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dar música

5 Julho 2008 | por Fernanda Câncio

Foi acontecendo. Acho que começou nas lojas. De repente, entrava-se numa loja e havia música. Depois começou a haver música aos berros. Do género de música aos berros que faz uma pessoa perder qualquer vontade de comprar e querer pôr-se a milhas rapidamente. Depois foi nos cafés. A seguir nos restaurantes. Queria-se fazer o que fazem pessoas que jantam juntas – conversar (a não ser que estejam terrivelmente apaixonadas ou terrivelmente fartas umas das outras) – e era impossível. Pedia-se para baixar a música e os empregados ficavam a olhar, tipo “olha a careta, não curte”

.

Depois, um belo péssimo dia, chegou à rua. Em Lisboa, na Baixa – a Baixa, o tal sítio que precisa tanto de “animação” — colocaram umas colunas e toca de “animar” os passantes. Não tão animados, estes tanto protestaram que a idiotice foi à vida. Quando demos por nós, estava nas praias, nos chamados apoios de praia. Peço desculpa por fazer uma pergunta tão estúpida, mas por que raio há-de alguém querer ouvir música aos berros numa praia quando tem o barulho das ondas, o ondular das lonas na brisa, e aquele clamor difuso, feliz, dos banhistas? Pois. Vai-se a ver e é do hábito. Uma espécie de vício. Certo é que está em todo o lado. Por exemplo, nos ginásios. Não se consegue fazer ginástica sem música. Nem se consegue tomar um duche no ginásio sem ouvir música. Há aulas de bicicleta (nome de código RPM) com luzes giratórias e não, não estou a inventar, bolas de espelhos, em que os instrutores têm microfones mas mesmo assim gritam para que alguém perceba que raio estão a mandar fazer. Até nas chamadas “aulas calmas”, aquelas de mistura de Tai Chi com Pilates e Yoga, invariavelmente a música está tão alta que em vez de relaxar, distender e apurar o equilíbrio, o participante esmifra os nervos por não lograr seguir as instruções.

Parece pois que a música alta, tão alta que faz suspeitar de que está toda a gente a caminho da surdez, veio para ficar. A música e os ecrãs com música. No outro dia passei numa esplanada da Baixa (sim, outra vez a Baixa) e havia um ecrã. Quer dizer: uma esplanada no meio de uma enfiada de ruas numa zona onde passam milhares de pessoas, com um sol maravilhoso e edifícios bonitos por todo o lado, e um ecrã. Para que quer alguém um ecrã num sítio daqueles? Será por causa do europeu de futebol? Ou é mesmo só para ver, sei lá, vídeoclips?

Bem sei que parece que tenho 80 anos e nunca dei cabo da paciência dos meus vizinhos com a aparelhagem no máximo, ou que não gosto de bares e discotecas. Mas, precisamente, esta ideia de que tudo tem de ser igual a um bar ou uma discoteca, de que alegria e “animação” (outra vez esta palavra execrável) são sinónimo de música alta é verdadeiramente encanitante. Aliás, é pior que encanitante, é de fazer perder a cabeça. A mentalidade de feira, de recinto de carrinhos de choque, de Big Show Sic, tomou conta de tudo. Tudo é uma rave. Na noite de Santo António, por exemplo, junto à Sé de Lisboa, um quiosque de venda de bebidas serviu cervejas e décibeis noite fora. Tipo assim uma espécie de Rock in Sé, sem apelo sem agravo para a malta que vive na zona e nem sequer um avisozinho prévio de que a cena sardinhas, febras, ruas cortadas, muita garrafa partida e muita bebedeira perdida ia desta vez meter também um sistema de som capaz de acordar os mortos de sob as lajes da catedral (se lá sobrar algum) ou, em alternativa, só os residentes num raio de quatrocentos metros. E, de caminho, pulverizar qualquer talento para o fado vadio nas tascas típicas das redondezas.

Se calhar é de mim, mas tudo isto me parece, mais do que uma enorme saloiada –- que também é –, uma espécie de desespero. O desespero de preencher, de fazer igual, de juvenilizar, de esconjurar o tédio e o vazio. Ter medo do silêncio é sempre mau sinal.

(publicado na coluna ’sermões impossíveis’ da notícias magazine de 29 de junho)

 

 

 

Comentários

Comentário de Pedro K(Costa) Ferreira
Data: 5 Julho 2008, 7:26

Dona Fernanda,

Concordo absolutamente consigo “tudo isto me parece uma enorme saloiada”.

E ha ainda aquelas praiazinhas, onde eu gostava de ir por serem “praiazinhas” e onde se podia estar decansado. Mas agora a junta de freguesia mandou colocar umas colunas com musica e publicidade para animar os viandantes. Ora eu somente queria descansar, não preciso que me animem. (Aposto que essas muscialidades exteriores de praia ou na rua até são ilegais.)

Comentário de Fernando Penim Redondo
Data: 5 Julho 2008, 8:25

Não podia concordar mais com FC (ultimamente está a acontecer demasiado, sabe-se lá porquê).

Julgo que este flagelo se integra numa paranóia mais geral que impele alguns seres humanos para a necessidade de “marcar” o espaço natural com a sua presença. Como se a natureza, no seu estado puro, pela sua indiferença relativamente aos humanos constituisse uma afronta.

Vai daí plantam-se letreiros à frente das paisagens e canteiros onde o mato já florescia sem pedir licença, grava-se o nome em árvores e rochas tipo “Alfredo esteve aqui em 14-08-2003″ e põe-se uma vedação inútil em frente ao precipício óbvio.

Irrita-os pensar que vão desaparecer um dia e que a natureza se estará nas tintas para o facto continuando com os seus ciclos.

Comentário de o cuco
Data: 5 Julho 2008, 10:14

finalmente, não estou só…!!!

Comentário de alx
Data: 5 Julho 2008, 10:28

finalmente, consigo concordar consigo Fernanda.

Comentário de A.Silva
Data: 5 Julho 2008, 11:15

Concordo consigo é realmente desesperante.E nos telefones,não há empresa,serviços públicos,linha do atendimento ao cliente que não nos deixe de massacrar os ouvidos durante,muitas das vezes tempo demais,esperamos pela resposta á informação pedida.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 5 Julho 2008, 11:43

a.silva, esqueci-me dessa praga. que nervos

Comentário de Filipe Cadete
Data: 5 Julho 2008, 12:15

Junto a minha voz ao coro. Muitas vezes nem são músicas ambientes e calmas. Recentemente estive numa gelataria em que o empregado, muito divertido, abanava a cabeça ao som de house aos altos berros. Já nem é questão apenas do barulho, ele não pensou que muito provavelmente com uma música tão agressiva muita gente não ia entrar ali?

Também não devemos esquecer a recente mania de telemóveis a dar música alta para toda a gente ouvir. Seja nos transportes públicos ou a andar na rua, há sempre alguém a passar com um rasto de música que, seja qual for, nunca será do agrado de toda a gente. Eu sou um grande fã de música nos transportes públicos, mas nos meus headphones para que mais ninguém a tenha que ouvir. Dá vontade de começar a oferecer headphones a quem parece que quer ter uma banda sonora no dia-a-dia.

Comentário de mdsol
Data: 5 Julho 2008, 12:22

Não podia estar mais de acordo! Até lhe agradeço o texto. Já “reclamei” por escrito em vários locais. E oralmente é regular eu manifestar-me contra a música e, sobretudo a música aos berros. Acredite que já momentaneamente a baixaram em lojas por causa da minha chamada de atenção. Uma coisa é certa: há lojas e outrosl locais onde não vou por causa da música. Já não bastava na altura do Natal que, quer se queira quer não, somos perseguidos pelos dlins dlins dlins dlãos ora faz de conta que é só paz e amor! Mas, no Natal releva-se com a tolerância do “espírito da coisa” (ainda que me dê vontade de ir embora, mas isso sou eu)!

Comentário de F Gomes
Data: 5 Julho 2008, 12:25

Tem a ver com o facto de obrigatóriamente termos todos de estar muito alegres, muito animados, muito patetas. Patetas alegres é o que por qualquer razão, querem que nós sejamos.

Comentário de Model500
Data: 5 Julho 2008, 14:28

Concordo integralmente com o texto. Mas também quero fazer notar que a música pode ter efeitos fantásticos, como o comprova a experiência feita em Londres em algumas estacões de metropolitano problemáticas. Graças à musica clássica, que passou a soar nesses estações, em 18 meses os roubos diminuíram 33%, houve menos 25% de assaltos a pessoal do metro e os actos de vandalismo diminuíram 27%.

Comentário de Model500
Data: 5 Julho 2008, 14:31

Resta dizer que playlist difundida nessas 40 estações inclui obras de Haydn, beethoven, Mozart, Jonh Adams, Lizt e Steve Reich.

Comentário de sara
Data: 5 Julho 2008, 14:47

gostei imenso desta crónica.
é exactamente o que penso sobre a invasão da música por todo o lado. quase não se pode conversar num bar ou restaurante (só berrar). ah, e nas linhas de atendimento ao cliente… a música ainda consegue irritar mais.
parece que “o silêncio vale ouro”…

Comentário de mariana
Data: 5 Julho 2008, 15:05

proposta: substituir “música” por “fumo de tabaco” para se ter uma pequena ideia da minha vida até janeiro deste ano. é a tal coisa das liberdades individuais e liberdades alheias…

Comentário de Ines Meneses
Data: 5 Julho 2008, 16:42

Junto-me a esta unanimidade bolchevique. E hadem ser muito mais, Fernanda, vaizaver.

Comentário de Ines Meneses
Data: 5 Julho 2008, 16:51

…devo fazer a ressalva, os comboios aqui para Cascais quando têm música (acho que nos últimos tempos não, mas posso ser eu que ando mais de fones e não dou por isso) é, normalmente, clássica ou jazz e baixinho, e isso já não é desagradável.

Comentário de Ines Meneses
Data: 5 Julho 2008, 16:52

(estava a fazer-me nervos este coro consensual)

Comentário de jaime roriz
Data: 5 Julho 2008, 17:17

Eis um belo exemplo do que é o consenso. Que liiindo! Vejo pela 1ª vez toda a gente de acordo aqui nos comentários a um post do 5dias. Eu, claro, também estou de acordo. Sou aliás um chato a pedir para desligarem a música e essas coisas. Mas é bonito de se ver toda a gente em paz, amor e amizade … estou ….. errr ….. talvez comovido ….

Comentário de jaime roriz
Data: 5 Julho 2008, 17:19

Ah ! e sabeis vós que o último reduto da civilização em Lisboa, o (meu querido) galeto agora tem 6 (seis) ecrans de plasma a debitar futebol e videoclips todánoite?

Comentário de Gonçalo Aguiar
Data: 5 Julho 2008, 18:15

Nada como ficar em casa.

Comentário de alx
Data: 5 Julho 2008, 20:32

experimentem deixar-se entrar num desses sítios de venda directa. e depois venham-me cá falar de música alta. a estratégia é simples (acho eu, que de marketing percebo pouco, ou nada). com estardalhaço vende-se mais. retira-se poder de concentração. a malta entra festa. e zás toca a festejar. -o quê? a distracção. a ilusão. o momento zen. o transcendente.
é mais ou menos como escrever artigos de opinião. quanto mais música, mais vendem. mais opiniões divergentes. quanto ao resto, ficamos mais ou menos na mesma…

Comentário de j. ricardo
Data: 5 Julho 2008, 22:16

concordo plenamente consigo, fernanda. aliás, no shopping da terra onde vivo (vila real), já fiz para aí umas 20 reclamações/sugestões por causa da música (dentro, mas, principalmente, fora das lojas). de facto, este país, esta sociedade, não é para velhos (eu não sou velho). tudo é, aparentemente, juvenilidade. para além disso, os jovens habituam-se a não apreciar o silêncio que conduz, cada vez mais, a uma incapacidade de reflectir sobre o que quer que seja. mas repare, lembrei-me agora da figura dos nossos jogadores de futebol que conseuem dar entrevistas com aquela coisa nos ouvidos. a música, lá está.

Comentário de David Fernandes
Data: 5 Julho 2008, 22:55

Agora percebo o pessoal com headphones com o volume tão alto que, além de gazuarem os tímpanos dos seus alegres proprietários - só pode, nos obrigam a partilhar a música da sua preferência. Alguns ainda enriquecem o momento com trauteios e meneios de cabeça.

Não devem gostam da música ambiente e não estão para reclamar.

Comentário de Luís Lavoura
Data: 6 Julho 2008, 11:31

É. E a Câmara Municipal sustenta e subsidia essas violações do sossego dos cidadãos. Quem promove essas ruidosas festas recebe subsídios da Câmara. Se não houvesse subsídios (venha o dia!) não haveria essas festas.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 6 Julho 2008, 12:34

por acaso, luís lavoura, no caso relatado e de acordo com junta de freguesia da sé (a barulheira foi mesmo em frente à junta) a ‘animação’ vinha de uma roulotte de cervejas de uma marca qualquer, que se postou ali, ligou as colunas às 22 e só as desligou por volta da 4. em princípio não terá havido subsídio algum e é possível que nem tenha havido licença de ruído (que a cml teria de passar e que é, parece, cara). mas mesmo com licença de ruído o som teria de terminar às 2. sucede que apesar de haver imensos polícias na rua nessa zona e de eu ter solicitado a intervenção da polícia municipal através de um telefonema para a linha azul do lisboeta (que me pediu o telefone para a pm entrar em contacto comigo, o que não sucedeu), a legislação foi alegremente infringida e não houve lugar a qualquer coima ou à paragem forçada da música. há coisas fantásticas, não há?

Comentário de Pedro Nogueira
Data: 6 Julho 2008, 15:19

Totalmente de acordo. A estupidificação deste insuportável ruído da “animação” veio pelos vistos para ficar. E curiosamente sempre com os mesmos sons, sempre com a mesma “música”, aquela que é feita para vender. Podiam para variar, nem que fosse de vez em quando, melhorar o gosto, que é algo que obviamente se discute…
Acrescento mais um ponto, as estações de Metro: é-me simplesmente insuportável estar na estação do Campo Grande a ouvir um vídeo das Just Girls, Rita Guerra ou bostas equivalentes intervalados por publicidade. O Metropolitano de Lisboa não tem o direito de nos despejar constantemente em cima lixo musical intervalado por publicidade. Será que os impostos que pago servem para isso? Será que se tem mesmo de se abrir as portas a tudo o que mete dinheiro e “optimização de recursos”?
Quanto ao resto, já há muito que faço um boicote selectivo aos cafés e restaurantes, com MTV’s ou RFM’s ligadas. Acredito que muitos o façam. Mais do que imaginam os promotores da “animação”.

Comentário de Gonçalo Aguiar
Data: 6 Julho 2008, 15:55

Pedro Nogueira

Pela amostra do teu blog … os teus palpites são tolos.

Comentário de Dorean Paxorales
Data: 6 Julho 2008, 15:58

Era uma da manhã no aeroporto de Lisboa. Havia um plasma por porta de embarque, todos sintonizados numa novela qualquer de tribunal.
Dois embarcantes assistiam, estarrecidos, ao contorcionismo facial de Melena Sem-Tutano sem perceber patavina da acção. Os restantes tentavam encontrar os tampões de ouvido pois do botão de volume não se via rasto.

Adenda: eu até gosto dos plasma dos cafés e centros comerciais portugueses. Mas é só por causa de poder ver as personagens públicas, actores de novela e dirigentes desportivos invariavelmente esticadinhos na horizontal, a única forma de encher o ecrã panorâmico quando só há emissões 4:3.
Dá-lhes um arzinho hobbit e tornam-se mais simpáticos e menos invasivos.

Comentário de Pedro Nogueira
Data: 6 Julho 2008, 22:29

Gonçalo Aguiar, amigo, vai pentear macacos. Não há pachorra. Abstém-te tu de dar palpites.

Comentário de Celeste Silva
Data: 7 Julho 2008, 0:06

Tem carradas de razão.
Se conhecer alguém bem colocado meta uma cunha para ver se consegue acabar com esta berraria!

Comentário de Gonçalo Aguiar
Data: 7 Julho 2008, 0:14

Pedro Nogueira, macaco, amigo sou de outros. Imitas. Imitas. Dedilhas.

Comentário de scr
Data: 7 Julho 2008, 14:21

É que já não há mesmo pachorra. Ontem, foi só mais uma vez. Será pessimismo meu, mas quase que juro que outras se seguirão. Pois bem, estava eu descansada a ler o jornal numa esplanada quando de repente…. purple rain. Não, não começou a chover de cor nenhuma, mas a música do senhor Prince ecoou esplanada e rua fora como se não houvesse amanhã. Sem conseguir avançar mais uma linha na leitura, o som estava tão alto que o meu pensamento deslizou por completo, pedi a conta e zás, estava pronta para continuar a ouvir o chilrrear dos pássaros noutro lado. Mas o dono do café ainda acrescentou: ‘então gostou?’. Como estava de óculos escuros, não terá percebido o meu olhar e o franzir das sobrancelhas a chamar-lhe nomes em surdina. E ainda acrescentou mais: ‘tenho aqui mais de 5 músicas no computador e um disco externo com 40 gigas, não são 40 megas, são gigas.’
Livra! É preciso uma paciência giga. E a tecla delete para apagar aquele sítio do meu mapa.

Comentário de scr
Data: 7 Julho 2008, 14:24

correcção: tenho aqui mais de 5 MIL músicas no computador

Comentário de joanaes
Data: 7 Julho 2008, 15:00

Mais uma do aeroporto de Lisboa, logo ás 8 ou 9 da manhã, no McDonalds, tentei explicar aos berros aos funcionários ensonados que o Cd de Aerosmith dos anos 90 estava riscado: estava há uns bons 5 minutos encravado no refrão e ninguém parecia incomodado com isso.

Solução: replay do início. Quando chegou ao refrão voltei a avisar e fui recebida com um surpreendido “Ah, pois está” e em troca deram-me Roxete.

E já agora, falando em festa e romarias, mais alguém se queixa do barulho dos foguetes (essa competitiva indústria nacional), ou sou só eu?

Comentário de jt
Data: 7 Julho 2008, 20:31

Subscrevo integralmente. Por vezes chego a pensar que sou o único que se incomoda com a música em todo o lado, já que ninguém parece importar-se muito nem protestar. Sim, porque se começarmos todos a pedir para baixar a música ou as televisões nos cafés, restaurantes, etc, eles acabarão por baixar…

Um sítio onde me incomoda particularmente é nas estações de metro onde colocaram umas televisões (!) sempre a passar publicidade e vídeos de músicas (quando chega o metro aumentam o som para se sobrepor ao seu ruído).

Comentário de Pedro Nogueira
Data: 7 Julho 2008, 22:26

Gonçalo Aguiar, nem sei que és? Talvez gostasse de ver a tua contribuição para o debate. Não dás mais que urros grunhos? O egosinho não deixa?

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