facto de existir uma jovem senhora ( a única no planeta que tem uma molécula compatível etc) que se se disponibilizar a ficar ligada a uma máquina durante esses nove meses o Violinista famoso –e-etc. se salvar-se-á.  A argumentação expande-se por aí. Terá a Sra. Obrigação de salvar o Violinista? Etc. (Sorrry, esta intromissão na conversa foi só para dar “cor” e de certa forma libertar a razão um pouco do pesadíssimo peso da emoção… nas aulas de ética do séc. XX … deu os seus frutos. Vale!)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>CN<br />
A Philipa Foot ( num livro que lhe perdi o rasto), mas a Sra é filósofa e americana, ilustra essa problemática &#8211; o corpo feminino como propriedade ou como meio &#8211; com o dilema do Violinista. No qual ela coloca a situação: um violinista ( famoso e mais n predicados) que tem uma doença rara e que morrerá dentro de nove meses. A única possibilidade de salvação está no facto de existir uma jovem senhora ( a única no planeta que tem uma molécula compatível etc) que se se disponibilizar a ficar ligada a uma máquina durante esses nove meses o Violinista famoso –e-etc. se salvar-se-á.  A argumentação expande-se por aí. Terá a Sra. Obrigação de salvar o Violinista? Etc. (Sorrry, esta intromissão na conversa foi só para dar “cor” e de certa forma libertar a razão um pouco do pesadíssimo peso da emoção… nas aulas de ética do séc. XX … deu os seus frutos. Vale!)</p>
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		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/09/a-ler-5/comment-page-1/#comment-53573</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 01:20:32 +0000</pubDate>
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		<description>No caso da Barragem do Tua, «qual é o mais relevante dos dois interesses públicos?»
Uma linha férrea mais do que centenária, uma das mais belas do mundo, a única ligação ferroviária dos transmontanos; ou uma Barragem que pouco vai adiantar no que diz respeito ao sistema enérgético da região?

A propósito, vai texto sobre o assunto publicado no meu blogue:
«O facto de sermos governados por um iletrado, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que compram licenciaturas e fazem projectos de sarjeta!
Pensarão os mais pessimistas que não adianta lutar. Nada se pode contra o betão! Nada se pode, no fim de contas, contra o dinheiro! Pois se Portugal é líder nas energias alternativas e continuamos a pagar a electricidade cada vez mais cara...
Concedo que é difícl. Lutar contra o betão e o dinheiro é difícil, mas lutar contra a ignorância é ainda mais Mas não é impossível. Temos as gravuras de Foz Côa como exemplo, apesar de continuarem à espera de uma verdadeira política de exploração cultural e turística.
Infelizmente, quando perguntados, os senhores do poder dirão que se trata de progresso. De desenvolvimento.
Como é óbvio, os senhores do poder não sabem, porque não querem saber e porque são iletrados, que em 1886 a Linha do Tua já chegava até Mirandela e que em 1906 chegou a Bragança.
100 anos depois, a ligação a Bragança já não existe. Há muito que já não existe! 120 anos depois, querem acabar com a ligação a Mirandela, a última ligação ferroviária do Nordeste Transmontano!
O progresso é isto? O desenvolvimento é isto? Acabar com o meio de transporte mais limpo, mais eficiente e menos poluente do mundo é progresso? É desenvolvimento? Abandonar a via tradicional para fazer absurdos TGV&#039;s num país minúsculo o que é?
Para o fim, o mais importante: as pessoas. Algo que, olhando para a realidade sócio-política do nosso país, não será grande argumento. São poucos aqueles que vivem em Trás-os-Montes, por conseguinte, são poucos aqueles que votam. Acabar com a única ligação ferroviária em toda a região não representará mais do que meia dúzia de milhares de votos, tantos quantos são aqueles que utilizam anualmente a Linha.
Milhares de pessoas, todos os anos, em aldeias isoladas, sem forma de chegar a Mirandela ou à Régua? É o progresso! É o desenvolvimento!
Infelizmente, como já se percebeu, não vale a pena contar com o bom senso dos novos engenheiros que governam Portugal. Já sabemos que o Sr. José de Sousa, o fascistazeco de Vilar de Maçada, nunca recua. Nem ele, nem o seu Ministro Jamais, nem aqueloutro Ministro que demoliu a casa onde viveu Almeida Garrett para aí construir o seu empreendimento de luxo. Para essa gente, o património vale muito pouco.
Infelizmente também, não podemos recorrer sequer a Belém, onde vive uma Múmia Petrificada que, embrenhada no seu novo papel de «cooperadora estratégica», sorri até mais não poder, calculista até à vergonha. O mesmo que, enquanto Primeiro-Ministro, começou a destruição da via férrea.
Pelo menos até ao seu segundo mandato, Portugal pode estar a «ferro e fogo», que ele continuará a passear férias em Moçambique à custa do erário público.
Resta-nos, pois, lutar. Sozinhos. Com a força da razão. Em defesa de um vale único que vai desaparecer. Em defesa de uma linha irrepetível, considerada a terceira mais bela do mundo das vias estreitas. Em defesa de Portugal. Em defesa das suas gentes que dependem do comboio.»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No caso da Barragem do Tua, «qual é o mais relevante dos dois interesses públicos?»<br />
Uma linha férrea mais do que centenária, uma das mais belas do mundo, a única ligação ferroviária dos transmontanos; ou uma Barragem que pouco vai adiantar no que diz respeito ao sistema enérgético da região?</p>
<p>A propósito, vai texto sobre o assunto publicado no meu blogue:<br />
«O facto de sermos governados por um iletrado, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária.<br />
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.<br />
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que compram licenciaturas e fazem projectos de sarjeta!<br />
Pensarão os mais pessimistas que não adianta lutar. Nada se pode contra o betão! Nada se pode, no fim de contas, contra o dinheiro! Pois se Portugal é líder nas energias alternativas e continuamos a pagar a electricidade cada vez mais cara&#8230;<br />
Concedo que é difícl. Lutar contra o betão e o dinheiro é difícil, mas lutar contra a ignorância é ainda mais Mas não é impossível. Temos as gravuras de Foz Côa como exemplo, apesar de continuarem à espera de uma verdadeira política de exploração cultural e turística.<br />
Infelizmente, quando perguntados, os senhores do poder dirão que se trata de progresso. De desenvolvimento.<br />
Como é óbvio, os senhores do poder não sabem, porque não querem saber e porque são iletrados, que em 1886 a Linha do Tua já chegava até Mirandela e que em 1906 chegou a Bragança.<br />
100 anos depois, a ligação a Bragança já não existe. Há muito que já não existe! 120 anos depois, querem acabar com a ligação a Mirandela, a última ligação ferroviária do Nordeste Transmontano!<br />
O progresso é isto? O desenvolvimento é isto? Acabar com o meio de transporte mais limpo, mais eficiente e menos poluente do mundo é progresso? É desenvolvimento? Abandonar a via tradicional para fazer absurdos TGV&#8217;s num país minúsculo o que é?<br />
Para o fim, o mais importante: as pessoas. Algo que, olhando para a realidade sócio-política do nosso país, não será grande argumento. São poucos aqueles que vivem em Trás-os-Montes, por conseguinte, são poucos aqueles que votam. Acabar com a única ligação ferroviária em toda a região não representará mais do que meia dúzia de milhares de votos, tantos quantos são aqueles que utilizam anualmente a Linha.<br />
Milhares de pessoas, todos os anos, em aldeias isoladas, sem forma de chegar a Mirandela ou à Régua? É o progresso! É o desenvolvimento!<br />
Infelizmente, como já se percebeu, não vale a pena contar com o bom senso dos novos engenheiros que governam Portugal. Já sabemos que o Sr. José de Sousa, o fascistazeco de Vilar de Maçada, nunca recua. Nem ele, nem o seu Ministro Jamais, nem aqueloutro Ministro que demoliu a casa onde viveu Almeida Garrett para aí construir o seu empreendimento de luxo. Para essa gente, o património vale muito pouco.<br />
Infelizmente também, não podemos recorrer sequer a Belém, onde vive uma Múmia Petrificada que, embrenhada no seu novo papel de «cooperadora estratégica», sorri até mais não poder, calculista até à vergonha. O mesmo que, enquanto Primeiro-Ministro, começou a destruição da via férrea.<br />
Pelo menos até ao seu segundo mandato, Portugal pode estar a «ferro e fogo», que ele continuará a passear férias em Moçambique à custa do erário público.<br />
Resta-nos, pois, lutar. Sozinhos. Com a força da razão. Em defesa de um vale único que vai desaparecer. Em defesa de uma linha irrepetível, considerada a terceira mais bela do mundo das vias estreitas. Em defesa de Portugal. Em defesa das suas gentes que dependem do comboio.»</p>
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		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/09/a-ler-5/comment-page-1/#comment-53527</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 21:35:47 +0000</pubDate>
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		<description>As coisas não são tão simples quanto parecem.
Façamos uma analogia entre as barragens e as &quot;regulações dos mercados&quot;.

Há muita gente que apoia a construção de barragens mas alguns consideram que as albufeiras vão destruir ambientes naturais ou culturais que deviam ser preservados. Neste caso temos que ponderar muito bem qual é o mais relevante dos dois interesses públicos, se devemos travar a água ou deixá-la correr livremente. 

Para as barragens valerem a pena temos que estudar inúmeros aspectos. 

Por exemplo se não escolhermos um vale suficientemente profundo a água transborda e vai correr para outro vale e, em vez de uma barragem, teremos um transvase. 

Outro exemplo, se não tivermos um sistema de escoamento da carga da barragem corremos o risco de ela ceder e provocar uma enxurrada desvastadora.

Em suma, todos concordamos com o controle das forças naturais, não podemos sequer sobreviver sem ele.

O que levanta divergências é o modo de fazer esse controle, se um determinado controle é ou não eficaz, se obtém os resultados pretendidos ou se obtém os resultados não desejados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As coisas não são tão simples quanto parecem.<br />
Façamos uma analogia entre as barragens e as &#8220;regulações dos mercados&#8221;.</p>
<p>Há muita gente que apoia a construção de barragens mas alguns consideram que as albufeiras vão destruir ambientes naturais ou culturais que deviam ser preservados. Neste caso temos que ponderar muito bem qual é o mais relevante dos dois interesses públicos, se devemos travar a água ou deixá-la correr livremente. </p>
<p>Para as barragens valerem a pena temos que estudar inúmeros aspectos. </p>
<p>Por exemplo se não escolhermos um vale suficientemente profundo a água transborda e vai correr para outro vale e, em vez de uma barragem, teremos um transvase. </p>
<p>Outro exemplo, se não tivermos um sistema de escoamento da carga da barragem corremos o risco de ela ceder e provocar uma enxurrada desvastadora.</p>
<p>Em suma, todos concordamos com o controle das forças naturais, não podemos sequer sobreviver sem ele.</p>
<p>O que levanta divergências é o modo de fazer esse controle, se um determinado controle é ou não eficaz, se obtém os resultados pretendidos ou se obtém os resultados não desejados.</p>
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	<item>
		<title>Por: CN</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/09/a-ler-5/comment-page-1/#comment-53316</link>
		<dc:creator>CN</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 15:26:26 +0000</pubDate>
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		<description>Muito interessante a palestra moralista, embora os direitos de propriedade se definidos correctamente dificilmente trazem esse imoralismo de mercado (&quot;tráfico de seres humanos&quot; pretende significar escravidao forçada?).  A poluiçao de uma fábrica pode ser considerada uma invasao da propriedade de residentes vizinhos e isso poderia ser resolvido em disputa judicial sobre direitos de propriedade sobre a qualidade do ar.

Mas já agora, perante tanto moralismo...

Poderemos entao falar de um direito de propriedade &quot;irrestrito&quot; da mae sobre o seu corpo de tal forma que pode expulsar (abortar) uma vida?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante a palestra moralista, embora os direitos de propriedade se definidos correctamente dificilmente trazem esse imoralismo de mercado (&#8220;tráfico de seres humanos&#8221; pretende significar escravidao forçada?).  A poluiçao de uma fábrica pode ser considerada uma invasao da propriedade de residentes vizinhos e isso poderia ser resolvido em disputa judicial sobre direitos de propriedade sobre a qualidade do ar.</p>
<p>Mas já agora, perante tanto moralismo&#8230;</p>
<p>Poderemos entao falar de um direito de propriedade &#8220;irrestrito&#8221; da mae sobre o seu corpo de tal forma que pode expulsar (abortar) uma vida?</p>
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	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/07/09/a-ler-5/comment-page-1/#comment-53308</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 14:21:46 +0000</pubDate>
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		<description>O mercado dos animais (venda de animais) é profundamente repugnante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado dos animais (venda de animais) é profundamente repugnante.</p>
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