Escreve o Daniel Oliveira, directamente dos EUA:
Estou a adorar os comentários pró e anti-americanos aqui no blogue. Pró e anti o quê? Hoje estive numa gigantesca Marcha do orgulho gay, com polícias, pastores, bombeiros, congressistas e travestis. Os pró-americanos aplaudem? Os anti-americanos reprovam?
Eu compreendo perfeitamente o que o Daniel escreve. Também o senti muitas vezes, quando viva nos EUA. No meu caso foi, por exemplo, quando participava em manifestações gigantescas contra a Guerra no Iraque em Nova Iorque. Ou quando passava o Thanksgiving na companhia de americanos ecologistas e anarquistas. Uma vez mais, os pró-americanos aplaudiriam? E os anti-americanos reprovariam?
Muitos dos nossos antiamericanos não fazem a menor ideia do que são os EUA. Se fizessem essa ideia, talvez vissem as coisas com outros olhos. Mas exactamente o mesmo pode ser dito de muitos dos mais radicais pró-americanos, os mais ardorosos defensores da invasão do Iraque, que quanto muito dos EUA conhecem o Rockefeller Center e a Quinta Avenida.
O texto do Daniel confirma: ir aos EUA faz bem às pessoas de esquerda.
Bom 4 de Julho para todos.




[Muitos dos nossos antiamericanos não fazem a menor ideia do que são os EUA. Se fizessem essa ideia, talvez vissem as coisas com outros olhos. Mas exactamente o mesmo pode ser dito de muitos dos mais radicais pró-americanos, os mais ardorosos defensores da invasão do Iraque, que quanto muito dos EUA conhecem o Rockefeller Center e a Quinta Avenida.
O texto do Daniel confirma: ir aos EUA faz bem às pessoas de esquerda.]
Pois claro. As “pessoas de esquerda” é que são viajadas e cultas e esclarecidas. Os “outros” obviamente que não são nem viajados, nem cultos, nem esclarecidos. Porque se o fossem seriam, naturalmente, “pessoas de esquerda”.
Olhe, Filipe, eu estive lá durante 3 anos, a 50 Km de LA. Ia ver o superbowl para casa de amigos, coma e bebia cerveja que estava a refrescar num frigorífico com a fotografia do Reagan na porta, falávamos dos benefícios da guerra no Iraque e gozávamos com os hippies que passavam nos anúncios da TV. O Thanksgiving, costumava passar com uma enorme família, na companhia de homens e mulheres que não perdiam uma oportunidade de se queixar dos mexicanos que por aquelas bandas pululam. Num deles, alguém trouxe uma pressão de ar, com mira telescópica e tudo, e eu fui buscar as minhas National Reviews e Weekly Standards, recortei as fotos da Hillary, do Kerry, do Gore, e outros, e passámos a tarde a disparar tirinhos para as testas dos gajos. Mas o dia que melhor recordo foi o da vitória do Bush na segunda eleição. O que eu festejei. Melhor ainda foi ler a imprensa europeia do dia seguinte e ler que os europeus estavam em estado de choque, pois não compreendiam como é que os americanos podiam ter feito precisamente o contrário do que eles queriam. Mas ainda tenho uma história curiosa para contar. Um belo dia, a universidade onde eu estava fechou porque alguém tinha furados os pneus de um carro e pintado uma coisas racistas nas portas ou nos vidros (um hate crime, como eles dizem). Houve para lá uma confusão de todo o tamanho e os liberals lá do sítio organizaram uma manifestação, com milhares de alunos, com t-shirts pretas, a participar e uma qualquer professora histérica a discursar contra o vandalismo e os racistas e os brancos e os conservatives e tudo e mais alguma coisa. No fim de contas, a polícia descobriu que quem tinha vandalizado o carro foi… a tal professora! O que eu gozei com os liberals lá do sítio. Ái, que saudades! Bons tempos passei eu nos EUA. Marchas de orgulho gay… que é isso!? Os EUA são um paraíso para qualquer conservador. God bless America, pá!
Their murmur more like the sigh we sigh
From too much dwelling on what has been
Robert Frost
happy four of july Yanks!
tb vivi lá, não convivi com ecologistas ou anarquistas (apre!) …mas adorei viver naquele país…
será sempre a minha segunda casa.
a verdade é que quando aterro, sinto-me perfeitamente em casa.
gosto muito de países de emigrantes.
muito mesmo
no bullshit
straight to the point
love it!
“Pois claro. As “pessoas de esquerda” é que são viajadas e cultas e esclarecidas. Os “outros” obviamente que não são nem viajados, nem cultos, nem esclarecidos. Porque se o fossem seriam, naturalmente, “pessoas de esquerda”.”
Ora vê como você é um gajo esperto que entende as coisas, Luís? Nem parece de direita.
Sabe o que é uma mentira plausivel, young republican?
Não, The score, o que é? Diga lá…
Então o YoungRepublican, porkchop (e logo moreninho), europeu (eurofag?), católico (a religião dos mexicanos) dava-se bem entre conservadores americanos? Deviam ser uns conservadores muito tolerantes.
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