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	<title>Comentários em: Expulsem-me do gineceu, pronto</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46924</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 13:41:58 +0000</pubDate>
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		<description>Euroliberal,
Olha que no Magrebe não são apenas as virgens locais a adoptar essa estratégia. Há uns anos, conheci em Marrocos um grupo de inglesas que logo ao segundo copo esclareceram o que tinham a oferecer; e a ideia era mais ou menos essa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Euroliberal,<br />
Olha que no Magrebe não são apenas as virgens locais a adoptar essa estratégia. Há uns anos, conheci em Marrocos um grupo de inglesas que logo ao segundo copo esclareceram o que tinham a oferecer; e a ideia era mais ou menos essa.</p>
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	<item>
		<title>Por: Euroliberal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46918</link>
		<dc:creator>Euroliberal</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 13:16:47 +0000</pubDate>
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		<description>Para o Daniel Oliveira o acórdão abriria a porta ao entendimento segundo o qual qualquer mentira de um dos cônjuges daria direito a anular o casamento.

Errado. A lei (francesa, portuguesa ou qualquer outra) não diz isso. Não é qualquer mentira que é relevante para fundamentar a nulidade. Mas apenas aquela que induza em erro sobre uma qualidade essencial de um nubente aos olhos do outro.

Para decidir o tribunal tinha portanto que se perguntar se, no caso concreto, aquele nubente enganado teria celebrado o casamento se soubesse a verdade no momento em que deu o sim. No caso concreto, é evidente que não. Noutro caso qualquer (a hipótese mais frequente) talvez não, e aí o tribunal não devia declarar nulo o casamento. 

Logo, o erro incidia sobre uma qualidade essencial (para o noivo, porque é do casamento dele e apenas dele  que se trata, e não de qualquer outro), é é fundamento de nulidade. 

E não é só uma questão ligada ao islão. Há entre os cristãos ainda quem se case virgem e exija a virgindade da outra parte como condição sine qua non. Eu conheço alguns casos. A lei deve respeitar isso e não deixar passar contratos viciados grosseiramente pela mentira sobre uma questão essencial (e não acessória, como a noiva ter mais 5 kilos do que dizia ou ser loura pintada e não natural, etc.). Porque é do casamento dessas pessoas de que se trata, e não do casamento em geral. E a boa-fé é exigida em todos os contratos, sobretudo no casamento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para o Daniel Oliveira o acórdão abriria a porta ao entendimento segundo o qual qualquer mentira de um dos cônjuges daria direito a anular o casamento.</p>
<p>Errado. A lei (francesa, portuguesa ou qualquer outra) não diz isso. Não é qualquer mentira que é relevante para fundamentar a nulidade. Mas apenas aquela que induza em erro sobre uma qualidade essencial de um nubente aos olhos do outro.</p>
<p>Para decidir o tribunal tinha portanto que se perguntar se, no caso concreto, aquele nubente enganado teria celebrado o casamento se soubesse a verdade no momento em que deu o sim. No caso concreto, é evidente que não. Noutro caso qualquer (a hipótese mais frequente) talvez não, e aí o tribunal não devia declarar nulo o casamento. </p>
<p>Logo, o erro incidia sobre uma qualidade essencial (para o noivo, porque é do casamento dele e apenas dele  que se trata, e não de qualquer outro), é é fundamento de nulidade. </p>
<p>E não é só uma questão ligada ao islão. Há entre os cristãos ainda quem se case virgem e exija a virgindade da outra parte como condição sine qua non. Eu conheço alguns casos. A lei deve respeitar isso e não deixar passar contratos viciados grosseiramente pela mentira sobre uma questão essencial (e não acessória, como a noiva ter mais 5 kilos do que dizia ou ser loura pintada e não natural, etc.). Porque é do casamento dessas pessoas de que se trata, e não do casamento em geral. E a boa-fé é exigida em todos os contratos, sobretudo no casamento.</p>
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	<item>
		<title>Por: Euroliberal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46916</link>
		<dc:creator>Euroliberal</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 13:12:10 +0000</pubDate>
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		<description>Não julguem algumas almas caridosas que as muçulmanas são umas coitadinhas sem uma vida sexual feliz. Nada mais errado. O erotismo nos países islâmicos é tórrido (há coisa mais sensual que a dança de ventre ?) e julgo que por isso mesmo, é que os homens têm lá essas paranóias. Receiam a sexualidade desenfreada das suas mulheres…

Estive no Dubai, por exemplo, e reparei que embora todas as mulheres locais (não as emigrantes que são 80%) vestissem elegantes abayas negras que só deixavam os olhos à mostra (circulam quase todas em jeeps topo de gama). Mas estranhava que houvesse centenas de lojas a vender vestidos coloridos bastante sexys, fora a ainda mais sexy lingerie…Se existiam é porque vendiam e bem… Depois explicaram-me que, por baixo das abayas, as mulheres trazem esses vestidos coloridos (e a lingerie) que só em casa ou em festas privadas deixam ver…

E quanto à virgindade, pelo menos no Magrebe, embora generalizada antes do casamento, não exclui de modo algum a pratica generalizada da sodomia, felação, etc, e tal. Vale tudo, menos a penetração vaginal… Deixem de as tratar como coitadinhas e pessoas menores porque são muitissimo mais felizes que a mulher média ocidental, tornada agreste, agressiva e mal-amada pelo fundamentalismo feminista, além de terem de defrontar assédios, milhares de espancamentos, e centenas assassínios por dor de corno (40 por ano em Portugal, só às mãos de companheiros ou maridos) que são quase inexistentes nos países islâmicos. 

Há uns homicídios “de honra” por lá mas em número muitissimo inferior ao do ocidente. E sobretudo as mulheres muçulmanas não são umas mal-fodidas, como as suas congéneres feministas da Europa…que essas, sim, é que merecem comiseração…

Enfim ainda, a virgindade no mundo islâmico é assim a modos como o Ramadão. Jejuam durante algum tempo, mas depois do pôr do sol e do fim do Ramadão, empanturram-se… Pergunto-me se o que é bom (como a sexualidade) não deve ser um pouco mais difícil de obter para guardar o valor e o prazer de o obter. Choca-me que hoje haja no ocidente feminista tantas miudas de 14 ou menos anos, que nunca aprenderam nem aprenderão a sonhar, porque já perderam a virgindade em tudo quanto é sítio cedo demais… a banalização do sexo (como de tudo) destrói o glamour e refinamento erótico…
Liberdade a mais estraga tudo, incluindo a joy of sex… 

Acreditem, temos muito mais a aprender com os muçulmanos (como em matéria de valores morais e do fervor religioso que asseguram a coesão e a solidariedade sociais) do que eles connosco…</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não julguem algumas almas caridosas que as muçulmanas são umas coitadinhas sem uma vida sexual feliz. Nada mais errado. O erotismo nos países islâmicos é tórrido (há coisa mais sensual que a dança de ventre ?) e julgo que por isso mesmo, é que os homens têm lá essas paranóias. Receiam a sexualidade desenfreada das suas mulheres…</p>
<p>Estive no Dubai, por exemplo, e reparei que embora todas as mulheres locais (não as emigrantes que são 80%) vestissem elegantes abayas negras que só deixavam os olhos à mostra (circulam quase todas em jeeps topo de gama). Mas estranhava que houvesse centenas de lojas a vender vestidos coloridos bastante sexys, fora a ainda mais sexy lingerie…Se existiam é porque vendiam e bem… Depois explicaram-me que, por baixo das abayas, as mulheres trazem esses vestidos coloridos (e a lingerie) que só em casa ou em festas privadas deixam ver…</p>
<p>E quanto à virgindade, pelo menos no Magrebe, embora generalizada antes do casamento, não exclui de modo algum a pratica generalizada da sodomia, felação, etc, e tal. Vale tudo, menos a penetração vaginal… Deixem de as tratar como coitadinhas e pessoas menores porque são muitissimo mais felizes que a mulher média ocidental, tornada agreste, agressiva e mal-amada pelo fundamentalismo feminista, além de terem de defrontar assédios, milhares de espancamentos, e centenas assassínios por dor de corno (40 por ano em Portugal, só às mãos de companheiros ou maridos) que são quase inexistentes nos países islâmicos. </p>
<p>Há uns homicídios “de honra” por lá mas em número muitissimo inferior ao do ocidente. E sobretudo as mulheres muçulmanas não são umas mal-fodidas, como as suas congéneres feministas da Europa…que essas, sim, é que merecem comiseração…</p>
<p>Enfim ainda, a virgindade no mundo islâmico é assim a modos como o Ramadão. Jejuam durante algum tempo, mas depois do pôr do sol e do fim do Ramadão, empanturram-se… Pergunto-me se o que é bom (como a sexualidade) não deve ser um pouco mais difícil de obter para guardar o valor e o prazer de o obter. Choca-me que hoje haja no ocidente feminista tantas miudas de 14 ou menos anos, que nunca aprenderam nem aprenderão a sonhar, porque já perderam a virgindade em tudo quanto é sítio cedo demais… a banalização do sexo (como de tudo) destrói o glamour e refinamento erótico…<br />
Liberdade a mais estraga tudo, incluindo a joy of sex… </p>
<p>Acreditem, temos muito mais a aprender com os muçulmanos (como em matéria de valores morais e do fervor religioso que asseguram a coesão e a solidariedade sociais) do que eles connosco…</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Os dilemas da minha razão! &#171; Palermice de Bacalhau</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46767</link>
		<dc:creator>Os dilemas da minha razão! &#171; Palermice de Bacalhau</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 16:07:58 +0000</pubDate>
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		<description>[...] para que se considere a virgindade como uma &#8220;qualidade essencial da pessoa&#8221; (vide comentário do Zed ao excelente post da Maria João Dias) O que confirma é o princípio da honestidade e do cumprimento das condições iniciais do [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] para que se considere a virgindade como uma &#8220;qualidade essencial da pessoa&#8221; (vide comentário do Zed ao excelente post da Maria João Dias) O que confirma é o princípio da honestidade e do cumprimento das condições iniciais do [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46622</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 01:03:35 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João, andávamos a navegar pelas mesmas paragens, ao que vejo: tb dei com esse site (onde se encontram amplos argumentos a favor e contra a decisão, bem fundamentados de um lado e de outro), tb estou a cair de sono e o sol por aqui levanta-se uma hora mais cedo. To be continued if you so wish...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João, andávamos a navegar pelas mesmas paragens, ao que vejo: tb dei com esse site (onde se encontram amplos argumentos a favor e contra a decisão, bem fundamentados de um lado e de outro), tb estou a cair de sono e o sol por aqui levanta-se uma hora mais cedo. To be continued if you so wish&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46612</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 23:45:55 +0000</pubDate>
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		<description>Paula, a alvorada por aqui é cedo e estou, como soi dizer-se, a cair do tripé mas não deixo de lhe aconselhar a leitura deste texto q acabei de descobrir seguindo um dos links de posts q referem o post do Daniel:

http://dinersroom.free.fr/index.php?2008/05/30/879-la-virginite-de-la-femme-est-elle-condition-du-mariage</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula, a alvorada por aqui é cedo e estou, como soi dizer-se, a cair do tripé mas não deixo de lhe aconselhar a leitura deste texto q acabei de descobrir seguindo um dos links de posts q referem o post do Daniel:</p>
<p><a href="http://dinersroom.free.fr/index.php?2008/05/30/879-la-virginite-de-la-femme-est-elle-condition-du-mariage" rel="nofollow">http://dinersroom.free.fr/index.php?2008/05/30/879-la-virginite-de-la-femme-est-elle-condition-du-mariage</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46609</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 23:32:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46609</guid>
		<description>Maria João, não me parece que o contrário desta decisão equivalesse a pôr nas mãos dos juízes a determinação de quais são as qualidades essenciais que estariam na base da escolha do parceiro. Pelo contrário, esta decisão é que vem abrir o precedente de que a virgindade e a &quot;sinceridade&quot; sobre a intimidade possam ser consideradas qualidades da pessoa relevantes para o consentimento.

Uma decisão mais avisada teria sido afirmar, como já aconteceu noutros casos apreciados pela Cour de Cassation francesa, que a qualidade invocada não pode ser considerada relevante para determinar a nulidade do contrato, à luz dos costumes vigentes - o link que o Zèd enviou tem um comentário que fala nisso (cito um dos casos: &quot;la Cour d&#039;appel rejette une demande d&#039;annulation car &#039;en l&#039;état actuel des moeurs, le fait pour [le marié] d&#039;avoir entretenu des relations intimes avant son mariage ne révèle pas un défaut de sincérité&quot;).

Note-se que isto não impediria o divórcio nem a separação, nem ninguém aqui quer impor que os dois continuem casados. Impediria apenas que um tribunal tutelasse e subscrevesse (dando-lhe dignidade jurídica) o argumento de que a virgindade ou a &quot;sinceridade&quot; da noiva num contexto de coacção cultural constituem condições para anular um contrato fundado na comunhão de vida e na solidariedade. Que é legítimo, em suma, exigir ao Direito que legitime os preconceitos de cada um.

A diferença entre isto e o divórcio? Simples. Se alguém não quer continuar a viver com o cônjuge porque afinal não é virgem, não gosta do Benfica ou odeia levantar-se cedo, assume-o, procurando, por exemplo, separar-se (no pior dos casos, por mútuo consentimento). Isto é, põe fim ao contrato. Em contrapartida, ao pedir a anulação do contrato por um desses motivos, está-se a pedir ao ordenamento jurídico que declare que a pessoa foi enganada e que as suas razões e expectativas constituem um fundamento válido de anulação, por mais que isso repugne o bom senso e a dignidade da pessoa humana. E isso é que já me parece pedir demais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João, não me parece que o contrário desta decisão equivalesse a pôr nas mãos dos juízes a determinação de quais são as qualidades essenciais que estariam na base da escolha do parceiro. Pelo contrário, esta decisão é que vem abrir o precedente de que a virgindade e a &#8220;sinceridade&#8221; sobre a intimidade possam ser consideradas qualidades da pessoa relevantes para o consentimento.</p>
<p>Uma decisão mais avisada teria sido afirmar, como já aconteceu noutros casos apreciados pela Cour de Cassation francesa, que a qualidade invocada não pode ser considerada relevante para determinar a nulidade do contrato, à luz dos costumes vigentes &#8211; o link que o Zèd enviou tem um comentário que fala nisso (cito um dos casos: &#8220;la Cour d&#8217;appel rejette une demande d&#8217;annulation car &#8216;en l&#8217;état actuel des moeurs, le fait pour [le marié] d&#8217;avoir entretenu des relations intimes avant son mariage ne révèle pas un défaut de sincérité&#8221;).</p>
<p>Note-se que isto não impediria o divórcio nem a separação, nem ninguém aqui quer impor que os dois continuem casados. Impediria apenas que um tribunal tutelasse e subscrevesse (dando-lhe dignidade jurídica) o argumento de que a virgindade ou a &#8220;sinceridade&#8221; da noiva num contexto de coacção cultural constituem condições para anular um contrato fundado na comunhão de vida e na solidariedade. Que é legítimo, em suma, exigir ao Direito que legitime os preconceitos de cada um.</p>
<p>A diferença entre isto e o divórcio? Simples. Se alguém não quer continuar a viver com o cônjuge porque afinal não é virgem, não gosta do Benfica ou odeia levantar-se cedo, assume-o, procurando, por exemplo, separar-se (no pior dos casos, por mútuo consentimento). Isto é, põe fim ao contrato. Em contrapartida, ao pedir a anulação do contrato por um desses motivos, está-se a pedir ao ordenamento jurídico que declare que a pessoa foi enganada e que as suas razões e expectativas constituem um fundamento válido de anulação, por mais que isso repugne o bom senso e a dignidade da pessoa humana. E isso é que já me parece pedir demais.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46294</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 18:26:46 +0000</pubDate>
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		<description>Ainda sobre  “pode uma mulher ser punida por uma mentira impossível de confirmar num homem?”, penso que talvez o daniel se refira (penso que estranhamente e a despropósito) ao hímen, clarifiquemos com uma pequena aula de anatomia pós-medieval e wikipediana:

&quot;In the majority of women, the hymen is sufficiently vestigial as to pose no obstruction to the entryway of the vagina. The presence of a broken hymen may therefore indicate that the vagina has been penetrated but also that it was broken via physical activity or the use of a tampon or dildo. Many women possess such thin, fragile hymens, easily stretched and already perforated at birth, that the hymen can be broken, or merely disappear, in childhood, without the woman&#039;s even being aware of it.&quot;

&quot;The presence of a hymen is a possible indication, but no guarantee, of virginity, given that it is speculated that some degree of sexual activity may occur without rupturing the hymen and because there may exist varying definitions as to the type and extent of sexual activity that is required to terminate the state of &quot;virginity&quot;. This is further complicated by the availability of hymenorrhaphy surgical procedures to repair or replace the hymen. &quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre  “pode uma mulher ser punida por uma mentira impossível de confirmar num homem?”, penso que talvez o daniel se refira (penso que estranhamente e a despropósito) ao hímen, clarifiquemos com uma pequena aula de anatomia pós-medieval e wikipediana:</p>
<p>&#8220;In the majority of women, the hymen is sufficiently vestigial as to pose no obstruction to the entryway of the vagina. The presence of a broken hymen may therefore indicate that the vagina has been penetrated but also that it was broken via physical activity or the use of a tampon or dildo. Many women possess such thin, fragile hymens, easily stretched and already perforated at birth, that the hymen can be broken, or merely disappear, in childhood, without the woman&#8217;s even being aware of it.&#8221;</p>
<p>&#8220;The presence of a hymen is a possible indication, but no guarantee, of virginity, given that it is speculated that some degree of sexual activity may occur without rupturing the hymen and because there may exist varying definitions as to the type and extent of sexual activity that is required to terminate the state of &#8220;virginity&#8221;. This is further complicated by the availability of hymenorrhaphy surgical procedures to repair or replace the hymen. &#8220;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lobotomias</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46290</link>
		<dc:creator>lobotomias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 18:12:20 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que concordo contigo, apesar de não ter a certeza de ter compreendido bem tudo o que está em jogo.
De qualquer modo parece-me estar a usar-se um conceito demasiado simplista acerca do que é virgindade nesta discussão toda, que se materializa nesta frase (algo medieval) do Daniel  &quot;pode uma mulher ser punida por uma mentira impossível de confirmar num homem?&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que concordo contigo, apesar de não ter a certeza de ter compreendido bem tudo o que está em jogo.<br />
De qualquer modo parece-me estar a usar-se um conceito demasiado simplista acerca do que é virgindade nesta discussão toda, que se materializa nesta frase (algo medieval) do Daniel  &#8220;pode uma mulher ser punida por uma mentira impossível de confirmar num homem?&#8221;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46278</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:47:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46278</guid>
		<description>Como já escrevi num comentário a um outro «post», na minha opinião a instituição casamento nem sequer devia existir. Ou melhor, poderia existir para a Igreja e para o mercado, para a economia. Um produto como qualquer outro, oferecido por empresas da especialidade. O Estado é que não se devia meter na vida pessoal das pessoas, porque não tem nada com isso.
Ai se o Islão me ouve!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como já escrevi num comentário a um outro «post», na minha opinião a instituição casamento nem sequer devia existir. Ou melhor, poderia existir para a Igreja e para o mercado, para a economia. Um produto como qualquer outro, oferecido por empresas da especialidade. O Estado é que não se devia meter na vida pessoal das pessoas, porque não tem nada com isso.<br />
Ai se o Islão me ouve!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46273</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:15:59 +0000</pubDate>
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		<description>A decisão deste Tribunal francês é simplesmente inacreditável: se acaso viesse a fazer «jurisprudência», nunca mais se celebrariam casamentos, nem se venderiam casas, carros, submarinos, jogadores de futebol...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão deste Tribunal francês é simplesmente inacreditável: se acaso viesse a fazer «jurisprudência», nunca mais se celebrariam casamentos, nem se venderiam casas, carros, submarinos, jogadores de futebol&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46271</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:13:29 +0000</pubDate>
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		<description>Zèd, não te embaraces mais.
A quem compete definir as &quot;qualidades essenciais da pessoa&quot;?
Sendo isso trememdamente subjectivo, tu estás de facto a impor aquilo que tu entendes não ser uma &quot;qualidade essencial da pessoa&quot;.
Além do mais cada caso é um caso, e isto não se trata de uma anulação de um casamento de anos, mas sim de dias. E a moça confirmou no tribunal o que havia para confirmar. Logo qual é o problema? 
Que raio de precedente cria?
Só com muita má fé é que se pode achar que isto cria precedentes para a anulação de casamentos de anos com base em desculpas disparatadas.
Têm medo de precedentes, legislem.
Mas o atraso mental do noivo tem direito a casar com quem bem entender.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zèd, não te embaraces mais.<br />
A quem compete definir as &#8220;qualidades essenciais da pessoa&#8221;?<br />
Sendo isso trememdamente subjectivo, tu estás de facto a impor aquilo que tu entendes não ser uma &#8220;qualidade essencial da pessoa&#8221;.<br />
Além do mais cada caso é um caso, e isto não se trata de uma anulação de um casamento de anos, mas sim de dias. E a moça confirmou no tribunal o que havia para confirmar. Logo qual é o problema?<br />
Que raio de precedente cria?<br />
Só com muita má fé é que se pode achar que isto cria precedentes para a anulação de casamentos de anos com base em desculpas disparatadas.<br />
Têm medo de precedentes, legislem.<br />
Mas o atraso mental do noivo tem direito a casar com quem bem entender.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46215</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:05:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46215</guid>
		<description>Avaliar juridicamente o engano é uma coisa, que não é irrelevante, evdtm. O engano tem o seu estatuto legal (a má fé na celebração de um &quot;contrato&quot;, suponho eu). Mas o principio da universalidade do casamento parece-me muito mais importante. 

Quais são os casos de má fé contemplados na lei actualmente?? (os &quot;nossos&quot;...quais são as justificações vigentes que permitem a nulificação do casório??  Gostaria muito de saber. Por uma razão simples: se encontrar-mos casos comparáveis  de nulificação, podemos estabelecer analogias..ou seja, entender o requisito da virgindade como comparável a outros requisitos já institucionalizados...que desconheço....) É uma outra possibilidade. Comparar e traduzir os contextos com o intuito de encontrar equivalências ou aproximações normativas. Trabalho de tradutor. 

Seria também interessante ler a justificação do magistrado que anulou o casório.

enfim</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Avaliar juridicamente o engano é uma coisa, que não é irrelevante, evdtm. O engano tem o seu estatuto legal (a má fé na celebração de um &#8220;contrato&#8221;, suponho eu). Mas o principio da universalidade do casamento parece-me muito mais importante. </p>
<p>Quais são os casos de má fé contemplados na lei actualmente?? (os &#8220;nossos&#8221;&#8230;quais são as justificações vigentes que permitem a nulificação do casório??  Gostaria muito de saber. Por uma razão simples: se encontrar-mos casos comparáveis  de nulificação, podemos estabelecer analogias..ou seja, entender o requisito da virgindade como comparável a outros requisitos já institucionalizados&#8230;que desconheço&#8230;.) É uma outra possibilidade. Comparar e traduzir os contextos com o intuito de encontrar equivalências ou aproximações normativas. Trabalho de tradutor. </p>
<p>Seria também interessante ler a justificação do magistrado que anulou o casório.</p>
<p>enfim</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46154</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:54:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46154</guid>
		<description>Cara Maria João

Não é o engano ou o desengano...mas a virgindade como condição (sine qua non, como diria o outro) do casório. A actual lei permite que as pessoas celebrem o casório virgens. Não impede esta prática multicultural (e tem muito que ver com o multiculturalismo...porque estas questões só surgem em sociedades plurais, multiculturais (no sentido lato da coisa).  A actual lei não discrimina. (como acontece com os casamento gay, que não são contemplados no regime legal)

O requisito da virgindade parece-me similar ao requisito de q o casamento deve apenas contemplar heterosexuais. 

cumps</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Maria João</p>
<p>Não é o engano ou o desengano&#8230;mas a virgindade como condição (sine qua non, como diria o outro) do casório. A actual lei permite que as pessoas celebrem o casório virgens. Não impede esta prática multicultural (e tem muito que ver com o multiculturalismo&#8230;porque estas questões só surgem em sociedades plurais, multiculturais (no sentido lato da coisa).  A actual lei não discrimina. (como acontece com os casamento gay, que não são contemplados no regime legal)</p>
<p>O requisito da virgindade parece-me similar ao requisito de q o casamento deve apenas contemplar heterosexuais. </p>
<p>cumps</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zèd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46151</link>
		<dc:creator>Zèd</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:43:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46151</guid>
		<description>Esta história ainda não acabou. O &quot;Parquet&quot; interpôs recurso (a meu ver bem) apesar dos nubentes estarem de acordo, simplesmente para que não seja aberto um precedente (depois de uma reviravolta da ministra da justiça http://www.liberation.fr/actualite/societe/329475.FR.php).
Sinceramente, se eu considerar (como considero) que uma qualidade essencial da pessoa com quem eu vou casar é ser simpatizante do Belenenses, e essa pessoa me mentir, vindo eu a descobrir que ela é afinal adepta do FCP (foda-se, bate na madeira...), algum juíz me vai anular o casamento? Duvido. Dir-me-á &quot;o amigo se não está contente que peça o divórcio&quot;. Porquê? Porque não é razoável considerar que a simpatia clubística é uma qualidade essencial da pessoa humana. Apesar de eu pessoalmente achar que é razoável, concedo que o consenso da generalidade da população é seguramente de opinião contrária. Portanto ninguém vai querer abrir esse precedente e fazer jurisprudência.
E qual é a diferença entre pedir a anulação em vez do divórcio? (atenção que este parece-me o pormenor que faz toda a diferença).
Uma coisa é dizer &quot;eu sou uma pessoa integra e fui enganado por uma mulher que me mentiu sobre a sua virgindade, ela não tem as qualidades que se exigem a uma boa noiva, o casamento deve ser anulado&quot;. Outra coisa é dizer &quot;eu sou um conservador, quadradão, no limite do reaccionário, e não quero ficar casado com uma mulher que não era virgem quando casou, assumo a responsabilidade da ruptura do casamento e arco com as consequências&quot;. Pessoalmente acho até legítimo que uma mulher minta sobre a virgindade, se acha que isso é essencial para preservar a sua intimidade, mesmo em relação ao seu marido. E pode ainda assim querer casar com ele, é parva se o fizer mas na minha opinião é legítimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta história ainda não acabou. O &#8220;Parquet&#8221; interpôs recurso (a meu ver bem) apesar dos nubentes estarem de acordo, simplesmente para que não seja aberto um precedente (depois de uma reviravolta da ministra da justiça <a href="http://www.liberation.fr/actualite/societe/329475.FR.php)" rel="nofollow">http://www.liberation.fr/actualite/societe/329475.FR.php)</a>.<br />
Sinceramente, se eu considerar (como considero) que uma qualidade essencial da pessoa com quem eu vou casar é ser simpatizante do Belenenses, e essa pessoa me mentir, vindo eu a descobrir que ela é afinal adepta do FCP (foda-se, bate na madeira&#8230;), algum juíz me vai anular o casamento? Duvido. Dir-me-á &#8220;o amigo se não está contente que peça o divórcio&#8221;. Porquê? Porque não é razoável considerar que a simpatia clubística é uma qualidade essencial da pessoa humana. Apesar de eu pessoalmente achar que é razoável, concedo que o consenso da generalidade da população é seguramente de opinião contrária. Portanto ninguém vai querer abrir esse precedente e fazer jurisprudência.<br />
E qual é a diferença entre pedir a anulação em vez do divórcio? (atenção que este parece-me o pormenor que faz toda a diferença).<br />
Uma coisa é dizer &#8220;eu sou uma pessoa integra e fui enganado por uma mulher que me mentiu sobre a sua virgindade, ela não tem as qualidades que se exigem a uma boa noiva, o casamento deve ser anulado&#8221;. Outra coisa é dizer &#8220;eu sou um conservador, quadradão, no limite do reaccionário, e não quero ficar casado com uma mulher que não era virgem quando casou, assumo a responsabilidade da ruptura do casamento e arco com as consequências&#8221;. Pessoalmente acho até legítimo que uma mulher minta sobre a virgindade, se acha que isso é essencial para preservar a sua intimidade, mesmo em relação ao seu marido. E pode ainda assim querer casar com ele, é parva se o fizer mas na minha opinião é legítimo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46128</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:27:50 +0000</pubDate>
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		<description>Está respondido no Arrastão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está respondido no Arrastão</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arrastão: A virgindade e a mentira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46110</link>
		<dc:creator>Arrastão: A virgindade e a mentira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:23:05 +0000</pubDate>
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		<description>[...] o post da Maria João e resposta do Zèd nos comentários.  Publicado por Daniel Oliveira 3 de Junho de 2008 em Sem [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] o post da Maria João e resposta do Zèd nos comentários.  Publicado por Daniel Oliveira 3 de Junho de 2008 em Sem [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46107</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:11:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46107</guid>
		<description>Paula, o contrário desta decisão seria pôr nas mãos dos juízes a determinação de quais são ou não as &quot;qualidades essenciais&quot; que estariam na base da escolha do parceiro e isso não seria uma intolerável intromissão na vida privada de um casal? Para que tipo de cultura a virgindade é importante não é novidade para ninguém mas não consigo perceber qual é a relevância neste caso concreto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula, o contrário desta decisão seria pôr nas mãos dos juízes a determinação de quais são ou não as &#8220;qualidades essenciais&#8221; que estariam na base da escolha do parceiro e isso não seria uma intolerável intromissão na vida privada de um casal? Para que tipo de cultura a virgindade é importante não é novidade para ninguém mas não consigo perceber qual é a relevância neste caso concreto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46103</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 15:57:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46103</guid>
		<description>A decisão parece inatacável do ponto de vista jurídico: &quot;erro objectivo sobre as qualidades da pessoa&quot;, determinante para o consentimento, justificam-se os juízes. Como quem diz, &quot;não nos venham acusar de defensores do multiculturalismo, isto vem mesmo no código civil francês!&quot;.
 
O problema é que esta história da virgindade só é relevante numa cultura em que a libertação sexual das mulheres é anátema, e é um argumento que não colhe para os dois cônjuges. É inconcebível que uma mulher muçulmana viesse alegar que o marido não era virgem, por exemplo, como motivo de anulação do casamento. Pretender que a mulher seja virgem é torná-la num objecto com selo de garantia. Que a noiva tivesse mentido numa sociedade que a considera conspurcada por ter tido relações sexuais antes do casamento, que considera mesmo que esse acto prejudica a consideração social que lhe é devida, não pode deixar de ser tido em conta. 

Como duvido que o tribunal francês considerasse relevante para o vício no consentimento um qualquer &quot;erro sobre as qualidades essenciais da pessoa&quot; - que a noiva não era loira natural e afinal pintava o cabelo, que gosta de corn flakes com leite morno ou prefere o mar à montanha -, teria gostado de ver uma decisão diferente. Uma decisão corajosa em que os juízes recusassem tutelar caprichos ou preconceitos, e em que considerassem que a virgindade é um elemento tão relevante para a definição das qualidades do cônjuge como a cor do cabelo. E se o senhor, rejeitado o pedido de anulação, quisesse depois divorciar-se - por mútuo consentimento, por exemplo -, pois muito bem, força. Não venha é querer endrominar meio mundo com &quot;vícios do consentimento&quot; e &quot;erros sobre as qualidades objectivas&quot; da mulher, quando se trata tão-só e apenas de mais um preconceito masculino vestido de pomposo jargão jurídico.

Mas talvez a melhor reacção ainda seja a que li num comentário a um artigo publicado no L&#039;Express sobre este assunto: &quot;Excellente décision de justice qui sauve cette jeunne [sic] femme d&#039;un véritable abruti aux idées rétrogrades&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão parece inatacável do ponto de vista jurídico: &#8220;erro objectivo sobre as qualidades da pessoa&#8221;, determinante para o consentimento, justificam-se os juízes. Como quem diz, &#8220;não nos venham acusar de defensores do multiculturalismo, isto vem mesmo no código civil francês!&#8221;.</p>
<p>O problema é que esta história da virgindade só é relevante numa cultura em que a libertação sexual das mulheres é anátema, e é um argumento que não colhe para os dois cônjuges. É inconcebível que uma mulher muçulmana viesse alegar que o marido não era virgem, por exemplo, como motivo de anulação do casamento. Pretender que a mulher seja virgem é torná-la num objecto com selo de garantia. Que a noiva tivesse mentido numa sociedade que a considera conspurcada por ter tido relações sexuais antes do casamento, que considera mesmo que esse acto prejudica a consideração social que lhe é devida, não pode deixar de ser tido em conta. </p>
<p>Como duvido que o tribunal francês considerasse relevante para o vício no consentimento um qualquer &#8220;erro sobre as qualidades essenciais da pessoa&#8221; &#8211; que a noiva não era loira natural e afinal pintava o cabelo, que gosta de corn flakes com leite morno ou prefere o mar à montanha -, teria gostado de ver uma decisão diferente. Uma decisão corajosa em que os juízes recusassem tutelar caprichos ou preconceitos, e em que considerassem que a virgindade é um elemento tão relevante para a definição das qualidades do cônjuge como a cor do cabelo. E se o senhor, rejeitado o pedido de anulação, quisesse depois divorciar-se &#8211; por mútuo consentimento, por exemplo -, pois muito bem, força. Não venha é querer endrominar meio mundo com &#8220;vícios do consentimento&#8221; e &#8220;erros sobre as qualidades objectivas&#8221; da mulher, quando se trata tão-só e apenas de mais um preconceito masculino vestido de pomposo jargão jurídico.</p>
<p>Mas talvez a melhor reacção ainda seja a que li num comentário a um artigo publicado no L&#8217;Express sobre este assunto: &#8220;Excellente décision de justice qui sauve cette jeunne [sic] femme d&#8217;un véritable abruti aux idées rétrogrades&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46098</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 15:35:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46098</guid>
		<description>Model... de facto (mas tb. é verdade q existem formas de brincar que não beliscam o hímen, que dêem largas à imaginação, é o q desejo). Por outro lado esta desvantagem tem contrapartidas não despiciendas ;-).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Model&#8230; de facto (mas tb. é verdade q existem formas de brincar que não beliscam o hímen, que dêem largas à imaginação, é o q desejo). Por outro lado esta desvantagem tem contrapartidas não despiciendas <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46097</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 15:29:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46097</guid>
		<description>Zéd, todo o teu discurso sobre a culpa diz-me muito pouco porque sou das tais que defende que a noção de &quot;culpa&quot; não tem que estar na origem jurídica de um divórcio. Mas voltando ao que conta, aqui nem sequer estamos a falar de divórcio (e muito bem, digo eu) mas da anulação de um contrato q teria na base aquilo que para aquele noivo (e qdo um não quer, dois não brincam, diz o povo) fazia parte da &quot;qualidade essencial&quot; da pessoa com quem contraísse matrimónio, a virgindade (e aqui a virgindade é irrelevante, podíamos estar a falar de outra coisa qqr q fosse fundamental para q alguém decidisse casar com outrém). Se tirarmos a virgindade e o sexo dos noivos da história fica-se com quê? Com alguém que foi deliberadamente enganado e que jamais teria contraído tal contrato se o não tivesse sido. Anule-se, portanto. 
Defender o contrário é, de certa maneira, defender a quase inimputabilidade da noiva, tratá-la como alguém que não pode ser responsabilizada pelas suas acções e isso, sim, parece-me uma tremenda menorização feminina.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zéd, todo o teu discurso sobre a culpa diz-me muito pouco porque sou das tais que defende que a noção de &#8220;culpa&#8221; não tem que estar na origem jurídica de um divórcio. Mas voltando ao que conta, aqui nem sequer estamos a falar de divórcio (e muito bem, digo eu) mas da anulação de um contrato q teria na base aquilo que para aquele noivo (e qdo um não quer, dois não brincam, diz o povo) fazia parte da &#8220;qualidade essencial&#8221; da pessoa com quem contraísse matrimónio, a virgindade (e aqui a virgindade é irrelevante, podíamos estar a falar de outra coisa qqr q fosse fundamental para q alguém decidisse casar com outrém). Se tirarmos a virgindade e o sexo dos noivos da história fica-se com quê? Com alguém que foi deliberadamente enganado e que jamais teria contraído tal contrato se o não tivesse sido. Anule-se, portanto.<br />
Defender o contrário é, de certa maneira, defender a quase inimputabilidade da noiva, tratá-la como alguém que não pode ser responsabilizada pelas suas acções e isso, sim, parece-me uma tremenda menorização feminina.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46094</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 15:17:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46094</guid>
		<description>Os comentários que me antecedem são cristalinos como a agua, mas não abordam uma faceta também ela muito importante. A saber: Como é que se consegue provar que um homem é virgem? Como toda a gente sabe ainda não é possível fazer essa prova. Ora, se assim é, a mulher suporta uma enorme desvantagem competitiva (mais uma?). Perante este facto incontornável deverá quedar-se indiferente uma sociedade que se diz moderna?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários que me antecedem são cristalinos como a agua, mas não abordam uma faceta também ela muito importante. A saber: Como é que se consegue provar que um homem é virgem? Como toda a gente sabe ainda não é possível fazer essa prova. Ora, se assim é, a mulher suporta uma enorme desvantagem competitiva (mais uma?). Perante este facto incontornável deverá quedar-se indiferente uma sociedade que se diz moderna?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: me</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46088</link>
		<dc:creator>me</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 14:53:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46088</guid>
		<description>Zéd,
O conceito de “qualidade essencial da pessoa” não é absoluto. O que é &quot;essencial&quot; para um nubente não é para outro. No caso, falávamos de muçulmanos, o que torna verosímil que fosse, de facto, essencial para o noivo que a mulher fosse virgem. É até expectável que a noiva soubesse que essa era uma caracaterística essenciel para o noivo (atendendo ao elemento cultural).
Assim, não há nem desproporção da desisão nem quebra de qualquer expectativa legítima da noiva (que, se não lhe confidenciou que já tinha provado do pecado original, terá tido as suas razões).
Naturalmente, a menos que estejamos a falar de um nubente da opus dei, dificilmente, uma decisão destas seria proferida por um tribunal português.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zéd,<br />
O conceito de “qualidade essencial da pessoa” não é absoluto. O que é &#8220;essencial&#8221; para um nubente não é para outro. No caso, falávamos de muçulmanos, o que torna verosímil que fosse, de facto, essencial para o noivo que a mulher fosse virgem. É até expectável que a noiva soubesse que essa era uma caracaterística essenciel para o noivo (atendendo ao elemento cultural).<br />
Assim, não há nem desproporção da desisão nem quebra de qualquer expectativa legítima da noiva (que, se não lhe confidenciou que já tinha provado do pecado original, terá tido as suas razões).<br />
Naturalmente, a menos que estejamos a falar de um nubente da opus dei, dificilmente, uma decisão destas seria proferida por um tribunal português.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46087</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 14:53:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46087</guid>
		<description>Tenho dificuldade em compreender o Daniel. Então ele acha bem que as pessoas se divorciem apresentando como única justificação o facto de já não amarem o cônjuge, mas já acha mal que se divorciem apresentando como justificação o facto de o cônjuge não ser virgem? Mas não é verdade que uma pessoa pode gostar de outra sendo ela vigem, mas deixar de gostar uma vez que saiba que ela não o é? Não é verdade que uma mulher pode gostar de um homem enquanto supõe que ele é fiel, mas deixar de gostar uma vez que toma conhecimento de que ele anda nas putas? Então, é óbvio que, pelo raciocínio do Daniel, não ser virgem, andar nas putas, ou seja o que fôr, tudo é bom motivo para um divórcio - porque tudo pode ter como consequência deixar-se de gostar do cônjuge.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho dificuldade em compreender o Daniel. Então ele acha bem que as pessoas se divorciem apresentando como única justificação o facto de já não amarem o cônjuge, mas já acha mal que se divorciem apresentando como justificação o facto de o cônjuge não ser virgem? Mas não é verdade que uma pessoa pode gostar de outra sendo ela vigem, mas deixar de gostar uma vez que saiba que ela não o é? Não é verdade que uma mulher pode gostar de um homem enquanto supõe que ele é fiel, mas deixar de gostar uma vez que toma conhecimento de que ele anda nas putas? Então, é óbvio que, pelo raciocínio do Daniel, não ser virgem, andar nas putas, ou seja o que fôr, tudo é bom motivo para um divórcio &#8211; porque tudo pode ter como consequência deixar-se de gostar do cônjuge.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Marvão</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46080</link>
		<dc:creator>Luís Marvão</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 14:32:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46080</guid>
		<description>&quot;É óbvio que a noiva mentiu ao noivo, mas há mentiras mais graves que outras, a partir deste momento a noiva mentir sobre a sua virgindade passa a ser suficientemente grave para anular um casamento&quot;.

No que à  quebra do matrimónio diz respeito,  o que importa são as razões dos cônjuges. 
Os tribunais não têm de aferir a legitimidade de tais razões, devem sim garantir formas de protecção à &quot;parte mais fraca&quot;, nomeadamente nas questões da subsistência material e das obrigações parentais .
Sei que as coisas não são bem assim em Portugal; tb desconheço o ordenamento jurídico francês. Agora, invocar a virgindade para quebrar o vínculo matrimonial parece-me tão legítimo como outra  coisa qualquer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É óbvio que a noiva mentiu ao noivo, mas há mentiras mais graves que outras, a partir deste momento a noiva mentir sobre a sua virgindade passa a ser suficientemente grave para anular um casamento&#8221;.</p>
<p>No que à  quebra do matrimónio diz respeito,  o que importa são as razões dos cônjuges.<br />
Os tribunais não têm de aferir a legitimidade de tais razões, devem sim garantir formas de protecção à &#8220;parte mais fraca&#8221;, nomeadamente nas questões da subsistência material e das obrigações parentais .<br />
Sei que as coisas não são bem assim em Portugal; tb desconheço o ordenamento jurídico francês. Agora, invocar a virgindade para quebrar o vínculo matrimonial parece-me tão legítimo como outra  coisa qualquer.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zèd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46078</link>
		<dc:creator>Zèd</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:39:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46078</guid>
		<description>Oh Maria João,
O que acontece é que se um tribunal faz jurisprudência sobre a virgindade ser uma &quot;qualidade essencial da pessoa&quot;, como foi o caso, deixa de ser um problema só dos que estão envolvidos, e passa a ser lei, que diz respeito a todos (na república francesa, neste caso). É óbvio que a noiva mentiu ao noivo, mas há mentiras mais graves que outras, a partir deste momento a noiva mentir sobre a sua virgindade passa a ser suficientemente grave para anular um casamento. Legitima-se legalmente que um noivo exija da noiva que esta seja virgem para poder casar, não apenas este noivo, mas qualquer noivo.
Neste caso anulação do casamento ou divórcio faz toda a diferença. No caso da anulação é a noiva, por ter mentido sobre a sua virgindade, que tem todo o ónus da culpa. Obviamente que o noivo não tem que ser obrigado a estar casado como quem não quer, mas se fosse um divórcio teria que ser o noivo a assumir que não estava contente com a situação e assumir ele próprio a responsabilidade da ruptura, em vez de deitar o ónus na virgindade da noiva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh Maria João,<br />
O que acontece é que se um tribunal faz jurisprudência sobre a virgindade ser uma &#8220;qualidade essencial da pessoa&#8221;, como foi o caso, deixa de ser um problema só dos que estão envolvidos, e passa a ser lei, que diz respeito a todos (na república francesa, neste caso). É óbvio que a noiva mentiu ao noivo, mas há mentiras mais graves que outras, a partir deste momento a noiva mentir sobre a sua virgindade passa a ser suficientemente grave para anular um casamento. Legitima-se legalmente que um noivo exija da noiva que esta seja virgem para poder casar, não apenas este noivo, mas qualquer noivo.<br />
Neste caso anulação do casamento ou divórcio faz toda a diferença. No caso da anulação é a noiva, por ter mentido sobre a sua virgindade, que tem todo o ónus da culpa. Obviamente que o noivo não tem que ser obrigado a estar casado como quem não quer, mas se fosse um divórcio teria que ser o noivo a assumir que não estava contente com a situação e assumir ele próprio a responsabilidade da ruptura, em vez de deitar o ónus na virgindade da noiva.</p>
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		<title>Por: Lutz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46076</link>
		<dc:creator>Lutz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:33:02 +0000</pubDate>
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		<description>Estou de acordo contigo, João. E acho a argumentação do Daniel bastante confusa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de acordo contigo, João. E acho a argumentação do Daniel bastante confusa.</p>
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	<item>
		<title>Por: l.rodrigues</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46075</link>
		<dc:creator>l.rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:32:00 +0000</pubDate>
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		<description>Pelo que li fora da nossa sempre enérgica blogosfera, o tribunal francês (Cour de Cassation) para estes casos assume que são os cônjuges que determinam o que é substancial e material. 
O juiz não está a reconhecer que a virgindade é uma pré condição para o casamento, mas sim que o era para o casal. Sendo que a noiva reconheceu ter mentido ao noivo... 
Pessoalmente a reacção que tive a esta noticia (que li num blog conservador, que a pintava como mais uma cedência do ocidente ao islão), foi pensar que a alternativa da noiva, caso o casamento não fosse anulado, seria passar o resto da vida com alguém que nunca a respeitaria, o que não me pareceu um bom desfecho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo que li fora da nossa sempre enérgica blogosfera, o tribunal francês (Cour de Cassation) para estes casos assume que são os cônjuges que determinam o que é substancial e material.<br />
O juiz não está a reconhecer que a virgindade é uma pré condição para o casamento, mas sim que o era para o casal. Sendo que a noiva reconheceu ter mentido ao noivo&#8230;<br />
Pessoalmente a reacção que tive a esta noticia (que li num blog conservador, que a pintava como mais uma cedência do ocidente ao islão), foi pensar que a alternativa da noiva, caso o casamento não fosse anulado, seria passar o resto da vida com alguém que nunca a respeitaria, o que não me pareceu um bom desfecho.</p>
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		<title>Por: Pedro K(Costa) Ferreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/03/expulsem-me-do-gineceu-pronto/comment-page-1/#comment-46060</link>
		<dc:creator>Pedro K(Costa) Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 11:55:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3232#comment-46060</guid>
		<description>O Daniel Oliveira é daquele grupo de tipos quee acha que o divórcio se deveria flexibilizar e poder ser pedido sem invocar razão ou culpa alguma.

Mas se um casamento é anulado (pois, está bem não é o mesmo que um divórcio, mas aqui pouco conta) porque a rapariga mentiu ao namorado sobre a sua virgindade, aqui d&#039;el rei.

Haja coerência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Daniel Oliveira é daquele grupo de tipos quee acha que o divórcio se deveria flexibilizar e poder ser pedido sem invocar razão ou culpa alguma.</p>
<p>Mas se um casamento é anulado (pois, está bem não é o mesmo que um divórcio, mas aqui pouco conta) porque a rapariga mentiu ao namorado sobre a sua virgindade, aqui d&#8217;el rei.</p>
<p>Haja coerência.</p>
]]></content:encoded>
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