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	<title>Comentários em: Ir às fontes</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42728</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 23:10:04 +0000</pubDate>
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		<description>Olha que a expressão betinho é anterior a isto, Filipe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha que a expressão betinho é anterior a isto, Filipe.</p>
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		<title>Por: Saloio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42655</link>
		<dc:creator>Saloio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 11:51:43 +0000</pubDate>
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		<description>Sr. Filipe Moura: não sei se o termo &quot;betinho&quot; veio da telenovela em causa.

Recordo-me que foi mais divulgado no fim anos 80, por oposição à rapaziada jovem mais identificada com Abril de 74. Um betinho era um puto bem comportado, que vestia roupa engomada, usava o cabelo arranjado e a cara rapada - mais como descreve atrás o Sr. &quot;jc&quot;.

Quanto à telenovela Dancing Days, foi a segunda emitida em Portugal, logo depois da Gabriela. &quot;Dancing Days&quot; era o nome de uma boite, que era o centro de uma trama razoavelmente bem urdida, servida por muito bons actores.

A canção, que é uma graçola aos heróis de telenovela é, além de muito bonita, uma recordação carinhosa para todos aqueles que viveram no fim dos anos 70. Nessa altura, todos os bons compositores brasileiros permitiam que as suas obras fizessem parte das telenovelas - o que facultou, em Portugal, uma escolha e um conhecimento mais variado dos artistas lá do outro lado. 

Em finais de 70 e inícios de 80, os senhores José Gomes e José Nuno Martins, começaram a trazer brasileiros aos Coliseus: primeiro foi o ministro, depois Caetano Veloso (que ficou mudo ao ver milhares de isqueiros bic acesos quando entuou os primeiros acordes de &quot;Leãozinho&quot;), e depois as grandes Betânea e Gal Costa...).

Infelizmente, o cantor do vídeo, penso que se chamava Lauro Coroa, veio a falecer como uma das primeiras vítimas de sida - o que deixou o país de boca aberta, pois ele era muito apreciado pelo sexo femenino.


Digo eu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Filipe Moura: não sei se o termo &#8220;betinho&#8221; veio da telenovela em causa.</p>
<p>Recordo-me que foi mais divulgado no fim anos 80, por oposição à rapaziada jovem mais identificada com Abril de 74. Um betinho era um puto bem comportado, que vestia roupa engomada, usava o cabelo arranjado e a cara rapada &#8211; mais como descreve atrás o Sr. &#8220;jc&#8221;.</p>
<p>Quanto à telenovela Dancing Days, foi a segunda emitida em Portugal, logo depois da Gabriela. &#8220;Dancing Days&#8221; era o nome de uma boite, que era o centro de uma trama razoavelmente bem urdida, servida por muito bons actores.</p>
<p>A canção, que é uma graçola aos heróis de telenovela é, além de muito bonita, uma recordação carinhosa para todos aqueles que viveram no fim dos anos 70. Nessa altura, todos os bons compositores brasileiros permitiam que as suas obras fizessem parte das telenovelas &#8211; o que facultou, em Portugal, uma escolha e um conhecimento mais variado dos artistas lá do outro lado. </p>
<p>Em finais de 70 e inícios de 80, os senhores José Gomes e José Nuno Martins, começaram a trazer brasileiros aos Coliseus: primeiro foi o ministro, depois Caetano Veloso (que ficou mudo ao ver milhares de isqueiros bic acesos quando entuou os primeiros acordes de &#8220;Leãozinho&#8221;), e depois as grandes Betânea e Gal Costa&#8230;).</p>
<p>Infelizmente, o cantor do vídeo, penso que se chamava Lauro Coroa, veio a falecer como uma das primeiras vítimas de sida &#8211; o que deixou o país de boca aberta, pois ele era muito apreciado pelo sexo femenino.</p>
<p>Digo eu&#8230;</p>
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		<title>Por: CARLOS CLARA</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42610</link>
		<dc:creator>CARLOS CLARA</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 00:11:59 +0000</pubDate>
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		<description>Chico Buarque, sim -sempre! Os betos nããããããõoooooooooooooooooooooooooooo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chico Buarque, sim -sempre! Os betos nããããããõoooooooooooooooooooooooooooo!</p>
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		<title>Por: jc</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42492</link>
		<dc:creator>jc</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:49:09 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;joão e maria&quot; é uma das minhas músicas favoritas de sempre. e não me considero betinho. até acho que sou um gajo bués à frente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;joão e maria&#8221; é uma das minhas músicas favoritas de sempre. e não me considero betinho. até acho que sou um gajo bués à frente.</p>
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		<title>Por: jc</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42491</link>
		<dc:creator>jc</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:47:03 +0000</pubDate>
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		<description>betinho, na definição popular da zona do país onde cresci, remete para o tipo de miúdo que em lisboa se chamaria &quot;queque&quot;. eram os filhos dos forcados e dos lavradores, mas também todos os outros wannabes que os imitavam na esperança de pertencerem a uma certa elite. vestiam, normalmente, camisa de xadrez em tons derivados de vermelho, sapato de vela e calça caqui, cabelinho à foda-se com marrafa à cão d&#039;água. elas, de largas argolas nas orelhas, jeans, tops com desenhos de animais fofinhos, uma sweat-shirt atada à cintura que nunca era vestida e os óculos de sol a segurar o cabelo.

as pessoas que não tomavam drogas eram, imagine-se, pessoas que não tomam drogas.

o tipo de gente que criou esse dicionário deve ter tido uma idade pré adulta de descobertas pessoais aceleradas por químicos, influenciadas por conhecidos de idade superior, mais batidos na matéria, que por pura ignorância, chamavam à suas práticas os mais novos aliciando a toma de droga como sendo um lifestyle de rockeiro, coisa que nunca irão saber o que é. tudo bem. até faz sentido. lá no bairro deles era assim.
agora publicar num sítio de um organismo do estado responsável pela luta contra a toxicodependência um &quot;dicionário&quot; local generalizando ao país, é de uma irresponsabilidade indescritível. mas ao mesmo tempo, e a julgar pela conjuntura do trabalho social em portugal, não me espanta nada que essa obra tenha sido avalizada pelas mais altas instâncias. porque essas, do terreno, não sabem absolutamente nada.
certo é que os meus miúdos, com quem faço prevenção da toxicodependência, não vão consultar esse sítio sem antes ser revisto por nós e sem nós estarmos presentes durante a consulta. 
às vezes basta uma palavra, tipo betinho, para estragar anos de trabalho intensivo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>betinho, na definição popular da zona do país onde cresci, remete para o tipo de miúdo que em lisboa se chamaria &#8220;queque&#8221;. eram os filhos dos forcados e dos lavradores, mas também todos os outros wannabes que os imitavam na esperança de pertencerem a uma certa elite. vestiam, normalmente, camisa de xadrez em tons derivados de vermelho, sapato de vela e calça caqui, cabelinho à foda-se com marrafa à cão d&#8217;água. elas, de largas argolas nas orelhas, jeans, tops com desenhos de animais fofinhos, uma sweat-shirt atada à cintura que nunca era vestida e os óculos de sol a segurar o cabelo.</p>
<p>as pessoas que não tomavam drogas eram, imagine-se, pessoas que não tomam drogas.</p>
<p>o tipo de gente que criou esse dicionário deve ter tido uma idade pré adulta de descobertas pessoais aceleradas por químicos, influenciadas por conhecidos de idade superior, mais batidos na matéria, que por pura ignorância, chamavam à suas práticas os mais novos aliciando a toma de droga como sendo um lifestyle de rockeiro, coisa que nunca irão saber o que é. tudo bem. até faz sentido. lá no bairro deles era assim.<br />
agora publicar num sítio de um organismo do estado responsável pela luta contra a toxicodependência um &#8220;dicionário&#8221; local generalizando ao país, é de uma irresponsabilidade indescritível. mas ao mesmo tempo, e a julgar pela conjuntura do trabalho social em portugal, não me espanta nada que essa obra tenha sido avalizada pelas mais altas instâncias. porque essas, do terreno, não sabem absolutamente nada.<br />
certo é que os meus miúdos, com quem faço prevenção da toxicodependência, não vão consultar esse sítio sem antes ser revisto por nós e sem nós estarmos presentes durante a consulta.<br />
às vezes basta uma palavra, tipo betinho, para estragar anos de trabalho intensivo.</p>
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	<item>
		<title>Por: /me</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/comment-page-1/#comment-42480</link>
		<dc:creator>/me</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 12:50:11 +0000</pubDate>
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		<description>Eu nunca utilizei a palavra &quot;betinho&quot; para designar quem não consome drogas. O significado que dou à palavra é o mesmo que tu, Filipe. 

Gostei da música. Ternurento, o vídeo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca utilizei a palavra &#8220;betinho&#8221; para designar quem não consome drogas. O significado que dou à palavra é o mesmo que tu, Filipe. </p>
<p>Gostei da música. Ternurento, o vídeo.</p>
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