Um pouco de bom senso

Divórcio a pedido de um dos cônjuges sugerido pelo BE rejeitado pelo PS, PCP e PSD

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22 respostas a Um pouco de bom senso

  1. LA-C diz:

    FM, parece-me que o link não funciona.

  2. Maria João Pires diz:

    Já está corrigido.

  3. Filipe,
    Tens toda a razão: acho que deve ser o Estado e a Igreja a decidir se as pessoas se devem separar. Quem julgam que são a malta do casal, para pensar que tem voto nessa matéria? Acho que por uma questão prática, o poder de decidir sobre a vida amorosa das pessoas devia ser dado aos chefes de repartição das finanças. Era a maneira de garantir a eternidade dos laços do sagrado matrimónio.

  4. JDC diz:

    Sr. Nuno Ramo de Almeida, o sr. não tem acompanhado o debate sobre a referida lei aqui mesmo no 5dias, pois não?? O que o senhor, com ironia, tenta sugerir ninguém, NINGUÉM, apoiou ou sugeriu. O que se punha em causa era o facto de, com o divórcio a pedido e sem atribuição de culpa, estar-se-ia a desproteger os casos de divórcios em que um dos conjugues detém um poder de superioridade, a nível económico, por exemplo. Dou-lhe o melhor exemplo que aqui vi escrito:
    – o homem, único “ganha-pão” da casa (a mulher fica em casa a tomar conta dos filhos) tem uma amante. A mulher descobre. O homem pede o divórcio sem atribuição e de culpa. O que aconteceria? A mulher, que com a atribuição de culpa ficaria beneficiada na partilha de bens, passa a ficar numa posição de igualdade nessa partilha. Acha justo? E olhe que este não será um caso tão incomum assim…
    O que o bloco queria fará sentido quando tivermos um nível social da escandinávia, ou lá perto. Por enquanto dá a ideia de que o bloco não sai da grande cidade…

  5. Helena Velho diz:

    FM

    então não é altamente democrático, pleno de conceitos de humanidade, bom senso, bom gosto e até, digo eu, quase , quase, quase ” sacré”?
    o que importa um dos conjuges querer o divórcio? tem de continuar a tentar manter o casamento…então não foi assim que um tal ( agora nem sei ao certo o nome do senhor que começou com isto :() X ensinou:
    o que deus uniu , o homem( até aqui há discurso andocêntrico, ein!?) “num” separe ???
    vá lá…um só a querer o divórcio é pouca coisa! tem de vir a família, os amigos, o gato, o piriquito, o cão, a tartaruga, o cobrador do fraque e ter o aval do mr. Bento( himself, the german pope!)
    Grande estado português!!
    p.s- ainda somos uma república/democracia?…ando com tanto(s) trabalho(s) que até tenho receio que tenha havido uma contra-revolução e eu não tenha visto( as lentes dos óculos e as de contacto estão pela hora da morte!)

  6. Maria João Pires diz:

    Alguém me explique, por favor e como se eu fosse muuuuito burra, porque raio a existência de um ou uma amante deve influir, de alguma forma, na partilha de bens de um casal aquando do divórcio.

  7. JDC diz:

    Eu não sou jurista, se calhar vou dizer a maior barbaridade. Mas o casamento, legalmente, é um contracto. Quem o viola tem de recompensar o outro por essa violação. E tenho ideia que adultério viola os pressupostos de fidelidade do casamento… Acho eu…

  8. Helena Velho diz:

    Maria João Pires

    atão num se bê logo???? o “corneto” é meu…e só meu…!
    adultério é uma palavra fantástica, quando aplicada ás relações pessoais e , da mesma digna forma, à carne congelada, ao peixe nas arcas do restaurante lá da esquina, à “erva”…tudo pode ser adulterado 🙂 e cá para nós( porque eu também me sinto muitas vezes muuuuuuuito burra) fica sempre bem dizer : sr. juíz eu tenho direito ao carro, à casa, as jóias( ui..isto soa a qq musiqueta!)ao dinheiro do ppr, ao abono , às crianças, ao cão, ao faqueiro, à nexpresso… porque ele/ela cometeu adultério, quebrou os votos de fidelidade!
    sou uma azarada…dos 2 divórcios porque passei nunca pude alegar essa falha: casei por contrato civil e ninguém me pediu para jurar fidelidade, nem até o até que a morte nos separe!

  9. JDC diz:

    Como disse, não sou jurista. Não sei se o casamento implica fidelidade conjugal. No entanto, usei o adultério como exemplo. Se preferirem outra situação, certamente também as haverá. Mas antes que o cinismo se torne insuportável, por favor, queiram vossas excelências explicar-me, como se eu fosse muito burro, quais são os deveres e direitos num casamento civil…

  10. Lidador diz:

    O divórcio imediato, está em vigor nos países onde a sharia é a fonte de direito e creio que é essa modernidade que a esquerdalhada aprecia (parece que até o Roger Garaudy se converteu ao islamismo).
    Mas só para os cidadãos ( os homens).
    A coisa é simples, rápida e pós-moderna: o cidadão casa-se no intervalo da bica com aquela coisa.
    TRuca-truca e aí vai disto. Antes do cigarro e enquanto está acordado, divorcia-se a pedido.
    E pronto.
    Não é por acaso que o Miguel Portas berra que “somos todos Hezbolah” e se senta nos Comuns britânicos um tal partido Respect, obvia coligação da extrema-esquerda com o islamismo.

    A modernidade está em Maomé.
    Afinal de contas, é basicamente um comunismo com Deus.

    E, como dizia Oriana Fallaci, as mulheres que no Ocidente ( e neste blogue) apoiam estas maravilhas, não passam de lorpas.

  11. ai, lidador. que cansativo me (nos) saiu.

  12. o nome não interessa diz:

    O homem bate na mulher em casa. Um empurrão, um estalo. Não há testemunhas, não deixa marcas visíveis, não há culpas.
    Um homem humilha a mulher em casa. Chama-lhe estúpida, chama-lhe puta, cospe-lhe na cara. Não há testemunhas, não deixa marcas visíveis, não há culpas.
    Um homem destroi a vida da mulher, uma vida inteira. Rebaixa-a, violenta-lhe o corpo, o espírito e a alma. Não há testemunhas, não deixa marcas visíveis, não há culpas.

    Esta, meus senhores, é a realidade mas infelizmente só o BE parece ter percebido.
    Cambada de hipócritas.

  13. Lidador diz:

    “Não há testemunhas, não deixa marcas visíveis, não há culpas.”

    1- História dramática e e certamente dramatizada, mas que nada tem a ver com o “divórcio a pedido”. Onde está “mulher podia estar “homem”, e vice-versa, ou “filho”, ou “filha”, etc. Casos menos frequentes, sem dúvida, mas que existem e são casos de polícia. Há leis para isso, o Código Penal existe há bastante tempo.
    Que tem esta fadunchice a ver com o tema em discussão?
    Exactamente a mesma relação que existe entre o cu e as calças, salvo seja e com o devido respeito.

    2. Por outro lado, se eu tenho um dragão na garagem que não cheira, não soa, não deixa pegadas, não ocupa volume, não se vê, não vibra, não tem sabor, enfim, nada o detecta, então só há duas explicações: ou sou doido, ou estou pedrado.

    O que vale é que o BE, tem um detector de dragões…….

  14. Mas afinal onde é que está o dragão?

    Mais a sério, o-nome-não-interessa-mas-isto-dá-mais-trabalho-a-escrever: também fiquei na dúvida de qual é a moral dos exemplos que deu. Julgava que a questão era, meramente, que eu não devia poder ser obrigada a continuar casada contra a minha vontade. Não tem nada que ver (não necessariamente) com maus-tratos, pobrezinhos ou adultérios.

  15. “Julgava que a questão era, meramente, que eu não devia poder ser obrigada a continuar casada contra a minha vontade.”

    Por que raio é que um patrão há de ficar com um empregado contratado, contra a sua vontade, quando está farto dele e lhe apetece despedi-lo?

    A esquerda não vê mesmo onde se mete.

  16. R. diz:

    Caro Lidador,
    Folgo em saber que esta realidade é suficientemente distante da sua para não perceber patavina do que se está a falar.
    O caso tem tudo, mas tudo a ver.
    Quanto ao facto de ser ou não ser caso de polícia, acredite, está pedrado. Pelos vistos não faz ideia de como é que a coisa funciona. A coisa não funciona – ponto. A sua referência ao código penal é, no mínimo risível. Diga-me lá, quantos homens são condenados por ano por violência doméstica? E quantos casos são denunciados? Casos de polícia? Estamos a brincar, certo? Ainda bem que o dragão não está na sua garagem, Lidador, mas convém olhar um bocadinho mais para longe do que para o próprio umbigo.

    Uma palavra à Inês. É claro que essa é a matriz subjacente – a de não se continuar casado/a contra sua vontade. Julgou e julgou muito bem. O exemplo de uma situação extrema apenas serviu por ser aquele em que a necessidade do divorcio a pedido de um dos conjuges se aplicaria com maior urgência. Surpreende-me que não tenha percebido à primeira.

    PS o nome, de facto não interessa para nada, mas concedo que R. dá menos trabalho. Seja R., prontos!
    😉

  17. Lidador diz:

    Diga-me lá, quantos homens são condenados por ano por violência doméstica? E quantos casos são denunciados”

    Segundo a APAV, 13 603 em 2006, dos quais 503 cometidos por mulheres.
    Cerca de 50% não eram casados o que, atendendo ao facto de o universo de casados ser maior, indica que o casamento não é relevante, bem pelo contrário.

    De resto há até estudos (Sewell e Sewell (1997),) que sugerem que as mulheres são mesmo mais propensas à violência doméstica que o homem e que as estatísticas não reflectem tal facto, porque os homens tendem a não se queixar, por uma questão cultural.

    Nada disto tem a ver com casamento ou divórcio na hora, ou outras “causas”.

    A beira da estrada não é a estrada da Beira e quanto ao Código Penal, se não gosta use o Código de Hamurabi, ou mude-se para a Arábia Saudita.

    E deixe-se de fotonovelas do Corin Tellado.

  18. R. diz:

    Começa a trabalheira, a canseira das estatíticas.
    Quer estatísticas, Lidador?

    Perfil da vítima, num universo de 7041 ocorrências (APAV, 2007):
    􀂾 Sexo: feminino (87%);
    􀂾 Estado civil: casada (47%);
    􀂾 Categoria de crimes de que são alvo: Violência Doméstica (87,2%).

    All about, aqui:
    http://www.apav.pt/pdf/APAV_Totais_Nacionais_2007.pdf

    Foi um prazer.

  19. Lidador diz:

    “Estado civil: casada (47%);”

    Ora aí tem…quer dizer que as vítimas não casadas são 53%.
    QED, o casamento e o divórcio do BE, não têm nada a ver com o tema.
    Ou seja, a estrada das Beira não é a beira da estrada. Ainda bem que reconhece os factos. É sinal de que ainda há esperança.

  20. R.-pronto, ok, a minha dúvida era mesmo dúvida – fico mais descansada. E percebi, mais vale tarde que nunca, olhe, tenha paciência. Gajas.

    Filipe, não me parece que sejam contratos comparáveis, na natureza ou no objecto.

  21. R. diz:

    Lidador, a curiosidade pela sua resposta foi maior, portanto ainda voltei aqui hoje. Ok, não tinha percebido que, para si, a coisa funcionava segundo a lei da maioria. É que para mim 2879 não é propriamente um número negligenciavel (assim como 1 não o seria!..). Vá-se lá a compreender uma coisa destas!

    Inês, se calhar o meu tom foi assim um tanto ou quanto brusco. È possível, o tema deixa-me com as unhazitas de fora….
    Gajas mesmo!
    🙂

  22. Helena Velho diz:

    …anda aí gente a precisar de explicações, aulas complementares e afins de Estatística Aplicada! e de Leitura…e sobretudo de CIDADANIA, olá se anda(m)!

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