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	<title>Comentários em: Falta fazer</title>
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		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43313</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 21:56:50 +0000</pubDate>
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		<description>Pronto, não doeu, diz o Rui Tavares, tão fácil como arrancar um dente! Sim... mas é que o dente, parece-me, não estava cariado...

Se o objectivo era ter &quot;ortografia comum&quot; para deixar de haver &quot;desculpas para não ensinar a terceira língua mais falada do Ocidente&quot; nas muitas universidades onde até agora pelos vistos, por causa de umas quantas consoantes mudas, nos encafuavam com o departamento de espanhol, então por que é que continuamos com grafias diferentes?... Para que é que serve afinal o acordo? 

E olhe que não tenho nada contra as supostas cedências ao português do Brasil, nem sofro de nacionalismos bacocos dessa ou doutra estirpe. Acho pelo contrário que devíamos deixar-nos do nacionalismo bacoco de temermos sermos deixados para trás, e de tentativas avulsas de regulamentação, e aceitar que o português é uma língua generosa, falada por portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, timorenses e outros luso-falantes que não se deixam ofuscar por umas quantas diferenças, nem de grafia nem de vocabulário. Um idioma aberto, grande, adulto - assim como o inglês ou o espanhol, que não vivem obcecados com a ditadura do &quot;uma língua, um corrector ortográfico no Word&quot;, e nem por isso se desenrascam pior no mundo académico e restantes salões planetários. 

Já que diz que foi em tempos contra o acordo - e de forma saudosa até, como o ex-fumador que mantém a simpatia pelos ainda viciados na ilusão da nicotina, coitados -, esclareça-nos: o que é que o fez mudar de ideias? A sério que gostava de perceber por que razão um libertário de esquerda defende este acordo. Sem qualquer ironia, curiosidade apenas, e vontade de acreditar que este acordo há-de ter servido para alguma coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto, não doeu, diz o Rui Tavares, tão fácil como arrancar um dente! Sim&#8230; mas é que o dente, parece-me, não estava cariado&#8230;</p>
<p>Se o objectivo era ter &#8220;ortografia comum&#8221; para deixar de haver &#8220;desculpas para não ensinar a terceira língua mais falada do Ocidente&#8221; nas muitas universidades onde até agora pelos vistos, por causa de umas quantas consoantes mudas, nos encafuavam com o departamento de espanhol, então por que é que continuamos com grafias diferentes?&#8230; Para que é que serve afinal o acordo? </p>
<p>E olhe que não tenho nada contra as supostas cedências ao português do Brasil, nem sofro de nacionalismos bacocos dessa ou doutra estirpe. Acho pelo contrário que devíamos deixar-nos do nacionalismo bacoco de temermos sermos deixados para trás, e de tentativas avulsas de regulamentação, e aceitar que o português é uma língua generosa, falada por portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, timorenses e outros luso-falantes que não se deixam ofuscar por umas quantas diferenças, nem de grafia nem de vocabulário. Um idioma aberto, grande, adulto &#8211; assim como o inglês ou o espanhol, que não vivem obcecados com a ditadura do &#8220;uma língua, um corrector ortográfico no Word&#8221;, e nem por isso se desenrascam pior no mundo académico e restantes salões planetários. </p>
<p>Já que diz que foi em tempos contra o acordo &#8211; e de forma saudosa até, como o ex-fumador que mantém a simpatia pelos ainda viciados na ilusão da nicotina, coitados -, esclareça-nos: o que é que o fez mudar de ideias? A sério que gostava de perceber por que razão um libertário de esquerda defende este acordo. Sem qualquer ironia, curiosidade apenas, e vontade de acreditar que este acordo há-de ter servido para alguma coisa.</p>
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		<title>Por: Dorean Paxorales</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43297</link>
		<dc:creator>Dorean Paxorales</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 19:56:48 +0000</pubDate>
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		<description>Bis!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bis!</p>
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	<item>
		<title>Por: RAF</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43214</link>
		<dc:creator>RAF</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 15:02:30 +0000</pubDate>
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		<description>Em Angola, &quot;quimbundo&quot; escreve-se kimbundo.
Tuasakidila,
RAF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em Angola, &#8220;quimbundo&#8221; escreve-se kimbundo.<br />
Tuasakidila,<br />
RAF</p>
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	<item>
		<title>Por: Partial</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43204</link>
		<dc:creator>Partial</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 14:20:44 +0000</pubDate>
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		<description>Num assunto que NÃO parece ser consensual, aliás, como se depreende.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Num assunto que NÃO parece ser consensual, aliás, como se depreende.</p>
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	<item>
		<title>Por: Partial</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43203</link>
		<dc:creator>Partial</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 14:16:31 +0000</pubDate>
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		<description>Não só está tudo na mesma como já se nota a falada expansão do português:  há notícias de que em Londres, Washington e Paris se treme de puro pavor:  línguas arcaicas, inglês e o francês têm os dias contados, diz-se. As grandes revistas científicas internacionais, impressionadas com o reaccionarismo da &quot;science&quot; anglo-saxã e francesa ou alemã, já decidiram adoptar o português &quot;co-gerido&quot; (sic) pelos povos. Oxford, Cambridge, Heifelberg, a Sorbonne, Harvard, onde ainda se escreve &quot;action&quot; e &quot;factual&quot;, se usa o &quot;ph&quot; e outras coisas arcaicas pensam em adoptar o português emancipado: temem, aliás, que a  pujança da investigação ciêntifica e humanística luso-brasileira, até aqui oprimida pelas duplas consoantes, as lance para o limbo das coisas passadas. Por essas capitais e universidades há comissões de sábios cabisbaixos para tentarem descobrir como a ortografia portuguesa evolui tanto e a deles, pobres países se mantém praticamente na mesma há séculos. Há quem diga que isso se deve ao analfabetismo e ao subdesenvolvimento, à existência de milhões de analfabetos (40 milhões no Brasil, não compreendem um bilhete simples) e à fome. E das democracias a condizer, como se viu pela quase unanimidade da assembleia da república, num assunto que me parece ser consesual (por sermos estúpidos, claro está).
Em Portugal, os deputados cumpriram o seu dever e não se perturbaram com  o &quot;povo&quot; nem com manifestos assinados por alguns intelectuais portugueses, desde Vitorino Magalhães Godinho, colega menor do autor do post, ou Eduardo Lourenço, outra besta ou ainda alguns escritores, intelectuais e figuras menores da cultura lusa que nada fizeram por ela, caso de Álvaro Siza Vieira (um conhecidos saudosista e reaccionário), António Lobo Antunes, Manuel Alegre (ui, este!), João Cutileiro, Miguel Sousa Tavares, Carlos Pinto Coelho, Joaquim Letria, Pedro Tamen, Gastão Cruz, Luísa Costa Gomes, Teolinda Gersão, Isabel da Nóbrega, Luísa Dacosta, José Gil, José de Guimarães, Fernando Echevarria, João Lobo Antunes, João Bénard da Costa, Maria de Fátima Bonifácio, António Barreto, Manuel Villaverde Cabral, Maria Filomena Mónica e Matilde Sousa Franco. 
Enfim, uns estúpidos reacças e saudosistas que não percebem os interesses superiores que são tão evidentes para Rui Tavares. 
Se eles soubessem história! Então os resultados dos anteriores acordos não estão à vista?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não só está tudo na mesma como já se nota a falada expansão do português:  há notícias de que em Londres, Washington e Paris se treme de puro pavor:  línguas arcaicas, inglês e o francês têm os dias contados, diz-se. As grandes revistas científicas internacionais, impressionadas com o reaccionarismo da &#8220;science&#8221; anglo-saxã e francesa ou alemã, já decidiram adoptar o português &#8220;co-gerido&#8221; (sic) pelos povos. Oxford, Cambridge, Heifelberg, a Sorbonne, Harvard, onde ainda se escreve &#8220;action&#8221; e &#8220;factual&#8221;, se usa o &#8220;ph&#8221; e outras coisas arcaicas pensam em adoptar o português emancipado: temem, aliás, que a  pujança da investigação ciêntifica e humanística luso-brasileira, até aqui oprimida pelas duplas consoantes, as lance para o limbo das coisas passadas. Por essas capitais e universidades há comissões de sábios cabisbaixos para tentarem descobrir como a ortografia portuguesa evolui tanto e a deles, pobres países se mantém praticamente na mesma há séculos. Há quem diga que isso se deve ao analfabetismo e ao subdesenvolvimento, à existência de milhões de analfabetos (40 milhões no Brasil, não compreendem um bilhete simples) e à fome. E das democracias a condizer, como se viu pela quase unanimidade da assembleia da república, num assunto que me parece ser consesual (por sermos estúpidos, claro está).<br />
Em Portugal, os deputados cumpriram o seu dever e não se perturbaram com  o &#8220;povo&#8221; nem com manifestos assinados por alguns intelectuais portugueses, desde Vitorino Magalhães Godinho, colega menor do autor do post, ou Eduardo Lourenço, outra besta ou ainda alguns escritores, intelectuais e figuras menores da cultura lusa que nada fizeram por ela, caso de Álvaro Siza Vieira (um conhecidos saudosista e reaccionário), António Lobo Antunes, Manuel Alegre (ui, este!), João Cutileiro, Miguel Sousa Tavares, Carlos Pinto Coelho, Joaquim Letria, Pedro Tamen, Gastão Cruz, Luísa Costa Gomes, Teolinda Gersão, Isabel da Nóbrega, Luísa Dacosta, José Gil, José de Guimarães, Fernando Echevarria, João Lobo Antunes, João Bénard da Costa, Maria de Fátima Bonifácio, António Barreto, Manuel Villaverde Cabral, Maria Filomena Mónica e Matilde Sousa Franco.<br />
Enfim, uns estúpidos reacças e saudosistas que não percebem os interesses superiores que são tão evidentes para Rui Tavares.<br />
Se eles soubessem história! Então os resultados dos anteriores acordos não estão à vista?</p>
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	<item>
		<title>Por: l.rodrigues</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43058</link>
		<dc:creator>l.rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 00:59:16 +0000</pubDate>
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		<description>Este assunto divide-me um pouco. Sou contra e a favor pela mesma razão: a irrelevância. 
Daqui a uns anos vai estar-se a fazer outro, porque as linguas seguem cada uma o seu caminho. Até um dia em que os brasileiros falem uma coisa que já não se pode chamar português, e nessa altura continuaremos a ser menos que eles, e tudo isto foi um pouco em vão... mas entreteve uns quantos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este assunto divide-me um pouco. Sou contra e a favor pela mesma razão: a irrelevância.<br />
Daqui a uns anos vai estar-se a fazer outro, porque as linguas seguem cada uma o seu caminho. Até um dia em que os brasileiros falem uma coisa que já não se pode chamar português, e nessa altura continuaremos a ser menos que eles, e tudo isto foi um pouco em vão&#8230; mas entreteve uns quantos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: dsm</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/19/falta-fazer/comment-page-1/#comment-43053</link>
		<dc:creator>dsm</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 00:05:33 +0000</pubDate>
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		<description>Gerontografias

A turma, os velhos jarretas
têm os jornais por tetas
e entretêm-se a atirar
a tudo aquilo que mexe

Já não a têm p’ra brincar...
(ou melhor: inda lá está,
mas coitada já não cresce)

Agora, vejam vocês,
firme o guê-guê de gagá,
deu-lhes p’rá queda dos pês

Foi raio que os atingiu
(só desgraças, só desgraças...)
Foi a pátria que sumiu
(só caganças, só caganças...)
Foi o chão que se abriu
(só desgraças, só desgraças...
Foi a língua que faliu
(só caganças, só caganças...

e a uta que os ariu!)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gerontografias</p>
<p>A turma, os velhos jarretas<br />
têm os jornais por tetas<br />
e entretêm-se a atirar<br />
a tudo aquilo que mexe</p>
<p>Já não a têm p’ra brincar&#8230;<br />
(ou melhor: inda lá está,<br />
mas coitada já não cresce)</p>
<p>Agora, vejam vocês,<br />
firme o guê-guê de gagá,<br />
deu-lhes p’rá queda dos pês</p>
<p>Foi raio que os atingiu<br />
(só desgraças, só desgraças&#8230;)<br />
Foi a pátria que sumiu<br />
(só caganças, só caganças&#8230;)<br />
Foi o chão que se abriu<br />
(só desgraças, só desgraças&#8230;<br />
Foi a língua que faliu<br />
(só caganças, só caganças&#8230;</p>
<p>e a uta que os ariu!)</p>
]]></content:encoded>
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