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	<title>Comentários em: o mistério da praxe</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: H</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-66265</link>
		<dc:creator>H</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 11:41:35 +0000</pubDate>
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		<description>A Fernanda deve querer assinar:

DURA PRAXIS, SED PRAXIS

http://www.petitiononline.com/voz99008/petition.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Fernanda deve querer assinar:</p>
<p>DURA PRAXIS, SED PRAXIS</p>
<p><a href="http://www.petitiononline.com/voz99008/petition.html" rel="nofollow">http://www.petitiononline.com/voz99008/petition.html</a></p>
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		<title>Por: Não foi praxe, mas sentença! at Gosto e contragosto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-60196</link>
		<dc:creator>Não foi praxe, mas sentença! at Gosto e contragosto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 12:07:13 +0000</pubDate>
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		<description>[...] por psicologia de grupo; antes, como costumo dizer, integro as minorias. Como diz Fernanda Câncio, «(&#8230;) o universo das praxes surge como uma absurda fórmula de estratificação e imposição .... Antes de o movimento das praxes ganhar maior expressão, as pessoas não se conheciam? Não se [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] por psicologia de grupo; antes, como costumo dizer, integro as minorias. Como diz Fernanda Câncio, «(&#8230;) o universo das praxes surge como uma absurda fórmula de estratificação e imposição &#8230;. Antes de o movimento das praxes ganhar maior expressão, as pessoas não se conheciam? Não se [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Albino Gil Gomes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48565</link>
		<dc:creator>Albino Gil Gomes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 10:04:14 +0000</pubDate>
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		<description>Fenix, gostaria de lhe agradecer o facto de me clarificar a minha situação moral e ética, sempre me senti um pouco mais bronco que todos os outros seres elevados e puros como você, mas foi ao ler o seu comentário que tive uma epifania sobre a minha condição de viking moderno, arauto actual da defesa de todos os rituais bélicos e selvagens das civilizações antigas.....

Agora a sério, a barbarie e a maldade vivem nos homens, ou n terá sido nem por uma vez malicioso? Dizer que a Praxe é barbara é a mesma coisa que dizer que a ciência tb o é.... e o que dizer da religião e da politica????? penso que deveria clarificar a sua relação pessoal entre conceito e pessoa.  A Praxe é um conceito, e como tal está sujeito a que  outros o utilizem para o bem e para o mal...

Já agora, sabe que Praxe na realidade não são os primeiros 15 dias da vida dos caloiros, mas sim a própria vida do estudante na faculdade, começando nos rituais de iniciação e acabando no cortejo de cartolado, ou não sabia que sem praxe não haveria cortejo, nem serenatas, nem tunas, nem fados, etc.... tudo actividades académicas e de praxe....

Volto a frisar que não considero que a praxe deva ser ou seja obrigatória....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fenix, gostaria de lhe agradecer o facto de me clarificar a minha situação moral e ética, sempre me senti um pouco mais bronco que todos os outros seres elevados e puros como você, mas foi ao ler o seu comentário que tive uma epifania sobre a minha condição de viking moderno, arauto actual da defesa de todos os rituais bélicos e selvagens das civilizações antigas&#8230;..</p>
<p>Agora a sério, a barbarie e a maldade vivem nos homens, ou n terá sido nem por uma vez malicioso? Dizer que a Praxe é barbara é a mesma coisa que dizer que a ciência tb o é&#8230;. e o que dizer da religião e da politica????? penso que deveria clarificar a sua relação pessoal entre conceito e pessoa.  A Praxe é um conceito, e como tal está sujeito a que  outros o utilizem para o bem e para o mal&#8230;</p>
<p>Já agora, sabe que Praxe na realidade não são os primeiros 15 dias da vida dos caloiros, mas sim a própria vida do estudante na faculdade, começando nos rituais de iniciação e acabando no cortejo de cartolado, ou não sabia que sem praxe não haveria cortejo, nem serenatas, nem tunas, nem fados, etc&#8230;. tudo actividades académicas e de praxe&#8230;.</p>
<p>Volto a frisar que não considero que a praxe deva ser ou seja obrigatória&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Luís</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48535</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 08:28:18 +0000</pubDate>
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		<description>&quot; pelo menos seria o mínimo expectável tendo em conta algumas das afirmações q tem vindo a faze - que diria sem hesitar “A tropa só faz bem, enrijece um homem!”&quot;

Não sei como depreende isso das minhas afirmações, Maria João. Não defendi vez nenhuma a obrigatoriedade da praxe, como também não defendo o serviço militar obrigatório. Mas acredito que certos aspectos da tropa, assim como da praxe, façam bem ao homem e à menina. O que eu defendo, sobretudo, é a liberdade de cada um discernir entre o bem e o mal, e não estas tentativas de impôr limites de razoabilidade segundo uma escala de razão, no minimo, distorcida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; pelo menos seria o mínimo expectável tendo em conta algumas das afirmações q tem vindo a faze &#8211; que diria sem hesitar “A tropa só faz bem, enrijece um homem!”&#8221;</p>
<p>Não sei como depreende isso das minhas afirmações, Maria João. Não defendi vez nenhuma a obrigatoriedade da praxe, como também não defendo o serviço militar obrigatório. Mas acredito que certos aspectos da tropa, assim como da praxe, façam bem ao homem e à menina. O que eu defendo, sobretudo, é a liberdade de cada um discernir entre o bem e o mal, e não estas tentativas de impôr limites de razoabilidade segundo uma escala de razão, no minimo, distorcida.</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48391</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 15:43:48 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho estado fascinada a ler alguns comentários, em especial os do Luís que quase me inspiraram a escrever um texto sobre o (defunto, Deo Gratia!) serviço militar obrigatório porque tenho a certeza -  pelo menos seria o mínimo expectável tendo em conta algumas das afirmações q tem vindo a faze -  que diria sem hesitar &quot;A tropa só faz bem, enrijece um homem!&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho estado fascinada a ler alguns comentários, em especial os do Luís que quase me inspiraram a escrever um texto sobre o (defunto, Deo Gratia!) serviço militar obrigatório porque tenho a certeza &#8211;  pelo menos seria o mínimo expectável tendo em conta algumas das afirmações q tem vindo a faze &#8211;  que diria sem hesitar &#8220;A tropa só faz bem, enrijece um homem!&#8221;</p>
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	<item>
		<title>Por: Luís</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48388</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 15:30:57 +0000</pubDate>
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		<description>J, mais uma vez o relembro que o caloiro da terreola foi só um exemplo. Claro que também há os mimados da cidade, que nunca de lá saíram, a quem a praxe ( bem feita ) só lhes faz bem.
Em relação às direcções das escolas, não estou a ver bem como pretende vigiar os alunos. Policia lá para dentro ?
Sejamos honestos, há praxes bem feitas e outras nem por isso mas mesmo essas são residuais. Atrevo-me a comparar com as greves tão em voga por estes dias. Nas greves, por mais razão que tenham, há sempre meia dúzia de imbecis a prejudicarem a causa. O mesmo se passa com as praxes. Querem tambem acabar com as greves ou responsabilizar as respectivas centrais sindicais por algum eventual desacato ? 
O que aqui se passa é algum ressabiamento de pessoas que tentam ser diferentes pelas piores razões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>J, mais uma vez o relembro que o caloiro da terreola foi só um exemplo. Claro que também há os mimados da cidade, que nunca de lá saíram, a quem a praxe ( bem feita ) só lhes faz bem.<br />
Em relação às direcções das escolas, não estou a ver bem como pretende vigiar os alunos. Policia lá para dentro ?<br />
Sejamos honestos, há praxes bem feitas e outras nem por isso mas mesmo essas são residuais. Atrevo-me a comparar com as greves tão em voga por estes dias. Nas greves, por mais razão que tenham, há sempre meia dúzia de imbecis a prejudicarem a causa. O mesmo se passa com as praxes. Querem tambem acabar com as greves ou responsabilizar as respectivas centrais sindicais por algum eventual desacato ?<br />
O que aqui se passa é algum ressabiamento de pessoas que tentam ser diferentes pelas piores razões.</p>
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	<item>
		<title>Por: HMAG</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48372</link>
		<dc:creator>HMAG</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 14:19:24 +0000</pubDate>
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		<description>A Fernanda Cancio diz &quot;Há gerações e gerações de licenciados neste país que nunca viram uma praxe&quot;! E deve apenas continuar a ver quem quer!! Ninguem e&#039;, nem pode vir a ser OBRIGADO a participar numa tradicao com a qual nao se identifica ou da qual nao gosta. Agora convem e&#039; que deixe espaco, ate nessa sua visao &quot;bestial&quot; da Praxe, para quem gostou de ser praxado, tem o maior dos orgulhos nisso e voltaria a ser. Sim, supresaaaaa (ou nao)!!! Esse grupo e&#039; constituido pela esmagadora maioria dos estudantes deste pais! ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Fernanda Cancio diz &#8220;Há gerações e gerações de licenciados neste país que nunca viram uma praxe&#8221;! E deve apenas continuar a ver quem quer!! Ninguem e&#8217;, nem pode vir a ser OBRIGADO a participar numa tradicao com a qual nao se identifica ou da qual nao gosta. Agora convem e&#8217; que deixe espaco, ate nessa sua visao &#8220;bestial&#8221; da Praxe, para quem gostou de ser praxado, tem o maior dos orgulhos nisso e voltaria a ser. Sim, supresaaaaa (ou nao)!!! Esse grupo e&#8217; constituido pela esmagadora maioria dos estudantes deste pais! <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fenix</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48327</link>
		<dc:creator>Fenix</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 09:57:06 +0000</pubDate>
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		<description>Como sempre, magnífico texto!! Mesmo rumando contra a corrente de profunda ignorância e maldade que impera neste País, é sempre imperativo denunciar estes actos bárbaros e reles que são praticados neste Portugal que continua tão bronco e ridículo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como sempre, magnífico texto!! Mesmo rumando contra a corrente de profunda ignorância e maldade que impera neste País, é sempre imperativo denunciar estes actos bárbaros e reles que são praticados neste Portugal que continua tão bronco e ridículo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: GUILHERME PEREIRA</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48287</link>
		<dc:creator>GUILHERME PEREIRA</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 02:34:23 +0000</pubDate>
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		<description>Subscrevo, como cidadão e jornalista (CP 6964) o texto da Fernanda, tanto na forma como nos conteúdos.
Orgulho-me, se me é perdoada a evocação, de ter co-decidido, com os meus companheiros dirigentes da Associação Académica de Coimbra, durante a crise de 1969 ( fomos um punhado deles presos), co-decidido, dizia, a supressão das praxes e até, nesse ano, durante o período mais quente, a própria Queima das Fitas - a cidade aderiu em massa, convém dizer. Basta lerem o livro COIMBRA 69, do Celso Cruzeiro, meu companheiro e co-réu nas mesmas andanças.
Bem esgalhado, Fernanda!
Solidariedade!

GUILHERME PEREIRA</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Subscrevo, como cidadão e jornalista (CP 6964) o texto da Fernanda, tanto na forma como nos conteúdos.<br />
Orgulho-me, se me é perdoada a evocação, de ter co-decidido, com os meus companheiros dirigentes da Associação Académica de Coimbra, durante a crise de 1969 ( fomos um punhado deles presos), co-decidido, dizia, a supressão das praxes e até, nesse ano, durante o período mais quente, a própria Queima das Fitas &#8211; a cidade aderiu em massa, convém dizer. Basta lerem o livro COIMBRA 69, do Celso Cruzeiro, meu companheiro e co-réu nas mesmas andanças.<br />
Bem esgalhado, Fernanda!<br />
Solidariedade!</p>
<p>GUILHERME PEREIRA</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Albino Gil Gomes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48278</link>
		<dc:creator>Albino Gil Gomes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 01:39:43 +0000</pubDate>
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		<description>bem, discordo.

Não valerá a pena apresentar argumentos da minha posição pq este sentimento está enraizado no complexo de esquerda. Peculiar é o facto de não se preocuparem em ver o outro lado da praxe e preferirem manter a sua mente inócua no sentido contrário.

Fui praxado e praxei, n me revejo no tipo de situações descritas que são uma reduzida percentagem que é exacerbada por pessoas como as que escreveram este post, tanto é que as praxes continuam a estar cheias e ao contrario dos que nunca lá andaram tentam dizer não é por medo

Saudações</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bem, discordo.</p>
<p>Não valerá a pena apresentar argumentos da minha posição pq este sentimento está enraizado no complexo de esquerda. Peculiar é o facto de não se preocuparem em ver o outro lado da praxe e preferirem manter a sua mente inócua no sentido contrário.</p>
<p>Fui praxado e praxei, n me revejo no tipo de situações descritas que são uma reduzida percentagem que é exacerbada por pessoas como as que escreveram este post, tanto é que as praxes continuam a estar cheias e ao contrario dos que nunca lá andaram tentam dizer não é por medo</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: j</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48180</link>
		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 15:13:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-48180</guid>
		<description>Claro que, no essencial, estamos de acordo, Luís.
Só que essa de «um caloiro que venha da terreola» não foi muito feliz, eu acho.
Ou não é verdade que anda por aí tanto “totó” a precisar de ser praxado, e vive na cidade?

Eu também não gosto de moralismos, mas não deixo de estar de acordo com a autora do post, quando esta se refere a «responsabilidade moral da direcção da escola», porque não vejo aqui nenhum moralismo, como também não vislumbro no seu post nenhum fundamentalismo contra a prática da praxe. 
O que me parece óbvio é que a direcção da escola deve ter responsabilidade objectiva, se quiser, moral, o que é um pouco a mesma coisa, quando conheça que se está perante abusos, o que não significa, necessariamente, que com isso esteja a «quer uma policia que investigue reuniões de estudantes».</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que, no essencial, estamos de acordo, Luís.<br />
Só que essa de «um caloiro que venha da terreola» não foi muito feliz, eu acho.<br />
Ou não é verdade que anda por aí tanto “totó” a precisar de ser praxado, e vive na cidade?</p>
<p>Eu também não gosto de moralismos, mas não deixo de estar de acordo com a autora do post, quando esta se refere a «responsabilidade moral da direcção da escola», porque não vejo aqui nenhum moralismo, como também não vislumbro no seu post nenhum fundamentalismo contra a prática da praxe.<br />
O que me parece óbvio é que a direcção da escola deve ter responsabilidade objectiva, se quiser, moral, o que é um pouco a mesma coisa, quando conheça que se está perante abusos, o que não significa, necessariamente, que com isso esteja a «quer uma policia que investigue reuniões de estudantes».</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48146</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 13:25:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-48146</guid>
		<description>&quot;O que eu não defendo são idiotas que confunde a praxe com bosta de boi ou com obrigar as colegas a mostrar as penas de “Olívia-Palito”.&quot;

J, desculpe-me, mas não foi isso que disse quando apelidou de idiota o meu argumento anterior. Pelos vistos estamos em sintonia em relação aos abusos. No meu primeiro comentário referi esses mesmos abusos, não condenando toda uma classe por meia dúzia de energúmenos. Mas aqui, ao abrigo da &quot;responsabilidade moral&quot;, pretendem decepar uma tradição, limpando o mundo destes &quot;praxistas ou lá como se chamam&quot;. Chame-lhes demónios, cara FC, que eles não a ouvem. Sinceramente, já não há paciência para tanta moralidade...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que eu não defendo são idiotas que confunde a praxe com bosta de boi ou com obrigar as colegas a mostrar as penas de “Olívia-Palito”.&#8221;</p>
<p>J, desculpe-me, mas não foi isso que disse quando apelidou de idiota o meu argumento anterior. Pelos vistos estamos em sintonia em relação aos abusos. No meu primeiro comentário referi esses mesmos abusos, não condenando toda uma classe por meia dúzia de energúmenos. Mas aqui, ao abrigo da &#8220;responsabilidade moral&#8221;, pretendem decepar uma tradição, limpando o mundo destes &#8220;praxistas ou lá como se chamam&#8221;. Chame-lhes demónios, cara FC, que eles não a ouvem. Sinceramente, já não há paciência para tanta moralidade&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: j</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48134</link>
		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 12:02:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-48134</guid>
		<description>Ó Luís, tenha lá calma... Ou é praxado...::))

Eu tive o cuidado de dizer que &quot;idiota&quot; era o argumento não o comentador.
E agora você brinda-me com &quot;idiota provinciano&quot;...!

Por acaso, reparou bem no que escrevi?
Eu defendo a praxe, desde que seja “integradora” e respeite a liberdade de quem quer ou não ser praxado. É elementar, Luís.

Eu fui praxado e praxei, não apenas na universidade, mas também numa academia (de tipo militar, e olhe que aqui foi a doer e não com mariquices...).
E não gosto, de facto, de quem queira praxar contra a vontade da “vítima”.

E tenho uma filha que me chegava a casa ao fim-de-semana com a roupa toda suja e que adorou a praxe e onde deixou muitos amigos.
E tenho um filho que no ano passado foi praxado.
E ambos não ficaram com nenhum trauma por causa disso, antes pelo contrário

O que eu não defendo são idiotas que confunde a praxe com bosta de boi ou com obrigar as colegas a mostrar as penas de “Olívia-Palito”.

Certo, ou quer que “lhe faça um boneco”...?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Luís, tenha lá calma&#8230; Ou é praxado&#8230;::))</p>
<p>Eu tive o cuidado de dizer que &#8220;idiota&#8221; era o argumento não o comentador.<br />
E agora você brinda-me com &#8220;idiota provinciano&#8221;&#8230;!</p>
<p>Por acaso, reparou bem no que escrevi?<br />
Eu defendo a praxe, desde que seja “integradora” e respeite a liberdade de quem quer ou não ser praxado. É elementar, Luís.</p>
<p>Eu fui praxado e praxei, não apenas na universidade, mas também numa academia (de tipo militar, e olhe que aqui foi a doer e não com mariquices&#8230;).<br />
E não gosto, de facto, de quem queira praxar contra a vontade da “vítima”.</p>
<p>E tenho uma filha que me chegava a casa ao fim-de-semana com a roupa toda suja e que adorou a praxe e onde deixou muitos amigos.<br />
E tenho um filho que no ano passado foi praxado.<br />
E ambos não ficaram com nenhum trauma por causa disso, antes pelo contrário</p>
<p>O que eu não defendo são idiotas que confunde a praxe com bosta de boi ou com obrigar as colegas a mostrar as penas de “Olívia-Palito”.</p>
<p>Certo, ou quer que “lhe faça um boneco”&#8230;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48120</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 11:07:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-48120</guid>
		<description>&quot;Desculpe,sim, mas já lhe ocorreu perguntar ao caloiro ( sobretudo ao “da terreola”) se concorda consigo&quot;

Cristã e Gabriela, eu dei o meu próprio exemplo. Vinha de uma escola secundária pequena, era o maioral lá do sitio e a praxe preparou-me para o que aí vinha. 

&quot;Por acaso, já lhe ocorreu que existem estudantes que vêm «da terreola» e são bem menos tontos e “betos” do que os que estão na “cidade”…!?&quot;

E isto é um argumento de idiotas provincianos. Eu dei um exemplo, você é que generalizou.

De resto, concordo num ponto com a FC, quem não quiser praxe não deve ser obrigado. Mas quem quiser também não deve ser apelidado de idiota ou fascista como aqui já o fizeram. Liberdade diz-vos alguma coisa ? Parece-me evidente que não pois ninguém me respondeu como se pretendia vigiar os alunos fora das instituições.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Desculpe,sim, mas já lhe ocorreu perguntar ao caloiro ( sobretudo ao “da terreola”) se concorda consigo&#8221;</p>
<p>Cristã e Gabriela, eu dei o meu próprio exemplo. Vinha de uma escola secundária pequena, era o maioral lá do sitio e a praxe preparou-me para o que aí vinha. </p>
<p>&#8220;Por acaso, já lhe ocorreu que existem estudantes que vêm «da terreola» e são bem menos tontos e “betos” do que os que estão na “cidade”…!?&#8221;</p>
<p>E isto é um argumento de idiotas provincianos. Eu dei um exemplo, você é que generalizou.</p>
<p>De resto, concordo num ponto com a FC, quem não quiser praxe não deve ser obrigado. Mas quem quiser também não deve ser apelidado de idiota ou fascista como aqui já o fizeram. Liberdade diz-vos alguma coisa ? Parece-me evidente que não pois ninguém me respondeu como se pretendia vigiar os alunos fora das instituições.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge Vassalo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48110</link>
		<dc:creator>Jorge Vassalo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 10:23:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-48110</guid>
		<description>Em 1996, entrei para a Faculdade de Ciências na Universidade do Porto. Entrei na segunda fase. Ao chegar à faculdade, mandaram-me sentar na belíssima escadaria da faculdade onde estavam os &quot;doutores&quot; e os &quot;veteranos&quot; todos trajadinhos à volta dos caloiros. Sentei-me e, logo alí, vi que mandaram uma rapariga por-se de quatro com o rabo virado para nós e chamaram-na de belo espécime animal. 

Aquilo cheirou-me logo a abuso, sendo que eu, devido à minha experiência passada, conseguia sentir-lhe logo o cheiro. Levantei-me, disse que ia à casa de banho - segundo sei, foi um milagre deixarem-me ir - e fui à volta da, insisto, belíssima instituição para a sala de computadores onde estavam todos os nerds do meu curso.

Fiz logo alí montes de amizades, o que contrariou de imediato o que me diziam de &quot;se não fores praxado, não conheces ninguém&quot;.

No ano seguinte, enquanto lia no placar um anúncio de um jovem guitarrista à procura de músicos, deparo-me com uma jovem baixa e magríssima à procura das declarações em pseudo-latim-de-trazer-por-casa da comissão de praxe, à procura de onde tinha de ir. Fui falar com ela, e durante a conversa , explicou-me que tinha de ir, com medo do que lhe poderia acontecer. Disse-lhe que não fazia mal não ir porque haveria de conhecer toda a gente na mesma, porque, paradoxalmente, passado a semana, quinze dias de praxes intensas, tudo voltava ao normal e acabaria por conhecer toda a gente se quissesse.

Com ar de surpresa, lá me foi contando que tinha ido à primeira semana, que lhe chamaram de &quot;olívia palito&quot; e que lhe obrigaram mostrar as pernas magras, dizendo &quot;que belos ossinhos tens&quot;. A chorar, disse-me que sofrera de anorexia nervosa e que agora estava a recuperar com ajuda de nutricionistas, que comia comida macrobiotica a peso, e que tudo aquilo reduzia de novo a sua auto-estima ao mínimo.

Com este exemplo, quero dizer que nem todos temos a mesma força em afrontar poderes instituidos, e que quem teme tem sempre tendência a permitir tudo e mais alguma coisa. 

Haverá sem dúvida praxes divertidas por aí. Mas não vi nada que não configurasse um abuso, strictus sensu, para alguém que não tivesse a força para recusar fazer o que considerasse abusivo e mandar badamerda a &quot;integração&quot;. Eu fi-lo. é certo que guardo 3 amigos da faculdade, amigos sinceros. Mas duvido que muitas das &quot;amizades&quot; que vejo por aí, &quot;integradas&quot;, tenham esta força.

Continue o bom trabalho, Fernanda. Parabéns pelo artigo.

P.S.: Tinha um colega chamado Paulo Cadavez. Um dia, estava na sala de aula e ouvi um colega a contar ao outro, entre risos, que teriam dito ao Paulo que cada vez que alguém dissesse &quot;cadavez&quot; ele teria de erguer a cara ao céu e gritar como uma arara. Ora, teriam feito isso de 5 em 5 segundos, durante uma hora! Bem, bela integração....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1996, entrei para a Faculdade de Ciências na Universidade do Porto. Entrei na segunda fase. Ao chegar à faculdade, mandaram-me sentar na belíssima escadaria da faculdade onde estavam os &#8220;doutores&#8221; e os &#8220;veteranos&#8221; todos trajadinhos à volta dos caloiros. Sentei-me e, logo alí, vi que mandaram uma rapariga por-se de quatro com o rabo virado para nós e chamaram-na de belo espécime animal. </p>
<p>Aquilo cheirou-me logo a abuso, sendo que eu, devido à minha experiência passada, conseguia sentir-lhe logo o cheiro. Levantei-me, disse que ia à casa de banho &#8211; segundo sei, foi um milagre deixarem-me ir &#8211; e fui à volta da, insisto, belíssima instituição para a sala de computadores onde estavam todos os nerds do meu curso.</p>
<p>Fiz logo alí montes de amizades, o que contrariou de imediato o que me diziam de &#8220;se não fores praxado, não conheces ninguém&#8221;.</p>
<p>No ano seguinte, enquanto lia no placar um anúncio de um jovem guitarrista à procura de músicos, deparo-me com uma jovem baixa e magríssima à procura das declarações em pseudo-latim-de-trazer-por-casa da comissão de praxe, à procura de onde tinha de ir. Fui falar com ela, e durante a conversa , explicou-me que tinha de ir, com medo do que lhe poderia acontecer. Disse-lhe que não fazia mal não ir porque haveria de conhecer toda a gente na mesma, porque, paradoxalmente, passado a semana, quinze dias de praxes intensas, tudo voltava ao normal e acabaria por conhecer toda a gente se quissesse.</p>
<p>Com ar de surpresa, lá me foi contando que tinha ido à primeira semana, que lhe chamaram de &#8220;olívia palito&#8221; e que lhe obrigaram mostrar as pernas magras, dizendo &#8220;que belos ossinhos tens&#8221;. A chorar, disse-me que sofrera de anorexia nervosa e que agora estava a recuperar com ajuda de nutricionistas, que comia comida macrobiotica a peso, e que tudo aquilo reduzia de novo a sua auto-estima ao mínimo.</p>
<p>Com este exemplo, quero dizer que nem todos temos a mesma força em afrontar poderes instituidos, e que quem teme tem sempre tendência a permitir tudo e mais alguma coisa. </p>
<p>Haverá sem dúvida praxes divertidas por aí. Mas não vi nada que não configurasse um abuso, strictus sensu, para alguém que não tivesse a força para recusar fazer o que considerasse abusivo e mandar badamerda a &#8220;integração&#8221;. Eu fi-lo. é certo que guardo 3 amigos da faculdade, amigos sinceros. Mas duvido que muitas das &#8220;amizades&#8221; que vejo por aí, &#8220;integradas&#8221;, tenham esta força.</p>
<p>Continue o bom trabalho, Fernanda. Parabéns pelo artigo.</p>
<p>P.S.: Tinha um colega chamado Paulo Cadavez. Um dia, estava na sala de aula e ouvi um colega a contar ao outro, entre risos, que teriam dito ao Paulo que cada vez que alguém dissesse &#8220;cadavez&#8221; ele teria de erguer a cara ao céu e gritar como uma arara. Ora, teriam feito isso de 5 em 5 segundos, durante uma hora! Bem, bela integração&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-48079</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 08:57:41 +0000</pubDate>
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		<description>Se me permite, Saloio, sintetizo a sua excelente dissertação sobre a &quot;praxe&quot; e &quot;farda&quot; que lhe está associada, a capa e batina.

No seu, e no meu, tempo, a capa e batina escondia as misérias, era coisa de gente humilde e de poucos recursos, que estudava com dificuldades económicas.
No tempo dos nossos filhos, a capa e batina é sinónimo de vaidade, e coisa de ricos, ou de quem por tal se quer parecer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se me permite, Saloio, sintetizo a sua excelente dissertação sobre a &#8220;praxe&#8221; e &#8220;farda&#8221; que lhe está associada, a capa e batina.</p>
<p>No seu, e no meu, tempo, a capa e batina escondia as misérias, era coisa de gente humilde e de poucos recursos, que estudava com dificuldades económicas.<br />
No tempo dos nossos filhos, a capa e batina é sinónimo de vaidade, e coisa de ricos, ou de quem por tal se quer parecer.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Moreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47954</link>
		<dc:creator>Luis Moreira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 22:43:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47954</guid>
		<description>Só são praxados os mais fracos.Não é só na vida académica.Tambem há praxes (menos visíveis,mas há) na vida profissional.E na vida do dia a dia.E na vida militar então,nos anos 60,com milhares de jovens,longe de casa e aviados como &quot;carne para canhão&quot;, metia dó. Sempre os mais fracos!

Na vida militar o que é que julgam que se fazia aos rapazes &quot;básicos&quot;?Sem família,sem formação,sem dinheiro e no nível &quot;raso&quot; do poder.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só são praxados os mais fracos.Não é só na vida académica.Tambem há praxes (menos visíveis,mas há) na vida profissional.E na vida do dia a dia.E na vida militar então,nos anos 60,com milhares de jovens,longe de casa e aviados como &#8220;carne para canhão&#8221;, metia dó. Sempre os mais fracos!</p>
<p>Na vida militar o que é que julgam que se fazia aos rapazes &#8220;básicos&#8221;?Sem família,sem formação,sem dinheiro e no nível &#8220;raso&#8221; do poder.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Saloio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47944</link>
		<dc:creator>Saloio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 22:17:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47944</guid>
		<description>Concordo consigo, estimada FC.

Antes de Abril, a praxe era um misto de tradição com o espírito boémio da vida de estudante, perfeitamente estabelecida e socialmente reconhecida por um calhamaço específico denominado &quot;Palito Métrico&quot;.


Esclareça-se que a praxe era praticada apenas na província - Coimbra, Guarda, Tomar e Évora. Lisboa e Porto, onde as escolas eram mais diversificadas e a vida social era mais modernizada, não havia tal prática e os alunos riam-se quando ouviam relatos do interior.

Ao contrário da vida nas duas capitais, em todas as outras cidades não existiam tanta oferta no tocante a pontos de distracção para os alunos (cinemas, teatros, cafés, etc.), e talvez menos dinheiro para gastar - o que empurrava os alunos para distracções mais simples, como a praxe. 

Por outro lado, os alunos citadinos viviam com os seus pais que desaprovavam tais práticas, enquanto que nas outras cidades do interior os alunos viviam em quartos, longe da família, que desconhecia aquelas práticas.

Recordo-me de entrar no cortejo dos caloiros do colégio de Tomar, com nove anos e sendo aluno da 4ª classe (já veterano), levando de arreata um grupo de 10 caloiros com mais sete ou oito anos que eu, com orelhas de burro em cartolina e os badalos pendurados ao pescoço.

A praxe, nos meios mais pequenos, tinha uma influência perversa nos alunos recentes, pois facilmente se transformava em objecto do ódio e da malvadez de alguns, sendo as vítimas crónicas os mais pobres e desprotegidos socialmente.

Tradicionalmente ligada à imagem da vida de estudante boémio, era geralmente comandada por profissionais do chumbo, que faziam da sua repetência a curiosidade e aclamação de todos os apreciadores. 

As miúdas não eram, geralmente, alvo de práticas menos agrestes, ficando os seus trabalhos por medições com palitos, colheres-de-pau na cabeça e desfilarem em público com os casacos virados ao contrário. 

Com Abril a coisa acabou, pois a praxe foi associada ao fado, ao marialvalismo, à tourada e ao catolicismo beato, tendo naturalmente saido das práticas estudantis mesmo no interior, por estarem em oposição à democracia que todos queriam, independentemente das cores de cada um - e, pessoalmente, eu não era de esquerda.

Os estudantes, afectados pela onda de solidariedade que tocou a todos os portugueses com a revolução, passaram a interessar-se mais pela colaboração com os civis desfavorecidos, ajudando em tarefas comunitárias: alfabetização dos ileterados, colaboração com os idosos, ajudas comunitárias e intervenção partidária de base (como colar cartazes).

Foi com Cavaco que as praxes voltaram.

De facto, nos anos 80, novamente na província, recomeçaram a aparecer as &quot;capas e batinas&quot; pretas. As cidades do interior que tiveram escolas superiores, para adquirirem e desenvolveram nome comercial, admitiram a formação de associações académicas que, com fins meramente comerciais, trouxeram de novo aos média as praxes, com o apoio do corpo docente, pois claro.

Na província, surgiu uma nova classe social - &quot;os estudantes&quot;. Enquanto em Lisboa estes não tinham uma muito especial referência, nos meios mais pequenos constituiram-se numa casta oposta aos jovens que tiveram de ir trabalhar, e que necessitou de ter vida própria com rituais diferenciadores. 

As praxes ressurgem também como uma falsa prova de virilidade desta nova classe, improdutiva e algo irresponsável. Era a prova de que &quot;os estudantes&quot; também são fortes e viris e, o exagero da coisa, leva a que até as miúdas gostem de tais práticas - muito ao contrário do passado, em que mantinham a aura romântica e defensora dos infelizes - permitiam que se lhes desse o braço, ficando assim imunes aos perseguidores praxistas.

Lisboa, por motivos comerciais e para não ficar atrás das escolas suburbanas, acabou por os imitar - e hoje é o que todos sabemos. Pelo que não me espanta a notícia de que reitores e professores se terem prestado a testemunharem em tribunal a favor dos praxistas. É só mais uma prova de que o negócio está primeiro.

Digo eu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo consigo, estimada FC.</p>
<p>Antes de Abril, a praxe era um misto de tradição com o espírito boémio da vida de estudante, perfeitamente estabelecida e socialmente reconhecida por um calhamaço específico denominado &#8220;Palito Métrico&#8221;.</p>
<p>Esclareça-se que a praxe era praticada apenas na província &#8211; Coimbra, Guarda, Tomar e Évora. Lisboa e Porto, onde as escolas eram mais diversificadas e a vida social era mais modernizada, não havia tal prática e os alunos riam-se quando ouviam relatos do interior.</p>
<p>Ao contrário da vida nas duas capitais, em todas as outras cidades não existiam tanta oferta no tocante a pontos de distracção para os alunos (cinemas, teatros, cafés, etc.), e talvez menos dinheiro para gastar &#8211; o que empurrava os alunos para distracções mais simples, como a praxe. </p>
<p>Por outro lado, os alunos citadinos viviam com os seus pais que desaprovavam tais práticas, enquanto que nas outras cidades do interior os alunos viviam em quartos, longe da família, que desconhecia aquelas práticas.</p>
<p>Recordo-me de entrar no cortejo dos caloiros do colégio de Tomar, com nove anos e sendo aluno da 4ª classe (já veterano), levando de arreata um grupo de 10 caloiros com mais sete ou oito anos que eu, com orelhas de burro em cartolina e os badalos pendurados ao pescoço.</p>
<p>A praxe, nos meios mais pequenos, tinha uma influência perversa nos alunos recentes, pois facilmente se transformava em objecto do ódio e da malvadez de alguns, sendo as vítimas crónicas os mais pobres e desprotegidos socialmente.</p>
<p>Tradicionalmente ligada à imagem da vida de estudante boémio, era geralmente comandada por profissionais do chumbo, que faziam da sua repetência a curiosidade e aclamação de todos os apreciadores. </p>
<p>As miúdas não eram, geralmente, alvo de práticas menos agrestes, ficando os seus trabalhos por medições com palitos, colheres-de-pau na cabeça e desfilarem em público com os casacos virados ao contrário. </p>
<p>Com Abril a coisa acabou, pois a praxe foi associada ao fado, ao marialvalismo, à tourada e ao catolicismo beato, tendo naturalmente saido das práticas estudantis mesmo no interior, por estarem em oposição à democracia que todos queriam, independentemente das cores de cada um &#8211; e, pessoalmente, eu não era de esquerda.</p>
<p>Os estudantes, afectados pela onda de solidariedade que tocou a todos os portugueses com a revolução, passaram a interessar-se mais pela colaboração com os civis desfavorecidos, ajudando em tarefas comunitárias: alfabetização dos ileterados, colaboração com os idosos, ajudas comunitárias e intervenção partidária de base (como colar cartazes).</p>
<p>Foi com Cavaco que as praxes voltaram.</p>
<p>De facto, nos anos 80, novamente na província, recomeçaram a aparecer as &#8220;capas e batinas&#8221; pretas. As cidades do interior que tiveram escolas superiores, para adquirirem e desenvolveram nome comercial, admitiram a formação de associações académicas que, com fins meramente comerciais, trouxeram de novo aos média as praxes, com o apoio do corpo docente, pois claro.</p>
<p>Na província, surgiu uma nova classe social &#8211; &#8220;os estudantes&#8221;. Enquanto em Lisboa estes não tinham uma muito especial referência, nos meios mais pequenos constituiram-se numa casta oposta aos jovens que tiveram de ir trabalhar, e que necessitou de ter vida própria com rituais diferenciadores. </p>
<p>As praxes ressurgem também como uma falsa prova de virilidade desta nova classe, improdutiva e algo irresponsável. Era a prova de que &#8220;os estudantes&#8221; também são fortes e viris e, o exagero da coisa, leva a que até as miúdas gostem de tais práticas &#8211; muito ao contrário do passado, em que mantinham a aura romântica e defensora dos infelizes &#8211; permitiam que se lhes desse o braço, ficando assim imunes aos perseguidores praxistas.</p>
<p>Lisboa, por motivos comerciais e para não ficar atrás das escolas suburbanas, acabou por os imitar &#8211; e hoje é o que todos sabemos. Pelo que não me espanta a notícia de que reitores e professores se terem prestado a testemunharem em tribunal a favor dos praxistas. É só mais uma prova de que o negócio está primeiro.</p>
<p>Digo eu&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gabriela</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47851</link>
		<dc:creator>Gabriela</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:23:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47851</guid>
		<description>Caro Luís,

nao entendo de que forma a praxe prepara alguém para a nova relacao professor-aluno-colega. Como é que uma nova situacao caracterizada por anonimato é ultrapassada por outra coisa caracterizada por desmando? 

Além disso, porque é que o caloiro da terriola precisa de maior desmando nele? É mais arrogante? É mais introvertido?  É mais adolescente? O que torna o caloiro da terriola mais precisado de praxe?

Finalmente, é estudado em sociologia, como situacoes de poder sobre outros subverte. A praxe é da forma como é praticada um convite ao exagero. O que eu nao entendo é, se o suposto é acolher o caloiro, para que a praxe? De que forma é melhor a praxe ao invés de convívios, nos quais ninguém obrigaria ninguém a nada? Em que o convívio nao se basearia nuns desmandarem nos outros? Porque é necessário o desmando? Isto eu nao entendo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Luís,</p>
<p>nao entendo de que forma a praxe prepara alguém para a nova relacao professor-aluno-colega. Como é que uma nova situacao caracterizada por anonimato é ultrapassada por outra coisa caracterizada por desmando? </p>
<p>Além disso, porque é que o caloiro da terriola precisa de maior desmando nele? É mais arrogante? É mais introvertido?  É mais adolescente? O que torna o caloiro da terriola mais precisado de praxe?</p>
<p>Finalmente, é estudado em sociologia, como situacoes de poder sobre outros subverte. A praxe é da forma como é praticada um convite ao exagero. O que eu nao entendo é, se o suposto é acolher o caloiro, para que a praxe? De que forma é melhor a praxe ao invés de convívios, nos quais ninguém obrigaria ninguém a nada? Em que o convívio nao se basearia nuns desmandarem nos outros? Porque é necessário o desmando? Isto eu nao entendo?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: j</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47849</link>
		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:16:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47849</guid>
		<description>Eu fui praxado e praxei, embora em tempos mais longínquos.
E concordo com as praxes, desde que respeitem a vontade do praxado, ou seja, se este último não quer ser praxado, ninguém tem o direiro de o obrigar.

Quanto ao argumento de «“Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara”...
... É um argumento idiota, para ser simpático e não lhe chamar outra coisa (ao argumento, não ao comentador).

Por acaso, já lhe ocorreu que existem estudantes que vêm «da terreola» e são bem menos tontos e &quot;betos&quot; do que os que estão na &quot;cidade&quot;...!?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fui praxado e praxei, embora em tempos mais longínquos.<br />
E concordo com as praxes, desde que respeitem a vontade do praxado, ou seja, se este último não quer ser praxado, ninguém tem o direiro de o obrigar.</p>
<p>Quanto ao argumento de «“Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara”&#8230;<br />
&#8230; É um argumento idiota, para ser simpático e não lhe chamar outra coisa (ao argumento, não ao comentador).</p>
<p>Por acaso, já lhe ocorreu que existem estudantes que vêm «da terreola» e são bem menos tontos e &#8220;betos&#8221; do que os que estão na &#8220;cidade&#8221;&#8230;!?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Aires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47846</link>
		<dc:creator>Aires</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:57:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47846</guid>
		<description>certo tipo de praxes e praxistas não senão expressão de um fascismo latente em muitos de nós, resultado de superioridades mui discutiveis que alguns se arrogam, julgam 

e o fim teórico de integração dos caloiros que é referido como sua finalidade, funciona ao contrário.

Sem bom senso, perante certas atitudes de clara humilhação dos caloiros, então é melhor acabar esta pratica de vergonha &quot;permitida&quot; nas institições academicas.

Cpmts</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>certo tipo de praxes e praxistas não senão expressão de um fascismo latente em muitos de nós, resultado de superioridades mui discutiveis que alguns se arrogam, julgam </p>
<p>e o fim teórico de integração dos caloiros que é referido como sua finalidade, funciona ao contrário.</p>
<p>Sem bom senso, perante certas atitudes de clara humilhação dos caloiros, então é melhor acabar esta pratica de vergonha &#8220;permitida&#8221; nas institições academicas.</p>
<p>Cpmts</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cristã</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47823</link>
		<dc:creator>cristã</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:07:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47823</guid>
		<description>&quot;Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara&quot;.

Desculpe,sim, mas já lhe ocorreu perguntar ao caloiro ( sobretudo ao &quot;da terreola&quot;) se concorda consigo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara&#8221;.</p>
<p>Desculpe,sim, mas já lhe ocorreu perguntar ao caloiro ( sobretudo ao &#8220;da terreola&#8221;) se concorda consigo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47811</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 15:47:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3287#comment-47811</guid>
		<description>As praxes, como em tudo na vida, se realizadas com bom senso são importantes na integração de um caloiro. Fui praxado e praxei, nunca tive chatices nem vi nada de insultuoso ou humilhante. Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara. Evidentemente há sempre exageros e quem pense que tudo passa impune mas se isso acontece em todas áreas da nossa sociedade, porque razão os nossos estudantes seriam imunes ao tão português &quot;quero, posso e mando &quot;.

&quot;E sendo certo que este tipo de idiotice não pode ser extinta por decreto, parece óbvio que as instituições de ensino têm a responsabilidade de tornar claro não só que recusar ser praxado é um direito de qualquer caloiro&quot;

Ora aqui está a superioridade moral - exigir direitos ofendendo não lhe fica bem. E fora das instituições ? Veja lá se quer uma policia que investigue reuniôes de estudantes ! Faz-me lembrar qualquer coisa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As praxes, como em tudo na vida, se realizadas com bom senso são importantes na integração de um caloiro. Fui praxado e praxei, nunca tive chatices nem vi nada de insultuoso ou humilhante. Para um caloiro que venha da terreola, com aquelas manias tipicas do pós-fase do armário ( adolescência ), a praxe é importante para ambientar e até preparar o caloiro para o mundo completamente novo, em termos de relação professor-aluno-colega, que se lhe depara. Evidentemente há sempre exageros e quem pense que tudo passa impune mas se isso acontece em todas áreas da nossa sociedade, porque razão os nossos estudantes seriam imunes ao tão português &#8220;quero, posso e mando &#8220;.</p>
<p>&#8220;E sendo certo que este tipo de idiotice não pode ser extinta por decreto, parece óbvio que as instituições de ensino têm a responsabilidade de tornar claro não só que recusar ser praxado é um direito de qualquer caloiro&#8221;</p>
<p>Ora aqui está a superioridade moral &#8211; exigir direitos ofendendo não lhe fica bem. E fora das instituições ? Veja lá se quer uma policia que investigue reuniôes de estudantes ! Faz-me lembrar qualquer coisa&#8230;</p>
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		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/09/o-misterio-da-praxe/comment-page-1/#comment-47787</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 14:52:28 +0000</pubDate>
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		<description>A Fernanda utiliza a expressão &quot;ter a lata de&quot; nos artigos que publica em jornais? Não acha que uma expressão coloquial como essa deve ser evitada? E, não achando ela, não o acham os jornais?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Fernanda utiliza a expressão &#8220;ter a lata de&#8221; nos artigos que publica em jornais? Não acha que uma expressão coloquial como essa deve ser evitada? E, não achando ela, não o acham os jornais?</p>
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