Suaves milagres liberais

O blasfemo jcd continua com o milagre económico de Pinochet a iluminar-lhe a alma. Para ele, o liberal trabalho dos Chicago Boys naquelas paragens terá tido como consequência o Chile ser “hoje uma das democracias mais prósperas da América Latina”.
Se alguém insinua que a “re-nacionalização da banca e a manutenção do monopólio estatal da indústria do cobre”, levadas a cabo pelo ogre chileno, talvez não sejam das receitas mais liberais do mundo, ele amofina-se e desata a comparar essa sugestão com “artigos sobre o milagre da economia soviética” ou “cómicos discursos do Che Guevara sobre o sucesso da Coreia do Norte”. E vergasta, do alto da peanha dos detentores da Suprema Verdade: “há certas coisas sobre as quais convinha ter um mínimo de noção da realidade, se queremos ser levados a sério.”
Pois. Procuremos então a realidade. Se o Greg Palast lhe parece algo esquerdóide, pode experimentar a National Review, que presumo ser mais do seu agrado: “Pinochet, meanwhile, declared his continuing dedication to the free-market program, but his actions suggested that something rather different was going on. For the first time since he had taken office, he raised tariffs–in fact, he doubled them, to roughly 20 per cent. He launched a number of public-works programs, such as road building and housing construction, which offered temporary relief to a few but represented a move toward the financial favors Chilean politicians had traditionally dispensed in exchange for support.” Não gosta? Experimente outra fonte qualquer. Logo descobrirá o que foi feito das receitas liberais mal a crise de 83 começou a morder as canelas ao bravo Pinochet. Depois, vai ver que até conseguiu angariar um bocado da tal “noção da realidade”.

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30 Responses to Suaves milagres liberais

  1. Luis Moreira diz:

    Esta questão veio á liça quando da discussão do salário mínimo.Sabem,”…se há desemprego,baixo o salário mínimo,se há desemprego,baixo o salário minimo…” e eu disse que isso só é possível em ditadura, como se viu no Chile.Como se está a ver agora e aqui com as greves, as pessoas em democracia fazem exercer os seus direitos.Apontei tambem o exemplo dos 25% de desemprego em Espanha com Soarez e Aznar,sem convulsões sociais graças a uma bem implementada política social de apoio aos desempregados. O que só acontece em democracia.É só comparar com as prisões e os assassinatos no Chile!

    .

  2. jcd diz:

    Meu caro

    Embora a minha paciência não seja muita para debates de toca e foge, convém não desvirtuar os contextos. Aquele artigo do Greg Palast é assim um pouco para o palerma e era a ele que me referia quando escrevi sobre a seriedade. Não citamos artigos daquele calibre se queremos ser levados a sério. Mais vale deixarmos a nossa opinião sózinha que mal acompanhada.

    Quanto ao resto, ainda não percebi muito bem onde quer chegar. Parece-me que está a sugerir que, afinal, Pinochet é um perigoso comunista porque teve umas intervenções na banca e porque deixou o cobre nacionalizado. Caro Luís, se isso o faz feliz, por mim está bem.

    Na verdade, não há assunto em que seja mais fácil encontrar artigos confirmativos do que a negação do chamado milagre económico chileno, principamnete quando o nosso desejo de provar o falhanço é bestialmente grande. Tem aí no blogue outros colegas que já tentaram o mesmo. Toda a net está cheia de artigos que nos pretendem convencer da desgraça económica da esperiência dos Chicago Boys. O assunto é demasiado desgastante para a esquerda que quer a todo o custo explicar que as coisas correram mal.

    O problema é quando se olha para a realidade, quando se olha para o crescimento económico, para o aumento de riqueza e para o desenvolvimento que o Chile conheceu nos últimos 25 anos. Os factos são, por vezes, tramados para as nossas convicções.

    Sobre a indústria do cobre ter continuado estatal, convém ir ver melhor. Estatal na propriedade, leasings de longo prazo com privados. Género SCUTs ao contrário. Tem sempre que se arranjar alguma coisa que funcione.

    Na realidade tudo isto, dos cobres e dos bancos, são fait-divers e areia para os olhos. Como é evidente, podemos sempre encontrar medidas muito pouco liberais em Pinochet. Como todos os ditadores, não gostava de liberdade. Basta ver os assassínios e a repressão política que marcaram o período pós golpe de estado.

    O que o Chile teve, foi a sorte de arranjar uma equipa de luxo na condução das finanças do país, a grupo de economistas chilenos que estudou em Chicago. O Chile, um estado democrático desde o fim dos anos 80, continua a estar no clube dos países com economias mais liberais do mundo.

    http://www.heritage.org/research/features/index/countries.cfm

    Já viu a lista? Bolas. Não bate nada certo com as nossas convicções, pois não?

    Luis Moreira

    “O simples facto de você comparar duas ditaduras,diz tudo.Não me arraste para fora da democracia e da economia de mercado que eu não vou.”

    Engana-se, não comparo duas ditaduras. Comparo uma ditadura com uma ex-ditadura. E aponto uma das razões pela qual uma das ditaduras não resistiu ao tempo.

    Lembrei-me agora deste post do Rui Albuquerque:

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2005/11/pinochet-liberalismo-e-economia.html

    É só isto. Mas vale a pena citar Milton Friedman, sobre o assunto:

    “The Chilean economy did very well, but more important, in the end the central government, the military junta, was replaced by a democratic society. So the really important thing about the Chilean business is that free markets did work their way in bringing about a free society.”

  3. O Chile sempre foi, a par da Argentina, antes e depois de Pinochet, o país mais próspero da América Latina.

  4. Luis Rainha diz:

    jcd,
    Leia, por favor, o artigo da National Review, datado de 84 (ainda no rescaldo da crise). Ele descreve em pormenor o que aconteceu à tal “equipa de luxo”. Por exemplo: “The leaders of the old economic team have all been dismissed from the government, although some Chicago Boys remain in less visible, less influential positions. Pinochet recently dismissed his last free-market-oriented finance minister, Carlos Caceres (one of the two Chilean members of the Mont Pelerin Society), and replaced him with Luis Escobar, an old-line statist who favors government housing construction as a means of stimulating the economy.”
    E não esqueça que a constituição chilena de 80 declarou os recursos minerais do país inalienáveis. Parece coisa do PREC, há-de convir…

    Por fim, se estava a fazer referência ao artigo do Palast com aquela boutade do “mínimo de noção da realidade”, desculpe por o ter entendido mal, mas a coisa era propícia.

  5. Luís Lavoura diz:

    Não percebo grande coisa do assunto, mas tenho a impressão de que quem tem razão é o João Pinto e Castro: o Chile era o país mais próspero da América Latina muito antes de Allende e de Pinochet, e voltou a sê-lo alguns anos depois dessa fase de turbulência.

    Estas regularidades na economia verificam-se alhures. Por exemplo, em 1980 o grau relativo de prosperidade económica dos diversos países da Europa de Leste era grosso modo o mesmo que em 1930. A Alemanha de Leste era, apesar do seu regime ditatorial, o país mais rico da região, logo seguido do país dos checos. Em 1980 como em 1930.

  6. jcd diz:

    Datado de 84? E o que veio depois?

  7. Luís Lavoura diz:

    Fui ver à wikipedia:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Chile

    e o que concluí, de um gráfico com o PIB per capita do Chile e da América Latina como um todo ao longo dos anos, foi o seguinte:

    1) Entre 1970 e 1975 (no tempo de Allende e primeiros tempos de Pinochet) o Chile esteve em forte decréscimo económico;

    2) Entre 1975 e 1980 o Chile esteve em forte progresso, que basicamente lhe permitiu (apenas) recuperar a situação em que se encontrava antes de Allende;

    3) No princípio dos anos 80 o Chile esteve em grave crise;

    4) Durante todo este período (1970-1985) a média da América Latina não registou nenhuma destas turbulências, que parecem portanto ter sido uma caraterística basicamente chilena;

    5) A partir de 1984 a economia chilena começou uma fase de forte expansão;

    6) Essa expansão tornou-se ainda mais forte a partir de 1990, ou seja, quando Pinochet se foi embora. Nessa altura o Chile destacou-se claramente do restante da América Latina.

    Da totalidade, não creio que se possa dizer que o regime de Pinochet fez maravilhas no campo económico. O milagre económico chileno só se deu dez anos depois de Pinochet ter subido ao poder, e tornou-se mais acentuado quando ele o abandonou.

    De resto, aquilo que leio no Economist sobe o Chile refere que o país continua fortemente dependente do preço do cobre. O progresso da economia chilena depende em muito de o preço do cobre nos mercados internacionais estar alto.

  8. Luis Rainha diz:

    Depois, em 85, chegou Hernán Büchi, com receitas algo diferentes das dos Chicago Boys (até há quem diga que o homem era em grande parte keynesiano).

  9. BellaMafia diz:

    “Não percebo grande coisa do assunto, mas tenho a impressão de que quem tem razão é o João Pinto e Castro: o Chile era o país mais próspero da América Latina muito antes de Allende e de Pinochet, e voltou a sê-lo alguns anos depois dessa fase de turbulência.”

    Portugal também era no século XVI, e…?

  10. Luís Lavoura diz:

    A citação de Milton Friedman que o JCD pôs lá em cima parece-me claramente descabida. Por duas razões:

    1) O Chile foi uma democracia durante a maior parte do século 20. Aquilo que tornou a ditadura de Pinochet tão chocante foi, em grande parte, o facto de ela ter tido lugar numa país que se orgulhava de ter permanecido democrático e sem golpes de Estado durante muitos decénios. Ou seja, o estado natural do Chile é ser uma sociedade democrática e aberta. Não foi a ditadura de Pinochet que permitiu que o Chile evoluísse nessa direção – esse era já o estado natural do Chile ANTES de Pinochet e de Allende.

    2) Em 1984 o Chile estava basicamente tão bem ou tão mal, economicamente, como em 1970. Com a importante diferença de que a desigualdade social tinha aumentado bastante – o que, convenhamos, não é um grande ingrediente para uma sociedade aberta. Só a partir de 1984 é que o Chile entra em progresso económico forte e incessante. As reformas economicamente liberalizadoras de Pinochet tinham sido muitos anos antes. Não é claro para mim como é que reformas liberalizadoras em 1975 produzem efeitos sobretudo a partir de 1984, e levam à democracia (aliás: ao retorno à democracia) em 1989. Parece-me que há algo que não joga bem com as datas.

    Eu ainda era novo, mas já era bem consciente, na década de 80, e aquilo que sempre me lembro de ter ouvido dizer, foi que a época dos “Chicago boys” na economia chilena foi logo nos primeiros tempos de Pinochet. Na fase final de Pinochet já não havia “Chicago boys” nenhuns. Foi uma experiência económica que Pinochet fez na primeira parte dos seus anos, mas que depois abandonou. Afirmar que o milagre económico chileno, que se deu apenas na parte final do consulado de Pinochet (e que se acelerou sobretudo quando Pinochet já tinha abandonado o poder), se deveu a medidas económicas tomadas na primeira parte desse consulado, parece-me uma bocado abusivo.

  11. jcd diz:

    “Comentário de João Pinto e Castro
    Data: 3 Junho 2008, 16:40

    O Chile sempre foi, a par da Argentina, antes e depois de Pinochet, o país mais próspero da América Latina.”

    Não diga isso.

    PIBpc 1960:

    Argentina: 7800
    Venezuela: 6310
    Uruguai: 5640
    Nicaragua: 4460
    Costa Rica: 4200
    Peru: 3750
    El Salvador: 3470
    Chile: 3420

    PIBpc 2003
    Argentina: 11400
    Chile: 9710
    Costa Rica: 9080
    Mexico: 8660
    Uruguai: 7820
    Venezuela: 4650
    El Salvador: 4520
    Nicaragua: 3080

    Fonte: Human Development Trends 2005

  12. Tenho pena de não conseguir encontrar a referencia para uma entrevista com um economista chileno com responsabilidades politicas, que li por alturas da morte de Pinochet, mas o sumário da opinião dele podia ser este:

    “Não sei a que é que as pessoas chamam o modelo Chileno, nós tentámos tantas coisas….”

  13. jcd diz:

    “A citação de Milton Friedman que o JCD pôs lá em cima parece-me claramente descabida.

    Na fase final de Pinochet já não havia “Chicago boys” nenhuns.

    Herman Buchi (e Filipe Lamarca) sempre fizeram parte do grupo original que ficou conhecido como Chicago Boys, apesar de serem de outras universidades americanas. A sua nomeação foi considerada justamente um regresso às políticas dos Chicago Boys, temporariamente interrompidas por um outro ministro.

    Vários membros do grupo original estiveram em funções públicas nessa época (Lavin, Buchi, Pablo Barahona, Juan Matte, etc), mas, como é natural, foram sendo substituídos por outros, a maior parte dos quais seus alunos na Universidade Católica dio Chile.

    A influência dos Chicago Boys no Chile, essa dura até hoje, mesmo com uma socialista no poder.

  14. jcd diz:

    Para o João Pinto e castro ficar mais esclarecido, podemos comparar outras datas, só para estes 3 países:

    1950
    Venezuela: 7462
    Argentina: 4987
    Chile: 3670

    1975:
    Venezuela: 10472
    Argentina: 8122
    Chile: 4273

    1983:
    Venezuela: 8745
    Argentina: 7383
    Chile: 4810

    1998:
    Chile: 10187
    Argentina: 9123
    Venezuela: 8977

    Podem brincar um bocado aqui:

    http://www.gapminder.org/world/

  15. jcd diz:

    Luis Rainha escreveu:

    “Leia, por favor, o artigo da National Review, datado de 84”

    “Pinochet recently dismissed his last free-market-oriented finance minister, Carlos Caceres (one of the two Chilean members of the Mont Pelerin Society), and replaced him with Luis Escobar, an old-line statist who favors government housing construction as a means of stimulating the economy.””

    Há artigos que deviam ser revistos mais tarde. Durou 10 meses, o Escobar. Logo voltaram os Chicago Boys. Veja no que deu.

  16. filipe canas diz:

    Acho que uma vista de olhos no transparency international seria util neste assunto.

    http://www.lyd.com/LYD/Controls/Neochannels/Neo_CH3864/deploy/Ingles%20TP-839-Indice%20de%20corrupcion%202007%20Chile%20retrocede-28-09-2007.pdf

    Lembro-me de ouvir um senhor argentino com muito nivel dizer que a principal diferenca entre o Chile e os restantes paises sul-americanos era que as instituicoes estatais chilenas sao bastante respeitadas pelos cidadaos ao contrario do que acontece nos restantes paises da regiao.

    De acordo com esse indice, o Chile e o 22 segundo pais menos corrupto do mundo (de acordo com as percepcoes de analistas e empresarios).

    Alguma parte do sucesso deve estar ai.

  17. google diz:

    Em espanha privei com muitos chilenos. Tinham vindo convictamente para a europa em busca de uma vida melhor. Saem do free market para os países cujo estado consome 50% do PIB.

  18. Paulo Pinto diz:

    BellaMafia: Portugal era o país mais “próspero” da Europa no século XVI? Olha, olha, mais um(a) a papar as tretas da “Golden Age” nacional.

  19. Luis Rainha diz:

    Mas claro que o Hernán Büchi era um Chicago boy. Se não o fosse, como poderia ter escrito esta afirmação tremendamente liberal, logo em 85?

    “A política económica é necessária para orientar correctamente o esforço da poupança e dos investimentos. A experiência nos ensinou a importância de una adequada regulamentação das variáveis macroeconômicas, já que sem ela o mercado se desorienta e as poupanças se desperdiçam, ou fluem para o exterior, de forma que os investimentos se canalizam para operações improdutivas ou especulativas.”

  20. jcd diz:

    Luis Rainha

    Já estou convencido. O sucesso económico chileno foi devido a ter ministros muito socialistas. Estamos esclarecidos.

  21. Luis Moreira diz:

    Caro JCD

    Não fico mais nem menos feliz.O que verifico é que os Chicago Boys chegaram onde chegaram em ditadura.Nunca o fizeram em democracia e estou firmemente convencido, que não é possível aplicar estas medidas sem um forte tecido de segurança social ou, então, com grandes convulsões sociais.
    Se bem reparar, nem entrei na discussão do (des)mérito das medidas, elas mesmo.

  22. Luis Rainha diz:

    Se você o diz… A mim, basta-me o alívio de ver que já não insiste nessa cantilena do “milagre económico chileno por obra e graça de S. Friedman”.

  23. jcd diz:

    “A mim, basta-me o alívio de ver que já não insiste nessa cantilena do “milagre económico chileno por obra e graça de S. Friedman”.”

    Sigo o velho ditado. Não devemos contrariá-los.

  24. Luis Rainha diz:

    Pena. Agora que estava quase a levá-lo “a sério”, lá lhe fugiu o pé para a chinela…

  25. jcd diz:

    – É verde.
    – Não é encarnado.
    – Então não se vê logo que a relva é verde?
    – Não percebes nada disto, neste artigo do Franzis Modenbrock Chaffoteau na KillCapitalism de 1985, diz que é vermelho.
    – Quem?
    – Está aqui outro que diz que o Eusébio é Senegalês.
    – Como?
    – O João Pinto e Castro disse que o Luxemburgo é maior que a China.
    – Não é nada. Olha aqui as áreas.
    – Pronto, depois disto está provado que a relva é vermelha.
    – Pronto, tá bem.
    – Ah, ah! Convenci-te.

  26. Luis Rainha diz:

    — Mas esta revista é liberal à brava, e mesmo assim não acredita nela?
    — Ná. Agora, não dá jeito. Esse artigo devia ser revisto. Porque não me parece nada bem. E depois de o escreverem, o que aconteceu?
    — Nada do que dizia, receio.
    — Como assim, caramba? Mas acha que me vai despojar dessa linda fábula do milagre chileno? Isséquerabom!
    — Mas leia o que o próprio ministro escreveu…
    — Esse gajo também devia ser revisto. A começar pelo nome dele, cheio de acentos esquisitos; só pode ser um bolchevista disfarçado. Tudo para me envergonhar! Mas larguem-me! Onde é que julgam que vão com esses coletes de forças?

  27. jcd diz:

    A minha filha disse que a minha está mais gira.

  28. [a constituição chilena de 80 declarou os recursos minerais do país inalienáveis. Parece coisa do PREC]

    E eu que pensava que o Pinochet era de extrema-direita…

  29. Luis Rainha diz:

    O meu petiz de quatro anos gosta mais de mim do que de ti (espero eu).

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