Petróleo a 100 dólares? Alarmistas!

“Visto isto, por que somos tantas vezes confrontados por teses alarmistas como a possibilidade do preço do barril do petróleo a 100 dólares? A explicação mais natural é o estas previsões serem espalhadas por quem se baseia em conceitos ideológicos e visa fins políticos.” Conspiradores poderosos, estes que ultrapassaram as suas alarmistas metas com a maior das facilidades, em menos de ano e meio. 100 dólares? Era bom.
André Abrantes Amaral, o sábio especialista que tais garantias escreveu no início de 2007, tinha todas as soluções, prontas a partilhar com as massas: “Os teóricos do ‘Peak Oil’ falham por não tomarem em linha de conta os avanços tecnológicos que apenas as sociedades liberais são capazes de prover. Da mesma forma, não compreendem o papel benéfico que é a subida dos preços. De forma muito simples, quando um produto fica mais caro, mais vale investir na sua produção. Com o investimento, aumenta-se a oferta e os preços descem. Simples. Tão simples que só quem pensa em termos da lei do Estado o não percebe.”
E nestas três singelas penadas se remeteu o Pico de Hubert para a jaula dos mitos urbanos esquerdóides, onde já apodrecem aldrabices célebres como o aquecimento global ou a ideia de que a invasão do Iraque foi injustificada.

Hoje, quando os preços do petróleo permanecem em contínuo contango (adoro esta expressão) e  os receios de uma crise de proporções bíblicas se avolumam, que dirão os nossos amigos liberais? Que a culpa é da intervenção estatal, do multiculturalismo ou do BE?

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