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	<title>Comentários em: ó sotôra, então?</title>
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		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-41239</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 20:26:31 +0000</pubDate>
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		<description>Realmente, quanto mais ouço a Senhora Sinistra da Educação a falar, mais me apetece recuperar uma frase que já deixei atrás: «A Senhora Ministra é como o Sr. Aberto João Jardim: completamente inimputável, niniguém liga ao que ela diz e, de vez em quando, até é capaz de nos arrancar um sorriso ou até mesmo uma gargalhada.»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente, quanto mais ouço a Senhora Sinistra da Educação a falar, mais me apetece recuperar uma frase que já deixei atrás: «A Senhora Ministra é como o Sr. Aberto João Jardim: completamente inimputável, niniguém liga ao que ela diz e, de vez em quando, até é capaz de nos arrancar um sorriso ou até mesmo uma gargalhada.»</p>
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		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40934</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 22:00:44 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora, uma maior responsabilização dos pais no processo educativo dos filhos também seria saudável. Mas nunca se fez isso, não é só o actual Estatuto.
Fundamental seria também, e agora fora do Estatuto, cada escola ter pelo menos um psicólogo e uma assistente social a tempo inteiro. Identificados os problemas pelos professores, actuariam aqueles em coordenação com estes para tentar encontrar soluções. Mas isso custa dinheiro...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, uma maior responsabilização dos pais no processo educativo dos filhos também seria saudável. Mas nunca se fez isso, não é só o actual Estatuto.<br />
Fundamental seria também, e agora fora do Estatuto, cada escola ter pelo menos um psicólogo e uma assistente social a tempo inteiro. Identificados os problemas pelos professores, actuariam aqueles em coordenação com estes para tentar encontrar soluções. Mas isso custa dinheiro&#8230;</p>
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		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40933</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 21:56:23 +0000</pubDate>
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		<description>Em relação ao caso de violência a que assisti, realço que estava há três ou 4 dias na escola e só iria estar por lá mais três semanas. Se a vítima não fez nada e se o Conselho Executivo nem sequer abriu procedimento disciplinar à aluna, não seria eu a agir. Até porque também já estava a ter problemas de sobra com as minhas turmas.
Um comportamento usual por parte de alguns Executivos, que parecem ter medo dos alunos e dos seus pais. Numa outra escola  onde estive, a Pêro Vaz de Caminha, junto a um bairro camarário muito problemático do Porto, o Conselho Executivo era conhecido como o Conselho Divertido. Porque os alunos eram chamados e vinham de lá sempre divertidos, porque nada lhes acontecia. Lembro-me que, como Director de Turma, tive de ir duas vezes a esse Bairro falar com a mãe de um aluno que faltava sistematicamente. a mãe não ia à escola, fui eu ao Bairro. Consegui falar com a mãe, que me disse que ja sabia mas que não podia fazer nada porque ele não queria ir...
Quanto ao Estatuto do Aluno, só duas ou três notas breves. O anterior Estatuto, publicado pelo Ministro David Justino, previa a expulsão do aluno como medida disciplinar sancionatória, no caso de esse aluno estar fora da esclaridade obrigatória. Nesse ano lectivo, o aluno ficava imediatamente retido e não podia inscrever-se noutra escola. O actual Estatuto do Aluno elimina essa sanção e a transferência passa a ser a pena máxima e se a Direcção-Regional de Educação concordar. 
Os alunos percebem que o mais provável é não lhes acontecer nada. 
Segundo o anterior Estatuto do Aluno, o Conselho de Turma (conjunto dos professores da turma) podia ser chamado a decidir da suspensão do aluno entre 5 a 10 dias. Com o actual Estatuto, essa participação dos professores, afinal aqueles que conhecem o aluno, é simplesmente revogada. A partir de agora, o Director «pode previamente ouvir os professores da turma». Nem sequer é obrigado a ouvi-los.
E depois há a questão das faltas. No Estatuto anterior, quando ultrapassassem o limite de faltas injustificadas, os alunos ficavam retidos ou eram desde logo excluídos, se estivessem fora da escolaridade obrigatória. Agora, podem faltar o que quiserem que têm direito a uma prova de recuperação, «independentemente da natureza das faltas». Ou seja, tanto faz faltar porque foi operado como faltar porque foi para o café. E se o aluno reprovar na prova de recuperação, ainda pode ver as suas faltas justificadas e ainda pode ter direito a uma nova prova de recuperação.
Ou seja, não interessa se se esforçam ou não, se cumprem os seus deveres ou não. Porque quem se balda obtém os mesmos resultados do que aqueles que se esforçam. Estes, os que se esforçam e não conseguem, é que deviam ser apoiados com aulas de recuperação constantes às disciplinas em que têm dificuldades, em vez da fantochada das aulas de substituição. 
E a Ministra ainda queria ir mais longe, ao acabar com a distinção entre faltasd justificadas e injustificadas. O PS é que não deixou.
Claro que um regime cada vez mais facilitista para os alunos, onde a retenção é quase um crime (e ainda por cima fica cara para o Estado!), é acompanhado por um regime oposto para os professores, o que em muitos aspectos até se compreende. E os alunos percebem. Mas essa já é outra questão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em relação ao caso de violência a que assisti, realço que estava há três ou 4 dias na escola e só iria estar por lá mais três semanas. Se a vítima não fez nada e se o Conselho Executivo nem sequer abriu procedimento disciplinar à aluna, não seria eu a agir. Até porque também já estava a ter problemas de sobra com as minhas turmas.<br />
Um comportamento usual por parte de alguns Executivos, que parecem ter medo dos alunos e dos seus pais. Numa outra escola  onde estive, a Pêro Vaz de Caminha, junto a um bairro camarário muito problemático do Porto, o Conselho Executivo era conhecido como o Conselho Divertido. Porque os alunos eram chamados e vinham de lá sempre divertidos, porque nada lhes acontecia. Lembro-me que, como Director de Turma, tive de ir duas vezes a esse Bairro falar com a mãe de um aluno que faltava sistematicamente. a mãe não ia à escola, fui eu ao Bairro. Consegui falar com a mãe, que me disse que ja sabia mas que não podia fazer nada porque ele não queria ir&#8230;<br />
Quanto ao Estatuto do Aluno, só duas ou três notas breves. O anterior Estatuto, publicado pelo Ministro David Justino, previa a expulsão do aluno como medida disciplinar sancionatória, no caso de esse aluno estar fora da esclaridade obrigatória. Nesse ano lectivo, o aluno ficava imediatamente retido e não podia inscrever-se noutra escola. O actual Estatuto do Aluno elimina essa sanção e a transferência passa a ser a pena máxima e se a Direcção-Regional de Educação concordar.<br />
Os alunos percebem que o mais provável é não lhes acontecer nada.<br />
Segundo o anterior Estatuto do Aluno, o Conselho de Turma (conjunto dos professores da turma) podia ser chamado a decidir da suspensão do aluno entre 5 a 10 dias. Com o actual Estatuto, essa participação dos professores, afinal aqueles que conhecem o aluno, é simplesmente revogada. A partir de agora, o Director «pode previamente ouvir os professores da turma». Nem sequer é obrigado a ouvi-los.<br />
E depois há a questão das faltas. No Estatuto anterior, quando ultrapassassem o limite de faltas injustificadas, os alunos ficavam retidos ou eram desde logo excluídos, se estivessem fora da escolaridade obrigatória. Agora, podem faltar o que quiserem que têm direito a uma prova de recuperação, «independentemente da natureza das faltas». Ou seja, tanto faz faltar porque foi operado como faltar porque foi para o café. E se o aluno reprovar na prova de recuperação, ainda pode ver as suas faltas justificadas e ainda pode ter direito a uma nova prova de recuperação.<br />
Ou seja, não interessa se se esforçam ou não, se cumprem os seus deveres ou não. Porque quem se balda obtém os mesmos resultados do que aqueles que se esforçam. Estes, os que se esforçam e não conseguem, é que deviam ser apoiados com aulas de recuperação constantes às disciplinas em que têm dificuldades, em vez da fantochada das aulas de substituição.<br />
E a Ministra ainda queria ir mais longe, ao acabar com a distinção entre faltasd justificadas e injustificadas. O PS é que não deixou.<br />
Claro que um regime cada vez mais facilitista para os alunos, onde a retenção é quase um crime (e ainda por cima fica cara para o Estado!), é acompanhado por um regime oposto para os professores, o que em muitos aspectos até se compreende. E os alunos percebem. Mas essa já é outra questão.</p>
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		<title>Por: Rui</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40877</link>
		<dc:creator>Rui</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 11:33:03 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;mas, já agora, ricardo, que deveria estar no estatuto do aluno para que ele permitisse melhor, do seu ponto de vista, lidar com essas situações?&quot;
Boa pergunta! Para a qual gostaria de ter respostas que não fossem lugares-comuns estafados, mas acho que não as sei e sinto tristeza por o admitir.
À partida, penso que se deveria eliminar o extremamente longo e complicado processo burocrático (que, ao ser empreendido, ainda por cima tem de o ser por professores já esgotados por outras infindáveis tarefas), a fim de se poder finalmente fazer sentir aos alunos que os comportamentos negativos têm de ter consequências imediatas. Processo esse que, admito-o, existe assim burocrático para proteger os alunos, mas que bloqueia tudo do ponto de vista educativo.
Se os alunos sem essa burocracia ficam mais indefesos, então, para a retirar, seria necessária a confiança da sociedade no sentido de justiça e de humanidade dos professores. Confiança essa que, infelizmente, não existe (como já disse num comentário anterior, numa altura em que Portugal nunca teve tão bons profissionais, tão completamente formados e tão humanos como hoje em dia, o que é no mínimo irónico).
Saindo do estatuto, eu diria que o problema fundamental é a falta de autoridade dos pais sobre os seus filhos (a falta de autoridade dos professores é muito um reflexo): vejo os pais tão ou muito mais aflitos do que os professores; e a recorrer a desde a mais total permissividade até a extremos assustadores de violência (já denunciei casos em que os pais não só batem como ameaçam os filhos de os matar). É um desastre para a educação dos mais jovens ter sido completamente minada a confiança que eles podiam muito bem ter nos professores.
De qualquer modo, parece existirem soluções no actual quadro legislativo. Tenho ouvido dizer muito bem da nossa colega Armandina Soares (presidente do agrupamento de escolas de Vialonga e prémio de Mérito Liderança): leia-se o artigo &quot;Responsabilidade democrática&quot; por ela escrito no Jornal de Letras, no suplemento JLEducação, de 9 de Abril de 2008. (note-se que não sei se ela segue à letra a lei: na minha escola segue-se, e de ano para ano as coisas pioram)
Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;mas, já agora, ricardo, que deveria estar no estatuto do aluno para que ele permitisse melhor, do seu ponto de vista, lidar com essas situações?&#8221;<br />
Boa pergunta! Para a qual gostaria de ter respostas que não fossem lugares-comuns estafados, mas acho que não as sei e sinto tristeza por o admitir.<br />
À partida, penso que se deveria eliminar o extremamente longo e complicado processo burocrático (que, ao ser empreendido, ainda por cima tem de o ser por professores já esgotados por outras infindáveis tarefas), a fim de se poder finalmente fazer sentir aos alunos que os comportamentos negativos têm de ter consequências imediatas. Processo esse que, admito-o, existe assim burocrático para proteger os alunos, mas que bloqueia tudo do ponto de vista educativo.<br />
Se os alunos sem essa burocracia ficam mais indefesos, então, para a retirar, seria necessária a confiança da sociedade no sentido de justiça e de humanidade dos professores. Confiança essa que, infelizmente, não existe (como já disse num comentário anterior, numa altura em que Portugal nunca teve tão bons profissionais, tão completamente formados e tão humanos como hoje em dia, o que é no mínimo irónico).<br />
Saindo do estatuto, eu diria que o problema fundamental é a falta de autoridade dos pais sobre os seus filhos (a falta de autoridade dos professores é muito um reflexo): vejo os pais tão ou muito mais aflitos do que os professores; e a recorrer a desde a mais total permissividade até a extremos assustadores de violência (já denunciei casos em que os pais não só batem como ameaçam os filhos de os matar). É um desastre para a educação dos mais jovens ter sido completamente minada a confiança que eles podiam muito bem ter nos professores.<br />
De qualquer modo, parece existirem soluções no actual quadro legislativo. Tenho ouvido dizer muito bem da nossa colega Armandina Soares (presidente do agrupamento de escolas de Vialonga e prémio de Mérito Liderança): leia-se o artigo &#8220;Responsabilidade democrática&#8221; por ela escrito no Jornal de Letras, no suplemento JLEducação, de 9 de Abril de 2008. (note-se que não sei se ela segue à letra a lei: na minha escola segue-se, e de ano para ano as coisas pioram)<br />
Cumprimentos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40841</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 01:31:05 +0000</pubDate>
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		<description>Professor, sim, às vezes, e em dispensa de serviço por alguns anos. Boas férias que o Min. do Ensino Superior proporciona. Regalias, regalias que este recto gov permite. Quanto ao insulto fácil, é um desporto antigo, pois não aprecio democracias nem democratas. Mas aprecio a genuína Lili mais do que as pobres imitações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Professor, sim, às vezes, e em dispensa de serviço por alguns anos. Boas férias que o Min. do Ensino Superior proporciona. Regalias, regalias que este recto gov permite. Quanto ao insulto fácil, é um desporto antigo, pois não aprecio democracias nem democratas. Mas aprecio a genuína Lili mais do que as pobres imitações.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40810</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 19:26:24 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda, eu compreendo o que estás a dizer. E concordo que um caso destes não pode ficar impune. Porém, a via não é a queixa policial porque. a) O conselho executivo não é titular do direito de queixa. b)depois da queixa apresentada seria necessário que a vítima estivesse disposta a passar por um périplo se calhar mais penoso ainda. c) o resultado da queixa policial (se corresse tudo bem) seria os meninos serem punidos em pena de multa (desde 5eur/dia) que provavelmente nunca pagariam. Ora isso não lhes faria mossa, não era um exemplo e só ia mais uma vez punir as vítimas (despesas e humilhação). Não quero com isso dizer que possam ficar impunes. É precisamente essa sensação de impunidade que os faz continuar com a actividade criminosa. Presumo que deveria ser dentro da escola que existiria a punição. Chumbar o ano, colocar um chapéu de burro, limpar as retretes, apresentar um trabalho sobre a negatividade da violência nas escolas .... sei lá .... Assusto-me quando se pensa que o direito penal pode resolver tudo. O certo é que o direito penal não resolve nada. Como podemos ver pelo penalização/&quot;despenalização&quot; da droga verificamos que quanto mais branda a pena menos problemas existem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, eu compreendo o que estás a dizer. E concordo que um caso destes não pode ficar impune. Porém, a via não é a queixa policial porque. a) O conselho executivo não é titular do direito de queixa. b)depois da queixa apresentada seria necessário que a vítima estivesse disposta a passar por um périplo se calhar mais penoso ainda. c) o resultado da queixa policial (se corresse tudo bem) seria os meninos serem punidos em pena de multa (desde 5eur/dia) que provavelmente nunca pagariam. Ora isso não lhes faria mossa, não era um exemplo e só ia mais uma vez punir as vítimas (despesas e humilhação). Não quero com isso dizer que possam ficar impunes. É precisamente essa sensação de impunidade que os faz continuar com a actividade criminosa. Presumo que deveria ser dentro da escola que existiria a punição. Chumbar o ano, colocar um chapéu de burro, limpar as retretes, apresentar um trabalho sobre a negatividade da violência nas escolas &#8230;. sei lá &#8230;. Assusto-me quando se pensa que o direito penal pode resolver tudo. O certo é que o direito penal não resolve nada. Como podemos ver pelo penalização/&#8221;despenalização&#8221; da droga verificamos que quanto mais branda a pena menos problemas existem.</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40808</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 19:14:54 +0000</pubDate>
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		<description>jaime, o &#039;abafar&#039; a que me refiro é aquele a que o ricardo faz referência -- e que teria como protagonista o conselho executivo. claro que a vítima pode decidir não fazer queixa à polícia ou ao mp. mas tem sempre essa hipótese, e é da hipótese que falo, para certificar que o caso não fica em águas de bacalhau. decerto que com uma queixa na polícia -- ainda por cima, o ricardo assistiu a tudo, portanto havia pelo menos uma testemunha -- o conselho executivo não poderia ignorar a situação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jaime, o &#8216;abafar&#8217; a que me refiro é aquele a que o ricardo faz referência &#8212; e que teria como protagonista o conselho executivo. claro que a vítima pode decidir não fazer queixa à polícia ou ao mp. mas tem sempre essa hipótese, e é da hipótese que falo, para certificar que o caso não fica em águas de bacalhau. decerto que com uma queixa na polícia &#8212; ainda por cima, o ricardo assistiu a tudo, portanto havia pelo menos uma testemunha &#8212; o conselho executivo não poderia ignorar a situação.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40802</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 18:21:21 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda Maria, desculpa lá tenho que fazer uma correcção. Sendo crime, a ofensa à integridade física, depende de queixa (artº 143º do Código penal) pelo que não é escandaloso ser abafado. É uma opção da vítima. Neste caso que RSP refere trata-se de um crime de ofensa à integridade física qualificado por força do disposto no artº 146 do mesmo diploma ex-vi j) nº2 do artº 132. Significa isto que o crime revela especial censurabilidade pelo que a pena é aumentada de um terço. A especial censurabilidade reside no facto de a vítima ser docente. Se o titular do direito à queixa quisesse apresentar queixa ainda teria que se constituir assistente no processo e pagar a taxa de justiça de 190 €, sendo que se não constituisse advogado o ministério público provavelmente não deduziria acusação. Em toda esta trapalhada ressalta que quem apanhar um enxerto de porrada desde que não fique paralítico ainda tem que pagar 190 eur para ser humilhado pelo tribunal. Não discordo totalmente deste teor legislativo e poder-se-ia discutir este assunto noutro post. A verdade é que, tendo em conta as condicionantes normativas, se eu fosse a vítima não me queixaria. É claro que haveria sempre alguém a dizer que o caso tinha sido abafado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Maria, desculpa lá tenho que fazer uma correcção. Sendo crime, a ofensa à integridade física, depende de queixa (artº 143º do Código penal) pelo que não é escandaloso ser abafado. É uma opção da vítima. Neste caso que RSP refere trata-se de um crime de ofensa à integridade física qualificado por força do disposto no artº 146 do mesmo diploma ex-vi j) nº2 do artº 132. Significa isto que o crime revela especial censurabilidade pelo que a pena é aumentada de um terço. A especial censurabilidade reside no facto de a vítima ser docente. Se o titular do direito à queixa quisesse apresentar queixa ainda teria que se constituir assistente no processo e pagar a taxa de justiça de 190 €, sendo que se não constituisse advogado o ministério público provavelmente não deduziria acusação. Em toda esta trapalhada ressalta que quem apanhar um enxerto de porrada desde que não fique paralítico ainda tem que pagar 190 eur para ser humilhado pelo tribunal. Não discordo totalmente deste teor legislativo e poder-se-ia discutir este assunto noutro post. A verdade é que, tendo em conta as condicionantes normativas, se eu fosse a vítima não me queixaria. É claro que haveria sempre alguém a dizer que o caso tinha sido abafado.</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40800</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 18:04:57 +0000</pubDate>
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		<description>ricardo santos pinto, aquilo que descreve é crime -- ofensa à integridade física, claramente. se o conselho executivo &#039;abafou tudo&#039;, foi pena que a professora em causa e quem assistiu não tenham feito queixa no lugar indicado -- a polícia. há situações que extravasam a jurisdição do conselho executivo de uma escola, e essa é uma delas. sendo que, obviamente, é um escândalo uma coisa como essa ser &#039;abafada&#039;. 

mas, já agora, ricardo, que deveria estar no estatuto do aluno para que ele permitisse melhor, do seu ponto de vista, lidar com essas situações?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ricardo santos pinto, aquilo que descreve é crime &#8212; ofensa à integridade física, claramente. se o conselho executivo &#8216;abafou tudo&#8217;, foi pena que a professora em causa e quem assistiu não tenham feito queixa no lugar indicado &#8212; a polícia. há situações que extravasam a jurisdição do conselho executivo de uma escola, e essa é uma delas. sendo que, obviamente, é um escândalo uma coisa como essa ser &#8216;abafada&#8217;. </p>
<p>mas, já agora, ricardo, que deveria estar no estatuto do aluno para que ele permitisse melhor, do seu ponto de vista, lidar com essas situações?</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40796</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 17:56:50 +0000</pubDate>
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		<description>carlos vidal, espero que esgote a sua raiva, maus fígados e tentação de insulto fácil aqui, durante o fim de semana, antes de voltar às salas de aula -- se for professor, claro, e daqueles professores que dão aulas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>carlos vidal, espero que esgote a sua raiva, maus fígados e tentação de insulto fácil aqui, durante o fim de semana, antes de voltar às salas de aula &#8212; se for professor, claro, e daqueles professores que dão aulas.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40780</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:54:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40780</guid>
		<description>Acho que o meu comentário anterior não foi «aprovado», o que me obriga a refazê-lo. Não li estes comentários todos e não sei se algum duvidava deste texto da sra. Fernanda Câncio. Mas eu duvido, duvido da sua honestidade (não dou esta dúvida como certa, atente-se), mas estou certo do seu carácter infantil e igénuo. Mais parece um textozinho para um livro da Mocidade Portuguesa de tão idílico é o seu final, com os alunos ouvindo o soar da campainha ao longe, do outro lado da montanha talvez,  a dirigirem-se a passos rápidos para a escola com bandeirinha na mão como no antigo livro da terceira classe. A sra. Fernanda Câncio diz ter ouvido conversas entre jovens que coincidem cirúrgica ou miraculosamente com aquilo que ela pensa?? Isso é possível?? Que pensa a jornalista? Isto: que a professora do Porto não foi sujeita a violência, porque a «aluna não lhe bateu» (conclusão atrozmente absurda); que os professores falam da ministra em vez de darem as matérias; que este governo acabou com as regalias dos professores, etc. Então, pensando isto de antemão, está a fazer-nos crer que foi isto exactamente que ouviu dos «miúdos» ?? E nada mais ?? Que pontaria, que milagre, que coincidência. Ou então o seu texto é ficcional -- se assim é que talento literário, meu deus, rendo-me a esta prosa superlativa. Ponto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o meu comentário anterior não foi «aprovado», o que me obriga a refazê-lo. Não li estes comentários todos e não sei se algum duvidava deste texto da sra. Fernanda Câncio. Mas eu duvido, duvido da sua honestidade (não dou esta dúvida como certa, atente-se), mas estou certo do seu carácter infantil e igénuo. Mais parece um textozinho para um livro da Mocidade Portuguesa de tão idílico é o seu final, com os alunos ouvindo o soar da campainha ao longe, do outro lado da montanha talvez,  a dirigirem-se a passos rápidos para a escola com bandeirinha na mão como no antigo livro da terceira classe. A sra. Fernanda Câncio diz ter ouvido conversas entre jovens que coincidem cirúrgica ou miraculosamente com aquilo que ela pensa?? Isso é possível?? Que pensa a jornalista? Isto: que a professora do Porto não foi sujeita a violência, porque a «aluna não lhe bateu» (conclusão atrozmente absurda); que os professores falam da ministra em vez de darem as matérias; que este governo acabou com as regalias dos professores, etc. Então, pensando isto de antemão, está a fazer-nos crer que foi isto exactamente que ouviu dos «miúdos» ?? E nada mais ?? Que pontaria, que milagre, que coincidência. Ou então o seu texto é ficcional &#8212; se assim é que talento literário, meu deus, rendo-me a esta prosa superlativa. Ponto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40775</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:22:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40775</guid>
		<description>Não li todos os comentários, e são páginas e páginas de discussões eventualmente interessantes que por aqui se multiplicam (o que duvido um post da sra. Fernanda Câncio poder suscitar, mas enfim). O artigo é de uma desonestidade (tenho quase a certeza, mas não sou mago), ingenuidade e infantilidade sitomáticas. Porque a «jornalista» parte para o texto ou para as conversas que diz escutar com a «intenção» de ouvir aquilo que de antemão pensava. É de uma coincidência miraculossa e cirúrgica que tenha apanhado das crianças aquelas frases. Tudo é possível, mas vindo de alguém com uma fisgada (como se costuma dizer) é muito duvidoso. A sra. Câncio acha que no Porto, caso do telemóvel, não houve violência, porque não houve embate físico. Absurda opinião. Acha que há professores depravados; nestes tempos os professores falam mais da ministra que das matérias; a sra. Câncio acha que este governo acabou com as regalias dos professores, e que há bons e maus professores (excelente conclusão - e ganha-se dinheiro para ter estas conclusões ?). Então, quer-nos fazer crer que foi exactamente isto que a dita sra. pensa (e já pensava, portanto) que ouviu os miúdos dizerem quando deles se aproximou ?? Está a escrever para algum boletim da Mocidade Portuguesa ou de outras sinistras juventudes, onde tudo bate certo e é idílico ?? Está a enganar quem ?? Não está ?Ouviu dos alunos aquilo que de antemão já pensava. Essa agora ! Incrível coincidência. Boa. E os leitores comentam isto ? A cena idílica é a final, quando ao longe soa a campainha e os alunos sem demora se dirigem para a escola - já agora com bandeirinhas na mão, como no antigo livro, famoso livro, da terceira classe de 1972 ou 3 (acho eu). Ou então a «jornalista» quis fazer uma crónica ficcionada, e eu analisei isto mal. Se foi ficcionada, que talento literário, que escrita comovente, que conclusão, meu deus - há bons e maus professores, diz-lhe um aluno à despedida depois de soar o toque. Que imaginação prodigiosa. Vergo-me ao talento desta Lili das «causas» !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não li todos os comentários, e são páginas e páginas de discussões eventualmente interessantes que por aqui se multiplicam (o que duvido um post da sra. Fernanda Câncio poder suscitar, mas enfim). O artigo é de uma desonestidade (tenho quase a certeza, mas não sou mago), ingenuidade e infantilidade sitomáticas. Porque a «jornalista» parte para o texto ou para as conversas que diz escutar com a «intenção» de ouvir aquilo que de antemão pensava. É de uma coincidência miraculossa e cirúrgica que tenha apanhado das crianças aquelas frases. Tudo é possível, mas vindo de alguém com uma fisgada (como se costuma dizer) é muito duvidoso. A sra. Câncio acha que no Porto, caso do telemóvel, não houve violência, porque não houve embate físico. Absurda opinião. Acha que há professores depravados; nestes tempos os professores falam mais da ministra que das matérias; a sra. Câncio acha que este governo acabou com as regalias dos professores, e que há bons e maus professores (excelente conclusão &#8211; e ganha-se dinheiro para ter estas conclusões ?). Então, quer-nos fazer crer que foi exactamente isto que a dita sra. pensa (e já pensava, portanto) que ouviu os miúdos dizerem quando deles se aproximou ?? Está a escrever para algum boletim da Mocidade Portuguesa ou de outras sinistras juventudes, onde tudo bate certo e é idílico ?? Está a enganar quem ?? Não está ?Ouviu dos alunos aquilo que de antemão já pensava. Essa agora ! Incrível coincidência. Boa. E os leitores comentam isto ? A cena idílica é a final, quando ao longe soa a campainha e os alunos sem demora se dirigem para a escola &#8211; já agora com bandeirinhas na mão, como no antigo livro, famoso livro, da terceira classe de 1972 ou 3 (acho eu). Ou então a «jornalista» quis fazer uma crónica ficcionada, e eu analisei isto mal. Se foi ficcionada, que talento literário, que escrita comovente, que conclusão, meu deus &#8211; há bons e maus professores, diz-lhe um aluno à despedida depois de soar o toque. Que imaginação prodigiosa. Vergo-me ao talento desta Lili das «causas» !</p>
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	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40769</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 13:52:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40769</guid>
		<description>Fernanda,

Pode crer que a situação descrita pelo Rui é o «pão nosso de cada dia» em algumas escolas dos centros urbanos de Lisboa e Porto. Mesmo a cena do Carolina Michaelis não é nada de especial. Absolutamente nada quando comparamos com o que acontece noutras escolas. Vi à minha frente, em Miragaia, em 2001, uma professora atirada aao chão por três alunos e, depois disso, pontapeada pelos mesmos. Só pararam quando eu cheguei, mas o Conselho Executivo abafou tudo. Imagine-se quando for o Senhor Director e quando o seu emprego depender de uma escola exemplar.
E o pior é que a situação agrava-se de ano para ano e a única coisa que se faz é retirar poder aos professores e publicar Estatutos dos Alunos cada vez mais permissivos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda,</p>
<p>Pode crer que a situação descrita pelo Rui é o «pão nosso de cada dia» em algumas escolas dos centros urbanos de Lisboa e Porto. Mesmo a cena do Carolina Michaelis não é nada de especial. Absolutamente nada quando comparamos com o que acontece noutras escolas. Vi à minha frente, em Miragaia, em 2001, uma professora atirada aao chão por três alunos e, depois disso, pontapeada pelos mesmos. Só pararam quando eu cheguei, mas o Conselho Executivo abafou tudo. Imagine-se quando for o Senhor Director e quando o seu emprego depender de uma escola exemplar.<br />
E o pior é que a situação agrava-se de ano para ano e a única coisa que se faz é retirar poder aos professores e publicar Estatutos dos Alunos cada vez mais permissivos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40764</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 12:25:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40764</guid>
		<description>rui, não quero de nenhum modo pôr em causa o que me diz, mas se esse tipo de comportamento se pode considerar generalizado a coisa será explosiva. essa descrição faz-me lembrar um muito inquietante filme dos anos 90, com samuel l jackson, que dá plo nome de 187.

e claro que o conflito ou a diferença de opiniões não exclui a urbanidade.era só o que faltava.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>rui, não quero de nenhum modo pôr em causa o que me diz, mas se esse tipo de comportamento se pode considerar generalizado a coisa será explosiva. essa descrição faz-me lembrar um muito inquietante filme dos anos 90, com samuel l jackson, que dá plo nome de 187.</p>
<p>e claro que o conflito ou a diferença de opiniões não exclui a urbanidade.era só o que faltava.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40760</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 12:17:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40760</guid>
		<description>Rui,
Como me revejo no que tu dizes. Já dei aulas nos piores bairros do Porto. No Leonardo Coimbra, junto ao Bairro do Aleixo; no célebre Bairro S. João de Deus, mais conhecido como o Tarrafal; e até na Escola E B 2 3 de Miragaia, na Ribeira, experiência de um mês (substituição) da qual saiu o artigo «Um professor enxovalhado», publicado no jornal «Público» em Dezembro de 2001.
Claro que foram casos extremos. Decididamente, não estou preparado para lidar com marginais. Miúdos difíceis, miúdos complicados, indisciplinados até, venham eles! Dou-lhes quase sempre a volta, entro tipo ditador e acabamos grandes amigos. Ainda hoje falo com alguns deles, passados tantos anos, por e-mail ou sms ou jantares de convívio. A minha Turma 9.º C, do ano de estágio, na Secundária de Rio Tinto, foi em peso ao meu casament! só faltou um, lembro-me que juntaram 40 contos para me dar de prenda (em 1996 era dinheiro!) e lembro-me que abri um conflito familiar, porque convidei os meus alunos e não convidei os meus primos!
Mas marginais não. Decididamente, não consigo! Sou facilitista por chumbá-los, eu sei. A Senhora Ministra que pense assim, o problema é dela e, felizmente, já não temos de a aturar muito mais. A Senhora Ministra é como o Sr. Aberto João Jardim: completamente inimputável, niniguém liga ao que ela diz e, de vez em quando, até é capaz de nos arrancar um sorriso ou até mesmo uma gargalhada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui,<br />
Como me revejo no que tu dizes. Já dei aulas nos piores bairros do Porto. No Leonardo Coimbra, junto ao Bairro do Aleixo; no célebre Bairro S. João de Deus, mais conhecido como o Tarrafal; e até na Escola E B 2 3 de Miragaia, na Ribeira, experiência de um mês (substituição) da qual saiu o artigo «Um professor enxovalhado», publicado no jornal «Público» em Dezembro de 2001.<br />
Claro que foram casos extremos. Decididamente, não estou preparado para lidar com marginais. Miúdos difíceis, miúdos complicados, indisciplinados até, venham eles! Dou-lhes quase sempre a volta, entro tipo ditador e acabamos grandes amigos. Ainda hoje falo com alguns deles, passados tantos anos, por e-mail ou sms ou jantares de convívio. A minha Turma 9.º C, do ano de estágio, na Secundária de Rio Tinto, foi em peso ao meu casament! só faltou um, lembro-me que juntaram 40 contos para me dar de prenda (em 1996 era dinheiro!) e lembro-me que abri um conflito familiar, porque convidei os meus alunos e não convidei os meus primos!<br />
Mas marginais não. Decididamente, não consigo! Sou facilitista por chumbá-los, eu sei. A Senhora Ministra que pense assim, o problema é dela e, felizmente, já não temos de a aturar muito mais. A Senhora Ministra é como o Sr. Aberto João Jardim: completamente inimputável, niniguém liga ao que ela diz e, de vez em quando, até é capaz de nos arrancar um sorriso ou até mesmo uma gargalhada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40748</link>
		<dc:creator>Rui</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 10:18:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40748</guid>
		<description>Fernanda, porque há sempre diferenças grandes entre políticos, jornalistas e professores, eu não lhe chamaria &quot;comparação&quot;, mas mais &quot;analogia&quot;.
A mentira e a verdade não existem em absoluto. Pode-se mentir dizendo a verdade, mas, principalmente, podem falar todos verdade e as versões do que se passou serem contraditórias: aprendi isto em anos e anos a mediar conflitos entre alunos e entre alunos e professores. É por isso que a minha dúvida não se centra nunca, nem exclusiva nem necessariamente, na sinceridade ou na probidade das pessoas.
Como creio que não conhece ao que me refiro sobre a falta de amabilidade (atenção, estou na mesma escola há perto de 15 anos e isto é com alunos dos 10 ao 14 anos), aqui vai: não cumprimentar os professores; gozar com o professor à frente deste; dizer toda a sorte de palavrões na presença do professor; insultá-lo (por exemplo, quando este tenta proteger uma vítima ou repor a justiça); ameaçar professores e funcionários com desde &quot;levarem uma pêra&quot; até ameaças de morte; dar &quot;calduços&quot;; etc. Existiu um tempo em que isto era até impensável acontecer (eu dei aulas nos anos 80 no antigo &quot;bairro do Cambodja&quot; e na Amadora, com tudo quanto era gangs).
E, já agora, acrescento a violência entre rapazes e raparigas (mas muito mais dos primeiros sobre as segundas) que surgiu nos últimos anos e está em claro crescendo (a acompanhar claramente a descridibilização  e a asfixia da função civilizadora dos professores, embora obviamente esta não seja a única causa).
Por último, os conflitos não excluem obrigatorimente a urbanidade e a cortesia... como é exemplo disso este diálogo. Com os meus melhores cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, porque há sempre diferenças grandes entre políticos, jornalistas e professores, eu não lhe chamaria &#8220;comparação&#8221;, mas mais &#8220;analogia&#8221;.<br />
A mentira e a verdade não existem em absoluto. Pode-se mentir dizendo a verdade, mas, principalmente, podem falar todos verdade e as versões do que se passou serem contraditórias: aprendi isto em anos e anos a mediar conflitos entre alunos e entre alunos e professores. É por isso que a minha dúvida não se centra nunca, nem exclusiva nem necessariamente, na sinceridade ou na probidade das pessoas.<br />
Como creio que não conhece ao que me refiro sobre a falta de amabilidade (atenção, estou na mesma escola há perto de 15 anos e isto é com alunos dos 10 ao 14 anos), aqui vai: não cumprimentar os professores; gozar com o professor à frente deste; dizer toda a sorte de palavrões na presença do professor; insultá-lo (por exemplo, quando este tenta proteger uma vítima ou repor a justiça); ameaçar professores e funcionários com desde &#8220;levarem uma pêra&#8221; até ameaças de morte; dar &#8220;calduços&#8221;; etc. Existiu um tempo em que isto era até impensável acontecer (eu dei aulas nos anos 80 no antigo &#8220;bairro do Cambodja&#8221; e na Amadora, com tudo quanto era gangs).<br />
E, já agora, acrescento a violência entre rapazes e raparigas (mas muito mais dos primeiros sobre as segundas) que surgiu nos últimos anos e está em claro crescendo (a acompanhar claramente a descridibilização  e a asfixia da função civilizadora dos professores, embora obviamente esta não seja a única causa).<br />
Por último, os conflitos não excluem obrigatorimente a urbanidade e a cortesia&#8230; como é exemplo disso este diálogo. Com os meus melhores cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40684</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 20:54:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40684</guid>
		<description>Neste caso, vejo-me obrigado a concordar com o Jaime Roriz. Não se deve atacar alguém pela sua personalidade. Deve-se sim, se for esse o caso, discordar das suas ideias e, quando muito, da forma como as expressa.
Já disse antes que discordo completamente da visão tão negativa que é dada dos professores, do género «eles não querem ser avaliados ou tinham regalias e agora estão chateados».
Mas daí a atacar a personalidade da autora, vai uma grande distância.
A propósito, eu também estou ao lado da professora, seja ela qual for.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Neste caso, vejo-me obrigado a concordar com o Jaime Roriz. Não se deve atacar alguém pela sua personalidade. Deve-se sim, se for esse o caso, discordar das suas ideias e, quando muito, da forma como as expressa.<br />
Já disse antes que discordo completamente da visão tão negativa que é dada dos professores, do género «eles não querem ser avaliados ou tinham regalias e agora estão chateados».<br />
Mas daí a atacar a personalidade da autora, vai uma grande distância.<br />
A propósito, eu também estou ao lado da professora, seja ela qual for.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-2/#comment-40643</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 17:14:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40643</guid>
		<description>Não me parece nada. Estou do lado da professora, claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não me parece nada. Estou do lado da professora, claro.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40625</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 16:03:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40625</guid>
		<description>Carlos Vidal, quando os argumentos não chegam atacam-se as pessoas. Aqui era suposto que se dirimissem argumentos, não pessoas. Enfim ... é do mais baixinho que há. A Fernanda não é a madre teresa de calcutá de certeza e lá terá os seus defeitos (conheço-a desde que ela tinha 13 ou 14 anos e já nessa altura ela era um geniozinho tal que não havia paciência) e estou até convicto que o seu pior defeito é não ser medíocre nem suportar a mediocridade. É que todos somos medíocres em alguma coisa eu, por exemplo, a construir pontes sou de uma mediocridade de todo o tamanho. Medíocre também é o meu caro Carlos Vidal que quando lhe falta a verve recorrer ao insulto. E porque não desata à estalada já agora? Aqui estava-se a falar, entre outras coisas, de uma professora que dizia mal do governo no tempo em que &quot;supostamente&quot; deveria estar a formar os alunos. Parece-me um tema muito mais interessante para discutir aqui do que a excelência ou mediocridade da fc. O que lhe parece?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Vidal, quando os argumentos não chegam atacam-se as pessoas. Aqui era suposto que se dirimissem argumentos, não pessoas. Enfim &#8230; é do mais baixinho que há. A Fernanda não é a madre teresa de calcutá de certeza e lá terá os seus defeitos (conheço-a desde que ela tinha 13 ou 14 anos e já nessa altura ela era um geniozinho tal que não havia paciência) e estou até convicto que o seu pior defeito é não ser medíocre nem suportar a mediocridade. É que todos somos medíocres em alguma coisa eu, por exemplo, a construir pontes sou de uma mediocridade de todo o tamanho. Medíocre também é o meu caro Carlos Vidal que quando lhe falta a verve recorrer ao insulto. E porque não desata à estalada já agora? Aqui estava-se a falar, entre outras coisas, de uma professora que dizia mal do governo no tempo em que &#8220;supostamente&#8221; deveria estar a formar os alunos. Parece-me um tema muito mais interessante para discutir aqui do que a excelência ou mediocridade da fc. O que lhe parece?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40621</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 15:43:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40621</guid>
		<description>Talvez o meu «comentário» chegue tarde e a más horas para este «post» de Abril da sra. Fernanda Câncio, senhora muito apreciada na blogosfera, como se chama esta coisa onde escrevo. Pelo que tenho lido, trata-se de alguém que veícula pensamentos e formas de estar tudo muito giro e muito fresco, muito desprendido e muito alegre, muito apreciado, muito solto, etc. Alguém que tem reservas a «conferências», «professores» e outras aberrações intelectuais, que não prepara textos, «comunicações», que se acha fresca, gira, sobretudo muito, muito fresca e nada intelectual (como são os pretensiosos que fazem conferências e comunicações). Acho muito estranho que se perca tempo (o que eu estou aqui a fazer, provavelmente para nada) com estes escritos com uma pontuação muito gira, muito engraçada (a coisa sem maiúsculas é uma graça, de facto). Mas quem perde tempo com estas postas não viu ainda que esta «jornalista» muito gira e muito fresca é uma espécie de Lili Caneças do PS, com a desvantagem de ser inferior à outra, a genuína, a original. Enfim, vamos vivendo, da mediocridade vivemos. Viva a  Lili !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez o meu «comentário» chegue tarde e a más horas para este «post» de Abril da sra. Fernanda Câncio, senhora muito apreciada na blogosfera, como se chama esta coisa onde escrevo. Pelo que tenho lido, trata-se de alguém que veícula pensamentos e formas de estar tudo muito giro e muito fresco, muito desprendido e muito alegre, muito apreciado, muito solto, etc. Alguém que tem reservas a «conferências», «professores» e outras aberrações intelectuais, que não prepara textos, «comunicações», que se acha fresca, gira, sobretudo muito, muito fresca e nada intelectual (como são os pretensiosos que fazem conferências e comunicações). Acho muito estranho que se perca tempo (o que eu estou aqui a fazer, provavelmente para nada) com estes escritos com uma pontuação muito gira, muito engraçada (a coisa sem maiúsculas é uma graça, de facto). Mas quem perde tempo com estas postas não viu ainda que esta «jornalista» muito gira e muito fresca é uma espécie de Lili Caneças do PS, com a desvantagem de ser inferior à outra, a genuína, a original. Enfim, vamos vivendo, da mediocridade vivemos. Viva a  Lili !</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40512</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 22:26:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40512</guid>
		<description>obrigada, ariana. conheço o restaurante da travessa do fala-só (e que belo nome tem a travessa). já lá não vou há muito, não sabia se ainda existiria. quanto ao livro, vou procurar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>obrigada, ariana. conheço o restaurante da travessa do fala-só (e que belo nome tem a travessa). já lá não vou há muito, não sabia se ainda existiria. quanto ao livro, vou procurar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ariana Furtado</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40502</link>
		<dc:creator>Ariana Furtado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 20:12:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40502</guid>
		<description>A Lisboa da Fernanda trouxe-me belas memórias dessa cachupa com ovo (que a minha mãe faz muito bem... ). Duas sugestões para si:      - um livro - &quot;Lisboa na Cidade Negra&quot;de Jean Ives Loude, para descobrir a Lisboa africana, a minha Lisboa. - Um restaurante - &quot;Casa de Cabo-Verde &quot; - na Travessa do Fala-Só ( perto do Bairro Alto).
Sou professora. Sim, é errado um professor usar o seu tempo de antena na sala de aula para criticas políticas inflamadas. Não é um retrato geral negativo da profissão. É a realidade. Os professores preocupam-se demasiado com a imagem e com o estatuto. Devem preocupar-se verdadeiramente com o crescimento dos seus alunos a todos os níveis. Devem preocupar-se com os estímulos certos nos momentos adequados para espicaçar a curiosidade e controlar a necessária e saudável rebeldia. Conheço professores assim.  E, francamente, só convivo com esses e com os alunos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Lisboa da Fernanda trouxe-me belas memórias dessa cachupa com ovo (que a minha mãe faz muito bem&#8230; ). Duas sugestões para si:      &#8211; um livro &#8211; &#8220;Lisboa na Cidade Negra&#8221;de Jean Ives Loude, para descobrir a Lisboa africana, a minha Lisboa. &#8211; Um restaurante &#8211; &#8220;Casa de Cabo-Verde &#8221; &#8211; na Travessa do Fala-Só ( perto do Bairro Alto).<br />
Sou professora. Sim, é errado um professor usar o seu tempo de antena na sala de aula para criticas políticas inflamadas. Não é um retrato geral negativo da profissão. É a realidade. Os professores preocupam-se demasiado com a imagem e com o estatuto. Devem preocupar-se verdadeiramente com o crescimento dos seus alunos a todos os níveis. Devem preocupar-se com os estímulos certos nos momentos adequados para espicaçar a curiosidade e controlar a necessária e saudável rebeldia. Conheço professores assim.  E, francamente, só convivo com esses e com os alunos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40480</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 13:28:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40480</guid>
		<description>jaime, eu também tive um professor padre, em religião e moral -- quando ainda era obrigatória --, o padre moniz, que era conhecido por dizer mal do regime. por acaso nunca o fez na minha aula, para grande pena minha (eu tinha 8 ou 9 anos), mas era um rumor tal que estávamos todos (enfim, muitos de nós) à espera de q o fizesse. é um dos professores do ciclo que melhor recordo, sobretudo por esse motivo, e tenho a maior dificuldade em comparar as duas situações.

rui, comparar as acusações gerais de marinho com a conversa concreta de uma mão cheia de alunos sobre dois dos seus profs é de facto, como dizer, extraordinário. acha mesmo comparável? marinho pinto lançou suspeitas de factos gravíssimos (que são crime) sem concretizar nem apresentar provas, os miúdos contam histórias sobre professores que não haveria nenhuma dificuldade em identificar, caso isso fizesse sentido. isso é &#039;um retrato geral negativo da profissão&#039;? por que carga de água? ontem saiu no dn um texto meu sobre um jornalista do el mundo que escreveu um texto em que citou como reais personagens de um livro de um português sobre o caso maddie. estou a dar &#039;um retrato geral negativo&#039; da minha profissão? francamente (e se estiver, paciência). depois, fala na &#039;falta de confirmação do que disseram os alunos&#039;. se eu tivesse identificado a escola e a turma, teria de falar com os professores ou com o conselho executivo para confirmar ou infirmar -- sendo que no caso da professora de portuguêrs isso seria impossível, já que os miúdos nunca fizeram queixa dela e ela provavelmente não confirmaria que passa aulas a dizer mal da ministra. não identifiquei a escola nem a turma, portanto não existe qualquer necessidade de &#039;confirmar&#039; (necessidade ética, refira-se). a necessidade de &#039;confirmar&#039; só surge, portanto, porque o rui põe a hipótese de que os alunos estejam a mentir. ou não quer crer que possam estar a falar verdade. pois, percebo-o. não posso fazer nada quanto a isso, a não ser repetir o que já disse mais atrás nos comentários: eu acho, e isso vale o que vale, que eles estavam a falar verdade. podia tentar explicar-lhe porquê, mas a forma que temos de perceber essas coisas não é facilmente decomposta. digamos que eram 8 e se corrigiam uns aos outros, que olhavam a direito e não estavam armados em engraçados. e, claro, porque todo o resto da conversa os tinha estabelecido como miúdos honestos e nada armados. mas eu estava lá e o rui não, pelo que vai ter de crer no que lhe digo -- ou não. 

para finalizar, rui, não sei se agora os alunos estão ressentidos e os professores humilhados -- espero bem que não. eu tive muito bons professores e muito maus e muitos que não eram nem uma coisa nem outra. recordo muito mais os primeiros, mas não recordo um tempo em que todos os alunos eram amáveis com os professores e vice versa. acho que esse tempo nunca existiu, aliás. foi sempre uma relação com grande potencial de conflito, o que é normalíssimo. é a forma como esse potencial ou o conflito evoluem ou se resolvem que faz a diferença entre os bons e os maus profs. acho eu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>jaime, eu também tive um professor padre, em religião e moral &#8212; quando ainda era obrigatória &#8211;, o padre moniz, que era conhecido por dizer mal do regime. por acaso nunca o fez na minha aula, para grande pena minha (eu tinha 8 ou 9 anos), mas era um rumor tal que estávamos todos (enfim, muitos de nós) à espera de q o fizesse. é um dos professores do ciclo que melhor recordo, sobretudo por esse motivo, e tenho a maior dificuldade em comparar as duas situações.</p>
<p>rui, comparar as acusações gerais de marinho com a conversa concreta de uma mão cheia de alunos sobre dois dos seus profs é de facto, como dizer, extraordinário. acha mesmo comparável? marinho pinto lançou suspeitas de factos gravíssimos (que são crime) sem concretizar nem apresentar provas, os miúdos contam histórias sobre professores que não haveria nenhuma dificuldade em identificar, caso isso fizesse sentido. isso é &#8216;um retrato geral negativo da profissão&#8217;? por que carga de água? ontem saiu no dn um texto meu sobre um jornalista do el mundo que escreveu um texto em que citou como reais personagens de um livro de um português sobre o caso maddie. estou a dar &#8216;um retrato geral negativo&#8217; da minha profissão? francamente (e se estiver, paciência). depois, fala na &#8216;falta de confirmação do que disseram os alunos&#8217;. se eu tivesse identificado a escola e a turma, teria de falar com os professores ou com o conselho executivo para confirmar ou infirmar &#8212; sendo que no caso da professora de portuguêrs isso seria impossível, já que os miúdos nunca fizeram queixa dela e ela provavelmente não confirmaria que passa aulas a dizer mal da ministra. não identifiquei a escola nem a turma, portanto não existe qualquer necessidade de &#8216;confirmar&#8217; (necessidade ética, refira-se). a necessidade de &#8216;confirmar&#8217; só surge, portanto, porque o rui põe a hipótese de que os alunos estejam a mentir. ou não quer crer que possam estar a falar verdade. pois, percebo-o. não posso fazer nada quanto a isso, a não ser repetir o que já disse mais atrás nos comentários: eu acho, e isso vale o que vale, que eles estavam a falar verdade. podia tentar explicar-lhe porquê, mas a forma que temos de perceber essas coisas não é facilmente decomposta. digamos que eram 8 e se corrigiam uns aos outros, que olhavam a direito e não estavam armados em engraçados. e, claro, porque todo o resto da conversa os tinha estabelecido como miúdos honestos e nada armados. mas eu estava lá e o rui não, pelo que vai ter de crer no que lhe digo &#8212; ou não. </p>
<p>para finalizar, rui, não sei se agora os alunos estão ressentidos e os professores humilhados &#8212; espero bem que não. eu tive muito bons professores e muito maus e muitos que não eram nem uma coisa nem outra. recordo muito mais os primeiros, mas não recordo um tempo em que todos os alunos eram amáveis com os professores e vice versa. acho que esse tempo nunca existiu, aliás. foi sempre uma relação com grande potencial de conflito, o que é normalíssimo. é a forma como esse potencial ou o conflito evoluem ou se resolvem que faz a diferença entre os bons e os maus profs. acho eu.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40473</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 12:11:23 +0000</pubDate>
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		<description>(agora sem gralhas)
Nos meus 11 anos tive um professor (o Padre Felix) que dizia mal do governo. Isto foi mais ou menos em 1969. E para nosso desgosto lá para março ou abril o professor desapareceu. Teria sido preso pela pide e o colégio resolveu que era perigoso ele voltar. É verdade que o senhor não dizia muito mal - ele era professor de canto coral - e quando nos ensinava canções do zeca afonso (vejam bem que não há só gaivotas em terra) dizia que em certos locais tinham proibido essa canção e outras e que .... tal ... e que deixa ..... que o governo era mau porque proibia coisas belas. Era uma coisa assim ... eu já tive 11 anos há tanto tempo :-). Ao longo da vida sempre recordei o padre Felix como um homem de coragem e como uma vítima da intolerância. Ao longo da minha formação como homem fui buscando exemplos em homens como o padre Felix.
Presumo que hoje a intensidade com que se diz mal do governo nos liceus seja maior.
Na faculdade de direito não tive um unico professor que não dissesse mal do governo. Todos eram unânimes em afirmar que quem faz a redacção das leis são analfabetos do governo. Não houve um 
unico professor que não tenha dito essa sacrossanta frase. Todos, os professores sem excepção diseram também que o governo usava o direito para atingir os seus fins e achavam isso uma coisa horrível da parte do governo. Por fim todos achavam que o governo e a assembleia da republica legislavam demais.
Eu lá tive que ouvir essa ladainha durante aqueles anos todos e na verdade até discordo deles. Mas sobrevivi e hoje sou, apesar disso, um apaixonado pelo direito.
Parece que, na verdade, professores a dizerem mal do governo é mato. Talvez a diferença entre uns e outros seja a intensidade?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(agora sem gralhas)<br />
Nos meus 11 anos tive um professor (o Padre Felix) que dizia mal do governo. Isto foi mais ou menos em 1969. E para nosso desgosto lá para março ou abril o professor desapareceu. Teria sido preso pela pide e o colégio resolveu que era perigoso ele voltar. É verdade que o senhor não dizia muito mal &#8211; ele era professor de canto coral &#8211; e quando nos ensinava canções do zeca afonso (vejam bem que não há só gaivotas em terra) dizia que em certos locais tinham proibido essa canção e outras e que &#8230;. tal &#8230; e que deixa &#8230;.. que o governo era mau porque proibia coisas belas. Era uma coisa assim &#8230; eu já tive 11 anos há tanto tempo <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> . Ao longo da vida sempre recordei o padre Felix como um homem de coragem e como uma vítima da intolerância. Ao longo da minha formação como homem fui buscando exemplos em homens como o padre Felix.<br />
Presumo que hoje a intensidade com que se diz mal do governo nos liceus seja maior.<br />
Na faculdade de direito não tive um unico professor que não dissesse mal do governo. Todos eram unânimes em afirmar que quem faz a redacção das leis são analfabetos do governo. Não houve um<br />
unico professor que não tenha dito essa sacrossanta frase. Todos, os professores sem excepção diseram também que o governo usava o direito para atingir os seus fins e achavam isso uma coisa horrível da parte do governo. Por fim todos achavam que o governo e a assembleia da republica legislavam demais.<br />
Eu lá tive que ouvir essa ladainha durante aqueles anos todos e na verdade até discordo deles. Mas sobrevivi e hoje sou, apesar disso, um apaixonado pelo direito.<br />
Parece que, na verdade, professores a dizerem mal do governo é mato. Talvez a diferença entre uns e outros seja a intensidade?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40428</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 22:32:11 +0000</pubDate>
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		<description>Ferreira, 

Tem toda a razão. Era profundamente injusta a progressão automática. Eu só disse que, com o Governo Guterres, ficou pior ainda. Era sempre a andar até ao 10.º escalão. 
Mas olhe que não era só com os professores, era com a generalidade da Função Pública. 
E a culpa será dos professores e dos funcionários publicos? Ou, ao invés, será dos políticos que assim legislaram durante anos e anos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ferreira, </p>
<p>Tem toda a razão. Era profundamente injusta a progressão automática. Eu só disse que, com o Governo Guterres, ficou pior ainda. Era sempre a andar até ao 10.º escalão.<br />
Mas olhe que não era só com os professores, era com a generalidade da Função Pública.<br />
E a culpa será dos professores e dos funcionários publicos? Ou, ao invés, será dos políticos que assim legislaram durante anos e anos?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40423</link>
		<dc:creator>Rui</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 21:05:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40423</guid>
		<description>Fernanda, obrigado pelo seu esclarecimento. Eu sei que não é uma peça noticiosa, mas parece: a jornalista que recolhe depoimentos na rua, etc.  O problema é a falta de confirmação do que é alegado pelos alunos. É claro que se for verdade, está errado, profundamente errado... e, admitamo-lo francamente, com adolescentes que hoje em dia não são parvos nenhuns, é bastante estúpido.
Mas dou-lhe toda a razão numa coisa: os professores reagem mal, eu reajo mal a peças, de opinião ou não, que dão um retrato geral negativo da profissão que eu amo com um amor agora um bocado para o desgraçado e triste.
Invoco em minha defesa o exemplo dos políticos que também reagiram muito mal às acusações de Marinho Pinto sobre a corrupção no Estado, a que ele chamou de simples &quot;alerta à opinião pública&quot;; o que não faz deles todos maus políticos, compreende?
Finalmente, digo-lhe que, infelizmente, o que é considerado interessante neste momento é dizer mal dos professores (que, repare, não são causa de derrapagens orçamentais de milhões em obras, não são responsáveis por colocar famílias na miséria, não provocam mortes em acidentes de trabalho, etc, etc). E também dizer mal dos alunos. Que se tenha chegado a uma situação de tensão tal que se tenha de escolher entre uns e outros é uma das muitas coisas que verdadeiramente me entristecem no estado actual do sistema educativo.
A verdade é que tenho muita saudade dos tempos ainda recentes em que alunos e professores eram amáveis uns para os outros... Agora são alunos desconfiados e ressentidos contra professores esgotados e humilhados.
A acabar: sei que não procura agradar quando escreve. Peço-lhe desculpa se dei a ideia de estar a pensar o contrário.
Com os meus melhores cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, obrigado pelo seu esclarecimento. Eu sei que não é uma peça noticiosa, mas parece: a jornalista que recolhe depoimentos na rua, etc.  O problema é a falta de confirmação do que é alegado pelos alunos. É claro que se for verdade, está errado, profundamente errado&#8230; e, admitamo-lo francamente, com adolescentes que hoje em dia não são parvos nenhuns, é bastante estúpido.<br />
Mas dou-lhe toda a razão numa coisa: os professores reagem mal, eu reajo mal a peças, de opinião ou não, que dão um retrato geral negativo da profissão que eu amo com um amor agora um bocado para o desgraçado e triste.<br />
Invoco em minha defesa o exemplo dos políticos que também reagiram muito mal às acusações de Marinho Pinto sobre a corrupção no Estado, a que ele chamou de simples &#8220;alerta à opinião pública&#8221;; o que não faz deles todos maus políticos, compreende?<br />
Finalmente, digo-lhe que, infelizmente, o que é considerado interessante neste momento é dizer mal dos professores (que, repare, não são causa de derrapagens orçamentais de milhões em obras, não são responsáveis por colocar famílias na miséria, não provocam mortes em acidentes de trabalho, etc, etc). E também dizer mal dos alunos. Que se tenha chegado a uma situação de tensão tal que se tenha de escolher entre uns e outros é uma das muitas coisas que verdadeiramente me entristecem no estado actual do sistema educativo.<br />
A verdade é que tenho muita saudade dos tempos ainda recentes em que alunos e professores eram amáveis uns para os outros&#8230; Agora são alunos desconfiados e ressentidos contra professores esgotados e humilhados.<br />
A acabar: sei que não procura agradar quando escreve. Peço-lhe desculpa se dei a ideia de estar a pensar o contrário.<br />
Com os meus melhores cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40378</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 15:41:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40378</guid>
		<description>&#039;Em segundo lugar, parece-me que o problema aqui nesta peça que escreveu (e os equívocos que gerou) é que não se trata de jornalismo puro e duro. Se fosse, a Fernanda daria o direito de defesa aos professores visados e estes diriam de sua justiça ou não: é isto que se passa quando se trata de notícias que põem em causa o bom nome das pessoas.
Mas aqui não tinha de o fazer. É que penso que isto que escreveu é um artigo de opinião sob a roupagem de peça noticiosa.&#039;

rui: onde terá ido buscar a ideia de que este texto se apresentou alguma vez como &#039;uma peça noticiosa&#039;? como está claramente dito no final do post, o texto foi publicado na coluna &#039;sermões impossíveis&#039;. coluna, percebe? é uma crónica. é a minha crónica de domingo na notícias magazine. e não fui à procura de nada: como explico no texto claramente, mas voltarei a explicar aqui ainda melhor, já que pelos vistos é preciso, estava à porta de um tribunal, no meio de uma trupe de jornalistas, por uma razão bem diversa, e para passar o tempo falei com estes miúdos que por lá apareceram. começámos a falar do caso que estava a ser tratado no tribunal -- essa parte surgiu num &#039;texto noticioso&#039; no dn, por sinal -- e continuámos com a história do carolina michaelis e dos telemóveis nas aulas. e a seguir eles começaram a falar dos profs deles. se calhar é estupidez minha, mas fiquei parva quando percebi que uma professora passava aulas a dar secas aos alunos com a ministra. tanto me faz que seja para dizer bem ou mal -- podia estar a cantar-lhe loas e acharia igualmente inaceitável. que haja tantos professores que em vez de concordar com esta coisa de simples bom senso que é a de considerar um disparate a actuação da colega prefiram acusar-me de mentir, de inventar, de &#039;ter ido à procura de não sei o quê&#039; ou de &#039;usar um artigo noticioso para fazer opinião&#039; (caindo no mais absoluto ridículo de demonstrar não serem capazes de distinguir entre géneros jornalísticos ou sequer de perceber um texto) e de ser &#039;tendenciosa&#039; e só querer &#039;dizer mal dos profs e bem dos alunos&#039; só revela que são maus professores. lamento imenso, mas isso para mim é óbvio. o mais triste é que já o esperava. ou seja, já esperava que muitos professores reagissem assim a este texto. tal qual assim. por corporativismo, por um lado, e por fraca capacidade e fraca qualidade geral de racíocinio, por outro. depois da absoluta histeria que assolou o país e nomeadamente a classe professoral devido ao caso michaelis, e da forma como se falou dos alunos em geral, retratando-os como autênticos selvagens, deu-me gosto falar com aqueles miúdos e constatar que tinham mais bom senso, aos 15 anos, que alguns dos seus profs. terão mais bom senso aliás que muitos adultos que conheço ou que vejo na tv a perorar sobre eles. e por esse motivo escrevi o texto. não estava à espera de agradar a parte -- à maioria? -- dos profs. não costumo procurar agradar, peço desculpa. escrevo o que me apetece, o que entendo dever escrever. amanhã, posso tropeçar, num sítio qualquer, num grupo de professores, ouvir o que dizem e escrever uma crónica sobre isso, se achar que o que me disseram é interessante. é assim tão simples. esta história é a história daqueles alunos, não de todos os alunos do país. aqueles profs dos quais eles se queixam são aqueles profs, não os profs todos do país. quem enfiou a carapuça enfiou-a sozinho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;Em segundo lugar, parece-me que o problema aqui nesta peça que escreveu (e os equívocos que gerou) é que não se trata de jornalismo puro e duro. Se fosse, a Fernanda daria o direito de defesa aos professores visados e estes diriam de sua justiça ou não: é isto que se passa quando se trata de notícias que põem em causa o bom nome das pessoas.<br />
Mas aqui não tinha de o fazer. É que penso que isto que escreveu é um artigo de opinião sob a roupagem de peça noticiosa.&#8217;</p>
<p>rui: onde terá ido buscar a ideia de que este texto se apresentou alguma vez como &#8216;uma peça noticiosa&#8217;? como está claramente dito no final do post, o texto foi publicado na coluna &#8216;sermões impossíveis&#8217;. coluna, percebe? é uma crónica. é a minha crónica de domingo na notícias magazine. e não fui à procura de nada: como explico no texto claramente, mas voltarei a explicar aqui ainda melhor, já que pelos vistos é preciso, estava à porta de um tribunal, no meio de uma trupe de jornalistas, por uma razão bem diversa, e para passar o tempo falei com estes miúdos que por lá apareceram. começámos a falar do caso que estava a ser tratado no tribunal &#8212; essa parte surgiu num &#8216;texto noticioso&#8217; no dn, por sinal &#8212; e continuámos com a história do carolina michaelis e dos telemóveis nas aulas. e a seguir eles começaram a falar dos profs deles. se calhar é estupidez minha, mas fiquei parva quando percebi que uma professora passava aulas a dar secas aos alunos com a ministra. tanto me faz que seja para dizer bem ou mal &#8212; podia estar a cantar-lhe loas e acharia igualmente inaceitável. que haja tantos professores que em vez de concordar com esta coisa de simples bom senso que é a de considerar um disparate a actuação da colega prefiram acusar-me de mentir, de inventar, de &#8216;ter ido à procura de não sei o quê&#8217; ou de &#8216;usar um artigo noticioso para fazer opinião&#8217; (caindo no mais absoluto ridículo de demonstrar não serem capazes de distinguir entre géneros jornalísticos ou sequer de perceber um texto) e de ser &#8216;tendenciosa&#8217; e só querer &#8216;dizer mal dos profs e bem dos alunos&#8217; só revela que são maus professores. lamento imenso, mas isso para mim é óbvio. o mais triste é que já o esperava. ou seja, já esperava que muitos professores reagissem assim a este texto. tal qual assim. por corporativismo, por um lado, e por fraca capacidade e fraca qualidade geral de racíocinio, por outro. depois da absoluta histeria que assolou o país e nomeadamente a classe professoral devido ao caso michaelis, e da forma como se falou dos alunos em geral, retratando-os como autênticos selvagens, deu-me gosto falar com aqueles miúdos e constatar que tinham mais bom senso, aos 15 anos, que alguns dos seus profs. terão mais bom senso aliás que muitos adultos que conheço ou que vejo na tv a perorar sobre eles. e por esse motivo escrevi o texto. não estava à espera de agradar a parte &#8212; à maioria? &#8212; dos profs. não costumo procurar agradar, peço desculpa. escrevo o que me apetece, o que entendo dever escrever. amanhã, posso tropeçar, num sítio qualquer, num grupo de professores, ouvir o que dizem e escrever uma crónica sobre isso, se achar que o que me disseram é interessante. é assim tão simples. esta história é a história daqueles alunos, não de todos os alunos do país. aqueles profs dos quais eles se queixam são aqueles profs, não os profs todos do país. quem enfiou a carapuça enfiou-a sozinho.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ferreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40373</link>
		<dc:creator>Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:24:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40373</guid>
		<description>Até ao 7º escalão era sempre a andar ?
A equidade apenas emergia aquando da passagem para o 8º escalão ?
O ensino em Portugal afinal ainda é, e era, mais fixe do que eu pensava !

“ Quem quer bons que os arranje”</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Até ao 7º escalão era sempre a andar ?<br />
A equidade apenas emergia aquando da passagem para o 8º escalão ?<br />
O ensino em Portugal afinal ainda é, e era, mais fixe do que eu pensava !</p>
<p>“ Quem quer bons que os arranje”</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40341</link>
		<dc:creator>Nuno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 11:53:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40341</guid>
		<description>É engraçado que ao ler o seu texto, uma crónica simples, voltei aos meus tempos de estudante, há umas décadas atrás. Afinal, não há mesmo novidade! Nem boa nem má.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado que ao ler o seu texto, uma crónica simples, voltei aos meus tempos de estudante, há umas décadas atrás. Afinal, não há mesmo novidade! Nem boa nem má.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40332</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 10:28:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40332</guid>
		<description>Claro que não é justa a progressão automática na carreira, por isso é que é necessária a avaliação. Mas tem de ser uma avaliação justa, que não contenha factores pelos quais o professor não é responsável e que não controla minimamente, como é o caso do abandono escolar - alguém já falou disto antes e concordo completamente.
A propósito, há alguns anos havia uma prova pública de acesso ao 8.º escalão. Os professores que reprovassem nessa prova nunca ascendiam ao topo da carreira e ficavam para sempre no 7.º escalão.
Sabe quem acabou com essa prova pública de acesso, essa sim que distinguia os melhores professores? Foi o Governo do PS, do sr. Engenheiro António Guterres, e do qual fazia parte esse outro a que chamam Engenheiro, mas que é mais um Engenheirozeco (lá estou eu com os meus excessos de linguagem...) e que dá pelo nome de José de Sousa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que não é justa a progressão automática na carreira, por isso é que é necessária a avaliação. Mas tem de ser uma avaliação justa, que não contenha factores pelos quais o professor não é responsável e que não controla minimamente, como é o caso do abandono escolar &#8211; alguém já falou disto antes e concordo completamente.<br />
A propósito, há alguns anos havia uma prova pública de acesso ao 8.º escalão. Os professores que reprovassem nessa prova nunca ascendiam ao topo da carreira e ficavam para sempre no 7.º escalão.<br />
Sabe quem acabou com essa prova pública de acesso, essa sim que distinguia os melhores professores? Foi o Governo do PS, do sr. Engenheiro António Guterres, e do qual fazia parte esse outro a que chamam Engenheiro, mas que é mais um Engenheirozeco (lá estou eu com os meus excessos de linguagem&#8230;) e que dá pelo nome de José de Sousa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ferreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40327</link>
		<dc:creator>Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 09:40:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40327</guid>
		<description>È justo professores de “má qualidade” terem progressão automática na carreira ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>È justo professores de “má qualidade” terem progressão automática na carreira ?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40289</link>
		<dc:creator>Rui</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 03:49:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40289</guid>
		<description>Fernanda Câncio,
Venho tarde e más horas, mas precisei deste tempo para pensar sobre o que respondeu nos comentários.
Primeiro que tudo queria deixar bem claro que não havia insinuação nenhuma no meu comentário de que a Fernanda pudesse não estar a dizer a verdade. O que eu queria dizer era que se até adultos mentem é natural que os miúdos também.
Em segundo lugar, parece-me que o problema aqui nesta peça que escreveu (e os equívocos que gerou) é que não se trata de jornalismo puro e duro. Se fosse, a Fernanda daria o direito de defesa aos professores visados e estes diriam de sua justiça ou não: é isto que se passa quando se trata de notícias que põem em causa o bom nome das pessoas.
Mas aqui não tinha de o fazer. É que penso que isto que escreveu é um artigo de opinião sob a roupagem de peça noticiosa. A sua opinião (ou a opinião que vende, e a Fernanda tem os seus chefes e tem que ganhar a vida o que é natural) é a de que os professores não prestam e de que os alunos são suas vítimas. É isto em que acredita e é isto que aqui escreve, tendo todo o direito de o fazer sem por isso ser considerada má profissional. Claro que, como a peça apresenta testemunhos (no fundo a Fernanda foi à procura de testemunhos que confirmassem essa sua crença... e acredito que os miúdos se aperceberam disso), as pessoas sentem que falta ouvir o que os visados têm a responder e, como a Fernanda não lhes dá voz, revoltam-se. Mas não têm que o fazer realmente.
Deixe-me dizer-lhe mais o seguinte, para acabar. Sou professor, agora de Educação Tecnológica, há 24 anos. Posso garantir-lhe que nunca o sistema de ensino português teve professores tão bem formados, tão trabalhadores e tão humanos como agora (quando era aluno, há 40 anos, eu fui gozado e espancado por alguns professores dessa altura; nunca um professor se aproximou de mim para saber de algum problema que eu pudesse ter, raros foram aqueles que se preocuparam se eu estava a perceber alguma coisa ou não... e estive em escolas consideradas das melhores do país, por exemplo, o liceu Camões; por outro lado, quando começou a minha vida profissional tive colegas a dar aulas que não tinham mais que o 12º ano!). O que transforma numa cruel ironia todo este ataque que agora é dirigido aos professores.
Com os meus melhores cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Câncio,<br />
Venho tarde e más horas, mas precisei deste tempo para pensar sobre o que respondeu nos comentários.<br />
Primeiro que tudo queria deixar bem claro que não havia insinuação nenhuma no meu comentário de que a Fernanda pudesse não estar a dizer a verdade. O que eu queria dizer era que se até adultos mentem é natural que os miúdos também.<br />
Em segundo lugar, parece-me que o problema aqui nesta peça que escreveu (e os equívocos que gerou) é que não se trata de jornalismo puro e duro. Se fosse, a Fernanda daria o direito de defesa aos professores visados e estes diriam de sua justiça ou não: é isto que se passa quando se trata de notícias que põem em causa o bom nome das pessoas.<br />
Mas aqui não tinha de o fazer. É que penso que isto que escreveu é um artigo de opinião sob a roupagem de peça noticiosa. A sua opinião (ou a opinião que vende, e a Fernanda tem os seus chefes e tem que ganhar a vida o que é natural) é a de que os professores não prestam e de que os alunos são suas vítimas. É isto em que acredita e é isto que aqui escreve, tendo todo o direito de o fazer sem por isso ser considerada má profissional. Claro que, como a peça apresenta testemunhos (no fundo a Fernanda foi à procura de testemunhos que confirmassem essa sua crença&#8230; e acredito que os miúdos se aperceberam disso), as pessoas sentem que falta ouvir o que os visados têm a responder e, como a Fernanda não lhes dá voz, revoltam-se. Mas não têm que o fazer realmente.<br />
Deixe-me dizer-lhe mais o seguinte, para acabar. Sou professor, agora de Educação Tecnológica, há 24 anos. Posso garantir-lhe que nunca o sistema de ensino português teve professores tão bem formados, tão trabalhadores e tão humanos como agora (quando era aluno, há 40 anos, eu fui gozado e espancado por alguns professores dessa altura; nunca um professor se aproximou de mim para saber de algum problema que eu pudesse ter, raros foram aqueles que se preocuparam se eu estava a perceber alguma coisa ou não&#8230; e estive em escolas consideradas das melhores do país, por exemplo, o liceu Camões; por outro lado, quando começou a minha vida profissional tive colegas a dar aulas que não tinham mais que o 12º ano!). O que transforma numa cruel ironia todo este ataque que agora é dirigido aos professores.<br />
Com os meus melhores cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40205</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 17:50:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40205</guid>
		<description>Com o problema da Junu, a senhora Ministra não se preocupa. É um dos maiores problemas dos professores - cabe na cabeça de alguém andar 10 ou 15 anos como contratado sem nunca ingressar nos quadros??? Nem no privado, em que ao fim de x anos a prazo se fica efectivo.
Já agora, para responder ao Zeca, uma solução simples para melhorar os resultados era diminuir o número de alunos por turma. Como é que, com 30 alunos, todos tão diferentes e com ritmos de aprendizagem tão díspares, se pode conseguir um ensino de qualidade? Como é que, com uma aula por semana, como acontece em muitas disciplinas, é possível pelo menos conhecer mais de 200 alunos?
Mas claro que com isso a senhora ministra não se preocupa. Porque custa dinheiro. Eram necessários mais professores. 
Como diz a TersaFM, há bons e maus professores. E deve ser verdade todos aqueles casos concretos que descrevem. E pode ser verdade que haja alguns professores que não querem ser avaliados.
Mas tenha-se em atenção que este modelo é profundamente injusto. Uma Assistente Social, por exemplo, deve ser avaliada de acordo com os níveis de pobreza que existem na sua região (se há muitos pobres na sua região, será avaliada com nota negativa)? Um polícia deve ser avaliado pelo aumento da criminalidade na sua região? Um operário deve ser avaliado pela diminuição das vendas da sua empresa? 
Ora, os professores passam a ser avaliados, nos 17 (!) impressos que fazem parte da sua avaliação, pelo insucesso e pelo abandono escolar. Esse factor pode chegar até 10% da avaliação total. O insucesso, um professor conformado resolve-o bem - passa todos os alunos, como a senhora Ministra pretende. E o abandono? Só sew for buscá-los a casa, como ja cheguei a fazer como Director de Turma (teria essa obrigação quando os pais nem sequer se importavam?). Dou aulas no distrito de Viseu, onsde o abandono é enorme, sobretudo por causa da emigração para Espanha. E por que razão hei-de ser penalizado por um problema que é da sociedade antes de ser da escola.
Depois, há a questão dos cargos. Quem tem cargos é beneficiado na avaliação. Mas se é o Conselho Executivo, futuro Director, que escolhe muitos desses cargos, como o de Director de Turma, que culpa tenho de não os ocupar? E de não os ocupar mesmo naqueles em que me candidate?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com o problema da Junu, a senhora Ministra não se preocupa. É um dos maiores problemas dos professores &#8211; cabe na cabeça de alguém andar 10 ou 15 anos como contratado sem nunca ingressar nos quadros??? Nem no privado, em que ao fim de x anos a prazo se fica efectivo.<br />
Já agora, para responder ao Zeca, uma solução simples para melhorar os resultados era diminuir o número de alunos por turma. Como é que, com 30 alunos, todos tão diferentes e com ritmos de aprendizagem tão díspares, se pode conseguir um ensino de qualidade? Como é que, com uma aula por semana, como acontece em muitas disciplinas, é possível pelo menos conhecer mais de 200 alunos?<br />
Mas claro que com isso a senhora ministra não se preocupa. Porque custa dinheiro. Eram necessários mais professores.<br />
Como diz a TersaFM, há bons e maus professores. E deve ser verdade todos aqueles casos concretos que descrevem. E pode ser verdade que haja alguns professores que não querem ser avaliados.<br />
Mas tenha-se em atenção que este modelo é profundamente injusto. Uma Assistente Social, por exemplo, deve ser avaliada de acordo com os níveis de pobreza que existem na sua região (se há muitos pobres na sua região, será avaliada com nota negativa)? Um polícia deve ser avaliado pelo aumento da criminalidade na sua região? Um operário deve ser avaliado pela diminuição das vendas da sua empresa?<br />
Ora, os professores passam a ser avaliados, nos 17 (!) impressos que fazem parte da sua avaliação, pelo insucesso e pelo abandono escolar. Esse factor pode chegar até 10% da avaliação total. O insucesso, um professor conformado resolve-o bem &#8211; passa todos os alunos, como a senhora Ministra pretende. E o abandono? Só sew for buscá-los a casa, como ja cheguei a fazer como Director de Turma (teria essa obrigação quando os pais nem sequer se importavam?). Dou aulas no distrito de Viseu, onsde o abandono é enorme, sobretudo por causa da emigração para Espanha. E por que razão hei-de ser penalizado por um problema que é da sociedade antes de ser da escola.<br />
Depois, há a questão dos cargos. Quem tem cargos é beneficiado na avaliação. Mas se é o Conselho Executivo, futuro Director, que escolhe muitos desses cargos, como o de Director de Turma, que culpa tenho de não os ocupar? E de não os ocupar mesmo naqueles em que me candidate?</p>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Melo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40199</link>
		<dc:creator>Nuno Melo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 16:28:28 +0000</pubDate>
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		<description>Com o problema da Junu, a senhora Ministra não se preocupa. É um dos maiores problemas dos professores - cabe na cabeça de alguém andar 10 ou 15 anos como contratado sem nunca ingressar nos quadros??? Nem no privado, em que ao fim de x anos a prazo se fica efectivo.
E como refere o Zeca, é uma pena que os Sindicatos se tenham vendido à senhora Ministra por um novo escalão para os titulares (eles próprios, os sindicalistas). 
Por mais que o sr. Nogueira diga, ele que há 17 anos não entra numa sala de aula (privilégio absurdo dos Sindicatos e com isto não se preocupa a senhora Ministra!), os sindicatos são uns vendidos!
Já agora, para responder ao Zeca, uma solução simples para melhorar os resultados era diminuir o número de alunos por turma. Como é que, com 30 alunos, todos tão diferentes e com ritmos de aprendizagem tão díspares, se pode conseguir um ensino de qualidade? Como é que, com uma aula por semana, como acontece em muitas disciplinas, é possível conhecer sequer mais de 200 alunos?
Mas claro q</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com o problema da Junu, a senhora Ministra não se preocupa. É um dos maiores problemas dos professores &#8211; cabe na cabeça de alguém andar 10 ou 15 anos como contratado sem nunca ingressar nos quadros??? Nem no privado, em que ao fim de x anos a prazo se fica efectivo.<br />
E como refere o Zeca, é uma pena que os Sindicatos se tenham vendido à senhora Ministra por um novo escalão para os titulares (eles próprios, os sindicalistas).<br />
Por mais que o sr. Nogueira diga, ele que há 17 anos não entra numa sala de aula (privilégio absurdo dos Sindicatos e com isto não se preocupa a senhora Ministra!), os sindicatos são uns vendidos!<br />
Já agora, para responder ao Zeca, uma solução simples para melhorar os resultados era diminuir o número de alunos por turma. Como é que, com 30 alunos, todos tão diferentes e com ritmos de aprendizagem tão díspares, se pode conseguir um ensino de qualidade? Como é que, com uma aula por semana, como acontece em muitas disciplinas, é possível conhecer sequer mais de 200 alunos?<br />
Mas claro q</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40192</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 16:03:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40192</guid>
		<description>Ontem num debate na RTP os representantes do patronato falavam de bons trabalhadore e de maus trabalhadores. Seria maniqueistas coitadinhos? Talvez .... Não contei os professores que tive na vida mas, por causa das cadeiras da faculdade e dos certificados de habilitações calhou contar os professores que tive na faculdade. Desses, dois eram excelentes professores, 18 (inventei o numero agora) eram só boas pessoas. Os restantes deveriam ser proíbidos de contactar com pessoas. Deviam ser assim ... a modos que &quot;eremitados compulsivamente&quot; Já no Liceu ... no liceu foi muitíssimo pior. Os do liceu eram todos maus. Finalmente alguém levantou o dedo e disse que o rei vai nu que é como quem diz que aquela gente não presta porque ninguém lhes pede que prestem, nem verifica se fizeram bem o trabalho deles. Esta visão maniqueista que eu tenho há-de ser a minha perdição.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem num debate na RTP os representantes do patronato falavam de bons trabalhadore e de maus trabalhadores. Seria maniqueistas coitadinhos? Talvez &#8230;. Não contei os professores que tive na vida mas, por causa das cadeiras da faculdade e dos certificados de habilitações calhou contar os professores que tive na faculdade. Desses, dois eram excelentes professores, 18 (inventei o numero agora) eram só boas pessoas. Os restantes deveriam ser proíbidos de contactar com pessoas. Deviam ser assim &#8230; a modos que &#8220;eremitados compulsivamente&#8221; Já no Liceu &#8230; no liceu foi muitíssimo pior. Os do liceu eram todos maus. Finalmente alguém levantou o dedo e disse que o rei vai nu que é como quem diz que aquela gente não presta porque ninguém lhes pede que prestem, nem verifica se fizeram bem o trabalho deles. Esta visão maniqueista que eu tenho há-de ser a minha perdição.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: teresa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40130</link>
		<dc:creator>teresa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 11:11:37 +0000</pubDate>
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		<description>Parece que na avaliação dos professores, e no quem avalia quem, estamos perante uma questão absolutamente nova e que nunca foi colocada, mas que eu, com toda a minha genialidade, poderei formular assim - &quot;quem guarda a guarda?&quot;...

(ui, e agora, será que vou ter de explicar a ironia?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que na avaliação dos professores, e no quem avalia quem, estamos perante uma questão absolutamente nova e que nunca foi colocada, mas que eu, com toda a minha genialidade, poderei formular assim &#8211; &#8220;quem guarda a guarda?&#8221;&#8230;</p>
<p>(ui, e agora, será que vou ter de explicar a ironia?)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40067</link>
		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 21:37:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40067</guid>
		<description>&quot;O que é que os 99 999 propõem fazer para melhorar os resultados (dos alunos)?&quot;

Ó zeca: se eu fosse a eles, propunha que os alunos começassem por estudar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que é que os 99 999 propõem fazer para melhorar os resultados (dos alunos)?&#8221;</p>
<p>Ó zeca: se eu fosse a eles, propunha que os alunos começassem por estudar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nelio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40047</link>
		<dc:creator>nelio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 18:44:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40047</guid>
		<description>tersa, o meu comentário não era especialmente para si, mas a sua resposta permite-me clarificar alguns pontos. a avaliação, claro que tem que ser feita. mesmo que não seja com o melhor dos modelos, tem que ser feita. faz-me confusão que tantos professores não queiram ser avaliados. claro que em público insurgem-se contra o modelo de avaliação, mas em privado não querem mesmo ser avaliados. por outro lado, há o problema dos avaliadores. todo o processo dos professores titulares foi uma vergonha e, além do ministério, ninguém se atreve a dizer que foram os melhores e os mais aptos que subiram a titulares. pondo-me na pele dos professores, não sei se quereria ser avaliado por colegas que, na essência, não são mais competentes nem têm mais experiência do que eu. isto inquina muito a questão da avaliação.
sei bem que estamos a falar de professores, mas fui buscar outras profissões, porque me faz confusão que agora sejam encaradas como uma espécie de &quot;criaturas preguiçosas e mal formadas&quot;. quantos dos que lhes apontam o dedo constantemente são melhores e mais eficazes nas suas respectivas profissões?
outro aspecto que me faz confusão é quase nunca ouvir um professor admitir que tem colegas que se estão nas tintas para a escola, que fazem o mínimo possível. só o fazem em privado. o corporativismo fica mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>tersa, o meu comentário não era especialmente para si, mas a sua resposta permite-me clarificar alguns pontos. a avaliação, claro que tem que ser feita. mesmo que não seja com o melhor dos modelos, tem que ser feita. faz-me confusão que tantos professores não queiram ser avaliados. claro que em público insurgem-se contra o modelo de avaliação, mas em privado não querem mesmo ser avaliados. por outro lado, há o problema dos avaliadores. todo o processo dos professores titulares foi uma vergonha e, além do ministério, ninguém se atreve a dizer que foram os melhores e os mais aptos que subiram a titulares. pondo-me na pele dos professores, não sei se quereria ser avaliado por colegas que, na essência, não são mais competentes nem têm mais experiência do que eu. isto inquina muito a questão da avaliação.<br />
sei bem que estamos a falar de professores, mas fui buscar outras profissões, porque me faz confusão que agora sejam encaradas como uma espécie de &#8220;criaturas preguiçosas e mal formadas&#8221;. quantos dos que lhes apontam o dedo constantemente são melhores e mais eficazes nas suas respectivas profissões?<br />
outro aspecto que me faz confusão é quase nunca ouvir um professor admitir que tem colegas que se estão nas tintas para a escola, que fazem o mínimo possível. só o fazem em privado. o corporativismo fica mal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: TersaFM</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40032</link>
		<dc:creator>TersaFM</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 16:20:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40032</guid>
		<description>Claro, nelio, claro. E por causa disso é que os professores (aqui estamos a falar de professores, não das outras profissões, porque, como disse, eu também acho que há bons e maus em tudo) devem ser avaliados. É uma questão de justiça, principalmente para os professores.
Na minha família também há muitos professores (do ensino básico, que o foram:mãe, 3 tias, 1 tio, que o é: 1 sobrinha; do ensino secundário: 1 tia e 2 irmãs) - não estou contra os professores, estou a favor. Acho que, de uma forma geral, os professores trabalham muito, não são reconhecidos, e não têm nada mais privilégios do que o que deviam... não, não sou nada a favor desse discurso. E por isso, ou principalmente por isso, é que eu acho que os professores devem ser avaliados. Porque há bons e maus (como em todas as profissões, claro!), devem ser avaliados. Porque condicionam a vida de um aluno, muitas vezes para sempre. Porque são, a par da familia restrita, o baluarte de uma criança e os responsaveis pelo seu desenvolvimento.
Nas outras profissões também há avaliações, qual é o drama? No que toca ao privado, os trabalhadores são diariamente avaliados, e no público, também já vai havendo justiça nas avaliações. 
Não quer dizer que muita coisa não esteja mal, mas, há que melhorar o que está mal, não deixar estar tudo como está, só porque algumas coisas estão mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro, nelio, claro. E por causa disso é que os professores (aqui estamos a falar de professores, não das outras profissões, porque, como disse, eu também acho que há bons e maus em tudo) devem ser avaliados. É uma questão de justiça, principalmente para os professores.<br />
Na minha família também há muitos professores (do ensino básico, que o foram:mãe, 3 tias, 1 tio, que o é: 1 sobrinha; do ensino secundário: 1 tia e 2 irmãs) &#8211; não estou contra os professores, estou a favor. Acho que, de uma forma geral, os professores trabalham muito, não são reconhecidos, e não têm nada mais privilégios do que o que deviam&#8230; não, não sou nada a favor desse discurso. E por isso, ou principalmente por isso, é que eu acho que os professores devem ser avaliados. Porque há bons e maus (como em todas as profissões, claro!), devem ser avaliados. Porque condicionam a vida de um aluno, muitas vezes para sempre. Porque são, a par da familia restrita, o baluarte de uma criança e os responsaveis pelo seu desenvolvimento.<br />
Nas outras profissões também há avaliações, qual é o drama? No que toca ao privado, os trabalhadores são diariamente avaliados, e no público, também já vai havendo justiça nas avaliações.<br />
Não quer dizer que muita coisa não esteja mal, mas, há que melhorar o que está mal, não deixar estar tudo como está, só porque algumas coisas estão mal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bocagiano</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40024</link>
		<dc:creator>Bocagiano</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 14:57:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40024</guid>
		<description>Uns gostam de ser Portugueses de 1ª. Com bons ordenados, consequentemente bons carros, boa casa, e com férias no verdadeiro sentido literal, vivem. Gostam de manter todos os seus direito sem abdicar de nada num estado que dizem os livros ser Social.

Os outros que têm como vencimento 426 Euros e são muitos, sustentam os artistas que querem manter os seus direitos de ir para a reforma aos 50 anos, e os outros ficam mais 15 a sustentar as principescas reformas. 

Tudo em nome dos direitos adquiridos!

Agora anda na moda as profissões de “desgaste rápido”. O empregado de mesa,  o empregado da linha de montagem, os formandos de geriatria, pedreiros, carpinteiros, não têm um desgaste mais rápido?
Surge o chavão: “Quem quer bons que os arranje!!” 

O problema é que uma sociedade não funciona apenas com os limpinhos das licenciaturas.
Lá tem o ser humano que sobrevive, abrigar-se num “ è a vida…”

ASS: Bocagiano, um jovem frustrado que sobrevive e tem de trabalhar até aos 65 anos. (támbem já estou a pensar na reforma)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uns gostam de ser Portugueses de 1ª. Com bons ordenados, consequentemente bons carros, boa casa, e com férias no verdadeiro sentido literal, vivem. Gostam de manter todos os seus direito sem abdicar de nada num estado que dizem os livros ser Social.</p>
<p>Os outros que têm como vencimento 426 Euros e são muitos, sustentam os artistas que querem manter os seus direitos de ir para a reforma aos 50 anos, e os outros ficam mais 15 a sustentar as principescas reformas. </p>
<p>Tudo em nome dos direitos adquiridos!</p>
<p>Agora anda na moda as profissões de “desgaste rápido”. O empregado de mesa,  o empregado da linha de montagem, os formandos de geriatria, pedreiros, carpinteiros, não têm um desgaste mais rápido?<br />
Surge o chavão: “Quem quer bons que os arranje!!” </p>
<p>O problema é que uma sociedade não funciona apenas com os limpinhos das licenciaturas.<br />
Lá tem o ser humano que sobrevive, abrigar-se num “ è a vida…”</p>
<p>ASS: Bocagiano, um jovem frustrado que sobrevive e tem de trabalhar até aos 65 anos. (támbem já estou a pensar na reforma)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nelio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40018</link>
		<dc:creator>nelio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 13:59:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-40018</guid>
		<description>depois de ler o post e os comentários, parece-me evidente que o tema da educação é um tema que continua a agitar muitas águas. e ainda bem que assim o é. não sou professor, mas sou filho de professores, casado com uma professora, pai de 3 filhos em diferentes idades escolares e amigos de vários professores de várias disciplinas e de vários graus de ensino. claro que conheço relativamente bem a escola, a sua evolução e os seus problemas. é evidente que um mau professor pode condicionar muita coisa ao nível dos miúdos, inclusivamente afastá-lo de interesses prévios. toda a gente conhece casos de miúdos que se afastaram de algumas áreas do conhecimento porque tiveram maus professores nas disciplinas relacionadas. maus professores, é inutil negar que os há. assim como também há maus médicos, maus advogados, maus jornalistas, maus funcionários dos correios. também me parece óbvio que, numa geração em que os pais têm cada vez menos filhos e a superprotecção está na ordem do dia, cada filho é um tesouro e os pais vivem obcecados com o facto de alguém poder prejudicar o seu menino. pelas reuniões de pais a que tenho assistido, apercebo-me que é com uma facilidade imensa que os pais tomam posições contra os professores. ou porque os professores marcam trabalhos de casa a menos, ou porque marcam trabalhos de casa a mais, ou porque fizeram um teste muito difícil, ou, inclusivamente, porque usam meios tecnológicos nas aulas. existem maus pais também. pais que não sabem educar, pais que não sabem civilizar. um meu amigo pediatra costuma dizer que as crianças crescem e fazem-se adultos apesar dos pais. apesar dos professores, também. assim como temos um povo minimamente esclarecido, paesar dos jornalistas. educar não é fácil, requer bom senso e disponibilidade, características que não abundam nos tempos que correm e num país habitado por multiespecialistas que percebem de tudo, de localização de aeroportos a política fiscal. o problemas das escolas e de muitas estruturas da função pública é que comem todos pela mesma medida. bons e maus funcionários, são todos tratados por igual. num passado recente foram todos bem tratados, actualmente são todos maltratados. não é a avaliação que vai mudar as coisas. conheço vários locais onde as quotas da avaliação &quot;excelente&quot; são atribuidas em rotação anual, de maneira a que, de tantos em tantos anos, cada funcionário tam direito ao seu &quot;excelente&quot;. o problema talvez esteja nas chefias, que não estão para ter problemas com este ou aquele funcionário que fica de trombas por causa da avaliação. mas voltando aos professores e á escola. no fundo, a escola e os professores não são diferentes do país em que estão inseridos. a massa humana é a mesma, a cultura de trabalho e organizacional é a mesma. temos que ser exigentes com a escola e com os professores, mas temos também que ser exigentes com os jornalistas, que muitas vezes também não fazem bem o seu trabalho. não é só a escola que tem que funcionar bem. é todo um país, todas as estruturas sociais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>depois de ler o post e os comentários, parece-me evidente que o tema da educação é um tema que continua a agitar muitas águas. e ainda bem que assim o é. não sou professor, mas sou filho de professores, casado com uma professora, pai de 3 filhos em diferentes idades escolares e amigos de vários professores de várias disciplinas e de vários graus de ensino. claro que conheço relativamente bem a escola, a sua evolução e os seus problemas. é evidente que um mau professor pode condicionar muita coisa ao nível dos miúdos, inclusivamente afastá-lo de interesses prévios. toda a gente conhece casos de miúdos que se afastaram de algumas áreas do conhecimento porque tiveram maus professores nas disciplinas relacionadas. maus professores, é inutil negar que os há. assim como também há maus médicos, maus advogados, maus jornalistas, maus funcionários dos correios. também me parece óbvio que, numa geração em que os pais têm cada vez menos filhos e a superprotecção está na ordem do dia, cada filho é um tesouro e os pais vivem obcecados com o facto de alguém poder prejudicar o seu menino. pelas reuniões de pais a que tenho assistido, apercebo-me que é com uma facilidade imensa que os pais tomam posições contra os professores. ou porque os professores marcam trabalhos de casa a menos, ou porque marcam trabalhos de casa a mais, ou porque fizeram um teste muito difícil, ou, inclusivamente, porque usam meios tecnológicos nas aulas. existem maus pais também. pais que não sabem educar, pais que não sabem civilizar. um meu amigo pediatra costuma dizer que as crianças crescem e fazem-se adultos apesar dos pais. apesar dos professores, também. assim como temos um povo minimamente esclarecido, paesar dos jornalistas. educar não é fácil, requer bom senso e disponibilidade, características que não abundam nos tempos que correm e num país habitado por multiespecialistas que percebem de tudo, de localização de aeroportos a política fiscal. o problemas das escolas e de muitas estruturas da função pública é que comem todos pela mesma medida. bons e maus funcionários, são todos tratados por igual. num passado recente foram todos bem tratados, actualmente são todos maltratados. não é a avaliação que vai mudar as coisas. conheço vários locais onde as quotas da avaliação &#8220;excelente&#8221; são atribuidas em rotação anual, de maneira a que, de tantos em tantos anos, cada funcionário tam direito ao seu &#8220;excelente&#8221;. o problema talvez esteja nas chefias, que não estão para ter problemas com este ou aquele funcionário que fica de trombas por causa da avaliação. mas voltando aos professores e á escola. no fundo, a escola e os professores não são diferentes do país em que estão inseridos. a massa humana é a mesma, a cultura de trabalho e organizacional é a mesma. temos que ser exigentes com a escola e com os professores, mas temos também que ser exigentes com os jornalistas, que muitas vezes também não fazem bem o seu trabalho. não é só a escola que tem que funcionar bem. é todo um país, todas as estruturas sociais.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-40011</link>
		<dc:creator>Sérgio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 13:20:18 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Não, nunca contaram isto aos pais. Sabem perfeitamente que está errado uma professora ocupar tempo de aulas a ventilar as suas objecções à política da educação, mas desculpam-na. “Os professores estavam habituados a ter regalias e agora acabaram-se…”, comenta a ruiva sardenta de olhos verdes, a mais alta do grupo.&quot;

Aplaudo a qualidade jornalistica da peça totalmente isenta e sem agenda como bem atesta este excerto.

Aplaudo ainda mais o segundo comentário da leitora Junu, que disse o que tinha a dizer de uma forma tal que nem deu  azo à já habitual resposta &quot;mãozinha na anca&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não, nunca contaram isto aos pais. Sabem perfeitamente que está errado uma professora ocupar tempo de aulas a ventilar as suas objecções à política da educação, mas desculpam-na. “Os professores estavam habituados a ter regalias e agora acabaram-se…”, comenta a ruiva sardenta de olhos verdes, a mais alta do grupo.&#8221;</p>
<p>Aplaudo a qualidade jornalistica da peça totalmente isenta e sem agenda como bem atesta este excerto.</p>
<p>Aplaudo ainda mais o segundo comentário da leitora Junu, que disse o que tinha a dizer de uma forma tal que nem deu  azo à já habitual resposta &#8220;mãozinha na anca&#8221;.</p>
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		<title>Por: TersaFM</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39993</link>
		<dc:creator>TersaFM</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 11:42:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39993</guid>
		<description>Bons e maus, há em tudo, está claro! Mas um professor faz muita diferença na vida de um aluno.
Tenho duas filhas em idade escolar: uma no 1º, outra no 2º ano.
A que anda no 1º ano, tem uma professora fantástica, que merece nota máxima. A que anda no 2º, teve, desde o 1º anos e até ao final do 2º período, uma professora que simplesmente não ensinava (principlamente este ano lectivo, que esteve à espera de ir para a reforma desde quase o 1º dia de aulas, e &quot;baldou-se&quot; completamente).
Levava sempre &quot;trabalhos de casa&quot;, isso levava, mas &quot;era o que quisessem fazer&quot; - Por ex., se quisessem podiam fazer números de 1 a 100, depois de 1 a 1.000; se quisessem podiam fazer palavras, com todas as letras do abededário; se quisessem podiam escrever o nome, várias vezes; se quisessem..
A minha filha, coitada, escrevia páginas e páginas de números, de palavras, de nomes, e passava a vida a contar as folhas para ver se já tinha muitas.
O caderno dela de casa não tinha um risco, um certo, ou um errado. A professora ainda não tinha corrigido porque ainda não tinha tido tempo - Quem corrigia era eu.
A partir de certa altura, começou a trazer umas fichas de matemática. Apareceu, então, em casa, um dia, com adições com transporte e subtracções com empréstimo. Esse dia foi um desespero - ela não sabia fazer as contas. Perguntei-lhe então, para a ajudar, como que é que a professora tinha ensinado as contas - Ela não sabia, dizia que a professora não tinha ensinado, e se tinha, ela não tinha ouvido. Bom, tentei explicar como sabia, que se pedia às dezenas e depois se devolvia, e essas coias, mas claro, eu não sou professora, explico como sei. (Há coisas que, passados estes anos todos, se fazem automaticamente, sem se pensar muito, como é o caso das contas). Bom, no dia a seguir, sentei-me na mesa da professora e pedi-lhe para ela me dizer como é que havia de explicar as contas à minha filha. Ao que ela respondeu: &quot;Isso não é importante. Eu ainda não dei isso. Se ela souber tudo bem, se não souber, também não faz mal.&quot; (Foi a mim que disse, não estou a inventar). Mas, face à minha insistência em querer saber, ainda me disse a professora: &quot;Então a mãe não sabe fazer contas?&quot;
Nas férias da páscoa (estas últimas), a minha filha levou para trabalhos de casa o livro de fichas de matemática, para acabar. Para acabar, é como quem diz, para fazer, porque desse livro tinham feito três, quatro fichas. Bem, outro desespero: lá estivemos nós a fazer, coisas que ela não tinha sequer aprendido...
Felizmente, logo no início do 3º período, a professora foi para a reforma, e foi colocada uma nova professora (professora contratada, embora já esteja a trabalhar há 5 anos).
No 1º dia de aulas, a professora reuniu os pais e disse-nos que tinha estado parte do dia com a professora antiga e que ela a tinha posto a par de tudo. Elogiou o trabalho da antiga professora e assegurou que os alunos estavam muito bem preparados e muito adiantados na matéria. Bem, eu fiquei contente com a notícia, mas um pouco perpelexa - afinal eu estava errada quando achava que a prof anterior não ensinava nada nas aulas... Estava enganada, ainda bem. 
Pois é, mas nos dias que se seguiram, a prof nova teve oportunidade de ficar a saber exactamente quais os conhecimentos dos alunos. Então encontrou, livros de português por mexer (literalmente por mexer - sem uma única ficha feita), livro de estudo do meio com duas ou três fichas feitas, e muitos desenhos, muitos mesmo, nas capas dos alunos. Ah! E as fichas que estavam feitas, não estavam corrigidas. Aqueles alunos do 2º ano não sabiam responder a perguntas de interpetação, não sabiam fazer adições com transporte, nem subtracções com empréstimo, não tinham dado quase matéria de estudo do meio, enfim, não sabiam nada! (os pais não sabiam - os alunos não levam os livros para casa).
Devo ficar indignada, ou não?
É claro que os professores têm que ser avaliados: Esta merecia negativa, certamente.
Muito trabalhei (eu e a minha família: a minha mãe, que foi professora, e a minha sobrinha, que acabou agora o curso) no lugar da professora da minha filha, para ver se ela aprendia alguma coisa!... Muito trabalhei...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bons e maus, há em tudo, está claro! Mas um professor faz muita diferença na vida de um aluno.<br />
Tenho duas filhas em idade escolar: uma no 1º, outra no 2º ano.<br />
A que anda no 1º ano, tem uma professora fantástica, que merece nota máxima. A que anda no 2º, teve, desde o 1º anos e até ao final do 2º período, uma professora que simplesmente não ensinava (principlamente este ano lectivo, que esteve à espera de ir para a reforma desde quase o 1º dia de aulas, e &#8220;baldou-se&#8221; completamente).<br />
Levava sempre &#8220;trabalhos de casa&#8221;, isso levava, mas &#8220;era o que quisessem fazer&#8221; &#8211; Por ex., se quisessem podiam fazer números de 1 a 100, depois de 1 a 1.000; se quisessem podiam fazer palavras, com todas as letras do abededário; se quisessem podiam escrever o nome, várias vezes; se quisessem..<br />
A minha filha, coitada, escrevia páginas e páginas de números, de palavras, de nomes, e passava a vida a contar as folhas para ver se já tinha muitas.<br />
O caderno dela de casa não tinha um risco, um certo, ou um errado. A professora ainda não tinha corrigido porque ainda não tinha tido tempo &#8211; Quem corrigia era eu.<br />
A partir de certa altura, começou a trazer umas fichas de matemática. Apareceu, então, em casa, um dia, com adições com transporte e subtracções com empréstimo. Esse dia foi um desespero &#8211; ela não sabia fazer as contas. Perguntei-lhe então, para a ajudar, como que é que a professora tinha ensinado as contas &#8211; Ela não sabia, dizia que a professora não tinha ensinado, e se tinha, ela não tinha ouvido. Bom, tentei explicar como sabia, que se pedia às dezenas e depois se devolvia, e essas coias, mas claro, eu não sou professora, explico como sei. (Há coisas que, passados estes anos todos, se fazem automaticamente, sem se pensar muito, como é o caso das contas). Bom, no dia a seguir, sentei-me na mesa da professora e pedi-lhe para ela me dizer como é que havia de explicar as contas à minha filha. Ao que ela respondeu: &#8220;Isso não é importante. Eu ainda não dei isso. Se ela souber tudo bem, se não souber, também não faz mal.&#8221; (Foi a mim que disse, não estou a inventar). Mas, face à minha insistência em querer saber, ainda me disse a professora: &#8220;Então a mãe não sabe fazer contas?&#8221;<br />
Nas férias da páscoa (estas últimas), a minha filha levou para trabalhos de casa o livro de fichas de matemática, para acabar. Para acabar, é como quem diz, para fazer, porque desse livro tinham feito três, quatro fichas. Bem, outro desespero: lá estivemos nós a fazer, coisas que ela não tinha sequer aprendido&#8230;<br />
Felizmente, logo no início do 3º período, a professora foi para a reforma, e foi colocada uma nova professora (professora contratada, embora já esteja a trabalhar há 5 anos).<br />
No 1º dia de aulas, a professora reuniu os pais e disse-nos que tinha estado parte do dia com a professora antiga e que ela a tinha posto a par de tudo. Elogiou o trabalho da antiga professora e assegurou que os alunos estavam muito bem preparados e muito adiantados na matéria. Bem, eu fiquei contente com a notícia, mas um pouco perpelexa &#8211; afinal eu estava errada quando achava que a prof anterior não ensinava nada nas aulas&#8230; Estava enganada, ainda bem.<br />
Pois é, mas nos dias que se seguiram, a prof nova teve oportunidade de ficar a saber exactamente quais os conhecimentos dos alunos. Então encontrou, livros de português por mexer (literalmente por mexer &#8211; sem uma única ficha feita), livro de estudo do meio com duas ou três fichas feitas, e muitos desenhos, muitos mesmo, nas capas dos alunos. Ah! E as fichas que estavam feitas, não estavam corrigidas. Aqueles alunos do 2º ano não sabiam responder a perguntas de interpetação, não sabiam fazer adições com transporte, nem subtracções com empréstimo, não tinham dado quase matéria de estudo do meio, enfim, não sabiam nada! (os pais não sabiam &#8211; os alunos não levam os livros para casa).<br />
Devo ficar indignada, ou não?<br />
É claro que os professores têm que ser avaliados: Esta merecia negativa, certamente.<br />
Muito trabalhei (eu e a minha família: a minha mãe, que foi professora, e a minha sobrinha, que acabou agora o curso) no lugar da professora da minha filha, para ver se ela aprendia alguma coisa!&#8230; Muito trabalhei&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: A.Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39986</link>
		<dc:creator>A.Silva</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 11:02:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39986</guid>
		<description>Os alunos de que falou teriam para ai 14 ou 15 anos,pois bem tenho uma garota minha vizinha com 7 anos que anda no 2ºano do 1ºciclo do ensino básico que chegou á minha casa e contou-me que na escola dela as professores e os professores puseram faixas negras no portão e explicaram aos míudos que era para ver se conseguiam correr com a ministra da educação.E já agora vem a propósito as perguntas que o PR disse que uma grande maioria dos jovens não souberam responder,que bem preparados eles saem das nossas escolas.A educação vai mal,há vários culpados,governantes,pais e evidentemente tambem professores</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os alunos de que falou teriam para ai 14 ou 15 anos,pois bem tenho uma garota minha vizinha com 7 anos que anda no 2ºano do 1ºciclo do ensino básico que chegou á minha casa e contou-me que na escola dela as professores e os professores puseram faixas negras no portão e explicaram aos míudos que era para ver se conseguiam correr com a ministra da educação.E já agora vem a propósito as perguntas que o PR disse que uma grande maioria dos jovens não souberam responder,que bem preparados eles saem das nossas escolas.A educação vai mal,há vários culpados,governantes,pais e evidentemente tambem professores</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: teresa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39982</link>
		<dc:creator>teresa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 10:30:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39982</guid>
		<description>História inventada? Posso contar algumas muito parecidas com esta. Posso contar como o professor de matemática da minha filha atende o telefone durante a aula e vai falar para o corredor. E de como são os miúdos que se queixam de ele não conseguir impôr qualquer disciplina na sala, que o barulho é tanto que os telemóveis ao invés de serem desligados quando entram na aula são é postos com o som no máximo para eles os conseguirem ouvir tocar...

Também posso contar como, o ano passado, farta de ouvir a professora da escola primária dizer mal da ministra durante as aulas, isso quando não estava no msn com as amigas utilizando o computador que era suposto estar lá para os miúdos, ou de ter a biblioteca da escola fechada enquanto editoras de vão de escada entregavam livros à professora para os vender durante as aulas, a minha filha, com 8 anos na altura, pediu-me o endereço do ministério da educação e mandou um email absolutamente delicioso que terminava com um naif &quot;sei que têm muito que fazer e são coisas mais importantes mas eu só preciso de um bocadinho de ajuda para melhorar a minha escola&quot;...

também há excelentes professores, e por aqui tenho encontrado bastantes, mas basta um, só um, que tenha nascido para tudo menos para dar aulas, para desmotivar as centenas de miúdos que lhe passam pelas mãos. E o grave é que, em nome de uma carreira onde as regras de qualidade não existem, pode fazê-lo impunemente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>História inventada? Posso contar algumas muito parecidas com esta. Posso contar como o professor de matemática da minha filha atende o telefone durante a aula e vai falar para o corredor. E de como são os miúdos que se queixam de ele não conseguir impôr qualquer disciplina na sala, que o barulho é tanto que os telemóveis ao invés de serem desligados quando entram na aula são é postos com o som no máximo para eles os conseguirem ouvir tocar&#8230;</p>
<p>Também posso contar como, o ano passado, farta de ouvir a professora da escola primária dizer mal da ministra durante as aulas, isso quando não estava no msn com as amigas utilizando o computador que era suposto estar lá para os miúdos, ou de ter a biblioteca da escola fechada enquanto editoras de vão de escada entregavam livros à professora para os vender durante as aulas, a minha filha, com 8 anos na altura, pediu-me o endereço do ministério da educação e mandou um email absolutamente delicioso que terminava com um naif &#8220;sei que têm muito que fazer e são coisas mais importantes mas eu só preciso de um bocadinho de ajuda para melhorar a minha escola&#8221;&#8230;</p>
<p>também há excelentes professores, e por aqui tenho encontrado bastantes, mas basta um, só um, que tenha nascido para tudo menos para dar aulas, para desmotivar as centenas de miúdos que lhe passam pelas mãos. E o grave é que, em nome de uma carreira onde as regras de qualidade não existem, pode fazê-lo impunemente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Marvão</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39980</link>
		<dc:creator>Luís Marvão</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 09:59:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39980</guid>
		<description>Um pouco de bom senso, não vamos agora  crucificar a (anónima)  professora de português por causa de uns desabafos sobre ministra e as políticas de educação.  Até pode ser boa professora, apesar desses desabafos.... 
Eu lembro-me de uma professora de geografia profundamente anti-comunista, que não raro irrompia em desabafos sobre o PCP e a União Soviética, coisas que me custavam ouvir, porque ao arrepio daquilo que ouvia lá em casa; por essa altura, devia ter treze ou catorze anos e andava no liceu.  Mas ela, devo reconhecer, era boa professora, sabia cativar para a geografia.Enfim, acho que não fiquei assim tão traumatizado com aquela  professora de geografia que não escondia que era de direita. 
Os professores e os alunos passam muito tempo juntos, pelo que tais desabafos são normais, não afectando o (bom) ensino das matérias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouco de bom senso, não vamos agora  crucificar a (anónima)  professora de português por causa de uns desabafos sobre ministra e as políticas de educação.  Até pode ser boa professora, apesar desses desabafos&#8230;.<br />
Eu lembro-me de uma professora de geografia profundamente anti-comunista, que não raro irrompia em desabafos sobre o PCP e a União Soviética, coisas que me custavam ouvir, porque ao arrepio daquilo que ouvia lá em casa; por essa altura, devia ter treze ou catorze anos e andava no liceu.  Mas ela, devo reconhecer, era boa professora, sabia cativar para a geografia.Enfim, acho que não fiquei assim tão traumatizado com aquela  professora de geografia que não escondia que era de direita.<br />
Os professores e os alunos passam muito tempo juntos, pelo que tais desabafos são normais, não afectando o (bom) ensino das matérias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39971</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 08:41:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39971</guid>
		<description>José Pedro Barreto, Al:

Greves? Só na função pública, sem riscos.
E achei tremendamente ridículo, sim, uma professora em fim de carreira estar preocupada com a &quot;sua&quot; reforma. Reforma essa que, tanto quanto sei, nem vai ser afectada.E também fiquei sem perceber a finalidade da manif, era o estatuto, a reforma? ou era apenas impedir que qq coisa mexa?
Esta &quot;classe de trabalhadores&quot; tem de começar a conhecer o país onde vive, onde a maior parte trabalhou 45, depois 40 horas, ganha metade e desconta 0,5% por cada mês de antecipação na reforma (aos 65).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Pedro Barreto, Al:</p>
<p>Greves? Só na função pública, sem riscos.<br />
E achei tremendamente ridículo, sim, uma professora em fim de carreira estar preocupada com a &#8220;sua&#8221; reforma. Reforma essa que, tanto quanto sei, nem vai ser afectada.E também fiquei sem perceber a finalidade da manif, era o estatuto, a reforma? ou era apenas impedir que qq coisa mexa?<br />
Esta &#8220;classe de trabalhadores&#8221; tem de começar a conhecer o país onde vive, onde a maior parte trabalhou 45, depois 40 horas, ganha metade e desconta 0,5% por cada mês de antecipação na reforma (aos 65).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: /me</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39970</link>
		<dc:creator>/me</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 08:39:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39970</guid>
		<description>Eu gostei de ler. É um relato de um episódio, que no fundo é banal. E real: todos os que passámos pela escola sabemos que é assim. Que há professores que vão falar da vida deles para a escola (eventualmente isso envolve falar da ministra), que há outros que chegam a falar de sexo (e não daquele de educação sexual) nas aulas sem que nada aconteça, que há também professores muito bons. 
Também sabemos que os alunos não são uns monstros sem consciência. E na presença de um interlocutor sério e fora da escola, adoptam muitas vezes uma postura também séria. E humana. Como termina o post da FC, qual é a novidade?

O que não entendo é como é que algumas pessoas lêm mais no post do que lá está escrito. Eu não leio nenhuma defesa ou ataque nem à ministra nem aos professores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gostei de ler. É um relato de um episódio, que no fundo é banal. E real: todos os que passámos pela escola sabemos que é assim. Que há professores que vão falar da vida deles para a escola (eventualmente isso envolve falar da ministra), que há outros que chegam a falar de sexo (e não daquele de educação sexual) nas aulas sem que nada aconteça, que há também professores muito bons.<br />
Também sabemos que os alunos não são uns monstros sem consciência. E na presença de um interlocutor sério e fora da escola, adoptam muitas vezes uma postura também séria. E humana. Como termina o post da FC, qual é a novidade?</p>
<p>O que não entendo é como é que algumas pessoas lêm mais no post do que lá está escrito. Eu não leio nenhuma defesa ou ataque nem à ministra nem aos professores.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zeca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39953</link>
		<dc:creator>zeca</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 02:35:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39953</guid>
		<description>100.000... é doloroso? E não perdoam ao Sindicato o tempo perdido em tal façanha... para tudo acabar num entendimento? E o Sindicato já passou a ser suspeito?
1 foi pela reforma? E quantos é que o LFMenezes disse que não seriam (só) professores?
E o que é que os 99.999 propõem fazer para melhorar os resultados (dos alunos)?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>100.000&#8230; é doloroso? E não perdoam ao Sindicato o tempo perdido em tal façanha&#8230; para tudo acabar num entendimento? E o Sindicato já passou a ser suspeito?<br />
1 foi pela reforma? E quantos é que o LFMenezes disse que não seriam (só) professores?<br />
E o que é que os 99.999 propõem fazer para melhorar os resultados (dos alunos)?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39945</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 01:34:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39945</guid>
		<description>&#039;a crítica ínvia&#039;? eheheh. no meu dicionário, ínvio é assim a modos que envergonhado, de ladecos, a medo, escondido. eu por acaso critico a professora, ou melhor, a atitude em causa, sem qq prejuízo de clareza. acho eu -- e pelos vistos o carlos fonseca, que junta crítica ínvia e juízo definitivo na mesma apreciação.

e sim, claro, os adolescentes são todos parvos. tal qual -- mas na experiência do carlos fonseca. eu acho que não. mas estes 8 deviam ser todos tontinhos, tadinhos -- e mais tonta ainda eu, que os achei perfeitamente na posse das respectivas faculdades, para além de amorosos (mas, que fazer, eu gosto de adolescentes).

e, já agora, de que &#039;figura pública&#039; falará o carlos fonseca? é que essa é mesmo um bocado saloia, desculpe lá. para não falar da conclusão, que mete um bocado de nojo. essa conversa do &#039;expediente para a promoção de interesses do poder instalado&#039; só com um pano encharcado na fronha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;a crítica ínvia&#8217;? eheheh. no meu dicionário, ínvio é assim a modos que envergonhado, de ladecos, a medo, escondido. eu por acaso critico a professora, ou melhor, a atitude em causa, sem qq prejuízo de clareza. acho eu &#8212; e pelos vistos o carlos fonseca, que junta crítica ínvia e juízo definitivo na mesma apreciação.</p>
<p>e sim, claro, os adolescentes são todos parvos. tal qual &#8212; mas na experiência do carlos fonseca. eu acho que não. mas estes 8 deviam ser todos tontinhos, tadinhos &#8212; e mais tonta ainda eu, que os achei perfeitamente na posse das respectivas faculdades, para além de amorosos (mas, que fazer, eu gosto de adolescentes).</p>
<p>e, já agora, de que &#8216;figura pública&#8217; falará o carlos fonseca? é que essa é mesmo um bocado saloia, desculpe lá. para não falar da conclusão, que mete um bocado de nojo. essa conversa do &#8216;expediente para a promoção de interesses do poder instalado&#8217; só com um pano encharcado na fronha.</p>
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		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39938</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 23:55:28 +0000</pubDate>
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		<description>Não sou professor, mas não percebo qual o problema de se estar preocupado com a reforma. A qualidade de vida dos professores não é um problema do ensino? E se eles não pensarem na reforma, quem pensa?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou professor, mas não percebo qual o problema de se estar preocupado com a reforma. A qualidade de vida dos professores não é um problema do ensino? E se eles não pensarem na reforma, quem pensa?</p>
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		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39937</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 23:40:22 +0000</pubDate>
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		<description>O texto de FC e os comentários conexos constituiriam, se necessário, o início de um longo desfile de retórica.
Aceito que intervenho também nessa perspectiva e começo por acentuar que a dicotomia dos bons (alunos) e dos maus (professores) é a figura de estilo da controvérsia usada pela autora . É incoerente, portanto,  a própria  aviltar comentadores por utilizar o mesmo esquema para exercer o direito de contra-argumentar.  
É repetitivo dizê-lo, mas já todos fomos alunos, e creio que a totalidade dos que aqui se intersectam viveu a sua adolescência. Todos conhecemos, portanto, as caracteristicas próprias da personalidade prevalecente do aluno adolescente liceal (gostou?) para o exercício do imaginário, sobretudo se motivado para se expressar perante uma figura pública, que  os houve, e ainda implicitamente, através da mera presença, os leva a imaginar e descrever situações e cenários, às vezes de muito duvidosa colagem à realidade.
Não sou professor, mas admirei muito aqueles que, para além da matéria leccionada, se preocupavam, nas aulas, em abordar temas de interesse para a formação cívica e de cidadania dos alunos. Mesmo quando era muito arriscado fazê-lo, em liceus públicos, em pleno regime salazarista. A critíca ínvia a uma professora que se opõe  à ministra, formulando um juízo definitivo com base em tagarelices captadas  por uma jornalista  em acto comicieiro e ocasional, com alunos de determinada turma, parece-me sobretudo leviano - ou tratar-se-á de expediente para a promoção de interesses do poder instalado? Se é assim, está-se a renegar a princípios éticos  irrenunciáveis, sobretudo para a esquerda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O texto de FC e os comentários conexos constituiriam, se necessário, o início de um longo desfile de retórica.<br />
Aceito que intervenho também nessa perspectiva e começo por acentuar que a dicotomia dos bons (alunos) e dos maus (professores) é a figura de estilo da controvérsia usada pela autora . É incoerente, portanto,  a própria  aviltar comentadores por utilizar o mesmo esquema para exercer o direito de contra-argumentar.<br />
É repetitivo dizê-lo, mas já todos fomos alunos, e creio que a totalidade dos que aqui se intersectam viveu a sua adolescência. Todos conhecemos, portanto, as caracteristicas próprias da personalidade prevalecente do aluno adolescente liceal (gostou?) para o exercício do imaginário, sobretudo se motivado para se expressar perante uma figura pública, que  os houve, e ainda implicitamente, através da mera presença, os leva a imaginar e descrever situações e cenários, às vezes de muito duvidosa colagem à realidade.<br />
Não sou professor, mas admirei muito aqueles que, para além da matéria leccionada, se preocupavam, nas aulas, em abordar temas de interesse para a formação cívica e de cidadania dos alunos. Mesmo quando era muito arriscado fazê-lo, em liceus públicos, em pleno regime salazarista. A critíca ínvia a uma professora que se opõe  à ministra, formulando um juízo definitivo com base em tagarelices captadas  por uma jornalista  em acto comicieiro e ocasional, com alunos de determinada turma, parece-me sobretudo leviano &#8211; ou tratar-se-á de expediente para a promoção de interesses do poder instalado? Se é assim, está-se a renegar a princípios éticos  irrenunciáveis, sobretudo para a esquerda.</p>
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	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39925</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 22:24:54 +0000</pubDate>
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		<description>ó joão marques, afinal os miúdos estavam a falar da manif? naõ tinha percebido. a não ser que fosse eu que estava a falar da manif. a não ser que o joão, como várias pessoas, ache que sempre que alguém fala de profs tenha de estar a pensar na manif. problema seu, não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó joão marques, afinal os miúdos estavam a falar da manif? naõ tinha percebido. a não ser que fosse eu que estava a falar da manif. a não ser que o joão, como várias pessoas, ache que sempre que alguém fala de profs tenha de estar a pensar na manif. problema seu, não?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39922</link>
		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 22:11:18 +0000</pubDate>
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		<description>Em cima, enganei-me nas contas: queria dizer obviamente &quot;as outras 99 999&quot;. É que eu não sou professor - muito menos de matemática.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em cima, enganei-me nas contas: queria dizer obviamente &#8220;as outras 99 999&#8243;. É que eu não sou professor &#8211; muito menos de matemática.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39921</link>
		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 22:01:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39921</guid>
		<description>Ó ana: porque é que julga que se fazem manifestações e greves? A outras classes profissionais (ou &quot;corporações&quot;, como lhes chama) lutam por quê?   Pelo umbigo dos outros? E acha que uma manifestante que se diz preocupada com a sua reforma (uma preocupação mais do que legítima) desqualifica as outras 99 mil?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó ana: porque é que julga que se fazem manifestações e greves? A outras classes profissionais (ou &#8220;corporações&#8221;, como lhes chama) lutam por quê?   Pelo umbigo dos outros? E acha que uma manifestante que se diz preocupada com a sua reforma (uma preocupação mais do que legítima) desqualifica as outras 99 mil?</p>
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	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39917</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:40:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39917</guid>
		<description>entre aqueles 100 000, e quanto doeu serem 100 000.... só há maus profissionais, só há baldas, só há opositores ao governo, gente que passa o tempo a dizer mal da ministra... 

o problema da história e da sua veracidade é o que ela quer transmitir num determinado contexto...

pelos comentários, quer os favoráveis quer os desfavoráveis aos professores, percebe-se inteiramente o que a história quis transmitir...

toda a gente percebeu da mesma maneira... 
apenas as opiniões sobre a história variaram...

é por isso que a assiduidade do nuno faz tanta falta a este blog..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>entre aqueles 100 000, e quanto doeu serem 100 000&#8230;. só há maus profissionais, só há baldas, só há opositores ao governo, gente que passa o tempo a dizer mal da ministra&#8230; </p>
<p>o problema da história e da sua veracidade é o que ela quer transmitir num determinado contexto&#8230;</p>
<p>pelos comentários, quer os favoráveis quer os desfavoráveis aos professores, percebe-se inteiramente o que a história quis transmitir&#8230;</p>
<p>toda a gente percebeu da mesma maneira&#8230;<br />
apenas as opiniões sobre a história variaram&#8230;</p>
<p>é por isso que a assiduidade do nuno faz tanta falta a este blog..</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39912</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 20:47:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39912</guid>
		<description>Numa das últimas manifestações de profs, creio mesmo que na última, perguntava-se a uma prof. por que estava ali. porque estou preocupada com a minha reforma, foi a resposta.
Imagine-se que os milhares de portugueses, com vencimentos muito abaixo dos dos profs e que sem culpa sua vão ser penalizados na reforma porque entraram no desemprego antes do 65 anos, desatavam a fazer manifestações?
Esta corporação só olha para o seu umbigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Numa das últimas manifestações de profs, creio mesmo que na última, perguntava-se a uma prof. por que estava ali. porque estou preocupada com a minha reforma, foi a resposta.<br />
Imagine-se que os milhares de portugueses, com vencimentos muito abaixo dos dos profs e que sem culpa sua vão ser penalizados na reforma porque entraram no desemprego antes do 65 anos, desatavam a fazer manifestações?<br />
Esta corporação só olha para o seu umbigo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39909</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 20:25:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39909</guid>
		<description>Podemos vestir as roupagens que quisermos aos nossos textos, por isso eles são polissémicos. A minha leitura, foi parcialmente esta, mas muito mais teria a dizer.

Quanto ao maniqueísmo, é claro que são sempre os outros, nunca somos nós. Aliás ressalvei o cinzentismo, se bem leu o texto.

Quanto aos paralelismos que fiz, foi apenas um exercício de estilo para melhor demonstrar parte da minha leitura, que pelos vistos não foi única. Mas isso não quer dizer nada, porque em última análise, o texto pertence ao seu autor e aqui está ele para dizer que fizemos uma leitura abusiva. Ainda assim, existem algumas técnicas de descodificação de texto e eu tenho esse terrível problema, e depois é isto...extrapolo, extrapolo...

Não se engane, não me arrogo o direito de achar que só eu sei o que se passa na escola, embora esteja numa posição priveligiada para o fazer.

Tal como a FC, antes de ser professora, fui aluna. Passei por todas as etapas e, no fundo, nunca saí da escola. Por isso mesmo e como a escola e a sociedade são coisas dinâmicas, a escola hoje não é o que era há vinte ou trinta anos.

Como tal, falo com um razoável conhecimento de causa. Exactamente, porque ouço os meus alunos e todos os outros miúdos que não sendo meus alunos contacto com eles todos os dias. Neste sentido, reafirmo que estou em posição priveligiada para observar os seus comportamentos, posturas e atitudes. Perceber as suas pulsões e o que os move. Tenho, como pode imaginar, um leque muito abrangente para amostra, e muito mais abrangente ainda porque sendo professora contratada há mais de dez anos,  sou obrigada a contactar com realidades e circunstâncias completamente diferentes de escola para escola. Posso dizer que há, apesar de todas as idiossincrasias inerentes ao ser humano, uma matriz comum nos miúdos de hoje.

Mais uma vez, quanto à questão da veracidade, eu não a pus em causa, nunca o poderia fazer (não tenho sequer elementos para o fazer) e disse-o claramente. Mas por favor, deixe-me lá ficar perplexa com aquilo que bem entender.

Por último, toda a gente tem, obviamente, o direito e se calhar o dever de emitir as opiniões que entende sobre o que entende. Mas essas opiniões, como opiniões que são têm as suas limitações. Parece-me claro, que eu posso ter as opiniões que quiser ter sobre uma classe profissional, mas quando não domino uma determinada área, tenho a humildade de tentar ouvir o que essas pessoas têm para me dizer. Parece que em relação à docência toda a gente tem coisas a dizer, muitas acertadas, outras nem por isso. Mas quando um professor fala daquilo que conhece e da sua realidade, é um ser soberbo e sobranceiro. Não sou eu que acho que só eu sei do que falo, certamente muita gente que não sendo professor saberá do que fala quando se refere ao tema. Deixem-nos, no entanto, se não se importarem muito, dizer o que pensamos sobre a nossa própria profissão e reconheçam-nos, já agora, aluma legitimidade para o fazer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos vestir as roupagens que quisermos aos nossos textos, por isso eles são polissémicos. A minha leitura, foi parcialmente esta, mas muito mais teria a dizer.</p>
<p>Quanto ao maniqueísmo, é claro que são sempre os outros, nunca somos nós. Aliás ressalvei o cinzentismo, se bem leu o texto.</p>
<p>Quanto aos paralelismos que fiz, foi apenas um exercício de estilo para melhor demonstrar parte da minha leitura, que pelos vistos não foi única. Mas isso não quer dizer nada, porque em última análise, o texto pertence ao seu autor e aqui está ele para dizer que fizemos uma leitura abusiva. Ainda assim, existem algumas técnicas de descodificação de texto e eu tenho esse terrível problema, e depois é isto&#8230;extrapolo, extrapolo&#8230;</p>
<p>Não se engane, não me arrogo o direito de achar que só eu sei o que se passa na escola, embora esteja numa posição priveligiada para o fazer.</p>
<p>Tal como a FC, antes de ser professora, fui aluna. Passei por todas as etapas e, no fundo, nunca saí da escola. Por isso mesmo e como a escola e a sociedade são coisas dinâmicas, a escola hoje não é o que era há vinte ou trinta anos.</p>
<p>Como tal, falo com um razoável conhecimento de causa. Exactamente, porque ouço os meus alunos e todos os outros miúdos que não sendo meus alunos contacto com eles todos os dias. Neste sentido, reafirmo que estou em posição priveligiada para observar os seus comportamentos, posturas e atitudes. Perceber as suas pulsões e o que os move. Tenho, como pode imaginar, um leque muito abrangente para amostra, e muito mais abrangente ainda porque sendo professora contratada há mais de dez anos,  sou obrigada a contactar com realidades e circunstâncias completamente diferentes de escola para escola. Posso dizer que há, apesar de todas as idiossincrasias inerentes ao ser humano, uma matriz comum nos miúdos de hoje.</p>
<p>Mais uma vez, quanto à questão da veracidade, eu não a pus em causa, nunca o poderia fazer (não tenho sequer elementos para o fazer) e disse-o claramente. Mas por favor, deixe-me lá ficar perplexa com aquilo que bem entender.</p>
<p>Por último, toda a gente tem, obviamente, o direito e se calhar o dever de emitir as opiniões que entende sobre o que entende. Mas essas opiniões, como opiniões que são têm as suas limitações. Parece-me claro, que eu posso ter as opiniões que quiser ter sobre uma classe profissional, mas quando não domino uma determinada área, tenho a humildade de tentar ouvir o que essas pessoas têm para me dizer. Parece que em relação à docência toda a gente tem coisas a dizer, muitas acertadas, outras nem por isso. Mas quando um professor fala daquilo que conhece e da sua realidade, é um ser soberbo e sobranceiro. Não sou eu que acho que só eu sei do que falo, certamente muita gente que não sendo professor saberá do que fala quando se refere ao tema. Deixem-nos, no entanto, se não se importarem muito, dizer o que pensamos sobre a nossa própria profissão e reconheçam-nos, já agora, aluma legitimidade para o fazer.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: mariadosol</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39907</link>
		<dc:creator>mariadosol</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 20:12:07 +0000</pubDate>
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		<description>Eu não tenho dúvida que os miúdos estavam a falar verdade Independentemente do ataque de histeria da aluna e do resto.. Mas francamente, basta olhar para o episódio para se perceber que aquilo tem atrás de si um rosário de tensões e de problemas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho dúvida que os miúdos estavam a falar verdade Independentemente do ataque de histeria da aluna e do resto.. Mas francamente, basta olhar para o episódio para se perceber que aquilo tem atrás de si um rosário de tensões e de problemas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: mariadosol</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39904</link>
		<dc:creator>mariadosol</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 20:07:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39904</guid>
		<description>Não adianta. Enquanto os professores não entenderem que parte do que lhes está a acontecer também é culpa sua não vale de muito argumentar (e nem tudo é correcto, é bom de ver...). Não falo de culpas individuais (embora existam, claro, mas também existem inúmeros professores abnegados e sacrificados e interessados e ...). Falo como grupo profissional que não soube tratar de se &quot;PROFISSIONALIZAR&quot;.
E, já agora, um professor não vai falar da ministra para a aula, do mesmo modo que um cirurgião não vai discutir política da saúde com o paciente. E o paciente é adulto e emancipado ... A aula é para ensinar a matéria e para os alunos trabalharem no sentido de a aprenderem. Não se deve confundir a realização de um ensino enquadrado em horizontes alargados, com conversa fiada porque apetece ao professor. Mais, se os alunos do 9º C estivessem ocupados a trabalhar e não à espera que o tempo passasse para que a colega realizasse o teste, possivelmente nada do que se passou se teria passado... enfim!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não adianta. Enquanto os professores não entenderem que parte do que lhes está a acontecer também é culpa sua não vale de muito argumentar (e nem tudo é correcto, é bom de ver&#8230;). Não falo de culpas individuais (embora existam, claro, mas também existem inúmeros professores abnegados e sacrificados e interessados e &#8230;). Falo como grupo profissional que não soube tratar de se &#8220;PROFISSIONALIZAR&#8221;.<br />
E, já agora, um professor não vai falar da ministra para a aula, do mesmo modo que um cirurgião não vai discutir política da saúde com o paciente. E o paciente é adulto e emancipado &#8230; A aula é para ensinar a matéria e para os alunos trabalharem no sentido de a aprenderem. Não se deve confundir a realização de um ensino enquadrado em horizontes alargados, com conversa fiada porque apetece ao professor. Mais, se os alunos do 9º C estivessem ocupados a trabalhar e não à espera que o tempo passasse para que a colega realizasse o teste, possivelmente nada do que se passou se teria passado&#8230; enfim!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39900</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 19:39:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39900</guid>
		<description>desculpe, junu, mas que &#039;apologia dos bons e dos maus&#039;? a única divisão de bons e maus que vejo nesta história é nos olhos de alguns dos que a lêem, e que trazem consigo, além de uma divisão prévia do mundo, a ideia de que ninguém para além deles sabe o que se passa nas escolas e nas salas de aula ou pode sobre isso falar. parecem até esquecer que a generalidade dos portugueses, eu incluída, andou na escola pública e a conhece pelo menos como estudante.

depois, é extraordinária esta fixação na mentira. ou fui eu que inventei ou foram os miúdos. o que o texto conta não pode ser verdade. e não pode porquê? porque é impensável? o que é que há de impensável no facto de os miúdos reconhecerem que desobedecem às regras (mantendo o telemóvel ligado) e que se prejudicam na aprendizagem (enviando e recebendo mensagens) e que é comum serem apanhados a fazê-lo? o que há de impensável na queixa de um miúdo que diz que um prof o magoou, e que admite ter chorado por isso? o que há de impensável na historia do prof que pôs as mãos nas pernas da miúda e na queixa que a turma fez à respectiva directora? o que é que há de impensável na insistência, narrada pelos miúdos, de uma professora em queixar-se da ministra?

é certo que não escrevi isto por escrever -- escrevi porque me pareceu interessante e porque percebi que aqueles miúdos estavam a falar verdade. e porque haveriam de mentir? são eles próprios que no fim advertem para a necessidade de não tomar a parte pelo todo -- e isso vale tanto para os maus professores (ou menos bons) como para a indisciplina dos alunos.

a fábula do capuchinho e do lobo, junu, está na sua cabeça. mais que não fosse para tornar isso claro, no que lhe respeita a si e a tantos outros professores que escrevem comentários em blogues, valeu a pena publicar este texto. esse maniqueísmo é uma tristeza.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>desculpe, junu, mas que &#8216;apologia dos bons e dos maus&#8217;? a única divisão de bons e maus que vejo nesta história é nos olhos de alguns dos que a lêem, e que trazem consigo, além de uma divisão prévia do mundo, a ideia de que ninguém para além deles sabe o que se passa nas escolas e nas salas de aula ou pode sobre isso falar. parecem até esquecer que a generalidade dos portugueses, eu incluída, andou na escola pública e a conhece pelo menos como estudante.</p>
<p>depois, é extraordinária esta fixação na mentira. ou fui eu que inventei ou foram os miúdos. o que o texto conta não pode ser verdade. e não pode porquê? porque é impensável? o que é que há de impensável no facto de os miúdos reconhecerem que desobedecem às regras (mantendo o telemóvel ligado) e que se prejudicam na aprendizagem (enviando e recebendo mensagens) e que é comum serem apanhados a fazê-lo? o que há de impensável na queixa de um miúdo que diz que um prof o magoou, e que admite ter chorado por isso? o que há de impensável na historia do prof que pôs as mãos nas pernas da miúda e na queixa que a turma fez à respectiva directora? o que é que há de impensável na insistência, narrada pelos miúdos, de uma professora em queixar-se da ministra?</p>
<p>é certo que não escrevi isto por escrever &#8212; escrevi porque me pareceu interessante e porque percebi que aqueles miúdos estavam a falar verdade. e porque haveriam de mentir? são eles próprios que no fim advertem para a necessidade de não tomar a parte pelo todo &#8212; e isso vale tanto para os maus professores (ou menos bons) como para a indisciplina dos alunos.</p>
<p>a fábula do capuchinho e do lobo, junu, está na sua cabeça. mais que não fosse para tornar isso claro, no que lhe respeita a si e a tantos outros professores que escrevem comentários em blogues, valeu a pena publicar este texto. esse maniqueísmo é uma tristeza.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39897</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 19:16:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39897</guid>
		<description>Pois claro, nas aulas de matemática, português, francês, e outras, não se deve falar de mais nada, não devem ser sítios de diálogo, de troca de opiniões, nem devemos responder aos nossos alunos quando por eles somos interpelados sobre assuntos que não dizem respeito aos conteúdos a leccionar. Isto, às vezes, já me parece o tempo da outra &quot;senhora&quot;;mas enfim, à frente. Acontece que na situação actual, acreditem que somos, não raras vezes, interpelados pelos alunos acerca da actual política do ministério, até porque lhes diz directamente respeito, sobretudo, no que se refere ao inenarrável estatuto do aluno, em relação ao qual os nossos discentes são muito criticos. 

Pessoalmente, sou de opinião que se devem evitar determinados assuntos dentro da sala de aula, mas não pelas mesmas razões que me são aqui apresentadas. 

Irrita-me, sobretudo, este aproveitamento do tema para fazer a apologia dos bons e dos maus. O professor/lobo-mau e o aluno/capuchinho-vermelho. Ao ler este artigo no DN, confundi-o com uma quase fábula. Só não existiam os animaizinhos. Depois, percebi a minha confusão. Os animaizinhos eram os professores e as vítimas de seres tão pérfidos e retorcidos eram os alunos e, já agora, o Ministério da Educação e, como diria o pândego Alberto João Jardim, a Srª Rodrigues que o tutela.

Sem pôr em causa a veracidade dos factos descritos por FC, confesso que também fiquei perplexa com o que li, de repente senti-me transportada para outro mundo, é que já nem nós quando éramos estudantes nos comportávamos com toda essa candura e inocência...mas isso deve ser só impressâo minha que lido com os  todos os dias e com isto não estou a dizer que eles são maus, estou só a dizer que são difrentes e têm um tipo de comportamento e postura diferentes. 

É verdade, sim senhora, há bons miúdos e há maus miúdos; há bons professores e há maus professores; há bons médicos e bons médicos. E depois há os cinzentos... 

Já agora, quanto a &quot;ouvirmos o que os miúdos têm para nos dizer&quot;, não fazemos nós outra coisa e ai de muita gente se dessemos ouvidos a tudo o que têm para dizer...Sabe, os miúdos nestas idades costumam radicalizar muito mais do que os adultos. Creio que para bom entendedor meia palavra basta</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois claro, nas aulas de matemática, português, francês, e outras, não se deve falar de mais nada, não devem ser sítios de diálogo, de troca de opiniões, nem devemos responder aos nossos alunos quando por eles somos interpelados sobre assuntos que não dizem respeito aos conteúdos a leccionar. Isto, às vezes, já me parece o tempo da outra &#8220;senhora&#8221;;mas enfim, à frente. Acontece que na situação actual, acreditem que somos, não raras vezes, interpelados pelos alunos acerca da actual política do ministério, até porque lhes diz directamente respeito, sobretudo, no que se refere ao inenarrável estatuto do aluno, em relação ao qual os nossos discentes são muito criticos. </p>
<p>Pessoalmente, sou de opinião que se devem evitar determinados assuntos dentro da sala de aula, mas não pelas mesmas razões que me são aqui apresentadas. </p>
<p>Irrita-me, sobretudo, este aproveitamento do tema para fazer a apologia dos bons e dos maus. O professor/lobo-mau e o aluno/capuchinho-vermelho. Ao ler este artigo no DN, confundi-o com uma quase fábula. Só não existiam os animaizinhos. Depois, percebi a minha confusão. Os animaizinhos eram os professores e as vítimas de seres tão pérfidos e retorcidos eram os alunos e, já agora, o Ministério da Educação e, como diria o pândego Alberto João Jardim, a Srª Rodrigues que o tutela.</p>
<p>Sem pôr em causa a veracidade dos factos descritos por FC, confesso que também fiquei perplexa com o que li, de repente senti-me transportada para outro mundo, é que já nem nós quando éramos estudantes nos comportávamos com toda essa candura e inocência&#8230;mas isso deve ser só impressâo minha que lido com os  todos os dias e com isto não estou a dizer que eles são maus, estou só a dizer que são difrentes e têm um tipo de comportamento e postura diferentes. </p>
<p>É verdade, sim senhora, há bons miúdos e há maus miúdos; há bons professores e há maus professores; há bons médicos e bons médicos. E depois há os cinzentos&#8230; </p>
<p>Já agora, quanto a &#8220;ouvirmos o que os miúdos têm para nos dizer&#8221;, não fazemos nós outra coisa e ai de muita gente se dessemos ouvidos a tudo o que têm para dizer&#8230;Sabe, os miúdos nestas idades costumam radicalizar muito mais do que os adultos. Creio que para bom entendedor meia palavra basta</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39892</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 18:29:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39892</guid>
		<description>josé manuel faria, suponho que toda a gente percebe do que falo. eu andei no liceu, como quase toda a gente. e para mim como para quase toda a gente escola secundária é igual a liceu. como escola primária é igual a ensino básico. 

uma das coisas que mais me fascina no argumentário bloguistico e dos comentadores em geral é a facilidade com que se acusam as pessoas de mentir sobre factos quando os factos nao agradam. num notório blogue de professores, onde de resto impera a fineza, o bom gosto e a elevação, fui acusada de ter &#039;inventado&#039; esta história. vejo que aqui vieram desaguar alguns desses finórios. parece haver algo que lhes escapa (além da realidade): é tão inaceitável uma professora ocupar o tempo de aulas a criticar a ministra como a elogiá-la. as aulas de português ou francês ou matemática não devem servir para ventilar as opiniões dos profs sobre a política da educação ou outra -- digo eu. isso nada tem a ver com liberdade de expressão, mas com básica deontologia. mas não posso surpreender-me que haja tanta gente, como o al e afins e até professores, que em vez de aproveitarem este relato dos miúdos para reflectirem sobre o que eles dizem, acham melhor chamar-me &#039;inventora&#039;. no tal blogue de professores, em 80 e tal comentários, nao vi um único a admitir uma coisa básica  -- os professores não podem usar a sua posição de autoridade para fazer comícios, seja em que direcção for. é muito esclarecedor. e assustador, devo dizer.

naturalmente, sei exactamente qual a turma e a escola destes miúdos. não foi por acaso e certamente não foi porque não existem que não os identifiquei e que não coloquei no texto o nome da terra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>josé manuel faria, suponho que toda a gente percebe do que falo. eu andei no liceu, como quase toda a gente. e para mim como para quase toda a gente escola secundária é igual a liceu. como escola primária é igual a ensino básico. </p>
<p>uma das coisas que mais me fascina no argumentário bloguistico e dos comentadores em geral é a facilidade com que se acusam as pessoas de mentir sobre factos quando os factos nao agradam. num notório blogue de professores, onde de resto impera a fineza, o bom gosto e a elevação, fui acusada de ter &#8216;inventado&#8217; esta história. vejo que aqui vieram desaguar alguns desses finórios. parece haver algo que lhes escapa (além da realidade): é tão inaceitável uma professora ocupar o tempo de aulas a criticar a ministra como a elogiá-la. as aulas de português ou francês ou matemática não devem servir para ventilar as opiniões dos profs sobre a política da educação ou outra &#8212; digo eu. isso nada tem a ver com liberdade de expressão, mas com básica deontologia. mas não posso surpreender-me que haja tanta gente, como o al e afins e até professores, que em vez de aproveitarem este relato dos miúdos para reflectirem sobre o que eles dizem, acham melhor chamar-me &#8216;inventora&#8217;. no tal blogue de professores, em 80 e tal comentários, nao vi um único a admitir uma coisa básica  &#8212; os professores não podem usar a sua posição de autoridade para fazer comícios, seja em que direcção for. é muito esclarecedor. e assustador, devo dizer.</p>
<p>naturalmente, sei exactamente qual a turma e a escola destes miúdos. não foi por acaso e certamente não foi porque não existem que não os identifiquei e que não coloquei no texto o nome da terra.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Pestana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39888</link>
		<dc:creator>João Pestana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 18:05:50 +0000</pubDate>
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		<description>Para escrever um texto contra os professores e apoio apoio à ministra escusava de contar uma história do Shangrilá. 

É por estas e por outras ...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para escrever um texto contra os professores e apoio apoio à ministra escusava de contar uma história do Shangrilá. </p>
<p>É por estas e por outras &#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: josé manuel faria</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39883</link>
		<dc:creator>josé manuel faria</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:55:21 +0000</pubDate>
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		<description>Já não há Liceus!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já não há Liceus!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39875</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:28:35 +0000</pubDate>
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		<description>Há realmente professores maus. Sempre houve. Mas não são a maioria.
Da mesma forma que até pode haver professores que não querem ser avaliados. Mas são muito poucos. Os bons professores exigem ser avalaliados.
Ora, a mensagem que o Ministério passa é precisamente a contrária. Que os professores não querem ser avaliados (repare-se na generalização) e que só querem é manter os privilégios que tinham antes.
Como se não tivessem sido o próprio Ministério a fazer as leis pelas quais os professores se regiam até hoje..</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há realmente professores maus. Sempre houve. Mas não são a maioria.<br />
Da mesma forma que até pode haver professores que não querem ser avaliados. Mas são muito poucos. Os bons professores exigem ser avalaliados.<br />
Ora, a mensagem que o Ministério passa é precisamente a contrária. Que os professores não querem ser avaliados (repare-se na generalização) e que só querem é manter os privilégios que tinham antes.<br />
Como se não tivessem sido o próprio Ministério a fazer as leis pelas quais os professores se regiam até hoje..</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39873</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:22:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39873</guid>
		<description>Há algumas histórias piedosas boas. Há algumas piedosas e com o seu quê de patéticas que têm o seu quê. Esta não. Mas é exemplar do seu didactismo de catecismo: «Sabem perfeitamente que está errado uma professora ocupar tempo de aulas a ventilar as suas objecções à política da educação» É errado! É muiiiito errado! Será pecado, deste novos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas histórias piedosas boas. Há algumas piedosas e com o seu quê de patéticas que têm o seu quê. Esta não. Mas é exemplar do seu didactismo de catecismo: «Sabem perfeitamente que está errado uma professora ocupar tempo de aulas a ventilar as suas objecções à política da educação» É errado! É muiiiito errado! Será pecado, deste novos?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/27/o-sotora-entao/comment-page-1/#comment-39870</link>
		<dc:creator>Rui</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:13:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2860#comment-39870</guid>
		<description>Durante um teste, o professor avisa o aluno que ele está a responder mal a uma pergunta. Mais tarde, quando recebe uma nota insatisfatória por esse teste, o aluno explica em casa que foi o professor que não o deixou fazer o teste sossegadamente, que ele andava sempre a interrompê-lo.
Claro, são miúdos. São apaixonados, entusiastas... mas nem sempre muito fiéis à verdade.
Como os adultos... embora estes com muito menos inocência...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Durante um teste, o professor avisa o aluno que ele está a responder mal a uma pergunta. Mais tarde, quando recebe uma nota insatisfatória por esse teste, o aluno explica em casa que foi o professor que não o deixou fazer o teste sossegadamente, que ele andava sempre a interrompê-lo.<br />
Claro, são miúdos. São apaixonados, entusiastas&#8230; mas nem sempre muito fiéis à verdade.<br />
Como os adultos&#8230; embora estes com muito menos inocência&#8230;</p>
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