A ponte é uma passagem… para que margem?

Cá estou eu de volta. Para alegria, neutralidade ou descontentamento dos nossos leitores. E tentando evitar a pena capital a que os meu caríssimos co-bloggers já me terão sentenciado.
Volto numa semana amornada pelo feriado e subida de temperatura. Numa semana em que só Manuela Ferreira Leite – com a decisão mais difícil da sua vida e a lucidez de entender que daqui a pouco mais ninguém leva o PSD a sério – e Pacheco Pereira – com o seu instantâneo do lançamento da candidatura, para o espaço fotográfico do seu Abrupto – fazem manchetes e prendem (alguma) atenção.
Na ressaca de um acutilante discurso presidencial celebrativo de Abril, o país perde-se numa enorme ponte, que acalma o trânsito, as ruas e as horas. Calculo que não acalme Belém… Será possível edificar uma ponte que ligue a coisa pública à juventude (tão) privada?

Sobre Marta Rebelo

QUINTA | Marta Rebelo
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8 respostas a A ponte é uma passagem… para que margem?

  1. Maria João Pires diz:

    Olha, olha, ameacei uma e quem desemburrou foi a outra.

  2. j diz:

    Pensei que tivesse voltado para dizer que o IVA apenas desceu 1% depois de ter subido 2%; que, apesar do euro mais forte que o dólar, o governo do seu partido continua a cobrar um Imposto sobre os Produtos Petrolíferos dos mais altos da EU; que os juros estão cada vez mais altos; que os ministros do seu e dos outros partidos querem os polícias na rua e depois acontece que a violência passa da rua para o interior das esquadras…
    E que o seu partido quando ficar “órfão” do seu actual secretário-geral, também virá a precisar, como já precisou, de uma “Manuel Ferreira Leite” e de um “JPP-Fotógrafo”…

    Ora, seja bem-vinda…
    Mas para dizer algo de jeito.

  3. Sérgio diz:

    Bom regresso. Espero que esteja saturada de vender a alma ao diabo na bancada do PS. É que um socialista deve ter coisas mais interessantes para fazer do que aplaudir as (contra)reformas do Primeiro Ministro.

  4. chiça, não comecem já a chatear a marta. (joão, deu resultado, mas ao lado). be very welcome, marta. vou descontratar os assassinos.

  5. João Pestana diz:

    E aquela do Louçã (hoje na Assembleia) para “ele”? “Quem se mete com a Mota Engil, leva!”

    Esta foi forte!

  6. j diz:

    “Chiça”, da minha parte, eu não quis “chatear a Marta”, apenas quis desabafar umas verdades, porque o PS também começa a não ser “para levar a sério”.

    Desculpe lá, Marta Rebelo.
    Embora você nem sequer tenha reagido de a terem, eventualmente, “chateado”.
    E nem acho que se deva dar a esse trabalho, deixe para a Fernanda Câncio.

    “Chiça”, que já nem as verdades se podem dizer.

  7. Não creio que o “acutilante discurso presidencial celebrativo de Abril”, seja mais que um acutilante discurso celebrativo dele próprio, o mesmo que persiste em desdenhar do significado simbólico do cravo vermelho, o mesmo que tem um percurso político consistentemente centrado em si próprio, no seu protagonismo, no impacto que as suas “aparições públicas” possam causar na populaça, no embevecimento com que a comunicação social o venera. O discurso “acutilante” foi apenas Cavaco no seu melhor, foi Cavaco fazendo aquilo em que é imbatível: imitar-se a si próprio. Ninguém consegue tal proeza melhor que ele mesmo. É este o PR que temos e teremos por muito tempo, para mal dos nossos pecados.

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