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	<title>Comentários em: O mundo de Miranda</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-2/#comment-44817</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 17:04:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44817</guid>
		<description>Caro LR,

Claro que há especulação com os futuros, porque há quem acredite que, daqui por uns tempos, vai conseguir vender as suas posições a ganhar dinheiro com isso. Há especulação porque alguém está disposto a pagar, hoje, para receber no futuro. Se vai ganhar ou perder, só o tempo o dirá. O mesmo se passa com a refinação, que face à necessidade de trasnformar o petróleo em combustível para cobrir a procura, se tornou altamente rentável (na China, são cisntruídas duas refinarias do tamanho de Sines por semana). 

O ponto é que ninguém é capaz de influenciar o preço futuro em seu benefício, seja nos mercados de derivados, seja na refinação, ninguém tem uma posição dominante. O mercado petrolífero, tal como funciona hoje, excluindo o Cartel da OPEP, na produção, vê o seu preço formado por milhões de inputs diários, ninguém tem capacidade de manipular os preços. O que há, sim, são tendências que se acentuam, e que contribuem para a situação actual: dificuldades na distribuição, na refinação, na armazenagem, riscos geopolíticos, factores que, no seu conjunto, acarretam incerteza e risco, pressionando os preços.

O que eu pergunto é: como é que o LR actuaria? Obrigava a GALP a refinar a um preço mais baixo do que é praticado no resto do mundo? Nacionalizava a GALP, agora que ela se tornou numa galinha dos ovos de ouro, para a privatizar novamente, quando tudo regressar ao &quot;normal&quot;? Apreendia os barcos que andam por aí, quando aparcassem nos nossos portos, para passarem a ir buscar petróleo para as nossas refinarias? Proibiam que houvesse gente que aposta nos futuros, com intuitos puramente financeiros, ou apenas para garantir matérias primas no médio prazo, aumentando ainda mais o risco (e, consequentemente, o preço)?

O que eu ainda não percebi, além da mudança de casa, é o que acha o LR que se deve fazer. 

Agradecido,
RAF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR,</p>
<p>Claro que há especulação com os futuros, porque há quem acredite que, daqui por uns tempos, vai conseguir vender as suas posições a ganhar dinheiro com isso. Há especulação porque alguém está disposto a pagar, hoje, para receber no futuro. Se vai ganhar ou perder, só o tempo o dirá. O mesmo se passa com a refinação, que face à necessidade de trasnformar o petróleo em combustível para cobrir a procura, se tornou altamente rentável (na China, são cisntruídas duas refinarias do tamanho de Sines por semana). </p>
<p>O ponto é que ninguém é capaz de influenciar o preço futuro em seu benefício, seja nos mercados de derivados, seja na refinação, ninguém tem uma posição dominante. O mercado petrolífero, tal como funciona hoje, excluindo o Cartel da OPEP, na produção, vê o seu preço formado por milhões de inputs diários, ninguém tem capacidade de manipular os preços. O que há, sim, são tendências que se acentuam, e que contribuem para a situação actual: dificuldades na distribuição, na refinação, na armazenagem, riscos geopolíticos, factores que, no seu conjunto, acarretam incerteza e risco, pressionando os preços.</p>
<p>O que eu pergunto é: como é que o LR actuaria? Obrigava a GALP a refinar a um preço mais baixo do que é praticado no resto do mundo? Nacionalizava a GALP, agora que ela se tornou numa galinha dos ovos de ouro, para a privatizar novamente, quando tudo regressar ao &#8220;normal&#8221;? Apreendia os barcos que andam por aí, quando aparcassem nos nossos portos, para passarem a ir buscar petróleo para as nossas refinarias? Proibiam que houvesse gente que aposta nos futuros, com intuitos puramente financeiros, ou apenas para garantir matérias primas no médio prazo, aumentando ainda mais o risco (e, consequentemente, o preço)?</p>
<p>O que eu ainda não percebi, além da mudança de casa, é o que acha o LR que se deve fazer. </p>
<p>Agradecido,<br />
RAF</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-2/#comment-44805</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 15:54:44 +0000</pubDate>
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		<description>Hmmm... portanto não anda por ai especulação com os futuros. E nada de estranho se passa com os preços de refinação do operador dominante. E não lhe parece que de tantos choques sofrer, este mercado ainda se desintegra? 
Eu, por mim, até já mudei para uma casa com transportes públicos à porta :-)

Mas isto é besides the point. Sendo este que o JM perorou em termos genéricos sobre a inexistência de formação de preços. O que nem sequer a todas as &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; se pode aplicar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hmmm&#8230; portanto não anda por ai especulação com os futuros. E nada de estranho se passa com os preços de refinação do operador dominante. E não lhe parece que de tantos choques sofrer, este mercado ainda se desintegra?<br />
Eu, por mim, até já mudei para uma casa com transportes públicos à porta <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas isto é besides the point. Sendo este que o JM perorou em termos genéricos sobre a inexistência de formação de preços. O que nem sequer a todas as <em>commodities</em> se pode aplicar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-2/#comment-44781</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 11:24:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44781</guid>
		<description>Caro LR,

&quot;RAF,
Ninguém por aqui escreveu que algo &quot;está a falhar&quot;. Apenas que é um absurdo não reconhecer que existe &quot;formação de preços&quot;. Neste e noutros mercados. Quando ao que agora se passa, lamento, mas não vou especular. E você sabe tão bem quanto eu, se não melhor, que o que vemos não são apenas os reflexos do mercado em operação.&quot;

Insisto, é óbvio que o preço se forma no mercado. A questão é: na sua opinião, como “deveria ser a formação dos preços dos combustíveis (…) face ao actual mercado petrolífero”.

É que, tanto quanto me tenho apercebido, só vejo reflexos do mercado na operação. Acontece que o mercado nem sempre nos dá os preços que nós gostamos. 

Vejamos:

Se eu tivesse uma frota de barcos, nesta fase, também cobrava mais pelo transporte, já que há falta de meios de transporte. Se eu tivesse uma refinaria, faria o mesmo. Se eu tivesse uma indústria que depende para funcionar da energia e de combustíveis, e não tivesse capacidade de armazenamento, era capaz de me assegurar no mercado de futuros para que não me faltasse matéria-prima. A especulação tem uma razão de ser, é um fenómeno próprio dos mercados, assente na incerteza/escassez: quem investe tem a espectativa de ver alguém pagar um preço superior. Experimentem especular com areia do deserto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR,</p>
<p>&#8220;RAF,<br />
Ninguém por aqui escreveu que algo &#8220;está a falhar&#8221;. Apenas que é um absurdo não reconhecer que existe &#8220;formação de preços&#8221;. Neste e noutros mercados. Quando ao que agora se passa, lamento, mas não vou especular. E você sabe tão bem quanto eu, se não melhor, que o que vemos não são apenas os reflexos do mercado em operação.&#8221;</p>
<p>Insisto, é óbvio que o preço se forma no mercado. A questão é: na sua opinião, como “deveria ser a formação dos preços dos combustíveis (…) face ao actual mercado petrolífero”.</p>
<p>É que, tanto quanto me tenho apercebido, só vejo reflexos do mercado na operação. Acontece que o mercado nem sempre nos dá os preços que nós gostamos. </p>
<p>Vejamos:</p>
<p>Se eu tivesse uma frota de barcos, nesta fase, também cobrava mais pelo transporte, já que há falta de meios de transporte. Se eu tivesse uma refinaria, faria o mesmo. Se eu tivesse uma indústria que depende para funcionar da energia e de combustíveis, e não tivesse capacidade de armazenamento, era capaz de me assegurar no mercado de futuros para que não me faltasse matéria-prima. A especulação tem uma razão de ser, é um fenómeno próprio dos mercados, assente na incerteza/escassez: quem investe tem a espectativa de ver alguém pagar um preço superior. Experimentem especular com areia do deserto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-2/#comment-44688</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 22:11:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44688</guid>
		<description>RAF,
Ninguém por aqui escreveu que algo &quot;está a falhar&quot;. Apenas que é um absurdo não reconhecer que existe &quot;formação de preços&quot;. Neste e noutros mercados. Quando ao que agora se passa, lamento, mas não vou especular. E você sabe tão bem quanto eu, se não melhor, que o que vemos não são apenas os reflexos do mercado em operação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>RAF,<br />
Ninguém por aqui escreveu que algo &#8220;está a falhar&#8221;. Apenas que é um absurdo não reconhecer que existe &#8220;formação de preços&#8221;. Neste e noutros mercados. Quando ao que agora se passa, lamento, mas não vou especular. E você sabe tão bem quanto eu, se não melhor, que o que vemos não são apenas os reflexos do mercado em operação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44628</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 16:01:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44628</guid>
		<description>Caro Rainha,

A minha pergunta não foi &quot;como gostaria&quot; que o mercado funcionasse, mas, como &quot;deveria ser a formação dos preços dos combustíveis (...) face ao actual mercado petrolífero&quot;.

O que eu gostava de perceber é onde mudavam, além do factor fiscal. Diminuiam à receita da GALP? Na distribuição? Na produção? O que está a falhar na &quot;formação do preço&quot;?

É que, à saida da produção, o petróleo é concorrencial (não há cartelização).  Na distribuição, há forte concorrência. Parece que a concorrência é feroz na produção.

O problema não parece ser, nem falta de petróleo, nem falta de concorrência. Mas dificuldade em distribuir e produzir combustíveis e derivados do petróleo face à procura. Há falta de barcos, de refinarias, de capacidade de armazenamento. Nestas situações, os preços sobem, sobem, sobem, até que estas lacunas sejam ultrapassadas.

Vão obrigar as refinarias a praticar preços não concorrenciais? Vão tabelar os preços do transporte petrolífero? Vão apoiar medidas para diminuir a dependência do petróleo?

Como resolveriam a actual crise? É essa a minha questão. Onde &quot;mexiam&quot;.

Agradecido
RAF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rainha,</p>
<p>A minha pergunta não foi &#8220;como gostaria&#8221; que o mercado funcionasse, mas, como &#8220;deveria ser a formação dos preços dos combustíveis (&#8230;) face ao actual mercado petrolífero&#8221;.</p>
<p>O que eu gostava de perceber é onde mudavam, além do factor fiscal. Diminuiam à receita da GALP? Na distribuição? Na produção? O que está a falhar na &#8220;formação do preço&#8221;?</p>
<p>É que, à saida da produção, o petróleo é concorrencial (não há cartelização).  Na distribuição, há forte concorrência. Parece que a concorrência é feroz na produção.</p>
<p>O problema não parece ser, nem falta de petróleo, nem falta de concorrência. Mas dificuldade em distribuir e produzir combustíveis e derivados do petróleo face à procura. Há falta de barcos, de refinarias, de capacidade de armazenamento. Nestas situações, os preços sobem, sobem, sobem, até que estas lacunas sejam ultrapassadas.</p>
<p>Vão obrigar as refinarias a praticar preços não concorrenciais? Vão tabelar os preços do transporte petrolífero? Vão apoiar medidas para diminuir a dependência do petróleo?</p>
<p>Como resolveriam a actual crise? É essa a minha questão. Onde &#8220;mexiam&#8221;.</p>
<p>Agradecido<br />
RAF</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44616</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 15:29:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44616</guid>
		<description>RAF,
Como eu gostaria que as coisas acontecessem? Que houvesse uma carga fiscal bem menor sobre tais produtos e que verificássemos uma oscilação nos preços muito mais condizente com um mercado mesmo concorrencial: com buscas de conquista de maiores fatias de mercado através de ofertas de preços um pouco mais reduzidos. E que o mercado da refinação não estivesse tão concentrado, já agora.
Mas não devo alongar-me muito sobre o tema, pois tenho como cliente uma empresa do sector.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>RAF,<br />
Como eu gostaria que as coisas acontecessem? Que houvesse uma carga fiscal bem menor sobre tais produtos e que verificássemos uma oscilação nos preços muito mais condizente com um mercado mesmo concorrencial: com buscas de conquista de maiores fatias de mercado através de ofertas de preços um pouco mais reduzidos. E que o mercado da refinação não estivesse tão concentrado, já agora.<br />
Mas não devo alongar-me muito sobre o tema, pois tenho como cliente uma empresa do sector.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44614</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 15:26:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44614</guid>
		<description>Deixe lá os homens de palha e os seus preciosos &quot;ismos&quot; em paz. O que se passa é muito mais simples: você acha que o liberalismo, como o entende o João Miranda, não é uma ideologia. Mas não consegue apresentar um só autor respeitável que apoie essa sua pretensão.
Ninguém disse que qualquer sistema de ideias é uma ideologia. É escusado continuar a martelar essa tecla. E mesmo a “falsificabilidade” é um imperativo para os seguidores do Popper e pouco mais, já agora.
Todos os seguidores de ideologias políticas julgam que  as seguem porque elas “são boas” e “reais”, frutos de meras constatações empíricas. O Marx achava que o socialismo era inevitável; e anda hoje é estudado como brilhante observador da sociedade do seu tempo. Marx sistematizou, melhor do que ninguém até à data, os factos sociais do seu tempo; não partiu de uma qualquer utopia infantil, como você parece acreditar.
De resto, o seu discurso é desconexo e parcelar. Respigando respostas ao calhas: conheço montes de ex-comunistas; o “tipo-ideal” de Weber não é nada do que você descreve; não é necessária, de acordo com qualquer definição de “ideologia” com menos de 100 anos, uma “reificação” ou uma qualquer “utopia” seja de que cariz for. Etc. 

Em resumo, para si, tudo aquilo com que não concorda é ideologia; as suas ideias é que correspondem à realidade. Ora abóboras: você tem jeito e disposição é para militante do PC.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Deixe lá os homens de palha e os seus preciosos &#8220;ismos&#8221; em paz. O que se passa é muito mais simples: você acha que o liberalismo, como o entende o João Miranda, não é uma ideologia. Mas não consegue apresentar um só autor respeitável que apoie essa sua pretensão.<br />
Ninguém disse que qualquer sistema de ideias é uma ideologia. É escusado continuar a martelar essa tecla. E mesmo a “falsificabilidade” é um imperativo para os seguidores do Popper e pouco mais, já agora.<br />
Todos os seguidores de ideologias políticas julgam que  as seguem porque elas “são boas” e “reais”, frutos de meras constatações empíricas. O Marx achava que o socialismo era inevitável; e anda hoje é estudado como brilhante observador da sociedade do seu tempo. Marx sistematizou, melhor do que ninguém até à data, os factos sociais do seu tempo; não partiu de uma qualquer utopia infantil, como você parece acreditar.<br />
De resto, o seu discurso é desconexo e parcelar. Respigando respostas ao calhas: conheço montes de ex-comunistas; o “tipo-ideal” de Weber não é nada do que você descreve; não é necessária, de acordo com qualquer definição de “ideologia” com menos de 100 anos, uma “reificação” ou uma qualquer “utopia” seja de que cariz for. Etc. </p>
<p>Em resumo, para si, tudo aquilo com que não concorda é ideologia; as suas ideias é que correspondem à realidade. Ora abóboras: você tem jeito e disposição é para militante do PC.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44597</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 13:13:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44597</guid>
		<description>Caro LR,
Insisto na minha pergunta:
Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.
Agradecido,
RAF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR,<br />
Insisto na minha pergunta:<br />
Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.<br />
Agradecido,<br />
RAF</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44593</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 12:51:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44593</guid>
		<description>Meu caro, voltamos sempre ao mesmo. Para si, tudo é ideologia. Compreendo que necessite que assim seja. É a técnica do homem  de palha. Descreve o alvo de maneira a que possa ser alvejado pelos seus projécteis.
Mas é inútil. O facto de o LR chamar Chipmunk a um F-16, não implica que o consiga alvejar com a mesma facilidade.
O doublespeak convém-lhe, deixa-o satisfeito consigo mesmo, é útil no seu mundo de ideias, mas ineficaz no mundo real.
Se qq sistema de ideias fosse uma ideologia, então a Física e a Matemática tb o eram.
Mas não são.

São &quot;leis&quot; que resultam da falsificabilidade pelo real. Decorrem do real, e quando não decorrem, têm de o enfrentar mais tarde ou mais cedo.
As práticas liberais são assim. Funcionam e são boas, não funcionam e vão para o lixo.
Não se acha por exemplo que a livre concorrência é a melhor maneira de gerir a escassez porque tal foi revelado por um profeta ou guru, mas porque a experiência assim o tem provado. Não é ideologia, é uma lei que decorre da observação do real.
Concluir que um ambiente liberal é o que melhor permite aos indivíduos prosseguir os seus projectos e desejos e o que menos os limita, não é “ideológico”, é uma constatação empírica. Se quer chamar a isso um projecto, seja então a sociedade liberal aquela cujo projecto é permitir a  cada um porssegui os seus proprios projectos.

Pode-se sofisticar a coisa e considerar o liberalismo como um tipo “ideal” no sentido webberiano…um núcleo de ideias centrais para além das quais se desdobra em várias “espécies” (económico, político, filosófico, etc) e graus.
Não sendo fácil encerrá-lo numa definição, usa-se uma epistemologia que considera que o ser humano é racional e que as entidades colectivas (classes, estatutos, nações, estado, partidos, etc) são constituídas por indivíduos. Ou seja, rejeita o holismo, rejeita a reificação das entidades colectivas, e é isso que marca a sua fundamental distância aos ismos totalitários (comunismo, socialismo nacional e internacional, fascismo, islamismo, etc.)
Que são ideologias, porque imunes aos factos. Veja o caso do comunismo. Para aqueles que o defendem,  a tenebrosa realidade que engendrou não é imputável ao conceito em si, mas ao próprio mundo aos homens, etc,  que não estavam preparados para uma ideia tão bela.
É exactamente o que se passa com a religião. Nenhum crente  colocará em causa a bondade de Deus, mesmo que a Igreja desabe sobre os seus. A crença está para além dos factos.

Quanto ao seu “marxismo mitigado”, e já que estamos em maré de citações, ofereço-lhe esta de Jon Elster:

&quot;Pode-se ser marxista-leninista e inteligente, mas nesse caso não se é intelectualmente honesto. Não faltam marxistas-leninistas sinceros, mas falta-lhes inteligência.&quot;



Back to the basics...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro, voltamos sempre ao mesmo. Para si, tudo é ideologia. Compreendo que necessite que assim seja. É a técnica do homem  de palha. Descreve o alvo de maneira a que possa ser alvejado pelos seus projécteis.<br />
Mas é inútil. O facto de o LR chamar Chipmunk a um F-16, não implica que o consiga alvejar com a mesma facilidade.<br />
O doublespeak convém-lhe, deixa-o satisfeito consigo mesmo, é útil no seu mundo de ideias, mas ineficaz no mundo real.<br />
Se qq sistema de ideias fosse uma ideologia, então a Física e a Matemática tb o eram.<br />
Mas não são.</p>
<p>São &#8220;leis&#8221; que resultam da falsificabilidade pelo real. Decorrem do real, e quando não decorrem, têm de o enfrentar mais tarde ou mais cedo.<br />
As práticas liberais são assim. Funcionam e são boas, não funcionam e vão para o lixo.<br />
Não se acha por exemplo que a livre concorrência é a melhor maneira de gerir a escassez porque tal foi revelado por um profeta ou guru, mas porque a experiência assim o tem provado. Não é ideologia, é uma lei que decorre da observação do real.<br />
Concluir que um ambiente liberal é o que melhor permite aos indivíduos prosseguir os seus projectos e desejos e o que menos os limita, não é “ideológico”, é uma constatação empírica. Se quer chamar a isso um projecto, seja então a sociedade liberal aquela cujo projecto é permitir a  cada um porssegui os seus proprios projectos.</p>
<p>Pode-se sofisticar a coisa e considerar o liberalismo como um tipo “ideal” no sentido webberiano…um núcleo de ideias centrais para além das quais se desdobra em várias “espécies” (económico, político, filosófico, etc) e graus.<br />
Não sendo fácil encerrá-lo numa definição, usa-se uma epistemologia que considera que o ser humano é racional e que as entidades colectivas (classes, estatutos, nações, estado, partidos, etc) são constituídas por indivíduos. Ou seja, rejeita o holismo, rejeita a reificação das entidades colectivas, e é isso que marca a sua fundamental distância aos ismos totalitários (comunismo, socialismo nacional e internacional, fascismo, islamismo, etc.)<br />
Que são ideologias, porque imunes aos factos. Veja o caso do comunismo. Para aqueles que o defendem,  a tenebrosa realidade que engendrou não é imputável ao conceito em si, mas ao próprio mundo aos homens, etc,  que não estavam preparados para uma ideia tão bela.<br />
É exactamente o que se passa com a religião. Nenhum crente  colocará em causa a bondade de Deus, mesmo que a Igreja desabe sobre os seus. A crença está para além dos factos.</p>
<p>Quanto ao seu “marxismo mitigado”, e já que estamos em maré de citações, ofereço-lhe esta de Jon Elster:</p>
<p>&#8220;Pode-se ser marxista-leninista e inteligente, mas nesse caso não se é intelectualmente honesto. Não faltam marxistas-leninistas sinceros, mas falta-lhes inteligência.&#8221;</p>
<p>Back to the basics&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44570</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 10:34:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44570</guid>
		<description>Não brinquemos. Você agarrou-se a uma concepção de ideologia que é limitada e arcaica. Hoje em dia, a singela noção enciclopédica de “colecção organizada de ideias” faz muito mais sentido do que essa sua noção de mundivisão futurista a levar as massas para o Amanhã. Aliás, o Boudon, ao elencar os critérios — bem pensados, diga-se — do Edward Shils, quase parece fazer um retrato robot dos escritos do João Miranda (que é, repito, do que aqui se falava), à exepção do último.
Nem todas as ideologias visam utopias. Mas se você diz que o liberalismo tem subjacente a intenção de “garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo”, está a levá-lo para o campo... da teleologia e da utopia! Tal como fala de “programa” e de “projecto”, a propósito de algo que era suposto ser apenas uma reflexão sobre o mundo, mas que agora já passou, ao que parece, a um “projecto” ou a um “tipo de organização social”. Que confusão!
Atenha-se lá, por favor, ao quadro de critérios que o “seu” Boudon cita: onde é que as prosas do João Miranda não encaixam neles, de forma bem marcada? 
E, de forma mais geral, diga-me porque é que não aceita que o liberalismo é a ideologia dominante do capitalismo, mesmo que não o veja como instrumento de reprodução social?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não brinquemos. Você agarrou-se a uma concepção de ideologia que é limitada e arcaica. Hoje em dia, a singela noção enciclopédica de “colecção organizada de ideias” faz muito mais sentido do que essa sua noção de mundivisão futurista a levar as massas para o Amanhã. Aliás, o Boudon, ao elencar os critérios — bem pensados, diga-se — do Edward Shils, quase parece fazer um retrato robot dos escritos do João Miranda (que é, repito, do que aqui se falava), à exepção do último.<br />
Nem todas as ideologias visam utopias. Mas se você diz que o liberalismo tem subjacente a intenção de “garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo”, está a levá-lo para o campo&#8230; da teleologia e da utopia! Tal como fala de “programa” e de “projecto”, a propósito de algo que era suposto ser apenas uma reflexão sobre o mundo, mas que agora já passou, ao que parece, a um “projecto” ou a um “tipo de organização social”. Que confusão!<br />
Atenha-se lá, por favor, ao quadro de critérios que o “seu” Boudon cita: onde é que as prosas do João Miranda não encaixam neles, de forma bem marcada?<br />
E, de forma mais geral, diga-me porque é que não aceita que o liberalismo é a ideologia dominante do capitalismo, mesmo que não o veja como instrumento de reprodução social?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44559</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 09:27:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44559</guid>
		<description>É espantoso LR. Você lê o mesmo que eu, mas parece incapaz de perceber o que lê, ou melhor, lê por cima, encontra nas coisas significados que não estão lá.
Os critérios que  transcreveu confirmam exactamente que o comunismo, o socialismo, o fascismo, o nacional-socialismo,  o islamismo, etc, são ideologias.  Reificam os colectivos, reinvindicam um projecto colectivo ao qual os indivíduos se devem submeter e aderir.
Não por acaso, todas estas doutrinas têm a mesma génese, partilham o mesmo ADN totalitário, e o inimigo jurado de todas elas é o liberalismo, hoje associado a globalização, mercados, capitalismo, americanos, etc.

O liberalismo não tem um projecto de futuro, isto é, não visa uma utopia.
Mas o facto de não ter escatologia nem utopias mobilizadoras, não impede que seja portador de sentido, principalmente pela ideia simples e forte que lhe está subjacente: garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo.
É só esse o programa e é nítido que é nesse sentido que o mundo tem evoluído.
O &quot;projecto liberal&quot;, é um tipo de organização social cujo projecto é propiciar aos indivíduos a liberdade de prosseguirem os seus projectos.
É por isso que você é livre, neste tipo de sociedade,  de defender as aberrações que defende.
Fazem parte do seu projecto. É livre de o prosseguir até ao ponto em que não ponha em causa a frame onde os outros podem fazer o mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É espantoso LR. Você lê o mesmo que eu, mas parece incapaz de perceber o que lê, ou melhor, lê por cima, encontra nas coisas significados que não estão lá.<br />
Os critérios que  transcreveu confirmam exactamente que o comunismo, o socialismo, o fascismo, o nacional-socialismo,  o islamismo, etc, são ideologias.  Reificam os colectivos, reinvindicam um projecto colectivo ao qual os indivíduos se devem submeter e aderir.<br />
Não por acaso, todas estas doutrinas têm a mesma génese, partilham o mesmo ADN totalitário, e o inimigo jurado de todas elas é o liberalismo, hoje associado a globalização, mercados, capitalismo, americanos, etc.</p>
<p>O liberalismo não tem um projecto de futuro, isto é, não visa uma utopia.<br />
Mas o facto de não ter escatologia nem utopias mobilizadoras, não impede que seja portador de sentido, principalmente pela ideia simples e forte que lhe está subjacente: garantir a autonomia e o bem-estar do indivíduo.<br />
É só esse o programa e é nítido que é nesse sentido que o mundo tem evoluído.<br />
O &#8220;projecto liberal&#8221;, é um tipo de organização social cujo projecto é propiciar aos indivíduos a liberdade de prosseguirem os seus projectos.<br />
É por isso que você é livre, neste tipo de sociedade,  de defender as aberrações que defende.<br />
Fazem parte do seu projecto. É livre de o prosseguir até ao ponto em que não ponha em causa a frame onde os outros podem fazer o mesmo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44484</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 22:30:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44484</guid>
		<description>&lt;i&gt;&quot;diga-me quais são os países com maior qualidade de vida e que tipo de governo tem. Depois compare com o liberalismo.&quot;&lt;/i&gt;

É muito simples. Os 30 ou 40 países mais desenvolvidos do mundo apenas têm em comum 2 ou 3 décadas consecutivas de capitalismo liberal. Com raras excepções, estão todos no topo das listagens dos países mais liberais.

Por exemplo, consultar:

1. Índice de Liberdade Económica:  http://www.heritage.org/index/
2. Human Development Report: http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2007-2008/
3. Economic Freedon of the World: http://www.cato.org/pubs/efw/index.html

O que não é possível é encontrar um único país dos 40 que tiveram a infelicidade de atravessar experiências marxistas recentes no topo de nenhuma lista.

Mas isto é apenas empírico, claro está. Podemos sempre conceber uma realidade alternativa que seja mais gira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;diga-me quais são os países com maior qualidade de vida e que tipo de governo tem. Depois compare com o liberalismo.&#8221;</i></p>
<p>É muito simples. Os 30 ou 40 países mais desenvolvidos do mundo apenas têm em comum 2 ou 3 décadas consecutivas de capitalismo liberal. Com raras excepções, estão todos no topo das listagens dos países mais liberais.</p>
<p>Por exemplo, consultar:</p>
<p>1. Índice de Liberdade Económica:  <a href="http://www.heritage.org/index/" rel="nofollow">http://www.heritage.org/index/</a><br />
2. Human Development Report: <a href="http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2007-2008/" rel="nofollow">http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2007-2008/</a><br />
3. Economic Freedon of the World: <a href="http://www.cato.org/pubs/efw/index.html" rel="nofollow">http://www.cato.org/pubs/efw/index.html</a></p>
<p>O que não é possível é encontrar um único país dos 40 que tiveram a infelicidade de atravessar experiências marxistas recentes no topo de nenhuma lista.</p>
<p>Mas isto é apenas empírico, claro está. Podemos sempre conceber uma realidade alternativa que seja mais gira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44429</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 18:19:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44429</guid>
		<description>Mas se gosta tanto do Boudon, veja quantos destes critérios do Shils, por ele resumidos, não assentam que nem uma luva às teorias do João Miranda:

«Les idéologies se distinguent des autres types de systèmes de croyances par la position qu’elles occupent par rapport à huit critères. Elles se signalent par : le caractère explicite de leur formulation, leur volonté de rassemblement autour d’une croyance positive ou normative particulière, leur volonté de distinction par rapport à d’autres systèmes de croyances passés ou contemporains, leur fermeture à l’innovation, le caractère intolérant de leurs prescriptions, le caractère passionnel de leur promulgation, leur exigence d’adhésion, et, finalement, leur association avec des institutions chargées de renforcer et de réaliser les croyances en question. »</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas se gosta tanto do Boudon, veja quantos destes critérios do Shils, por ele resumidos, não assentam que nem uma luva às teorias do João Miranda:</p>
<p>«Les idéologies se distinguent des autres types de systèmes de croyances par la position qu’elles occupent par rapport à huit critères. Elles se signalent par : le caractère explicite de leur formulation, leur volonté de rassemblement autour d’une croyance positive ou normative particulière, leur volonté de distinction par rapport à d’autres systèmes de croyances passés ou contemporains, leur fermeture à l’innovation, le caractère intolérant de leurs prescriptions, le caractère passionnel de leur promulgation, leur exigence d’adhésion, et, finalement, leur association avec des institutions chargées de renforcer et de réaliser les croyances en question. »</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44426</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 18:13:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44426</guid>
		<description>Hmmm... se a seguir me vai falar de como os intelectuais de esquerda preferem a &quot;ética da convicção&quot; à &quot;ética da funcionalidade&quot;, olhe que também nunca me deu muito para o Weber. E já tenho ali os camaradas à entrada da fábrica, à minha espera.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hmmm&#8230; se a seguir me vai falar de como os intelectuais de esquerda preferem a &#8220;ética da convicção&#8221; à &#8220;ética da funcionalidade&#8221;, olhe que também nunca me deu muito para o Weber. E já tenho ali os camaradas à entrada da fábrica, à minha espera.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44425</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 18:00:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44425</guid>
		<description>Caro LR, agradeço a recomendação de Huntington mas chega com uns anos de atraso.

O seu marxismo &quot;mitigado&quot;, é uma forma patética de recuperar bandeiras que  o  sec XX enterrou na vala comum da História.
Seja feliz com os mortos.
No entretanto deixo-o com  Raymond Boudon, ex-professor da Sorbonne &quot;A tradição liberal tem aos olhos dos seus adversários o inconveniente [...] de não ser una ideologia ou uma religião secular&quot;&quot;

Eu sei que há pessoas que precisam de escatologia. Tendo morto os deuses e os demónios, precisam desesperadamente de uma transcendência que lhes devolva os princípios do mal e do bem.
A sua visão moralista das coisas, demonstra que necessita disso.
Reze</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR, agradeço a recomendação de Huntington mas chega com uns anos de atraso.</p>
<p>O seu marxismo &#8220;mitigado&#8221;, é uma forma patética de recuperar bandeiras que  o  sec XX enterrou na vala comum da História.<br />
Seja feliz com os mortos.<br />
No entretanto deixo-o com  Raymond Boudon, ex-professor da Sorbonne &#8220;A tradição liberal tem aos olhos dos seus adversários o inconveniente [...] de não ser una ideologia ou uma religião secular&#8221;"</p>
<p>Eu sei que há pessoas que precisam de escatologia. Tendo morto os deuses e os demónios, precisam desesperadamente de uma transcendência que lhes devolva os princípios do mal e do bem.<br />
A sua visão moralista das coisas, demonstra que necessita disso.<br />
Reze</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44424</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 18:00:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44424</guid>
		<description>Lidador,
Agora que até nos estávamos a entender, esta mudança de género era escusada...
Mas vamos ter de continuar a conversa amanhã. Está a tocar a sirene para o meu turno na metalúrgica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador,<br />
Agora que até nos estávamos a entender, esta mudança de género era escusada&#8230;<br />
Mas vamos ter de continuar a conversa amanhã. Está a tocar a sirene para o meu turno na metalúrgica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tina</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44423</link>
		<dc:creator>tina</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:54:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44423</guid>
		<description>Aprende-se tanto com o Lidador como se desaprende com este LR. LR comeca por atacar Joao Miranda, e acaba por sair  completamente humilhado. Bem merecido, com os seus constantes ataques pessoais e mesquinhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aprende-se tanto com o Lidador como se desaprende com este LR. LR comeca por atacar Joao Miranda, e acaba por sair  completamente humilhado. Bem merecido, com os seus constantes ataques pessoais e mesquinhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44413</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:16:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44413</guid>
		<description>A bem da verdade, já entendi que na realidade não leu nem Smith nem Marx. E até tenho as minhas dúvidas quanto ao la Fontaine.
Mas sempre tem a seu favor o querer aceder também à minha &quot;intimidade&quot;: parecerei ser operário ou não? E serei mais ou menos &quot;operário&quot; que o Jerónimo?
Se quer que lhe diga, nem marxista sou, nos dias que correm. A não ser talvez de uma forma muito mitigada e diferida, através, por exemplo, do entendimento que um autor como Wallerstein tem da globalização.

Mas voltemos à vaca fria: se acha mesmo que &quot;o liberalismo não é uma ideologia&quot;, seja por que está a jusante dos factos, seja porque Smith não fez previsões, seja porque você nem sabe bem o que é na realidade o liberalismo, leve lá o monociclo e continue a pregar no pátio da instituição que teve a caridade de o acolher.

Nos entrementes, trate de se informar pelo menos um bocadinho. Comece por encontrar definições de &quot;ideologia&quot; com menos de 100 anos. Por exemplo, a de Huntington (autor que seria do seu agrado, se lesse um pouco mais): &quot;a system of ideas concerned with the distribution of political and social values and aquiesced in by a significant social group&quot;. O mesmo autor, aliás, que definiu o liberalismo como a ideologia da burguesia...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A bem da verdade, já entendi que na realidade não leu nem Smith nem Marx. E até tenho as minhas dúvidas quanto ao la Fontaine.<br />
Mas sempre tem a seu favor o querer aceder também à minha &#8220;intimidade&#8221;: parecerei ser operário ou não? E serei mais ou menos &#8220;operário&#8221; que o Jerónimo?<br />
Se quer que lhe diga, nem marxista sou, nos dias que correm. A não ser talvez de uma forma muito mitigada e diferida, através, por exemplo, do entendimento que um autor como Wallerstein tem da globalização.</p>
<p>Mas voltemos à vaca fria: se acha mesmo que &#8220;o liberalismo não é uma ideologia&#8221;, seja por que está a jusante dos factos, seja porque Smith não fez previsões, seja porque você nem sabe bem o que é na realidade o liberalismo, leve lá o monociclo e continue a pregar no pátio da instituição que teve a caridade de o acolher.</p>
<p>Nos entrementes, trate de se informar pelo menos um bocadinho. Comece por encontrar definições de &#8220;ideologia&#8221; com menos de 100 anos. Por exemplo, a de Huntington (autor que seria do seu agrado, se lesse um pouco mais): &#8220;a system of ideas concerned with the distribution of political and social values and aquiesced in by a significant social group&#8221;. O mesmo autor, aliás, que definiu o liberalismo como a ideologia da burguesia&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44412</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:16:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44412</guid>
		<description>Ainda quanto a Marx, apesar da quantidade de tontos que continuam a acender-lhe velas e a verter lágrimas vermelhas em romagens de saudade, o bom do Marx meteu completamente a pata na poça quando, há mais de um século, armado em abelha Maia, lhe deu para profetizar para daí a poucos anitos o fim do capitalismo o qual, como se sabe, ainda aí está para as curvas e sem hérnias discais, pese embora a quantidade de marmanjos que passam a vida a rezar-lhe pela pele e a espetar alfinetes no boneco.

Porém, se um destes dias ressuscitasse o que faria o Karl arrepelar as barbas não seria esse pequeno pormenor de se ter enganado completamente, coisa que acontece a muito boa gente, LR incluido, mas sim verificar que os activistas, revolucionários, deputados e dirigentes do PCP ,do Bloco de Esquerda e de toda a esquerda festiva, além de se amancebarem com a democracia representativa, a &quot;forma de regime própria do capitalismo&quot;, como garantia Marx, não são da classe operária e metem dinheiro no banco , revelando-se portanto incapazes de rejeitar o pequeno capital, e serventuários do grande.
É realmente difícil para um marxista que se preze, manter a linha dura, neste antro de tentações e pecado que o &quot;grande capital&quot; deliberadamente cria para o desviar da virtude.
O LR, por exemplo, não parece ser operário. 
Então?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda quanto a Marx, apesar da quantidade de tontos que continuam a acender-lhe velas e a verter lágrimas vermelhas em romagens de saudade, o bom do Marx meteu completamente a pata na poça quando, há mais de um século, armado em abelha Maia, lhe deu para profetizar para daí a poucos anitos o fim do capitalismo o qual, como se sabe, ainda aí está para as curvas e sem hérnias discais, pese embora a quantidade de marmanjos que passam a vida a rezar-lhe pela pele e a espetar alfinetes no boneco.</p>
<p>Porém, se um destes dias ressuscitasse o que faria o Karl arrepelar as barbas não seria esse pequeno pormenor de se ter enganado completamente, coisa que acontece a muito boa gente, LR incluido, mas sim verificar que os activistas, revolucionários, deputados e dirigentes do PCP ,do Bloco de Esquerda e de toda a esquerda festiva, além de se amancebarem com a democracia representativa, a &#8220;forma de regime própria do capitalismo&#8221;, como garantia Marx, não são da classe operária e metem dinheiro no banco , revelando-se portanto incapazes de rejeitar o pequeno capital, e serventuários do grande.<br />
É realmente difícil para um marxista que se preze, manter a linha dura, neste antro de tentações e pecado que o &#8220;grande capital&#8221; deliberadamente cria para o desviar da virtude.<br />
O LR, por exemplo, não parece ser operário.<br />
Então?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44411</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:09:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44411</guid>
		<description>Caro LR, não lhe pedi que me explicasse a sua vida. Ela não me interessa minimamente, pelo que lhe peço que evite este tipo de conversa íntima.
Quanto ao que eu faço ou deixo de fazer tampouco é da sua conta e nem me passa pela cabeça vir aqui fazer confissões.
Para o que interessa, estamos ambos &quot;desocupados&quot; enquanto escrevemos estas linhas.
Mantenha pois alguma compostura e ponha gelo na sua raiva.

Deu para perceber que o meu caro amigo até soube ler o signficado de &quot;prospectivo&quot;, mas o problema da iliteracia revela-se aqui em toda a sua extensão. Você lê, recita, e logo a seguir diz asneira.
Ó homem de Deus, uma visão prospectiva é um olhar lançado para o futuro. O futuro não existe, a água ainda não chegou lá, está a montante. É uma crença, um projecto, uma fézada.
Se você acha que o marxismo não era uma ideologia prospectiva, então é porque todas aquelas profecias que Marx fez são mitos.
A sociedade sem classes, a última síntese, o fim do capitalismo, etc,etc, afinal é tudo boatos.
Quem diria, hem? As coisas que o LR sabe!
Temos então um Marx historiador e apenas. 
 Fantástico.

Quanto a Adam Smith e à Riqueza das Nações, lamento, mas não leva nada. O escocês limita-se a observar os factos que determinam que umas nações seja ricas e outras pobres. Parte dos factos e se  observa um tipo a partir a cabeça depois de cair da ponte, escreve que &quot;cair da ponte não é saudável&quot;.

O Marx, pelo seu lado, imagina um tipo a cair da ponte, a bater as asas e escreve  que &quot; cair da ponte far-nos-á voar&quot;.

Entende este tipo de linguagem, ou quer alguma fábula de La Fontaine?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR, não lhe pedi que me explicasse a sua vida. Ela não me interessa minimamente, pelo que lhe peço que evite este tipo de conversa íntima.<br />
Quanto ao que eu faço ou deixo de fazer tampouco é da sua conta e nem me passa pela cabeça vir aqui fazer confissões.<br />
Para o que interessa, estamos ambos &#8220;desocupados&#8221; enquanto escrevemos estas linhas.<br />
Mantenha pois alguma compostura e ponha gelo na sua raiva.</p>
<p>Deu para perceber que o meu caro amigo até soube ler o signficado de &#8220;prospectivo&#8221;, mas o problema da iliteracia revela-se aqui em toda a sua extensão. Você lê, recita, e logo a seguir diz asneira.<br />
Ó homem de Deus, uma visão prospectiva é um olhar lançado para o futuro. O futuro não existe, a água ainda não chegou lá, está a montante. É uma crença, um projecto, uma fézada.<br />
Se você acha que o marxismo não era uma ideologia prospectiva, então é porque todas aquelas profecias que Marx fez são mitos.<br />
A sociedade sem classes, a última síntese, o fim do capitalismo, etc,etc, afinal é tudo boatos.<br />
Quem diria, hem? As coisas que o LR sabe!<br />
Temos então um Marx historiador e apenas.<br />
 Fantástico.</p>
<p>Quanto a Adam Smith e à Riqueza das Nações, lamento, mas não leva nada. O escocês limita-se a observar os factos que determinam que umas nações seja ricas e outras pobres. Parte dos factos e se  observa um tipo a partir a cabeça depois de cair da ponte, escreve que &#8220;cair da ponte não é saudável&#8221;.</p>
<p>O Marx, pelo seu lado, imagina um tipo a cair da ponte, a bater as asas e escreve  que &#8221; cair da ponte far-nos-á voar&#8221;.</p>
<p>Entende este tipo de linguagem, ou quer alguma fábula de La Fontaine?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Moreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44410</link>
		<dc:creator>Luis Moreira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:02:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44410</guid>
		<description>O JM acredita (não se sabe porquê) que o mercado deve ter como única razão a maximização dos lucros sejam quais forem as consequências.

E se não for assim não brinca.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O JM acredita (não se sabe porquê) que o mercado deve ter como única razão a maximização dos lucros sejam quais forem as consequências.</p>
<p>E se não for assim não brinca.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44409</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 16:49:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44409</guid>
		<description>E continua sem explicar o que é que a sua bílis de desocupado de fim-de-semana tem a ver com o assunto presente, as ideias do JM.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E continua sem explicar o que é que a sua bílis de desocupado de fim-de-semana tem a ver com o assunto presente, as ideias do JM.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44408</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 16:44:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44408</guid>
		<description>Lidador,
Graças a mim mesmo, não preciso de ir a dicionário algum para saber o que que dizer “empresarial”. Há décadas que vivo do trabalho das minhas empresas. Ao contrário do JM e, aposto sem hesitar, de si.
Mas, já que quer mesmo ir tirar os ácaros ao seu dicionário, vá lá ver o que quer dizer “prospectivo” (“que faz ver adiante”) e se tal pode ser compaginado com “a montante”. Acha que sim? Fixe: quer dizer que navega a olhar para trás, tal como eu imaginaria.
Se acha, por exemplo, que o marxismo foi uma ideologia “elaborada a montante dos factos”, talvez queira partilhar connosco o manancial de sabedoria sociológica que tal disparate apoie e que nos demonstre os erros que Marx fez ao analisar os factos do seu tempo. Boa sorte.
Mas claro que S. Adam Smith tinha de ser diverso. Só porque você acha que sim, mas pronto. 
“We are lead to the belief of a future state, not only by the weaknesses, by the hopes and fears of human nature, but by the noblest and best principles which belong to it,--by the love of virtue, and by the abhorrence of vice and injustice.” Isto não é ideologia? 
Deixo-o a falar sozinho, imaginando diálogos com o seu suposto patrono. Pense, para arrancar, nesta tirada: “Vanity is the foundation of the most ridiculous and contemptible vices--the vices of affectation and common lying.”

Agora, depois e uns minutos de pausa, vejo que nem devia ter respondido ao seu primeiro comentário. Para si, o que os outros pensam é &quot;ideologia&quot;, logo coisa sem bases e &quot;a montante&quot;, ou lá o que é. Aquilo em que você acredita, claro que não se pode confundir com exercícios pueris, logo &quot;parte dos factos &quot;.
O meu filho de 4 anos apresenta-me por vezes &quot;raciocínios&quot; similares. E leva a resposta que lhe devia ter endereçado logo: &quot;sim, sim. Mas agora deixa os crescidos conversar&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador,<br />
Graças a mim mesmo, não preciso de ir a dicionário algum para saber o que que dizer “empresarial”. Há décadas que vivo do trabalho das minhas empresas. Ao contrário do JM e, aposto sem hesitar, de si.<br />
Mas, já que quer mesmo ir tirar os ácaros ao seu dicionário, vá lá ver o que quer dizer “prospectivo” (“que faz ver adiante”) e se tal pode ser compaginado com “a montante”. Acha que sim? Fixe: quer dizer que navega a olhar para trás, tal como eu imaginaria.<br />
Se acha, por exemplo, que o marxismo foi uma ideologia “elaborada a montante dos factos”, talvez queira partilhar connosco o manancial de sabedoria sociológica que tal disparate apoie e que nos demonstre os erros que Marx fez ao analisar os factos do seu tempo. Boa sorte.<br />
Mas claro que S. Adam Smith tinha de ser diverso. Só porque você acha que sim, mas pronto.<br />
“We are lead to the belief of a future state, not only by the weaknesses, by the hopes and fears of human nature, but by the noblest and best principles which belong to it,&#8211;by the love of virtue, and by the abhorrence of vice and injustice.” Isto não é ideologia?<br />
Deixo-o a falar sozinho, imaginando diálogos com o seu suposto patrono. Pense, para arrancar, nesta tirada: “Vanity is the foundation of the most ridiculous and contemptible vices&#8211;the vices of affectation and common lying.”</p>
<p>Agora, depois e uns minutos de pausa, vejo que nem devia ter respondido ao seu primeiro comentário. Para si, o que os outros pensam é &#8220;ideologia&#8221;, logo coisa sem bases e &#8220;a montante&#8221;, ou lá o que é. Aquilo em que você acredita, claro que não se pode confundir com exercícios pueris, logo &#8220;parte dos factos &#8220;.<br />
O meu filho de 4 anos apresenta-me por vezes &#8220;raciocínios&#8221; similares. E leva a resposta que lhe devia ter endereçado logo: &#8220;sim, sim. Mas agora deixa os crescidos conversar&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44405</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 16:19:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44405</guid>
		<description>LR sente-se aqui e acalme-se, homem de Deus. Eu sei que pretende parecer um tipo com imenso espírito, mas assim não vai lá e está a deixar uma péssima imagem aos seus leitores.
Ficar de cabeça perdida e atirar-se a mim  nesses propósitos, sem compostura de olhos arregalados e  ébrio de ódio, não o ajuda nada.
E tropeçar e rojar-se pelo chão, com sucessivas bacoradas, também é lastimável.
Vamos lá, sossegue e respire fundo. Conte até 200, limpe a ranhoca, vá.
Eu sei que tem a vaidade em carne viva, sente-se ridículo e humilhado, é natural.
É humano até!
Muito bem! Agora ouça.

Foi o LR que trouxe Adam Smith à discussão,lembra-se? Se não leu o que o homem escreveu, ou se leu e baralhou tudo, que culpa eu tenho disso?
Se não queria falar dele, porque falou dele?
Ora francamente.
A Riqueza das Nações não é o Das Kapital, meu caro. Lê-se bastante bem e com os pés assentes no chão.

“como é que essa tais &quot;prospectivas do mundo&quot; operam &quot;a montante&quot;? Isso não é uma enorme contradição?”

Lá está, o LR a lançar perdigotos. 
Vejamos, aqui este seu amigo escreveu “visões prospectivas do mundo” e tenho a certeza absoluta que até o LR será capaz de, com algum esforço, descobrir o significado preciso de “visão”, no sentido empresarial e “prospectiva”. Depois do lanche vá ao dicionário e terá uma epifania.
A montante, é antes de, meu caro.
A montante  dos factos é antes dos factos.  A jusante dos factos é depois dos factos.
Como as barragens, está a entender.
É por isso que a ideologia em que o meu caro amigo  estrebucha, foi elaborada a montante dos factos. E a sua defesa após os factos é à revelia deles, uma vez que estes a declaram errada.
Adam Smith, pelo contrário, parte dos factos . 
É a jusante…a água onde bebe escorreu pelos factos, tem o seu sabor.
O LR não. O LR acha que há malvasia na foz do rio.  Está a montante. Mas acredita.
Fé!
Ideologia…religião, imunidade aos factos, crença cega no “mundo melhor”.
Chore aqui no meu ombro, limpe-se e vá-se.
Acostume-se a ser repreendido. Estude. Eduque o espírito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LR sente-se aqui e acalme-se, homem de Deus. Eu sei que pretende parecer um tipo com imenso espírito, mas assim não vai lá e está a deixar uma péssima imagem aos seus leitores.<br />
Ficar de cabeça perdida e atirar-se a mim  nesses propósitos, sem compostura de olhos arregalados e  ébrio de ódio, não o ajuda nada.<br />
E tropeçar e rojar-se pelo chão, com sucessivas bacoradas, também é lastimável.<br />
Vamos lá, sossegue e respire fundo. Conte até 200, limpe a ranhoca, vá.<br />
Eu sei que tem a vaidade em carne viva, sente-se ridículo e humilhado, é natural.<br />
É humano até!<br />
Muito bem! Agora ouça.</p>
<p>Foi o LR que trouxe Adam Smith à discussão,lembra-se? Se não leu o que o homem escreveu, ou se leu e baralhou tudo, que culpa eu tenho disso?<br />
Se não queria falar dele, porque falou dele?<br />
Ora francamente.<br />
A Riqueza das Nações não é o Das Kapital, meu caro. Lê-se bastante bem e com os pés assentes no chão.</p>
<p>“como é que essa tais &#8220;prospectivas do mundo&#8221; operam &#8220;a montante&#8221;? Isso não é uma enorme contradição?”</p>
<p>Lá está, o LR a lançar perdigotos.<br />
Vejamos, aqui este seu amigo escreveu “visões prospectivas do mundo” e tenho a certeza absoluta que até o LR será capaz de, com algum esforço, descobrir o significado preciso de “visão”, no sentido empresarial e “prospectiva”. Depois do lanche vá ao dicionário e terá uma epifania.<br />
A montante, é antes de, meu caro.<br />
A montante  dos factos é antes dos factos.  A jusante dos factos é depois dos factos.<br />
Como as barragens, está a entender.<br />
É por isso que a ideologia em que o meu caro amigo  estrebucha, foi elaborada a montante dos factos. E a sua defesa após os factos é à revelia deles, uma vez que estes a declaram errada.<br />
Adam Smith, pelo contrário, parte dos factos .<br />
É a jusante…a água onde bebe escorreu pelos factos, tem o seu sabor.<br />
O LR não. O LR acha que há malvasia na foz do rio.  Está a montante. Mas acredita.<br />
Fé!<br />
Ideologia…religião, imunidade aos factos, crença cega no “mundo melhor”.<br />
Chore aqui no meu ombro, limpe-se e vá-se.<br />
Acostume-se a ser repreendido. Estude. Eduque o espírito.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44399</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 15:53:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44399</guid>
		<description>Mas, já agora, o que tem a sua ignorância do pensamento de Adam Smith, dos revolucionários liberais, de Charles de Secondat, etc., tem a ver com o que aqui originalmente se discutia: as ideias do João Miranda?
E se não entende mesmo as diferenças entre religião e ideologia, recomendo-lhe, para sua segurança, que não saia sozinho do mosteiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, já agora, o que tem a sua ignorância do pensamento de Adam Smith, dos revolucionários liberais, de Charles de Secondat, etc., tem a ver com o que aqui originalmente se discutia: as ideias do João Miranda?<br />
E se não entende mesmo as diferenças entre religião e ideologia, recomendo-lhe, para sua segurança, que não saia sozinho do mosteiro.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44397</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 15:46:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44397</guid>
		<description>Só assim de repente, ainda antes de terminar o lanche, como é que essas tais &quot;prospectivas do mundo&quot; operam &quot;a montante&quot;? Isso não é uma enorme contradição?
Eu sei que prometi não rir muito, mas... não sei se consigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só assim de repente, ainda antes de terminar o lanche, como é que essas tais &#8220;prospectivas do mundo&#8221; operam &#8220;a montante&#8221;? Isso não é uma enorme contradição?<br />
Eu sei que prometi não rir muito, mas&#8230; não sei se consigo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuspirit</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44395</link>
		<dc:creator>Nuspirit</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 15:30:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44395</guid>
		<description>O preço da gasolina em Portugal é Faria de Oliveira que o define. Ele procede da seguinte forma:

1-Pergunta ao funcionário encarregado em acompanhar a evolução dos preços no mercado de Amesterdão qual foi o preço médio semanal.
2- Em posse desse preço adiciona-lhe mais 4 cêntimos, e já está. Até podiam ser 8 cêntimos, mas dava muito nas vistas.
3-Depois na distribuição existe um pacto de cavalheiros de não agressão, o mesmo é dizer mais 4 centimos.

Ou seja,  se as coisas funcionassem como il faut , a gasolina  estaria mais barata uns míseros 10 centimos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O preço da gasolina em Portugal é Faria de Oliveira que o define. Ele procede da seguinte forma:</p>
<p>1-Pergunta ao funcionário encarregado em acompanhar a evolução dos preços no mercado de Amesterdão qual foi o preço médio semanal.<br />
2- Em posse desse preço adiciona-lhe mais 4 cêntimos, e já está. Até podiam ser 8 cêntimos, mas dava muito nas vistas.<br />
3-Depois na distribuição existe um pacto de cavalheiros de não agressão, o mesmo é dizer mais 4 centimos.</p>
<p>Ou seja,  se as coisas funcionassem como il faut , a gasolina  estaria mais barata uns míseros 10 centimos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44394</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 15:27:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44394</guid>
		<description>Caro RAF, eu não respondo pelos &quot;senhores&quot;, só por mim.
As nacionalizações da produção (todos os grandes exportadores são hoje empresas nacionais) levaram naturalmente à cartelização político-económica e à paulatina diminuição da produção, por obsolescência tecnológica. Veja o caso de Venezuala cuja produção tem vindo a diminuir de ano para ano, desde que o estado nacionalizou a indústria.
O RAF diz que não há falta de petróleo, mas isso é apenas uma convicção. Na realidade ninguém sabe o que se está de facto a produzir e se se está a produzir à capacidade máxima. o cartel não divulga os dados.

A componente geopolítica é tb muito importante porque os grandes produtores alimentam ( há quem diga que de propósito) a belicosidade anti-ocidental, porque lhes convém. De resto notará que sempre que o mercado começa a equilibrar, o Irão, a Rússia, e a Venezuela tiram qq coisa da cartola, ne que seja verbal,  para criar uma percepção de instabilidade. A reacção da procura é imediata.

O preço do combustível em si, não é &quot;caro&quot; e a matéria-prima tem uma importância algo marginal. Na estrutura de preços o factor mais determinante é a fiscalidade.
Se se pretender baixar o preço, no imediato, o melhor caminho é a baixa da fiscalidade. Claro que isso fará aumentar a procura e por aí adiante.
Se se pretende onerar a procura para viabilizar outras alternativas energéticas ou para fazer face a externalidades, então a carga fiscal faz sentido. 
Mas desconfio que não é por isso. É tão só uma maneira fácil de ir ao baú do contribuinte.

Ou seja, no contexto actual os preços são formados de forma artificial e os grandes intervenientes são estados que, tanto do lado da oferta como da procura, condicionam e distorcem  a livre concorrência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro RAF, eu não respondo pelos &#8220;senhores&#8221;, só por mim.<br />
As nacionalizações da produção (todos os grandes exportadores são hoje empresas nacionais) levaram naturalmente à cartelização político-económica e à paulatina diminuição da produção, por obsolescência tecnológica. Veja o caso de Venezuala cuja produção tem vindo a diminuir de ano para ano, desde que o estado nacionalizou a indústria.<br />
O RAF diz que não há falta de petróleo, mas isso é apenas uma convicção. Na realidade ninguém sabe o que se está de facto a produzir e se se está a produzir à capacidade máxima. o cartel não divulga os dados.</p>
<p>A componente geopolítica é tb muito importante porque os grandes produtores alimentam ( há quem diga que de propósito) a belicosidade anti-ocidental, porque lhes convém. De resto notará que sempre que o mercado começa a equilibrar, o Irão, a Rússia, e a Venezuela tiram qq coisa da cartola, ne que seja verbal,  para criar uma percepção de instabilidade. A reacção da procura é imediata.</p>
<p>O preço do combustível em si, não é &#8220;caro&#8221; e a matéria-prima tem uma importância algo marginal. Na estrutura de preços o factor mais determinante é a fiscalidade.<br />
Se se pretender baixar o preço, no imediato, o melhor caminho é a baixa da fiscalidade. Claro que isso fará aumentar a procura e por aí adiante.<br />
Se se pretende onerar a procura para viabilizar outras alternativas energéticas ou para fazer face a externalidades, então a carga fiscal faz sentido.<br />
Mas desconfio que não é por isso. É tão só uma maneira fácil de ir ao baú do contribuinte.</p>
<p>Ou seja, no contexto actual os preços são formados de forma artificial e os grandes intervenientes são estados que, tanto do lado da oferta como da procura, condicionam e distorcem  a livre concorrência.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44387</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 14:41:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44387</guid>
		<description>Caro Lidador,

1. Não há falta de matéria-prima, no caso actual do petróleo. O problema está que o petróleo teve um preço baixo durante anos, o que não incentivou investimentos a) na refinação; b) nos transportes, c) na mitigação de certos riscos geopolíticos.; d) na armazenagem. É nestes quatros pontos que há limitações que fazem disparar os preços.

2. O factor fiscal é relevante em Portugal; mas não o é em muitos países do mundo. É uma parte do problema.

Mas a sua questão não resolve o problema. Como é que os senhores acham que &quot;formam&quot; activamente o preço, no actual contexto?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lidador,</p>
<p>1. Não há falta de matéria-prima, no caso actual do petróleo. O problema está que o petróleo teve um preço baixo durante anos, o que não incentivou investimentos a) na refinação; b) nos transportes, c) na mitigação de certos riscos geopolíticos.; d) na armazenagem. É nestes quatros pontos que há limitações que fazem disparar os preços.</p>
<p>2. O factor fiscal é relevante em Portugal; mas não o é em muitos países do mundo. É uma parte do problema.</p>
<p>Mas a sua questão não resolve o problema. Como é que os senhores acham que &#8220;formam&#8221; activamente o preço, no actual contexto?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44381</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 14:07:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44381</guid>
		<description>&quot;Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.&quot;

1.Livre oferta de matéria-prima  (não é, porque as empresas nacionalizadas dominam hoje a oferta e cartelizam-se. Como efeito perverso a paulatina degenerescência tecnológica e das estruturas, que leva ao declínio da produção)

2-Fim da intervenção estatal no lado da procura (imposição de uma carga fiscal absurda, apenas para alimentar a burocracia estatal)

É só!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.&#8221;</p>
<p>1.Livre oferta de matéria-prima  (não é, porque as empresas nacionalizadas dominam hoje a oferta e cartelizam-se. Como efeito perverso a paulatina degenerescência tecnológica e das estruturas, que leva ao declínio da produção)</p>
<p>2-Fim da intervenção estatal no lado da procura (imposição de uma carga fiscal absurda, apenas para alimentar a burocracia estatal)</p>
<p>É só!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44378</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 13:37:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44378</guid>
		<description>Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostava de saber como deveria ser a formação dos preços dos combustíveis, na opinião aqui da malta, face ao actual mercado petrolífero.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44366</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 12:09:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44366</guid>
		<description>Caro LR, se quiser mesmo tentar o sarcasmo, tem de fazer melhor do que esta a patéticazinha  tentativa. Há um curso de escrita criativa na Nova, este Verão, com o Rui Zink. 
Inscreva-se!


O liberalismo não é uma ideologia mas apenas uma sistematização práticas que resultam. São empíricas. A sua sistematização resulta da experiência observada.
Por seu lado, o socialismo , o fascismo, o nazismo, o comunismo, etc, essas sim, são ideologias, visões prospectivas do mundo, construídas à priori, a montante e à revelia dos factos. São intrinsecamente falsas, procuram adaptar o ser humano a si próprias, em vez de o aceitarem como é.

Projectam um futuro e agem em função, não do que é, mas do que acreditam que deve ser, ou terá de ser.
Como uma religião, afinal. Para uns é o Céu que está no cone de visão, para outros é a &quot;sociedade perfeita&quot; ou a &quot;sociedade sem classes&quot;, ou a patacoada que cada marmelo, não desfazendo, tem na sua abóbora.

No &quot;Triunfo dos Porcos&quot; era a Montanha de Açúcar.
Releia. Eric Blair punha as coisas com grande clareza e, ao contrário do LR, escrevia de forma agradável e criativa.
Basicamente é isto, caro</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LR, se quiser mesmo tentar o sarcasmo, tem de fazer melhor do que esta a patéticazinha  tentativa. Há um curso de escrita criativa na Nova, este Verão, com o Rui Zink.<br />
Inscreva-se!</p>
<p>O liberalismo não é uma ideologia mas apenas uma sistematização práticas que resultam. São empíricas. A sua sistematização resulta da experiência observada.<br />
Por seu lado, o socialismo , o fascismo, o nazismo, o comunismo, etc, essas sim, são ideologias, visões prospectivas do mundo, construídas à priori, a montante e à revelia dos factos. São intrinsecamente falsas, procuram adaptar o ser humano a si próprias, em vez de o aceitarem como é.</p>
<p>Projectam um futuro e agem em função, não do que é, mas do que acreditam que deve ser, ou terá de ser.<br />
Como uma religião, afinal. Para uns é o Céu que está no cone de visão, para outros é a &#8220;sociedade perfeita&#8221; ou a &#8220;sociedade sem classes&#8221;, ou a patacoada que cada marmelo, não desfazendo, tem na sua abóbora.</p>
<p>No &#8220;Triunfo dos Porcos&#8221; era a Montanha de Açúcar.<br />
Releia. Eric Blair punha as coisas com grande clareza e, ao contrário do LR, escrevia de forma agradável e criativa.<br />
Basicamente é isto, caro</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44360</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 11:41:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44360</guid>
		<description>Gostava de saber qual é a sua definição de &quot;ideologia&quot;, Lidador. Revele-a que prometo não me rir muito, por patusca que ela seja. A prova que não entendeu nada do que se falava vem na sua frase &quot;O mercado é um instrumento&quot;; compare com as ideias do João Miranda, que é esse o tema aqui, e pense um pouco. Se depois desse exercício não estiver esgotado, siga a sugestão do comentador acima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostava de saber qual é a sua definição de &#8220;ideologia&#8221;, Lidador. Revele-a que prometo não me rir muito, por patusca que ela seja. A prova que não entendeu nada do que se falava vem na sua frase &#8220;O mercado é um instrumento&#8221;; compare com as ideias do João Miranda, que é esse o tema aqui, e pense um pouco. Se depois desse exercício não estiver esgotado, siga a sugestão do comentador acima.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: google</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44352</link>
		<dc:creator>google</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 11:05:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44352</guid>
		<description>&quot;Adam Smith não produziu ideologia. Limitou-se a constatar que havia países mais ricos que outros e procurau descobrir as razões &quot;

diga-me quais são os países com maior qualidade de vida e que tipo de governo tem. Depois compare com o liberalismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Adam Smith não produziu ideologia. Limitou-se a constatar que havia países mais ricos que outros e procurau descobrir as razões &#8221;</p>
<p>diga-me quais são os países com maior qualidade de vida e que tipo de governo tem. Depois compare com o liberalismo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44349</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 10:43:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44349</guid>
		<description>O LR, como sempre, argumenta contra homens de palha que ele próprio define.
A sua  caricatura do mercado e de Adam Smith é uma asneira primária.
Não há mercado sem estado capaz de assegurar determinadas tarefas que o próprio Adam Smith e outros, elencaram. O estado liberal existe, tem funções, é um Estado de Direito. Baseia-se em direitos-de (liberdades), iguais para todos e que o próprio estado não pode violar, mas apenas regular e garantir. O Estado não pode é crescer ao  ponto de comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.
Isso apenas produz pobreza, como a teoria previa e a prática provou.
Igualdade, talvez, mas igualdade na miséria.

Adam Smith não produziu ideologia. Limitou-se a constatar que havia países mais ricos que outros e procurau descobrir as razões . As conclusões a que chegou não são  dogmas, mas hipóteses interpretativas que respeitam os factos que efectivamente ocorreram.
A verdade é que as práticas liberais têm resultado razoavelmente bem e se é verdade que o mercado não proporciona igualdade nem a perfeição dos amanhãs que cantam (nem a isso aspira), as ideologias que o contestam, veiculadas pelos LR deste mundo, muito menos o fazem, bem pelo contrário.
E comparar a perfeição da “coisa em si” que não existe com o que existe, é pura desonestidade. O real fica sempre a perder….
Há religiões que prometem coisas melhores.
O mercado é um instrumento,  nãouma escatologia. Não tem uma visão mítica e conspiratória do mundo, é apenas racional e pragmático, o que o desvaloriza aos olhos de quem necessita de uma religião, nem que seja secular.

O liberalismo e o mercado são pois os piores sistemas, à excepção de todos os outros.


Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam, mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O LR, como sempre, argumenta contra homens de palha que ele próprio define.<br />
A sua  caricatura do mercado e de Adam Smith é uma asneira primária.<br />
Não há mercado sem estado capaz de assegurar determinadas tarefas que o próprio Adam Smith e outros, elencaram. O estado liberal existe, tem funções, é um Estado de Direito. Baseia-se em direitos-de (liberdades), iguais para todos e que o próprio estado não pode violar, mas apenas regular e garantir. O Estado não pode é crescer ao  ponto de comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.<br />
Isso apenas produz pobreza, como a teoria previa e a prática provou.<br />
Igualdade, talvez, mas igualdade na miséria.</p>
<p>Adam Smith não produziu ideologia. Limitou-se a constatar que havia países mais ricos que outros e procurau descobrir as razões . As conclusões a que chegou não são  dogmas, mas hipóteses interpretativas que respeitam os factos que efectivamente ocorreram.<br />
A verdade é que as práticas liberais têm resultado razoavelmente bem e se é verdade que o mercado não proporciona igualdade nem a perfeição dos amanhãs que cantam (nem a isso aspira), as ideologias que o contestam, veiculadas pelos LR deste mundo, muito menos o fazem, bem pelo contrário.<br />
E comparar a perfeição da “coisa em si” que não existe com o que existe, é pura desonestidade. O real fica sempre a perder….<br />
Há religiões que prometem coisas melhores.<br />
O mercado é um instrumento,  nãouma escatologia. Não tem uma visão mítica e conspiratória do mundo, é apenas racional e pragmático, o que o desvaloriza aos olhos de quem necessita de uma religião, nem que seja secular.</p>
<p>O liberalismo e o mercado são pois os piores sistemas, à excepção de todos os outros.</p>
<p>Estas mentes prodigiosas, capazes de encornar o Manifesto Comunista de cor e salteado, ainda não entenderam, apesar de toda a informação disponível, que a alternativa à democracia liberal e à economia de mercado, não é o regresso ao passado para rebobinar os Amanhãs que Cantavam, mas sim mais democracia, mais liberalismo e mais mercado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44252</link>
		<dc:creator>p</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 20:17:33 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A palavra a mais no seu comentário é “dedicado”. &quot;

Pois, mas a palavra não é minha; eu limitei-me a transcrevê-la, como poderá verificar lendo o seu próprio post.

&quot;A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre; sem um intuito voluntário neste sentido e sem qualquer desejo de fazer o “bem”. &quot;

Não sei se alguma vez leu Adam Smith, mas a teoria smithiana não é isto. Muito menos há em Smith algo de simplístico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A palavra a mais no seu comentário é “dedicado”. &#8221;</p>
<p>Pois, mas a palavra não é minha; eu limitei-me a transcrevê-la, como poderá verificar lendo o seu próprio post.</p>
<p>&#8220;A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre; sem um intuito voluntário neste sentido e sem qualquer desejo de fazer o “bem”. &#8221;</p>
<p>Não sei se alguma vez leu Adam Smith, mas a teoria smithiana não é isto. Muito menos há em Smith algo de simplístico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: google</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44167</link>
		<dc:creator>google</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2008 09:25:44 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que se o miranda defendesse coerentemente o mercado livre tinha de defender também a cartelização, a especulação e outros fenómenos típicos de um mercado selvagem que tem como único fito o lucro mais imediato possível. Talvez a sua relutância seja a assumpção de que as coisas não estão a correr bem. Claro que para quem tem aquela fé extremista no mercado os argumentos começam a estafar-se e tornam-se apenas doutrina. Faz-me lembrar a apresentação de resultados no 1984, em que as coisas corriam cada vez melhor</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que se o miranda defendesse coerentemente o mercado livre tinha de defender também a cartelização, a especulação e outros fenómenos típicos de um mercado selvagem que tem como único fito o lucro mais imediato possível. Talvez a sua relutância seja a assumpção de que as coisas não estão a correr bem. Claro que para quem tem aquela fé extremista no mercado os argumentos começam a estafar-se e tornam-se apenas doutrina. Faz-me lembrar a apresentação de resultados no 1984, em que as coisas corriam cada vez melhor</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Coelho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44102</link>
		<dc:creator>Coelho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 23:52:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44102</guid>
		<description>No que a JM diz respeito, já passei a fase de lhe achar piada. É que, ao fim de algum tempo, aquele liberalismo dogmático/ortodoxo/estalinista começa a enfastiar...
Pode ser que lhe aconteça o que por vezes sucede a algumas piadas e lá para enésima repetição volte a ter graça. Mas neste momento não consigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No que a JM diz respeito, já passei a fase de lhe achar piada. É que, ao fim de algum tempo, aquele liberalismo dogmático/ortodoxo/estalinista começa a enfastiar&#8230;<br />
Pode ser que lhe aconteça o que por vezes sucede a algumas piadas e lá para enésima repetição volte a ter graça. Mas neste momento não consigo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44100</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 23:50:36 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;&quot;A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre;&quot;&lt;/i&gt;

As coisas que a gente aprende com o Luís Rainha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre;&#8221;</i></p>
<p>As coisas que a gente aprende com o Luís Rainha.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: toni</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44082</link>
		<dc:creator>toni</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 22:09:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44082</guid>
		<description>um texto tao grande para conteudo nenhum.
argumentos nulos.
é disto que é feita a esquerda portuguesa, de atrasados mentais.
ECONOMIA NAO É SENSO COMUM.
e continuo a dizer, nao existe mao invisivel nos mercados actuais.
alias, a mao é bem visivel.
chama-se estado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>um texto tao grande para conteudo nenhum.<br />
argumentos nulos.<br />
é disto que é feita a esquerda portuguesa, de atrasados mentais.<br />
ECONOMIA NAO É SENSO COMUM.<br />
e continuo a dizer, nao existe mao invisivel nos mercados actuais.<br />
alias, a mao é bem visivel.<br />
chama-se estado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ferro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44072</link>
		<dc:creator>ferro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 21:14:33 +0000</pubDate>
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		<description>este miranda é um prato. Como qualquer liberal saltita alegremente como lhe convém entre &quot;o mercado é livre e funciona maravilhosamente&quot; e &quot;o mercado está viciado e não funciona por causa do estado&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>este miranda é um prato. Como qualquer liberal saltita alegremente como lhe convém entre &#8220;o mercado é livre e funciona maravilhosamente&#8221; e &#8220;o mercado está viciado e não funciona por causa do estado&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44068</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 21:10:48 +0000</pubDate>
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		<description>p,
A palavra a mais no seu comentário é &quot;dedicado&quot;. A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre; sem um intuito voluntário neste sentido e sem qualquer desejo de fazer o &quot;bem&quot;. Parece-me, enquanto leitor episódico mas atento do JM, que é esta a concepção dele, embora tingida por algum cinismo ocasional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>p,<br />
A palavra a mais no seu comentário é &#8220;dedicado&#8221;. A teoria smithiana leva a que tudo corra pelo melhor para empresas, sociedades e indivíduos quando o mercado tem rédea livre; sem um intuito voluntário neste sentido e sem qualquer desejo de fazer o &#8220;bem&#8221;. Parece-me, enquanto leitor episódico mas atento do JM, que é esta a concepção dele, embora tingida por algum cinismo ocasional.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: p</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44052</link>
		<dc:creator>p</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:54:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44052</guid>
		<description>&quot;&quot;Não; para o João Miranda, a economia actual do mundo em que vivemos já se regula apenas em função da pura e límpida afirmação de um mercado involuntária e inevitavelmente dedicado ao bem comum&quot;&quot;

Eu leio muito do que o JM escreve e julgo que ele pensa precisamente o contrário: a de que a economia mundial está demasiado longe de estar fundada num mercado livre. E tenho a certeza que ele não julga que o mercado (o existente ou um ideal) esteja dedicado ao bem comum. Aliás, nunca percebi que o JM admitisse a existência de um bem comum.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8221;Não; para o João Miranda, a economia actual do mundo em que vivemos já se regula apenas em função da pura e límpida afirmação de um mercado involuntária e inevitavelmente dedicado ao bem comum&#8221;"</p>
<p>Eu leio muito do que o JM escreve e julgo que ele pensa precisamente o contrário: a de que a economia mundial está demasiado longe de estar fundada num mercado livre. E tenho a certeza que ele não julga que o mercado (o existente ou um ideal) esteja dedicado ao bem comum. Aliás, nunca percebi que o JM admitisse a existência de um bem comum.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44046</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:25:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44046</guid>
		<description>jcd,
Não linkei nada no post. Limitei-me a acrescentar a um comentário um mero exemplo. Quanto a isso das octanas, lamento, mas o post original do João Miranda é genérico: «Anda montes de gente a falar em “formação de preços”. Lamento, mas isso não existe. Gostava de saber em que universidades é que esta gente aprende a determinar preços de mercado a partir de teorias de “formação de preços”. » 
Aliás, ele nem respondeu a um comentador que lhe retorquiu, logo no 6º comentário, bem à letra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jcd,<br />
Não linkei nada no post. Limitei-me a acrescentar a um comentário um mero exemplo. Quanto a isso das octanas, lamento, mas o post original do João Miranda é genérico: «Anda montes de gente a falar em “formação de preços”. Lamento, mas isso não existe. Gostava de saber em que universidades é que esta gente aprende a determinar preços de mercado a partir de teorias de “formação de preços”. »<br />
Aliás, ele nem respondeu a um comentador que lhe retorquiu, logo no 6º comentário, bem à letra.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44040</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 18:53:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44040</guid>
		<description>O Luis Rainha, vai à net, arranjou uns links e ficou todo feliz. E logo foi buscar o link de uma estratégia de pricing. Uau. Aquilo tem muito que se lhe diga. Tem muitos passos, muitas alíneas, muitas técnicas acanadas em &#039;ing&#039;. Excelente. 

Experimente agora ler por alto o texto que linkou (é o primeiro do google quando se pesquisa por pricing strategy) e aplique-o à gasolina sem chumbo 95 octanas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Luis Rainha, vai à net, arranjou uns links e ficou todo feliz. E logo foi buscar o link de uma estratégia de pricing. Uau. Aquilo tem muito que se lhe diga. Tem muitos passos, muitas alíneas, muitas técnicas acanadas em &#8216;ing&#8217;. Excelente. </p>
<p>Experimente agora ler por alto o texto que linkou (é o primeiro do google quando se pesquisa por pricing strategy) e aplique-o à gasolina sem chumbo 95 octanas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44030</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:52:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44030</guid>
		<description>De facto pricing é um bocado mais complexo. Pricing também ajuda a definir qual o preço a que se deve colocar um produto no mercado. Mas no caso em apreço, mercado dos combustíveis, onde a Galp quanto mais refinasse mais vendia,  não precisa do pricing para nada. Mas o que é que os consumidores têm a ver com essas estratégias das empresas? Não se está a confundir tudo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto pricing é um bocado mais complexo. Pricing também ajuda a definir qual o preço a que se deve colocar um produto no mercado. Mas no caso em apreço, mercado dos combustíveis, onde a Galp quanto mais refinasse mais vendia,  não precisa do pricing para nada. Mas o que é que os consumidores têm a ver com essas estratégias das empresas? Não se está a confundir tudo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: j</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44029</link>
		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:36:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44029</guid>
		<description>Deixem-se de paleio &quot;intelectual&quot;...
O Luís Rainha tem razão (e anda com uma pedalada a escrever que deve andar movido com o combustível da sonda que hoje aterra em Marte).
Se não lhe querem chamar &quot;cartel&quot; que lhe chamem outra treta qualquer.
Agora, que é estranho que subam todos quase à mesma hora e no mesmo dia e que o mercado não tem preços diferenciados é uma evidência. E isso é o quê...!?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Deixem-se de paleio &#8220;intelectual&#8221;&#8230;<br />
O Luís Rainha tem razão (e anda com uma pedalada a escrever que deve andar movido com o combustível da sonda que hoje aterra em Marte).<br />
Se não lhe querem chamar &#8220;cartel&#8221; que lhe chamem outra treta qualquer.<br />
Agora, que é estranho que subam todos quase à mesma hora e no mesmo dia e que o mercado não tem preços diferenciados é uma evidência. E isso é o quê&#8230;!?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44028</link>
		<dc:creator>miguel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:35:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44028</guid>
		<description>A propósito do Joao Miranda, dos &quot;mercados&quot; e do petroleo...
Espero que os analistas comentem profundamente este testemunho.
Aconteceu há 3 dias...

http://hsgac.senate.gov/public/_files/052008Masters.pdf</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do Joao Miranda, dos &#8220;mercados&#8221; e do petroleo&#8230;<br />
Espero que os analistas comentem profundamente este testemunho.<br />
Aconteceu há 3 dias&#8230;</p>
<p><a href="http://hsgac.senate.gov/public/_files/052008Masters.pdf" rel="nofollow">http://hsgac.senate.gov/public/_files/052008Masters.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44027</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:27:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44027</guid>
		<description>Não, Model. O &lt;em&gt;pricing&lt;/em&gt; é &lt;a href=&quot;http://www.netmba.com/marketing/pricing/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;bem mais complexo&lt;/a&gt; do que isso. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Model. O <em>pricing</em> é <a href="http://www.netmba.com/marketing/pricing/" rel="nofollow">bem mais complexo</a> do que isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44026</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:24:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44026</guid>
		<description>&quot;Ou, pegando na coisa pelo seu oposto, que há um cartel que não deseja abusar, preferindo ganhar qb, sem atrair a má-vontade do governo, e atenção dos reguladores e a rejeição em massa dos consumidores&quot;

Correctissimo. È justamente para aí que me inclino. O meu comentário era provocador, já se vê!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ou, pegando na coisa pelo seu oposto, que há um cartel que não deseja abusar, preferindo ganhar qb, sem atrair a má-vontade do governo, e atenção dos reguladores e a rejeição em massa dos consumidores&#8221;</p>
<p>Correctissimo. È justamente para aí que me inclino. O meu comentário era provocador, já se vê!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44023</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:18:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44023</guid>
		<description>Ou, pegando na coisa pelo seu oposto, que há um cartel que não deseja abusar, preferindo ganhar qb, sem atrair a má-vontade do governo, e atenção dos reguladores e a rejeição em massa dos consumidores...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou, pegando na coisa pelo seu oposto, que há um cartel que não deseja abusar, preferindo ganhar qb, sem atrair a má-vontade do governo, e atenção dos reguladores e a rejeição em massa dos consumidores&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44022</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:18:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44022</guid>
		<description>João Miranda tem razão: o preço de venda não resulta de uma formula mágica ( pricing?). O pricing ensina a calcular os custos, mas nada diz qual deve ser o preço de mercado. Ou melhor, até diz: deve ser o confronto da oferta e procura a determinar o preço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Miranda tem razão: o preço de venda não resulta de uma formula mágica ( pricing?). O pricing ensina a calcular os custos, mas nada diz qual deve ser o preço de mercado. Ou melhor, até diz: deve ser o confronto da oferta e procura a determinar o preço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Model 500</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44016</link>
		<dc:creator>Model 500</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:07:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44016</guid>
		<description>Para mim que nem economista amador sou, o facto dos aumentos dos combustíveis em Portugal se terem quedado abaixo da média europeia, também me parece que é um bom indicio de que não há cartel algum. Ou então, se há, é um cartel, como dizer, incompetente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim que nem economista amador sou, o facto dos aumentos dos combustíveis em Portugal se terem quedado abaixo da média europeia, também me parece que é um bom indicio de que não há cartel algum. Ou então, se há, é um cartel, como dizer, incompetente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Fontela</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/23/o-mundo-de-miranda/comment-page-1/#comment-44013</link>
		<dc:creator>Pedro Fontela</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 17:01:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=3141#comment-44013</guid>
		<description>É que é mesmo isso sem tirar nem por Luís Rainha :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É que é mesmo isso sem tirar nem por Luís Rainha <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
