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	<title>Comentários em: A Lisboa de Fernanda Câncio</title>
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		<title>Por: j</title>
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		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 18:29:46 +0000</pubDate>
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		<description>«...
O mendigo e os seus cães brancos

Ao ouvir esta voz tive a sensação de uma personalidade forte mas, estranhamente, algo frágil, se bem que estes traços de personalidade não são, necessariamente, contraditórios, mas o que mais senti foi sensualidade, admitindo que esteja com estas conclusões a ser disparatado.

E a minha intenção de carregar no play do link onde, pela primeira vez, ouvi aquela voz, foi, admito, sobretudo curiosidade em a conhecer e poder perceber se esta encaixava na pessoa que conheço apenas do que escreve e da troca de alguns e-mails esporádicos, fazendo como que uma confirmação de percepções.

Mas esta forma de comunicação sem fios é capaz de permitir, por vezes, empatias e mesmo de proximidade com certas pessoas, dando a sensação de que as conhecemos de qualquer lado sem nunca as termos visto, ao ponto de, em certos momentos, quando deixamos de as “ver” durante alguns dias, nos fazerem falta, ficando a preocupação do que possa ter acontecido.   

Neste tipo de amizade virtual descobri, também, que os amigos são difíceis de encontrar, pois o meu círculo de amizades virtuais fica por um grupo de duas ou três pessoas, sendo curioso, ou talvez não, que, com tão poucos amigos, evito os amigos reais, talvez ou certamente, porque não lhe sinto o cheiro nem o espaço, que já conheço, de facto, e que o amaciar das teclas e o olhar para o monitor não substitui.

Sobre aqueles poucos amigos virtuais, um é um fotojornalista de um jornal semanário, com quem raramente me identifico nas ideias mas com quem partilho uma certa cumplicidade, tendo a sensação de que podia beber uns copos com ele na melhor das conversas e, o que mais me agrada, com muita irreverência.

O outro, que é uma jornalista de um diário, com quem quase sempre me identifico nas ideias, já tenho a sensação de que também seria possível beber uns copos, mas tendo a sensação de que o conflito estaria sempre emergente, ao ponto de, quando troco opiniões no blog, ter a sensação de que fujo à primeira ameaça de confusão, talvez porque os amigos são poucos e não se devem perder.

Mas dou comigo, afinal, a escrever fora da minha ideia inicial, a qual tinha que ver com o que a minha amiga virtual sentiu da minha vez que foi a Lisboa, que ficava, e fica, a uns longínquos trinta quilómetros de distância da sua terra natal, porque, tal como eu, da primeira vez, olhava para o ar e para o lado, para todo aquele imenso espaço da cidade.

Da cidade. Que hoje se fecha na escrita no computador, na solidão do mundo de gente que se vagueia nos centros comerciais, na correria dos transportes públicos, nas horas de ponta. Que não sobra tempo para conversar com o nosso amigo mendigo. Mas em que ainda nos conseguimos indignar quando alguém chateia um dos seus amigos cães brancos. Ainda bem. Que alguém se indigna.
...»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«&#8230;<br />
O mendigo e os seus cães brancos</p>
<p>Ao ouvir esta voz tive a sensação de uma personalidade forte mas, estranhamente, algo frágil, se bem que estes traços de personalidade não são, necessariamente, contraditórios, mas o que mais senti foi sensualidade, admitindo que esteja com estas conclusões a ser disparatado.</p>
<p>E a minha intenção de carregar no play do link onde, pela primeira vez, ouvi aquela voz, foi, admito, sobretudo curiosidade em a conhecer e poder perceber se esta encaixava na pessoa que conheço apenas do que escreve e da troca de alguns e-mails esporádicos, fazendo como que uma confirmação de percepções.</p>
<p>Mas esta forma de comunicação sem fios é capaz de permitir, por vezes, empatias e mesmo de proximidade com certas pessoas, dando a sensação de que as conhecemos de qualquer lado sem nunca as termos visto, ao ponto de, em certos momentos, quando deixamos de as “ver” durante alguns dias, nos fazerem falta, ficando a preocupação do que possa ter acontecido.   </p>
<p>Neste tipo de amizade virtual descobri, também, que os amigos são difíceis de encontrar, pois o meu círculo de amizades virtuais fica por um grupo de duas ou três pessoas, sendo curioso, ou talvez não, que, com tão poucos amigos, evito os amigos reais, talvez ou certamente, porque não lhe sinto o cheiro nem o espaço, que já conheço, de facto, e que o amaciar das teclas e o olhar para o monitor não substitui.</p>
<p>Sobre aqueles poucos amigos virtuais, um é um fotojornalista de um jornal semanário, com quem raramente me identifico nas ideias mas com quem partilho uma certa cumplicidade, tendo a sensação de que podia beber uns copos com ele na melhor das conversas e, o que mais me agrada, com muita irreverência.</p>
<p>O outro, que é uma jornalista de um diário, com quem quase sempre me identifico nas ideias, já tenho a sensação de que também seria possível beber uns copos, mas tendo a sensação de que o conflito estaria sempre emergente, ao ponto de, quando troco opiniões no blog, ter a sensação de que fujo à primeira ameaça de confusão, talvez porque os amigos são poucos e não se devem perder.</p>
<p>Mas dou comigo, afinal, a escrever fora da minha ideia inicial, a qual tinha que ver com o que a minha amiga virtual sentiu da minha vez que foi a Lisboa, que ficava, e fica, a uns longínquos trinta quilómetros de distância da sua terra natal, porque, tal como eu, da primeira vez, olhava para o ar e para o lado, para todo aquele imenso espaço da cidade.</p>
<p>Da cidade. Que hoje se fecha na escrita no computador, na solidão do mundo de gente que se vagueia nos centros comerciais, na correria dos transportes públicos, nas horas de ponta. Que não sobra tempo para conversar com o nosso amigo mendigo. Mas em que ainda nos conseguimos indignar quando alguém chateia um dos seus amigos cães brancos. Ainda bem. Que alguém se indigna.<br />
&#8230;»</p>
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		<title>Por: João Pestana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/01/a-lisboa-de-fernanda-cancio/comment-page-1/#comment-40467</link>
		<dc:creator>João Pestana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 11:19:46 +0000</pubDate>
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		<description>Ai este júdice ainda vai cumprir seu ideal ... ainda vai tornar-se num imenso ... quê???

Ai que saudades tenho do seu descorçoamento quando da derrota de ... Soares Carneiro. Que desilusão!

Mas que importa tudo isso se a &quot;vidinha&quot; tem de continuar ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ai este júdice ainda vai cumprir seu ideal &#8230; ainda vai tornar-se num imenso &#8230; quê???</p>
<p>Ai que saudades tenho do seu descorçoamento quando da derrota de &#8230; Soares Carneiro. Que desilusão!</p>
<p>Mas que importa tudo isso se a &#8220;vidinha&#8221; tem de continuar &#8230;</p>
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		<title>Por: pedro vieira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/01/a-lisboa-de-fernanda-cancio/comment-page-1/#comment-40466</link>
		<dc:creator>pedro vieira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 09:50:57 +0000</pubDate>
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		<description>era giro a sessão do júdice ser subordinada ao tema &quot;restauração e arrendamentos em lisboa&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>era giro a sessão do júdice ser subordinada ao tema &#8220;restauração e arrendamentos em lisboa&#8221;.</p>
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		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/01/a-lisboa-de-fernanda-cancio/comment-page-1/#comment-40465</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 09:48:52 +0000</pubDate>
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		<description>áh pois, o Júdice!
que bom que propagandeiem esta ave canora mui rara no nossa panorama cultural de supermercado 5 estrelas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>áh pois, o Júdice!<br />
que bom que propagandeiem esta ave canora mui rara no nossa panorama cultural de supermercado 5 estrelas</p>
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