Abram já mais academias de Polícia!

Dois polícias foram agredidos em Beja por um cidadão com 18 anos e bastante mau génio. Para um representante da ASPP, trata-se de mais uma prova da “falta de efectivos da PSP”.
Ora se dois polícias para disciplinar um desordeiro não representam um rácio aceitável, talvez seja boa ideia passar para patamares mais seguros: 3 para 1, quem sabe. E se houver 8 milhões de adultos em Portugal, isso resulta em, deixa lá ver… 2 milhões de civis e 6 milhões de polícias. Pode ser que assim esta pouca vergonha e este sentimento de insegurança amainem.

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19 respostas a Abram já mais academias de Polícia!

  1. A PSP não pode atirar antes de perguntar!

  2. teresa diz:

    Essa questão do dois para um é interessante. No anterior código penal – agora não sei como é – considerava-se que sendo a agressão realizada por mais de duas pessoas passava imediatamente de ofensa corporal simples a ofensa corporal qualificada, com uma pena mais grave, independentemente dos resultados. Parece que na polícia não é assim, que o maior numero não lhes aumenta a eficácia e não representam “perigo acrescido”… Poderemos portanto concluir que um polícia vale um terço de um civil. Se assim for, está tudo certo…

  3. também houve uma ‘invasão’ de uma esquadra por um grupo de gente. ouvi ontem na rádio, já não me lembro de onde foi. estava um polícia sozinho na esquadra — o chamado ‘graduado de serviço’ — quando um tipo entrou para se refugiar, foi seguido por uns tantos que o perseguiam e que lhe bateram dentro da esquadra. aparentemente o polícia ficou a assistir. segundo os representantes sindicais que ouvi, ‘o problema’ passaria pelo facto de os rádios da polícia não funcionarem dentro das esquadras. suponho que outras coisas também não funcionem. praticamente todas.

  4. teresa diz:

    Bolas fernanda, não podes ser assim, estás sempre a criticar… A agressão dentro da esquadra faz todo o sentido. É que não percebo porque se fez tanto bruá logo agora que, finalmente, o governo conseguiu cumprir uma promessa e está a tirar a violência das ruas. Não me digas que não é uma óptima solução…

  5. Sérgio diz:

    Epá, talvez seja eu que não tenho capacidadeintelectual para compreender, mas qual o propósito deste post?
    Afirmar que há demasiada policia?
    Que há pouca policia?
    Que são incompententes?
    Não percebi. O que eu sei é que se os agentes tivessem dominado o individuo prontamente, o post seria a denunciar a violência policial.

  6. Bocagiano diz:

    Quanto aos factos recentes, sem dúvida que eles têm perdido autoridade na relação com o cidadão, inclusive nas bancadas de futebol já tenho assistido a ameaças à autoridade, olhos nos olhos. Fico apreensivo quando assisto a este tipo de situação, e fico com uma clara ideia de como andam as relações Polícia-Cidadão.

    Quem envereda pela profissão de Polícia, tem no entanto, denotar competência para saber exteriorizar autoridade quando a mesma tem razão de ser.
    O problema está de alguma forma na lei, em que os Polícias evitam ser testemunhas em tribunal quando existe a possibilidade de coincidir com uma folga.

    Mas existem coisas boas:
    Tenho ouvido pessoas do meu círculo de amizades, que estão no sector de Policia a vangloriarem-se da profissão que têm, nomeadamente do nº de folgas, nº de horas diárias, quantidade de férias e outros benefícios sociais que têm, mas no entanto ambos gostam de marcar presença nas manifestações de direitos.

    Sempre ouvi dizer, que quem não chora não mama.

  7. Luis Rainha diz:

    Eu explico, Sérgio: era uma fruste graça. Está a ver, dois polícias para um agressor ainda parece denunciar “falta de efectivos”. E por certo que nunca me viu a denunciar polícias por se defenderem.

  8. CARLOS CLARA diz:

    POIS QUE ARRANJEM UM POLÍCIA PARA GUARDAR O OUTRO POLICIA.
    Olhando a corrida de ratos dos políticos do PSD o que é que querem que aconteça? a malta pensa que o mundo é aquilo e vai daí pira dos cornos.

  9. Vítor diz:

    Tivesse a policia autorização para cascar no tipo e o post era outro. Santa Hipocrisia…

  10. Luis Rainha diz:

    Claro que sim, Vítor. Só não imagino é onde terá ido buscar a peregrina ideia que um polícia não tem autorização para “cascar” depois de agredido…

  11. tal qual, luís. é de génio, essa de que a polícia coitada não tem ‘autorização’ para usar a ‘força muscular’ (que é como o jargão policial refere a coisa) quando agredida. de onde virá esta gente?

  12. j diz:

    Sobre este post podia dizer muita coisa, até escrever um livro ou fazer uma programa na televisão, preferencialmente na TV2, a sério. Mas, obviamente, não vou dizer nada, continuando “enfiado na batina do padre”.

    Fico, no entanto, agradecido ao Luís Rainha, já que vou guardar para o disco do meu computador, com a sua permissão, a excelente imagem que ilustra o que escreveu e que vai fazer companhia a mais de mil que já ali guardo como colecção.

  13. j diz:

    «preferencialmente na TV2»
    Ressalvo que esta parte do meu comentário não é nenhuma maldade em relação a ninguém, até porque achei essa cena uma estupidez, como aqui comentei…
    É apenas uma ironia, no bom sentido.

    Acho que não precisava de explicar, mas não queria correr o risco de ser mal interpretado.
    Até porque quando quero ser inconveniente ou mal-educado, seja com quem for, vou directo ao assunto e não uso nem retórica nem meias palavras.

  14. rosa-que-fuma diz:

    os putos que vão para a polícia praxam-se violentamente até ao tutano. Digamos que há certas características humanas, uma certa união com o mundo, que temos de deixar de esperar deles.
    É curioso como um solitário não consegue agir, mas não incompreensível. Foi formado pelos pares (e quiça com consentimento “superior”) para isso.

  15. M. Abrantes diz:

    É preciso não esquecer que há putos de 18 anos, que além de muito mau génio têm também um grande caparro e sabem dar umas bordoadas. Se foi o caso, parece-me um acontecimento banal.

  16. Vítor diz:

    Já tudo foi dito sobre o assunto, não vale a pena estar a repetir aquilo que toda a gente sabe.

    Foi uma tentativa infeliz de fazer uma piada.

  17. j diz:

    «os putos que vão para a polícia praxam-se violentamente até ao tutano»

    O “rosa-que-fuma” deve andar a “fumar” qualquer coisa marada, para dizer patetices.

    Existem praxes, sim senhor… E ainda bem que existem.
    Agora os “putos” (esqueceu-se das “putas”, porque também lá andam “putos” do sexo masculino…) se praxarem “violentamente” e até ao “tutano”, só de quem anda a delirar com tanta “fumaça”.

  18. j diz:

    Corrijo para: «porque também lá andam “putos” do sexo feminino»
    Peço desculpa, mas talvez eu tenha sido perturbado pela “fumaça”.

  19. rosa-que-fuma diz:

    oh, well, e eu não vivo com el@s…..

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