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	<title>Comentários em: o que há num nome?</title>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-43354</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 00:44:32 +0000</pubDate>
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		<description>Paula Telo Alves, Obrigado pela resposta inteligente, lúcida e frontal. A sério mesmo. 
Como diz é vício de jurista, porém estou farto de ver as &quot;coi(au)sas&quot; perderem-se (ou ganharem-se) no processo e ganharem-se (ou perderem-se) na doutrina que desconfio sinceramente da verborreia legislativa. Note que, ao contrário da maioria dos juristas, eu acho que as leis devem mudar sempre que a sociedade assim o exija. Devm mudar sempre que necessário e quanto mais melhor. É dessa forma que se exerce a democracia. O problema do legislador é que quando as coisas falham começa a especificar a especificar em vez de alterar o tronco, ou seja, revogar a lei antiga e fazer uma nova. A especificidade só abre caminho à argúcia dos adbogados que de uma forma ou de outra irão encontrar buracos nesse excesso de regulamentação como decerto sabe. 
Quando falo de nos vendermos barato falo de vendermos liberdade em troca de regulamentação. Lembra-se de Thomas Hobbes que dizia que o contrato social implicava a entrega da soberania e da liberdade? Feitas as devidas adaptações poderemos vir a ter aqui algo de parecido. Note bem. O que temos hoje? Temos ou não temos liberdade de amar e fazer sexo como muito bem entendermos? Vivemos ou não num dos países mais liberais no que respeita ao sexo. No actual quadro normativo só sexo não consensual é proíbido (sendo que se entende que os menosres não têm capacidade para consensualizar (se é que esta palavra existe). Há alguns anos na minha universidade fez-se um estudo sobre as leis sexuais no mundo inteiro e (se bem me lembro) portugal era um dos países mais liberais do mundo. Tudo é permitido. Em quase todo o resto do mundo há proibições mirambolantes. Ora se hoje temos esta liberdade toda também é verdade que temos descriminação. Não me encontro em posição de dizer se há ou não descriminação pois só quem está na pele do discriminado o poderá dizer, concedo. Mas admitindo que há discriminação, pergunto; Que tipo de descriminação? A que está sob a alçada do direito? Contratos que não se cumprem? Prisões arbitrárias? Quais são os interesses tutelados pelo direito que não estão a ser cumpridos? Há a questão do casamento mas a essa já lá vou. Mas sendo assim ... ao colocarmos o amor e o sexo sob a alçada da lei estamos a trocar liberdade por regulamentação. Em minha opinião é um péssimo negócio. Já reparou que toda a doutrina sobre o casamento nunca fala de amor? Já li muitos milhares de páginas sobre dto de família (um tema que me interessa de sobremaneira) e nunca li uma única palavra sobre o amor. Uff! Ainda bem! O amor é demasiado para caber nos códigos. Esta é talvez muito mais uma questão jurídica do que social (?) (Vício de jurista?)
Isto já vai longo para um comentário a um post, mas como prometi faltava a questão do casamento entre pessoas de sexos não diferentes. Se o direito regular essa matéria dando resposta às questões patrimoniais de TODAS as pessoas que têm uma economia comum e uma comunhão de vida e a união de duas famílias. Está tudo regulado sem ser necessário falar de sexo ou de amor. E preservou-se o bem da liberdade. Perdoe-me a extensão mas gostei (sinceramente) da sua resposta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Telo Alves, Obrigado pela resposta inteligente, lúcida e frontal. A sério mesmo.<br />
Como diz é vício de jurista, porém estou farto de ver as &#8220;coi(au)sas&#8221; perderem-se (ou ganharem-se) no processo e ganharem-se (ou perderem-se) na doutrina que desconfio sinceramente da verborreia legislativa. Note que, ao contrário da maioria dos juristas, eu acho que as leis devem mudar sempre que a sociedade assim o exija. Devm mudar sempre que necessário e quanto mais melhor. É dessa forma que se exerce a democracia. O problema do legislador é que quando as coisas falham começa a especificar a especificar em vez de alterar o tronco, ou seja, revogar a lei antiga e fazer uma nova. A especificidade só abre caminho à argúcia dos adbogados que de uma forma ou de outra irão encontrar buracos nesse excesso de regulamentação como decerto sabe.<br />
Quando falo de nos vendermos barato falo de vendermos liberdade em troca de regulamentação. Lembra-se de Thomas Hobbes que dizia que o contrato social implicava a entrega da soberania e da liberdade? Feitas as devidas adaptações poderemos vir a ter aqui algo de parecido. Note bem. O que temos hoje? Temos ou não temos liberdade de amar e fazer sexo como muito bem entendermos? Vivemos ou não num dos países mais liberais no que respeita ao sexo. No actual quadro normativo só sexo não consensual é proíbido (sendo que se entende que os menosres não têm capacidade para consensualizar (se é que esta palavra existe). Há alguns anos na minha universidade fez-se um estudo sobre as leis sexuais no mundo inteiro e (se bem me lembro) portugal era um dos países mais liberais do mundo. Tudo é permitido. Em quase todo o resto do mundo há proibições mirambolantes. Ora se hoje temos esta liberdade toda também é verdade que temos descriminação. Não me encontro em posição de dizer se há ou não descriminação pois só quem está na pele do discriminado o poderá dizer, concedo. Mas admitindo que há discriminação, pergunto; Que tipo de descriminação? A que está sob a alçada do direito? Contratos que não se cumprem? Prisões arbitrárias? Quais são os interesses tutelados pelo direito que não estão a ser cumpridos? Há a questão do casamento mas a essa já lá vou. Mas sendo assim &#8230; ao colocarmos o amor e o sexo sob a alçada da lei estamos a trocar liberdade por regulamentação. Em minha opinião é um péssimo negócio. Já reparou que toda a doutrina sobre o casamento nunca fala de amor? Já li muitos milhares de páginas sobre dto de família (um tema que me interessa de sobremaneira) e nunca li uma única palavra sobre o amor. Uff! Ainda bem! O amor é demasiado para caber nos códigos. Esta é talvez muito mais uma questão jurídica do que social (?) (Vício de jurista?)<br />
Isto já vai longo para um comentário a um post, mas como prometi faltava a questão do casamento entre pessoas de sexos não diferentes. Se o direito regular essa matéria dando resposta às questões patrimoniais de TODAS as pessoas que têm uma economia comum e uma comunhão de vida e a união de duas famílias. Está tudo regulado sem ser necessário falar de sexo ou de amor. E preservou-se o bem da liberdade. Perdoe-me a extensão mas gostei (sinceramente) da sua resposta.</p>
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		<title>Por: De Puta Madre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-43287</link>
		<dc:creator>De Puta Madre</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 19:21:07 +0000</pubDate>
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		<description>As alíneas: a) e b) e c) ainda que encapotadas pela airosa burka da hipocrisia, do machismo da barba feita e perfume cultural a rodos, do mediavalismos das boas famílias, coutadas e conclaves da estirpe: é mais que atmosfera saturada neste irrespirável Portugal.

( Jaime Roriz há muitos charcos lamacentos, muitos mesmos, não sejamos ingénuos com a água da piscina cuja translucidez não pode ser maculada pelos insectos e folhas de árvore ... ... 20 séc. não são suficientes para mudar o que quer que seja ... nascemos todos iguaizinhos, geração após geração, e assim continuará a ser. E das sobras do que fazemos e pensamos, há o que é bem aproveitado e o que se desperdiça. E às vezes apetece-nos mesmo ter um planeta privado. Vale)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As alíneas: a) e b) e c) ainda que encapotadas pela airosa burka da hipocrisia, do machismo da barba feita e perfume cultural a rodos, do mediavalismos das boas famílias, coutadas e conclaves da estirpe: é mais que atmosfera saturada neste irrespirável Portugal.</p>
<p>( Jaime Roriz há muitos charcos lamacentos, muitos mesmos, não sejamos ingénuos com a água da piscina cuja translucidez não pode ser maculada pelos insectos e folhas de árvore &#8230; &#8230; 20 séc. não são suficientes para mudar o que quer que seja &#8230; nascemos todos iguaizinhos, geração após geração, e assim continuará a ser. E das sobras do que fazemos e pensamos, há o que é bem aproveitado e o que se desperdiça. E às vezes apetece-nos mesmo ter um planeta privado. Vale)</p>
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		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-43284</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 19:05:12 +0000</pubDate>
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		<description>Jaime, claro que tem o direito de raciocinar como entender (mesmo sem que tal esteja regulamentado) e de dizer dos gregos tudo o que bem lhe aprouver ;-)

Tem certamente alguma razão quando diz que compararmo-nos com outras civilizações não é talvez o mais avisado em sede de argumentação. Mas repare que quando falei nos gregos não o fiz como argumento único e cabal para considerar a homossexualidade uma orientação natural, mas apenas como uma entre outras pistas dadas pela ciência, a história e a sociologia. Por isso é que me pareceu descabido vir bater nos gregos, se o objectivo era rebater o facto de a homossexualidade ser uma orientação tão legítima como a heterossexualidade ou tão digna de respeito como esta - coisa de que o jaime, pelo que diz, não duvida.

Como nos deixaram a falar sozinhos, deixe-me ainda dizer-lhe que o que realmente me irritou em alguns comentários seus foi a impressão (correcta ou não) de que o jaime prefere um bom princípio natural a comprometer a &quot;pureza&quot; destes em códigos e regulamentos, i.é., prefere as teorias &amp; teses à prática (vício de jurista, e olhe que lhe fala uma &quot;reformada&quot; com conhecimento de causa). Ora a &quot;evidência&quot; dos princípios não é tão evidente como ao jaime lhe parece, como se prova pelo facto de a homossexualidade ainda ser crime em 1982, como explicava a Fernanda Câncio - razão que justificaria só por si o aditamento ao art. 13 da CRP (em 2004, salvo erro) da referência à orientação sexual. Idem para a igualdade entre raças ou outras &quot;evidências&quot; que estão longe de ser assim tão evidentes.    

Não vejo nada de errado em plasmar princípios fundamentais na Constituição, sobretudo quando se prova que não estão ainda tão enraizados quanto seria desejável - digamos que a semente parece que não pegou em 70% da terra arável, mais coisa menos coisa. E estabelecer que não se pode discriminar alguém por causa da orientação sexual não é obviamente meter o bedelho no que as pessoas podem ou não fazer, mas garantir que podem fazê-lo sem serem perseguidas ou discriminadas por isso.

A hiper-regulamentação irrita-me quase tanto como ao jaime, mas daí a deduzir que o Direito, todo o Direito, devia manter-se imaculado &amp; etéreo para não nos &quot;vendermos barato&quot;... E vendermos barato o quê (a alegada pureza dos princípios?), e a quem ou a quê? Às exigências práticas, suponho que quis dizer - como assegurar a igualdade entre os homens, por exemplo, e combater a discriminação?... 

Resumindo, eu prefiro que os princípios desçam lá de cima dos pedestais das teorias filosóficas ou jurídicas, mesmo que na viagem comprometam a pureza com que são guardados num qualquer compêndio bafiento. É que lá em cima, no ar rarefeito das teorias, não servem mesmo para nada.

Um bom resto de dia para si.   

P.S. Já lhe tinha respondido hoje a tarde, mas o envio falhou. Se por acaso vir dois comentários semelhantes (o anterior ligeiramente menos prolixo), não estranhe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jaime, claro que tem o direito de raciocinar como entender (mesmo sem que tal esteja regulamentado) e de dizer dos gregos tudo o que bem lhe aprouver <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Tem certamente alguma razão quando diz que compararmo-nos com outras civilizações não é talvez o mais avisado em sede de argumentação. Mas repare que quando falei nos gregos não o fiz como argumento único e cabal para considerar a homossexualidade uma orientação natural, mas apenas como uma entre outras pistas dadas pela ciência, a história e a sociologia. Por isso é que me pareceu descabido vir bater nos gregos, se o objectivo era rebater o facto de a homossexualidade ser uma orientação tão legítima como a heterossexualidade ou tão digna de respeito como esta &#8211; coisa de que o jaime, pelo que diz, não duvida.</p>
<p>Como nos deixaram a falar sozinhos, deixe-me ainda dizer-lhe que o que realmente me irritou em alguns comentários seus foi a impressão (correcta ou não) de que o jaime prefere um bom princípio natural a comprometer a &#8220;pureza&#8221; destes em códigos e regulamentos, i.é., prefere as teorias &amp; teses à prática (vício de jurista, e olhe que lhe fala uma &#8220;reformada&#8221; com conhecimento de causa). Ora a &#8220;evidência&#8221; dos princípios não é tão evidente como ao jaime lhe parece, como se prova pelo facto de a homossexualidade ainda ser crime em 1982, como explicava a Fernanda Câncio &#8211; razão que justificaria só por si o aditamento ao art. 13 da CRP (em 2004, salvo erro) da referência à orientação sexual. Idem para a igualdade entre raças ou outras &#8220;evidências&#8221; que estão longe de ser assim tão evidentes.    </p>
<p>Não vejo nada de errado em plasmar princípios fundamentais na Constituição, sobretudo quando se prova que não estão ainda tão enraizados quanto seria desejável &#8211; digamos que a semente parece que não pegou em 70% da terra arável, mais coisa menos coisa. E estabelecer que não se pode discriminar alguém por causa da orientação sexual não é obviamente meter o bedelho no que as pessoas podem ou não fazer, mas garantir que podem fazê-lo sem serem perseguidas ou discriminadas por isso.</p>
<p>A hiper-regulamentação irrita-me quase tanto como ao jaime, mas daí a deduzir que o Direito, todo o Direito, devia manter-se imaculado &amp; etéreo para não nos &#8220;vendermos barato&#8221;&#8230; E vendermos barato o quê (a alegada pureza dos princípios?), e a quem ou a quê? Às exigências práticas, suponho que quis dizer &#8211; como assegurar a igualdade entre os homens, por exemplo, e combater a discriminação?&#8230; </p>
<p>Resumindo, eu prefiro que os princípios desçam lá de cima dos pedestais das teorias filosóficas ou jurídicas, mesmo que na viagem comprometam a pureza com que são guardados num qualquer compêndio bafiento. É que lá em cima, no ar rarefeito das teorias, não servem mesmo para nada.</p>
<p>Um bom resto de dia para si.   </p>
<p>P.S. Já lhe tinha respondido hoje a tarde, mas o envio falhou. Se por acaso vir dois comentários semelhantes (o anterior ligeiramente menos prolixo), não estranhe.</p>
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	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-43130</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 09:37:52 +0000</pubDate>
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		<description>Paula Telo Alves citando Jaime Roriz &quot;os gregos são considerados anormais sim senhor” - por quem? Ah, porque o jaime o diz, claro -,&quot;
Note bem que o que eu escrevi foi:
18 Maio 2008, 16:02
&quot;Paula Telo Alves, Consta que os gregos fossem anormais sim senhor, a) porque era uma sociedade cujo princípio económico era a escravatura b) porque as suas práticas sexuais não respeitavam a autonomia da vontade (mulheres e crianças eram violadas porque sim c) porque os “chamados” cidadãos tinham (lá num regulamento muito próprio) poder de vida e de morte&quot;
Ou seja não disse que eram considerados mas que consta que fossem
e expliquei em a), b) e c)
Talvez o meu raciocínio não lhe agrade, ou até a forma como uso exemplos também não lhe agradem, o que não me causa nenhuma impressão. O que me faz impressão é que se deixe de discutir o que estávamos a discutir aqui para passar a discutir a forma como eu raciocino ou o meu tipo de argumentação que são na verdade coisas que não valem um caracol. 
A minha argumentação ia no sentido de falar de coisas tão importantes (digo eu na minha ingenuidade) como na tal sociedade grega de há 2000 anos não haver autonomia da vontade - questão que se prende com o post que estamos a comentar - autonomia da vontade para amar (ou fazer sexo) como muito bem se entende e com quem muito bem se entende - sendo que não me parece plausível estar a criticar uma sociedade de há 20 séculos, mas não podemos (sob pena de perdermos de vistas as conquistas civilizaconais) usar os gregos como exemplo para os dias de hoje.
Já agora deixe-me só colocar-lhe a minha posição, sou parcialmente contra haver legislação sobre a matéria (com algumas reservas) porque temo que o legislador nos tire a liberdade e nos traga regulamentação. Sou a favor de legislação que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo porque isso representa uma realidade na sociedade a que o direito tem que dar resposta. 
Creia-me ao dispor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Telo Alves citando Jaime Roriz &#8220;os gregos são considerados anormais sim senhor” &#8211; por quem? Ah, porque o jaime o diz, claro -,&#8221;<br />
Note bem que o que eu escrevi foi:<br />
18 Maio 2008, 16:02<br />
&#8220;Paula Telo Alves, Consta que os gregos fossem anormais sim senhor, a) porque era uma sociedade cujo princípio económico era a escravatura b) porque as suas práticas sexuais não respeitavam a autonomia da vontade (mulheres e crianças eram violadas porque sim c) porque os “chamados” cidadãos tinham (lá num regulamento muito próprio) poder de vida e de morte&#8221;<br />
Ou seja não disse que eram considerados mas que consta que fossem<br />
e expliquei em a), b) e c)<br />
Talvez o meu raciocínio não lhe agrade, ou até a forma como uso exemplos também não lhe agradem, o que não me causa nenhuma impressão. O que me faz impressão é que se deixe de discutir o que estávamos a discutir aqui para passar a discutir a forma como eu raciocino ou o meu tipo de argumentação que são na verdade coisas que não valem um caracol.<br />
A minha argumentação ia no sentido de falar de coisas tão importantes (digo eu na minha ingenuidade) como na tal sociedade grega de há 2000 anos não haver autonomia da vontade &#8211; questão que se prende com o post que estamos a comentar &#8211; autonomia da vontade para amar (ou fazer sexo) como muito bem se entende e com quem muito bem se entende &#8211; sendo que não me parece plausível estar a criticar uma sociedade de há 20 séculos, mas não podemos (sob pena de perdermos de vistas as conquistas civilizaconais) usar os gregos como exemplo para os dias de hoje.<br />
Já agora deixe-me só colocar-lhe a minha posição, sou parcialmente contra haver legislação sobre a matéria (com algumas reservas) porque temo que o legislador nos tire a liberdade e nos traga regulamentação. Sou a favor de legislação que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo porque isso representa uma realidade na sociedade a que o direito tem que dar resposta.<br />
Creia-me ao dispor.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42928</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 10:55:12 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda Maria, Não se trata de mau gosto ao ir chamar a conferência &quot;Mulheres amam mulheres&quot; Pelo contrário chamei o tema (aliás discutido num outro forum, esse de direito) para elevar os meus argumentos. Pensei eu que falar em amor em vez de falar de sexo elevasse a conversa. Porém, a julgar pelos posts seguintes, devo estar a ser naife. Vou passar o resto do dia a aspirar a piscina (vou mesmo) e pensar sobre o assunto. :-)
Cheers!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Maria, Não se trata de mau gosto ao ir chamar a conferência &#8220;Mulheres amam mulheres&#8221; Pelo contrário chamei o tema (aliás discutido num outro forum, esse de direito) para elevar os meus argumentos. Pensei eu que falar em amor em vez de falar de sexo elevasse a conversa. Porém, a julgar pelos posts seguintes, devo estar a ser naife. Vou passar o resto do dia a aspirar a piscina (vou mesmo) e pensar sobre o assunto. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
Cheers!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: De Puta Madre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42876</link>
		<dc:creator>De Puta Madre</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 03:01:59 +0000</pubDate>
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		<description>PS.: O Tratado De Lisboa, entre outras coisas: vai legitimar a PENA DE MORTE! (  o grupo alvo são os terroristas e afins dos terrorismo).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PS.: O Tratado De Lisboa, entre outras coisas: vai legitimar a PENA DE MORTE! (  o grupo alvo são os terroristas e afins dos terrorismo).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: De Puta Madre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42874</link>
		<dc:creator>De Puta Madre</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 02:31:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42874</guid>
		<description>Ou seja, A PENA DE MORTE VAI SER INTRODUZIDA NO ESPAÇO - UE, com o TRATADO DE LX, ( mais um Acordo muito jeitoso, bonito e catita, que nós contemporâneos e conterrâneos estamos a deixar passar e a assinar por baixo, com palmas.)
Esta coisa das sexualidades e inquéritos e sondagens às sexualidades e usos e desusos genitais, ou &quot;partes baixas&quot;, ou aos &quot;podres&quot; ( como dizem as senhoras velhotas, quando comentam a vida das netas da que está ausente) é um coisa de CRECHE, uma assunto de Infantário para entreter os crescidos, como se ainda estivessem numa creche.
E claro que se tivessem já lido O Homem sem Qualidades do Roberto Musil - rápido perceberiam esta desengonçada relação que ainda hoje a humanidade tem em lidar com a sua vida genital e como isso é passível de ser Legislado, e como nós desperdiçamos tempo ao desbarato, como se vivêssemos 10 milhões de vidas. Tem graça esta coisa de legislar sobre a genitália na sua vertente de não reprodutora de mais humanos.
Sim. Fernanda isto é mesmo um assunto de creche. Tão de Creche que compreendo bem a sua irritação e partilho dela! Apetece-me ter uma reacção de creche também.
Mas a PENA DE MORTE e o TRATADO DE LX e o que é isso do “terrorismo”  apoquentam-me. Ainda bem que não se esqueceu dessa questão no seu artigo. Agarre-a e não a largue afinal tem muito boa gente que a LÊ! Tome Posição. Vale.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou seja, A PENA DE MORTE VAI SER INTRODUZIDA NO ESPAÇO &#8211; UE, com o TRATADO DE LX, ( mais um Acordo muito jeitoso, bonito e catita, que nós contemporâneos e conterrâneos estamos a deixar passar e a assinar por baixo, com palmas.)<br />
Esta coisa das sexualidades e inquéritos e sondagens às sexualidades e usos e desusos genitais, ou &#8220;partes baixas&#8221;, ou aos &#8220;podres&#8221; ( como dizem as senhoras velhotas, quando comentam a vida das netas da que está ausente) é um coisa de CRECHE, uma assunto de Infantário para entreter os crescidos, como se ainda estivessem numa creche.<br />
E claro que se tivessem já lido O Homem sem Qualidades do Roberto Musil &#8211; rápido perceberiam esta desengonçada relação que ainda hoje a humanidade tem em lidar com a sua vida genital e como isso é passível de ser Legislado, e como nós desperdiçamos tempo ao desbarato, como se vivêssemos 10 milhões de vidas. Tem graça esta coisa de legislar sobre a genitália na sua vertente de não reprodutora de mais humanos.<br />
Sim. Fernanda isto é mesmo um assunto de creche. Tão de Creche que compreendo bem a sua irritação e partilho dela! Apetece-me ter uma reacção de creche também.<br />
Mas a PENA DE MORTE e o TRATADO DE LX e o que é isso do “terrorismo”  apoquentam-me. Ainda bem que não se esqueceu dessa questão no seu artigo. Agarre-a e não a largue afinal tem muito boa gente que a LÊ! Tome Posição. Vale.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42851</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 22:24:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42851</guid>
		<description>De onde se deduz que defender os direitos dos homossexuais equivale a aprovar a violência doméstica... Além de calvinistas, nós os do lobbying homossexual somos mazé todos uma corja de anormais e pervertidos. Qualquer dia apanham-nos a querer mudar o artigo 13 da Constituição para eliminar a proibição de discriminação em função do género ou a exigir que a violência doméstica deixe de ser considerada um crime público, para eliminar o &quot;feminismo entranhado&quot; nas leis. Tsssss!

Como que é que se chama a isto? Argumento &quot;há coisas piores por isso não vale a pena mexer uma palha&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De onde se deduz que defender os direitos dos homossexuais equivale a aprovar a violência doméstica&#8230; Além de calvinistas, nós os do lobbying homossexual somos mazé todos uma corja de anormais e pervertidos. Qualquer dia apanham-nos a querer mudar o artigo 13 da Constituição para eliminar a proibição de discriminação em função do género ou a exigir que a violência doméstica deixe de ser considerada um crime público, para eliminar o &#8220;feminismo entranhado&#8221; nas leis. Tsssss!</p>
<p>Como que é que se chama a isto? Argumento &#8220;há coisas piores por isso não vale a pena mexer uma palha&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42848</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 22:09:16 +0000</pubDate>
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		<description>bom, pelo menos do apodo de santa já me livrei. é alguma coisa.

(mas sempre lhe digo, Fernando Penim Redondo, sem querer perturbar-lhe o sono, que alguém que se diz &#039;agoniado&#039; com a postura que me atribui e fala de &#039;modas&#039; a propósito de uma luta anti-discriminação e mistura os direitos dos homossexuais com a violência contra mulheres tem de facto toda a &#039;autoridade&#039; -- para usar uma expressão sua -- para falar de deselegância)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom, pelo menos do apodo de santa já me livrei. é alguma coisa.</p>
<p>(mas sempre lhe digo, Fernando Penim Redondo, sem querer perturbar-lhe o sono, que alguém que se diz &#8216;agoniado&#8217; com a postura que me atribui e fala de &#8216;modas&#8217; a propósito de uma luta anti-discriminação e mistura os direitos dos homossexuais com a violência contra mulheres tem de facto toda a &#8216;autoridade&#8217; &#8212; para usar uma expressão sua &#8212; para falar de deselegância)</p>
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	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42847</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:56:21 +0000</pubDate>
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		<description>Lidador,
Eu não recriminei ninguém. Limitei-me a dar a minha opinião. Lamento não ser igual à sua. 
E não acho que a homossexualidade seja algo de «mais nobre e mais exemplar» do que a orientação sexual das «pessoas comuns». Não. Acho que é exactamente a mesma coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador,<br />
Eu não recriminei ninguém. Limitei-me a dar a minha opinião. Lamento não ser igual à sua.<br />
E não acho que a homossexualidade seja algo de «mais nobre e mais exemplar» do que a orientação sexual das «pessoas comuns». Não. Acho que é exactamente a mesma coisa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42845</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:31:53 +0000</pubDate>
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		<description>FC, não lhe vou responder para não correr o risco de ser também deselegante. 
Acho que vou dormir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>FC, não lhe vou responder para não correr o risco de ser também deselegante.<br />
Acho que vou dormir.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42842</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:03:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42842</guid>
		<description>Fernando Penim Redondo,
Não percebo o que é que a violência contra as mulheres tem a ver com a homossexualidade. É que não tem mesmo nada a ver.
Será incompatível defender o casamento entre homossexuais ao mesmo tempo que se defende a protecção das mulheres violentadas pelos maridos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Penim Redondo,<br />
Não percebo o que é que a violência contra as mulheres tem a ver com a homossexualidade. É que não tem mesmo nada a ver.<br />
Será incompatível defender o casamento entre homossexuais ao mesmo tempo que se defende a protecção das mulheres violentadas pelos maridos?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42841</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:03:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42841</guid>
		<description>&quot;Pergunto-me até que ponto devia existir a instituição casamento regulada pelo Estado.&quot;

Porque há uma  racionalidade claríssima: é que há uma maior probabilidade de este tipo  casamentos redundar em vantagens para a sociedade: crianças....algo que é fundamental para que a sociedade tenha um futuro. 
E estabilidade.
A sociedade politicamente organizada, em todas as latitudes, incentiva e protege  ( e subsidia) este contrato, sob várias formas. Pelo mais elementar pragmatismo.

Quanto à &quot;homofobia&quot;, todo o indivíduo tem o direito de achar  o que quiser sobre o assunto. Sobre todos os assuntos.
A acção é que define, não o pensamento.
.

A homossexualidade existe, tal como a pedofilia,a  coprofilia, os assassínios em série, etc, mas isso não significa que sejam equivalentes da relação heterossexual.
Lamento, mas uma coisa não ganha dignidade acrescida só porque existe.
Os vírus tb existem.
 

De resto, esta esquerda vai por onde sempre foi até destruir a sua própria base de existência: neste caso, exalta  agressivamente os comportamentos minoritários e quer consagrá-los como mais nobres e mais exemplares que os das “pessoas comuns”  de modo a castrar as opiniões e a submeter tudo e todos aos seus valores.

Chiça, vão pregar a vossa moralidadezinha parola para a estratosfera.
Livrámo-nos dos bispos e temos agora os jacobinos a recriminar-nos por palavras, actos, pensamentos  e omissões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Pergunto-me até que ponto devia existir a instituição casamento regulada pelo Estado.&#8221;</p>
<p>Porque há uma  racionalidade claríssima: é que há uma maior probabilidade de este tipo  casamentos redundar em vantagens para a sociedade: crianças&#8230;.algo que é fundamental para que a sociedade tenha um futuro.<br />
E estabilidade.<br />
A sociedade politicamente organizada, em todas as latitudes, incentiva e protege  ( e subsidia) este contrato, sob várias formas. Pelo mais elementar pragmatismo.</p>
<p>Quanto à &#8220;homofobia&#8221;, todo o indivíduo tem o direito de achar  o que quiser sobre o assunto. Sobre todos os assuntos.<br />
A acção é que define, não o pensamento.<br />
.</p>
<p>A homossexualidade existe, tal como a pedofilia,a  coprofilia, os assassínios em série, etc, mas isso não significa que sejam equivalentes da relação heterossexual.<br />
Lamento, mas uma coisa não ganha dignidade acrescida só porque existe.<br />
Os vírus tb existem.</p>
<p>De resto, esta esquerda vai por onde sempre foi até destruir a sua própria base de existência: neste caso, exalta  agressivamente os comportamentos minoritários e quer consagrá-los como mais nobres e mais exemplares que os das “pessoas comuns”  de modo a castrar as opiniões e a submeter tudo e todos aos seus valores.</p>
<p>Chiça, vão pregar a vossa moralidadezinha parola para a estratosfera.<br />
Livrámo-nos dos bispos e temos agora os jacobinos a recriminar-nos por palavras, actos, pensamentos  e omissões.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42836</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 20:35:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42836</guid>
		<description>fernando penim redondo, é uma opção baixar o nível da argumentação (?) a cada comentário, ou é, digamos, uma coisa natural?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>fernando penim redondo, é uma opção baixar o nível da argumentação (?) a cada comentário, ou é, digamos, uma coisa natural?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42834</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 20:29:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42834</guid>
		<description>Pois, Ricardo Santos Pinto, 

as violências abomináveis (incluindo muito homicídios) contra as mulheres (mais de 50% da população portuguesa) têm um lobbying bem mais fraco do que os homossexuais.

Porque será ? Não estão na moda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, Ricardo Santos Pinto, </p>
<p>as violências abomináveis (incluindo muito homicídios) contra as mulheres (mais de 50% da população portuguesa) têm um lobbying bem mais fraco do que os homossexuais.</p>
<p>Porque será ? Não estão na moda.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42830</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 20:08:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42830</guid>
		<description>É óbvio que o artigo 13, o tal da não-discriminação em função da orientação sexual, não devia estar na Constituição. Ou melhor, não devia ser necessário estar na Constituição. Mas olhando para a sociedade portuguesa e para alguns dos comentários anteriores, tem mesmo de estar. 
Da mesma forma que não devia ser necessário existir um «Dia da Mulher». Mas olhando para a discriminação de que as mulheres são alvo, em Portugal e no mundo, acaba por fazer todo o sentido.
É pena que, em Portugal como na maior parte dos países da Europa, não haja a coragem suficiente que houve em Espanha para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No caso de Portugal, nem seria difícil: bastava legislar sobre um princípio que já está na Constituição. E nem era precisa maioria absoluta - bastava o voto dos partidos da Esquerda.
Sou também a favor da adopção de crianças por casais de homossexuais. Quem é contra: a) será que confunde homossexualidade com pedofilia? b) pensa que a criança vai ser homossexual por contágio? c)acha fundamental a presença de  uma figura feminina e masculina na formação da criança?
Só o último destes argumentos poderia ter validade, mas quantas vezes uma família dita clássica é mais disfuncional do que um família de homossexuais? Quantas vezes uma criança nasce completamente desestruturada numa família dita clássica?
E quem é contra, pensa que é melhor para uma criança viver até aos 18 anos numa instituição, sem lar nem família (e às vezes sem amor) e depois ser mandada embora, para a rua, porque atingiu a maioridade? (acontece muito, sabiam?)
Apesar de tudo o que disse antes, e correndo o risco de ser classificado de incoerente, pergunto-me até que ponto o Estado deve regular as relações entre os indivíduos. Pergunto-me até que ponto devia existir a instituição casamento regulada pelo Estado. Deste ponto de vista, o casamento heterossexual seria tão desnecessário como o casamento homossexual. 
Já agora, a bissexualidade deve ser mesmo a melhor das orientações sexuais. Fica-se com o melhor dos dois mundos. Mas isso é uma coisa que não se escolhe, não é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É óbvio que o artigo 13, o tal da não-discriminação em função da orientação sexual, não devia estar na Constituição. Ou melhor, não devia ser necessário estar na Constituição. Mas olhando para a sociedade portuguesa e para alguns dos comentários anteriores, tem mesmo de estar.<br />
Da mesma forma que não devia ser necessário existir um «Dia da Mulher». Mas olhando para a discriminação de que as mulheres são alvo, em Portugal e no mundo, acaba por fazer todo o sentido.<br />
É pena que, em Portugal como na maior parte dos países da Europa, não haja a coragem suficiente que houve em Espanha para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No caso de Portugal, nem seria difícil: bastava legislar sobre um princípio que já está na Constituição. E nem era precisa maioria absoluta &#8211; bastava o voto dos partidos da Esquerda.<br />
Sou também a favor da adopção de crianças por casais de homossexuais. Quem é contra: a) será que confunde homossexualidade com pedofilia? b) pensa que a criança vai ser homossexual por contágio? c)acha fundamental a presença de  uma figura feminina e masculina na formação da criança?<br />
Só o último destes argumentos poderia ter validade, mas quantas vezes uma família dita clássica é mais disfuncional do que um família de homossexuais? Quantas vezes uma criança nasce completamente desestruturada numa família dita clássica?<br />
E quem é contra, pensa que é melhor para uma criança viver até aos 18 anos numa instituição, sem lar nem família (e às vezes sem amor) e depois ser mandada embora, para a rua, porque atingiu a maioridade? (acontece muito, sabiam?)<br />
Apesar de tudo o que disse antes, e correndo o risco de ser classificado de incoerente, pergunto-me até que ponto o Estado deve regular as relações entre os indivíduos. Pergunto-me até que ponto devia existir a instituição casamento regulada pelo Estado. Deste ponto de vista, o casamento heterossexual seria tão desnecessário como o casamento homossexual.<br />
Já agora, a bissexualidade deve ser mesmo a melhor das orientações sexuais. Fica-se com o melhor dos dois mundos. Mas isso é uma coisa que não se escolhe, não é?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42828</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 20:05:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42828</guid>
		<description>que horror, de facto. iniciativas legislativas tendentes a combater a discriminação dos homossexuais, e num país em que só 70% da população acha a homossexualidade &#039;totalmente errada&#039;? estes políticos não terão mais nada que fazer?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>que horror, de facto. iniciativas legislativas tendentes a combater a discriminação dos homossexuais, e num país em que só 70% da população acha a homossexualidade &#8216;totalmente errada&#8217;? estes políticos não terão mais nada que fazer?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42823</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 19:51:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42823</guid>
		<description>Parece que vem aí uma nova ASAE. O Jaime Roriz parece que estava a adivinhar.

No Parlamento, aguardam agendamento três propostas de resolução que o BE apresentou, uma delas pedindo o reconhecimento do Dia Mundial Contra a Homofobia. O fim da discriminação de homosexuais nas doações de sangue e a formação de polícias para regras de conduta face à homosexualidade são o objectivo das duas outras resoluções.
Isto, se nenhum partido der entrada de novos projectos de lei pelo casamento de pessoas do mesmo sexo. Na anterior sessão legislativa, tanto o BE como Os Verdes apresentaram propostas nesse sentido, mas a reforma do Parlamento que entretanto entrou em vigor obrigava a que as iniciativas fossem reapresentadas, o que não aconteceu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que vem aí uma nova ASAE. O Jaime Roriz parece que estava a adivinhar.</p>
<p>No Parlamento, aguardam agendamento três propostas de resolução que o BE apresentou, uma delas pedindo o reconhecimento do Dia Mundial Contra a Homofobia. O fim da discriminação de homosexuais nas doações de sangue e a formação de polícias para regras de conduta face à homosexualidade são o objectivo das duas outras resoluções.<br />
Isto, se nenhum partido der entrada de novos projectos de lei pelo casamento de pessoas do mesmo sexo. Na anterior sessão legislativa, tanto o BE como Os Verdes apresentaram propostas nesse sentido, mas a reforma do Parlamento que entretanto entrou em vigor obrigava a que as iniciativas fossem reapresentadas, o que não aconteceu.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42813</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 18:18:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42813</guid>
		<description>Caro Nuno Palha, ainda bem que reconhece que a homossexualidade releva de uma predisposição genética. Foi exactamente isso que eu disse e o facto de existir em outros mamíferos, reforça a ideia de que não é uma opção cultural, mas sim algo biologicamente determinado.
Se é um gene, se é uma combinação de genes, não é pormenor relevante para a questão.   
Sendo uma herança genética, é absolutamente lógico que tenda  diluir-se no fluir das gerações, se não constituir uma vantagem evolutiva para os seus detentores.

Tb não faço considerações morais. Apenas constato que a incidência de homossexualidade é mais ou menos constante em comunidades abertas.

A comparação com o albiinismo não é despicienda. O albino africano, por exemplo, tem uma desvantagem que o torna mais  vulnerável ao meio. 
Essa desvantagem física, é agravada por uma desvantagem cultural...as mulheres tendem a não &quot;querer&quot; o albino, que é estranho, que é branco, que é susceptível a doenças. E o albino não acasala....com o tempo vai desaparecendo, surgindo apenas de quando em quando, em raras combinações genéticas.
O homossexual tende a não acasalar de forma a reproduzir, como é natural. Não gosta.
Acontece-lhe o mesmo que ao albino. Todavia, o homossexual não tem caracteres físicos que o distingam. Pode perfeitamente acasalar com o sexo oposto, se se forçar a isso. E muitos fizeram-no e fazem-no por uma questão de conformidade ao meio social.
É pois natural que a sua percentagem seja maior, independentemente da ditadura genética.
Estou a seguir uma lógica, não estou a fazer julgamentos morais. A minha aversão aos comportamentos exibicionistas de certos sectores gay, é estética, não gosto de ver e incomoda-me porque sim.
Tirar sangue tb é uma coisa natural e eu dou sangue, mas não consigo olhar para  lá, tenho de desviar os olhos.

Um conselho: não permita que os preconceitos politicamente correctos interfiram com a objectividade científica. Já há demasiada &quot;ciência&quot; hipotecada à ideologia, nos dias que correm e há sempre um Lyssenko à espreita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno Palha, ainda bem que reconhece que a homossexualidade releva de uma predisposição genética. Foi exactamente isso que eu disse e o facto de existir em outros mamíferos, reforça a ideia de que não é uma opção cultural, mas sim algo biologicamente determinado.<br />
Se é um gene, se é uma combinação de genes, não é pormenor relevante para a questão.<br />
Sendo uma herança genética, é absolutamente lógico que tenda  diluir-se no fluir das gerações, se não constituir uma vantagem evolutiva para os seus detentores.</p>
<p>Tb não faço considerações morais. Apenas constato que a incidência de homossexualidade é mais ou menos constante em comunidades abertas.</p>
<p>A comparação com o albiinismo não é despicienda. O albino africano, por exemplo, tem uma desvantagem que o torna mais  vulnerável ao meio.<br />
Essa desvantagem física, é agravada por uma desvantagem cultural&#8230;as mulheres tendem a não &#8220;querer&#8221; o albino, que é estranho, que é branco, que é susceptível a doenças. E o albino não acasala&#8230;.com o tempo vai desaparecendo, surgindo apenas de quando em quando, em raras combinações genéticas.<br />
O homossexual tende a não acasalar de forma a reproduzir, como é natural. Não gosta.<br />
Acontece-lhe o mesmo que ao albino. Todavia, o homossexual não tem caracteres físicos que o distingam. Pode perfeitamente acasalar com o sexo oposto, se se forçar a isso. E muitos fizeram-no e fazem-no por uma questão de conformidade ao meio social.<br />
É pois natural que a sua percentagem seja maior, independentemente da ditadura genética.<br />
Estou a seguir uma lógica, não estou a fazer julgamentos morais. A minha aversão aos comportamentos exibicionistas de certos sectores gay, é estética, não gosto de ver e incomoda-me porque sim.<br />
Tirar sangue tb é uma coisa natural e eu dou sangue, mas não consigo olhar para  lá, tenho de desviar os olhos.</p>
<p>Um conselho: não permita que os preconceitos politicamente correctos interfiram com a objectividade científica. Já há demasiada &#8220;ciência&#8221; hipotecada à ideologia, nos dias que correm e há sempre um Lyssenko à espreita.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: M&#38;M</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42811</link>
		<dc:creator>M&#38;M</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 18:01:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42811</guid>
		<description>«Quanto à “discriminação do casamento”, é uma treta. A malta que agora exige o “casamento gay”, é exactamente a mesma que desvaloriza o casamento como contrato.
Porque razão pretendem que o Estado regule a sua relação?»


Lidador
a questão é mesmo essa. A lei geral da união de facto não discrimina os direitos dos homossexuais. Tem uma excepção: adopção. Eis a próxima grande causa fracturante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Quanto à “discriminação do casamento”, é uma treta. A malta que agora exige o “casamento gay”, é exactamente a mesma que desvaloriza o casamento como contrato.<br />
Porque razão pretendem que o Estado regule a sua relação?»</p>
<p>Lidador<br />
a questão é mesmo essa. A lei geral da união de facto não discrimina os direitos dos homossexuais. Tem uma excepção: adopção. Eis a próxima grande causa fracturante.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42809</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 17:27:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42809</guid>
		<description>gira, a anedota, fernando penim redondo. 

o resto, nomeadamente confundir a reacção de desagrado que se tem a uma visão discriminatória/persecutória dos sentimentos e relações de um grupo de pessoas com &#039;ar professoral e asséptico&#039;, &#039;calvinismo&#039; e posições de &#039;autoridade&#039; e julgamentos &#039;do alto de uma impoluta consciência&#039; parece-me bem menos divertido, confesso-lhe. não que não tenha graça (e tem bastante), mas porque é uma atitude que consubstancia, precisamente, aquilo de que me quis acusar com os seus comentários, nomeadamente a ideia de estar na posse da verdade absoluta ou da pose correcta. o fernando acha que a minha forma de abordar este assunto não é &#039;a correcta&#039;. sendo &#039;a correcta&#039; a sua. e acusa-me de querer colocar-me na posição de julgar toda a gente de modo superior, de me investir de uma qualquer autoridade? lamento, mas se se sente de algum modo posto em causa pela minha forma de opinar ou se vislumbra nela uma qualquer pretensão de &#039;pureza&#039;, nada posso fazer.

aliás, falar de &#039;autoridade&#039; a propósito da manifestação de uma opinião -- neste caso a minha -- é tanto mais interessante quanto o que está em causa no meu texto é precisamente a ideia da autoridade consubtanciada na lei, a opinião/visão que subjaz (e subjaz sempre) à lei, e a fonte legítima dessa autoridade/opinião. está em causa, no texto, o facto de a lei consubstanciar a opinião/visão de que as relações homossexuais não só não são iguais às heterossexuais como lhe são inferiores. tão inferiores que são impossibilitadas de aceder ao estatuto de dignidade mais elevado que a lei concede às relações, o do casamento civil. e de essa opinião expressa na lei estar, aparentemente (é óbvio, como vários comentadores -- e eu própria -- frisam, que a fórmula da questão colocada é enviesada), sustentada na opinião da maioria da população portuguesa. a questão é obviamente a da autoridade que essa maioria terá de condicionar e discriminar activamente (porque é de discriminação activa que se trata, qual discriminação &#039;latente&#039;) a vida íntima de adultos que em nada, absolutamente nada afecta a vida da tal maioria. o questionamento da autoridade só fará sentido, parece-me, quando estivermos perante uma imposição, uma atitude que faz diferença e condiciona. pode-se perguntar, por exemplo, com que autoridade se proíbe o fumo nos espaços públicos. não faz sentido perguntar com que autoridade alguém fuma de per si. questionar a minha autoridade para condenar (porque obviamente é de uma condenação que se trata) ou, se quiser, para considerar &#039;totalmente errada&#039; a noção/opinião que a maioria dos inquiridos demonstra ter sobre as relações homossexuais é, isso sim, querer condicionar o meu direito a expressar a minha opinião (que, claramente, não tem quaisquer consequências práticas). pior, questionar a minha autoridade para opinar é partir do princípio de que há quem detenha e quem não detenha autoridade para tal. muito interessante, muito cívico e muito de esquerda, caro fernando. 

e, por fim, ficámos sem saber como é que &#039;se respeita sem reservas&#039; o que se considera &#039;totalmente errado&#039;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>gira, a anedota, fernando penim redondo. </p>
<p>o resto, nomeadamente confundir a reacção de desagrado que se tem a uma visão discriminatória/persecutória dos sentimentos e relações de um grupo de pessoas com &#8216;ar professoral e asséptico&#8217;, &#8216;calvinismo&#8217; e posições de &#8216;autoridade&#8217; e julgamentos &#8216;do alto de uma impoluta consciência&#8217; parece-me bem menos divertido, confesso-lhe. não que não tenha graça (e tem bastante), mas porque é uma atitude que consubstancia, precisamente, aquilo de que me quis acusar com os seus comentários, nomeadamente a ideia de estar na posse da verdade absoluta ou da pose correcta. o fernando acha que a minha forma de abordar este assunto não é &#8216;a correcta&#8217;. sendo &#8216;a correcta&#8217; a sua. e acusa-me de querer colocar-me na posição de julgar toda a gente de modo superior, de me investir de uma qualquer autoridade? lamento, mas se se sente de algum modo posto em causa pela minha forma de opinar ou se vislumbra nela uma qualquer pretensão de &#8216;pureza&#8217;, nada posso fazer.</p>
<p>aliás, falar de &#8216;autoridade&#8217; a propósito da manifestação de uma opinião &#8212; neste caso a minha &#8212; é tanto mais interessante quanto o que está em causa no meu texto é precisamente a ideia da autoridade consubtanciada na lei, a opinião/visão que subjaz (e subjaz sempre) à lei, e a fonte legítima dessa autoridade/opinião. está em causa, no texto, o facto de a lei consubstanciar a opinião/visão de que as relações homossexuais não só não são iguais às heterossexuais como lhe são inferiores. tão inferiores que são impossibilitadas de aceder ao estatuto de dignidade mais elevado que a lei concede às relações, o do casamento civil. e de essa opinião expressa na lei estar, aparentemente (é óbvio, como vários comentadores &#8212; e eu própria &#8212; frisam, que a fórmula da questão colocada é enviesada), sustentada na opinião da maioria da população portuguesa. a questão é obviamente a da autoridade que essa maioria terá de condicionar e discriminar activamente (porque é de discriminação activa que se trata, qual discriminação &#8216;latente&#8217;) a vida íntima de adultos que em nada, absolutamente nada afecta a vida da tal maioria. o questionamento da autoridade só fará sentido, parece-me, quando estivermos perante uma imposição, uma atitude que faz diferença e condiciona. pode-se perguntar, por exemplo, com que autoridade se proíbe o fumo nos espaços públicos. não faz sentido perguntar com que autoridade alguém fuma de per si. questionar a minha autoridade para condenar (porque obviamente é de uma condenação que se trata) ou, se quiser, para considerar &#8216;totalmente errada&#8217; a noção/opinião que a maioria dos inquiridos demonstra ter sobre as relações homossexuais é, isso sim, querer condicionar o meu direito a expressar a minha opinião (que, claramente, não tem quaisquer consequências práticas). pior, questionar a minha autoridade para opinar é partir do princípio de que há quem detenha e quem não detenha autoridade para tal. muito interessante, muito cívico e muito de esquerda, caro fernando. </p>
<p>e, por fim, ficámos sem saber como é que &#8216;se respeita sem reservas&#8217; o que se considera &#8216;totalmente errado&#8217;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42807</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 17:23:21 +0000</pubDate>
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		<description>Lidador, &quot;a malta&quot; já percebeu que é homofóbico, não se preocupe - mas obrigada por provar o argumento.  Como dizia lá atrás a cristã:

&quot;Se eu entender que os homens devem ser iguais perante a lei mas achar, cá no meu direito ao livre pensamento e liberdade de expressão, que os negros são menos inteligentes do que os brancos, ou ’simplesmente’ que não gosto deles, talvez seja mais honesto resumir a coisa na frase certa: sou racista. Sou, não sou? Agora, neste cenário, multipliquem-me por setenta por cento.&quot;  

Não se trata de ser &quot;avançado&quot; ou &quot;moderno&quot; (nem impoluto, Fernando Penim Redondo), mas de aceitar que os homossexuais, tal como eu ou o lidador,  têm o mesmo direito que nós de amar, e que esse direito inclui o direito de casar e adoptar sem ter gente como o lidador a apontar-lhe o dedo espetado em riste. Chame-lhe &quot;moralismo hipócrita&quot; se isso lhe acalma os nervos, eu chamo-lhe democracia e igualdade. 

jaime roriz, a questão era precisamente deixar de falar em normalidade ou anormalidade, mas parece-me que o jaime prefere embarcar em &quot;red herrings&quot; (pistas falsas) para mudar de assunto e não responder aos argumentos segundo as regras da argumentação lógica: já tivemos direito ao argumento do incesto, da amamentação em público, e outros &quot;non sequitor&quot;, incluindo a refutação pela mera negação (&quot;os gregos são considerados anormais sim senhor&quot; -  por quem? Ah, porque o jaime o diz, claro -, a &quot;orientação e a opção são a mesma coisa&quot;, etc, etc).  

Francamente, acho que faz uma enorme caldeirada entre o direito natural, a dignidade dos valores jurídicos e o que desvaloriza como &quot;questões práticas&quot;  - diz que &quot;os princípios não podem subordinar-se às questões práticas sob pena de nos vendermos barato&quot; (?!),  &quot;Repare no que sucedeu nos EUA com o princípio da igualdade racial. (Sim concordo que teve que ser escrito, mas foi uma venda barata)&quot; (idem).

Fernando Penim Redondo, realmente chamar aos homossexuais &quot;pseudo-perseguidos&quot; é assim a modos que negar o óbvio - mas deixe lá, isto com a idade e umas quantas desilusões com experiências militantes passa-me.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador, &#8220;a malta&#8221; já percebeu que é homofóbico, não se preocupe &#8211; mas obrigada por provar o argumento.  Como dizia lá atrás a cristã:</p>
<p>&#8220;Se eu entender que os homens devem ser iguais perante a lei mas achar, cá no meu direito ao livre pensamento e liberdade de expressão, que os negros são menos inteligentes do que os brancos, ou ’simplesmente’ que não gosto deles, talvez seja mais honesto resumir a coisa na frase certa: sou racista. Sou, não sou? Agora, neste cenário, multipliquem-me por setenta por cento.&#8221;  </p>
<p>Não se trata de ser &#8220;avançado&#8221; ou &#8220;moderno&#8221; (nem impoluto, Fernando Penim Redondo), mas de aceitar que os homossexuais, tal como eu ou o lidador,  têm o mesmo direito que nós de amar, e que esse direito inclui o direito de casar e adoptar sem ter gente como o lidador a apontar-lhe o dedo espetado em riste. Chame-lhe &#8220;moralismo hipócrita&#8221; se isso lhe acalma os nervos, eu chamo-lhe democracia e igualdade. </p>
<p>jaime roriz, a questão era precisamente deixar de falar em normalidade ou anormalidade, mas parece-me que o jaime prefere embarcar em &#8220;red herrings&#8221; (pistas falsas) para mudar de assunto e não responder aos argumentos segundo as regras da argumentação lógica: já tivemos direito ao argumento do incesto, da amamentação em público, e outros &#8220;non sequitor&#8221;, incluindo a refutação pela mera negação (&#8220;os gregos são considerados anormais sim senhor&#8221; &#8211;  por quem? Ah, porque o jaime o diz, claro -, a &#8220;orientação e a opção são a mesma coisa&#8221;, etc, etc).  </p>
<p>Francamente, acho que faz uma enorme caldeirada entre o direito natural, a dignidade dos valores jurídicos e o que desvaloriza como &#8220;questões práticas&#8221;  &#8211; diz que &#8220;os princípios não podem subordinar-se às questões práticas sob pena de nos vendermos barato&#8221; (?!),  &#8220;Repare no que sucedeu nos EUA com o princípio da igualdade racial. (Sim concordo que teve que ser escrito, mas foi uma venda barata)&#8221; (idem).</p>
<p>Fernando Penim Redondo, realmente chamar aos homossexuais &#8220;pseudo-perseguidos&#8221; é assim a modos que negar o óbvio &#8211; mas deixe lá, isto com a idade e umas quantas desilusões com experiências militantes passa-me.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Palha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42804</link>
		<dc:creator>Nuno Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 16:53:31 +0000</pubDate>
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		<description>Por Lidador: &quot;Não creio que seja…é apenas uma característica genética que não confere vantagens reprodutivas ou outras ao seu detentor, pelo que naturalmente tenderá a ser “passada” cade vez menos às gerações futuras.&quot;

Sinceramente está a usar argumentos científicos errados/não testados/ não comprovados e ao mesmo tempo a chamar sub-repticiamente aos outros comentadores uns ignorantes científicos.

E já agora discordar dos seus argumentos, peço desculpa, não é exactamente o mesmo que discordar de Darwin ou Mendel</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lidador: &#8220;Não creio que seja…é apenas uma característica genética que não confere vantagens reprodutivas ou outras ao seu detentor, pelo que naturalmente tenderá a ser “passada” cade vez menos às gerações futuras.&#8221;</p>
<p>Sinceramente está a usar argumentos científicos errados/não testados/ não comprovados e ao mesmo tempo a chamar sub-repticiamente aos outros comentadores uns ignorantes científicos.</p>
<p>E já agora discordar dos seus argumentos, peço desculpa, não é exactamente o mesmo que discordar de Darwin ou Mendel</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Palha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42802</link>
		<dc:creator>Nuno Palha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 16:35:19 +0000</pubDate>
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		<description>Desde já deixo a minha declaração de interesses: sou gay e biólogo.

Caro Lidador , é verdade que a investigação realizada nesta área aponta para uma importância dos genes na orientação sexual. Mas não são o único factor e nem sabemos se será o mais importante. Por outro lado, a orientação sexual parece ficar biologicamente fixada na adolescência na grande maioria das pessoas. Como conciliar isto tudo? È sem dúvida um mistério fascinante...

Considero , no entanto, um perfeito disparate a comparação da homossexualidade com o nanismo  e com o albinismo. Por duas razões:
A primeira diz respeito ao facto destas duas características terem como base um um único gene que está alterado (e não têm de ser recessivos, um dos nanismos mais comuns é dominante). A orientação sexual não parece ter um único gene a afectá-la mas muitos, tal como a altura, o peso, a inteligência, etc.
A segunda prende-se com a incidência manifestamente maior da homossexualidade  (1 a 5%) em comparação com o nanismo (0.007%)  ou o albinismo (0.004%). A magnitude da diferença é de tal ordem que muitos concordam hoje que para explicar a homossexualidade, em termos de evolução darwiniana, é preciso ter em conta que a homossexualidade ou os genes que conferem uma predisposição para ela      devem gerar benefícios consideráveis para as comunidades animais que a possuem. Isto também para compensar os seus efeitos (de magnitude discutível) como um obstáculo à reprodução.

Gostei do artigo. Confesso que fiquei triste e chocado com os resultados do inquérito. Já fui confrontado com atitudes homofóbicas de muita gente, mas ver que nem a minha geração (22 anos) tem uma atitude favorável, pelo menos a julgar pelos resultados do inquérito, é uma enorme desilusão.

E o mais engraçado é que em Portugal continuam a não existir homofóbicos , só pessoas contra o &quot;politicamente correcto&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desde já deixo a minha declaração de interesses: sou gay e biólogo.</p>
<p>Caro Lidador , é verdade que a investigação realizada nesta área aponta para uma importância dos genes na orientação sexual. Mas não são o único factor e nem sabemos se será o mais importante. Por outro lado, a orientação sexual parece ficar biologicamente fixada na adolescência na grande maioria das pessoas. Como conciliar isto tudo? È sem dúvida um mistério fascinante&#8230;</p>
<p>Considero , no entanto, um perfeito disparate a comparação da homossexualidade com o nanismo  e com o albinismo. Por duas razões:<br />
A primeira diz respeito ao facto destas duas características terem como base um um único gene que está alterado (e não têm de ser recessivos, um dos nanismos mais comuns é dominante). A orientação sexual não parece ter um único gene a afectá-la mas muitos, tal como a altura, o peso, a inteligência, etc.<br />
A segunda prende-se com a incidência manifestamente maior da homossexualidade  (1 a 5%) em comparação com o nanismo (0.007%)  ou o albinismo (0.004%). A magnitude da diferença é de tal ordem que muitos concordam hoje que para explicar a homossexualidade, em termos de evolução darwiniana, é preciso ter em conta que a homossexualidade ou os genes que conferem uma predisposição para ela      devem gerar benefícios consideráveis para as comunidades animais que a possuem. Isto também para compensar os seus efeitos (de magnitude discutível) como um obstáculo à reprodução.</p>
<p>Gostei do artigo. Confesso que fiquei triste e chocado com os resultados do inquérito. Já fui confrontado com atitudes homofóbicas de muita gente, mas ver que nem a minha geração (22 anos) tem uma atitude favorável, pelo menos a julgar pelos resultados do inquérito, é uma enorme desilusão.</p>
<p>E o mais engraçado é que em Portugal continuam a não existir homofóbicos , só pessoas contra o &#8220;politicamente correcto&#8221;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42800</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 16:31:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42800</guid>
		<description>Caro jaime roriz, a psicanálise já foi chão que deu uvas e a psicologia de vão de escada não o ajuda muito.
Se pretende ter piada, tem de fazer melhor do que largar umas larachas de assentador de tijolos.

De resto , como a aversão a agulhas é quase universal, você tem de decidir-se: ou a malta não gosta mesmo de ser  picada e o significado é exactamente esse ( a malta não gosta de agulhas), ou tem algum significado críptico que não pode ser uma coisa e o seu contrário.
Caramba, você até estava  a ir bem e de repente dá-lhe para emitir este tipo de ventosidades?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro jaime roriz, a psicanálise já foi chão que deu uvas e a psicologia de vão de escada não o ajuda muito.<br />
Se pretende ter piada, tem de fazer melhor do que largar umas larachas de assentador de tijolos.</p>
<p>De resto , como a aversão a agulhas é quase universal, você tem de decidir-se: ou a malta não gosta mesmo de ser  picada e o significado é exactamente esse ( a malta não gosta de agulhas), ou tem algum significado críptico que não pode ser uma coisa e o seu contrário.<br />
Caramba, você até estava  a ir bem e de repente dá-lhe para emitir este tipo de ventosidades?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42795</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 15:48:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42795</guid>
		<description>Ou muito me engano ou há também nesta discussão entre pessoas que, julgo eu, prezam os mesmos valores cívicos, uma fronteira geracional. Haverá até, talvez, uma fronteira da longevidade e do tipo das experiências militantes. 

Pela parte que me toca, depois de décadas alinhado numa militância de esquerda e de civismo, confesso que me irrita um bocado o ar professoral e asséptico, &quot;mais papista do que o papa&quot;, com que vejo actuar certas pessoas no espaço público (não sei se isto tem alguma coisa a ver com o &quot;calvinismo&quot; que persegue o nosso primeiro-ministro). 

Estas pessoas, cuja autoridade tem fundamentos que desconheço, parecem estar sempre a julgar toda a gente do alto da sua impoluta consciência; nunca cometeram qualquer pecado politicamente incorrecto, têm sempre no coração todo o tipo de desvalidos e pseudo-perseguidos e fazem-no contra um mundo de boçais ignorantes e pérfidos que teimam em não os compreender.

Confesso que tanta santidade me agonia. 

Faz-me lembrar aquela história de uma &quot;irmã da caridade&quot; que era tão pura, tão pura que um dia começou a erguer-se no ar em levitação. Outra irmã, com espírito mais prático, gritou-lhe do claustro:

&quot;Irmã ! irmã ! diga porra se não entra em órbita&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou muito me engano ou há também nesta discussão entre pessoas que, julgo eu, prezam os mesmos valores cívicos, uma fronteira geracional. Haverá até, talvez, uma fronteira da longevidade e do tipo das experiências militantes. </p>
<p>Pela parte que me toca, depois de décadas alinhado numa militância de esquerda e de civismo, confesso que me irrita um bocado o ar professoral e asséptico, &#8220;mais papista do que o papa&#8221;, com que vejo actuar certas pessoas no espaço público (não sei se isto tem alguma coisa a ver com o &#8220;calvinismo&#8221; que persegue o nosso primeiro-ministro). </p>
<p>Estas pessoas, cuja autoridade tem fundamentos que desconheço, parecem estar sempre a julgar toda a gente do alto da sua impoluta consciência; nunca cometeram qualquer pecado politicamente incorrecto, têm sempre no coração todo o tipo de desvalidos e pseudo-perseguidos e fazem-no contra um mundo de boçais ignorantes e pérfidos que teimam em não os compreender.</p>
<p>Confesso que tanta santidade me agonia. </p>
<p>Faz-me lembrar aquela história de uma &#8220;irmã da caridade&#8221; que era tão pura, tão pura que um dia começou a erguer-se no ar em levitação. Outra irmã, com espírito mais prático, gritou-lhe do claustro:</p>
<p>&#8220;Irmã ! irmã ! diga porra se não entra em órbita&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42792</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 15:28:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42792</guid>
		<description>Lidador, se bem me lembro do pouquíssimo que li de Freud (e mesmo assim sempre por interposto autor (aka Melanie Klein)) este dizia que esse medo de agulhas tinha alguma coisa a ver com uma certa homossexualidade reprimida ou medo/desejo da penetração? Já pensou em fazer terapia? Pode vir a sair do armário um destes dias. :-) .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador, se bem me lembro do pouquíssimo que li de Freud (e mesmo assim sempre por interposto autor (aka Melanie Klein)) este dizia que esse medo de agulhas tinha alguma coisa a ver com uma certa homossexualidade reprimida ou medo/desejo da penetração? Já pensou em fazer terapia? Pode vir a sair do armário um destes dias. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42790</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 15:07:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42790</guid>
		<description>Cara Paula Telo, se a homossexualidade não é uma opção, é um carácter inato. Não há meio termo. Ou é A ou é B.

O comportamento é que pode ser escamoteado pela cultura, pela pressão social, etc.

Se é algo inato, significa que há uma predisposição genética. Que tenderá a reduzir-se com o passar das gerações porque em condições normais de pressão e temperatura, a relação homossexal não é  reprodutiva.
O que sobreviverá serão alguns genes que se manifestarão recessivamente,  tal como o albinismo,  o cabelo cenoura, etc,etc.

Aceitar a lógica disto, não significa que a homossexualidade seja uma  &quot;doença&quot;. Não creio que seja...é apenas uma característica genética que não confere vantagens reprodutivas ou outras  ao seu detentor, pelo que naturalmente tenderá a ser &quot;passada&quot; cade vez menos às gerações futuras.
Há alguma coisa de escandaloso naquilo que escrevi?
Charles Darwin é escandaloso? As leis de Mendel são escandalosas? Imorais? Discriminatórias?

Outra coisa é não se gostar de homossexuais. É natural que a maioria das pessoas não goste. A maioria das pessoas não o é e estou em crer que a aversão natural à homossexualidade é como o medo aos répteis...está nas profundezas da mente, é arquetípico.
Pode-se educar a aversão, retocar a máscara para a adequar às conveniências, mas ela está lá, pronta a vir ao de cima.
Eu estou-me nas tintas para o que cada um faz na sua vida privada. 
Mas desagrada-me ver dois gajos aos beijos. Porquê?
Não sei!
Desagrada-me. Desvio os olhos...fico irritado por me obrigarem a ver. Há umas séries na RTP 2 que passam cenas dessas e diálogos de gays e aquilo desagrada-me...faz-me mudar de canal, é como mostrarem cenas de agulhas a espetarem nos braços , ou blocos operatórios, etc.
Chiça, tenho o direito de mostrar o meu desagrado sem que alguém me venha de dedinho espetado a querer parecer moderno e avançado, em moralismos hipócritas.

Não é uma questão religiosa.. não acredito em Deus e estou-me nas tintas para os anjos.
É algo de epidérmico. E tenho a razoável convicção de que não são só 70%  a pensar assim. Nos outros 30% há muita gente que não verbaliza o que realmente pensa porque acha que é pouco &quot;avançado&quot;, pouco &quot;moderno&quot;, pouco &quot;sofisticado&quot;.

Quanto à &quot;discriminação do casamento&quot;, é uma treta. A malta que agora exige o &quot;casamento gay&quot;, é exactamente a mesma que desvaloriza o casamento como contrato. 
Porque razão pretendem que o Estado regule a sua relação?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Paula Telo, se a homossexualidade não é uma opção, é um carácter inato. Não há meio termo. Ou é A ou é B.</p>
<p>O comportamento é que pode ser escamoteado pela cultura, pela pressão social, etc.</p>
<p>Se é algo inato, significa que há uma predisposição genética. Que tenderá a reduzir-se com o passar das gerações porque em condições normais de pressão e temperatura, a relação homossexal não é  reprodutiva.<br />
O que sobreviverá serão alguns genes que se manifestarão recessivamente,  tal como o albinismo,  o cabelo cenoura, etc,etc.</p>
<p>Aceitar a lógica disto, não significa que a homossexualidade seja uma  &#8220;doença&#8221;. Não creio que seja&#8230;é apenas uma característica genética que não confere vantagens reprodutivas ou outras  ao seu detentor, pelo que naturalmente tenderá a ser &#8220;passada&#8221; cade vez menos às gerações futuras.<br />
Há alguma coisa de escandaloso naquilo que escrevi?<br />
Charles Darwin é escandaloso? As leis de Mendel são escandalosas? Imorais? Discriminatórias?</p>
<p>Outra coisa é não se gostar de homossexuais. É natural que a maioria das pessoas não goste. A maioria das pessoas não o é e estou em crer que a aversão natural à homossexualidade é como o medo aos répteis&#8230;está nas profundezas da mente, é arquetípico.<br />
Pode-se educar a aversão, retocar a máscara para a adequar às conveniências, mas ela está lá, pronta a vir ao de cima.<br />
Eu estou-me nas tintas para o que cada um faz na sua vida privada.<br />
Mas desagrada-me ver dois gajos aos beijos. Porquê?<br />
Não sei!<br />
Desagrada-me. Desvio os olhos&#8230;fico irritado por me obrigarem a ver. Há umas séries na RTP 2 que passam cenas dessas e diálogos de gays e aquilo desagrada-me&#8230;faz-me mudar de canal, é como mostrarem cenas de agulhas a espetarem nos braços , ou blocos operatórios, etc.<br />
Chiça, tenho o direito de mostrar o meu desagrado sem que alguém me venha de dedinho espetado a querer parecer moderno e avançado, em moralismos hipócritas.</p>
<p>Não é uma questão religiosa.. não acredito em Deus e estou-me nas tintas para os anjos.<br />
É algo de epidérmico. E tenho a razoável convicção de que não são só 70%  a pensar assim. Nos outros 30% há muita gente que não verbaliza o que realmente pensa porque acha que é pouco &#8220;avançado&#8221;, pouco &#8220;moderno&#8221;, pouco &#8220;sofisticado&#8221;.</p>
<p>Quanto à &#8220;discriminação do casamento&#8221;, é uma treta. A malta que agora exige o &#8220;casamento gay&#8221;, é exactamente a mesma que desvaloriza o casamento como contrato.<br />
Porque razão pretendem que o Estado regule a sua relação?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42789</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 15:06:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42789</guid>
		<description>Fernanda Maria, &quot;a história me absolverá&quot; :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Maria, &#8220;a história me absolverá&#8221; <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42787</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 15:02:56 +0000</pubDate>
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		<description>Paula Telo Alves, Consta que os gregos fossem anormais sim senhor, a) porque era uma sociedade cujo princípio económico era a escravatura b) porque as suas práticas sexuais não respeitavam a autonimia da vontade (mulheres e crianças eram violadas porque sim c) porque os &quot;chamados&quot; cidadãos tinham (lá num regulamento muito próprio) poder de vida e de morte daqueles que estavam sob o seu comando. (a mulher as concubinas os filhos os criados, etc)
Porém temos que nos subssumir à realidade de há 2000 anos, sendo que dessa forma não temos legitimidade para os criticar. A vida era assim há 2000 anos atrás. O que não podemos também é usá-los como exemplo para os dias de hoje, não lhe parece?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Telo Alves, Consta que os gregos fossem anormais sim senhor, a) porque era uma sociedade cujo princípio económico era a escravatura b) porque as suas práticas sexuais não respeitavam a autonimia da vontade (mulheres e crianças eram violadas porque sim c) porque os &#8220;chamados&#8221; cidadãos tinham (lá num regulamento muito próprio) poder de vida e de morte daqueles que estavam sob o seu comando. (a mulher as concubinas os filhos os criados, etc)<br />
Porém temos que nos subssumir à realidade de há 2000 anos, sendo que dessa forma não temos legitimidade para os criticar. A vida era assim há 2000 anos atrás. O que não podemos também é usá-los como exemplo para os dias de hoje, não lhe parece?</p>
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		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42785</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 14:42:12 +0000</pubDate>
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		<description>Esta discussão sobre &quot;as explicações científicas para o fenómeno da homossexualidade&quot; é mesmo chover no molhado. Depois de a Organização Mundial de Saúde ter retirado a homossexualidade do catálogo das doenças, e sendo hoje consensual que a orientação sexual não se escolhe (é por isso que não se fala em opção mas sim em orientação), pede-se um argumento negativo para assegurar que a coisa é realmente &quot;natural&quot;. &quot;Se a ciência ainda não se pronunciou, a questão está em aberto&quot;. 

Mas a ciência (e com ela a sociologia e a história, que demonstram que a homossexualidade foi aceite socialmente e até institucionalizada em várias civilizações - e não consta que os gregos fossem anormais) já se pronunciou! O que é que é preciso para que as pessoas deixem de achar que as relações homossexuais são &quot;totalmente erradas&quot;, um atestado médico para cada homossexual certificando que não está doente? E que tal usá-lo ao peito?

O pior é que esta discussão traz ao de cima os enormes preconceitos que ainda existem. A atitude de &quot;eles são diferentes&quot; mas não podem ser discriminados &quot;e já basta!&quot; revela o enorme paternalismo de quem concede generosamente direitos do alto da sua superioridade, mantendo a diferença. 

É assim como se se fizesse um inquérito de opinião sobre os ruivos - visivelmente diferentes dos morenos e loiros e uma minoria em relação a estes -, e 70% dos portugueses dissesse que os considera &quot;totalmente errados&quot;. Depois haveria certamente quem viesse perguntar se ser ruivo era natural, quem garantisse que quem os considera totalmente errados não é &quot;ruivofóbico&quot; e quem assegurasse que considerá-los totalmente errados é uma opinião tão legítima e informada dos mais esclarecidos princípios democráticos como outra qualquer. Pior, viesse acusar os que denunciam aqueles 70% como obscurantistas e ignorantes de &quot;fanatismo&quot;, &quot;intolerância perante opiniões diferentes&quot; e &quot;espírito de cruzada de quem está na posse de uma verdade inquestionável&quot;.   

Que depois se esperasse que os ruivos ousassem ter uma vida normal, abdicassem de pintar o cabelo ou usar perucas, e se sentissem satisfeitíssimos com a tolerância e abertura que a sociedade lhes testemunha, realmente, como diz a Fernanda Câncio, &quot;só mesmo a brincar&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta discussão sobre &#8220;as explicações científicas para o fenómeno da homossexualidade&#8221; é mesmo chover no molhado. Depois de a Organização Mundial de Saúde ter retirado a homossexualidade do catálogo das doenças, e sendo hoje consensual que a orientação sexual não se escolhe (é por isso que não se fala em opção mas sim em orientação), pede-se um argumento negativo para assegurar que a coisa é realmente &#8220;natural&#8221;. &#8220;Se a ciência ainda não se pronunciou, a questão está em aberto&#8221;. </p>
<p>Mas a ciência (e com ela a sociologia e a história, que demonstram que a homossexualidade foi aceite socialmente e até institucionalizada em várias civilizações &#8211; e não consta que os gregos fossem anormais) já se pronunciou! O que é que é preciso para que as pessoas deixem de achar que as relações homossexuais são &#8220;totalmente erradas&#8221;, um atestado médico para cada homossexual certificando que não está doente? E que tal usá-lo ao peito?</p>
<p>O pior é que esta discussão traz ao de cima os enormes preconceitos que ainda existem. A atitude de &#8220;eles são diferentes&#8221; mas não podem ser discriminados &#8220;e já basta!&#8221; revela o enorme paternalismo de quem concede generosamente direitos do alto da sua superioridade, mantendo a diferença. </p>
<p>É assim como se se fizesse um inquérito de opinião sobre os ruivos &#8211; visivelmente diferentes dos morenos e loiros e uma minoria em relação a estes -, e 70% dos portugueses dissesse que os considera &#8220;totalmente errados&#8221;. Depois haveria certamente quem viesse perguntar se ser ruivo era natural, quem garantisse que quem os considera totalmente errados não é &#8220;ruivofóbico&#8221; e quem assegurasse que considerá-los totalmente errados é uma opinião tão legítima e informada dos mais esclarecidos princípios democráticos como outra qualquer. Pior, viesse acusar os que denunciam aqueles 70% como obscurantistas e ignorantes de &#8220;fanatismo&#8221;, &#8220;intolerância perante opiniões diferentes&#8221; e &#8220;espírito de cruzada de quem está na posse de uma verdade inquestionável&#8221;.   </p>
<p>Que depois se esperasse que os ruivos ousassem ter uma vida normal, abdicassem de pintar o cabelo ou usar perucas, e se sentissem satisfeitíssimos com a tolerância e abertura que a sociedade lhes testemunha, realmente, como diz a Fernanda Câncio, &#8220;só mesmo a brincar&#8221;.</p>
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		<title>Por: cristã</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42780</link>
		<dc:creator>cristã</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 14:06:45 +0000</pubDate>
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		<description>claro, f. era exactamente aí que eu queria chegar. como é possível pensar uma coisa e defender o seu contrário? Daí o meu comentário sobre o que se É.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>claro, f. era exactamente aí que eu queria chegar. como é possível pensar uma coisa e defender o seu contrário? Daí o meu comentário sobre o que se É.</p>
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		<title>Por: cristã</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42779</link>
		<dc:creator>cristã</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 14:00:38 +0000</pubDate>
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		<description>ps - lembro só que setenta por cento  dos inquiridos consideraram &quot;totalmente errado&quot; não um pensamento ou uma atitude mas sim o que se É.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ps &#8211; lembro só que setenta por cento  dos inquiridos consideraram &#8220;totalmente errado&#8221; não um pensamento ou uma atitude mas sim o que se É.</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42777</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 13:44:47 +0000</pubDate>
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		<description>&#039;Porque é que mulheres que amam mulheres (ou homens que amam homens) devem ter um estatuto diferente? Porque é que hão-de ser um grupo à parte? Porque é que o amor tem que ter um género? Escrevê-lo a lei é que é discriminar. Sim, vejo-me obrigado a relativizar um pouco agora que reli essa obstrusa e já revogada lei de 1982 (e 1982 foi ontem), porém tenho a certeza que é perigosíssimo começar a escrever na lei que aquelas pessoas são diferentes e devem ter especial protecção. Aquelas pessoas não são diferentes xiça.&#039;

pois, jaime. é porque &#039;aquelas pessoas não são diferentes xiça&#039; que o artigo 13º tem aquela redacção. o que ele diz é isso mesmo. francamente, não sei onde leste que &#039;aquelas pessoas devem te especial protecção&#039;. ou ser &#039;um grupo à parte&#039;. usar como &#039;exemplo&#039; disso o título do debate de ontem sobre o amor entre mulheres é um bpcadinho até, se me permites, de mau gosto. fala-se do amor entre mulheres não porque isso corresponda na essência a algo de especial mas porque é tratado. social e legalmente, de modo especial. ou seja, neste caso, discriminatório. negativo. é como se estivesses a dizer quem no tempo da escravatura, era idiota defender o seu fim na lei e fazer debates com o título &#039;brancos que escravizam negros -- prática, discriminação e lei&#039;. porque para ti é evidente que negros e brancos são iguais e portanto isso devia ser evidente para toda a gente, sem necessidade de discussão. tanto mais disparatado esse teu argumento quanto o meu texto parte de um inquérito com aquele resultado.

cristã, só uma nota: duvido que quem acha que os negros são menos inteligentes que os brancos ou &#039;não gosta deles&#039; muito raramente defenda de facto e com honestidade que todos sejam iguais perante a lei. talvez se conforme com esse facto (o aceite, portanto), mas defendê-lo? tenho mesmo muitas dúvidas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;Porque é que mulheres que amam mulheres (ou homens que amam homens) devem ter um estatuto diferente? Porque é que hão-de ser um grupo à parte? Porque é que o amor tem que ter um género? Escrevê-lo a lei é que é discriminar. Sim, vejo-me obrigado a relativizar um pouco agora que reli essa obstrusa e já revogada lei de 1982 (e 1982 foi ontem), porém tenho a certeza que é perigosíssimo começar a escrever na lei que aquelas pessoas são diferentes e devem ter especial protecção. Aquelas pessoas não são diferentes xiça.&#8217;</p>
<p>pois, jaime. é porque &#8216;aquelas pessoas não são diferentes xiça&#8217; que o artigo 13º tem aquela redacção. o que ele diz é isso mesmo. francamente, não sei onde leste que &#8216;aquelas pessoas devem te especial protecção&#8217;. ou ser &#8216;um grupo à parte&#8217;. usar como &#8216;exemplo&#8217; disso o título do debate de ontem sobre o amor entre mulheres é um bpcadinho até, se me permites, de mau gosto. fala-se do amor entre mulheres não porque isso corresponda na essência a algo de especial mas porque é tratado. social e legalmente, de modo especial. ou seja, neste caso, discriminatório. negativo. é como se estivesses a dizer quem no tempo da escravatura, era idiota defender o seu fim na lei e fazer debates com o título &#8216;brancos que escravizam negros &#8212; prática, discriminação e lei&#8217;. porque para ti é evidente que negros e brancos são iguais e portanto isso devia ser evidente para toda a gente, sem necessidade de discussão. tanto mais disparatado esse teu argumento quanto o meu texto parte de um inquérito com aquele resultado.</p>
<p>cristã, só uma nota: duvido que quem acha que os negros são menos inteligentes que os brancos ou &#8216;não gosta deles&#8217; muito raramente defenda de facto e com honestidade que todos sejam iguais perante a lei. talvez se conforme com esse facto (o aceite, portanto), mas defendê-lo? tenho mesmo muitas dúvidas.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42776</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 13:22:09 +0000</pubDate>
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		<description>Ana de Matos Pires, Com o devido respeito pela sua persquisa, por favor não insulte a minha inteligência. O texto, apesar de em inglês as coisas parecerem mais verdade, só refere generalidades. Não tem um único argumento. O meu argumento para contrapor escrevo-o em latim, que parece mais verdade ainda. &quot;omnia vincit amore&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana de Matos Pires, Com o devido respeito pela sua persquisa, por favor não insulte a minha inteligência. O texto, apesar de em inglês as coisas parecerem mais verdade, só refere generalidades. Não tem um único argumento. O meu argumento para contrapor escrevo-o em latim, que parece mais verdade ainda. &#8220;omnia vincit amore&#8221;</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42775</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 13:18:11 +0000</pubDate>
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		<description>A lei não é de 1982, foi revogada (só) em 1982.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A lei não é de 1982, foi revogada (só) em 1982.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42774</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 13:07:48 +0000</pubDate>
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		<description>fc disse &quot;trata-se, pelo contrário, da garantia de que isso não está sujeito a legislação.&quot;
Eu vou guardar religiosamente este texto (e sabes como posso ser teimoso) e daqui a dez anos quando o legislador começar com o disparate habitual eu esfrego-te este post no teu nariz piramidal :-)
Por outro lado fizeste bem em lembrar essa disposição do cp de 1982. Fui lá ver e efectivamente está lá esse disparate legislativo (Glup!). Porém continuo na minha. Aliás vamos pegar no teu texto em que se fala de amor. Porque é de amor que se trata não é? &quot;Mulheres que Amam Mulheres: Género, Orientação Sexual e Discriminação é um debate com organização da Associação ILGA Portugal,&quot; mas também certamente daquilo que as pessoas fazem na sua intimidade no que respeita ao sexo. Talvez eu esteja a pregar no deserto e não esteja a ver bem as coisas. Mas o amor e o sexo não são atitudes naturais que fazem parte da condição humana? Porque é que mulheres que amam mulheres (ou homens que amam homens) devem ter um estatuto diferente? Porque é que hão-de ser um grupo à parte? Porque é que o amor tem que ter um género? Escrevê-lo a lei é que é discriminar. Sim, vejo-me obrigado a relativizar um pouco agora que reli essa obstrusa e já revogada lei de 1982 (e 1982 foi ontem), porém tenho a certeza que é perigosíssimo começar a escrever na lei que aquelas pessoas são diferentes e devem ter especial protecção. Aquelas pessoas não são diferentes xiça. Porque é que o amor há-de ser diferente? E só para dizer mais alguma coisa sobre a discriminação; Sempre que nos travamos de razões com alguém iremos usar as suas características para o atingirmos. Olha a mim chamavam-me o girafa quando andava no liceu porque há 35 anos ter 184 cm era único. E como eu ficava chateado de algo que na verdade me orgulhava muito. Só para dizer que uma vantagem se torna rapidamente um motivo de discriminação se alguém nos tomar de ponta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>fc disse &#8220;trata-se, pelo contrário, da garantia de que isso não está sujeito a legislação.&#8221;<br />
Eu vou guardar religiosamente este texto (e sabes como posso ser teimoso) e daqui a dez anos quando o legislador começar com o disparate habitual eu esfrego-te este post no teu nariz piramidal <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
Por outro lado fizeste bem em lembrar essa disposição do cp de 1982. Fui lá ver e efectivamente está lá esse disparate legislativo (Glup!). Porém continuo na minha. Aliás vamos pegar no teu texto em que se fala de amor. Porque é de amor que se trata não é? &#8220;Mulheres que Amam Mulheres: Género, Orientação Sexual e Discriminação é um debate com organização da Associação ILGA Portugal,&#8221; mas também certamente daquilo que as pessoas fazem na sua intimidade no que respeita ao sexo. Talvez eu esteja a pregar no deserto e não esteja a ver bem as coisas. Mas o amor e o sexo não são atitudes naturais que fazem parte da condição humana? Porque é que mulheres que amam mulheres (ou homens que amam homens) devem ter um estatuto diferente? Porque é que hão-de ser um grupo à parte? Porque é que o amor tem que ter um género? Escrevê-lo a lei é que é discriminar. Sim, vejo-me obrigado a relativizar um pouco agora que reli essa obstrusa e já revogada lei de 1982 (e 1982 foi ontem), porém tenho a certeza que é perigosíssimo começar a escrever na lei que aquelas pessoas são diferentes e devem ter especial protecção. Aquelas pessoas não são diferentes xiça. Porque é que o amor há-de ser diferente? E só para dizer mais alguma coisa sobre a discriminação; Sempre que nos travamos de razões com alguém iremos usar as suas características para o atingirmos. Olha a mim chamavam-me o girafa quando andava no liceu porque há 35 anos ter 184 cm era único. E como eu ficava chateado de algo que na verdade me orgulhava muito. Só para dizer que uma vantagem se torna rapidamente um motivo de discriminação se alguém nos tomar de ponta.</p>
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		<title>Por: cristã</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-2/#comment-42773</link>
		<dc:creator>cristã</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 13:06:47 +0000</pubDate>
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		<description>Se eu entender que os homens devem ser iguais perante a lei mas achar, cá no meu direito ao livre pensamento e liberdade de expressão , que os negros são menos inteligentes do que os brancos, ou &#039;simplesmente&#039; que não gosto deles, talvez seja mais honesto resumir a coisa na frase certa: sou racista. Sou, não sou?
 Agora, neste cenário, multipliquem-me por setenta por cento. Isto foi o que percebi do texto da f.câncio. Se calhar, mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu entender que os homens devem ser iguais perante a lei mas achar, cá no meu direito ao livre pensamento e liberdade de expressão , que os negros são menos inteligentes do que os brancos, ou &#8216;simplesmente&#8217; que não gosto deles, talvez seja mais honesto resumir a coisa na frase certa: sou racista. Sou, não sou?<br />
 Agora, neste cenário, multipliquem-me por setenta por cento. Isto foi o que percebi do texto da f.câncio. Se calhar, mal.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42770</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 12:50:17 +0000</pubDate>
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		<description>Cara FC, foi a sua colega que transcreveu  isto:

“No, human beings cannot choose to be either gay or straight”

Ou seja, não é uma questão de opção.
Se não é opção e se não é genético, é o quê?
Um raio divino?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara FC, foi a sua colega que transcreveu  isto:</p>
<p>“No, human beings cannot choose to be either gay or straight”</p>
<p>Ou seja, não é uma questão de opção.<br />
Se não é opção e se não é genético, é o quê?<br />
Um raio divino?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42763</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 11:58:03 +0000</pubDate>
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		<description>jaime, como sabes até 1982 a homossexualidade era crime previsto no cp. os homossexuauis tb podiam ser presos pelo simples motivo de o serem. a norma é muito mais recente que a que referes, referente à raça. o que em princípio fará muito mais necessária a inclusão da referência específica à não discriminação em função da orientação sexual no artigo 13º que a no caso da etnia/raça. consuiderares que essa inclusão é &#039;legislar a prática do sexo como queres e te apetece&#039; parece-me um disparate. trata-se, pelo contrário, da garantia de que isso não está sujeito a legislação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jaime, como sabes até 1982 a homossexualidade era crime previsto no cp. os homossexuauis tb podiam ser presos pelo simples motivo de o serem. a norma é muito mais recente que a que referes, referente à raça. o que em princípio fará muito mais necessária a inclusão da referência específica à não discriminação em função da orientação sexual no artigo 13º que a no caso da etnia/raça. consuiderares que essa inclusão é &#8216;legislar a prática do sexo como queres e te apetece&#8217; parece-me um disparate. trata-se, pelo contrário, da garantia de que isso não está sujeito a legislação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42762</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 11:51:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42762</guid>
		<description>josé barros, diz várias coisas que são facilmente demonstráveis -- enfim, mais nuns casos que noutros. e que me dão razão. o que o fernando penim redomndo escreveu é uma contradição, e josé barros demonstrou-o. &#039;discriminação latente&#039; é para si o mesmo que &#039;respeito sem reservas&#039;? decerto que não -- para já não falar do que é isso de &#039;discriminação latente&#039;, e que quanto muito, de acordo com o seu comentário, deveria ter o nome de &#039;discriminação reprimida&#039;.

depois, claro, o josé barros regressa a uma das questões do meu texto, mas sem a problematizar: a da sintonia entre o pensar/sentir da maioria e o pensar/sentir da lei. 

lidador, for crying out loud: que tontices saem dessa cabeça, homem.a homossexualidade como &#039;gene recessivo&#039; é lindo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>josé barros, diz várias coisas que são facilmente demonstráveis &#8212; enfim, mais nuns casos que noutros. e que me dão razão. o que o fernando penim redomndo escreveu é uma contradição, e josé barros demonstrou-o. &#8216;discriminação latente&#8217; é para si o mesmo que &#8216;respeito sem reservas&#8217;? decerto que não &#8212; para já não falar do que é isso de &#8216;discriminação latente&#8217;, e que quanto muito, de acordo com o seu comentário, deveria ter o nome de &#8216;discriminação reprimida&#8217;.</p>
<p>depois, claro, o josé barros regressa a uma das questões do meu texto, mas sem a problematizar: a da sintonia entre o pensar/sentir da maioria e o pensar/sentir da lei. </p>
<p>lidador, for crying out loud: que tontices saem dessa cabeça, homem.a homossexualidade como &#8216;gene recessivo&#8217; é lindo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42758</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 11:15:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42758</guid>
		<description>Pois é, minha cara, compreendo que não se se sinta confortável com Charles Darwin e prefira assobiar para o ar com patéticas tentativas de sarcasmo.

Mas foi você que pediu ajuda. O mínimo que tem a fazer é considerar os argumentos, em vez de largar cortinas de fumos e refugiar-se em adjectivações.

Infelizmente para as suas crenças &quot;avançadas&quot;,  a explicação é mesmo esta que lhe dei, goste você ou não. 
Está algo simplificada, mas é a única explicação plausível e comprovável.
Tem uma melhor?
Se tem, apresente-a. Se não tem, seja humilde.

Se tem dúvidas sobre o fenómeno, pode sempre voltar às leis de Mendel.

Mas, por favor, não me responda com textos de Corin Tellado.
E deixo-a com uma citação do texto que colocou em resposta a outro comentador:

&quot;No, human beings cannot choose to be either gay or straight&quot;

Percebeu?
Não pode escolher..é algo que está dentro deles, é algo que eles são, para lá e toda a aprendizagem.

Onde lhe parece que estão os caracteres inatos?
Nos genes ou no éter?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, minha cara, compreendo que não se se sinta confortável com Charles Darwin e prefira assobiar para o ar com patéticas tentativas de sarcasmo.</p>
<p>Mas foi você que pediu ajuda. O mínimo que tem a fazer é considerar os argumentos, em vez de largar cortinas de fumos e refugiar-se em adjectivações.</p>
<p>Infelizmente para as suas crenças &#8220;avançadas&#8221;,  a explicação é mesmo esta que lhe dei, goste você ou não.<br />
Está algo simplificada, mas é a única explicação plausível e comprovável.<br />
Tem uma melhor?<br />
Se tem, apresente-a. Se não tem, seja humilde.</p>
<p>Se tem dúvidas sobre o fenómeno, pode sempre voltar às leis de Mendel.</p>
<p>Mas, por favor, não me responda com textos de Corin Tellado.<br />
E deixo-a com uma citação do texto que colocou em resposta a outro comentador:</p>
<p>&#8220;No, human beings cannot choose to be either gay or straight&#8221;</p>
<p>Percebeu?<br />
Não pode escolher..é algo que está dentro deles, é algo que eles são, para lá e toda a aprendizagem.</p>
<p>Onde lhe parece que estão os caracteres inatos?<br />
Nos genes ou no éter?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42756</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 10:26:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42756</guid>
		<description>O reducionismo - biológico, neste caso - dá uma jeitaça, Lidador, ai, ai.

(Pssst, Jaime, penso que era a &quot;isto&quot; que se referia quando disse &quot;Não me responda que se nasce assim ou outra enormidade dessas&quot;, verdade?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O reducionismo &#8211; biológico, neste caso &#8211; dá uma jeitaça, Lidador, ai, ai.</p>
<p>(Pssst, Jaime, penso que era a &#8220;isto&#8221; que se referia quando disse &#8220;Não me responda que se nasce assim ou outra enormidade dessas&#8221;, verdade?)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42755</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 10:11:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42755</guid>
		<description>&quot;Peço imensa desculpa mas talvez me possam ajudar: alguém me dá uma explicação “científica” para a heterossexualidade?&quot;

Talvez a possa ajudar.
Já terá ouvido certamente falar de Charles Darwin...aquela coisa da teoria da evolução?
Creio que sim.
Então imagine agora, digamos 100 pessoas no início da história.
50 homens e 50 mulheres.
25 pares hetero e 25 pares homo.
Juntam-se cada qual de acordo com os seus gostos em total liberdade
Parto do principio que aceita como evidente que daí a uns anos os casais hetero se terão reproduzido bastante mais que os casais homo...há qq coisa que os puxa para o truca-truca e aquilo costuma acabar em barrigas crescidas.
Está nos genes. Claro que nos recém-nascidos, uma percentagem será tb homo.
Mas digamos que na geração seguinte, já teremos 60% de hetero e 40% de homo.
And so on.
Dali a uns milénios, com mais ou menos complexidade, com mais ou menos factores influenciadores, teremos desembocado , não no desaparecimento total dos homossexuais, mas no seu confinamento a uma percentagem reduzida.
Quem diz homossexuais, diz albinos, anões, etc,etc. Não desaparecem…há sempre uns genes recessivos que prevalecem ( e ainda bem, a espécie pode vir a ter necessidade deles), mas tornam-se marginais (no sentido estatístico da palavra…outliers,vá)
Parece-lhe suficientemente científico, ou prefere teorias criacionistas?

Se quiser testar a tese, certamente terá amigos na área da estatística e das ciências da informação que lhe poderão criar facilmente, em computador um algoritmo genético aplicado à situação apresentada.
Enjoy..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Peço imensa desculpa mas talvez me possam ajudar: alguém me dá uma explicação “científica” para a heterossexualidade?&#8221;</p>
<p>Talvez a possa ajudar.<br />
Já terá ouvido certamente falar de Charles Darwin&#8230;aquela coisa da teoria da evolução?<br />
Creio que sim.<br />
Então imagine agora, digamos 100 pessoas no início da história.<br />
50 homens e 50 mulheres.<br />
25 pares hetero e 25 pares homo.<br />
Juntam-se cada qual de acordo com os seus gostos em total liberdade<br />
Parto do principio que aceita como evidente que daí a uns anos os casais hetero se terão reproduzido bastante mais que os casais homo&#8230;há qq coisa que os puxa para o truca-truca e aquilo costuma acabar em barrigas crescidas.<br />
Está nos genes. Claro que nos recém-nascidos, uma percentagem será tb homo.<br />
Mas digamos que na geração seguinte, já teremos 60% de hetero e 40% de homo.<br />
And so on.<br />
Dali a uns milénios, com mais ou menos complexidade, com mais ou menos factores influenciadores, teremos desembocado , não no desaparecimento total dos homossexuais, mas no seu confinamento a uma percentagem reduzida.<br />
Quem diz homossexuais, diz albinos, anões, etc,etc. Não desaparecem…há sempre uns genes recessivos que prevalecem ( e ainda bem, a espécie pode vir a ter necessidade deles), mas tornam-se marginais (no sentido estatístico da palavra…outliers,vá)<br />
Parece-lhe suficientemente científico, ou prefere teorias criacionistas?</p>
<p>Se quiser testar a tese, certamente terá amigos na área da estatística e das ciências da informação que lhe poderão criar facilmente, em computador um algoritmo genético aplicado à situação apresentada.<br />
Enjoy..</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42754</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 10:08:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42754</guid>
		<description>Que é lá isso de o tomar como inimigo, Jaime, de todo, apenas quis tentar perceber a sua opinião, aliás como me parece ser o seu caso quando me pergunta porque é que acho que a homossexualidade e a heterossexualidade – e, já gora, a bissexualidade – não são uma opção. Por preguiça, e comodidade, vou roubar umas respostas que já estão dadas.

&lt;strong&gt;&lt;em&gt;What Is Sexual Orientation?&lt;/strong&gt;
&lt;em&gt;Sexual orientation is an enduring emotional, romantic, sexual, or affectional attraction toward others. It is easily distinguished from other components of sexuality including biological sex, gender identity (the psychological sense of being male or female), and the social gender role (adherence to cultural norms for feminine and masculine behavior). 
Sexual orientation exists along a continuum that ranges from exclusive heterosexuality to exclusive homosexuality and includes various forms of bisexuality. Bisexual persons can experience sexual, emotional, and affectional attraction to both their own sex and the opposite sex. Persons with a homosexual orientation are sometimes referred to as gay (both men and women) or as lesbian (women only). 
Sexual orientation is different from sexual behavior because it refers to feelings and self-concept. Individuals may or may not express their sexual orientation in their behaviors. 

&lt;strong&gt;Is Sexual Orientation a Choice? &lt;/strong&gt;
No, human beings cannot choose to be either gay or straight. For most people, sexual orientation emerges in early adolescence without any prior sexual experience. Although we can choose whether to act on our feelings, psychologists do not consider sexual orientation to be a conscious choice that can be voluntarily changed.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;

(In: &lt;a href=&quot;http://apahelpcenter.org/articles/article.php?id=31&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://apahelpcenter.org/articles/article.php?id=31&lt;/a&gt;)
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que é lá isso de o tomar como inimigo, Jaime, de todo, apenas quis tentar perceber a sua opinião, aliás como me parece ser o seu caso quando me pergunta porque é que acho que a homossexualidade e a heterossexualidade – e, já gora, a bissexualidade – não são uma opção. Por preguiça, e comodidade, vou roubar umas respostas que já estão dadas.</p>
<p><strong><em>What Is Sexual Orientation?</em></strong><br />
<em>Sexual orientation is an enduring emotional, romantic, sexual, or affectional attraction toward others. It is easily distinguished from other components of sexuality including biological sex, gender identity (the psychological sense of being male or female), and the social gender role (adherence to cultural norms for feminine and masculine behavior).<br />
Sexual orientation exists along a continuum that ranges from exclusive heterosexuality to exclusive homosexuality and includes various forms of bisexuality. Bisexual persons can experience sexual, emotional, and affectional attraction to both their own sex and the opposite sex. Persons with a homosexual orientation are sometimes referred to as gay (both men and women) or as lesbian (women only).<br />
Sexual orientation is different from sexual behavior because it refers to feelings and self-concept. Individuals may or may not express their sexual orientation in their behaviors. </p>
<p><strong>Is Sexual Orientation a Choice? </strong><br />
No, human beings cannot choose to be either gay or straight. For most people, sexual orientation emerges in early adolescence without any prior sexual experience. Although we can choose whether to act on our feelings, psychologists do not consider sexual orientation to be a conscious choice that can be voluntarily changed.</em></p>
<p>(In: <a href="http://apahelpcenter.org/articles/article.php?id=31" rel="nofollow">http://apahelpcenter.org/articles/article.php?id=31</a>)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: VS</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42745</link>
		<dc:creator>VS</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 02:50:51 +0000</pubDate>
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		<description>Tanta palavra, para um só nome. Só prova que existe.
Saísse do obscuro, provavelmente não causaria tamanha confusão.

:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta palavra, para um só nome. Só prova que existe.<br />
Saísse do obscuro, provavelmente não causaria tamanha confusão.</p>
<p> <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42743</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 01:30:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42743</guid>
		<description>Ou corremos o risco de fazer os estatutos do homem de 1960 escrito por Thiago de Melo em jeito de poesia e de instituir a felicidade por decreto.
&quot;Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ou corremos o risco de fazer os estatutos do homem de 1960 escrito por Thiago de Melo em jeito de poesia e de instituir a felicidade por decreto.<br />
&#8220;Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42742</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 01:23:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42742</guid>
		<description>Ana de Matos Pires, Primeiro deixe-me que lhe pergunte - porque não percebi - porque é que a homossexualidade, a heterossexualidade ou sexualidade não são uma opção? Não me responda que se nasce assim ou outra enormidade dessas. Aliás o princípio plasmado na CRP é o da orientação (igual a uma opção). Se não é uma opção é o quê? Uma circunstância? Se assim for é uma circunstância que está muito acima da homossexualidade. O homem (o ser humano) é um ser sexuado, dessa forma não pode optar por praticar ou não o sexo sob pena de viver menos. O sexo faz parte da pirâmide homeostática, se não o praticarmos vai afectar o nosso equilíbrio vital. Mas não é disso que falamos pois não? Toda a gente teve uma tia velhinha que morreu virgem aos 90 anos e que optou por morrer virgem.
A seguir à liberdade, o princípio da igualdade, que o legislador constitucional plasmou no artº 13º da CRP, é o princípio que me é mais caro. Do ponto de vista da filosofia do direito acho que o artº 13º da CRP tem na verdade algumas situações que são atentatórias do direito natural. Por exemplo ser necessário estar lá escrito que ninguém pode ser prejudicado em função da raça parece-me uma violência. Evidentemente neste mundo cínico será necessário que esteja. Até porque muita legislação previa a discriminação em função da raça. O princípio constitucional destinou-se a retirar do ordenamento jurídico todas essas disposições legais. Sabia que as pessoas de raça calé podiam ser presas sem culpa formada? Esta minha posição levar-nos-ia a uma discussão enorme. A (sua) conclusão lógica seria que pelas mesmíssimas razões deverá estar no artº 13º a não discriminação pela orientação sexual (outra coisa que eu não sei o que é). Porém, a minha posição (e os princípios não podem subordinar-se às questões práticas sob pena de nos vendermos barato) é que o legislador nada deve dizer sobre os meus direitos naturais. Praticar sexo como eu quero e me apetece não pode ser legislado. O passo seguinte é regularem a forma como eu faço sexo. Está fora de questão. Repare no que sucedeu nos EUA com o princípio da igualdade racial. (Sim concordo que teve que ser escrito, mas foi uma venda barata) Depois o legislador foi obrigado a especificar como deveria ser aplicado e surgiu o princípio das quotas. E hoje os EUA têm uma sociedade espartilhada e profundamente injusta, para não dizer mafiosa, com o princípio das quotas. Abrir (des)caminho pela via legislativa é um erro cósmico e eu, como Mário Henrique Leiria, não suporto erros cósmicos. Não se pode, sob pena de retirar dignidade à coisa (o bem jurídico protegido) legislar a intimidade das pessoas. Pessoalmente até me parece que pensamos muitas coisas em comum não me tome a mim como o inimigo. O que eu discordo da minha amiga fc é basicamente (haverá certamente outras diferenças menos importantes) na via legislativa. A via legislativa retira dignidade a um direito natural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana de Matos Pires, Primeiro deixe-me que lhe pergunte &#8211; porque não percebi &#8211; porque é que a homossexualidade, a heterossexualidade ou sexualidade não são uma opção? Não me responda que se nasce assim ou outra enormidade dessas. Aliás o princípio plasmado na CRP é o da orientação (igual a uma opção). Se não é uma opção é o quê? Uma circunstância? Se assim for é uma circunstância que está muito acima da homossexualidade. O homem (o ser humano) é um ser sexuado, dessa forma não pode optar por praticar ou não o sexo sob pena de viver menos. O sexo faz parte da pirâmide homeostática, se não o praticarmos vai afectar o nosso equilíbrio vital. Mas não é disso que falamos pois não? Toda a gente teve uma tia velhinha que morreu virgem aos 90 anos e que optou por morrer virgem.<br />
A seguir à liberdade, o princípio da igualdade, que o legislador constitucional plasmou no artº 13º da CRP, é o princípio que me é mais caro. Do ponto de vista da filosofia do direito acho que o artº 13º da CRP tem na verdade algumas situações que são atentatórias do direito natural. Por exemplo ser necessário estar lá escrito que ninguém pode ser prejudicado em função da raça parece-me uma violência. Evidentemente neste mundo cínico será necessário que esteja. Até porque muita legislação previa a discriminação em função da raça. O princípio constitucional destinou-se a retirar do ordenamento jurídico todas essas disposições legais. Sabia que as pessoas de raça calé podiam ser presas sem culpa formada? Esta minha posição levar-nos-ia a uma discussão enorme. A (sua) conclusão lógica seria que pelas mesmíssimas razões deverá estar no artº 13º a não discriminação pela orientação sexual (outra coisa que eu não sei o que é). Porém, a minha posição (e os princípios não podem subordinar-se às questões práticas sob pena de nos vendermos barato) é que o legislador nada deve dizer sobre os meus direitos naturais. Praticar sexo como eu quero e me apetece não pode ser legislado. O passo seguinte é regularem a forma como eu faço sexo. Está fora de questão. Repare no que sucedeu nos EUA com o princípio da igualdade racial. (Sim concordo que teve que ser escrito, mas foi uma venda barata) Depois o legislador foi obrigado a especificar como deveria ser aplicado e surgiu o princípio das quotas. E hoje os EUA têm uma sociedade espartilhada e profundamente injusta, para não dizer mafiosa, com o princípio das quotas. Abrir (des)caminho pela via legislativa é um erro cósmico e eu, como Mário Henrique Leiria, não suporto erros cósmicos. Não se pode, sob pena de retirar dignidade à coisa (o bem jurídico protegido) legislar a intimidade das pessoas. Pessoalmente até me parece que pensamos muitas coisas em comum não me tome a mim como o inimigo. O que eu discordo da minha amiga fc é basicamente (haverá certamente outras diferenças menos importantes) na via legislativa. A via legislativa retira dignidade a um direito natural.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Barros</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42741</link>
		<dc:creator>José Barros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 01:08:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42741</guid>
		<description>não costumo achar que tenho o direito de me pronunciar nesses termos em relação à vida amorosa e sexual das outras pessoas. dizer ‘totalmente errado’ é condenar da forma mais veemente. concluir, perante isso, que ‘Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não “aprovando” as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam’, só mesmo a brincar. - Fernanda Câncio

Mas é isso mesmo que acontece, para seu espanto. 

Nos países em que o casamento homossexual é permitido a maioria da população não entenderá os práticas sexuais dos homo como tendo o mesmo valor, como sendo dignas da mesma aprovação, que as práticas sexuais heteros. A discriminação latente, ainda que não expressa em palavras ou actos, existirá no futuro e rondará sempre números impressionantes, qualquer que seja a sociedade. 

Apesar disso - e pese a maioria continuar a não aprovar a homossexualidade - a tendência será para os vários direitos nacionais abolirem quaisquer formas de discriminação segundo a orientação sexual. 

A comparação correcta é a seguinte: nos EUA e noutros países a partir de certa altura os negros passaram a ter efectivamente direitos iguais aos brancos. Isto dito, o racismo não morreu: está bem vivo e maior parte dos brancos - ou dos negros - continua a sentir desconfortável perante pessoas de outra cor. 

O importante, felizmente, é que o racismo - ainda que latente na maioria das pessoas - já foi &quot;civilizado&quot;, no sentido em que já muito pouca gente discute a igualdade de direitos. O mesmo acontecerá com a &quot;homofobia&quot;, muito depois de os legisladores terem acabado com os últimos domínios da discriminação sexual.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não costumo achar que tenho o direito de me pronunciar nesses termos em relação à vida amorosa e sexual das outras pessoas. dizer ‘totalmente errado’ é condenar da forma mais veemente. concluir, perante isso, que ‘Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não “aprovando” as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam’, só mesmo a brincar. &#8211; Fernanda Câncio</p>
<p>Mas é isso mesmo que acontece, para seu espanto. </p>
<p>Nos países em que o casamento homossexual é permitido a maioria da população não entenderá os práticas sexuais dos homo como tendo o mesmo valor, como sendo dignas da mesma aprovação, que as práticas sexuais heteros. A discriminação latente, ainda que não expressa em palavras ou actos, existirá no futuro e rondará sempre números impressionantes, qualquer que seja a sociedade. </p>
<p>Apesar disso &#8211; e pese a maioria continuar a não aprovar a homossexualidade &#8211; a tendência será para os vários direitos nacionais abolirem quaisquer formas de discriminação segundo a orientação sexual. </p>
<p>A comparação correcta é a seguinte: nos EUA e noutros países a partir de certa altura os negros passaram a ter efectivamente direitos iguais aos brancos. Isto dito, o racismo não morreu: está bem vivo e maior parte dos brancos &#8211; ou dos negros &#8211; continua a sentir desconfortável perante pessoas de outra cor. </p>
<p>O importante, felizmente, é que o racismo &#8211; ainda que latente na maioria das pessoas &#8211; já foi &#8220;civilizado&#8221;, no sentido em que já muito pouca gente discute a igualdade de direitos. O mesmo acontecerá com a &#8220;homofobia&#8221;, muito depois de os legisladores terem acabado com os últimos domínios da discriminação sexual.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42738</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 00:23:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42738</guid>
		<description>Explique lá, Fernando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Explique lá, Fernando.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42737</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2008 00:04:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42737</guid>
		<description>Para a Ana Matos Pires,

como não sei a sua idade não sei se lhe posso explicar a versão científica daquela história das cegonhas que trazem os bébés de Paris pendurados do bico...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para a Ana Matos Pires,</p>
<p>como não sei a sua idade não sei se lhe posso explicar a versão científica daquela história das cegonhas que trazem os bébés de Paris pendurados do bico&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42725</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 22:52:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42725</guid>
		<description>Peço imensa desculpa mas talvez me possam ajudar: alguém me dá uma explicação &quot;científica&quot; para a heterossexualidade?

Jaime, deixe-me só recordar-lhe que a homossexualidade não é uma “opção íntima”, aliás não é uma opção. E só por curiosidade, caso esteja com pachorra, gostava de saber se concorda com a inclusão na CRP de todas as outras situações previstas artigo 13º e porquê.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Peço imensa desculpa mas talvez me possam ajudar: alguém me dá uma explicação &#8220;científica&#8221; para a heterossexualidade?</p>
<p>Jaime, deixe-me só recordar-lhe que a homossexualidade não é uma “opção íntima”, aliás não é uma opção. E só por curiosidade, caso esteja com pachorra, gostava de saber se concorda com a inclusão na CRP de todas as outras situações previstas artigo 13º e porquê.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42722</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 22:33:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42722</guid>
		<description>A Fernanda Câncio recusa-se a aceitar o meu argumento básico que, em síntese, é o seguinte: ao contrário do que o texto da FC pretende insinuar o facto de 70% dos inquiridos ter considerado a homossexualidade &quot;totalmente errada&quot; não significa que todas, ou sequer a maioria dessas pessoas, persiga ou discrimine os homossexuais. 

O significado das respostas permite múltiplas interpretações. Um exemplo: quantos dos respondentes interpretaram a pergunta como sendo acerca da sua própria disponibilidade para praticar  a homossexualidade, por exemplo ? Nesse caso as respostas negativas não teriam a ver com as opções de outrem mas com as opções pessoais do respondente.

Claro que a FC pode acreditar naquilo que muito bem entender mas o facto é que não tem qualquer suporte válido para a sua tese que, acima de tudo, joga jornalisticamente no dramatismo.

Eu partilho com FC a preocupação pela existência de actos discriminatórios mas penso que a sociedade portuguesa evoluiu muito e que certas atitudes hostis para com os homossexuais, mais ostensivas, são hoje socialmente reprovadas. Como todos sabemos a &quot;comunidade gay&quot; está até muito bem colocada nos ambientes artísticos e não só, disfrutando muitos dos seus membros de merecida fama e apreço popular.

Por tudo isto penso serem descabidos os exageros de FC, sem dúvida bem intencionados, que pintam um quadro irreal da situação que não é sequer reconhecido por muitos homossexuais que detestam a vitimização. 

Não considero possível &quot;pregar&quot; a tolerância como faz FC a partir de declarações intolerantes, sem fundamento, que não passam de processos de intenções.

Já que FC refere as religiões posso dizer-lhe que considero a prática religiosa &quot;totalmente errada&quot; mas posso garantir-lhe que nunca me passou pela cabeça impedir fosse quem fosse de a realizar. 

Agora a brincar: pelos vistos a FC não é capaz de separar a discordância da perseguição. Como discorda de mim devo temer alguma represália ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Fernanda Câncio recusa-se a aceitar o meu argumento básico que, em síntese, é o seguinte: ao contrário do que o texto da FC pretende insinuar o facto de 70% dos inquiridos ter considerado a homossexualidade &#8220;totalmente errada&#8221; não significa que todas, ou sequer a maioria dessas pessoas, persiga ou discrimine os homossexuais. </p>
<p>O significado das respostas permite múltiplas interpretações. Um exemplo: quantos dos respondentes interpretaram a pergunta como sendo acerca da sua própria disponibilidade para praticar  a homossexualidade, por exemplo ? Nesse caso as respostas negativas não teriam a ver com as opções de outrem mas com as opções pessoais do respondente.</p>
<p>Claro que a FC pode acreditar naquilo que muito bem entender mas o facto é que não tem qualquer suporte válido para a sua tese que, acima de tudo, joga jornalisticamente no dramatismo.</p>
<p>Eu partilho com FC a preocupação pela existência de actos discriminatórios mas penso que a sociedade portuguesa evoluiu muito e que certas atitudes hostis para com os homossexuais, mais ostensivas, são hoje socialmente reprovadas. Como todos sabemos a &#8220;comunidade gay&#8221; está até muito bem colocada nos ambientes artísticos e não só, disfrutando muitos dos seus membros de merecida fama e apreço popular.</p>
<p>Por tudo isto penso serem descabidos os exageros de FC, sem dúvida bem intencionados, que pintam um quadro irreal da situação que não é sequer reconhecido por muitos homossexuais que detestam a vitimização. </p>
<p>Não considero possível &#8220;pregar&#8221; a tolerância como faz FC a partir de declarações intolerantes, sem fundamento, que não passam de processos de intenções.</p>
<p>Já que FC refere as religiões posso dizer-lhe que considero a prática religiosa &#8220;totalmente errada&#8221; mas posso garantir-lhe que nunca me passou pela cabeça impedir fosse quem fosse de a realizar. </p>
<p>Agora a brincar: pelos vistos a FC não é capaz de separar a discordância da perseguição. Como discorda de mim devo temer alguma represália ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: fernanda câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42716</link>
		<dc:creator>fernanda câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 21:21:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42716</guid>
		<description>fernando penim redondo, a paula telo alves já disse praticamente tudo o que eu teria a responder-lhe.

diz o fernando: que eu confundo, &#039;com evidente prejuizo, (1) a reivindicação dos homossexuais serem tratados como qualquer outro cidadão, sem discriminações, com (2) a questão do que pensam os portugueses sobre o fenómeno da homossexualidade.

eu respondo o óbvio verdadeiramente ululante: que é impossível distinguir uma coisa da outra. ao condenar como &quot;totalmente erradas&quot; as relações entre pessoas do mesmo sexo, o que é que os tais 70% de portugueses estão a dizer sobre as pessoas que têm essas relações? que as desaprovam. que não lhes reconhecem igualdade. que acham que não deviam existir. 

claro que se a pergunta fosse sobre uma religião, por exemplo -- considera errado que se professe a religião isto ou aquilo (católica, protestante, judaica, islâmica, budista, hindu) e a resposta maioritária fosse a mesma, falar-se-ia em intolerância ou em perseguição. mas como se trata de uma prática sexual ou de uma relação amorosa (ou as duas coisas ao mm tempo), é &quot;livre expressão&quot; e não significa nada de discriminatório. escamotear o facto de a expressão &#039;totalmente errado&#039; implicar uma atitude consentânea de rejeição, e ainda por cima acusar-me de ser eu que estou a tentar coarctar a liberdade dos outros não é, para usar uma expressão sua, &#039;pouco inteligente&#039;, é de bradar aos céus.

vou-lhe dar um exemplo, a ver se me faço perceber (ó pra mim, que querida): se me perguntarem sobre relações sexuais forçadas ou sobre abuso sexual de crianças, eu não terei nenhuma dúvida em responder &#039;totalmente errado&#039;. mas se me perguntarem sobre o incesto, não saberia como responder. porque não me considero capacitada para qualificar em termos de certo ou errado uma relação consentânea entre duas pessoas adultas, nem percebo o que posso ter a ver com isso, mesmo se admito que a situação me pode fazer alguma confusão. ou seja, eu não me considero em posição de condenar essa relação, nem seria sequer capaz de, perante as opções fornecidas pelo ics -- nunca errado, às vezes errado, bastante errado e totalmente errado (cito de memória) -- escolher uma que faça sentido. por um motivo muito simples, não costumo achar que tenho o direito de me pronunciar nesses termos em relação à vida amorosa e sexual das outras pessoas. dizer &#039;totalmente errado&#039; é condenar da forma mais veemente. concluir, perante isso, que &#039;Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não “aprovando” as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam&#039;, só mesmo a brincar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>fernando penim redondo, a paula telo alves já disse praticamente tudo o que eu teria a responder-lhe.</p>
<p>diz o fernando: que eu confundo, &#8216;com evidente prejuizo, (1) a reivindicação dos homossexuais serem tratados como qualquer outro cidadão, sem discriminações, com (2) a questão do que pensam os portugueses sobre o fenómeno da homossexualidade.</p>
<p>eu respondo o óbvio verdadeiramente ululante: que é impossível distinguir uma coisa da outra. ao condenar como &#8220;totalmente erradas&#8221; as relações entre pessoas do mesmo sexo, o que é que os tais 70% de portugueses estão a dizer sobre as pessoas que têm essas relações? que as desaprovam. que não lhes reconhecem igualdade. que acham que não deviam existir. </p>
<p>claro que se a pergunta fosse sobre uma religião, por exemplo &#8212; considera errado que se professe a religião isto ou aquilo (católica, protestante, judaica, islâmica, budista, hindu) e a resposta maioritária fosse a mesma, falar-se-ia em intolerância ou em perseguição. mas como se trata de uma prática sexual ou de uma relação amorosa (ou as duas coisas ao mm tempo), é &#8220;livre expressão&#8221; e não significa nada de discriminatório. escamotear o facto de a expressão &#8216;totalmente errado&#8217; implicar uma atitude consentânea de rejeição, e ainda por cima acusar-me de ser eu que estou a tentar coarctar a liberdade dos outros não é, para usar uma expressão sua, &#8216;pouco inteligente&#8217;, é de bradar aos céus.</p>
<p>vou-lhe dar um exemplo, a ver se me faço perceber (ó pra mim, que querida): se me perguntarem sobre relações sexuais forçadas ou sobre abuso sexual de crianças, eu não terei nenhuma dúvida em responder &#8216;totalmente errado&#8217;. mas se me perguntarem sobre o incesto, não saberia como responder. porque não me considero capacitada para qualificar em termos de certo ou errado uma relação consentânea entre duas pessoas adultas, nem percebo o que posso ter a ver com isso, mesmo se admito que a situação me pode fazer alguma confusão. ou seja, eu não me considero em posição de condenar essa relação, nem seria sequer capaz de, perante as opções fornecidas pelo ics &#8212; nunca errado, às vezes errado, bastante errado e totalmente errado (cito de memória) &#8212; escolher uma que faça sentido. por um motivo muito simples, não costumo achar que tenho o direito de me pronunciar nesses termos em relação à vida amorosa e sexual das outras pessoas. dizer &#8216;totalmente errado&#8217; é condenar da forma mais veemente. concluir, perante isso, que &#8216;Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não “aprovando” as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam&#8217;, só mesmo a brincar.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42704</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 20:07:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42704</guid>
		<description>&quot;eu sou homofóbico. As coisas devem ter os nomes certos, certo?&quot;

Tem toda a razão FC. Eu não gosto de homossexuais, como tb não gosto de adeptos do Porto e de mulheres gordas com o umbigo à mostra,  e de carne guisada e de gajos que palitam os dentes.

É assim.
Gostos não se discutem e toda a gente tem o direito de não gostar do que lhe der na veneta, sem ter polícias da moralidade bem pensante a bichanar-lhe ao ouvido que é &quot;isto é feio&quot; e &quot;devias dizer que achas moderno&quot; e bla bla bla.

Dito isto, sou homofóbico em abstracto. Ver dois gajos aos beijos desagrada-me tanto como ver alguém exibir um coto ou  a urinar para a roda do camião, ou pousar os olhos nas diversas misérias humanas.
Não tenho culpa. Finjo que me é indiferente, mas não é. 
Tenho o direito de não gostar e de dizer que não gosto.
Dito isto, a lei não proibe ninguém de se apaixonar até por uma gamba ou de dormir com um lacrau,se lhe aprouver. O estado não destaca um polícia para a alcova de cada cidadão, para inspeccionar.

Quanto ao casamento, é um contrato entre um homem e uma mulher, tal como um contrato de compra e venda é entre um comprador e um vendedor.

Não me repugna que dois homossexuais, ou dois cães de loiça contratualizem a sua relação. 
Invente-se um contrato-tipo e chame-se-lhe o que for racional, mas não &quot;casamento&quot;, porque este contrato já está tipificado.
É entre um homem e uma mulher, ponto final.

 Outro dia a segunda de Zapatero, apanhada numa foto com um cromo tipo Professor Bambo e uma trupe de mulheres, ficou &quot;horrorizada&quot; porque veio a saber que  aquele mulherio todo era  o harém do Professor Bambo.
Horrorizada porque  foi abalroada, em directo e ao vivo, pelo paradoxo conceptual entre a tralha ideológica que uma certa esquerda gosta de ostentar nos níveis mais altos da estratosfera, e as complexas realidades da lama, onde poucas coisas se prestam à simplificadora arrogância moralista que caracteriza esta gente.
A Srª de La Vega foi ao Níger falar da igualdade dos géneros e levou na tromba com o verdadeiro conteúdo do relativismo cultural, acabando arrolada na foto de família do serralho  do Prof Bambo.
Ela, parte de um governo que tem feito carreira atacando fanaticamente os “arcaicos” valores cristãos, e que faz manguitos ao Papa com o mesmo entusiasmo com que celebra alianças com os representantes do islamismo, recebeu ali um banho de realidade.
E, uma vez que estamos em desempenado clima da compreensão multicultural, já que a senhora se horroriza pelo facto de o Professor Bambo casar simultaneamente com várias jovens mulheres, seria interessante perguntar ao cromo se considera justificado esse “horror”, por parte de alguém que, no seu país, acha “moderno” e “avançado” que homens se casem com outros homens.

E a FC? Ficaria  tb &quot;horrorizada&quot; com o serralho?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;eu sou homofóbico. As coisas devem ter os nomes certos, certo?&#8221;</p>
<p>Tem toda a razão FC. Eu não gosto de homossexuais, como tb não gosto de adeptos do Porto e de mulheres gordas com o umbigo à mostra,  e de carne guisada e de gajos que palitam os dentes.</p>
<p>É assim.<br />
Gostos não se discutem e toda a gente tem o direito de não gostar do que lhe der na veneta, sem ter polícias da moralidade bem pensante a bichanar-lhe ao ouvido que é &#8220;isto é feio&#8221; e &#8220;devias dizer que achas moderno&#8221; e bla bla bla.</p>
<p>Dito isto, sou homofóbico em abstracto. Ver dois gajos aos beijos desagrada-me tanto como ver alguém exibir um coto ou  a urinar para a roda do camião, ou pousar os olhos nas diversas misérias humanas.<br />
Não tenho culpa. Finjo que me é indiferente, mas não é.<br />
Tenho o direito de não gostar e de dizer que não gosto.<br />
Dito isto, a lei não proibe ninguém de se apaixonar até por uma gamba ou de dormir com um lacrau,se lhe aprouver. O estado não destaca um polícia para a alcova de cada cidadão, para inspeccionar.</p>
<p>Quanto ao casamento, é um contrato entre um homem e uma mulher, tal como um contrato de compra e venda é entre um comprador e um vendedor.</p>
<p>Não me repugna que dois homossexuais, ou dois cães de loiça contratualizem a sua relação.<br />
Invente-se um contrato-tipo e chame-se-lhe o que for racional, mas não &#8220;casamento&#8221;, porque este contrato já está tipificado.<br />
É entre um homem e uma mulher, ponto final.</p>
<p> Outro dia a segunda de Zapatero, apanhada numa foto com um cromo tipo Professor Bambo e uma trupe de mulheres, ficou &#8220;horrorizada&#8221; porque veio a saber que  aquele mulherio todo era  o harém do Professor Bambo.<br />
Horrorizada porque  foi abalroada, em directo e ao vivo, pelo paradoxo conceptual entre a tralha ideológica que uma certa esquerda gosta de ostentar nos níveis mais altos da estratosfera, e as complexas realidades da lama, onde poucas coisas se prestam à simplificadora arrogância moralista que caracteriza esta gente.<br />
A Srª de La Vega foi ao Níger falar da igualdade dos géneros e levou na tromba com o verdadeiro conteúdo do relativismo cultural, acabando arrolada na foto de família do serralho  do Prof Bambo.<br />
Ela, parte de um governo que tem feito carreira atacando fanaticamente os “arcaicos” valores cristãos, e que faz manguitos ao Papa com o mesmo entusiasmo com que celebra alianças com os representantes do islamismo, recebeu ali um banho de realidade.<br />
E, uma vez que estamos em desempenado clima da compreensão multicultural, já que a senhora se horroriza pelo facto de o Professor Bambo casar simultaneamente com várias jovens mulheres, seria interessante perguntar ao cromo se considera justificado esse “horror”, por parte de alguém que, no seu país, acha “moderno” e “avançado” que homens se casem com outros homens.</p>
<p>E a FC? Ficaria  tb &#8220;horrorizada&#8221; com o serralho?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42690</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 16:55:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42690</guid>
		<description>Paula Telo Alves,

os 70% que disseram (à falta de formula mais adequada) que consideravam a homossexualidade &quot;totalmente errada&quot; também não pediram sanções para quem a pratica. Limitaram-se a dar uma opinião. Tal como a Paula dá a sua.

O erro da Paula é continuar a confundir a tolerância com a aprovação. Quem julga que a homossexualidade é uma coisa &quot;correcta&quot; não tem que mostrar tolerância, a questão nem sequer se coloca.
Quem entende que a homossexualidade é &quot;incorrecta&quot; é que pode, ou não, revelar tolerância de acordo com o seu comportamento em situações concretas. 

Socialmente não faz sentido qualquer classificação, quer seja &quot;correcta&quot; ou &quot;incorrecta&quot;.  Cada um terá a sua opinião sobre o assunto tal como cada um tem as práticas sexuais que prefere, é do foro íntimo.

Socialmente a única coisa que faz sentido é garantir a não discriminação com base na &quot;orientação sexual&quot;. 

Mas mesmo quando o respeito e a não discriminação funcionem isso não elimina a &quot;diferença&quot; de um comportamento que é (ou parece ser) próprio de uma minoria. Como não existem explicações científicas para o fenómeno é natural que as pessoas se interroguem sobre o seu significado.

Pretender que a sociedade finja que as &quot;diferenças&quot; não existem, que é tudo a mesma coisa, constitui um &quot;overacting&quot;, que em vez de ajudar só complica a causa dos direitos cívicos.

Um esclarecimento final: quando no comentário anterior usei o termo &quot;bestial&quot; queria que ele fosse lido no sentido de &quot;muito bom&quot; em contraposição a &quot;incorrecto&quot;. A Paula leu &quot;bestial&quot; no sentido literal, próprio de bestas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Telo Alves,</p>
<p>os 70% que disseram (à falta de formula mais adequada) que consideravam a homossexualidade &#8220;totalmente errada&#8221; também não pediram sanções para quem a pratica. Limitaram-se a dar uma opinião. Tal como a Paula dá a sua.</p>
<p>O erro da Paula é continuar a confundir a tolerância com a aprovação. Quem julga que a homossexualidade é uma coisa &#8220;correcta&#8221; não tem que mostrar tolerância, a questão nem sequer se coloca.<br />
Quem entende que a homossexualidade é &#8220;incorrecta&#8221; é que pode, ou não, revelar tolerância de acordo com o seu comportamento em situações concretas. </p>
<p>Socialmente não faz sentido qualquer classificação, quer seja &#8220;correcta&#8221; ou &#8220;incorrecta&#8221;.  Cada um terá a sua opinião sobre o assunto tal como cada um tem as práticas sexuais que prefere, é do foro íntimo.</p>
<p>Socialmente a única coisa que faz sentido é garantir a não discriminação com base na &#8220;orientação sexual&#8221;. </p>
<p>Mas mesmo quando o respeito e a não discriminação funcionem isso não elimina a &#8220;diferença&#8221; de um comportamento que é (ou parece ser) próprio de uma minoria. Como não existem explicações científicas para o fenómeno é natural que as pessoas se interroguem sobre o seu significado.</p>
<p>Pretender que a sociedade finja que as &#8220;diferenças&#8221; não existem, que é tudo a mesma coisa, constitui um &#8220;overacting&#8221;, que em vez de ajudar só complica a causa dos direitos cívicos.</p>
<p>Um esclarecimento final: quando no comentário anterior usei o termo &#8220;bestial&#8221; queria que ele fosse lido no sentido de &#8220;muito bom&#8221; em contraposição a &#8220;incorrecto&#8221;. A Paula leu &#8220;bestial&#8221; no sentido literal, próprio de bestas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42685</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 16:05:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42685</guid>
		<description>Fernando Penim,

Viu-me defender que os 70% de portugueses que acham que as relações homossexuais são &quot;totalmente erradas&quot; sejam sancionados? Que tenham de frequentar cursos de educação cívica ou condenados ao degredo? Que a Constituição Portuguesa tenha de ser alterada para eliminar o art. 37 (que garante a liberdade de expressão), impedindo assim que estes 70% manifestem as suas opiniões (ou quaisquer outros que não tenham as mesmas opiniões que eu)? Não, pois não?

Eu nunca disse que as pessoas não têm direito a ter opiniões, por mais abstrusas que estas sejam. A liberdade de expressão existe para isso, mas nada no artigo 37 da Constituição me obriga a concordar com elas, e discordar delas não tem nada de anti-democrático. 

Deixe-me por isso, ao abrigo do mesmíssimo artigo 37, opinar que este inquérito revela um mal-disfarçado sentimento homofóbico da população portuguesa. E sim, que acho deprimente que 70% das pessoas do meu país achem a homossexualidade &quot;totalmente errada&quot;. E achar também que a percepção portuguesa da homossexualidade não pode deixar de ter consequências na forma como os homossexuais são tratados em Portugal. O Fernando acha mesmo que quem pensa que a &quot;homossexualidade é bestial&quot; tem abertura e tolerância para contratar um homossexual, por exemplo, ou para lhe conceder o direito de manifestar o amor pelo parceiro em público?
Mais de dois terços dos portugueses acham mal. Eu acho lamentável, mas não peço que o artigo 37 da CRP seja alterado para impedir que as pessoas manifestem as suas opiniões - ao contrário do jaime roriz, que gostaria de ver alterado o artigo 13 para eliminar a proibição da descriminação em função da orientação sexual. Não me peça para concordar com ele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Penim,</p>
<p>Viu-me defender que os 70% de portugueses que acham que as relações homossexuais são &#8220;totalmente erradas&#8221; sejam sancionados? Que tenham de frequentar cursos de educação cívica ou condenados ao degredo? Que a Constituição Portuguesa tenha de ser alterada para eliminar o art. 37 (que garante a liberdade de expressão), impedindo assim que estes 70% manifestem as suas opiniões (ou quaisquer outros que não tenham as mesmas opiniões que eu)? Não, pois não?</p>
<p>Eu nunca disse que as pessoas não têm direito a ter opiniões, por mais abstrusas que estas sejam. A liberdade de expressão existe para isso, mas nada no artigo 37 da Constituição me obriga a concordar com elas, e discordar delas não tem nada de anti-democrático. </p>
<p>Deixe-me por isso, ao abrigo do mesmíssimo artigo 37, opinar que este inquérito revela um mal-disfarçado sentimento homofóbico da população portuguesa. E sim, que acho deprimente que 70% das pessoas do meu país achem a homossexualidade &#8220;totalmente errada&#8221;. E achar também que a percepção portuguesa da homossexualidade não pode deixar de ter consequências na forma como os homossexuais são tratados em Portugal. O Fernando acha mesmo que quem pensa que a &#8220;homossexualidade é bestial&#8221; tem abertura e tolerância para contratar um homossexual, por exemplo, ou para lhe conceder o direito de manifestar o amor pelo parceiro em público?<br />
Mais de dois terços dos portugueses acham mal. Eu acho lamentável, mas não peço que o artigo 37 da CRP seja alterado para impedir que as pessoas manifestem as suas opiniões &#8211; ao contrário do jaime roriz, que gostaria de ver alterado o artigo 13 para eliminar a proibição da descriminação em função da orientação sexual. Não me peça para concordar com ele.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42680</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 14:36:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42680</guid>
		<description>Diz a Paula Telo Alves,

&quot; Vivo no estrangeiro há oito anos e fico chocada com a mentalidade dos portugueses nesta questão: é de uma ignorância e de um provincianismo atroz. Setenta por cento julgam-se no direito de opinar sobre o que faz parte da identidade e intimidade dos outros, algo que em nada os prejudica nem ameaça.&quot;

E a Paula julga-se no direito de qualificar a opinião de 70 % dos portugueses. Deve ser por viver no estrageiro, é outra loiça. 
Os portugueses que cá ficam são todos uns trogloditas...

Não acha que são direitos iguais achar que a homossexualidade é bestial ou achar que a homossexualidade é &quot;incorrecta&quot; ?
São apenas dois direitos de opinião já que não há nenhuma caução científica a qualquer das posições.

Quem é mais democrático ? Quem dá aos outros o direito de pensar como entenderem ou quem quer obrigar todos a ter a mesma opinião ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Diz a Paula Telo Alves,</p>
<p>&#8221; Vivo no estrangeiro há oito anos e fico chocada com a mentalidade dos portugueses nesta questão: é de uma ignorância e de um provincianismo atroz. Setenta por cento julgam-se no direito de opinar sobre o que faz parte da identidade e intimidade dos outros, algo que em nada os prejudica nem ameaça.&#8221;</p>
<p>E a Paula julga-se no direito de qualificar a opinião de 70 % dos portugueses. Deve ser por viver no estrageiro, é outra loiça.<br />
Os portugueses que cá ficam são todos uns trogloditas&#8230;</p>
<p>Não acha que são direitos iguais achar que a homossexualidade é bestial ou achar que a homossexualidade é &#8220;incorrecta&#8221; ?<br />
São apenas dois direitos de opinião já que não há nenhuma caução científica a qualquer das posições.</p>
<p>Quem é mais democrático ? Quem dá aos outros o direito de pensar como entenderem ou quem quer obrigar todos a ter a mesma opinião ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42678</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 13:57:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42678</guid>
		<description>Cara Paula Telo Alves, Ser-se um jogador inveterado ou ganacioso, não é punido pela ordem juridica nem sequer acho que seja um defeito, um vício ou um defeito de caracter. Está na disponibilidade de quem o faz. Da mesma maneira que está na minha disponibilidade fazer sexo com homens ou mulheres. Livrem-se de me dizer que posso ou que não posso fazê-lo. O que eu tentava explicar é que tira dignidade à intimidade de cada um colocar sob a alçada do direito aquilo que cada um pode fazer com o seu corpo. É evidente que ninguém pode ser despedido, prejudicado no emprego, retirado dos seus deveres de pai por ser homossexual. Continuo a dizer que isso não deve estar na lei. Você acha que ser um jogador inveterado é um vício eu não acho. Você acha que ser ganancioso é um defeito de caracter eu não acho. Eu tenho uma enorme dificuldade em fazer juizos de valor das outras pessoas você não tem. Eu não tenho medo nenhum de dizer que não gosto de pessoas competitivas e agressivas. Não gosto pronto(s)! :-) Mas está errado? NEM QUERO SABER! Está na disponibilidade de quem o faz. Mas é claro eu descrimino quem vem a minha casa. Só recebo em minha casa as pessoas de quem eu gosto. Acha que as pessoas de quem eu não gosto deveriam ter protecção da ordem juridica? (perdoe-me o ridiculo).
Para explicar isto doutra maneira. O estado da califórnia legislou sobre a permissão de amamentar em público. Sou visceralmente contra essa lei. O passo seguinte foi legislar como se faz essa amamentação e o que se pode mostrar durante o acto .... e com isto lá se foi a liberdade ... um bem que eu prezo MUITO MAIS que o bem da não discriminação. Voltando ao caso da não discriminação da homossexualidade se eu permitir que legislador venha dizer que posso fazer sexo com homens e mulheres, dentro em breve lá estará o legislador a dizer COMO é que eu hei-de fazer isso. E aí lá se vai pelo cano algo que agora eu sei que tenho. Eu, no actual quadro legal, (salvaguardada a defeza dos incapazes e dos menores) faço sexo com quem quiser, independentemente do género, como quiser e não estou sob a alçado do direito. E não quero estar nunca. É um assunto que só a mim diz respeito (e à outra pessoa (it takes two to tango)).
Só para acabar no que respeita ao incesto esse argumento médico não está provado e se estivesse bastaria que se proibisse a gestação, mas só entre incestuosos do sexo diferente. Porque presumo a Paula não estará contra o incesto entre pessoas do mesmo sexo. Ou está?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Paula Telo Alves, Ser-se um jogador inveterado ou ganacioso, não é punido pela ordem juridica nem sequer acho que seja um defeito, um vício ou um defeito de caracter. Está na disponibilidade de quem o faz. Da mesma maneira que está na minha disponibilidade fazer sexo com homens ou mulheres. Livrem-se de me dizer que posso ou que não posso fazê-lo. O que eu tentava explicar é que tira dignidade à intimidade de cada um colocar sob a alçada do direito aquilo que cada um pode fazer com o seu corpo. É evidente que ninguém pode ser despedido, prejudicado no emprego, retirado dos seus deveres de pai por ser homossexual. Continuo a dizer que isso não deve estar na lei. Você acha que ser um jogador inveterado é um vício eu não acho. Você acha que ser ganancioso é um defeito de caracter eu não acho. Eu tenho uma enorme dificuldade em fazer juizos de valor das outras pessoas você não tem. Eu não tenho medo nenhum de dizer que não gosto de pessoas competitivas e agressivas. Não gosto pronto(s)! <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Mas está errado? NEM QUERO SABER! Está na disponibilidade de quem o faz. Mas é claro eu descrimino quem vem a minha casa. Só recebo em minha casa as pessoas de quem eu gosto. Acha que as pessoas de quem eu não gosto deveriam ter protecção da ordem juridica? (perdoe-me o ridiculo).<br />
Para explicar isto doutra maneira. O estado da califórnia legislou sobre a permissão de amamentar em público. Sou visceralmente contra essa lei. O passo seguinte foi legislar como se faz essa amamentação e o que se pode mostrar durante o acto &#8230;. e com isto lá se foi a liberdade &#8230; um bem que eu prezo MUITO MAIS que o bem da não discriminação. Voltando ao caso da não discriminação da homossexualidade se eu permitir que legislador venha dizer que posso fazer sexo com homens e mulheres, dentro em breve lá estará o legislador a dizer COMO é que eu hei-de fazer isso. E aí lá se vai pelo cano algo que agora eu sei que tenho. Eu, no actual quadro legal, (salvaguardada a defeza dos incapazes e dos menores) faço sexo com quem quiser, independentemente do género, como quiser e não estou sob a alçado do direito. E não quero estar nunca. É um assunto que só a mim diz respeito (e à outra pessoa (it takes two to tango)).<br />
Só para acabar no que respeita ao incesto esse argumento médico não está provado e se estivesse bastaria que se proibisse a gestação, mas só entre incestuosos do sexo diferente. Porque presumo a Paula não estará contra o incesto entre pessoas do mesmo sexo. Ou está?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Barros</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42672</link>
		<dc:creator>José Barros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 12:48:30 +0000</pubDate>
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		<description>Também concordo que este texto revela um entendimento deficiente do que é o direito. 

O casamento homossexual deve ser permitido porque se trata de um direito negativo com que o Estado não deve interferir. Reconhecê-lo não impede minimamente alguém de achar que um certo exercício da liberdade  - com o qual o Estado não deve interferir - é moralmente errado. Consumir drogas é errado e, mesmo assim, pode ser-se - e eu sou - a favor da legalização e liberalização do consumo. É bom que haja opiniões para todos os gostos e o que o direito - legislado e exercido - não dependa de uma qualquer visão ideológica imposta à maioria por ser - na opinião de alguns - a visão certa.

Ps: Faço parte dos 30% dessa sondagem. Mas não me choca - de per si - que alguém considere a homossexualidade errada. Basta que se tenha uma certa visão da vida. Católica, por exemplo. E qual é o mal disso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também concordo que este texto revela um entendimento deficiente do que é o direito. </p>
<p>O casamento homossexual deve ser permitido porque se trata de um direito negativo com que o Estado não deve interferir. Reconhecê-lo não impede minimamente alguém de achar que um certo exercício da liberdade  &#8211; com o qual o Estado não deve interferir &#8211; é moralmente errado. Consumir drogas é errado e, mesmo assim, pode ser-se &#8211; e eu sou &#8211; a favor da legalização e liberalização do consumo. É bom que haja opiniões para todos os gostos e o que o direito &#8211; legislado e exercido &#8211; não dependa de uma qualquer visão ideológica imposta à maioria por ser &#8211; na opinião de alguns &#8211; a visão certa.</p>
<p>Ps: Faço parte dos 30% dessa sondagem. Mas não me choca &#8211; de per si &#8211; que alguém considere a homossexualidade errada. Basta que se tenha uma certa visão da vida. Católica, por exemplo. E qual é o mal disso?</p>
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	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42667</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 12:29:04 +0000</pubDate>
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		<description>O cometánrio anterior não era para ser posto aqui.
Já o tendo enviado para o local certo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O cometánrio anterior não era para ser posto aqui.<br />
Já o tendo enviado para o local certo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Paula Telo Alves</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42664</link>
		<dc:creator>Paula Telo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 12:21:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42664</guid>
		<description>O comentário atrás assinado &quot;Ibidem&quot; deveria ter sido assinado com o meu nome completo, Paula Telo Alves. Importa-se de alterar a entrada, Fernanda? Obrigada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário atrás assinado &#8220;Ibidem&#8221; deveria ter sido assinado com o meu nome completo, Paula Telo Alves. Importa-se de alterar a entrada, Fernanda? Obrigada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ibidem</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42663</link>
		<dc:creator>Ibidem</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 12:19:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42663</guid>
		<description>jaime roriz, há uma razão muito simples para que os casamentos incestuosos, como lhes chama, não sejam possíveis: o perigo de malformações genéticas associadas à endogamia, já que esta multiplica as hipóteses de que os filhos herdem cópias de genes defeituosos. Não é uma &quot;razão moral&quot;, como supõe, mas uma forma de o ordenamento jurídico acautelar a saúde pública. Razões que não impedem, claro, a união de homossexuais. 
Por outro lado, comparar a proibição de discriminação por causa da orientação sexual com a discriminação &quot;por ser ganancioso, ou um jogador inveterado&quot;, é supor que a homossexualidade é um vício ou um defeito de carácter - e ficamos esclarecidos quanto à suposta &quot;tolerância&quot; do jaime. Queira ou não, é uma variante subtil do clássico &quot;eu não tenho nada contra os homossexuais, mas não venham ainda por cima reclamar direitos!&quot; (como o de não ser descriminado?). 
Para o jaime, um homossexual que seja despedido ou recusado devido à sua orientação sexual não merece a tutela do direito: está na mesma situação que um qualquer fetichista de lâmpadas.  Ora não consta que estes sejam alvo de perseguições, ao contrário dos homossexuais (leia a excelente reportagem da Fernanda Câncio, aliás premiada, &quot;os paneleiros hádem morrer todos&quot;, sobre as perseguições organizadas em Viseu com a tolerância da Polícia e o beneplácito da população). Acha o jaime que os homossexuais acossados e agredidos por bandos, ou despedidos sem outra causa que a &quot;liberdade de opinião&quot; dos patrões, não merecem a protecção da lei? 
Vivo no estrangeiro há oito anos e fico chocada com a mentalidade dos portugueses nesta questão: é de uma ignorância e de um provincianismo atroz. Setenta por cento julgam-se no direito de opinar sobre o que faz parte da identidade e intimidade dos outros, algo que em nada os prejudica nem ameaça. A homossexualidade não é uma escolha nem uma opção que se selecciona num questionário e pela qual se deve pagar o resto da vida. Era só isso, parece-me, que este belíssimo texto da Fernanda Câncio queria mostrar: o direito de amar. Mas há quem continue a recusar-se a chamar os bois pelos nomes, como se prova pela enxurrada de comentários neste post sobre &quot;o direito de opinião&quot; e a &quot;sinceridade democrática&quot; dos que se acham no direito de considerar a homossexualidade &quot;uma opção totalmente errada&quot;. Suponho que, quando num futuro inquérito 70% dos portugueses considerarem que os judeus são gananciosos ou as loiras burras, se recusem a falar de anti-semitismo ou misoginia. 
Assumam-se. Repitam com a Fernanda: &quot;Eu sou homofóbico&quot;. Admitir o problema é o primeiro passo para a cura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jaime roriz, há uma razão muito simples para que os casamentos incestuosos, como lhes chama, não sejam possíveis: o perigo de malformações genéticas associadas à endogamia, já que esta multiplica as hipóteses de que os filhos herdem cópias de genes defeituosos. Não é uma &#8220;razão moral&#8221;, como supõe, mas uma forma de o ordenamento jurídico acautelar a saúde pública. Razões que não impedem, claro, a união de homossexuais.<br />
Por outro lado, comparar a proibição de discriminação por causa da orientação sexual com a discriminação &#8220;por ser ganancioso, ou um jogador inveterado&#8221;, é supor que a homossexualidade é um vício ou um defeito de carácter &#8211; e ficamos esclarecidos quanto à suposta &#8220;tolerância&#8221; do jaime. Queira ou não, é uma variante subtil do clássico &#8220;eu não tenho nada contra os homossexuais, mas não venham ainda por cima reclamar direitos!&#8221; (como o de não ser descriminado?).<br />
Para o jaime, um homossexual que seja despedido ou recusado devido à sua orientação sexual não merece a tutela do direito: está na mesma situação que um qualquer fetichista de lâmpadas.  Ora não consta que estes sejam alvo de perseguições, ao contrário dos homossexuais (leia a excelente reportagem da Fernanda Câncio, aliás premiada, &#8220;os paneleiros hádem morrer todos&#8221;, sobre as perseguições organizadas em Viseu com a tolerância da Polícia e o beneplácito da população). Acha o jaime que os homossexuais acossados e agredidos por bandos, ou despedidos sem outra causa que a &#8220;liberdade de opinião&#8221; dos patrões, não merecem a protecção da lei?<br />
Vivo no estrangeiro há oito anos e fico chocada com a mentalidade dos portugueses nesta questão: é de uma ignorância e de um provincianismo atroz. Setenta por cento julgam-se no direito de opinar sobre o que faz parte da identidade e intimidade dos outros, algo que em nada os prejudica nem ameaça. A homossexualidade não é uma escolha nem uma opção que se selecciona num questionário e pela qual se deve pagar o resto da vida. Era só isso, parece-me, que este belíssimo texto da Fernanda Câncio queria mostrar: o direito de amar. Mas há quem continue a recusar-se a chamar os bois pelos nomes, como se prova pela enxurrada de comentários neste post sobre &#8220;o direito de opinião&#8221; e a &#8220;sinceridade democrática&#8221; dos que se acham no direito de considerar a homossexualidade &#8220;uma opção totalmente errada&#8221;. Suponho que, quando num futuro inquérito 70% dos portugueses considerarem que os judeus são gananciosos ou as loiras burras, se recusem a falar de anti-semitismo ou misoginia.<br />
Assumam-se. Repitam com a Fernanda: &#8220;Eu sou homofóbico&#8221;. Admitir o problema é o primeiro passo para a cura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42642</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 09:16:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42642</guid>
		<description>Caro Rogério,

Como não aparece publicado o meu último comentário, onde lhe tentei explicar o contexto dos outros meus comentários anteriores, também admitindo que se possa ter perdido, tomei, ainda ontem, a iniciativa de fazer o que transcrevo abaixo, sem prejuízo de continuar a achar que o post em questão é vulgar e de que não lhe fica bem tratar os seus leitores por &quot;tu cá tu lá&quot;.
Mas isso é assunto que, em bom rigor, passa a não me dizer respeito, porque deixarei de o ler, embora continue a vir a um blog que me dá prazer.

Também venho percebendo que o melhor que temos a fazer, para não nos aborrecermos, é não entrar em diálogo quando tal não merece a pena. 
Por isso, caro &quot;joseph&quot;, a sua observação a meu respeito valeu por isso, sobretudo.
 
E passo, então, a transcrição, devendo agradecer a Fernanda Câncio o facto de ter dado seguimento ao meu pedido:

«…
Fernanda Câncio,
Como pode reparar no post mais acima “Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também”, acabei por me exceder com um comentário.
Procurei explicar o contexto em que fiz o comentário em causa, mas o autor do post não o publicou.
Não conheço Rogério da Costa Pereira e não quis, de forma alguma, ofender a pessoa deste seu co-blogger do 5DiasNet.
Mas admito que me excedi e acabo por concordar com o comentador “joseph” quando este se refere a mim escrevendo que «o ideal seria que (eu) reconhecesse que necessito urgentemente de um psiquiatra».
E eu “reconheço” que já lá ando vai para 4 anos, bem como numa consulta, todos os meses, de psicoterapia ao longo dos dois últimos anos.
Tendo a mesma percepção de “joseph” em relação a muita gente boa que escreve na blogosfera, procurando nisso uma forma de terapia.
Assumo aqui, publicamente, o que estou a dizer, sem complexos, porque a minha sorte foi ter percebido que os psiquiatras e os psicólogos também tratam pessoas normais, mas que se passam, ás vezes.
Sei que você compreende o que está implícito ao que estou a escrever.
Por isso, entenda como um favor o pedido que lhe faço para que publique o que estou a escrever, esperando que Rogério da Costa Pereira o leia, uma vez que não tenho forma de o fazer directamente.
E embora não tenha tido intenção de ser ofensivo com o co-blogger em questão, quero que ele saiba que lhe devo um pedido de desculpa.
…»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rogério,</p>
<p>Como não aparece publicado o meu último comentário, onde lhe tentei explicar o contexto dos outros meus comentários anteriores, também admitindo que se possa ter perdido, tomei, ainda ontem, a iniciativa de fazer o que transcrevo abaixo, sem prejuízo de continuar a achar que o post em questão é vulgar e de que não lhe fica bem tratar os seus leitores por &#8220;tu cá tu lá&#8221;.<br />
Mas isso é assunto que, em bom rigor, passa a não me dizer respeito, porque deixarei de o ler, embora continue a vir a um blog que me dá prazer.</p>
<p>Também venho percebendo que o melhor que temos a fazer, para não nos aborrecermos, é não entrar em diálogo quando tal não merece a pena.<br />
Por isso, caro &#8220;joseph&#8221;, a sua observação a meu respeito valeu por isso, sobretudo.</p>
<p>E passo, então, a transcrição, devendo agradecer a Fernanda Câncio o facto de ter dado seguimento ao meu pedido:</p>
<p>«…<br />
Fernanda Câncio,<br />
Como pode reparar no post mais acima “Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também”, acabei por me exceder com um comentário.<br />
Procurei explicar o contexto em que fiz o comentário em causa, mas o autor do post não o publicou.<br />
Não conheço Rogério da Costa Pereira e não quis, de forma alguma, ofender a pessoa deste seu co-blogger do 5DiasNet.<br />
Mas admito que me excedi e acabo por concordar com o comentador “joseph” quando este se refere a mim escrevendo que «o ideal seria que (eu) reconhecesse que necessito urgentemente de um psiquiatra».<br />
E eu “reconheço” que já lá ando vai para 4 anos, bem como numa consulta, todos os meses, de psicoterapia ao longo dos dois últimos anos.<br />
Tendo a mesma percepção de “joseph” em relação a muita gente boa que escreve na blogosfera, procurando nisso uma forma de terapia.<br />
Assumo aqui, publicamente, o que estou a dizer, sem complexos, porque a minha sorte foi ter percebido que os psiquiatras e os psicólogos também tratam pessoas normais, mas que se passam, ás vezes.<br />
Sei que você compreende o que está implícito ao que estou a escrever.<br />
Por isso, entenda como um favor o pedido que lhe faço para que publique o que estou a escrever, esperando que Rogério da Costa Pereira o leia, uma vez que não tenho forma de o fazer directamente.<br />
E embora não tenha tido intenção de ser ofensivo com o co-blogger em questão, quero que ele saiba que lhe devo um pedido de desculpa.<br />
…»</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42619</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 01:21:48 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda Câncio

Como pode reparar no post mais acima “Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também”, acabei por me exceder com um comentário.

Procurei explicar o contexto em que fiz o comentário em causa, mas o autor do post não o publicou.
Não conheço Rogério da Costa Pereira e não quis, de forma alguma, ofender a pessoa deste seu co-blogger do 5DiasNet.
Mas admito que me excedi e acabo por concordar com o comentador “joseph” quando este se refere a mim escrevendo que «o ideal seria que (eu) reconhecesse que necessito urgentemente de um psiquiatra».

E eu &quot;reconheço&quot; que já lá ando vai para 4 anos bem como numa consulta, todos os meses, de psicoterapia ao longo dos dois últimos anos.
Tendo a mesma percepção de “joseph” em relação a muito gente boa que escreve na blogosfera, procurando nisso uma forma de terapia.

Assumo aqui, publicamente, o que estou a dizer, sem complexos, porque a minha sorte foi ter percebido que os psiquiatras e os psicólogos também tratam pessoas normais, mas que se passam, ás vezes.

Sei que você compreende o que está implícito ao que estou a escrever.
Por isso, entenda como um favor o pedido que lhe faço para que publique o que estou a escrever, esperando que Rogério Costa Pereira o leia, uma vez que não tenho forma de o fazer directamente.

E embora não tenha tido intenção de ser ofensivo com o co-blogger em questão, quero que ele saiba que lhe devo um pedido de desculpa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Câncio</p>
<p>Como pode reparar no post mais acima “Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também”, acabei por me exceder com um comentário.</p>
<p>Procurei explicar o contexto em que fiz o comentário em causa, mas o autor do post não o publicou.<br />
Não conheço Rogério da Costa Pereira e não quis, de forma alguma, ofender a pessoa deste seu co-blogger do 5DiasNet.<br />
Mas admito que me excedi e acabo por concordar com o comentador “joseph” quando este se refere a mim escrevendo que «o ideal seria que (eu) reconhecesse que necessito urgentemente de um psiquiatra».</p>
<p>E eu &#8220;reconheço&#8221; que já lá ando vai para 4 anos bem como numa consulta, todos os meses, de psicoterapia ao longo dos dois últimos anos.<br />
Tendo a mesma percepção de “joseph” em relação a muito gente boa que escreve na blogosfera, procurando nisso uma forma de terapia.</p>
<p>Assumo aqui, publicamente, o que estou a dizer, sem complexos, porque a minha sorte foi ter percebido que os psiquiatras e os psicólogos também tratam pessoas normais, mas que se passam, ás vezes.</p>
<p>Sei que você compreende o que está implícito ao que estou a escrever.<br />
Por isso, entenda como um favor o pedido que lhe faço para que publique o que estou a escrever, esperando que Rogério Costa Pereira o leia, uma vez que não tenho forma de o fazer directamente.</p>
<p>E embora não tenha tido intenção de ser ofensivo com o co-blogger em questão, quero que ele saiba que lhe devo um pedido de desculpa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42617</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 00:56:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42617</guid>
		<description>Já agora. Eu não vejo nenhuma razão para que se proíba o casamento incestuoso. Cá está a lei a meter-se onde não é chamada. Os tabus de índole moral impostos pela sociedade não têm razão de ser no ordenamento jurídico. O ordenamento jurídico serve para dar tutela a determinados bens jurídicos. Neste caso qual é o bem jurídico tutelado? A moral? A moral não é um bem jurídico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora. Eu não vejo nenhuma razão para que se proíba o casamento incestuoso. Cá está a lei a meter-se onde não é chamada. Os tabus de índole moral impostos pela sociedade não têm razão de ser no ordenamento jurídico. O ordenamento jurídico serve para dar tutela a determinados bens jurídicos. Neste caso qual é o bem jurídico tutelado? A moral? A moral não é um bem jurídico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42613</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 00:34:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42613</guid>
		<description>Caros,
Eu sou contra a inclusão no artº 13º da CRP (Constituição) da não discriminação em face da orientação sexual. Isso não significa que seja contra a homossexualidade ou o que raio as pessoas adultas e capazes de consentir queiram fazer na intimidade. Não deve estar na CRP, da mesma forma não deve estar na constituição que ninguém deve ser descriminado por ser ganancioso, ou por ser um jogador inveterado ou tantas coisas que muita gente acha errado mas que não são um ilícito do ponto de vista do direito. 
O direito não pode (não deve) regular tudo o que fazemos. Eu gosto de lâmpadas, gasto imenso dinheiro em lâmpadas e conheço todos os tipos de lâmpadas. Livrem-se de colocar no artº 13º que ninguém pode ser discriminado em função do sua orientação relativamente às lâmpadas. Praticar o sexo, com quem muito bem se entender, é um direito natural, ou seja, está (tem que estar) acima das normas escritas pelos homens. Se fossemos perguntar se os portugueses achavam como é que se &quot;sobe na vida&quot; provavelmente (provavelmente) ficaríamos a saber que todos acham bem que seja pela via da agressividade e da competitividade. Ora eu sou visceralmente contra essa atitude. Deveria eu ter protecção do ordenamento jurídco por isso? Livrem-se! Deixem-me fazer da minha vida o que me apetecer. Nessa medida as minhas opções intímas não podem estar plasmadas na lei fundamental. Essa serve para regular as relações patrimoniais ( nine tens of the law are about possession) e para defender a segurança das pessoas e da segurança juridica. Serve também para obrigar o estado a criar condições que levem ao bem estar das populações através do efeito redistribuidor dos impostos. E chega! Já é muito! Entendeu o estado legislar sobre o consumo de droga (resultado de uma &quot;imposição&quot; internacional dos EUA) e vejam o disparate e o drama que resultou disso. Entendeu legislar sobre as responsabilidades parentais e vejam o disparate que resultou. Como jurista acho que o ordenamento juridico deve ser dinâmico. As leis devem mudar sempre que a sociedade muda. E a sociedade muda e muda muito depressa. Mas muitas leis só vão atrapalhar. O direito de se fazer sexo com que se quer não pode estar na lei. Tem uma dignidade muito superior.
Fica no entanto um problema que é o dos efeitos patrimoniais da vida em comum. Como jurista a resposta parece-me muito simples. É uma realidade da sociedade portuguesa que pessoas do mesmo sexo vivem uma economia comum e que juntas acumulam obrigações jurídicas e património. O ordenamento jurídico tem que dar protecção a essas pessoas. Chamar-lhe casamento ou xrmi é a mesma coisa. Nem sequer necessita de estar na constituição.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,<br />
Eu sou contra a inclusão no artº 13º da CRP (Constituição) da não discriminação em face da orientação sexual. Isso não significa que seja contra a homossexualidade ou o que raio as pessoas adultas e capazes de consentir queiram fazer na intimidade. Não deve estar na CRP, da mesma forma não deve estar na constituição que ninguém deve ser descriminado por ser ganancioso, ou por ser um jogador inveterado ou tantas coisas que muita gente acha errado mas que não são um ilícito do ponto de vista do direito.<br />
O direito não pode (não deve) regular tudo o que fazemos. Eu gosto de lâmpadas, gasto imenso dinheiro em lâmpadas e conheço todos os tipos de lâmpadas. Livrem-se de colocar no artº 13º que ninguém pode ser discriminado em função do sua orientação relativamente às lâmpadas. Praticar o sexo, com quem muito bem se entender, é um direito natural, ou seja, está (tem que estar) acima das normas escritas pelos homens. Se fossemos perguntar se os portugueses achavam como é que se &#8220;sobe na vida&#8221; provavelmente (provavelmente) ficaríamos a saber que todos acham bem que seja pela via da agressividade e da competitividade. Ora eu sou visceralmente contra essa atitude. Deveria eu ter protecção do ordenamento jurídco por isso? Livrem-se! Deixem-me fazer da minha vida o que me apetecer. Nessa medida as minhas opções intímas não podem estar plasmadas na lei fundamental. Essa serve para regular as relações patrimoniais ( nine tens of the law are about possession) e para defender a segurança das pessoas e da segurança juridica. Serve também para obrigar o estado a criar condições que levem ao bem estar das populações através do efeito redistribuidor dos impostos. E chega! Já é muito! Entendeu o estado legislar sobre o consumo de droga (resultado de uma &#8220;imposição&#8221; internacional dos EUA) e vejam o disparate e o drama que resultou disso. Entendeu legislar sobre as responsabilidades parentais e vejam o disparate que resultou. Como jurista acho que o ordenamento juridico deve ser dinâmico. As leis devem mudar sempre que a sociedade muda. E a sociedade muda e muda muito depressa. Mas muitas leis só vão atrapalhar. O direito de se fazer sexo com que se quer não pode estar na lei. Tem uma dignidade muito superior.<br />
Fica no entanto um problema que é o dos efeitos patrimoniais da vida em comum. Como jurista a resposta parece-me muito simples. É uma realidade da sociedade portuguesa que pessoas do mesmo sexo vivem uma economia comum e que juntas acumulam obrigações jurídicas e património. O ordenamento jurídico tem que dar protecção a essas pessoas. Chamar-lhe casamento ou xrmi é a mesma coisa. Nem sequer necessita de estar na constituição.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: MRC</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42568</link>
		<dc:creator>MRC</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 21:38:17 +0000</pubDate>
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		<description>O título deste artigo da Fernanda fez-me lembrar algo que li, há muitos anos atrás, algures num túmulo despido do cemitério de Portimão. 
Dizia tão somente isto &quot;Um nome? Para quê?&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O título deste artigo da Fernanda fez-me lembrar algo que li, há muitos anos atrás, algures num túmulo despido do cemitério de Portimão.<br />
Dizia tão somente isto &#8220;Um nome? Para quê?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42532</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 20:27:41 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda Câncio empunha garbosamente a bandeira dos direitos dos homossexuais mas, pelo exagero e pela argumentação descuidada, acaba por prestar um mau serviço à causa que julga defender.

Confunde, com evidente prejuizo, (1) a reivindicação dos homossexuais serem tratados como qualquer outro cidadão, sem discriminações, com (2) a questão do que pensam os portugueses sobre o fenómeno da homossexualidade.

Qualquer pessoa bem formada aceitará sem dificuldade a reivindicação (1) mas quanto ao resto haverá certamente uma grande dispersão e muitas opiniões &quot;negativas&quot;.

Haverá quem considere a homossexualidade uma espécie de doença, ou uma moda chic, ou um vício; haverá quem pense que se nasce gay e quem pense que trata de uma escolha livre, condicionada ou não por misteriosas &quot;predisposições&quot;; haverá quem a julgue prejudicial à sociedade e quem pense que é uma opção do foro íntimo que como tal deve ser respeitada.

Na falta de uma explicação &quot;científica&quot; para o fenómeno da homossexualidade fica aberto um extenso campo para a especulação, situado no plano da liberdade de pensamento que, tal como a liberdade dos homossexuais, tem que ser respeitada. O que pode e deve ser exigido, independentemente do que cada um pense acerca da homossexualidade, é que respeite sem excepções os direitos dos seus concidadãos.

Portanto não é sequer inteligente exigir que, para além de respeitar os direitos de cidadania dos homossexuais, se tenha também que considerar a homossexualidade &quot;correcta&quot; (seja lá isso o que for), ou aprová-la de alguma forma. Essa fasquia tão alta invade a liberdade de pensamento e reduz a base de apoio das medidas necessárias para protecção dos direitos dos homossexuais.

Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não &quot;aprovando&quot; as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam. E não são nenhuns energúmenos.

O mais grave do artigo de Fernanda Câncio é o que ele revela de intolerância perante opiniões diferentes, o espírito de cruzada de quem está na posse de uma verdade inquestionável, que é o primeiro sinal do fanatismo. Quem é que ungiu a Fernanda, que ciência lhe foi revelada para se permitir tratar como idiotas os que não pensam como ela. Episódios recentes, de contornos inadmissíveis, em que Fernanda Câncio surgia no papel de vítima deviam talvez ter-lhe ensinado a prezar o respeito pelos outros.

Infelizmente hoje qualquer neófito na luta pelas liberdades, quando o faz com exagero e espavento, pensa que isso lhe dá o direito de classificar, a torto e a direito, a sinceridade democrática, o pureza de esquerda e a coerência revolucionária dos outros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Câncio empunha garbosamente a bandeira dos direitos dos homossexuais mas, pelo exagero e pela argumentação descuidada, acaba por prestar um mau serviço à causa que julga defender.</p>
<p>Confunde, com evidente prejuizo, (1) a reivindicação dos homossexuais serem tratados como qualquer outro cidadão, sem discriminações, com (2) a questão do que pensam os portugueses sobre o fenómeno da homossexualidade.</p>
<p>Qualquer pessoa bem formada aceitará sem dificuldade a reivindicação (1) mas quanto ao resto haverá certamente uma grande dispersão e muitas opiniões &#8220;negativas&#8221;.</p>
<p>Haverá quem considere a homossexualidade uma espécie de doença, ou uma moda chic, ou um vício; haverá quem pense que se nasce gay e quem pense que trata de uma escolha livre, condicionada ou não por misteriosas &#8220;predisposições&#8221;; haverá quem a julgue prejudicial à sociedade e quem pense que é uma opção do foro íntimo que como tal deve ser respeitada.</p>
<p>Na falta de uma explicação &#8220;científica&#8221; para o fenómeno da homossexualidade fica aberto um extenso campo para a especulação, situado no plano da liberdade de pensamento que, tal como a liberdade dos homossexuais, tem que ser respeitada. O que pode e deve ser exigido, independentemente do que cada um pense acerca da homossexualidade, é que respeite sem excepções os direitos dos seus concidadãos.</p>
<p>Portanto não é sequer inteligente exigir que, para além de respeitar os direitos de cidadania dos homossexuais, se tenha também que considerar a homossexualidade &#8220;correcta&#8221; (seja lá isso o que for), ou aprová-la de alguma forma. Essa fasquia tão alta invade a liberdade de pensamento e reduz a base de apoio das medidas necessárias para protecção dos direitos dos homossexuais.</p>
<p>Quer a Fernanda Câncio queira quer não há muitos milhares de cidadãos que, embora não &#8220;aprovando&#8221; as práticas homossexuais, respeitam sem reservas os que as adoptam. E não são nenhuns energúmenos.</p>
<p>O mais grave do artigo de Fernanda Câncio é o que ele revela de intolerância perante opiniões diferentes, o espírito de cruzada de quem está na posse de uma verdade inquestionável, que é o primeiro sinal do fanatismo. Quem é que ungiu a Fernanda, que ciência lhe foi revelada para se permitir tratar como idiotas os que não pensam como ela. Episódios recentes, de contornos inadmissíveis, em que Fernanda Câncio surgia no papel de vítima deviam talvez ter-lhe ensinado a prezar o respeito pelos outros.</p>
<p>Infelizmente hoje qualquer neófito na luta pelas liberdades, quando o faz com exagero e espavento, pensa que isso lhe dá o direito de classificar, a torto e a direito, a sinceridade democrática, o pureza de esquerda e a coerência revolucionária dos outros.</p>
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	<item>
		<title>Por: ruibarbo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42523</link>
		<dc:creator>ruibarbo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:41:26 +0000</pubDate>
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		<description>o que chateia um bocado é o facto de os nossos (pressupostos) especialistas precisamente em colocar questões (os srs. do ICS, ou das sondagens da Católica) parecerem não conseguir distinguir o que é uma boa questão e uma parvoíce completa. 

Foi assim com o estudo sobre os jovens e a política, e repete-se o disparate com esta sondagem do ICS. 

E são isto os especialistas!!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o que chateia um bocado é o facto de os nossos (pressupostos) especialistas precisamente em colocar questões (os srs. do ICS, ou das sondagens da Católica) parecerem não conseguir distinguir o que é uma boa questão e uma parvoíce completa. </p>
<p>Foi assim com o estudo sobre os jovens e a política, e repete-se o disparate com esta sondagem do ICS. </p>
<p>E são isto os especialistas!!!!</p>
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	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42522</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:32:52 +0000</pubDate>
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		<description>João: o que diz sobre considerar errado e discriminar está certíssimo, mas aqui não se trata de estar certo, mas de «fazer frases». A bem falância do século XIX persiste entre nós.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João: o que diz sobre considerar errado e discriminar está certíssimo, mas aqui não se trata de estar certo, mas de «fazer frases». A bem falância do século XIX persiste entre nós.</p>
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	<item>
		<title>Por: JDC</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42521</link>
		<dc:creator>JDC</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:17:11 +0000</pubDate>
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		<description>De facto, tenho que concordar com a Cam. Com o divórcio sem atribuição de culpa (vulgo, a pedido) o casamento tornou-se obsoleto enquanto contracto civil... O reduzimos agora o casamento a um mero beneficio fiscal para o casal?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto, tenho que concordar com a Cam. Com o divórcio sem atribuição de culpa (vulgo, a pedido) o casamento tornou-se obsoleto enquanto contracto civil&#8230; O reduzimos agora o casamento a um mero beneficio fiscal para o casal?</p>
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	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42517</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 16:38:47 +0000</pubDate>
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		<description>Por outro lado não percebo a associação entre &#039;considerar errado&#039; e &#039;discriminar&#039;. Os meus pais podem não considerar o meu estilo de vida como sendo o certo e o desejado, mas não deixam de me amar por isso... acho que se estão a confundir as coisas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por outro lado não percebo a associação entre &#8216;considerar errado&#8217; e &#8216;discriminar&#8217;. Os meus pais podem não considerar o meu estilo de vida como sendo o certo e o desejado, mas não deixam de me amar por isso&#8230; acho que se estão a confundir as coisas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42516</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 16:36:31 +0000</pubDate>
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		<description>O que é que o incesto tem a ver com orientação sexual? Existe uma orientação que defina a atracção física entre pessoas de grau de parentesco próximo? Ou essa definição, no ambito da orientação sexual, cabe perfeitamente no rótulo homo ou heterosexual? Incestosexual?

&quot;O medo às aranhas pode determinar o lugar onde o fóbico decide viver, ou o local a que irá nas férias, e limitar os esportes ou passatempos que deseja apreciar. Como a maioria dos fobias, o aracnofobia pode ser curado com tratamento psicológico. A forma habitual é usar os métodos que expõem gradualmente o fóbico ao animal que lhe dá medo, mas também existe um sistema de choques em que que a exposição é de grande intensidade, e se realiza subitamente.&quot;

substitua a aranha por um gay e o medo de aranhas por medo de gays, vai ver que afinal homofobico não está assim tao mal aplicado. E o tratamento que se aplica às fobias também resulta com a homo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é que o incesto tem a ver com orientação sexual? Existe uma orientação que defina a atracção física entre pessoas de grau de parentesco próximo? Ou essa definição, no ambito da orientação sexual, cabe perfeitamente no rótulo homo ou heterosexual? Incestosexual?</p>
<p>&#8220;O medo às aranhas pode determinar o lugar onde o fóbico decide viver, ou o local a que irá nas férias, e limitar os esportes ou passatempos que deseja apreciar. Como a maioria dos fobias, o aracnofobia pode ser curado com tratamento psicológico. A forma habitual é usar os métodos que expõem gradualmente o fóbico ao animal que lhe dá medo, mas também existe um sistema de choques em que que a exposição é de grande intensidade, e se realiza subitamente.&#8221;</p>
<p>substitua a aranha por um gay e o medo de aranhas por medo de gays, vai ver que afinal homofobico não está assim tao mal aplicado. E o tratamento que se aplica às fobias também resulta com a homo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42511</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 16:13:58 +0000</pubDate>
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		<description>E porque deve simplesmente o casamento ser um contrato civil com regras estabelecidas? 
O estado podia simplesmente extinguir o casamento enquanto entidade reconhecida pela lei. 
Isso seria a posição mais liberal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E porque deve simplesmente o casamento ser um contrato civil com regras estabelecidas?<br />
O estado podia simplesmente extinguir o casamento enquanto entidade reconhecida pela lei.<br />
Isso seria a posição mais liberal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42508</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 15:08:01 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, ja agora pelo nomes certos: homo quer dizer o mesmo, semelhante e fobos quer dizer medo. Ser homo(sexual) fóbico significa ter medo de homossexuais, o que, se diz alguma coisa sobre o tipo de gente que cunha estas palavras, não pode significar pode significar senão isso. O termo mais certo seria anti-homossexual, mas deve ter sido julgado ultrapassado.
E ainda por nomes proíbidos, António ama João de 5 anos. João é um nome proíbido para António? E Luísa mãe de Joana de 11 anos pode declarar-lhe a sua atracção sexual? Quem decide isso? É preciso o consentimento? É? E o que é o consentimento no amor? E qual a idade? Afinal há limites para o amor? E quem os decide e mais  mil outras questões pertinentes? Explique-nos lá isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, ja agora pelo nomes certos: homo quer dizer o mesmo, semelhante e fobos quer dizer medo. Ser homo(sexual) fóbico significa ter medo de homossexuais, o que, se diz alguma coisa sobre o tipo de gente que cunha estas palavras, não pode significar pode significar senão isso. O termo mais certo seria anti-homossexual, mas deve ter sido julgado ultrapassado.<br />
E ainda por nomes proíbidos, António ama João de 5 anos. João é um nome proíbido para António? E Luísa mãe de Joana de 11 anos pode declarar-lhe a sua atracção sexual? Quem decide isso? É preciso o consentimento? É? E o que é o consentimento no amor? E qual a idade? Afinal há limites para o amor? E quem os decide e mais  mil outras questões pertinentes? Explique-nos lá isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: agent</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42495</link>
		<dc:creator>agent</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:57:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42495</guid>
		<description>Estavamos bem lixados, Fernanda! Este povo considera quase tudo ERRADO. Alguns até os seus mais intímos desejos! Assim sendo, sempre vale mais um país com uma lei que ainda nos protege de amar livremente sem restrições do sexo da pessoa amada, do que um país muito &quot;CERTO&quot; mas completamente perverso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estavamos bem lixados, Fernanda! Este povo considera quase tudo ERRADO. Alguns até os seus mais intímos desejos! Assim sendo, sempre vale mais um país com uma lei que ainda nos protege de amar livremente sem restrições do sexo da pessoa amada, do que um país muito &#8220;CERTO&#8221; mas completamente perverso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42481</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:01:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42481</guid>
		<description>Achar que as relações homossexuais são erradas (o termo é impreciso) não implica que quem nisso acredite «seja contra» o princípio da não discriminação. O incesto não é proíbido (nem nunca foi proíbido em Portugal, no mínimo desde 1880) e achar o incesto errado não impossibilita «estar contra» a constituição actual nem obriga a vir pedir que desaparecem da lei civil - que não proíbe o incesto - os impedimentos à celebração do casamento entre pai e filha. E aqueles 30% que acham que as relações homossexuais não são erradas não têm de desejar que o casamento civil  seja estendido. Muito simplesmente, a não discriminação não implica a extensão aos homossexuais da disciplina de um instituto do matrimónio, tal como não implica a possibilidade da poligamia ou do incesto. 
Todo o seu texto repousa sobre um entendimento ingénuo do que seja direito, das relações entre direito e moral, do que seja a constituição, da hermenêutica jurídica, etc. E em que consiste o  respeitar a contituição? Obriga-me em questões morais? E em questões económicas? E em questões filosóficas? É constitucional uma constituição nazi ou comunista que consagre a desigualdade? Quais as relações entre o bem, o justo e o direito? E sou obrigado a pensar de um determinado modo? Então e a liberdade de pensamento e expressão? Há mais milhentas questões. Não tem de as conhecer todas. É pena é que escreva sem se apetrechar com um mínimo de conhecimentos ao mesmo tempo que usa argumentos «ad ignorantia».</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Achar que as relações homossexuais são erradas (o termo é impreciso) não implica que quem nisso acredite «seja contra» o princípio da não discriminação. O incesto não é proíbido (nem nunca foi proíbido em Portugal, no mínimo desde 1880) e achar o incesto errado não impossibilita «estar contra» a constituição actual nem obriga a vir pedir que desaparecem da lei civil &#8211; que não proíbe o incesto &#8211; os impedimentos à celebração do casamento entre pai e filha. E aqueles 30% que acham que as relações homossexuais não são erradas não têm de desejar que o casamento civil  seja estendido. Muito simplesmente, a não discriminação não implica a extensão aos homossexuais da disciplina de um instituto do matrimónio, tal como não implica a possibilidade da poligamia ou do incesto.<br />
Todo o seu texto repousa sobre um entendimento ingénuo do que seja direito, das relações entre direito e moral, do que seja a constituição, da hermenêutica jurídica, etc. E em que consiste o  respeitar a contituição? Obriga-me em questões morais? E em questões económicas? E em questões filosóficas? É constitucional uma constituição nazi ou comunista que consagre a desigualdade? Quais as relações entre o bem, o justo e o direito? E sou obrigado a pensar de um determinado modo? Então e a liberdade de pensamento e expressão? Há mais milhentas questões. Não tem de as conhecer todas. É pena é que escreva sem se apetrechar com um mínimo de conhecimentos ao mesmo tempo que usa argumentos «ad ignorantia».</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: M&#38;M</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42479</link>
		<dc:creator>M&#38;M</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 12:28:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42479</guid>
		<description>na mesma sondagem, dos entrevistados 46,5 por cento dos homens diz que tem &quot;algum/pouco&quot; receio de poder vir a contrair uma infecção ou uma doença transmitida através das relações sexuais e 37 por cento diz mesmo não ter &quot;nenhum&quot; medo. Partindo do princípio que a Sida não aparece por geração espontânea, o que é que conclui dos resultados?

a) 37% dos homens são inconscientes
b) 37% dos homens não têm medo porque já está infectado
c) 37% dos homens praticam sexo seguro 
d) 37% dos homens  não praticam sexo 
e) 37% dos homens são fieis</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>na mesma sondagem, dos entrevistados 46,5 por cento dos homens diz que tem &#8220;algum/pouco&#8221; receio de poder vir a contrair uma infecção ou uma doença transmitida através das relações sexuais e 37 por cento diz mesmo não ter &#8220;nenhum&#8221; medo. Partindo do princípio que a Sida não aparece por geração espontânea, o que é que conclui dos resultados?</p>
<p>a) 37% dos homens são inconscientes<br />
b) 37% dos homens não têm medo porque já está infectado<br />
c) 37% dos homens praticam sexo seguro<br />
d) 37% dos homens  não praticam sexo<br />
e) 37% dos homens são fieis</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: M&#38;M</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42475</link>
		<dc:creator>M&#38;M</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 12:10:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comment-42475</guid>
		<description>A questão é errada e manipuladora e são precipitadas quaisquer conclusões que se tirem dos resultados. Há tendência para projectar a própria orientação sexual para a pergunta.
A Fernanda acha que obtinha a mesma percentagem se, por exemplo, a pergunta fosse  «os homossexuais devem ter os mesmos direitos dos Hetero, exceptuando a adopção»?

Tem abaixo um exemplo de perguntas idiotas, sem validade científica é certo, mas que permitem um exercício curioso de interpretação de resultados.

http://semanal.omirante.pt/survey/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A questão é errada e manipuladora e são precipitadas quaisquer conclusões que se tirem dos resultados. Há tendência para projectar a própria orientação sexual para a pergunta.<br />
A Fernanda acha que obtinha a mesma percentagem se, por exemplo, a pergunta fosse  «os homossexuais devem ter os mesmos direitos dos Hetero, exceptuando a adopção»?</p>
<p>Tem abaixo um exemplo de perguntas idiotas, sem validade científica é certo, mas que permitem um exercício curioso de interpretação de resultados.</p>
<p><a href="http://semanal.omirante.pt/survey/" rel="nofollow">http://semanal.omirante.pt/survey/</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; Um som não despropositado</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42458</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Um som não despropositado</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:52:42 +0000</pubDate>
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		<description>[...] E este (da minha série pessoal &#8220;Sound Trash&#8221;) vem mesmo a propósito quer do &#8220;o que há num nome?&#8220;, quer do dia que amanhã se [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] E este (da minha série pessoal &#8220;Sound Trash&#8221;) vem mesmo a propósito quer do &#8220;o que há num nome?&#8220;, quer do dia que amanhã se [...]</p>
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		<title>Por: /me</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42454</link>
		<dc:creator>/me</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:27:17 +0000</pubDate>
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		<description>Cam, então porquê? Qual é o fundamento para proibir o casamento incestuoso que também existe para proibir o casamento homossexual? (e que não existe para proibir o atual casamento heterossexual)

Manuel Ventura, não te estás a confundir? A FC não defende que as pessoas não se exprimam, mas sim que em questões de direitos humanos o que interessa são os valores, não tanto a opinião pública. E se isso vale para a opinião de muitos, a forciori vale para a opinião de poucos. Nunca seria correcto legalizar uma forma de casamento apenas pelo querer de algumas pessoas, poucas ou muitas. Tal como não é correcto não legalizar uma forma de casamento pelo querer de algumas ou muitas pessoas.

As razões que devem levar a permitir-se ou não um determinado tipo de casamento devem ser outras. Para começar, poderá perguntar-se se a sua legalização levará a mais liberdade sem prejuizo da solidariedade e da igualdade bem entendida. A poligamia poderá vir a prejudicar a igualdade; muitas vezes gera-se uma hierarquia de poder muito pouco dignificante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cam, então porquê? Qual é o fundamento para proibir o casamento incestuoso que também existe para proibir o casamento homossexual? (e que não existe para proibir o atual casamento heterossexual)</p>
<p>Manuel Ventura, não te estás a confundir? A FC não defende que as pessoas não se exprimam, mas sim que em questões de direitos humanos o que interessa são os valores, não tanto a opinião pública. E se isso vale para a opinião de muitos, a forciori vale para a opinião de poucos. Nunca seria correcto legalizar uma forma de casamento apenas pelo querer de algumas pessoas, poucas ou muitas. Tal como não é correcto não legalizar uma forma de casamento pelo querer de algumas ou muitas pessoas.</p>
<p>As razões que devem levar a permitir-se ou não um determinado tipo de casamento devem ser outras. Para começar, poderá perguntar-se se a sua legalização levará a mais liberdade sem prejuizo da solidariedade e da igualdade bem entendida. A poligamia poderá vir a prejudicar a igualdade; muitas vezes gera-se uma hierarquia de poder muito pouco dignificante.</p>
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		<title>Por: rosa-que-fuma</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42453</link>
		<dc:creator>rosa-que-fuma</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:24:41 +0000</pubDate>
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		<description>poligamia, em série ou simultânea? É que em série é legalíssissimo, bem como a poliandria (puqué que a malta se esquece sempre da poliandria? malformação do desejo, ou generalização do gâmeta num neutro procriativo?)
gosh
a maldita ficção</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>poligamia, em série ou simultânea? É que em série é legalíssissimo, bem como a poliandria (puqué que a malta se esquece sempre da poliandria? malformação do desejo, ou generalização do gâmeta num neutro procriativo?)<br />
gosh<br />
a maldita ficção</p>
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		<title>Por: João Galamba</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42451</link>
		<dc:creator>João Galamba</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:12:49 +0000</pubDate>
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		<description>Óptimo texto, Fernanda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Óptimo texto, Fernanda.</p>
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	<item>
		<title>Por: Luís Marvão</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42449</link>
		<dc:creator>Luís Marvão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:04:52 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Desconte-se o facto de esta resposta corresponder a uma pergunta despropositada (”acha que as relações homossexuais são erradas?”)&quot;

Tem toda a razão, Fernanda, a formulação da pergunta é infeliz. 
A pergunta deveria ser, &quot;o que acha das relações homossexuais?&quot; Depois viriam as alternativas de resposta, entra as quais, a que diz &quot;são totalmente erradas&quot;. Isto é quase produzir opinião artificialmente. parafraseando Bourdieu, &quot;L&#039;opinion publique n&#039;existe pas&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Desconte-se o facto de esta resposta corresponder a uma pergunta despropositada (”acha que as relações homossexuais são erradas?”)&#8221;</p>
<p>Tem toda a razão, Fernanda, a formulação da pergunta é infeliz.<br />
A pergunta deveria ser, &#8220;o que acha das relações homossexuais?&#8221; Depois viriam as alternativas de resposta, entra as quais, a que diz &#8220;são totalmente erradas&#8221;. Isto é quase produzir opinião artificialmente. parafraseando Bourdieu, &#8220;L&#8217;opinion publique n&#8217;existe pas&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Manuel Ventura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42448</link>
		<dc:creator>Manuel Ventura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:03:35 +0000</pubDate>
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		<description>Uma pergunta mesmo chata para si:
O que vc tem a ver com o direito de opinião dos outros? É que vc não apenas discorda da maioria da população mas vai mais alem acusando o direito desta manifestar-se.
E sobre o casamento: se algum dia surgir um movimento a favor legalização da poligamia, que tem todo direito a existir, seria correto legalizar essa forma de casamento só com base no querer dessas pessoas?

Com tantos interesses setoriais encastelados na legislação que atrofiam nosso desenvlvimento económico só falta agora quererem fazer o mesmo no resto na legislação com cada grupo da sociedade reinvidicando direitos específicos ao grupo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pergunta mesmo chata para si:<br />
O que vc tem a ver com o direito de opinião dos outros? É que vc não apenas discorda da maioria da população mas vai mais alem acusando o direito desta manifestar-se.<br />
E sobre o casamento: se algum dia surgir um movimento a favor legalização da poligamia, que tem todo direito a existir, seria correto legalizar essa forma de casamento só com base no querer dessas pessoas?</p>
<p>Com tantos interesses setoriais encastelados na legislação que atrofiam nosso desenvlvimento económico só falta agora quererem fazer o mesmo no resto na legislação com cada grupo da sociedade reinvidicando direitos específicos ao grupo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: /me</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42447</link>
		<dc:creator>/me</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:02:26 +0000</pubDate>
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		<description>Posso propôr outros nomes? Não entendo as pessoas com opiniões preconceituosas contra a homossexualidade que defendem manter entraves legais ou outros contra a felicidade alheia. Onde está a sua empatia, o colocar-se 5 segundos na pele do outro? Como foi a sua capacidade de raciocínio substituída pela fúria de racionalização de um ódio internalizado? De onde lhes vem o direito de decidir pelos outros o que é melhor para eles, de onde lhes vem a certeza de que as suas relações hetero são melhores que as relações entre pessoas do mesmo sexo?

Concordo contigo, FC. Esta é uma questão de direitos humanos, de respeito pela liberdade alheia. Não é uma questão de saber se uma parte de população permite ou não a uma minoria aceder a alguns direitos. Numa democracia, as coisas não se jogam assim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Posso propôr outros nomes? Não entendo as pessoas com opiniões preconceituosas contra a homossexualidade que defendem manter entraves legais ou outros contra a felicidade alheia. Onde está a sua empatia, o colocar-se 5 segundos na pele do outro? Como foi a sua capacidade de raciocínio substituída pela fúria de racionalização de um ódio internalizado? De onde lhes vem o direito de decidir pelos outros o que é melhor para eles, de onde lhes vem a certeza de que as suas relações hetero são melhores que as relações entre pessoas do mesmo sexo?</p>
<p>Concordo contigo, FC. Esta é uma questão de direitos humanos, de respeito pela liberdade alheia. Não é uma questão de saber se uma parte de população permite ou não a uma minoria aceder a alguns direitos. Numa democracia, as coisas não se jogam assim.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/comment-page-1/#comment-42444</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 09:55:30 +0000</pubDate>
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		<description>Se permitirem o casamento homossexual não há fundamentos para proibirem casamentos incestuosos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se permitirem o casamento homossexual não há fundamentos para proibirem casamentos incestuosos.</p>
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