A traição das elites europeias

Ouvi nas notícias esta frase espantosa: “o Tratado de Lisboa foi recusado por apenas três por cento dos europeus”. Entendamo-nos, o número de governantes e deputados que o aprovou é infinitamente inferior ao número de irlandeses que o recusaram. Ninguém saberá a opinião da maioria dos europeus, porque eles foram impedidos de se pronunciarem. A opinião de deputados que não foram mandatados para esta discussão não substitui a vontade das populações. Se isso assim fosse, os eleitores irlandeses teriam seguido a opinião dos cerca de 93 por cento de deputados irlandeses que apoiaram o Tratado de Lisboa.
Este resultado é devido à traição das elites politicas europeias que tentam construir um projecto europeu, por negociatas politicas, nas costas dos cidadãos da Europa. Quem se lembra da fantástica discussão cívica que precedeu a aprovação de cruz do Tratado de Lisboa, no parlamento de São Bento?
Um novo tratado tem que ser resultado de mais democracia e não de menos. Todos nós estamos fartos de ouvir que os políticos não fazem determinadas coisas porque a Europa, essa entidade mítica, não o permite. É tempo dos caminhos da Europa serem discutidos: queremos o modelo social europeu ou permitimos a instalação da agenda neoliberal de menores salários e menos direitos como política económica única?
A esquerda europeia deve bater-se por uma Europa com mais democracia e direitos sociais. Deve-se aproveitar as próximas eleições europeias para lhes dar conteúdo real, fazendo que nessas eleições se discuta o futuro da Europa e se mandate os parlamentares para elaborarem um esboço de um novo tratado constitucional.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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32 respostas a A traição das elites europeias

  1. R.Grande diz:

    Este texto cheira a Bloco de “verdes eufémias” que tresanda… Não fôra isso e até poderia ser mais ou menos consensual… Que pena gente inteligente começar a ser formatada pelo discurso dessa gente esquisita.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro R. Grande,
    Não consigo entender: pedir que os cidadãos europeus tenham o direito de pronunciar-se sobre o projecto europeu é uma ideia “verde eufémia”. Não será o meu caro que está com uma mentalidade “cinzento salazar”?

  3. verdadeiro europeu diz:

    O texto diz tudo, não precisa de comentários.
    Já houve um comentário inútil, eu fico por aqui.

  4. nm diz:

    Parece que deixar os povos decidir está a ficar fora de moda, NRA. Para R. Grande, e a maioria dos políticos portugueses e europeus, a democracia joga-se no dia das eleições. No resto do tempo, há quem pense por nós. E quando nós não pensamos como eles é por não o sabermos fazer. Que eles é que estudaram e estão por dentro de coisas de que nós simples mortais não podemos estar.

  5. j diz:

    Muito bem…
    Um exemplo de como um país pequeno não signifca subserviência aos senhores da Europa.

  6. Estou farto deste cinismo que finge acreditar que o referendo ao Tratado de Lisboa seria um grande acto democrático e uma genuina, e consciente, consulta popular.

    A verdade é que estes referendos são essencialmente reflexos das lutas políticas conjunturais, em cada país, e têm pouco a ver com escolhas fundamentadas em relação à Europa.
    Em França o mesmo eleitorado que deu um “não” ao anterior tratado constitucional deu, pouco depois, a maioria a Sarkozy apesar de ele ter declarado antes das eleições o apoio ao mesmo.
    Na Irlanda até os preconceitos dos ultra-religiosos contra o aborto foram utilizados para levar a votar “não”.

    A vitória do “não” na Irlanda significa apenas que vamos ter que suportar mais uns anos de confusões, hesitações e cimeiras, e pagar mais umas benesses para convencer os irlandeses.

  7. Ricardo Santos Pinto diz:

    Ouvi hoje o Carlos Magno a dizer que os irlandeses são uns injustos e a Ana Sá Lopes a dizer que 800 mil irlandeses decidiram por todos os europeus.
    Por todos os europeus? Pelos primeiro-ministros da Europa, seria melhor dizer. É preciso ter lata!
    O Nuno tem toda a razão. O único país que deu voz aos cidadãos disse não ao Tratado, habilidosamente feito para contornar o Não ao Tratado Europeu. Se estão assim tão convictos da sua razão, gostava que os outros países também deixassem os seus cidadãos dar a sua opinião. Os tais que lhes pagam os salários e que servem para votar neles de 4 em 4 anos!
    Mas parece que há solução. Diz o Ricardo Costa que é só fazer outro referendo na Irlanda! E se o Sim voltar a perder, digo eu, faz-se outro referendo. E outro. E outro. E outro, até o sim ganhar. Mais uma vez: é preciso ter lata!
    Nisto tudo, só tenho pena do pobre «engenheiro» Sócrates. Não é que o grande momento da sua carreira política foi parar ao caixote do lixo da história?
    (a não ser que os chefes de Estado europeus, esses democratas, inventem um outro golpe constitucional para seguir em frente como se nada fosse).

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Fernando Penin Redondo,
    Há quem diga que Nixon perdeu as eleições para JF Kennedy porque ficava pior em televisão, não se tinha maquilhado e parecia mal barbeado no ecrã. A acreditar nessa teoria, mais valia acabar com a democracia, não acha?
    Eu sinceramente, não estou dentro da cabeça dos irlandeses, como o meu caro (posso passar-lhe a chamar Deus?) e como não sou omnisciente, para mim, o referendo tem este significado claro: a maioria dos eleitores irlandeses recusou o Tratado de Lisboa. O resto serve para a Comissão Europeia justificar o seu falhanço e na próxima vez ainda consultar menos os europeus. O que será a trágica repetição de um erro, com consequências cada vez mais funestas.

  9. Parece que um bom número de irlandeses votou Não para impedir a legalização do aborto. Não percebo por que te alegras.

  10. Nuno Ramos de Almeida diz:

    João Pinto Castro,
    Parece que uns tantos votaram sim, para terem menos direitos sociais e mais flexibilidade. Não percebo porque te alegras.
    Se tivesses lido o que eu escrevi, perceberias que acho todas essas confusões seriam muito menores se os europeus participassem no processo de construção europeia e fossem consultados nas suas decisões maiores. O que foi derrotado, neste referendo, foram os expedientes de publicar um documento praticamente igual à finada constituição e disfarça-lo num paleio hermético, para depois o aprovar nas sinecuras e sem discussão.
    Infelizmente, corrige-me se me tiver enganado, mesmo o teu argumento me parece falacioso: o tratado não dava às mulheres irlandesas o direito ao aborto, nem sequer o direito a terem pílulas nas farmácias.

  11. j. ricardo diz:

    é evidente, é evidente… escrevi isso, não tão brilhantemente, no meu blog

    um abraço,

    j. ricardo
    http://www.rescivitas.blogspot.com

  12. Caro Nuno Ramos de Almeida,
    por alguma razão não se aprova o Orçamento de Estado por referendo.
    Há questões que têm um carácter muito técnico e que não se podem resolver na lógica do “sim ou não”.
    A democracia representativa existe para resolver esse tipo de problemas. Não deixa de ser democracia pelo facto de não votarmos todos, sempre, tudo.

    Claro que podemos fazer a vontade aos americanos e acabar com a UE; talvez não seja por acaso que grande parte dos europeus tem a sensação de que a UE só serve para lhes complicar a vida, o problema é esse.

    A mim parece-me cada vez mais que a UE caminha para o colapso; que não conseguirá resistir às diversidades, questiunculas, particularismos e embirrações porque não representa um projecto arrojado e galvanizante.

  13. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Fernando Penim Redondo,
    Esse argumento da complexidade do tratado não pode mascarar a necessidade de referendar decisões políticas fundamentais que condicionam a vida das pessoas. O Orçamento de Estado é um instrumento que concretiza escolhas políticas que são votadas pelo eleitorado. Ora, se bem me lembro, o programa dos principais partidos portugueses garantia um referendo sobre o novo passo da construção europeia e não foi isso que aconteceu.
    Negar a possibilidade das pessoas se pronunciarem sobre as escolhas políticas, significa no fundo retomar a velha tese do governo dos sábios.
    Não há nada melhor que o Mário-Henrique Leiria e os seus contos do Gin Tónico para abordar esta velha questão da democracia. Espero que goste:
    “-Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes, camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os mesmos direitos. Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
    Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer, era outra coisa. Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos. Acho um snobismo.
    -Eu sou democrático – rugi entre dentes, como resposta. – Tenho amigos no exílio, todos democráticos. Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem, ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático. Eras capaz de fazer isso ?
    – Não sou democrático.
    Não havia resposta a dar. Nenhuma.
    Ele não era democrático, não sabia de democracia.
    Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que lá é que é a democracia. Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
    Viram isto ?”
    *

  14. dsm diz:

    “Parece que uns tantos votaram sim, para terem menos direitos sociais e mais flexibilidade.” (Nuno Ramos de Almeida)

    Gostava que N.R.A. especificasse, assim com uns a), b) e c), uns ;s e uns este, este e este, os direitos sociais que temos e manteremos, e que perderíamos se o Tratado de Lisboa entrasse em vigor.

    E, já agora, quais as disposições do Tratado (também agradecia uns I, II e III, uns 1., 2. e 3. e uns a), b) e c)) de que resultaria a flexibilidade a que se refere.

    É que, até agora, ainda não os vi claramente nomeados, uns, nem explicitamente referidas, as outras. O que tenho visto é uma salada de direitos sociais que se perdem com abortos e eutanásias que se ganham, numa obscena estereofonia entre a direita mais retrógrada e a esquerda mais reaccionária.

  15. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro DSM,
    O meu argumento é que a política de construção europeia devia ter como prioridade o processo democrático das sua construção. Não me vou dar ao trabalho de contabilizar quem votou por quem na Irlanda. Limitei-me a repetir os argumentos do principal partido que apelou ao “não”, o Sinn Fein, para dizer que essa contabilidade não servia para nada. Nunca saberemos quantos votaram porque achavam o dr. Barroso chato, os que votaram porque pensavam que preservavam a virgindade das freiras ou os que votaram “sim”, para garantir “as reformas económicas” e quebrar a resistência dos “conservadores” e “privilegiados”(nome dado pelos media e os políticos aos sindicalistas e operários). O que se sabe é que o “não” ganhou nas zonas operárias, nas rurais e que nas zonas da classe média, o “sim” ganhou por muito pouco.
    Mas se quiser aprofundar as críticas ao caracter neoliberal do Tratado de Lisboa, pode começar a ler estes artigos, entre muitos:
    http://www.monde-diplomatique.fr/2007/12/CASSEN/15442
    http://www.monde-diplomatique.fr/2007/12/CASSEN/15441

  16. dsm diz:

    Nuno Ramos de Almeida

    Afinal, ainda é não desta que vou ficar a saber quais os direitos sociais que perderia com o Tratado de Lisboa… Cada vez me convenço mais de que esses direitos sociais bem poderiam ser aproveitados para barrar as criancinhas que os comunistas comem ao pequeno almoço (as armas de destruição em massa iraquianas ficam para o almoço).

    Penso que o medo é uma espécie de um argumento de fragmentação; continua a convencer mesmo depois de acabado o debate, e as mais das vezes convence de coisas de que nem quem argumenta está convencido. Devia ser usado com moderação.

    Eu tinha pedido alíneas, mas não quero deixar de agradecer as barras e https que me indica. A verdade é que não tenho ilusões sobre o carácter da vertente económica do Tratado de Lisboa. E mais: também não tenho ilusões sobre o carácter dos tratados que se manterão em vigor. E não é diferente, pois não? Portanto, a questão não devia ser essa, não acha?

  17. antonio diz:

    Uh, uh, uh, uh….. (isto sou eu fazendo a minha própria catarse perante a grandeza do argumento aqui e a urgência da circunstância e arredores).

    Agora já só tenho que evitar cair nas baias da extrema-[preencher a gosto] e resistir à piada óbvia de ‘once PC, always shine on brightly, quite the same vulgata.’

    Ora bem, acho que descobri como a verdadeira vanguarda procede aggiornata no século: fazemos referendar tudo ao querido povo, seguem-se as ementas de restaurantes japoneses e o código de processo civil. Logo a seguir a legalização do cultivo de
    [voltar a preencher aqui com vegetal/animal/mineral favorito]
    Faz-se assim: quem souber de cor a letra da Grândola Vila Morena na versão ‘director’s cut’ é contabilizado como votando a favor, perdão, contra.
    É claro que isto vai dar numa guerra civil quase: é aquela onde toda a gente continua a dar ao serrote em cima das sardinhas e do santo que estiver mais ao pé da mão, a dizer mal da ASAE e a falar de boca cheia e ciência certa, ou mais ou menos.
    Os sobreviventes com menos de 14 anos ficam depois com a opção de ir à próxima versão do rock’in rio (se a Amy Sograpehouse — um pequeno patrocínio, desculpem… — não aparecer bêbada, devolvemos o preço dos bilhetes depois de descontada a parte que vai para subsidiar os agricultores, os feirantes,
    as gordas, e os proprietários de chassos velhos que gastam muito ‘combustível’).

    Ou então podem colaborar na deslocalização dos ursos polares para o pólo sul, onde se espera que ainda haja gelo, se o dito não tiver entretanto sido referendado para fora daqui.

    Depois então estamos livres para viabilizar o ‘modelo social europeu’, essa é fácil: alugamos o Obama (ele inspira) e convencemos uma data de brasileiros, indianos, chineses e outros BRIC’s a deixarem-se de bichisses pós-modernas e voltarem a ser os miseráveis cheios de fome assim como antes de lhes dar para começar
    a comer e comprar carros. Esta merda da deterioração dos termos de troca tem que voltar a ser o que era, o capitalismo agora droga-se ou quê ???
    Uma vez que voltem a ser uns pobres como deve de ser atiramos-lhes de vez em quando umas quantas toneladas de manteiga e queijo que nos sobram do ‘modelo social’, aliviamos a consciência e a balança de transacções.
    Uma vez tudo isto feito, perguntamos outra vez aos irlandeses: querem acabar com a corrente quente do Golfo, sim ou não ? Como a pergunta tem que ser feita em inglês é claro que os gajos votam todos ‘Não’ (always hoping for a better deal, nest-ce pas ?) e portanto podemos todos mudar-nos para o espaço sideral. Tu na frente Nuno, as vanguardas servem pra isso mesmo.
    Dá-lhes Falésio!

  18. Sérgio diz:

    Embora o défice democrático da UE não seja uma ficção de federalistas, não estou seguro de que a melhor forma para o limitar seja a rejeição do Tratado Constitucional e, agora, do seu remake. Diria mesmo que a esquerda tem pouco a festejar com uma derrota que se valeu de argumentos que, para além de reaccionários e demagógicos tiveram muito de surrealista: desde o aborto à eutanásia e direitos dos homossexuais, passando pelo fim decretado da neutralidade irlandesa. Outros argumentos iam numa linha de cristalização nacional da Irlanda, ou seja, por uma Europa mínima de carácter intergovernamental. Não era mais Europa que se pedia… Quanto à economia política do Tratado, o que terá pensado alguma esquerda francesa do slogan «Lisbon is bad for business»? Rejeitado por neoliberalismo, rejeitado por ser socializante. Ou, pelo menos, assim se pensar…
    De qualquer forma, isto parece ser o resultado anunciado de uma Europa das chancelarias que, como dizia o António Figueira, reclama-se nominalmente dos cidadãos da Europa, mas deles tem medo. Não se pode estar sempre a dizer que Bruxelas impõe isto e aquilo, que não há margem nem alternativa e, depois, esperar um cheque em branco aos senhores de Bruxelas e aos que vão a Bruxelas quando os povos têm a única oportunidade de se pronunciarem sobre assuntos europeus. E qualquer rejeição das políticas europeias é dramaticamente confundida pelo stablishment como uma rejeição à Europa. Quando não há mecanismos de accountability, assim acontece.
    Cumprimentos,
    S.F.

  19. mimi diz:

    65 horas de trabalho por semana,certamente que é uma conquista Civilizacional ,não concorda dsm?Certamente,que sim.Assim como o crescente desnivel entre ricos e pobres.Tá a ver,tb tem gente q pensa bem nestes coments.Abraço,caro csm e ‘Arbeit macht frei’,heil hi…..
    ai

  20. mimi diz:

    ‘It’s the Capitalism,stupid.’Não acha,NRA?

  21. pcarvalho diz:

    Ouvi dizer que uns senhores da secreta democrática(concerteza,só pode!) já andavam a escrevinhar nos blogs.Olhem,pq é que se não dedicam como os valentes defensores da democracia heroína fazem no Afeganistão(trade) e o pessoal da DEA com os aviões de transporte de ‘terroristas’ a encherem-nos de cocaína.Boys,carta verde pq é uma maneira de incrementar o empreendedorismo e de ser moralmente superior…

  22. Caro Nuno Ramos de Almeida,

    o meu amigo assume, sabe-se lá porquê, que o povo está ansioso por discutir e votar o Tratado de Lisboa. Eu jurava singelo contra dobrado que a esmagadora maioria do pessoal pensa o seguinte: “já votei o que tinha a votar agora tratem lá do assunto o melhor possível e não me incomodem que tenho coisas importantes para tratar”.

    É bom não esquecer que os políticos e os parlamentos que estão a ratificar o Tratado foram eleitos pelo povo.

    Quanto à democracia li não sei aonde que “é uma menina muito bonita com os dentes todos podres”. Eu não vou tão longe, digo apenas que uma das maneiras de acabar com a democracia é pedir democracia a mais, tipo greve de zelo. É que já cá ando no activo há 60 anos.

    Eu percebo que a contestação ao Tratado, para mais no âmbito de um referendo, calhava que nem ginjas para arreliar o Sócrates. Eu também sou de esquerda mas não aposto neste tipo de espertezas, acho que não vamos lá com espertezas.

    Só com trabalho e rigor.

  23. A.Silva diz:

    Na minha modesta opinião,apesar de ser a favor do referendo prometido pelo PS e PSD que meteram as promessas na gaveta,o que talvez tenha pesado nas decisões dos votantes do não foi por um lado a utilização de que as politicas dificeis feitas pelos governantes europeus tem sempre como desculpa os ditames de Bruxelas,por outro a situação grave que as economias europeias estão a passar,subido para ficar do preço dos combustiveis e produtos alimentares,do fraco desempenho económico da economia,do aumento do desemprego.Ora se Bruxelas é usada como o papão para as medidas dificeis,ainda não se viu que exista a intenção de fazer um debate sério sobre os problemas das pessoas e a melhor forma de minimizar as consequencias,que só é possível a 27 porque país a país e muito dificil.

  24. Nuno Ramos de Almeida diz:

    António,
    Tens de me dar um pouco do que fumas. É maldade açambarcares tudo.

  25. is a bel diz:

    NRA,
    eu gostei muito do ‘Mário-Henrique Leiria e os seus contos do Gin Tónico’. Não conhecia.
    Os irlandeses, são um grande povo. Sempre foram. Basta ir lá e ouvi-los. E a história também fala por eles…(não se trata somente de resultados, é uma questão de atitude) E já que se fala em povo (será que se pode dizer a palavra povo???) deixo-lhe aqui um link. Ouvi-os ontem no Castelo de São Jorge num projecto no mínimo curioso com o Jorge Fernando. Maravilha!
    http://www.youtube.com/watch?v=NqsEUHKNlSA&feature=related
    O que eu não entendo é porque é que o NRA ainda se espanta.
    António, eu fico na bicha( desculpem, queria dizer fila) . Logo atrás do NRA.

  26. P.Porto diz:

    De uma clareza cristalina, o seu post.

    É também notável a ginástica que se vê em alguns comentários para justificar o injustificável, isto é, que a UE é cada vez mais o espaço em que uma elite de políticos e burocratas vive cada vez melhor e mais inquestionada, e que com o Tratado de Lisboa a UE iria ficar ainda menos democrática do que já é hoje.

    Claro, o NRA tinha que meter a Europa social a foice e martelo, o que só confirma a única regra sem exceção desta vida, isto é, a perfeição não é coisa deste mundo.

  27. Caro P. Porto,
    Gosto de o ver por cá. É muito boa a expressão: “tinha que meter a Europa social a foice e martelo”.

  28. pcarvalho diz:

    Há para aí algum jornalista de TOMATES, que pergunte ao A.Costa e ao Rui Rio o que foram fazer a Washington?É que me dizeram que aquela reunião,com gente em quem não votámos mandaram uns bitaites acerca do rectangulo pra malta fazer….

  29. cristã diz:

    P.Porto: “eu cá acho que a europa social foi-ce a martelo”

  30. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Is a bel,
    Obrigado pelo vídeo. Está no ponto.

  31. Clara diz:

    Mais uns tempos sem a Pena de Morte.

  32. Enquanto os europeus se entretêm com este “jogos florais” o petróleo continua a enriquecer quem o tem e quem o controla.
    A defesa dos interesses geo-estratégicos de que depende o nosso futuro e a nossa civilização estão nas mãos de mentecaptos.

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