O inefável chefe dos laranjinhas portuenses, Marco António Costa, apoia Pedro Passos Coelho. Mas tal não o impediu de ir prestar vassalagem ao soba do Funchal, presenteando-o com a proclamação de que ele «é quem verdadeiramente no partido materializa a visão social-democrata de Sá Carneiro».
Calma. Não se precipitem, que o senhor não quis ofender a memória do fundador/mártir do PPD. Não; o Sá-Carneiro que ele tinha em mente era mesmo o Mário, o poeta. Como é que eu sei? Simples. Semelhante arroubo só pode ter sido inspirado pela memória destes versos:
« Eu queria ser mulher para ter muitos amantes
E enganá-los a todos – mesmo o predilecto -
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes…»
Ou foi isso ou foi da poncha.




clap, clap, clap
genial…
Fantástico. Parabéns.
Nem mais!
Algumas intervenções atribuídas a PSL no DN de hoje são reveladoras não apenas do seu populismo mas da sua táctica rasteira enquanto instrumentos de fazer política. Quando escrevo sobre PSL tenho sempre a percepção da uma personalidade algo bipolar, pela incapacidade de reconhecer que está a mais na política e pela recorrência de se auto valorizar nos feitos e realizações.
Não sou especialista daquele foro. Mas, do que leio, acho que PSL tem um problema qualquer. A sua ideia quase obsessiva de desforra em relação a José Sousa e o sentimento de perseguição quanto a Jorge Sampaio diagnosticam algo de errado. Porque parece não perceber que quem o apeou de chefe do governo foi quem nele não votou. E estando bem presente a forma atabalhoada como leu o discurso da tomada de posse, e que foi o primeiro indício das trapalhadas que se seguiram.
Podia, mas não devo, nem posso, escrever sobre alguns episódios com PSL e que são reveladores da forma como “se benze” no exercício da política. Exijo a mim próprio, para além de me ser imposto, um dever de reserva. E, em boa verdade, não quero, embora me apeteça, faltar ao respeito a PSL, na medida em que tal podia sobrar em meu prejuízo.
Mas PSL já me dá pena, embora não estando ainda bem certo da sua convicção. Porque tenho dúvidas se a auto valorização enquanto “valor” político é mesmo assim. Ou se apenas tenta, desesperadamente, manter-se “vivo”, para garantir que vai conseguir continuar a “andar por aí”. Embora me incline pela segunda possibilidade. Mas, qualquer que seja a hipótese mais provável, se PSL for o Berlusconni português, acho que quem tem um “problema qualquer” sou (também…) eu próprio.
O Marco António, a começar pelo nome de cançonetista, é um estadista.Deixou crescer a barba,olha longe e finge que tem poder próprio.
Como queremos nós que o PSD se endireite?
Excelente! As minhas felicitações.
Francisco Clamote
http://terradosespantos.blogspot.com