Um governo de esquerda

“A igualdade é o valor mais nobre da democracia”, declarou a nova ministra da Igualdade de Espanha, a andaluza Bibiana Aído, no seu discurso de posse. (Via Corta-Fitas.)

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54 Responses to Um governo de esquerda

  1. /me says:

    Eu prefiro valorizar a solidariedade. Parece-me que é o valor democrático que anda mais desprezado.

  2. c says:

    Não concordo. A democracia apenas dá o poder à maioria. Se essa maioria entende ou não a igualdade com um valor nobre já é outra história. Esta confusão tem um propósito, não resulta decerto da ignorância da ministra.

  3. /me says:

    C, a democracia a que a ministra se referia não é a mesma a que tu te referes, suponho. Tu falas do sistema político formal. Ela da utopia que se deseja que a democracia seja.

  4. Tárique says:

    a Igualdade poderá entender-se como o valor mais nobre da democracia no sentido em que apenas garantindo a Igualdade se pode garantir a democracia.

  5. Lidador says:

    Dos tontos que rodeiam o não menos tonto Zapatero, não se podem esperar saídas inteligentes, mas o 5 dias devia evitar expôr tão desapiedadamente a imbecilidade da Srª Minstra.
    Que, como boa esquerdista, cai na velha falácia de
    confundir igualdade de oportunidades e de direitos, com igualdade de resultados, isto é, com a utopia de que todos têm de obter os mesmos resultados. Todos ganham, todos têm prémio, como dizia o Dodo, em Alice no País das Maravilhas.

    O senso não mora naquelas cabeças.
    Sem desigualdade não há competição e movimento. Uma sociedade onde todos quisessem ser iguais uns aos outros (impossível, por ser o sapiens aquilo que é) seria estática e a lei da entropia faria o seu trabalho inelutável.
    Os homens reais não querem ser iguais, excepto quando estão na mó de baixo.Mas logo que atingem esse patamar querem ter mais, querem ser mais, querem alcançar mais, querem saber mais que o vizinho, que o adversário, etc,
    Como cantava o Variações: “só quero ser o que não sou”.

    Na Física, só há produção de energia quando existe um diferencial entre dois pontos ( de potencial, de temperatura, etc) .
    A desigualdade é boa e não intrinsecamente má, como e esquerda acredita.
    Sem desigualdade e sem luta por ser, ter, saber ou obter mais, tudo pararia.

    Por mim, prefiro citar Émile Zola, cujas simpatias de esquerda não deixam dúvidas ( na altura era moda):

    “Podeis tornar todos os homens igualmente felizes ou igualmente ajuizados?
    Podeis dar a garantia a um homem que a mulher não o enganará nunca?
    Não!
    Então deixai de falar em igualdade! Liberdade, sim; fraternidade, sim; mas igualdade nunca”

  6. joao g. says:

    em que música é que o variaçoes cantava isso, ó lidador?

  7. Luis Rainha says:

    “Na Física, só há produção de energia quando existe um diferencial entre dois pontos ( de potencial, de temperatura, etc) .” :) )

    Lidador,
    Você confunde transferência com produção. Deixe lá a Física em paz e dedique-se ao que entende. Lá o que isso é, não sei bem…

  8. Luis Rainha says:

    Tanta cabeça a botar sentenças e nem numa coisa simples mas basilar há acordo: o que é essa “Igualdade”, afinal? Igualdade face à lei? Igualdade de oportunidades, igualdade, tout court, nem que seja à marretada, assim coisa tipo Pol Pot?

  9. Luís Lavoura says:

    Que a igualdade é um princípio basilar da democracia, não há dúvida: a democracia baseia-se no princípio “um homem, um voto”, ou seja, todos os homens têm igual capacidade de influenciar o devir político.

    Se é isto que a ministra quer dizer, estamos de acordo. Só que, isto nada tem a ver com esquerda nem com direita. Quem aceita a democracia aceita o princípio “um homem, um voto”, quer seja de direita quer de esquerda.

    Já quanto a outras igualdades, as coisas confundem-se. Igualdade de oportunidades? De acordo, ela deve (tendencialmente) existir. Já a igualdade de resultados é totalmente indesejável, pois que é uma ofensa à liberdade. A igualdade social só pode ser obtida suprimindo a liberdade que cada um tem de ser diferente dos outros.

  10. Sérgio says:

    acho que antes de continuar a trica deviam acordar qual o conceito de “igualdade” que estão a debater…
    de resto o Lidador disse uma pérola ainda que sem o saber, ao associar a igualdade em quem está em baixo e a liberdade a quem está na de cima.
    significa que as ideologias são puramente circunstanciais e que o mais liberal e “estratista” rápidamente se tornará um marxista-revolucinário se o mercado lhe enfiar o braço pelo dito acima.

  11. says:

    para que serve um ministerio da igualdade?

  12. Tárique says:

    Quem aceita a democracia aceita o princípio “um homem, um voto”, quer seja de direita quer de esquerda.

    Olhe que há muitos democratas, desses que se dizem liberais de direita, que até isso acham mal. O que lhes cheire a igualdade …

  13. Tárique says:

    Rainha:

    Igualdade à PolPot ? Isso existe?

    Lavoura

    Liberdade sem igualdade é a dos Estados Unidos da Liberdade, em que 1 em cada 100 cidadãos nasce predestinado à prisão.

  14. The Studio says:

    “Mas por melhores que sejam as intenções da jovem governante, a frase que proferiu estava errada. O valor mais nobre da democracia não é a igualdade – é a liberdade. A ‘igualdade’, como já se viu, pode coexistir com a mais aberrante ditadura (…)” – no “post” citado -

    Imaginemos que, por hipótese, o governo retira todos os bens a toda a gente e depois os distribui de uma forma igualitária. Partindo de uma situação inicial de igualdade, se os cidadãos forem livres imediatamente se tornarão diferentes. Uns irão gastar o seu dinheiro e ficar pobres, outros irão fazer bons negócios e enriquecer. Os cidadãos apenas continuarão “iguais” se estiverem privados de liberdade. A História mostra-nos que a igualdade não é um valor da democracia mas sim um valor de algumas ditaduras. Até hoje só existiu igualdade (todos igualmente pobres) nas ditaduras de Esquerda.

    Mas é natural que esta menina não saiba o que está a dizer. É mais um bibelot do governo Zapatero, Ministra de um Ministério inútil, criado provavelmente para cumprir as cotas e transmitir uma imagem progressista.

  15. Filipe Moura says:

    “acho que antes de continuar a trica deviam acordar qual o conceito de “igualdade” que estão a debater…
    de resto o Lidador disse uma pérola ainda que sem o saber, ao associar a igualdade em quem está em baixo e a liberdade a quem está na de cima.”

    Nem mais, Sérgio.

    “Tanta cabeça a botar sentenças e nem numa coisa simples mas basilar há acordo: o que é essa “Igualdade”, afinal? Igualdade face à lei? Igualdade de oportunidades, igualdade, tout court, nem que seja à marretada, assim coisa tipo Pol Pot?”

    Aproveito para pôr esta questão do Luís Rainha ao Luís Lavoura. Tem de haver igualdade de oportunidades (e não é “tendencialmente” – é mesmo um objectivo). Não é expectável (e nem desejável) a igualdade de resultados. Agora, o que entende o Luís Lavoura por “igualdade social”? Por que é ela uma “ofensa à liberdade”? E a liberdade não pode ser uma ofensa à igualdade?

    Finalmente, o Lidador. Sem dúvida que a igualdade absoluta corresponde a entropia mínima, mas corresponderá a desigualdade máxima a uma entropia máxima? Em vez de citar trechos de livros, sugiro ao Lidador que tente fazer umas contas, se souber. Em resposta à sua termodinâmica de almanaque, deixe-me explicar-lhe que só a entropia de um sistema isolado aumenta inexoravelmente. Se um sistema não for isolado, podemos diminuir a sua entropia à custa da realização de trabalho (gastando energia). A esquerda diz que vale a pena gastar alguma energia de forma a diminuir as desigualdades de certos sectores da sociedade (o que não implica a igualdade absoluta, nem sequer o diminuir a entropia da sociedade toda). Há aqui uma diferença ideológica clara. Mas esquerda e direita são ideologias: a direita não “resulta dos factos”. O Lidador julga que ser de direita é tão natural como o aumento da entropia. Lamento, mas vai uma grande confusão nessa cabeça. Uma vez mais, experimente fazer umas contas.

  16. Filipe Moura says:

    Já agora: defendo a igualdade, mas acho-a tão importante que sou contra um ministério da dita. A igualdade tem que estar acima disso.

  17. Lidador says:

    Caro LR, lamento, mas de Fisíca percebo umas coisas…o suficiente para já ter dado algumas aulas.
    Tem razão quando fala da transformação de energia, mas se tivesse um bocado mais calma e não corresse a tentar atropelar-me, teria verificado que calor, trabalho e radiação podem ter designações diferentes.
    Por exemplo, o calor é por vezes designado de energia térmica. POde constaar isto até num manual do 10º ano de escolaridade.
    A designação coloquial da electricidade é energia elécrica, que é “produzida” em vários locais.
    Não sendo este um blogue da especialidade, atribuo-me a liberdade de usar expressões coloquiais, mesmo que você não goste.

    Caro FM, tb tem razão quanto aos sistemas isolados que, de resto, não existem, exceptuando o universo e abstracções teóricas.
    Mas se usa expressões termodinâmicas, não pode dizer cavalidades como a de usar energia para aumentar a igualdade. A igualdade é a máxima entropia, não se usa energia para aumentar a entropia. Nos cemitérios a entropia é máxima, há igualdade. E nas sociedades, se ninguém mexer uma palha, não haverá desigualdade.
    Reveja lá essas noções, que andam um bocado baralhadas.

    Voltando à vaca fria, a desigualdade , desde que se situe num nível que para a debelar se prejudicaria todos, é desejável. Por isso é que um médico ganha mais que um trolha e isso é “aceitável”.
    Na verdade, toda a sociedade é inigualitária, incluindo o paraíso polpotiano e o reino celestial do zaptero, mas as desigualdades podem residir no desempenho dos indivíduos, o que é típico das sociedades liberais, ou nos privilégios outorgados pelo Estado, o que é próprio das sociedades socialistas.

    A desigualdade liberal é criadora, enquanto a desigualdade socialista é destruidora e injusta.
    Na sociedade liberal, há um constante esbracejar, uma contínua procura individual, que faz emergir o talento e a excelência, com benefício do próprio, evidentemente, mas também dos outros.
    Nas sociedades de redistribuição estatal as desigualdades são endémicas e estruturais e a ascensão social, não se faz pelo talento, mas sim por outorga de privilégios.
    Por isso não produzem Bill Gates, mas sim burocratas cinzentos, corruptos e ricos.

    Repito, igualdade de oportunidades e direitos, sim. O resto é asneira.

  18. Filipe Moura says:

    “Caro FM, tb tem razão quanto aos sistemas isolados que, de resto, não existem, exceptuando o universo e abstracções teóricas.”

    Cuba, por exemplo (estou a brincar).

    “Mas se usa expressões termodinâmicas, não pode dizer cavalidades como a de usar energia para aumentar a igualdade.”

    Por que não? Desde que eu forneça energia, posso fazer o que quiser. E faça o favor de moderar a linguagem.

    “A igualdade é a máxima entropia, não se usa energia para aumentar a entropia. (…) Reveja lá essas noções, que andam um bocado baralhadas.”

    Ah a igualdade é a MÁXIMA entropia? Então não deveríamos ser todos iguais e a igualdade ser o estado mais natural?
    Eu sugeri-lhe que pensasse numa questão que julgava ser o cerne da sua confusão – corresponderá a desigualdade máxima a uma entropia máxima? Mas pelos vistos a sua confusão é mais básica. E ainda diz que as noções dos outros é que andam baralhadas… O Lidador deve ter sido professor de física nalgum externato privado.

    “Repito, igualdade de oportunidades e direitos, sim. O resto é asneira.”

    Para quem alguns comentários atrás execrava tudo o que fosse “igualdade”, registo aqui alguns progressos. Continue, Lidador. Faça umas contas.

  19. Luis Rainha says:

    Lidador, volte lá para a estranha escola onde o deixaram dar aulas de Física, e não se meta com os crescidos. Sobretudo com o Filipe, que até sabe, ouvi dizer, uma coisa ou outra do assunto…

    Tárique: existe pois. Está patente naquelas instrutivas pilhas de crânios que hoje em dia mostram aos turistas no Cambodja…

  20. Essa coisa da IGUALDADE é uma ideia capaz de lançar o pânico num lar de terceira idade, onde as senhoras fazem verdadeiras competições de mazelas e coisas assim … Era um pesadelo! Um Temeroso Horror a ideologia da Igualdade …
    ( ;) a gente fala, vai dizendo, mas se a coisa fosse levada a peito – a igualdade – isto ainda se tornava mais irrespirável … )

  21. Lembrei-me de um factor que talvez faça muita diferença nesta/s reprimendas à Ministra Espanholas ( talvez “injustas” … quiçá!). Ou seja:
    1º – Nós em Portugal não temos – absolutamente – Filósofos, como existem em Espanha que Editem e façam circular livros que aprofundem temas como aqueles que as “sociedades cíveis ocidentais” se confrontam ( para mais ou menos funcionarem sem grandes tensões)… Logo, a sociedade civil espanhola ( isto não quer dizer que os espanholitos nossos primos preferidos para arriar umas boas hóstias como em 1640 sejam mais espertos, inteligentes e capazes do que nós – os sempre grandes portugueses -; quer isto sim dizer – factualmente, objectivamente – que eles os Espanhóis e a sua sociedade civil está – sem dúvida nenhuma – FAMILIARIZADA ( uma espécie do nosso hábito de tomar café. Atenção: há quem não goste, não tome e não é por isso que não tem prazeres …) com este tipo de “literatura” em que estes temas são alvo ( “Diana”, como dizem os espanhóis, ou o seu vocábulo para alvo … o qual sempre me fez muita confusão…) de uma reflexão cuidada, exaustiva e atenta. Na qual muitas questões colaterais são despistadas, eliminadas e etc … . Isto é um facto. O facto é exactamente a leitura de Filósofos e estes fazerem parte da vida cultural e discussão pública em Espanha, como aqui temos aquela coisa que na falta de melhor é o Prós e Contras ( O Eixo-do-Mal é mesmo uma coisa de mau exemplo e deprimente … constrangedora e lastimosa … )

    2- Já que falei aquelas coisas todas no ponto um: sugiro um GRANDE NOME: a maravilhosa Filósofa VITÓRIA CAMPS e os seu livro – traduzido pela Relógio d’Água já há uns bons anos ( não somos desatentos, não senhor …) que se chama “Paradoxos do Individualismo” … e o qual deve estar ao preço da chuva deste abundante mês de Maio. … O genial dste livro é que mantendo sempre a elevação da reflexão é tão fácil de ler como um livro do Paulo Coelho … É! Não é aquela escrita-tique do académico português ou do Kant.

    … Talvez Espanha, por isso ( a coisa da familiaridade com os Filósofos), quando elege um Ministério da Igualdade não esteja no mesmo patamar de nebulosidade daquilo que o seria a existência de uma coisa dessas ( um MI) em Portugal! Com efeito concordo: Um perfeito disparate.

    ( Ok! Sofro um pouco de “espanholose”, mas este detalhe pareceu-me factor distintivo … para podermos ver melhor que não é tanto assim um capricho …)

  22. Lembrei-me de um factor que talvez faça muita diferença nesta/s reprimendas à Ministra Espanholas ( talvez “injustas” … quiçá!). Ou seja:
    1º – Nós em Portugal não temos – absolutamente – Filósofos, como existem em Espanha que Editem e façam circular livros que aprofundem temas como aqueles que as “sociedades cíveis ocidentais” se confrontam ( para mais ou menos funcionarem sem grandes tensões)… Logo, a sociedade civil espanhola ( isto não quer dizer que os espanholitos nossos primos preferidos para arriar umas boas hóstias como em 1640 sejam mais espertos, inteligentes e capazes do que nós – os sempre grandes portugueses -; quer isto sim dizer – factualmente, objectivamente – que eles os Espanhóis e a sua sociedade civil está – sem dúvida nenhuma – FAMILIARIZADA ( uma espécie do nosso hábito de tomar café. Atenção: há quem não goste, não tome e não é por isso que não tem prazeres …) com este tipo de “literatura” em que estes temas são alvo ( “Diana”, como dizem os espanhóis, ou o seu vocábulo para alvo … o qual sempre me fez muita confusão…) de uma reflexão cuidada, exaustiva e atenta. Na qual muitas questões colaterais são despistadas, eliminadas e etc … . Isto é um facto. O facto é exactamente a leitura de Filósofos e estes fazerem parte da vida cultural e discussão pública em Espanha, como aqui temos aquela coisa que na falta de melhor é o Prós e Contras ( O Eixo-do-Mal é mesmo uma coisa de mau exemplo e deprimente … constrangedora e lastimosa … )

    2- Já que falei aquelas coisas todas no ponto um: sugiro um GRANDE NOME: a maravilhosa Filósofa VITÓRIA CAMPS e os seu livro – traduzido pela Relógio d’Água já há uns bons anos ( não somos desatentos, não senhor …) que se chama “Paradoxos do Individualismo” … e o qual deve estar ao preço da chuva deste abundante mês de Maio. … O genial dste livro é que mantendo sempre a elevação da reflexão é tão fácil de ler como um livro do Paulo Coelho … É! Não é aquela escrita-tique do académico português ou do Kant.

    … Talvez Espanha, por isso ( a coisa da familiaridade com os Filósofos), quando elege um Ministério da Igualdade não esteja no mesmo patamar de nebulosidade daquilo que o seria a existência de uma coisa dessas ( um MI) em Portugal! Com efeito concordo: Um perfeito disparate.

  23. c says:

    Os argumentos de ‘naturalidade’ da ideologia social (seja esquerda ou direita) baseados na Física valem zero.

    Pela mesma ordem de ideias, bastaria observar as espécies de mamíferos cuja vida social é invariavelmente a lei do mais forte e concluir que a ordem natural será eliminar velhos e deficientes, praticar o infanticídio, etc.

    Pior que um sociólogo que ignore as leis físicas, é um físico que ignore a complexidade das sociedades humanas (e não só).

    O sr. Lidador que reflicta estes assuntos com menos sobranceria e perceba até onde pode enfiar a ciência em áreas desta natureza.

  24. Lidador says:

    “Cuba, por exemplo (estou a brincar).”
    Deve ser do famoso “bloqueio” de que tanto se fala, apesar de não existir.

    “Desde que eu forneça energia, posso fazer o que quiser. ”

    Pois pode, mas à custa do aumento de entropia noutro lado qualquer. Na Física, como no resto, não há almoços grátis. Alguém paga.

    “E faça o favor de moderar a linguagem.”

    Tem razão. Os meus instintos predadores vêm sempre ao de cima quando deparo com a esquerdice em estado puro. É mais forte do que eu.

    “Então não deveríamos ser todos iguais e a igualdade ser o estado mais natural?”
    E somos. Quando morremos. A vida é organização. A mínima entropia. Viver é justamente contrariar a igualdade, a entropia.
    Veja o seu caso. Não sei o que você faz, mas certamente procura ser o melhor naquilo que faz. Não quer ser igual.
    Porquê?
    Para ganhar dinheiro?
    Para ser um cadáver feliz?
    Ou para ser reconhecido como “bom”, naquilo que acha ser relevante para si?
    É isso que o faz mexer, meu caro, mesmo que não o reconheça.

    “corresponderá a desigualdade máxima a uma entropia máxima?”

    Pelo contrário. Tudo tende para a igualdade, se não houver acção. Para você ser melhor que outrem, tem de estudar, esforçar-se, dar o seu melhor. Para ser “igual”, basta não fazer nada.

    ” Mas pelos vistos a sua confusão é mais básica”
    Acredito que o FM se esteja a ver ao espelho neste preciso momento.

    “Repito, igualdade de oportunidades e direitos, sim. O resto é asneira.”

    “Para quem alguns comentários atrás execrava tudo o que fosse “igualdade”, registo aqui alguns progressos. ”

    Sinal de que não lê ou, se lê, não intepreta.

    No meu 1º comentário escrevi justamente isto:

    “Que, como boa esquerdista, cai na velha falácia de
    confundir igualdade de oportunidades e de direitos, com igualdade de resultados, isto é, com a utopia de que todos têm de obter os mesmos resultados. Todos ganham, todos têm prémio, como dizia o Dodo, em Alice no País das Maravilhas.”

    “Lidador, volte lá para a estranha escola onde o deixaram dar aulas de Física, e não se meta com os crescidos.”

    LR, tenha calma. Eu sei que ainda sente os vergões, mas isso passa.
    Controle-se.
    Fica-lhe mal colocar-se na posição de chefe de claque. Você tem capacidades para algo mais do que vir bater palmas ao FM.
    E ele tb não precisa disso.

  25. Luis Rainha says:

    O Filipe não precisa de claque sobretudo porque é doutorado em Física. Talvez agora entenda que isso das “cavalidades” e disparates afins sobre entropia e produção de energia só diz mesmo algo é acerca da sua ignorância e boçalidade.
    Um dia, quem sabe, talvez aprenda que a arrogância só não fica risível em quem sabe mais do que o que se aprende no Google em 3 ou 4 minutos.

  26. Model 500 says:

    Alguns tipos de desigualdade:

    A desigualdade de género – a discriminação em função do género é ainda uma realidade em Portugal. Exemplo: no acesso ao poder constata-se uma sub-representação das mulheres, existe mais desemprego nas mulheres, para além de terem salários mais baixos.

    Desigualdades de idade- no caso dos idosos, o facto de as reformas serem obrigatórias, leva inevitavelmente à exclusão do mercado de trabalho dos idosos, vendo-se assim confrontados com a dura realidade de serem praticamente esquecidos, desvalorizando certos papeis sociais próprios da velhice como seja, a transmissão de conhecimentos ou a socialização de crianças.

    Desigualdades perante a vida – é o caso das diferentes esperanças de vida, consoante os diversos grupos sociais , já que estes são socialmente condicionados de formas diferentes. Sabe-se que para certas profissões, mineiros, operários, etc, a duração de vida é menor que a das profissões dos quadros superiores, isto porque para além de existirem diferenças ao nível económico, o nível cultural e o nível de protecção das organizações da sociedade que possuem é menor. O mesmo se passa com as crianças oriundas das classes mais desfavorecidas, aqui nestas famílias, a mortalidade infantil é muito superior à que se verifica em famílias cujo grau de instrução é maior.

    Desigualdades de estilo de vida – estas desigualdades prendem-se com comportamentos, opiniões e atitudes dos indivíduos. Por isso, estas desigualdades sociais não se podem relacionar apenas a um único atributo individual, elas tem a ver com uma diversidade de características, como sejam: o sexo, a religião, a profissão, a etnia ou mesmo com o enquadramento espaço-temporal dos indivíduos. Ou seja, o estilo de vida relaciona-se com parâmetros objectivos e também subjectivos, em que tanto factores de ordem emocional, como factores ligados à razão estão presentes.

    Obviamente não se pode meter tudo no mesmo saco.

  27. Luís Lavoura says:

    Filipe Moura:

    “Tem de haver igualdade de oportunidades (e não é “tendencialmente” – é mesmo um objectivo).”

    A igualdade de oportunidades nunca é total, porque quem é rico pode sempre fornecer melhores oportunidades aos seus filhos.

    Mas a igualdade de oportunidades deve, não obstante, ser um objetivo do Estado.

    “o que entende o Luís Lavoura por “igualdade social”?”

    Por exemplo, vivermos todos em casas com as mesmas caraterísticas. Vestirmos todos o mesmo. Andarmos todos em bicicletas do mesmo modelo.

    “Por que é ela uma “ofensa à liberdade”?”

    Porque os homens querem ter a liberdade de ser diferentes uns dos outros. A igualdade tem então de ser imposta. Tem que se suprimir a liberdade de as pessoas serem diferentes.

    “E a liberdade não pode ser uma ofensa à igualdade?”

    Claro que sim. Havendo liberdade, as pessoas tenderão naturalmente a ser diferentes. Umas pessoas quererão vestir-se de forma diferente, outras quererão andar num carro espampanante, outras quererão amealhar dinheiro, outras preferirão gastar todo o dinheiro que têm, etc. Havendo liberdade, não haverá igualdade.

    Uma vez coheci um jovem, culto e educado, que era, por opção, sem-abrigo em Lisboa. Andava de mochila às costas pela capital e, à noite, dormia por aí. Era um homem livre, diferente por opção.

  28. Oh Luis Rainha, não seja ridículo homem. Deixe lá o homem doutorado em física defender-se, que pelo vistos, nesse tema, não precisa da sua ajuda para nada.

    Você, com essas tiradas, faz-me lembrar o Steve Carell na pele de Michael. Apre!!

  29. Filipe Moura says:

    Luís Lavoura, o meu conceito de “igualdade social” é diferente do seu. Não defendo a igualdade a esse ponto (que o Luís chama “igualdade social”). Defendo igualdade de oportunidades e uma distribuição justa de rendimentos, que naturalmente premeie mais quem se esforçar mais ou simplesmente for melhor. Não é isso que se observa: quer a igualdade de oportunidades quer a a distribuição de rendimentos estão viciadas.

  30. Filipe Moura says:

    Lidador, sinceramente, não diga a ninguém que foi professor de Física.

  31. Lidador says:

    “Defendo igualdade de oportunidades e uma distribuição justa de rendimentos”

    Belas palavras. E como pode ter a certeza que o seu conceito de “justo” é igual ao de outrem?
    Ou será “justo” só aquilo que o FM acha justo?
    Ou é uma revelação divina?

    Há sempre um pequeno Robespierre a ronronar, pronto para impingir as suas Repúblicas de virtude.

    “sinceramente, não diga a ninguém que foi professor de Física.”

    Tenha a bondade de explicar porquê, em vez de se refugiar em generalidades e culatras. O argumento de autoridade de nada lhe serve quando o usa para sustentar uma asneira.
    Aqui e agora, explique. Seja concreto. Explique lá como é que alcançou a sua graduação académica. Se foi como eu, estudando, esforçando-me e gastando energia, ou se, pelo contrário, se limitou a dormir à sombra da bananeira.

    Você não entende que o seu próprio exemplo de vida desmente aquilo que diz?

  32. Tárique says:

    Luís: não concordo que sob o Khmers Vermelho tenha havido, em algum instante sequer, igualdade, ou uma aproximação a ela.

  33. Luis Rainha says:

    Não houve; mas não foi por falta de tentativas… Além da educação das crianças em comum e das refeições comunais, nem sequer o exército Khmer tinha patentes.

  34. Lidador says:

    “quer a igualdade de oportunidades quer a a distribuição de rendimentos estão viciadas.”

    Exacto. Há uma conspiração cósmica de tenebrosos capitalistas que, pela calada da noite, ao redor de borbulhentos caldeirões, espetam alfinetes nos danados da terra.
    É necessária uma elite de anjos, vestidos de lírios brancos, para acabar com os vícios e as conspirações.
    Você por acaso não frequenta as homilias do BE?
    É que esta conversa repete-se por lá ad nauseam.

    Entretanto, o Dr Louçã manda a filha estudar para os infernos neoliberais.
    Igualdade viciada…

  35. c says:

    Dá pena assistir a tanta arrogância num professor de Física. Especialmente quando este julga que os conhecimentos que aprendeu no curso lhe esclarecem toda a realidade à sua volta.
    É uma criancice que se pode desculpar a um estudante de 1º ano mas que se revela patética (e até perigosa) numa pessoa habilitada a transmitir esses conhecimentos.

    A exemplificar está a brincadeira com a entropia e a ideia de haver uma tendência natural no tipo de sociedade humana. (Há quem justifique o Apocalipse com a Termodinâmica, e o Lidador não anda muito longe dessa patetice.) Mesmo admitindo que existe essa tendência, e seja ela o capitalismo ou não, não há lei Física que nos proíba de desejar outro método de sociedade.

    Afinal de contas, usando a mesma termodinâmica, podemos taxar de antinatural quase toda a criação humana, desde uma simples bola de futebol à obra de engenharia mais assombrosa. Arrasemos então com esses antros de pequena entropia, e vivamos o mundo natural de que o Lidador parece fazer apologia! Afinal quem é que quer mesmo viver numa caverna?

  36. Filipe Moura says:

    Lidador, eu não vou estar aqui a discutir a minha carreira com um anónimo, principalmente quando o meu currículo é público e pode ser consultado na web.

    Qual é a “asneira” que eu estou a sustentar? Quem é você para decidir o que é “asneira”? Quem eu vejo aqui a sustentar asneiras é só você. Você disse – e insistiu! – que “tudo tende para a igualdade, se não houver acção” e “a igualdade é a máxima entropia”. A igualdade corresponde a todos os elementos de um sistema estarem no mesmo estado. Você conhece a fórmula de Boltzmann? Veja em http://en.wikipedia.org/wiki/Boltzmann%27s_entropy_formula Você sabe quanto é ln 1?

    Face a isto, reitero – não diga a ninguém que foi professor de Física. Quando lhe pus aquela questão, não julguei que fizesse confusões a este nível tão básico.

    C., se quiser dar-se ao trabalho de pesquisar os comentários a alguns textos deste blogue na semana passada, poderá encontrar algumas opiniões bem cavernícolas, justamente da autoria do Lidador.

  37. Uhmmm…
    O dinheirinho dá cabo do raciocínio… uma espécie de nuvem

    ( O Model 500 leva jeito a fazer uma caricatura daquilo que não interessa nada para a questão …)

    Muita gente a precisar de ler as “cartas a Lucilio” do Seneca.

    Oh! Filipe Moura melhor que muita gente deve conhecer o significado, peso e expressão ” Incomensurabilidade dos Paradimas”. Então para quê estar aqui a confundir “alhos com bugalhos”
    Temos um grande Professor em Portugal – na Universidade de Lisboa – o Franco Alexandre que dá uma cadeira “História e Filosofia das Ciências” ( isto é sem ofensa e nem é um ataque pessoal, conheço-o à dois posts atrás …) Mas que tal um confronto com a sua indiscutível sabedoria científica-empírica com a reflexão sobre o próprio trabalho da ciência. O saber e trabalho desse professor que mencionei faz Maravilhas acredite. Até um ser como eu ( de muito fraco Cv, em comparação e isoladamente) aprende a evitar poças de lama. Você, e apesar de tudo ( Cv), atira-se de mergulho para elas. Vale.

  38. Paradigmas e não paradimas

  39. Filipe Moura says:

    Caro (cara?) “de puta madre”, a sua sábia observação sobre “poças de lama” demonstra que não é o currículo, por muito bom que seja (e o meu, comparado com muitos dos meus pares, nem é por aí além) que dá juízo a um gajo. Respondendo a um comentário seu nesta semana a um texto meu com quatro meses: gostei muito do nome do seu blogue! Cumprimentos.

  40. Ele há coisas extraordinárias.

    O que não tem nada de extraordinário é que um post em que o seu “autor” (entre aspas porque nem isso é) não diz nada de nada, em que nem se percebe se concorda se discorda ou antes pelo contrário, dê nisto.

    O Lidador, tanto quanto se pode ler, deu a sua opinião e, vá-se lá saber porquê, virou para a física.

    Outros comentadores foram tentando dizer coisas sobre o assunto.

    Mas nada disso interessou à trupe: o que interessou foi …. a física; o Luis Rainha, como seria de esperar, pegou logo na deixa, e depois foi sempre a descer a ponto de se puxar de galões e CV’s em quê? Física.

    É de rir, mas sempre ensina a gente que um doutoramento seja no que for não é mais do que um doutoramento seja no que for.

  41. Com um gato ( do Ged Quinn) como imagem de abertura, não posso ser “Caro” sou Cara e por espanholose ( um certo apreço e gratidão por certas coisas da Espanha) uso o nome de “guerra”: d pt mdr, o inverso da expressão portuguesa. Sim. Depois de ler o seu artigo, lá dos fundos, não resisti em dizer-lhe olá.
    ( Ah. A referência ao Prof. Franco Alexandre é mesmo uma coisa sincera, no sentido de que vale a pena perder tempo escutá-lo. É horrivelmente brilhante – até chateia às vezes. Aquelas coisas boas do país que ficam sempre na penumbra… etc). Vale

  42. Lidador says:

    “Qual é a “asneira” que eu estou a sustentar?”

    Caro FM, argumentos de autoridade quando invocados por fanáticos ideológicos, não valem nada. Picasso pintava bem mas defendia Kim Il Sung. Sartre escrevia bem, mas defendia Estaline. Você diz-se doutorado em Física e aparece aqui a defender demagogias pseudo-iluminadas repescadas do mais bacoco trostkysmo.
    A analogia que fiz, de que só há actividade quando há desigualdade, é perfeitamente lógica, tanto na Física como na sociedade. Quando você garante que a igualdade, necessita de trabalho e se refugia na Física, está a asneirar. O equilíbrio termodinâmico decorre a favor do aumento da entropia, Desafio-o a demonstrar o contrário e sim, é verdade que tudo tende para a igualdade, se não houver acção, isto é se não houver energia a ser injectada no sistema. Você meteu os pés e agora atira com Boltzmann, para tentar parecer profundo.
    Ora explique lá em que é que a fórmula de Boltzmann contradiz o que eu digo?
    Você conhece o Teorema de Godell? Sabe qual é o número de Godell de uma variável predicativa?

    Face a isto não diga a ninguém que é doutorado em Física, pelo menos quando quiser torcer os conceitos para vestir as suas tão básicas crendices ideológicas.

    Quanto ao tema da igualdade as suas ideias são primárias.
    Você parece ser daquela elite demagógica, que acha que a pobreza terminará quando terminarem as diferenças económicas que caracterizam o capitalismo.
    Sim, é verdade que nestes países há pobreza e diferenças económicas, mas não se conhece nenhuma sociedade onde não existam. Na realidade são ainda maiores naqueles países que se organizaram de acordo com as receitas dos “iluminados”

    Então pense, carago.
    Não há pobreza se não houver diferenças?
    Então e se todos forem pobres?
    É que, em boa verdade, todos os iluminados que se lançaram à tarefa bem intencionada de eliminar as diferenças “de classe” para acabar com a pobreza, eliminaram de facto as diferenças porque todos ficaram mais pobres.
    Todos?
    Todos não…uma pequena oligarquia ficou imensamente rica.
    Todos iguais, mas uns mais iguais que outros, como os porcos de Orwell.

    Nos países capitalistas é justamente no mecanismo da desigualdade que está a chave do êxito, tornando as sociedades de facto mais justas e equitativas.
    As pessoas não são iguais, e não querem ser iguais, mas sim ser mais, alcançar mais, saber mais, etc.
    É essa luta pelo reconhecimento que as incentiva a dar o seu melhor, embora a esquerda tonta ache que a emulação e a competição são coisas “erradas”, quiçá “capitalistas”, de certeza individualistas.
    Não somos abelhinhas…somos homens…e porque somos como somos é que estamos no topo da cadeia alimentar.

    A sua cosmovisão não me espanta. Uma grande parte do nosso mundo universitário está ainda encafuado no sarcófago do marxismo cultural ou embrenhado nos afunilamentos da especialização.

  43. Lidador says:

    Ah, e não é preciso ser doutorado em Física para entender as leis da Termodinâmica.
    Qualquer aluno do 10º ano as conhece.
    Não vá por aí, meu caro.

  44. As leis da Física explicam a tacanhez dos bloquistas:

    div B = 0

    (a divergência do Bloco é igual a zero.)

  45. Lidador says:

    Ó LO, este FM é bloquista?
    Bem me parecia. A cassete é inconfundível.
    O que me espanta é a facilidade com que esta gente, que assenta a sua cosmovisão sobre ideias velhas de quase 200 anos, e que a História rejeitou clamorosamente, tem a lata de pretender parecer moderna e “progressista” a olhar pelo retrovisor e a cantar “ó tempo volta pra trás”.

    Lata não….blindagem.

  46. Lidador says:

    Caro David Fernandes, obrigado por lançar algum bom-senso para a discussão.
    Esta malta não entende que só puxa dos galões, alguém que não foi capaz de se fazer valer .
    E é uma estupidez.
    É como um tipo que sabe umas coisas de karate, desafiar todos os que lhe passam à frente, sem cuidar que um deles pode ter uma 6.35 no bolso.

  47. c says:

    Quem se propunha lidar, acaba dando marradas no ar…

  48. Sérgio Pinto says:

    Ó LO, este FM é bloquista?
    Bem me parecia. A cassete é inconfundível.

    O rol de asneiras nesta caixa de comentários ainda ia pequeno, e o caro lidador tem uma reputação a defender, certo?

    Isso de dar aulas de física a um doutorado na matéria vai directamente para o top das suas maiores calinadas (e há muito por onde escolher, entre as previsões feitas há 2/3 anos de que a questão da ‘insurgência’ no Iraque se resolveria em meses, a garantia de que os EUA não sofrem qualquer recessão desde há décadas, a garantia de que o Stiglitz recebeu o equivalente ao Nobel em Economia por defender “a ética na globalização”, a certeza de que o mesmíssimo Stiglitz defende a liberalização dos mercados de capitais, a familiariedade com o Orwell, que lhe permite classificá-lo como um “comunista arrependido” cujas obras são unicamente uma crítica aos regimes totalitários de Esquerda and so on).

    Em certo sentido, lidador, faz lembrar a sua mania de querer dar lições de ortografia e depois desatar a adjectivar advérbios, nessa ânsia de “corrijir” (lembra-se?) terceiros.

    Ah, e de caminho, lembro-me de ter visto o Nuno Ramos de Almeida a escrever isto Se não conhecesse a tua feroz oposição ao Bloco… numa caixa de comentários, em resposta ao Filipe Moura. Portanto, lidador, obrigado por fazer notar essa “inconfundibilidade” digna do Gabriel Alves.

    http://5dias.net/2008/04/23/o-divorcio-e-o-codigo-laboral/#comments

  49. [Ó LO, este FM é bloquista?]

    Não sei, fui lá pela pinta. Quase que apostava.

    [Comentário de Sérgio Pinto ]

    Olh’ó Pinto! Anda desaparecido! Apareça lá no Fiel para a gente discutir esses assuntos!

  50. Que grande garreia que por aqui vai …
    Já dizia o Aristóteles:
    “O que nos identifica é a nossa capacidade para sermos diferentes”
    Bonita Igualdade, não é?