Southern comfort

Desde que, há uns meses, comecei a viajar regularmente para África que a ideia do nomadismo começou a tomar conta de mim, e com ela outra ideia, a da portabilidade (a total portabilidade dos meus magros pertences, alguns livros à parte). Enquanto espero, sob temperaturas escaldantes, malas que nunca mais chegam, ou ganho forças, deitado debaixo de ventoínhas com pás gigantes, para as desfazer depois de chegarem, tenho sonhos de gin & tonics e Billie Holiday. Nenhuma concessão à sedentariedade & free as the breeze (que em África sopra sempre escandalosamente hot).

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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Uma resposta a Southern comfort

  1. Ricardo Santos Pinto diz:

    Quem me dera! Se calhar, é uma utopia…
    Teria de se mudar tudo na nossa vida, a começar pela nossa mentalidade. E teríamos de ser acompanhados por quem nos acompanha no dia-a-dia.
    Mudei de casa uma vez, desde que sou casado, e até tremo quando penso em repetir a experiência. Uma pessoa junta tanta coisa inútil ao longo da vida! Tanta inutilidade! E só percebemos que temos tanta coisa nessas alturas.
    Claor que aquilo que mais interessa, como os livros, é o mais pesado de tudo…

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