ZIZEK ATACA DE NOVO EM LISBOA!

Na próxima sexta-feira às 17.45, na Fábrica do Braço de Prata, Slavoj Zizek vai abrir as Conferência 1001 Culturas. A conversa será moderada por um tal de Nuno Ramos de Almeida que fará este papel ao entrevistar o senhor professor, embora com roupinhas mais aprumadas.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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13 respostas a ZIZEK ATACA DE NOVO EM LISBOA!

  1. Julguei que era o Luís Rainha!

  2. Carlos Vidal diz:

    Zizek é, provavelmente, o mais fino analista de certos tópicos da sociedade contemporânea. Mas não é propriamente um filósofo (nem tem de o ser, claro). Entretanto, uma ligação “intensa” a Zizek sem passar por Alain Badiou, fica assim … digamos … uma coisa algo adocicada. Próprio, vá lá, de um certo bloquismo anticomunista, igualmente distante do “PS”ismo. E este é um blogue anticomunista – de um lado, os bloquistas, do outro algumas donzelas “PS”istas, a quem o Zizek nada diz, obviamente. Mas, parabéns pelo esforço e divulgação de S.Z.

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Ora essa, um blogue anti-comunista com comunistas. Uma iniciativa do Grupo do Parlamento Europeu dos Comunistas. Não lhe parece tudo pouco lógico? A gente não tem culpa que Badiou não venha cá. E sobram as donzelas do PS que presumo serem representadas pelo João Pinto e Castro.

  4. Carlos Vidal diz:

    Então, se é iniciativa de um grupo do Parlamento Europeu, tem que ser respeitada. Não se fala mais nisso. Nada contra a democracia. A coisa é institucional, pronto, apesar do autor em causa não ser um enamorado do capital-parlamentarismo. Quanto ao blogue, julgo ser de comunistas ex-comunistas, e é sempre nestes sítios que prolifera o anticomunismo básico (ah, como a sra. F. Câncio detesta comunistas e aprecia a democracia – os seus “escritos” anti-cunhalistas e sobre a propriedade são bons, muito bons; J. Pinto e Castro, não sei quem é, perdão).

  5. tvamaispramim diz:

    é quem te vai explicar um dia que a tuga é uma marca e como tal devíamos ser a sua claque

  6. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos Vidal,
    Não sabia que havia um Papa Vermelho (logo para meu azar é você) com o poder de excomungar comunistas. Um blogue não é um partido, não tem que ter linha oficial, nem todos são obrigados a pensar igual e é, certamente, lamentável que este não encaixe na sua visão, mas é a vida.

  7. Carlos Vidal diz:

    Ah, é a vida, pois. Muito bem, é uma das expressões preferidas do Slavoj. Pouco imaginativo da sua parte, portanto. O pluralismo e a tolerância, também para o nosso autor, são uma enormíssima chatice. Enfim.

  8. Também a China é considerada uma forma moderna de capitalismo sem nada que ver com o comunismo…coisa que o meu caro Carlos Vidal, pelo paleio demonstrado, deve considerar motivo para excomungar o autor.
    Não sei de onde vem o paleio da tolerância, mas não foi dos meus comentários. As pessoas neste blogue tem DIREITO à sua opinião, não é uma questão de TOLERÂNCIA. E que eu saiba a expressão favorita do autor é “so on and so on”.

  9. Carlos Vidal diz:

    Não é paleio. Tenho papelitos publicados sobre ambos (mais Badiou, porque se calhar calhou). Não conhece nem vale a pena pensar nisso, nada significativo. O “that’s life” que fechou a conversa da Cinemateca em Lisboa, lá vem também em Slavoj Zizek & Glyn Daly, “Conversations” (p. 51). Livro engraçado. A expressão é zizekiana porque significa que não há que dar muitas satisfações sobre certas coisas. Quanto à referência à China, percebi a comparação, mas é improfícua, pouco clara mesmo.

  10. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos Vidal,
    Por acaso, achei esta entrevista de Glyn Daly um pouco caseira. Tenho curiosidade de ler os seus textos sobre os dois autores.Estão on-line? Continuo na minha, “son on and so on” é tão importante como o “that’s life” e muito mais frequente. Por curiosidade, você é o Carlos Vidal de Belas Artes?

  11. Carlos Vidal diz:

    A entrevista de G. Daly é introdutória, claro, tem toda a razão. Interessante será o texto de Adrian Johnston, porque sai fora da equação política/cultura de massas (o título remete para problemas ontológicos, e a equação anterior já está envelhecida). Já agora, a FBAUL é, efectivamente, o meu local de trabalho. O que escrevi sobre Badiou encontra-se por aí : um livrito de título “Sombras Irredutíveis” (Lisboa, 2005). Entretanto, boa sorte e bom trabalho para sexta (e não esquecer que grande parte do material desenvolvido por Zizek foi antes apresentado por Badiou – do cristianismo/S. Paulo à Revolução Cultural, etc).

  12. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Carlos Vidal,
    Tenho o livro do Adrian Johnston, Zizek’s Ontology: A Transcendental Materialist Theory of Subjectivity, em fila de espera para ler. Estou a tentar acabar o último do próprio, que embora repita alguns textos (Mao, On Violence e quejandos) , ainda é um tijolo de mais de 400 páginas… Sobre Badiou, estou consciente dessa afinidade electiva. Vou procurar o seu livro, com curiosidade. É editado pela Caminho?
    Sexta-feira tenho a tarefa facilitada tenho que fazer perguntas simples sem notas de pé de página, o foco da coisa é o Zizek. Creio que ele vai falar o suficiente para que ninguém repare em mim. É esse o meu objectivo.

    Adenda: já vi que é das edições Vendaval

  13. Carlos Vidal diz:

    Certo, ed. Vendaval. Obrigações FBAUL (boas obrigações, no fundo) não me deixam estar por lá na sexta. Estou certo de que será uma sessão interessante, no mínimo. Sugira ao nosso homem que volte cá – pode ser que por aí se encontre, por exemplo, com um Badiou amante de Lisboa (e, claro, Pessoa – uma das alturas maiores do século XX: o que logrou superar os impasses da luta entre o platonismo e o antiplatonismo).

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