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	<title>Comentários em: lembrem-se como foi</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: No tempo do Salazar é que era??? &#171; Génio Louro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-42236</link>
		<dc:creator>No tempo do Salazar é que era??? &#171; Génio Louro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 19:56:58 +0000</pubDate>
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		<description>[...] bem diz a Fernanda Câncio neste post!  Explore posts in the same categories: [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] bem diz a Fernanda Câncio neste post!  Explore posts in the same categories: [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-40194</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 16:10:09 +0000</pubDate>
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		<description>excelente texto saloio fizeste-me viajar no tempo :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>excelente texto saloio fizeste-me viajar no tempo <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Saloio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-40064</link>
		<dc:creator>Saloio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 21:23:56 +0000</pubDate>
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		<description>Estimada Dra. Fernanda Câncio: acabo de chegar de fora e leio este seu post...e fico com um sorriso triste na cara. Muita desta gente não sabe do que fala, ou ainda está ressabiada de alguns percalços há 30 anos.

Por isso, vou abusar da sua paciência e vou voltar a falar de mim.

Em minha casa vivia-se bem. O meu pai era &quot;doutor&quot; - e ser doutor há 50 anos era como ser barão ou conde na antiguidade. Vivíamos numa vivenda em Lisboa e tínhamos duas empregadas domésticas - apelidadas de &quot;criadas&quot;, vindas da zona de Viseu por 300 escudos por mês, e cujos pais ainda deram à minha mãe uns chouriços e queijos pelo &quot;grande favor&quot; que lhes estávamos a fazer.

Como a vida social era muito injusta, era aos meus pais que ofereciam ovos, galinhas e outros presentes, ou nada pediam por pôr uns protectores nos sapatos - em vez de fazeram tais ofertas e borlas a quem realmente precisava.

Contudo, só um cego é que não percebia que Portugal era uma coisa esquecida, dominado pelo medo e pelo obscurantismo. Os filmes não vinham para cá e aos livros mais especiais só tinha acesso quem tinha dinheiro e um amigalhaço em Paris ou Londres.

O pauperrismo das populações, aliado à sua completa ignorância e a um temor canino por tudo o que era padre e polícia, fazia do país real um povo ainda agricultor de enxada e de trabalhar de sol-a-sol. E não se diga que era só no Alentejo - lá para Trás-os -Montes também havia muita fome. Faltava a electricidade, a água canalizada, e na zona rural poucos tinham casa de banho.

Nas zonas urbanas (como eu), o sonho de qq rapaz era tirar o 5º ano do liceu (antigo 2º Ciclo): com este &quot;canudo&quot;, já iamos para Furriel na tropa, com possibilidades de ir a oficial, e se não deixássemos o canastro em África, no regresso podíamos arranjar emprego num banco ou numa companhia de seguros, e vir a comprar um apartamento de 2 assoalhadas na Reboleira (&quot;Pois...pois...J. Pimanta, Lda.&quot; - dizia o anúncio em 1973, apregoando o referido apartamento por 190.000$00). Com um emprego num banco, já não comprávamos um Fiat 600 ou um Diane, mas sim um Fiat 128 ou mesmo um Toyota 1.200, ambos na casa dos 65.000$00).

E podíamos também casar com a Isabel, que andara connosco no D. Pedro V, pois o chato do pai dela não queria cá gajos apenas magalas e empregados de escritório.

Por isso, só quem não viveu naqueles tempos é que pode dizer que a coisa era boa. Se andávamos a jogar à bola na rua, vinha o chúi que nos roubava a bola e ainda ameaçava com o casse-tete. Se pisávamos a relva, podíamos ir presos - Portugal era o único país onde a relva não era para pisar, e onde o uso de um isqueiro obrigava a ter uma licença anual caríssima.

A televisão só tinha dois canais, qual deles o mais anémico. Era de bom tom não ver televisão - preferíamos o café e o bilhar. Só se via o Festival da Canção, para podermos atirar umas bocas contra aqueles de que não gostávamos. Sendo oriundo de um bairro da classe média, não gostávamos do &quot;parolos&quot; (Tonicha, Calvário, Artur Garcia), e apoiávamos os que vestiam calças à &quot;boca-de-sino&quot; e mini &quot;pulls&quot;, amarelos e azúis-bébé, como mandava o figurino de Londres e uma loja na baixa chamada &quot;Por-Fi-Ri-Os&quot;: Paulo de Carvalho, Tordo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Hugo Maia de Loureiro, ...

Os heróis dos estudantes do meu bairro eram dois poetas: José Carlos Ary dos Santos, e Alexandre O Neil. O primeiro com um vozeirão imponente e letrista de muito boas canções, o segundo com um sorriso cínico. Nos anos 70, no liceu, havia grupos &quot;especializados&quot; autónomos: os das motos (só falavam em cramalheiras, pinhões de ataque, cambotas de alumínio e pneus mandrake especiais,...); os das miúdas (sabiam a altura da saia de uma do 4º B, do que é que outra lia, de frases delas, de onde iam da parte da tarde,...); do futebol; dos aptins; etc. 

O meu grupo era o da música rock, que ia de Bob Dylan aos Gentlle Giant, passando pelo pelos Deep Purple, os Emerson Lake and Palmer e pelos Buchman Turner Overdrive. Já nessa altura olhávamos um pouco de lado para a malta que idolatrava os Doors...mas quando saiu a 2ª versão de &quot;Rayders on the Storn&quot;, a de 1966, aquela com o som forte da chuva a cair e o Morrison a cantar sem música, com voz de aguardente...todos baixámos a tola em sinal de respeito.

Antes do rock, dominava em Portugal o &quot;Yé-Yé&quot;, de origem francesa. Portugal até 1964 fora dominado pela cultura francesa. Dava-se françês logo no 1º ano do liceu. E os franceses eram a Sylvie Vartin (Si je chante , cest pou toi...), a Francoise Hardy (Tous les graçons et les filles de mon age), o Richard Antonhy (C ést ma fête, Donnes moi ma chance), e o Adamo (tombe la nege, vous permetez, Paola, une meche de tes cheveux). Nós, os do rock, não gostávamos do &quot;yé-yé&quot;, mas as miúdas gostavam - elas, de camisa branca, saia de xadrez escossês com um alfinete, meias até ao joelho e mocassans, se tivessem a franginha penteada, até pareciam a Sylvie na revista &quot;Salut les Copains&quot; e a malta, nos convívios do Charles Lepierre, abanava também com aquilo.

Foram os Beatles, a mini-saia (da Mary Quant), o Mini Coopers, o 007 e o estilo de vida londrino com Andy Warhol a divulgar a bandeira inglesa por tudo o que era sítio, que derrotaram a cultura francesa, os verbos com muitos tempos, o Flaubert e os escritores de 800 e a restante cangalhada clássica que cá ficara depois das invasões com Soul, Junot e Massena. Foram precisos quatro gadelhudos de Liverpool para correr em Portugal com 200 anos de exageros na retórica e nas boas-maneiras exageradas.

Bom, estou a dispersar-me: a verdade, é que até para os que viviam um pouco &quot;melhor&quot;, Portugal era um atraso. Só os filhos dos ricos podiam estudar nas universidades - os outros tinham de trabalhar para ajudar os velhos. A guerra fazia as sua vítimas físicas, e muito mais psicológicas. Os empregos não abundavam...e para se ser despedido bastava um dedo em riste a apontar a porta da rua. 

Daí a emigração - quer à procura de melhor vida, quer para fugir à tropa.

É verdade que havia mais respeito...por causa do medo da Pide e dos bufos que se moviam entre todos, nas fábricas, nos escritórios e nas escolas. Era uma profissão como outra, pois parece que se recebia bem por denunciar os outros - até havia comissão nas multas.

Acho que o país estava dividido em dois: os com mais de 35 anos que ainda idolatravam Salazar por esta ou aquela razão. E os com menos de 35 anos que não compreendiam o atavismo, a incultura, os tribunais plenários, a bufaria e a guerra.

Como diz o povo, o maior cego é o que não quer ver.

Digo eu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimada Dra. Fernanda Câncio: acabo de chegar de fora e leio este seu post&#8230;e fico com um sorriso triste na cara. Muita desta gente não sabe do que fala, ou ainda está ressabiada de alguns percalços há 30 anos.</p>
<p>Por isso, vou abusar da sua paciência e vou voltar a falar de mim.</p>
<p>Em minha casa vivia-se bem. O meu pai era &#8220;doutor&#8221; &#8211; e ser doutor há 50 anos era como ser barão ou conde na antiguidade. Vivíamos numa vivenda em Lisboa e tínhamos duas empregadas domésticas &#8211; apelidadas de &#8220;criadas&#8221;, vindas da zona de Viseu por 300 escudos por mês, e cujos pais ainda deram à minha mãe uns chouriços e queijos pelo &#8220;grande favor&#8221; que lhes estávamos a fazer.</p>
<p>Como a vida social era muito injusta, era aos meus pais que ofereciam ovos, galinhas e outros presentes, ou nada pediam por pôr uns protectores nos sapatos &#8211; em vez de fazeram tais ofertas e borlas a quem realmente precisava.</p>
<p>Contudo, só um cego é que não percebia que Portugal era uma coisa esquecida, dominado pelo medo e pelo obscurantismo. Os filmes não vinham para cá e aos livros mais especiais só tinha acesso quem tinha dinheiro e um amigalhaço em Paris ou Londres.</p>
<p>O pauperrismo das populações, aliado à sua completa ignorância e a um temor canino por tudo o que era padre e polícia, fazia do país real um povo ainda agricultor de enxada e de trabalhar de sol-a-sol. E não se diga que era só no Alentejo &#8211; lá para Trás-os -Montes também havia muita fome. Faltava a electricidade, a água canalizada, e na zona rural poucos tinham casa de banho.</p>
<p>Nas zonas urbanas (como eu), o sonho de qq rapaz era tirar o 5º ano do liceu (antigo 2º Ciclo): com este &#8220;canudo&#8221;, já iamos para Furriel na tropa, com possibilidades de ir a oficial, e se não deixássemos o canastro em África, no regresso podíamos arranjar emprego num banco ou numa companhia de seguros, e vir a comprar um apartamento de 2 assoalhadas na Reboleira (&#8220;Pois&#8230;pois&#8230;J. Pimanta, Lda.&#8221; &#8211; dizia o anúncio em 1973, apregoando o referido apartamento por 190.000$00). Com um emprego num banco, já não comprávamos um Fiat 600 ou um Diane, mas sim um Fiat 128 ou mesmo um Toyota 1.200, ambos na casa dos 65.000$00).</p>
<p>E podíamos também casar com a Isabel, que andara connosco no D. Pedro V, pois o chato do pai dela não queria cá gajos apenas magalas e empregados de escritório.</p>
<p>Por isso, só quem não viveu naqueles tempos é que pode dizer que a coisa era boa. Se andávamos a jogar à bola na rua, vinha o chúi que nos roubava a bola e ainda ameaçava com o casse-tete. Se pisávamos a relva, podíamos ir presos &#8211; Portugal era o único país onde a relva não era para pisar, e onde o uso de um isqueiro obrigava a ter uma licença anual caríssima.</p>
<p>A televisão só tinha dois canais, qual deles o mais anémico. Era de bom tom não ver televisão &#8211; preferíamos o café e o bilhar. Só se via o Festival da Canção, para podermos atirar umas bocas contra aqueles de que não gostávamos. Sendo oriundo de um bairro da classe média, não gostávamos do &#8220;parolos&#8221; (Tonicha, Calvário, Artur Garcia), e apoiávamos os que vestiam calças à &#8220;boca-de-sino&#8221; e mini &#8220;pulls&#8221;, amarelos e azúis-bébé, como mandava o figurino de Londres e uma loja na baixa chamada &#8220;Por-Fi-Ri-Os&#8221;: Paulo de Carvalho, Tordo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Hugo Maia de Loureiro, &#8230;</p>
<p>Os heróis dos estudantes do meu bairro eram dois poetas: José Carlos Ary dos Santos, e Alexandre O Neil. O primeiro com um vozeirão imponente e letrista de muito boas canções, o segundo com um sorriso cínico. Nos anos 70, no liceu, havia grupos &#8220;especializados&#8221; autónomos: os das motos (só falavam em cramalheiras, pinhões de ataque, cambotas de alumínio e pneus mandrake especiais,&#8230;); os das miúdas (sabiam a altura da saia de uma do 4º B, do que é que outra lia, de frases delas, de onde iam da parte da tarde,&#8230;); do futebol; dos aptins; etc. </p>
<p>O meu grupo era o da música rock, que ia de Bob Dylan aos Gentlle Giant, passando pelo pelos Deep Purple, os Emerson Lake and Palmer e pelos Buchman Turner Overdrive. Já nessa altura olhávamos um pouco de lado para a malta que idolatrava os Doors&#8230;mas quando saiu a 2ª versão de &#8220;Rayders on the Storn&#8221;, a de 1966, aquela com o som forte da chuva a cair e o Morrison a cantar sem música, com voz de aguardente&#8230;todos baixámos a tola em sinal de respeito.</p>
<p>Antes do rock, dominava em Portugal o &#8220;Yé-Yé&#8221;, de origem francesa. Portugal até 1964 fora dominado pela cultura francesa. Dava-se françês logo no 1º ano do liceu. E os franceses eram a Sylvie Vartin (Si je chante , cest pou toi&#8230;), a Francoise Hardy (Tous les graçons et les filles de mon age), o Richard Antonhy (C ést ma fête, Donnes moi ma chance), e o Adamo (tombe la nege, vous permetez, Paola, une meche de tes cheveux). Nós, os do rock, não gostávamos do &#8220;yé-yé&#8221;, mas as miúdas gostavam &#8211; elas, de camisa branca, saia de xadrez escossês com um alfinete, meias até ao joelho e mocassans, se tivessem a franginha penteada, até pareciam a Sylvie na revista &#8220;Salut les Copains&#8221; e a malta, nos convívios do Charles Lepierre, abanava também com aquilo.</p>
<p>Foram os Beatles, a mini-saia (da Mary Quant), o Mini Coopers, o 007 e o estilo de vida londrino com Andy Warhol a divulgar a bandeira inglesa por tudo o que era sítio, que derrotaram a cultura francesa, os verbos com muitos tempos, o Flaubert e os escritores de 800 e a restante cangalhada clássica que cá ficara depois das invasões com Soul, Junot e Massena. Foram precisos quatro gadelhudos de Liverpool para correr em Portugal com 200 anos de exageros na retórica e nas boas-maneiras exageradas.</p>
<p>Bom, estou a dispersar-me: a verdade, é que até para os que viviam um pouco &#8220;melhor&#8221;, Portugal era um atraso. Só os filhos dos ricos podiam estudar nas universidades &#8211; os outros tinham de trabalhar para ajudar os velhos. A guerra fazia as sua vítimas físicas, e muito mais psicológicas. Os empregos não abundavam&#8230;e para se ser despedido bastava um dedo em riste a apontar a porta da rua. </p>
<p>Daí a emigração &#8211; quer à procura de melhor vida, quer para fugir à tropa.</p>
<p>É verdade que havia mais respeito&#8230;por causa do medo da Pide e dos bufos que se moviam entre todos, nas fábricas, nos escritórios e nas escolas. Era uma profissão como outra, pois parece que se recebia bem por denunciar os outros &#8211; até havia comissão nas multas.</p>
<p>Acho que o país estava dividido em dois: os com mais de 35 anos que ainda idolatravam Salazar por esta ou aquela razão. E os com menos de 35 anos que não compreendiam o atavismo, a incultura, os tribunais plenários, a bufaria e a guerra.</p>
<p>Como diz o povo, o maior cego é o que não quer ver.</p>
<p>Digo eu&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-40002</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 12:39:12 +0000</pubDate>
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		<description>Bluesmile, ora aí está: mas o salazarismo era o responsável pela emigração? E as centenas de milhares que saíram antes(era para o Brasil, então) e as dezenas de milhares que síram depois ( e a emigração actual?).
E a emigração irlandesa, sueca, italiana dos inícios do século XX, são do salazarismo? Nunca pensou que os europeus emigraram aos milhões, até de países que eram democracias? 
O 25 de Abril serviu para os militares entregarem nos devolver o  poder que nos tinham tirado no 28 de Maio. Isso já foi muito bom.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bluesmile, ora aí está: mas o salazarismo era o responsável pela emigração? E as centenas de milhares que saíram antes(era para o Brasil, então) e as dezenas de milhares que síram depois ( e a emigração actual?).<br />
E a emigração irlandesa, sueca, italiana dos inícios do século XX, são do salazarismo? Nunca pensou que os europeus emigraram aos milhões, até de países que eram democracias?<br />
O 25 de Abril serviu para os militares entregarem nos devolver o  poder que nos tinham tirado no 28 de Maio. Isso já foi muito bom.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bluesmile</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39962</link>
		<dc:creator>Bluesmile</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 07:07:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39962</guid>
		<description>Penso que grande parte do &quot;saudisoismo salazarento&quot; resulta da mais pura ignorãncia sobre a história recente de Portugal. Não sei o que mais me espante, se esta ignorãncia crassa, se o aproveitamento desta falta de conhecimnto por parte de &quot;ideólogos&quot; da extrema direita pretensamente intelectuais.
Para os saudosistas salazarentos deixo uma dica - a exposição no CCB sobre a emigração portuguesa dos anos 60 em França.
O retrato das condições  de vida de um povo ,  tão execráveis que as &quot;bidonvilles&quot; eram uma melhoria. Ou outro dado tão objectivo como os &quot;indices económicos&quot; a evolução das estatísticas da mortalidade infantil em Portugal nas décads 50, 60, 70 e 80.
Só por isto ter mudade isto, valeu a pena Abril.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que grande parte do &#8220;saudisoismo salazarento&#8221; resulta da mais pura ignorãncia sobre a história recente de Portugal. Não sei o que mais me espante, se esta ignorãncia crassa, se o aproveitamento desta falta de conhecimnto por parte de &#8220;ideólogos&#8221; da extrema direita pretensamente intelectuais.<br />
Para os saudosistas salazarentos deixo uma dica &#8211; a exposição no CCB sobre a emigração portuguesa dos anos 60 em França.<br />
O retrato das condições  de vida de um povo ,  tão execráveis que as &#8220;bidonvilles&#8221; eram uma melhoria. Ou outro dado tão objectivo como os &#8220;indices económicos&#8221; a evolução das estatísticas da mortalidade infantil em Portugal nas décads 50, 60, 70 e 80.<br />
Só por isto ter mudade isto, valeu a pena Abril.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39959</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 06:14:24 +0000</pubDate>
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		<description>não te preocupes Fernanda.

estava só a brincar

eu até acredito que sei fazer a coisa (o bacalhau puffie)

mas obrigado pela ref do pantagruel

nome esquisito

mas dei uma olhada e gostei..

simples, directo, sound, solid...

vou comprar esta preciosidade :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não te preocupes Fernanda.</p>
<p>estava só a brincar</p>
<p>eu até acredito que sei fazer a coisa (o bacalhau puffie)</p>
<p>mas obrigado pela ref do pantagruel</p>
<p>nome esquisito</p>
<p>mas dei uma olhada e gostei..</p>
<p>simples, directo, sound, solid&#8230;</p>
<p>vou comprar esta preciosidade <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39946</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 01:37:17 +0000</pubDate>
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		<description>caramba, ezequiel. eu tenho um pantagruel. mas a esta hora não tenho paciência para procurar a receita. amanhã vou tentar, ok?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caramba, ezequiel. eu tenho um pantagruel. mas a esta hora não tenho paciência para procurar a receita. amanhã vou tentar, ok?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39914</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:00:31 +0000</pubDate>
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		<description>Só uma pergunta: há por aqui alguém que saiba fazer  soufflé de bacalhau??? 

eu perdi a merda da receita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma pergunta: há por aqui alguém que saiba fazer  soufflé de bacalhau??? </p>
<p>eu perdi a merda da receita.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39901</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 19:48:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39901</guid>
		<description>A leitura da lendas de santos da D. Fernanda tinha-me deixado melancólico mas tive de me rir com as indignações de «cinda». 
Essas autorizações que julga serem do Estado Novo português eram o normal na época por toda a Europa continental. Em França essa autorizações manteve-se até aos anos 50. Aqui o Código era de 1867 - um Código moderno e bom, para a altura - e foi revisto e alterado em 1967. E sabia que as mulheres votavam em Portugal há muito e sob o Salazar ao contrário das suiças, que só muito mais tarde começaram a ter direito de voto em toda a Suiça? 
Faça um exercício:  olhe para tudo aquilo com que convive e pergunte-se: disto tudo que eu acho normal  hoje, o que é que os meus netos julgarão intolerável? Porque haverá coisas que sim, que eles se perguntarão como pudemos viver com elas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A leitura da lendas de santos da D. Fernanda tinha-me deixado melancólico mas tive de me rir com as indignações de «cinda».<br />
Essas autorizações que julga serem do Estado Novo português eram o normal na época por toda a Europa continental. Em França essa autorizações manteve-se até aos anos 50. Aqui o Código era de 1867 &#8211; um Código moderno e bom, para a altura &#8211; e foi revisto e alterado em 1967. E sabia que as mulheres votavam em Portugal há muito e sob o Salazar ao contrário das suiças, que só muito mais tarde começaram a ter direito de voto em toda a Suiça?<br />
Faça um exercício:  olhe para tudo aquilo com que convive e pergunte-se: disto tudo que eu acho normal  hoje, o que é que os meus netos julgarão intolerável? Porque haverá coisas que sim, que eles se perguntarão como pudemos viver com elas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39874</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:23:12 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Fernanda,
Vejo que escolheu uma forma inteligente para me mandar à merda. Antes isso do que as ironias que lhe são tão usuais ou do que estar constantemente a mostrar-me a sua superioridade, chamando-me burro e ignorante.
Não elogiei o Vasco Gonçalves. Só disse que foi o único Primeiro-Ministro de Esquerda.
Quando disse que concordava consigo em quase tudo, não me referia, como é óbvio, a esta nossa troca de palavras. Referia-me aos seus artigos. E aos seus «posts». 
Como este. Também a mim me enerva quando alguém diz que no tempo do Salazar é que era bom.Isso, no fim de contas, é o que interessa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda,<br />
Vejo que escolheu uma forma inteligente para me mandar à merda. Antes isso do que as ironias que lhe são tão usuais ou do que estar constantemente a mostrar-me a sua superioridade, chamando-me burro e ignorante.<br />
Não elogiei o Vasco Gonçalves. Só disse que foi o único Primeiro-Ministro de Esquerda.<br />
Quando disse que concordava consigo em quase tudo, não me referia, como é óbvio, a esta nossa troca de palavras. Referia-me aos seus artigos. E aos seus «posts».<br />
Como este. Também a mim me enerva quando alguém diz que no tempo do Salazar é que era bom.Isso, no fim de contas, é o que interessa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge Vassalo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39872</link>
		<dc:creator>Jorge Vassalo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:21:37 +0000</pubDate>
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		<description>Fernanda, estava só a brincar um bocado - acho que se percebia.

Mas pronto, no more humor here.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda, estava só a brincar um bocado &#8211; acho que se percebia.</p>
<p>Mas pronto, no more humor here.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinda</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39863</link>
		<dc:creator>cinda</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 16:44:14 +0000</pubDate>
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		<description>A esses senhores que tanto defendem o tempo anterior ao 25 de Abril adorava colocá-los numa máquina do tempo e obrigá-los a permanecerem nas decadas de 50 e 60 uns tempos...na condição de pertencerem ao comum dos mortais e não a uma élite endinheirada...
Quanto ao fraco crescimento económico,nesse estágiozinho iriam ver....
 o 25 de Abril deveria ser consensual por todas as razões e mais alguma... O Al gostaria de viver num tempo em que a Mulher precisava de autorização para tudo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A esses senhores que tanto defendem o tempo anterior ao 25 de Abril adorava colocá-los numa máquina do tempo e obrigá-los a permanecerem nas decadas de 50 e 60 uns tempos&#8230;na condição de pertencerem ao comum dos mortais e não a uma élite endinheirada&#8230;<br />
Quanto ao fraco crescimento económico,nesse estágiozinho iriam ver&#8230;.<br />
 o 25 de Abril deveria ser consensual por todas as razões e mais alguma&#8230; O Al gostaria de viver num tempo em que a Mulher precisava de autorização para tudo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39862</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 16:43:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39862</guid>
		<description>ricardo, não preciso do seu telemóvel nem do seu número de contribuinte para nada -- por isso os apaguei do seu comentário, em mais um pavoroso acto de censura. mas, volto a dizê-lo, o facto de não ter receio de os colocar num comentário em que elenca aquilo que crê serem os tiques fascistas do governo demonstra bem o quão longe sabe estar de uma ditadura.

depois, ricardo, e sem paciência para lhe explicar que pôr processos em tribunal -- e perdê-los -- ou instaurar processos disciplinares -- e arquivá-los -- não é típico das ditaduras, nem para lhe lembrar (se alguma vez soube) que a lei que regula o direito de reunião e manifestação e que as proíbe se faltarem &#039;ao respeito devido às forças armadas e aos órgãos de soberania&#039; foi aprovada pelo seu querido vasco gonçalves (cujos consulados sucessivos foram, de resto, um verdadeiro exemplo de democracia) e já deveria ter sido alterada há muito, até porque é inconstitucional, e que as tolices da polícia não são todas imputáveis ao governo, embora ele seja por elas responsável e deva corrigi-las (o que nem sempre sucedeu como deveria ter sucedido nos casos q refere e noutros que não refere e que eu já referi noutras ocasiões), e que falar de &#039;santanices bolorentas&#039; não é decerto difamação nem sequer insulto, como mandar à outra parte proto-fascistas tb não é (o ricardo não sabe a diferença entre difamação e insulto e simples excesso de linguagem, mas eu explico: difamação é dizer que o ricardo subornou alguém para fazer a sua licenciatura sem ter quaisquer provas disso; insulto é dizer que o ricardo é um mentiroso (se o ricardo não for um mentiroso -- porque se for passa a ser verdade) e excesso de linguagem é mandar o ricardo à merda), quero-lhe garantir que se julga estar de acordo com quase tudo o que escrevo decerto não me tenho feito entender como deveria. porque não estamos de acordo, como é óbvio, em praticamente nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ricardo, não preciso do seu telemóvel nem do seu número de contribuinte para nada &#8212; por isso os apaguei do seu comentário, em mais um pavoroso acto de censura. mas, volto a dizê-lo, o facto de não ter receio de os colocar num comentário em que elenca aquilo que crê serem os tiques fascistas do governo demonstra bem o quão longe sabe estar de uma ditadura.</p>
<p>depois, ricardo, e sem paciência para lhe explicar que pôr processos em tribunal &#8212; e perdê-los &#8212; ou instaurar processos disciplinares &#8212; e arquivá-los &#8212; não é típico das ditaduras, nem para lhe lembrar (se alguma vez soube) que a lei que regula o direito de reunião e manifestação e que as proíbe se faltarem &#8216;ao respeito devido às forças armadas e aos órgãos de soberania&#8217; foi aprovada pelo seu querido vasco gonçalves (cujos consulados sucessivos foram, de resto, um verdadeiro exemplo de democracia) e já deveria ter sido alterada há muito, até porque é inconstitucional, e que as tolices da polícia não são todas imputáveis ao governo, embora ele seja por elas responsável e deva corrigi-las (o que nem sempre sucedeu como deveria ter sucedido nos casos q refere e noutros que não refere e que eu já referi noutras ocasiões), e que falar de &#8217;santanices bolorentas&#8217; não é decerto difamação nem sequer insulto, como mandar à outra parte proto-fascistas tb não é (o ricardo não sabe a diferença entre difamação e insulto e simples excesso de linguagem, mas eu explico: difamação é dizer que o ricardo subornou alguém para fazer a sua licenciatura sem ter quaisquer provas disso; insulto é dizer que o ricardo é um mentiroso (se o ricardo não for um mentiroso &#8212; porque se for passa a ser verdade) e excesso de linguagem é mandar o ricardo à merda), quero-lhe garantir que se julga estar de acordo com quase tudo o que escrevo decerto não me tenho feito entender como deveria. porque não estamos de acordo, como é óbvio, em praticamente nada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39857</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 16:01:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39857</guid>
		<description>Caro Ricardo dos Santos Pinto, descobriu agora que o mundo não é perfeito e que afinal o pai natal não existe. :D</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ricardo dos Santos Pinto, descobriu agora que o mundo não é perfeito e que afinal o pai natal não existe. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39854</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 15:46:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39854</guid>
		<description>Caras Fernanda e Alexandra,
Começo por pedir desculpa por esta mensagem aparecer várias vezes, mas o meu computador é meio esquisito e, sem eu fazer nada, submete a mensagem. Peço-lhe que apague as anteriores.
Agradeço a sua resposta e, desta vez, aceito-a por inteiro. Ironias é que não me parecem nada correctas.
Como é óbvio, e como já referi, sei a diferença entre ditadura e democracia. Sei bem que o actual Primeiro-Ministro não é fascista, até foi eleito democraticamente. Mas continuo a dizer que só não é fascista na verdadeira acepção do termo, porque tiques autoritários e ditatoriais não lhe faltam. É apenas a minha opinião, claro!
Veja até que até alguns historiadores dizem que o regime salazarista não era verdadeiramente fascista como o italiano. Para mim, claro que era!
Quanto à questão da censura, há-de reparar que fiz uma pergunta. Não disse que era censura. Compreendo a sua resposta e aceito.
Mais uma vez, é uma questão de palavras. É óbvio que o senhor Primeiro-Ministro não pagou um tostão que fosse para obter a licenciatura, e também acredito que não tenha pedido um único favor. 
Mas será que precisaria, depois das manifestações de amizade entre ele e o reitor? Depois de enviar por correio e com cartão da Secretaria de Estado, com amizade, um trabalho de Inglês Técnico que acabou por valer 15 valores? Depois de fazer 5 cadeiras, sendo que 4 foram dadas pelo mesmo professor? Depois de obter a certidão de licenciatura a um Domingo, por sinal numa data diferente daquela que entregou na Câmara Municipal da Covilhã?
Refiro apenas factos. Nada que, de resto, António Balbino Caldeira não tenha referido no seu blogue «Do Portugal Profundo», o que lhe valeu, como sabe, um processo em tribunal. 
Quanto ao facto de não ser responsabilizável, não tenho culpa de não ser famoso. Mas não me escondo atrás de «nicks» como tantos outros. Ricardo Santos Pinto é o nome com que assino sempre que escrevo alguma coisa. Já agora, Ricardo Nuno dos Santos Ferreira Pinto (vá ao Google que está lá o meu nome, nome completo ou Ricardo Santos Pinto).
O mais curioso de tudo é que concordo com quase tudo o que escreve. Mas reparo que só eu é que insulto. 
As «santanices bolorentas” que perpetuam as “más memórias” da longa noite fascista» ou «Que se f*da esta corja protofascista» ou «Vão-se todos f*der, a sério», por mais que concorde com todas estas frases, não são insultos.
No fim de contas, o que resta de tudo isto? A minha opinião sobre a «qualidade da nossa democracia», parafraseando um outro «post» seu. Aliás, era este o ponto principal, mas nem sequer comentou o que escrevi, preferiu as ironias.
Vou ser politicamente correcto. Não direi, agora, que são exemplos de fascismo. São, digamos assim, exemplos de momentos em que a democracia funcionou menos bem.
«Funcionários públicos que são suspensos e processados por, numa conversa privada, chamarem filho da puta ao Primeiro-Ministro; manifestantes que chamam mentiroso ao Primeiro-Ministro e que, por isso, são identificados pela Polícia; Polícias que visitam os Sindicatos em vésperas de manifestações; Polícias que visitam escolas e exigem saber quem é que vai fazer greve; listas daqueles que fazem greve enviadas para o Ministério das Finanças; médicas demitidas por afixarem na parede frases do próprio Ministro.
E «bloguers» colocados em tribunal por publicarem notícias sobre a licenciatura do Primeiro-Ministro; e leis que proíbem os militares na reserva de darem as suas opiniões; e organismos como a Associação de Professores de Matemática, afastadas por não concordarem com a política educativa da Ministra; e uma televisão pública com inenarráveis sessões de propaganda governamental, do género «Prós e Contras», onde os Sindicatos são simplesmente postos de parte; e reacções desabridas de Ministros contra Alvaro Cunhal por ser chamado de fascista; e comícios do Partido do Governo em resposta a manifestações de professores; e tantas outras atitudes do género nos ultimos três anos.» E, já agora, uma Secretária de Estado a dizer que se pode criticar o Governo em casa ou na esquina do café, mas não em público.
Claro que são apenas as minhas opiniões. Por ser muito de Esquerda, sou contra este Governo. Da mesma forma que fui contra todos os anteriores. Porque todos os outros, à excepção dos de Vasco Gonçalves, foram de Direita. Sou da opinião de que não houve um único Primeiro-Ministro em condições desde essa altura. Isso não invalida, claro, que o pior democrata seja melhor do que o melhor ditador. Mas também não invalida que pense ser indesejável um democrata, hoje em dia, pise os caminhos do autoritarismo.
São apenas as minhas opiniões. As opiniões de um anónimo que não interessa a ninguém. Deverei ser crucificado por isso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caras Fernanda e Alexandra,<br />
Começo por pedir desculpa por esta mensagem aparecer várias vezes, mas o meu computador é meio esquisito e, sem eu fazer nada, submete a mensagem. Peço-lhe que apague as anteriores.<br />
Agradeço a sua resposta e, desta vez, aceito-a por inteiro. Ironias é que não me parecem nada correctas.<br />
Como é óbvio, e como já referi, sei a diferença entre ditadura e democracia. Sei bem que o actual Primeiro-Ministro não é fascista, até foi eleito democraticamente. Mas continuo a dizer que só não é fascista na verdadeira acepção do termo, porque tiques autoritários e ditatoriais não lhe faltam. É apenas a minha opinião, claro!<br />
Veja até que até alguns historiadores dizem que o regime salazarista não era verdadeiramente fascista como o italiano. Para mim, claro que era!<br />
Quanto à questão da censura, há-de reparar que fiz uma pergunta. Não disse que era censura. Compreendo a sua resposta e aceito.<br />
Mais uma vez, é uma questão de palavras. É óbvio que o senhor Primeiro-Ministro não pagou um tostão que fosse para obter a licenciatura, e também acredito que não tenha pedido um único favor.<br />
Mas será que precisaria, depois das manifestações de amizade entre ele e o reitor? Depois de enviar por correio e com cartão da Secretaria de Estado, com amizade, um trabalho de Inglês Técnico que acabou por valer 15 valores? Depois de fazer 5 cadeiras, sendo que 4 foram dadas pelo mesmo professor? Depois de obter a certidão de licenciatura a um Domingo, por sinal numa data diferente daquela que entregou na Câmara Municipal da Covilhã?<br />
Refiro apenas factos. Nada que, de resto, António Balbino Caldeira não tenha referido no seu blogue «Do Portugal Profundo», o que lhe valeu, como sabe, um processo em tribunal.<br />
Quanto ao facto de não ser responsabilizável, não tenho culpa de não ser famoso. Mas não me escondo atrás de «nicks» como tantos outros. Ricardo Santos Pinto é o nome com que assino sempre que escrevo alguma coisa. Já agora, Ricardo Nuno dos Santos Ferreira Pinto (vá ao Google que está lá o meu nome, nome completo ou Ricardo Santos Pinto).<br />
O mais curioso de tudo é que concordo com quase tudo o que escreve. Mas reparo que só eu é que insulto.<br />
As «santanices bolorentas” que perpetuam as “más memórias” da longa noite fascista» ou «Que se f*da esta corja protofascista» ou «Vão-se todos f*der, a sério», por mais que concorde com todas estas frases, não são insultos.<br />
No fim de contas, o que resta de tudo isto? A minha opinião sobre a «qualidade da nossa democracia», parafraseando um outro «post» seu. Aliás, era este o ponto principal, mas nem sequer comentou o que escrevi, preferiu as ironias.<br />
Vou ser politicamente correcto. Não direi, agora, que são exemplos de fascismo. São, digamos assim, exemplos de momentos em que a democracia funcionou menos bem.<br />
«Funcionários públicos que são suspensos e processados por, numa conversa privada, chamarem filho da puta ao Primeiro-Ministro; manifestantes que chamam mentiroso ao Primeiro-Ministro e que, por isso, são identificados pela Polícia; Polícias que visitam os Sindicatos em vésperas de manifestações; Polícias que visitam escolas e exigem saber quem é que vai fazer greve; listas daqueles que fazem greve enviadas para o Ministério das Finanças; médicas demitidas por afixarem na parede frases do próprio Ministro.<br />
E «bloguers» colocados em tribunal por publicarem notícias sobre a licenciatura do Primeiro-Ministro; e leis que proíbem os militares na reserva de darem as suas opiniões; e organismos como a Associação de Professores de Matemática, afastadas por não concordarem com a política educativa da Ministra; e uma televisão pública com inenarráveis sessões de propaganda governamental, do género «Prós e Contras», onde os Sindicatos são simplesmente postos de parte; e reacções desabridas de Ministros contra Alvaro Cunhal por ser chamado de fascista; e comícios do Partido do Governo em resposta a manifestações de professores; e tantas outras atitudes do género nos ultimos três anos.» E, já agora, uma Secretária de Estado a dizer que se pode criticar o Governo em casa ou na esquina do café, mas não em público.<br />
Claro que são apenas as minhas opiniões. Por ser muito de Esquerda, sou contra este Governo. Da mesma forma que fui contra todos os anteriores. Porque todos os outros, à excepção dos de Vasco Gonçalves, foram de Direita. Sou da opinião de que não houve um único Primeiro-Ministro em condições desde essa altura. Isso não invalida, claro, que o pior democrata seja melhor do que o melhor ditador. Mas também não invalida que pense ser indesejável um democrata, hoje em dia, pise os caminhos do autoritarismo.<br />
São apenas as minhas opiniões. As opiniões de um anónimo que não interessa a ninguém. Deverei ser crucificado por isso?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39844</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 14:32:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39844</guid>
		<description>Cara Fernanda Câncio,
Gostei da resposta. Aceito-a por inteiro. Ironias é que não.
Quanto à censura, perguntei se seria. Não disse que era.
Quanto à substância da afirmação, m,antenho o q</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda Câncio,<br />
Gostei da resposta. Aceito-a por inteiro. Ironias é que não.<br />
Quanto à censura, perguntei se seria. Não disse que era.<br />
Quanto à substância da afirmação, m,antenho o q</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: alexandra tavares teles</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39839</link>
		<dc:creator>alexandra tavares teles</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 14:00:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39839</guid>
		<description>ricardo santos pinto, faça um favor a si próprio e não desperdice a liberdade em calúnias. (e se não são calúnias, prove, por favor)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ricardo santos pinto, faça um favor a si próprio e não desperdice a liberdade em calúnias. (e se não são calúnias, prove, por favor)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39832</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 13:22:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39832</guid>
		<description>ricardo santos pinto, é notório que não só não sabe o que é uma ditadura como tem dificuldades em lidar com a liberdade e a democracia. escreveu uma imputação difamatória num dos seus comentários. a alternativa era entre apagar todo o comentário e essa imputação. apaguei a imputação e deixei passar o resto do comentário. o ricardo queixa-se de censura -- evidentemente. o ricardo acha que a democracia e a liberdade é dizer o q lhe vem à cabeça sobre os outyros, independentemente de poder demonstrar o que imputa ou de ser passível de ser responsabilizado pela difamação. não demonstra nem é responsabilizável -- sei lá eu quem é o ricardo santos pinto. sucede que eu, que assino o post, sou a fernanda câncio e sou responsabilizável -- além de tentar ser responsável. percebe, ricardo? acho que não percebe, mas para dizer a verdade isso não me interessa rigorosamente nada. 

jorge vassalo, for christ sake.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ricardo santos pinto, é notório que não só não sabe o que é uma ditadura como tem dificuldades em lidar com a liberdade e a democracia. escreveu uma imputação difamatória num dos seus comentários. a alternativa era entre apagar todo o comentário e essa imputação. apaguei a imputação e deixei passar o resto do comentário. o ricardo queixa-se de censura &#8212; evidentemente. o ricardo acha que a democracia e a liberdade é dizer o q lhe vem à cabeça sobre os outyros, independentemente de poder demonstrar o que imputa ou de ser passível de ser responsabilizado pela difamação. não demonstra nem é responsabilizável &#8212; sei lá eu quem é o ricardo santos pinto. sucede que eu, que assino o post, sou a fernanda câncio e sou responsabilizável &#8212; além de tentar ser responsável. percebe, ricardo? acho que não percebe, mas para dizer a verdade isso não me interessa rigorosamente nada. </p>
<p>jorge vassalo, for christ sake.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Borges</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39830</link>
		<dc:creator>Ana Borges</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 12:33:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39830</guid>
		<description>Por amor da Santa! O 25 de Abril de 1974 não foi contra Salazar. Esse estava já morto e enterrado... O 25 de Abril foi uma manobra internacionalista para despojar Portugal das colónias e colocá-lo na União Europeia, como um &quot;bom aluno&quot;... Um plano anglo-saxónico que começou com o Ultimato Inglês e prosseguiu até 1910. Salazar e os anos negros são o produto dessas vontades. E hoje, depois das Lajes e da Guerrano Iraque que demos ao mundo, ainda andam a falar de Salazar para esconderem o culto do &quot;respitinho&quot; pelo líder regressou para nos dar mais anos negros de encobrimento e é por isso que toda a queixa contra o Presidente do Conselho será castigada... Sem esquecer a &quot;múmia&quot; que regressou a Belém...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por amor da Santa! O 25 de Abril de 1974 não foi contra Salazar. Esse estava já morto e enterrado&#8230; O 25 de Abril foi uma manobra internacionalista para despojar Portugal das colónias e colocá-lo na União Europeia, como um &#8220;bom aluno&#8221;&#8230; Um plano anglo-saxónico que começou com o Ultimato Inglês e prosseguiu até 1910. Salazar e os anos negros são o produto dessas vontades. E hoje, depois das Lajes e da Guerrano Iraque que demos ao mundo, ainda andam a falar de Salazar para esconderem o culto do &#8220;respitinho&#8221; pelo líder regressou para nos dar mais anos negros de encobrimento e é por isso que toda a queixa contra o Presidente do Conselho será castigada&#8230; Sem esquecer a &#8220;múmia&#8221; que regressou a Belém&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39816</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 09:14:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39816</guid>
		<description>Cara Fernanda Câncio,
Passando ao lado das ironias, que não lhe ficam nada bem (utiliza as ironias só porque não concorda comigo!), é capaz de me dizer que os exemplos que dei não são demonstrativos de uma política autoritária e anti-democrática? E é capaz de dizer que concorda com esse tipo de política?
Concedo que não seja fascismo no sentido literal do termo, até porque estamos na Comunidade Europeia e tal nunca seria possível, mas vontade não lhes falta. Há muitas formas de ser fascista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda Câncio,<br />
Passando ao lado das ironias, que não lhe ficam nada bem (utiliza as ironias só porque não concorda comigo!), é capaz de me dizer que os exemplos que dei não são demonstrativos de uma política autoritária e anti-democrática? E é capaz de dizer que concorda com esse tipo de política?<br />
Concedo que não seja fascismo no sentido literal do termo, até porque estamos na Comunidade Europeia e tal nunca seria possível, mas vontade não lhes falta. Há muitas formas de ser fascista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge Vassalo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39788</link>
		<dc:creator>Jorge Vassalo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 05:19:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39788</guid>
		<description>Oh Fernanda, os exemplos de Santos Pinto podem não ser fascismo, mas que demonstram as vontades controladoras e tudo-abarcantes de um governante que pouco gosta de ser contrariado, demonstram. 

Ou demonstravam porque sou capaz de apostar que o Mr Hyde agora e até 2009 vai andar Dr. Jeckyll.... hehe

Sorte do Sócrates só ter os comune, comune, bermelhoz para o contrariar.. e milhares de manifestantes, mas hey, o que é isso...

Tenho para mim que o Sócrates é como Bill Gates. O Vista corre mal? Manda-se um Service Pack, reduzem-se os preços dos pacotes e tá a andar.... até 2009.

Saúdinha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh Fernanda, os exemplos de Santos Pinto podem não ser fascismo, mas que demonstram as vontades controladoras e tudo-abarcantes de um governante que pouco gosta de ser contrariado, demonstram. </p>
<p>Ou demonstravam porque sou capaz de apostar que o Mr Hyde agora e até 2009 vai andar Dr. Jeckyll&#8230;. hehe</p>
<p>Sorte do Sócrates só ter os comune, comune, bermelhoz para o contrariar.. e milhares de manifestantes, mas hey, o que é isso&#8230;</p>
<p>Tenho para mim que o Sócrates é como Bill Gates. O Vista corre mal? Manda-se um Service Pack, reduzem-se os preços dos pacotes e tá a andar&#8230;. até 2009.</p>
<p>Saúdinha.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39783</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 02:10:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39783</guid>
		<description>Fred, é verdade que o IDH desceu em 2007. &quot;IDH (2007) 0,903 (29º) – elevado  - Esper. de vida 78.1 anos (39º)  - Mort. infantil 4.92/mil nasc. (195º) &quot; Porém não me parece que isso signifique que portugal não cresça em bom ritmo. Se olharmos para os dados desde 1990, verificamos que efectivamente cresce a bom ritmo. Continuamos com um IDH elevado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fred, é verdade que o IDH desceu em 2007. &#8220;IDH (2007) 0,903 (29º) – elevado  &#8211; Esper. de vida 78.1 anos (39º)  &#8211; Mort. infantil 4.92/mil nasc. (195º) &#8221; Porém não me parece que isso signifique que portugal não cresça em bom ritmo. Se olharmos para os dados desde 1990, verificamos que efectivamente cresce a bom ritmo. Continuamos com um IDH elevado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39781</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 02:06:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39781</guid>
		<description>&quot;No meu tempo&quot; é,  em parte, dirigido a mim. 
Vejamos, então: não sou fascista ou proto-fascista e acredito que por agora não se inventou nada melhor do que a democracia.
Do que não gosto é da falsificação em história, ou de ignorâncias que todos temos mas podem ser curadas em pouco tempo, querendo.
Particularmente irritante é que quem fala das atrocidades do Estado Novo seja, quase invariavelmente  tolerante com as que ocorreram outrora nos países ocmunistas ou ainda hoje. 
Quanto a Salazar não era fascista: era um céptico, pessimista e autoritário que criou um regime sui generis. Fascista era o Mussolini, cultor da modernidade e do &quot;modernaço&quot;. Por isso, homem do ancien regime, Salazar  nunca teria recebido os elogios que Freud fez a Mussolini em 1934 chamando-lhe «herói da cultura».
A democracia está sempre em perigo, conforme lembra Ricardo Santos Pinto. Há um autoritarismo em Portugal que vem ao de cima na primeira ocasião. O pior é que tem adeptos: talvez  que a demonização do Estado Novo seja obscuramente expiatória do autoritatismo que ainda hoje sentimos.  Talvez seja por isso que Pombal, sempre louvado pela esquerda, e que já no tempo dele foi de uma roubalheira e crueldade desusadas tem aquela generosa estátua em Lisboa - feita no tempo de Salazar (que não enriqueceu, por feitio e por  achar, talvez,  que o dinheiro é um fraco substituto do poder).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;No meu tempo&#8221; é,  em parte, dirigido a mim.<br />
Vejamos, então: não sou fascista ou proto-fascista e acredito que por agora não se inventou nada melhor do que a democracia.<br />
Do que não gosto é da falsificação em história, ou de ignorâncias que todos temos mas podem ser curadas em pouco tempo, querendo.<br />
Particularmente irritante é que quem fala das atrocidades do Estado Novo seja, quase invariavelmente  tolerante com as que ocorreram outrora nos países ocmunistas ou ainda hoje.<br />
Quanto a Salazar não era fascista: era um céptico, pessimista e autoritário que criou um regime sui generis. Fascista era o Mussolini, cultor da modernidade e do &#8220;modernaço&#8221;. Por isso, homem do ancien regime, Salazar  nunca teria recebido os elogios que Freud fez a Mussolini em 1934 chamando-lhe «herói da cultura».<br />
A democracia está sempre em perigo, conforme lembra Ricardo Santos Pinto. Há um autoritarismo em Portugal que vem ao de cima na primeira ocasião. O pior é que tem adeptos: talvez  que a demonização do Estado Novo seja obscuramente expiatória do autoritatismo que ainda hoje sentimos.  Talvez seja por isso que Pombal, sempre louvado pela esquerda, e que já no tempo dele foi de uma roubalheira e crueldade desusadas tem aquela generosa estátua em Lisboa &#8211; feita no tempo de Salazar (que não enriqueceu, por feitio e por  achar, talvez,  que o dinheiro é um fraco substituto do poder).</p>
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	<item>
		<title>Por: Fred</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39779</link>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 01:58:13 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Portugal cresce em bom ritmo no que respeita ao Indice de Desenvolvimento Humano. &quot;

Aqui não tem razao. Portugal passou de um indice global 0.903 para 0.897 no ultimo relatorio (2007)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Portugal cresce em bom ritmo no que respeita ao Indice de Desenvolvimento Humano. &#8221;</p>
<p>Aqui não tem razao. Portugal passou de um indice global 0.903 para 0.897 no ultimo relatorio (2007)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; vinte e tal de Abril</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39775</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; vinte e tal de Abril</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 01:13:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39775</guid>
		<description>[...] e tal de Abril 27 Abril 2008 &#124; por Rogério Pereira  Diz o the studio, em comentário a este post da [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] e tal de Abril 27 Abril 2008 | por Rogério Pereira  Diz o the studio, em comentário a este post da [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39774</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 00:41:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39774</guid>
		<description>Caro al, Não se preocupe com a minha gramática nem com a minha educação, porque aqui estamos a discutir outra coisa bem mais importante. Estamos a discutir o facto de algumas pessoas quererem reescrever a história e passar um pano branco pela miséria que o estado novo trouxe a este país durante tantos anos. De tal maneira que pessoas como você quando ficam sem argumentos atacam a forma com a única intenção de fazer diminuir a minha mensagem. O facto é que õs seus comentários neste blog, foram falsos e pretendiam manipular quem os lia. Se me quiser chamar malcriado não tenha problema nenhum escreva-me em directo ( correio@jaimeroriz.com ) não use essa sua mania da perseguição para fugir àquilo que é realmente importante. Portugal já não é último em tudo como era no tempo de Salazar e Caetano (apesar da minha profunda admiração por este último como professor). Portugal cresce em bom ritmo no que respeita ao Indice de Desenvolvimento Humano. O que você não pode fazer, sob pena de baixar o nível desta discussão, é mandar uns bitaites, e depois, quando desmascarado, dizer que eu cometi um erro de sintaxe. Os meus erros, a minha boa educação, e a minha boa fé esteja à vontade para tratá-los em privado. (cuique suum)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro al, Não se preocupe com a minha gramática nem com a minha educação, porque aqui estamos a discutir outra coisa bem mais importante. Estamos a discutir o facto de algumas pessoas quererem reescrever a história e passar um pano branco pela miséria que o estado novo trouxe a este país durante tantos anos. De tal maneira que pessoas como você quando ficam sem argumentos atacam a forma com a única intenção de fazer diminuir a minha mensagem. O facto é que õs seus comentários neste blog, foram falsos e pretendiam manipular quem os lia. Se me quiser chamar malcriado não tenha problema nenhum escreva-me em directo ( <a href="mailto:&#x63;&#x6f;&#x72;&#x72;&#x65;&#x69;&#x6f;&#x40;&#x6a;&#x61;&#x69;&#x6d;&#x65;&#x72;&#x6f;&#x72;&#x69;&#x7a;&#x2e;&#x63;om">&#x63;&#x6f;&#x72;&#x72;&#x65;&#x69;&#x6f;&#x40;&#x6a;&#x61;&#x69;&#x6d;&#x65;&#x72;&#x6f;&#x72;&#x69;&#x7a;&#x2e;&#x63;om</a> ) não use essa sua mania da perseguição para fugir àquilo que é realmente importante. Portugal já não é último em tudo como era no tempo de Salazar e Caetano (apesar da minha profunda admiração por este último como professor). Portugal cresce em bom ritmo no que respeita ao Indice de Desenvolvimento Humano. O que você não pode fazer, sob pena de baixar o nível desta discussão, é mandar uns bitaites, e depois, quando desmascarado, dizer que eu cometi um erro de sintaxe. Os meus erros, a minha boa educação, e a minha boa fé esteja à vontade para tratá-los em privado. (cuique suum)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39771</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 00:38:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39771</guid>
		<description>muito obrigada, fuckitall. bom 25 de abril atrasado. eheh</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>muito obrigada, fuckitall. bom 25 de abril atrasado. eheh</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39770</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 00:35:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39770</guid>
		<description>ricardo santos pinto, os quatro comentários que deixou, em alegre sucessão, neste blogue e nos quais se queixa do regresso da ditadura são o melhor argumento para o contradizer. vê-se que tinha 3 anos em 1974 e que não faz a mínima do que é uma ditadura (hint: nas ditaduras o acesso à internet costuma ser um bocadinho dificultado, por exemplo). mas se o faz feliz achar que é um herói anti-fascista muuuuuuito corajoso, quem sou eu para lhe estragar a alegria. continue, homem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ricardo santos pinto, os quatro comentários que deixou, em alegre sucessão, neste blogue e nos quais se queixa do regresso da ditadura são o melhor argumento para o contradizer. vê-se que tinha 3 anos em 1974 e que não faz a mínima do que é uma ditadura (hint: nas ditaduras o acesso à internet costuma ser um bocadinho dificultado, por exemplo). mas se o faz feliz achar que é um herói anti-fascista muuuuuuito corajoso, quem sou eu para lhe estragar a alegria. continue, homem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39761</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 23:02:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39761</guid>
		<description>E «bloguers» colocados em tribunal por publicarem notícias sobre a licenciatura  do Primeiro-Ministro; e leis que proíbem os militares na reserva de darem as suas opiniões; e organismos como a Associação de Professores de Matemática, afastadas por não concordarem com a política educativa da Ministra; e uma televisão pública com inenarráveis sessões de propaganda governamental, do género «Prós e Contras», onde os Sindicatos são simplesmente poastos de parte; e reacções desabridas de Ministros contra Alvaro Cunhal por ser chamado de fascista; e comícios do Partido do Governo em resposta a manifestações de professores; e tantas outras atitudes do género nos ultimos três anos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E «bloguers» colocados em tribunal por publicarem notícias sobre a licenciatura  do Primeiro-Ministro; e leis que proíbem os militares na reserva de darem as suas opiniões; e organismos como a Associação de Professores de Matemática, afastadas por não concordarem com a política educativa da Ministra; e uma televisão pública com inenarráveis sessões de propaganda governamental, do género «Prós e Contras», onde os Sindicatos são simplesmente poastos de parte; e reacções desabridas de Ministros contra Alvaro Cunhal por ser chamado de fascista; e comícios do Partido do Governo em resposta a manifestações de professores; e tantas outras atitudes do género nos ultimos três anos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Santos Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39749</link>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 22:15:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39749</guid>
		<description>Só é pena que, 34 anos depois de Marcello Caetano, nunca tenhamos estado tão perto da Dituadura como actualmente. Funcionários públicos que são suspensos e processados por, numa conversa privada, chamarem filho da puta ao Primeiro-Ministro; manidfestantes que chamam mentiroso ao Primeiro-Ministro e que, por isso, são identificados pela Polícia; Polícias que visitam os Sindicatos em vésperas de manifestações; Polícias que visitam escolas e exigem saber quem é que vai fazer greve; listas daqueles que fazem greve publicadosas pelo Ministério das Finanças; médicas demitidas por afixarem na parede frases do próprio Ministro.
Nunca estivemos tão perto da Ditadura, nos últimos 34 anos, pois não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só é pena que, 34 anos depois de Marcello Caetano, nunca tenhamos estado tão perto da Dituadura como actualmente. Funcionários públicos que são suspensos e processados por, numa conversa privada, chamarem filho da puta ao Primeiro-Ministro; manidfestantes que chamam mentiroso ao Primeiro-Ministro e que, por isso, são identificados pela Polícia; Polícias que visitam os Sindicatos em vésperas de manifestações; Polícias que visitam escolas e exigem saber quem é que vai fazer greve; listas daqueles que fazem greve publicadosas pelo Ministério das Finanças; médicas demitidas por afixarem na parede frases do próprio Ministro.<br />
Nunca estivemos tão perto da Ditadura, nos últimos 34 anos, pois não?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jorge Vassalo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39748</link>
		<dc:creator>Jorge Vassalo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 22:14:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39748</guid>
		<description>Haja paciência para esta malta que diz e escreve &quot;no meu tempo&quot;!!!

Estou sempre a comentar e nem blogue tenho, estava a tentar fazer um descanso mas não é possível. Há coisas que afectam os nervos de qualquer um.

Eram uns santinhos, os senhores da PIDE! Nuinca violentaram ninguém, nem mataram. O fascismo, esse, nunca existiu. Era um paraiso de calma e modernidade, de fraternidade e segurança. Todos já sabemos disso. Essas chatices funerárias da música de intervenção, oh! que chatice! que coisa bolorenta....

Tenho uma sugestão. Aqueles que acham que no seu tempo é que era bom, criem uma comunidade tipo Amish e vão pra lá. Seja a comunidade Salazarish, Oliveirish ou quem sabe, Cerejeirish... maravilha ein?

Seria uma espécie de tu ain uan, cada um se livravra do outro... maravilha.

Porque, a sério, já não há pachorra. Para correcções gramaticais e coisas do meu tempo, para noções de que tudo iria naturalmente desembocar na vida normal mesmo que o ditador não tivesse sido destituido, ou o seu sucessor... e o mais espantoso, veja-se, é que a pessoa que cá escreveu esta preciosidade é (não por muito tempo, espera-se), vice-presidente do PSD.... Sá Carneiro deve estar orgulhoso.

Olhem, não há pachora. Que se f*da esta corja protofascista.

Vão-se todos f*der, a sério.

Por favor.

P.S. - No entanto, também é preocupante o senhor Pinto de Sousa (hehe) dizer que &quot;os jovens tem mais com que se preocupar&quot; do que com a política e a cultura democrática... se não forem os jovens serão quem? Os velhotes?... hmmm</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Haja paciência para esta malta que diz e escreve &#8220;no meu tempo&#8221;!!!</p>
<p>Estou sempre a comentar e nem blogue tenho, estava a tentar fazer um descanso mas não é possível. Há coisas que afectam os nervos de qualquer um.</p>
<p>Eram uns santinhos, os senhores da PIDE! Nuinca violentaram ninguém, nem mataram. O fascismo, esse, nunca existiu. Era um paraiso de calma e modernidade, de fraternidade e segurança. Todos já sabemos disso. Essas chatices funerárias da música de intervenção, oh! que chatice! que coisa bolorenta&#8230;.</p>
<p>Tenho uma sugestão. Aqueles que acham que no seu tempo é que era bom, criem uma comunidade tipo Amish e vão pra lá. Seja a comunidade Salazarish, Oliveirish ou quem sabe, Cerejeirish&#8230; maravilha ein?</p>
<p>Seria uma espécie de tu ain uan, cada um se livravra do outro&#8230; maravilha.</p>
<p>Porque, a sério, já não há pachorra. Para correcções gramaticais e coisas do meu tempo, para noções de que tudo iria naturalmente desembocar na vida normal mesmo que o ditador não tivesse sido destituido, ou o seu sucessor&#8230; e o mais espantoso, veja-se, é que a pessoa que cá escreveu esta preciosidade é (não por muito tempo, espera-se), vice-presidente do PSD&#8230;. Sá Carneiro deve estar orgulhoso.</p>
<p>Olhem, não há pachora. Que se f*da esta corja protofascista.</p>
<p>Vão-se todos f*der, a sério.</p>
<p>Por favor.</p>
<p>P.S. &#8211; No entanto, também é preocupante o senhor Pinto de Sousa (hehe) dizer que &#8220;os jovens tem mais com que se preocupar&#8221; do que com a política e a cultura democrática&#8230; se não forem os jovens serão quem? Os velhotes?&#8230; hmmm</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-2/#comment-39736</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 20:17:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39736</guid>
		<description>Caro Jaime Roriz, 

Reveja essa gramática.
No meu tempo, asneiras daquele quilate eram publicadas na pauta do átrio da faculdade.
Quanto ao resto (história, bons modos, boa fé) aproveite e reveja também.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jaime Roriz, </p>
<p>Reveja essa gramática.<br />
No meu tempo, asneiras daquele quilate eram publicadas na pauta do átrio da faculdade.<br />
Quanto ao resto (história, bons modos, boa fé) aproveite e reveja também.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39734</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 19:31:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39734</guid>
		<description>&lt;i&gt;&quot;Nunca entendi como é que o dia 25 da Abril não é consensual. Mas, pelos vistos há quem não goste de LIBERDADE!&quot;&lt;/i&gt;

O 25 de Abril é consensual. O 24 e o 26 de Abril é que tinham muita gente que não gostava de liberdade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Nunca entendi como é que o dia 25 da Abril não é consensual. Mas, pelos vistos há quem não goste de LIBERDADE!&#8221;</i></p>
<p>O 25 de Abril é consensual. O 24 e o 26 de Abril é que tinham muita gente que não gostava de liberdade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39731</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 19:27:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39731</guid>
		<description>&lt;i&gt;&quot;Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo.&quot;&lt;/i&gt;

É verdade. Já ultrapassou os milionários do Burkina Faso e faltam só mais 2 ou 3 posts para apanhar o Laos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo.&#8221;</i></p>
<p>É verdade. Já ultrapassou os milionários do Burkina Faso e faltam só mais 2 ou 3 posts para apanhar o Laos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39730</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 19:13:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39730</guid>
		<description>Al, presume portanto que aqueles que criticam o fascismo apoiam automaticamente o regime totalitário de Fidel? Lá estamos nós com o raciocíno inconcebível. Ou seja se eu criticar o talho da minha rua AUTOMATICAMENTE apoio a padaria mesmo que só vendam pão de três dias. Bloff!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Al, presume portanto que aqueles que criticam o fascismo apoiam automaticamente o regime totalitário de Fidel? Lá estamos nós com o raciocíno inconcebível. Ou seja se eu criticar o talho da minha rua AUTOMATICAMENTE apoio a padaria mesmo que só vendam pão de três dias. Bloff!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39728</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 18:25:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39728</guid>
		<description>E dava o dia por encerrado quando li o comentário da «mariana». Mistura problemas económicos com políticos, mas isso é habitual. Em Portugal hoje há democracia e há gente que está cega à espera de ser operada, algo de tão inconcebível para um europeu de um país rico quanto algumas das coisas que  «mariana» atribui ao Portugal de há 50 anos.
Mas o que me fez interromper o descanso foi aquela  das campas rasas todas as madrugadas, etc. Deve ter treslido algures. É que não havia sem-abrigos pelo que a explicação seria, ainda por esse motivo,  idiota, nem a Pide era a KGB, nem «isto» era comparável aos regimes comunistas russo ou ao cubano - este ainda existe para a «mariana» poder dizer aos netos dela que havia países onde, em 2008, era proíbido ter telemóveis e ligação à net e se prendia - e matou-se muito - quem discordava do governo. 
Mas debitar coisas daquelas é a prova e que não tem a mínima noção do que foi a história nem o mínimo espirito crítico para fazer uma vaga ideia dela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E dava o dia por encerrado quando li o comentário da «mariana». Mistura problemas económicos com políticos, mas isso é habitual. Em Portugal hoje há democracia e há gente que está cega à espera de ser operada, algo de tão inconcebível para um europeu de um país rico quanto algumas das coisas que  «mariana» atribui ao Portugal de há 50 anos.<br />
Mas o que me fez interromper o descanso foi aquela  das campas rasas todas as madrugadas, etc. Deve ter treslido algures. É que não havia sem-abrigos pelo que a explicação seria, ainda por esse motivo,  idiota, nem a Pide era a KGB, nem «isto» era comparável aos regimes comunistas russo ou ao cubano &#8211; este ainda existe para a «mariana» poder dizer aos netos dela que havia países onde, em 2008, era proíbido ter telemóveis e ligação à net e se prendia &#8211; e matou-se muito &#8211; quem discordava do governo.<br />
Mas debitar coisas daquelas é a prova e que não tem a mínima noção do que foi a história nem o mínimo espirito crítico para fazer uma vaga ideia dela.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39727</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 18:18:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39727</guid>
		<description>Muito bom, Fernanda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom, Fernanda.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39725</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 18:00:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39725</guid>
		<description>Caro al, relativamente ao meu erro de sintaxe, vá para o raio que o parta! Não tenho meios de fazer um texto perfeito neste quadradinho onde escrevo. Repito vá para o raio que o parta não tenho paciência para aturar crianças malcriadas nem para lhe limpar o ranho do nariz.
Quanto aos dados referidos em http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=842443&amp;div_id=1730 muito obrigado por citar a fonte e dar a mão à palmatória. Efectivamente a fonte que cita não corrobora a afirmação irresponsável que fez. Ainda por cima nem sequer são dados da Eurostat mas da &quot;Agência Financeira&quot; que efectivamente cita a Eurostat mas eu acredito tanto nessa Agência como no chofer de táxi que referia há pouco. Não sei quem é o VPV presumo que seja qqr coisa poli valente o outro V será de quê? Vitória (da retórica?)? Enfim mais uma vez tiro-lhe o chapéu por ter confessado ter feito uma afirmação irresponsável, falsa e mentirosa e por confessar também que as suas fontes foram lidas em enviezado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro al, relativamente ao meu erro de sintaxe, vá para o raio que o parta! Não tenho meios de fazer um texto perfeito neste quadradinho onde escrevo. Repito vá para o raio que o parta não tenho paciência para aturar crianças malcriadas nem para lhe limpar o ranho do nariz.<br />
Quanto aos dados referidos em <a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=842443&amp;div_id=1730" rel="nofollow">http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=842443&amp;div_id=1730</a> muito obrigado por citar a fonte e dar a mão à palmatória. Efectivamente a fonte que cita não corrobora a afirmação irresponsável que fez. Ainda por cima nem sequer são dados da Eurostat mas da &#8220;Agência Financeira&#8221; que efectivamente cita a Eurostat mas eu acredito tanto nessa Agência como no chofer de táxi que referia há pouco. Não sei quem é o VPV presumo que seja qqr coisa poli valente o outro V será de quê? Vitória (da retórica?)? Enfim mais uma vez tiro-lhe o chapéu por ter confessado ter feito uma afirmação irresponsável, falsa e mentirosa e por confessar também que as suas fontes foram lidas em enviezado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39720</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 17:20:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39720</guid>
		<description>Caro Jaime Roriz,

1 - Os números são, de facto uma chatice : a fonte é Eurostat http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/08/os-nmeros-so-uma-chatice.html link a título de exemplo com link para a TSF etc.

2 - Aproveito para recomendar a leitura de VPV.

3 - Tem um erro de conjugação do verbo haver que se não conjuga no plural no caso em que o faz.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jaime Roriz,</p>
<p>1 &#8211; Os números são, de facto uma chatice : a fonte é Eurostat <a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/08/os-nmeros-so-uma-chatice.html" rel="nofollow">http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/08/os-nmeros-so-uma-chatice.html</a> link a título de exemplo com link para a TSF etc.</p>
<p>2 &#8211; Aproveito para recomendar a leitura de VPV.</p>
<p>3 &#8211; Tem um erro de conjugação do verbo haver que se não conjuga no plural no caso em que o faz.</p>
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	<item>
		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39714</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 16:21:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39714</guid>
		<description>Caro al,
Portugal não é sequer um país com desigualdades gritantes. (fonte www.ine.pt )
Citando al[Portugal é hoje, o país europeu com maiores desigualdades e com as fortunas mais concentradas nas mão de poucos. HOJE.] Eu fico abismado como as pessoas são capazes de dizer tamanhas enormidades e ninguém se escandalizar. Portugal tem desigualdades? Quais? Qual é fonte que lhe deu tal informação? E tem mais desigualdades que a estónia? Ai sim? diga-me lá de onde surgiu essa informação?
NÃO! É FALSO! Portugal nem sequer é um país com desigualdedes gritantes. Portugal é o 26º país DO MUNDO no indice de desenvolvimento humano (se não sabe o que é deixe de escrever estas enormidades e eu também não lhe vou explicar).
Pergunto-me de novo; se eu escrevesse aqui que o sócrates era a reencarnação de João Paulo II e que o Jaime Gama é um extraterrestre, mais concretamente é o termomen. Será que alguém acreditava só porque eu resolvi escrevê-lo? Ou pelo contrário se eu escrevesse assim com um ar muito doutoural que &#039;antes do 25 dabril haviam 897 estudantes univeritários e neste momento há 18426&#039; será que alguém acreditava no que eu acabei de inventar? Eu não sou jornalista, porém a minha informação em direito ensinou-me que quem invoca um direito tem o onus de o provar, ou que sempre que se faz uma afirmação dever-se-á juntar prova. Sei lá .... nem que seja uma coisa mínima por ex &#039;o chofer de taxi onde hoje fui transportado tem um primo que conhecia uma senhora cujo marido é empregado numa loja onde costuma ir uma pessoa que mora por baixo de alguém que disse que em portugal há muitas desigualdades&#039; Ao menos isso al. Agora mandar um  bitatite desses sem só porque lhe apeteceu é de uma má fé por demais evidente (se quiser ler sobre má fé aconselho-lhe o codigo civil ou o livro do professor batista machado (isto sou eu a citar a fonte da má fé)) Ai!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro al,<br />
Portugal não é sequer um país com desigualdades gritantes. (fonte <a href="http://www.ine.pt" rel="nofollow">http://www.ine.pt</a> )<br />
Citando al[Portugal é hoje, o país europeu com maiores desigualdades e com as fortunas mais concentradas nas mão de poucos. HOJE.] Eu fico abismado como as pessoas são capazes de dizer tamanhas enormidades e ninguém se escandalizar. Portugal tem desigualdades? Quais? Qual é fonte que lhe deu tal informação? E tem mais desigualdades que a estónia? Ai sim? diga-me lá de onde surgiu essa informação?<br />
NÃO! É FALSO! Portugal nem sequer é um país com desigualdedes gritantes. Portugal é o 26º país DO MUNDO no indice de desenvolvimento humano (se não sabe o que é deixe de escrever estas enormidades e eu também não lhe vou explicar).<br />
Pergunto-me de novo; se eu escrevesse aqui que o sócrates era a reencarnação de João Paulo II e que o Jaime Gama é um extraterrestre, mais concretamente é o termomen. Será que alguém acreditava só porque eu resolvi escrevê-lo? Ou pelo contrário se eu escrevesse assim com um ar muito doutoural que &#8216;antes do 25 dabril haviam 897 estudantes univeritários e neste momento há 18426&#8242; será que alguém acreditava no que eu acabei de inventar? Eu não sou jornalista, porém a minha informação em direito ensinou-me que quem invoca um direito tem o onus de o provar, ou que sempre que se faz uma afirmação dever-se-á juntar prova. Sei lá &#8230;. nem que seja uma coisa mínima por ex &#8216;o chofer de taxi onde hoje fui transportado tem um primo que conhecia uma senhora cujo marido é empregado numa loja onde costuma ir uma pessoa que mora por baixo de alguém que disse que em portugal há muitas desigualdades&#8217; Ao menos isso al. Agora mandar um  bitatite desses sem só porque lhe apeteceu é de uma má fé por demais evidente (se quiser ler sobre má fé aconselho-lhe o codigo civil ou o livro do professor batista machado (isto sou eu a citar a fonte da má fé)) Ai!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39712</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 16:07:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39712</guid>
		<description>Bem, Portugal, desenvolvido, desenvolvido, não é. É para-desenvolvido com o uso de uns critérios amigos. É o mais pobre da Europa e o que tem mais desigualdade social. Para 30 e tal anos é muito mau, confesse
Eu sei que há vida para além da Europa, mas estou aqui. E se este ligeiro mal-estar for uma «coisa» que me está a dar, nem todos os meus seguros me livram da distância a que estou de um bom hospital (de um do 1º mundo mesmo, mesmo, são 600 km ali em Madrid).
Esse culto do além salvífico - por excesso ou defeito - é tão inútil e desonesto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, Portugal, desenvolvido, desenvolvido, não é. É para-desenvolvido com o uso de uns critérios amigos. É o mais pobre da Europa e o que tem mais desigualdade social. Para 30 e tal anos é muito mau, confesse<br />
Eu sei que há vida para além da Europa, mas estou aqui. E se este ligeiro mal-estar for uma «coisa» que me está a dar, nem todos os meus seguros me livram da distância a que estou de um bom hospital (de um do 1º mundo mesmo, mesmo, são 600 km ali em Madrid).<br />
Esse culto do além salvífico &#8211; por excesso ou defeito &#8211; é tão inútil e desonesto.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: alexandra tavares teles</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39705</link>
		<dc:creator>alexandra tavares teles</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 15:46:41 +0000</pubDate>
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		<description>obrigada ana</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>obrigada ana</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39694</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 14:42:14 +0000</pubDate>
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		<description>Já está, Alexandra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já está, Alexandra.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: alexandra tavares teles</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39683</link>
		<dc:creator>alexandra tavares teles</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 13:38:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39683</guid>
		<description>Será que há por aí paciência para emendar dois erros que seguiram num comentário meu ( 14º comentário da lista) e nos quais só reparo agora? Se há, cá fica a correcção : trocar &#039;mindérico&#039; por &#039;minderico&#039; e &#039; que se podem insultar políticos&#039;  por &#039;que se pode insultar políticos&quot;. Obrigada</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será que há por aí paciência para emendar dois erros que seguiram num comentário meu ( 14º comentário da lista) e nos quais só reparo agora? Se há, cá fica a correcção : trocar &#8216;mindérico&#8217; por &#8216;minderico&#8217; e &#8216; que se podem insultar políticos&#8217;  por &#8216;que se pode insultar políticos&#8221;. Obrigada</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Alexandra</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39678</link>
		<dc:creator>Alexandra</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 13:14:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39678</guid>
		<description>al,

Típica argumentação &quot;à portuguesa&quot;. Portugal é hoje um dos países europeus com maiores desigualdades mas, não se esqueça que há vida para além da Europa e de que Portugal é um país desenvolvido.

Não sei se neste blogue já havia o culto do respeitinho. Mas, parece que agora há o culto das da desgraça.

Portugal não é ousado, empreendedor nem inovador, mas &quot;o problema está na mentalidade das pessoas e a possível solução também&quot;; &quot;O nosso país vive preso no mundo da descrença&quot;, disse José Epifânio Franca, fundador da Chipidea e professor catedrático do Instituto Superior Técnico de Lisboa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>al,</p>
<p>Típica argumentação &#8220;à portuguesa&#8221;. Portugal é hoje um dos países europeus com maiores desigualdades mas, não se esqueça que há vida para além da Europa e de que Portugal é um país desenvolvido.</p>
<p>Não sei se neste blogue já havia o culto do respeitinho. Mas, parece que agora há o culto das da desgraça.</p>
<p>Portugal não é ousado, empreendedor nem inovador, mas &#8220;o problema está na mentalidade das pessoas e a possível solução também&#8221;; &#8220;O nosso país vive preso no mundo da descrença&#8221;, disse José Epifânio Franca, fundador da Chipidea e professor catedrático do Instituto Superior Técnico de Lisboa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39675</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 13:03:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39675</guid>
		<description>&quot;O que mais me impressiona nas sessões das comemorações do “25″, na Assembleia, é que, quando as câmaras de TV focam os “pais” desse dia, nota-se que estão cada vez mais gordos e lustrosos …&quot;

É natural, afinal têm todos mais 34 anos. Também o joão pestana, daqui por 34 anos (se lá chegar) estará mais gordo, ou mais magro, ou sem cabelo. Coisas da idade, sabe, e a que todos, sem excepçãp, estamos sujeitos. Se tivermos sorte, é claro, porque muitos ficam pelo caminho e aí não ficam mais gordos nem mais lustrosos, ficam em cinzas.

&quot;A propósito: e aquele patético funeral que alguém gramou durante horas na estação pública a quem alguém chamou “cantigas de Abril”? Começamos a cair naquelas comemorações do “28 de Maio”.&quot;

Não me diga que viu só para dizer mal...Afinal, podia sempre mudar de canal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que mais me impressiona nas sessões das comemorações do “25″, na Assembleia, é que, quando as câmaras de TV focam os “pais” desse dia, nota-se que estão cada vez mais gordos e lustrosos …&#8221;</p>
<p>É natural, afinal têm todos mais 34 anos. Também o joão pestana, daqui por 34 anos (se lá chegar) estará mais gordo, ou mais magro, ou sem cabelo. Coisas da idade, sabe, e a que todos, sem excepçãp, estamos sujeitos. Se tivermos sorte, é claro, porque muitos ficam pelo caminho e aí não ficam mais gordos nem mais lustrosos, ficam em cinzas.</p>
<p>&#8220;A propósito: e aquele patético funeral que alguém gramou durante horas na estação pública a quem alguém chamou “cantigas de Abril”? Começamos a cair naquelas comemorações do “28 de Maio”.&#8221;</p>
<p>Não me diga que viu só para dizer mal&#8230;Afinal, podia sempre mudar de canal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: mariana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39666</link>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 12:19:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39666</guid>
		<description>nasci 10 anos depois. nunca soube o que era passar fome, nunca soube o que era deixar a escola para ir servir para uma casa de senhores ricos, como a minha mãe, nem andar com sapatos sem sola, como o meu pai.
mas soube o que foi vivido por eles. soube de ouvir contar histórias, com a mesma mítica que os contos intemporais da infância. o 25 de abirl ficou como um mito. ficou como o depois de por copos de água em cima dos rádios, e outras paranóias para não se ser perseguido. a ditadura tem para mim uma aura de ficção científica.
não poder ter um isqueiro, não poder falar em grupos de 4, dividir sardinhas por três, ouvir coisas proibidas baixinho, muito baixinho, não poder beijar ninguém na rua, ser criada de servir aos 10 anos, deixar a escola aos 7 anos para criar os 10 irmãos - numa família que foi de 16. ver todas as madrugadas campas rasas em terra ainda fresca nas traseiras da pide - e ouvir os padres do colégio dos grilos a dizerem que eram campas de sem abrigo pobrezinhos. o coração dilacerado por ver irmãos a fugir à fome, amigos a fugir à guerra.
ter medo de ser ouvido, mais do que o medo de falar.
e aquela madrugada de abril, quando o meu pai, 10 anos antes de me conceber, ouviu coisas estranhas no rádio e se atordoou. quando de manhã os autocarros entre rio tinto e o porto iam cheios de gente assustada mas de sorriso nos lábios. uma alegria medrosa, nervosa, mas incontrolável.
a avenida dos aliados cheia de gente atordoada, como se tivessem acabado de acordar uma cidade cataléptica. a minha mãe, ainda adolescente, a correr pela rua de saias compridas e aos saltos. 

a gratidão, imensa e eterna, por um dia me terem dado a possibilidade de ser livre. agradeço sobretudo aos meus pais, qu tiveram o condão de me transmitir o que sentiram. que não me deixaram cair nesta dormência ingrata que contagia cada vez mais gente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>nasci 10 anos depois. nunca soube o que era passar fome, nunca soube o que era deixar a escola para ir servir para uma casa de senhores ricos, como a minha mãe, nem andar com sapatos sem sola, como o meu pai.<br />
mas soube o que foi vivido por eles. soube de ouvir contar histórias, com a mesma mítica que os contos intemporais da infância. o 25 de abirl ficou como um mito. ficou como o depois de por copos de água em cima dos rádios, e outras paranóias para não se ser perseguido. a ditadura tem para mim uma aura de ficção científica.<br />
não poder ter um isqueiro, não poder falar em grupos de 4, dividir sardinhas por três, ouvir coisas proibidas baixinho, muito baixinho, não poder beijar ninguém na rua, ser criada de servir aos 10 anos, deixar a escola aos 7 anos para criar os 10 irmãos &#8211; numa família que foi de 16. ver todas as madrugadas campas rasas em terra ainda fresca nas traseiras da pide &#8211; e ouvir os padres do colégio dos grilos a dizerem que eram campas de sem abrigo pobrezinhos. o coração dilacerado por ver irmãos a fugir à fome, amigos a fugir à guerra.<br />
ter medo de ser ouvido, mais do que o medo de falar.<br />
e aquela madrugada de abril, quando o meu pai, 10 anos antes de me conceber, ouviu coisas estranhas no rádio e se atordoou. quando de manhã os autocarros entre rio tinto e o porto iam cheios de gente assustada mas de sorriso nos lábios. uma alegria medrosa, nervosa, mas incontrolável.<br />
a avenida dos aliados cheia de gente atordoada, como se tivessem acabado de acordar uma cidade cataléptica. a minha mãe, ainda adolescente, a correr pela rua de saias compridas e aos saltos. </p>
<p>a gratidão, imensa e eterna, por um dia me terem dado a possibilidade de ser livre. agradeço sobretudo aos meus pais, qu tiveram o condão de me transmitir o que sentiram. que não me deixaram cair nesta dormência ingrata que contagia cada vez mais gente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rogério Pereira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39659</link>
		<dc:creator>Rogério Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 11:40:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39659</guid>
		<description>Este the studio tem alopécia total, não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este the studio tem alopécia total, não?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A.Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39655</link>
		<dc:creator>A.Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 11:08:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39655</guid>
		<description>Eu tinha 29 anos quando se deu o 25 de Abril mas ainda me recordo de passar um Natal em que o meu marido e o meus irmãos estavam na guerra nas antigas colónias,fiquei sózinha com a minha mãe.O que as mães sofreram ao ver partir os filhos para uma guerra sem saber se os voltavam a ver.As mães que tinham filhos homens mesmo com pouco mais de dez anos sofreram a angustia de os ver crescer com uma arma á sua espera.Só pode saber o que é a liberdade quem a não teve e a alcançou,ou quem a teve e a perdeu.Quem ouviu contar e leu nos livros não pode vir agora com o espantalho de que a liberdade está em perigo e o fascismo está ao virar da esquina,sinto uma profunda revolta quando hoje ouço os arautos da desgraça.Se forem muito jovens ainda lhes conto e lhes explico que estão errados.Agora aqueles da minha geração não consigo perdoar as mentiras em que sustentam os seus argumentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha 29 anos quando se deu o 25 de Abril mas ainda me recordo de passar um Natal em que o meu marido e o meus irmãos estavam na guerra nas antigas colónias,fiquei sózinha com a minha mãe.O que as mães sofreram ao ver partir os filhos para uma guerra sem saber se os voltavam a ver.As mães que tinham filhos homens mesmo com pouco mais de dez anos sofreram a angustia de os ver crescer com uma arma á sua espera.Só pode saber o que é a liberdade quem a não teve e a alcançou,ou quem a teve e a perdeu.Quem ouviu contar e leu nos livros não pode vir agora com o espantalho de que a liberdade está em perigo e o fascismo está ao virar da esquina,sinto uma profunda revolta quando hoje ouço os arautos da desgraça.Se forem muito jovens ainda lhes conto e lhes explico que estão errados.Agora aqueles da minha geração não consigo perdoar as mentiras em que sustentam os seus argumentos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Pestana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39652</link>
		<dc:creator>João Pestana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 10:16:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39652</guid>
		<description>O que mais me impressiona nas sessões das comemorações do &quot;25&quot;, na Assembleia, é que, quando as câmaras de TV focam os &quot;pais&quot; desse dia,  nota-se que estão cada vez  mais gordos e lustrosos ...

A propósito: e aquele patético funeral que alguém gramou durante horas na estação pública a quem alguém chamou &quot;cantigas de Abril&quot;? Começamos a cair naquelas comemorações do &quot;28 de Maio&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que mais me impressiona nas sessões das comemorações do &#8220;25&#8243;, na Assembleia, é que, quando as câmaras de TV focam os &#8220;pais&#8221; desse dia,  nota-se que estão cada vez  mais gordos e lustrosos &#8230;</p>
<p>A propósito: e aquele patético funeral que alguém gramou durante horas na estação pública a quem alguém chamou &#8220;cantigas de Abril&#8221;? Começamos a cair naquelas comemorações do &#8220;28 de Maio&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39615</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 03:06:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39615</guid>
		<description>D. Alexandra,
Não fale muito de desigualdade que entorna o caldo. Portugal é hoje, o país europeu com maiores desigualdades e com as fortunas mais concentradas nas mão de poucos. HOJE.
Sabe que mais? As vantagens das democracias, mesmo mauzotas, como esta, sobre os autoritarismos são tantos, que não é preciso recorrer a argumentos palermas para defender a superioridade da democracia. Basta usar argumentos inteligentes e a verdade, mesmo que ela seja desagradável, como é. Também não valerá recorrer às admirações bacocas e ao espírito milagreiro (parece milagre, etc) que se fica logo a pensar que houve gente para quem os 48 parecem não ter chegado. Neste blogue já havia o culto do respeitinho. Faltava agora o dos milagres, com grandes admirações das comadres.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>D. Alexandra,<br />
Não fale muito de desigualdade que entorna o caldo. Portugal é hoje, o país europeu com maiores desigualdades e com as fortunas mais concentradas nas mão de poucos. HOJE.<br />
Sabe que mais? As vantagens das democracias, mesmo mauzotas, como esta, sobre os autoritarismos são tantos, que não é preciso recorrer a argumentos palermas para defender a superioridade da democracia. Basta usar argumentos inteligentes e a verdade, mesmo que ela seja desagradável, como é. Também não valerá recorrer às admirações bacocas e ao espírito milagreiro (parece milagre, etc) que se fica logo a pensar que houve gente para quem os 48 parecem não ter chegado. Neste blogue já havia o culto do respeitinho. Faltava agora o dos milagres, com grandes admirações das comadres.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fred</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39599</link>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 23:58:13 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo&quot;

Esta é verdadeiramente aberrante, a inversao total e totalissima dos factos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo&#8221;</p>
<p>Esta é verdadeiramente aberrante, a inversao total e totalissima dos factos</p>
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		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39591</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 23:07:55 +0000</pubDate>
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		<description>Apre. Há coisas tão profundamente ofensivas que a contra-argumentação se torna impossível.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apre. Há coisas tão profundamente ofensivas que a contra-argumentação se torna impossível.</p>
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		<title>Por: Alexandra</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39590</link>
		<dc:creator>Alexandra</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 23:01:43 +0000</pubDate>
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		<description>The Studio ,

Não sei se Salazar foi &quot; um dos mais conceituados catedraticos Portugueses&quot; mas sei que a economia que leccionou foi na área das ciências económicas do curso de Direito, não tendo uma grande formação em Economia propriamente dita. 

De qualquer modo isso de ser ou não um conceituado catedrático não significa o mesmo na política, não sei se isso viu-se com Salazar (não sei nada sobre a sua prestação enquanto professor)mas sei que isso viu-se com Marcello Caetano.

Diz que &quot;durante o periodo em que esteve ‘a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha’ registo.&quot; Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo. Considera que é um país rico? 

O elevado crescimento económico não significa que haja uma distribuição da riqueza uniforme por toda a população. E o que aconteceu durante o regime Salazarista e que um quantos viviam com grande riqueza enquanto a maioria da população passava fome.

Nem com esses dados nem com outros dados se poderia averiguar 
se, caso Salazar continuasse no governo atá à actualidade, viveriamos melhor que vivemos. Porque não saberíamos que medidas iria tomar ao longo do tempo. 

Mas, pondo-se a hipótese de, caso Salzar tivesse continuado a governar até à actualidade, ter continuado na mesma linha de políticas, há uma severa probabilidade de que a situação de Portugal no século XXI fosse exactamente a mesma do ante-25 de Abril. Uma vez que as políticas de Salazar impediam o crescimento económico generalizado, perpetuando a manutenção da riqueza nas mãos de poucos.


&quot;E’ verdade que se estiver ‘a mesa de um cafe’ posso-me pronunciar contra o multiculturalismo, provavelmente sendo escutado pelo SIS mas sem ser preso.&quot;

Isso é um absurdo. O SIS não é um substituto da PIDE. 

E sim, pode fazer as mesmas afirmacoes na comunicacao social. Se não insultar ninguém nem sequer correrá, à partida, o risco de ter um processo em tribunal, com pedido de indemnização.

Qualuqer pessoa contra o multiculturalismo, pode até não ter acesso aos meios de comunicação social (eles lá sabem que conteúdos querem divulgar) mas tem acesso a outros meios de comunicação, através da Internet, como os blogs, os fóruns e páginas pessoais, de entre outros. E se for administrador de algum deses meios, pode escrever de livre vontade o que entender (desde que não insulte ninguém). 

Ou seja, na realidade pode expressar a sua opinião não só no mundo real para um grupo mais diminuído de pessoas como no mundo virtual para um grupo mais amplo de pessoas.

Ou não sabe o que foi a PIDE, ignora as suas atrocidades ou então finge que desconhece. 

A PIDE não se limitava a prender uma ou outra pessoa que se expressasse contra um ou outro assunto. 

A PIDE era uma cola política alicerçada em inúmeros informadores. A PIDE caía em cima de qualquer pessoa à mínima palavra ou frase com a mínima conotação ligeiramente diferente dos ideais político-sociais de Salazar. A PIDE vigiava pessoas dia e noite. A PIDE torturava incansavelmente cidadãos comuns que não haviam cometido crime algum.

Se houvesse PIDE o resultado não era o mesmo. Afrimá-lo é o mesmo que afirmar que Fernando Pessoa e Tony Carreira são a mesmíssima pessoa. 

O Mario Machado não está preso (preventivamente - convém referir que não se trata de pena de prisão por punição de crime, mas de uma medida de coacção) suas opiniões politicas. O Mario Machado foi acusado de diversos crimes (de agressões físicas, de ameaças, de discriminação racial..)tendo chegado a ser apreendidas armas ilegais e  propaganda nazi.  Isso é um bocado diferente do simples expressar de ideias e pensamentos políticos.

O primeiro dia de um julgamento em matéria penal é sempre dedicado  “ao que ele pensa” (o arguido) e nao “ao que ele fez” (arguido). A parte dedicada “ao que ele pensa” tem como objectivo conhecer a mente do possível criminoso, como forma de conhecer e compreender o possível cenário de crime.

A perda de empregos devido a comentários não tem a ver com democracia nem com Salazar, tem a ver com o ser humano em si.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>The Studio ,</p>
<p>Não sei se Salazar foi &#8221; um dos mais conceituados catedraticos Portugueses&#8221; mas sei que a economia que leccionou foi na área das ciências económicas do curso de Direito, não tendo uma grande formação em Economia propriamente dita. </p>
<p>De qualquer modo isso de ser ou não um conceituado catedrático não significa o mesmo na política, não sei se isso viu-se com Salazar (não sei nada sobre a sua prestação enquanto professor)mas sei que isso viu-se com Marcello Caetano.</p>
<p>Diz que &#8220;durante o periodo em que esteve ‘a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha’ registo.&#8221; Angola tem um dos maiores PIB per capita do mundo. Considera que é um país rico? </p>
<p>O elevado crescimento económico não significa que haja uma distribuição da riqueza uniforme por toda a população. E o que aconteceu durante o regime Salazarista e que um quantos viviam com grande riqueza enquanto a maioria da população passava fome.</p>
<p>Nem com esses dados nem com outros dados se poderia averiguar<br />
se, caso Salazar continuasse no governo atá à actualidade, viveriamos melhor que vivemos. Porque não saberíamos que medidas iria tomar ao longo do tempo. </p>
<p>Mas, pondo-se a hipótese de, caso Salzar tivesse continuado a governar até à actualidade, ter continuado na mesma linha de políticas, há uma severa probabilidade de que a situação de Portugal no século XXI fosse exactamente a mesma do ante-25 de Abril. Uma vez que as políticas de Salazar impediam o crescimento económico generalizado, perpetuando a manutenção da riqueza nas mãos de poucos.</p>
<p>&#8220;E’ verdade que se estiver ‘a mesa de um cafe’ posso-me pronunciar contra o multiculturalismo, provavelmente sendo escutado pelo SIS mas sem ser preso.&#8221;</p>
<p>Isso é um absurdo. O SIS não é um substituto da PIDE. </p>
<p>E sim, pode fazer as mesmas afirmacoes na comunicacao social. Se não insultar ninguém nem sequer correrá, à partida, o risco de ter um processo em tribunal, com pedido de indemnização.</p>
<p>Qualuqer pessoa contra o multiculturalismo, pode até não ter acesso aos meios de comunicação social (eles lá sabem que conteúdos querem divulgar) mas tem acesso a outros meios de comunicação, através da Internet, como os blogs, os fóruns e páginas pessoais, de entre outros. E se for administrador de algum deses meios, pode escrever de livre vontade o que entender (desde que não insulte ninguém). </p>
<p>Ou seja, na realidade pode expressar a sua opinião não só no mundo real para um grupo mais diminuído de pessoas como no mundo virtual para um grupo mais amplo de pessoas.</p>
<p>Ou não sabe o que foi a PIDE, ignora as suas atrocidades ou então finge que desconhece. </p>
<p>A PIDE não se limitava a prender uma ou outra pessoa que se expressasse contra um ou outro assunto. </p>
<p>A PIDE era uma cola política alicerçada em inúmeros informadores. A PIDE caía em cima de qualquer pessoa à mínima palavra ou frase com a mínima conotação ligeiramente diferente dos ideais político-sociais de Salazar. A PIDE vigiava pessoas dia e noite. A PIDE torturava incansavelmente cidadãos comuns que não haviam cometido crime algum.</p>
<p>Se houvesse PIDE o resultado não era o mesmo. Afrimá-lo é o mesmo que afirmar que Fernando Pessoa e Tony Carreira são a mesmíssima pessoa. </p>
<p>O Mario Machado não está preso (preventivamente &#8211; convém referir que não se trata de pena de prisão por punição de crime, mas de uma medida de coacção) suas opiniões politicas. O Mario Machado foi acusado de diversos crimes (de agressões físicas, de ameaças, de discriminação racial..)tendo chegado a ser apreendidas armas ilegais e  propaganda nazi.  Isso é um bocado diferente do simples expressar de ideias e pensamentos políticos.</p>
<p>O primeiro dia de um julgamento em matéria penal é sempre dedicado  “ao que ele pensa” (o arguido) e nao “ao que ele fez” (arguido). A parte dedicada “ao que ele pensa” tem como objectivo conhecer a mente do possível criminoso, como forma de conhecer e compreender o possível cenário de crime.</p>
<p>A perda de empregos devido a comentários não tem a ver com democracia nem com Salazar, tem a ver com o ser humano em si.</p>
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	<item>
		<title>Por: topiscis</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39580</link>
		<dc:creator>topiscis</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 21:01:13 +0000</pubDate>
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		<description>é obvio que os louva a deus de ontem, os lambe botas do vinte e quatro de abril continuam a teimar nos valores da decadência, na vontade do nada.
são os nihilistas de hoje.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é obvio que os louva a deus de ontem, os lambe botas do vinte e quatro de abril continuam a teimar nos valores da decadência, na vontade do nada.<br />
são os nihilistas de hoje.</p>
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	<item>
		<title>Por: Andre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39579</link>
		<dc:creator>Andre</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 20:18:36 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora e porque se adequa ao tema, recomendo a leitura da resposta do professor José Reis a Pedro Lains 
em:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/04/pedro-lains-e-histria-resposta-do-prof.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora e porque se adequa ao tema, recomendo a leitura da resposta do professor José Reis a Pedro Lains<br />
em:<br />
<a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/04/pedro-lains-e-histria-resposta-do-prof.html" rel="nofollow">http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/04/pedro-lains-e-histria-resposta-do-prof.html</a></p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39578</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 20:17:16 +0000</pubDate>
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		<description>eheheh, o the studio afinal consegue dizer umas coisas sem ir preso -- e logo no blogue da &#039;extrema esquerda&#039; dos &#039;multiculturalistas&#039; e da &#039;jornalista escolhida para apresentar uma série de documentários sobre bairros problematicos sendo essa escolha baseada nas suas opinioes politicas&#039;. não tem medo, the studio, de fazer insinuações velhacas e mentirosas (e algumas mesmo difamatórias) num blogue com estas características? acho que devia. é que isso dos nicks e dos anónimos é tudo treta, sabe? os desgraçados dos combatentes pela liberdade (dos verdadeiros) dos regimes totalitários (à séria) já o descobriram há muito. tá ouvir a campainha? devem ser os sicários a bater-lhe à porta -- foi vc que pediu uma pide, certo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eheheh, o the studio afinal consegue dizer umas coisas sem ir preso &#8212; e logo no blogue da &#8216;extrema esquerda&#8217; dos &#8216;multiculturalistas&#8217; e da &#8216;jornalista escolhida para apresentar uma série de documentários sobre bairros problematicos sendo essa escolha baseada nas suas opinioes politicas&#8217;. não tem medo, the studio, de fazer insinuações velhacas e mentirosas (e algumas mesmo difamatórias) num blogue com estas características? acho que devia. é que isso dos nicks e dos anónimos é tudo treta, sabe? os desgraçados dos combatentes pela liberdade (dos verdadeiros) dos regimes totalitários (à séria) já o descobriram há muito. tá ouvir a campainha? devem ser os sicários a bater-lhe à porta &#8212; foi vc que pediu uma pide, certo?</p>
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	<item>
		<title>Por: Andre</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39575</link>
		<dc:creator>Andre</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 20:11:58 +0000</pubDate>
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		<description>Oh The Studio, sem querer ser daqueles chatos da wikipedia... onde é que estão as tuas &quot;sources&quot; para &quot;Oliveira Salazar foi um dos mais conceituados catedraticos Portugueses em Economia&quot; e &quot;durante o periodo em que esteve ‘a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha’ registo&quot;?

Pois sim... só não se percebe porque é que se vivia tão mal com o crescimento em altas. Crescimento económico esse, oriundo certamente de feijões mágicos, já que não se via um crescimento  equivalente na indústria ou na agricultura.

Aliás, basta ver a óptima política educativa do tio Salazar que só podia produzir riqueza. Todos (os PNR&#039;s) sabem que pastores e analfabetos produzem muito mais riqueza que licenciados e operários qualificados!

FESTAS FELIZES!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh The Studio, sem querer ser daqueles chatos da wikipedia&#8230; onde é que estão as tuas &#8220;sources&#8221; para &#8220;Oliveira Salazar foi um dos mais conceituados catedraticos Portugueses em Economia&#8221; e &#8220;durante o periodo em que esteve ‘a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha’ registo&#8221;?</p>
<p>Pois sim&#8230; só não se percebe porque é que se vivia tão mal com o crescimento em altas. Crescimento económico esse, oriundo certamente de feijões mágicos, já que não se via um crescimento  equivalente na indústria ou na agricultura.</p>
<p>Aliás, basta ver a óptima política educativa do tio Salazar que só podia produzir riqueza. Todos (os PNR&#8217;s) sabem que pastores e analfabetos produzem muito mais riqueza que licenciados e operários qualificados!</p>
<p>FESTAS FELIZES!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39572</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 19:56:05 +0000</pubDate>
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		<description>De facto, há essa questão das grandes taxas de crescimento da economia durante os anos do Prof. Doutor Salazar: não é apanágio de regimes autoritários, já que a Irlanda conseguiu igual. Portugal é que não. . O crescimento económico, é que embora acima do de hoje começou a abrandar com a choque petrolífero de 1973. Lendo o estudo do Doutor Vasco Pulido Valente sobre o Prof. Doutor Marcello Caetano entenderíamos melhor o Portugal de agora: entre outras coisas perceberíamos o que permaneceu e continua: a intervenção estatal, o estado providência (não esquecer que no tempo do Prof. Doutor Marcello Caetano, se entendeu a segurança social aos trabalhadores rurais).
Há ainda uma questão que teria o seu interesse: a do nível intelectual dos liders: de Salazar (ainda no outro dia Soares referia-se a um discurso notável de Salazar, e nem conseguiu emendar) ao Prof. Marcello Caetano, um génio do direito europeu,  medievalista, eciológo, etc, etc., depois, a outro nível, da geração que participou na 1ª Assembleia Constituinte, ainda depois, com o Dr. Sá Carneiro, Doutor Vasco Pulido Valente, Professor Doutor Lucas Pires, até ao que agora há, mentirecas sobre diplomas de universidades de 3ª e &quot;hádens&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto, há essa questão das grandes taxas de crescimento da economia durante os anos do Prof. Doutor Salazar: não é apanágio de regimes autoritários, já que a Irlanda conseguiu igual. Portugal é que não. . O crescimento económico, é que embora acima do de hoje começou a abrandar com a choque petrolífero de 1973. Lendo o estudo do Doutor Vasco Pulido Valente sobre o Prof. Doutor Marcello Caetano entenderíamos melhor o Portugal de agora: entre outras coisas perceberíamos o que permaneceu e continua: a intervenção estatal, o estado providência (não esquecer que no tempo do Prof. Doutor Marcello Caetano, se entendeu a segurança social aos trabalhadores rurais).<br />
Há ainda uma questão que teria o seu interesse: a do nível intelectual dos liders: de Salazar (ainda no outro dia Soares referia-se a um discurso notável de Salazar, e nem conseguiu emendar) ao Prof. Marcello Caetano, um génio do direito europeu,  medievalista, eciológo, etc, etc., depois, a outro nível, da geração que participou na 1ª Assembleia Constituinte, ainda depois, com o Dr. Sá Carneiro, Doutor Vasco Pulido Valente, Professor Doutor Lucas Pires, até ao que agora há, mentirecas sobre diplomas de universidades de 3ª e &#8220;hádens&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro K(Costa) Ferreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39555</link>
		<dc:creator>Pedro K(Costa) Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 17:09:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39555</guid>
		<description>Não te preocupes Fernanda. E sera&#039; em vão que vais lutar contra isso. Essa ideia, tão enraizada nos genes humanos (com especial predilecção para os portugas)que uma mudança é sempre para pior, e que no passado é que era bom, vem de longe. Basta estudar a filosofia de Platão. Ou então rmo-nos refrescar à Sociedade Aberta e seus Inimigos de K Popper.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não te preocupes Fernanda. E sera&#8217; em vão que vais lutar contra isso. Essa ideia, tão enraizada nos genes humanos (com especial predilecção para os portugas)que uma mudança é sempre para pior, e que no passado é que era bom, vem de longe. Basta estudar a filosofia de Platão. Ou então rmo-nos refrescar à Sociedade Aberta e seus Inimigos de K Popper.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos barbosa oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39552</link>
		<dc:creator>carlos barbosa oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 16:53:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39552</guid>
		<description>Concordo com quase tudo o que escreve. Aliás, no meu blog, já tenho alertado para isso. Custa- me muito ouvir ( como ainda hoje aconteceu) um jovem dizer que o 25 de Abril só valeu a pena para termos mais um feriado. 
Mas repare numa coisa Fernanda... se muitos jovens pensam assim, é porque alguma coisa falhou. Ainda recentemente discutia isso com uma amiga jornalista chilena, que se queixava do mesmo: no Chile, os jovens não têm memória de Pinochet. Creio que estamos de acordo quanto ao falhanço da educação (apenas enquanto sistema, não vou aqui falar do resto...) mas foi fundamentalmente o modelo social e económico que falhou depois do 25 de Abril. E depois falhou uma geração de Maio de 68, que não soube educara os seus próprios filhos, ma issi é outra história...
Concordo que é obsceno falar em regresso ao fascismo e que quem o faz ou está de má fé ou é ignorante. Mas discordo quanto à liberdade de expressão. É certo que ninguém vai preso por dizer aquilo que pensa, mas arrisca-se a ser punido doutra forma. Poderia apontar-lhe pelo menos uma dúzia de casos de funcionários públicos que se viram postos na prateleira por fazerem críticas ao Governo, o que não é bonito. No entanto, a questão vem de trás, pois no Governo de Santana Lopes passava-se o mesmo. 
Convivemos mal com a crítica e esse foi um defeito que o 25 de Abril não nos conseguiu tirar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com quase tudo o que escreve. Aliás, no meu blog, já tenho alertado para isso. Custa- me muito ouvir ( como ainda hoje aconteceu) um jovem dizer que o 25 de Abril só valeu a pena para termos mais um feriado.<br />
Mas repare numa coisa Fernanda&#8230; se muitos jovens pensam assim, é porque alguma coisa falhou. Ainda recentemente discutia isso com uma amiga jornalista chilena, que se queixava do mesmo: no Chile, os jovens não têm memória de Pinochet. Creio que estamos de acordo quanto ao falhanço da educação (apenas enquanto sistema, não vou aqui falar do resto&#8230;) mas foi fundamentalmente o modelo social e económico que falhou depois do 25 de Abril. E depois falhou uma geração de Maio de 68, que não soube educara os seus próprios filhos, ma issi é outra história&#8230;<br />
Concordo que é obsceno falar em regresso ao fascismo e que quem o faz ou está de má fé ou é ignorante. Mas discordo quanto à liberdade de expressão. É certo que ninguém vai preso por dizer aquilo que pensa, mas arrisca-se a ser punido doutra forma. Poderia apontar-lhe pelo menos uma dúzia de casos de funcionários públicos que se viram postos na prateleira por fazerem críticas ao Governo, o que não é bonito. No entanto, a questão vem de trás, pois no Governo de Santana Lopes passava-se o mesmo.<br />
Convivemos mal com a crítica e esse foi um defeito que o 25 de Abril não nos conseguiu tirar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39549</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 16:30:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39549</guid>
		<description>O portuguesinho, por qualquer estranha razão, não gosta de ser o que é: pobre. E parece que hoje é chique pertencer ao clã dos que têm saudades do 24 de abril. Alguns, os que perderam com o fim da ditadura, têm razões para isso, outros, a maior parte, pensam que colar-se à elite os faz parecer menos pobres. Mas só os faz parecer ridículos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O portuguesinho, por qualquer estranha razão, não gosta de ser o que é: pobre. E parece que hoje é chique pertencer ao clã dos que têm saudades do 24 de abril. Alguns, os que perderam com o fim da ditadura, têm razões para isso, outros, a maior parte, pensam que colar-se à elite os faz parecer menos pobres. Mas só os faz parecer ridículos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: The Studio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39548</link>
		<dc:creator>The Studio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 16:30:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39548</guid>
		<description>Alexandra,
Oliveira Salazar foi um dos mais conceituados catedraticos Portugueses em Economia, nao foi alguem que fez uma licenciatura por fax. Durante o periodo em que esteve &#039;a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha&#039; registo. Portanto, com os dados disponiveis, so&#039; poderemos concluir que caso Salazar continuasse no governo ate&#039; hoje, viveriamos melhor que vivemos.

Quanto &#039;a Liberdade de Expressao que anda coxa em Portugal vou dar um exemplo, a questao do multiculturalismo. E&#039; verdade que se estiver &#039;a mesa de um cafe&#039; posso-me pronunciar contra o multiculturalismo, provavelmente sendo escutado pelo SIS mas sem ser preso. No entanto ja&#039; nao posso fazer as mesmas afirmacoes na comunicacao social. Qualquer pessoa que seja contra o multiculturalismo tem simplesmente o acesso vedado aos meios de comunicacao social. Teoricamente pode expressar a sua opiniao, mas na realidade nao pode. Sempre que ha&#039; algum debate sobre imigracao, so&#039; estao presentes participantes favoraveis ao multiculturalismo. Ainda recentemente uma jornalista foi escolhida para apresentar uma serie de documentarios sobre bairros problematicos sendo essa escolha baseada nas suas opinioes politicas.
Hoje nao ha&#039; a PIDE mas talvez fosse melhor que houvesse, o resultado era o mesmo, mas pelo menos a censura fazia-se &#039;as claras e nao de forma hipocrita.

E sim, o Mario Machado esta&#039; preso pelas suas opinioes politicas. O primeiro dia de julgamento foi exclusivamente dedicado &quot;ao que ele pensa&quot; e nao &quot;ao que ele fez&quot;.

E sim, o que nao falta por essa Europa fora sao casos de pessoas que perderam empregos devido a comentarios &quot;politicamente incorrectos&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alexandra,<br />
Oliveira Salazar foi um dos mais conceituados catedraticos Portugueses em Economia, nao foi alguem que fez uma licenciatura por fax. Durante o periodo em que esteve &#8216;a frente do governo, Portugal teve o maior crescimento economico de desde que ha&#8217; registo. Portanto, com os dados disponiveis, so&#8217; poderemos concluir que caso Salazar continuasse no governo ate&#8217; hoje, viveriamos melhor que vivemos.</p>
<p>Quanto &#8216;a Liberdade de Expressao que anda coxa em Portugal vou dar um exemplo, a questao do multiculturalismo. E&#8217; verdade que se estiver &#8216;a mesa de um cafe&#8217; posso-me pronunciar contra o multiculturalismo, provavelmente sendo escutado pelo SIS mas sem ser preso. No entanto ja&#8217; nao posso fazer as mesmas afirmacoes na comunicacao social. Qualquer pessoa que seja contra o multiculturalismo tem simplesmente o acesso vedado aos meios de comunicacao social. Teoricamente pode expressar a sua opiniao, mas na realidade nao pode. Sempre que ha&#8217; algum debate sobre imigracao, so&#8217; estao presentes participantes favoraveis ao multiculturalismo. Ainda recentemente uma jornalista foi escolhida para apresentar uma serie de documentarios sobre bairros problematicos sendo essa escolha baseada nas suas opinioes politicas.<br />
Hoje nao ha&#8217; a PIDE mas talvez fosse melhor que houvesse, o resultado era o mesmo, mas pelo menos a censura fazia-se &#8216;as claras e nao de forma hipocrita.</p>
<p>E sim, o Mario Machado esta&#8217; preso pelas suas opinioes politicas. O primeiro dia de julgamento foi exclusivamente dedicado &#8220;ao que ele pensa&#8221; e nao &#8220;ao que ele fez&#8221;.</p>
<p>E sim, o que nao falta por essa Europa fora sao casos de pessoas que perderam empregos devido a comentarios &#8220;politicamente incorrectos&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Moreira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39546</link>
		<dc:creator>Tiago Moreira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 16:27:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39546</guid>
		<description>Cara Fernanda Cancio,
Do ponto de vista socio-economico, o 25 de abril nao constitui uma ruptura com as tendencia anteriores e desse ponto de vista talvez adesao a CEE/EU tenha sido mais significativa mas, como bem refere, fazer &#039;historia hipotetica&#039; (se o Marcelo la tivesse ficado...) neste caso nao faz muito sentido. O 25 de Abril foi uma revolucao cultural (nao no sentido maoista do termo claro esta) como bem mostram os comentarios anteriores (incluido os do &#039;contra&#039;). E talvez seja por isso que os factos que apresenta nao facam sentido para quem prefereria (ou pensa que prefereria) viver numa sociedade &#039;poucochinha&#039; porque esses nao sao os factos que os mobilizam (voce da-lhes com a mortalidade infantil e eles sacam logo da criminalidade). 
Digo isto apenas para de alguma maneira participar na celebracao da data, dado estar emigrado ha mais de dez anos e um bocadinho tristinho por nao poder estar ai hoje.

Cumprimentos
Tiago</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda Cancio,<br />
Do ponto de vista socio-economico, o 25 de abril nao constitui uma ruptura com as tendencia anteriores e desse ponto de vista talvez adesao a CEE/EU tenha sido mais significativa mas, como bem refere, fazer &#8216;historia hipotetica&#8217; (se o Marcelo la tivesse ficado&#8230;) neste caso nao faz muito sentido. O 25 de Abril foi uma revolucao cultural (nao no sentido maoista do termo claro esta) como bem mostram os comentarios anteriores (incluido os do &#8216;contra&#8217;). E talvez seja por isso que os factos que apresenta nao facam sentido para quem prefereria (ou pensa que prefereria) viver numa sociedade &#8216;poucochinha&#8217; porque esses nao sao os factos que os mobilizam (voce da-lhes com a mortalidade infantil e eles sacam logo da criminalidade).<br />
Digo isto apenas para de alguma maneira participar na celebracao da data, dado estar emigrado ha mais de dez anos e um bocadinho tristinho por nao poder estar ai hoje.</p>
<p>Cumprimentos<br />
Tiago</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39542</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:58:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39542</guid>
		<description>E qual será o porquê das comparações? Porque o atraso que existia não era apenas produto do salazarismo nem de um regime autoritário (veja-se a Espanha de Franco, já muito à nossa frente) nem as modificações que surgiram com o post 25 de Abril são atribuíveis, por si, à democracia. Se compararmos o Portugal e a Espanha de 1974 com Portugal e Espanha de agora, veremos que, apesar de alguma melhoria estamos MUITO atrás dos espanhóis: falhámos a modernização e, em parte, pela loucura que se seguiu ao 25 de Abri l (1975, etc) . Por cada melhoria cantada como acto heróico os espanhóis têm normais modificações que nem se dão ao trabalho de exaltar. E sem 25 de Abril,  vivem num mundo diferente, vivem na Europa rica, no que isso significa de habitual, de vantagem quotidiana. E a essa Europa, continuamos a não pertencer. Além do mais, não temos nada, mas nada, que nos dê esperança de que  irá será melhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E qual será o porquê das comparações? Porque o atraso que existia não era apenas produto do salazarismo nem de um regime autoritário (veja-se a Espanha de Franco, já muito à nossa frente) nem as modificações que surgiram com o post 25 de Abril são atribuíveis, por si, à democracia. Se compararmos o Portugal e a Espanha de 1974 com Portugal e Espanha de agora, veremos que, apesar de alguma melhoria estamos MUITO atrás dos espanhóis: falhámos a modernização e, em parte, pela loucura que se seguiu ao 25 de Abri l (1975, etc) . Por cada melhoria cantada como acto heróico os espanhóis têm normais modificações que nem se dão ao trabalho de exaltar. E sem 25 de Abril,  vivem num mundo diferente, vivem na Europa rica, no que isso significa de habitual, de vantagem quotidiana. E a essa Europa, continuamos a não pertencer. Além do mais, não temos nada, mas nada, que nos dê esperança de que  irá será melhor.</p>
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	<item>
		<title>Por: alexandra tavares teles</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39536</link>
		<dc:creator>alexandra tavares teles</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:36:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39536</guid>
		<description>the studio- aquilo que diz é tão surrealista e de tal forma exagerado que qualquer argumento em sentido contrário, por ser tão óbvio, torna-se desnecessário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>the studio- aquilo que diz é tão surrealista e de tal forma exagerado que qualquer argumento em sentido contrário, por ser tão óbvio, torna-se desnecessário.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39535</link>
		<dc:creator>Lololinhazinha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:35:57 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam.&quot;

É!!particularmente quando a afirmação politicamente incorrecta é acompanhada do disparar de um tiro na direcção do visado. Mas suponho que o Studio deve conhecer inúmeros casos em que pessoas foram presas por afirmações politicamente incorrectas...

ahhh...já estou a ver: deve estar a referir-se áquelas afirmações &quot;politicamente incorrectas&quot; que incitam ao ódio racial e á violência. Só que essas não sao politicamente incorrectas, são criminosas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam.&#8221;</p>
<p>É!!particularmente quando a afirmação politicamente incorrecta é acompanhada do disparar de um tiro na direcção do visado. Mas suponho que o Studio deve conhecer inúmeros casos em que pessoas foram presas por afirmações politicamente incorrectas&#8230;</p>
<p>ahhh&#8230;já estou a ver: deve estar a referir-se áquelas afirmações &#8220;politicamente incorrectas&#8221; que incitam ao ódio racial e á violência. Só que essas não sao politicamente incorrectas, são criminosas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Alexandra</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39532</link>
		<dc:creator>Alexandra</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:22:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39532</guid>
		<description>Gostei do texto. Há muitas pessoas que precisam de ser relembradas e outras que precisam de relembrar. Não passei pelo regime fascista de Salazar e afins, mas parte da minha família passou, os mais novos (que passaram menos tempo pelo regime) volta na volta dizem que era melhor no tempo de Salazar, os mais velhos dizem aos mais novos que estão enganados e não sabem verdadeiramente das dificuldades que o povo português passou ao longo desse regime, inclusivé muita pobreza.

The Studio,

Talvez devesse aprofundar os seus conhecimentos sobre os diversos regimes fascistas que existiram. 

Uma coisa posso-lhe assegurar, se Salazar tivesse governado Portugal até ao século XXI, não havia actualmente e em anos anteriores o acesso generalizado à educação como há, logo, haveria muito mais pobreza do que há.

O medo é inerente ao ser humano, haverá sempre medo. 

A diferença é que actualmente os portugueses podem criticar de livre vontade os seus governantes, o sistema político, de entre outros aspectos. O pior que lhes pode acontecer é terem de pagar uma indemnização. Ao passo que durante o período salazarista, uma simples crítica, mesmo que levezinha levaria imediatamente a estadia domiciliária, por vezes com direito a tortura (lembram-se da &quot;tortura do sono&quot; e outras?).

Actualmente, um qualquer português num café não tem medo de criticar o poder político. Porquê? Porque não haverá certamente ali um informador pronto a por em andamento o procedimento da denúncia.

O caso que referiu &quot;Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam&quot;, só demonstra que há em vários portugueses ainda vivo o espírito de salazarista.  Se bem que não creio que uma afirmação politicamente incorrecta leve à prisão, actualmente a pena de prisão não é como um doce amargo de distribuição livre e isso tem muito a ver com democracia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do texto. Há muitas pessoas que precisam de ser relembradas e outras que precisam de relembrar. Não passei pelo regime fascista de Salazar e afins, mas parte da minha família passou, os mais novos (que passaram menos tempo pelo regime) volta na volta dizem que era melhor no tempo de Salazar, os mais velhos dizem aos mais novos que estão enganados e não sabem verdadeiramente das dificuldades que o povo português passou ao longo desse regime, inclusivé muita pobreza.</p>
<p>The Studio,</p>
<p>Talvez devesse aprofundar os seus conhecimentos sobre os diversos regimes fascistas que existiram. </p>
<p>Uma coisa posso-lhe assegurar, se Salazar tivesse governado Portugal até ao século XXI, não havia actualmente e em anos anteriores o acesso generalizado à educação como há, logo, haveria muito mais pobreza do que há.</p>
<p>O medo é inerente ao ser humano, haverá sempre medo. </p>
<p>A diferença é que actualmente os portugueses podem criticar de livre vontade os seus governantes, o sistema político, de entre outros aspectos. O pior que lhes pode acontecer é terem de pagar uma indemnização. Ao passo que durante o período salazarista, uma simples crítica, mesmo que levezinha levaria imediatamente a estadia domiciliária, por vezes com direito a tortura (lembram-se da &#8220;tortura do sono&#8221; e outras?).</p>
<p>Actualmente, um qualquer português num café não tem medo de criticar o poder político. Porquê? Porque não haverá certamente ali um informador pronto a por em andamento o procedimento da denúncia.</p>
<p>O caso que referiu &#8220;Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam&#8221;, só demonstra que há em vários portugueses ainda vivo o espírito de salazarista.  Se bem que não creio que uma afirmação politicamente incorrecta leve à prisão, actualmente a pena de prisão não é como um doce amargo de distribuição livre e isso tem muito a ver com democracia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: alexandra tavares teles</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39529</link>
		<dc:creator>alexandra tavares teles</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:13:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39529</guid>
		<description>Minderico: Concordo consigo, sobretudo na parte em que  afirma que um dos piores legados de salazar é a pouca importância que se dá à liberdade, o pouco cuidado com que se trata dela e se explica o conceito aos mais novos.  Como filha e sobrinha de refractários ainda hoje há quem me diga que os responsáveis pelas muitas más memórias e &#039;mutilações&#039; que me ficaram da infância não são nem salazar  nem o fascismo mas sim &quot;os que tinham a mania de se meter em políticas em vez de tratarem das famílias&quot;. Esta escala, em que o mais importante não é a soberania individual ou o direito à escolha mas a segurançazinha, termos quem pense por nós, sermos, individual e comodamente, um protectorado do estado, esta preguiça, esta abdicação, é a pior vampirização das ditaduras. É quando da liberdade fica apenas a noção de que se pode insultar políticos e ser malcriado com os vizinhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minderico: Concordo consigo, sobretudo na parte em que  afirma que um dos piores legados de salazar é a pouca importância que se dá à liberdade, o pouco cuidado com que se trata dela e se explica o conceito aos mais novos.  Como filha e sobrinha de refractários ainda hoje há quem me diga que os responsáveis pelas muitas más memórias e &#8216;mutilações&#8217; que me ficaram da infância não são nem salazar  nem o fascismo mas sim &#8220;os que tinham a mania de se meter em políticas em vez de tratarem das famílias&#8221;. Esta escala, em que o mais importante não é a soberania individual ou o direito à escolha mas a segurançazinha, termos quem pense por nós, sermos, individual e comodamente, um protectorado do estado, esta preguiça, esta abdicação, é a pior vampirização das ditaduras. É quando da liberdade fica apenas a noção de que se pode insultar políticos e ser malcriado com os vizinhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39527</link>
		<dc:creator>Lololinhazinha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 15:03:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39527</guid>
		<description>Excelente post, Fernanda.
É o retrato de gente desmemoriada que habituados aos benefícios do desenvolvimento catapultado pela democracia não se querem lembrar do tempo em que comiam uma sopinha e ainda não iam de férias para o Algarve.
Eu até percebo que não lhes apeteça lembrar. Mas deviam morder a língua de cada vez que dão um suspiro saudoso pelos dias do Salazar.  Esses dias cheios de Marias, nas casas de meia dúzia de senhoras. Para um certo tipo de pessoas até se tornou chique dizer mal da democracia. Quem não os conheça ainda corre o risco de pensar que faziam parte das cem famílias que perderam alguma coisa com o 25 de Abril. Mas a liberdade tem destas coisas...é-se livre para ser amnésico, ingrato e nostálgico de um país que só existiu nos livros da propaganda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente post, Fernanda.<br />
É o retrato de gente desmemoriada que habituados aos benefícios do desenvolvimento catapultado pela democracia não se querem lembrar do tempo em que comiam uma sopinha e ainda não iam de férias para o Algarve.<br />
Eu até percebo que não lhes apeteça lembrar. Mas deviam morder a língua de cada vez que dão um suspiro saudoso pelos dias do Salazar.  Esses dias cheios de Marias, nas casas de meia dúzia de senhoras. Para um certo tipo de pessoas até se tornou chique dizer mal da democracia. Quem não os conheça ainda corre o risco de pensar que faziam parte das cem famílias que perderam alguma coisa com o 25 de Abril. Mas a liberdade tem destas coisas&#8230;é-se livre para ser amnésico, ingrato e nostálgico de um país que só existiu nos livros da propaganda.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39522</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 14:02:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39522</guid>
		<description>Cara Fernanda,

eu vivi em portugal até aos 17.

Lembro-me de ir para a escola primária e de ver amigos meus descalços, de ver os almoços dos pais (pão de milho e alguns carapaus-chicharros com pimenta), de ver muitas casas sem casa de banho (casas com chão de terra batida), dos &quot;mendigos&quot; , de médicos a serem pagos com &quot;bens&quot; (oratórios, por exemplo) da tuberculose, da emigração en masse, da avarentos que deitavam fora a fruta que não vendiam...para que o preço do &quot;mercado&quot; não baixasse...enfim...apanhei com os restos do salazarismo e não gostei nada...só queria era sair dali para fora...a maior parte dos trabalhadores eram contratados no &quot;canto&quot; (se chovesse, não ganhavam nada)....



era uma grande MERDA!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Fernanda,</p>
<p>eu vivi em portugal até aos 17.</p>
<p>Lembro-me de ir para a escola primária e de ver amigos meus descalços, de ver os almoços dos pais (pão de milho e alguns carapaus-chicharros com pimenta), de ver muitas casas sem casa de banho (casas com chão de terra batida), dos &#8220;mendigos&#8221; , de médicos a serem pagos com &#8220;bens&#8221; (oratórios, por exemplo) da tuberculose, da emigração en masse, da avarentos que deitavam fora a fruta que não vendiam&#8230;para que o preço do &#8220;mercado&#8221; não baixasse&#8230;enfim&#8230;apanhei com os restos do salazarismo e não gostei nada&#8230;só queria era sair dali para fora&#8230;a maior parte dos trabalhadores eram contratados no &#8220;canto&#8221; (se chovesse, não ganhavam nada)&#8230;.</p>
<p>era uma grande MERDA!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Loureiro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39521</link>
		<dc:creator>Tiago Loureiro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:55:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39521</guid>
		<description>Essa coisa de usar a palavra “fascismo” a torto e a direito é coisa tipicamente canhota...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa coisa de usar a palavra “fascismo” a torto e a direito é coisa tipicamente canhota&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39520</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:43:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39520</guid>
		<description>eheheh, ana. então. nada de violência física. o pobre do the studio precisa é de compreensão. deve ser muito complicado viver neste estado de paranóia psicótica. o homem (a crer que o nick é de homem) até já vê perseguidores em toda a esquina e gente presa por delito de opinião. diga, the studio, eu persegui-o, foi? e doeu muito? e como é que eu era? era muito má? (xiu, não o contrariem, que pode ser pior).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eheheh, ana. então. nada de violência física. o pobre do the studio precisa é de compreensão. deve ser muito complicado viver neste estado de paranóia psicótica. o homem (a crer que o nick é de homem) até já vê perseguidores em toda a esquina e gente presa por delito de opinião. diga, the studio, eu persegui-o, foi? e doeu muito? e como é que eu era? era muito má? (xiu, não o contrariem, que pode ser pior).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39516</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:29:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39516</guid>
		<description>&quot;” não me digam que “há medo de falar” ”
Ha’ sim. A diferenca e’ que desta vez a menina Cancio esta’ do lado dos perseguidores e nao do lado dos perseguidos. Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam.&quot;

E quem é que foi despedido ou preso for qualquer afirmação politicamente incorrecta?

Um par de estalos, por mentir, caía-lhe que nem ginjas.

Mais um dos que mordem a mão de quem lhes dá de comer...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;” não me digam que “há medo de falar” ”<br />
Ha’ sim. A diferenca e’ que desta vez a menina Cancio esta’ do lado dos perseguidores e nao do lado dos perseguidos. Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate’ mesmo presos… exemplos nao faltam.&#8221;</p>
<p>E quem é que foi despedido ou preso for qualquer afirmação politicamente incorrecta?</p>
<p>Um par de estalos, por mentir, caía-lhe que nem ginjas.</p>
<p>Mais um dos que mordem a mão de quem lhes dá de comer&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: j</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39515</link>
		<dc:creator>j</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:18:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39515</guid>
		<description>Você tem razão, Fernanda...
A memória de muita gente é curta e alguns nem sequer memória têm.

Mas, por favor, faça uns artigos a cascar em Santana Lopes, para ver se &quot;desgruda&quot;, como diz o Daniel Oliveira, e no &quot;seu amigo&quot; Rui Gomes da Silva, caso contrário, chamo pelo Salazar ::))</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você tem razão, Fernanda&#8230;<br />
A memória de muita gente é curta e alguns nem sequer memória têm.</p>
<p>Mas, por favor, faça uns artigos a cascar em Santana Lopes, para ver se &#8220;desgruda&#8221;, como diz o Daniel Oliveira, e no &#8220;seu amigo&#8221; Rui Gomes da Silva, caso contrário, chamo pelo Salazar ::))</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: The Studio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39507</link>
		<dc:creator>The Studio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 12:26:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39507</guid>
		<description>&quot; Porque antes da democracia a esmagadora maioria dos portugueses vivia mal. Havia miséria como não há, nem por sombras, hoje. Havia pobreza como não há, nem por sombras, hoje. &quot;

E qual o merito da democracia em tudo isso? Provavelmente nenhum. Hoje vive-se melhor em democracia tal como se viveria melhor se continuassemos a ser governados por Salazar. 

&quot; não me digam que “há medo de falar” &quot;
Ha&#039; sim. A diferenca e&#039; que desta vez a menina Cancio esta&#039; do lado dos perseguidores e nao do lado dos perseguidos. Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate&#039; mesmo presos... exemplos nao faltam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; Porque antes da democracia a esmagadora maioria dos portugueses vivia mal. Havia miséria como não há, nem por sombras, hoje. Havia pobreza como não há, nem por sombras, hoje. &#8221;</p>
<p>E qual o merito da democracia em tudo isso? Provavelmente nenhum. Hoje vive-se melhor em democracia tal como se viveria melhor se continuassemos a ser governados por Salazar. </p>
<p>&#8221; não me digam que “há medo de falar” &#8221;<br />
Ha&#8217; sim. A diferenca e&#8217; que desta vez a menina Cancio esta&#8217; do lado dos perseguidores e nao do lado dos perseguidos. Qualquer afirmacao politicamente incorrecta pode dar direito a ser despedido ou em certos casos ate&#8217; mesmo presos&#8230; exemplos nao faltam.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: minderico</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39506</link>
		<dc:creator>minderico</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 12:21:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=2839#comment-39506</guid>
		<description>As pessoas &quot;esquecem-se&quot;. Muitas querem novamente a ditadura  salazarista. Um dos piores legados de uma ditadura é deixar pessoas com saudade dessa ditadura. E isso acontece em Portugal.
Por culpa da anterior ditadura e , também, muito por culpa de democratas arrivistas.
A democracia não tem sabido manter a memória do horror salazarista.
A iliteracia civil e social existente só se &quot;mata&quot; com democratas exemplares. Como a Fernanda Câncio.
O resto são &quot;santanices bolorentas&quot; que perpetuam as &quot;más memórias&quot; da longa noite fascista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas &#8220;esquecem-se&#8221;. Muitas querem novamente a ditadura  salazarista. Um dos piores legados de uma ditadura é deixar pessoas com saudade dessa ditadura. E isso acontece em Portugal.<br />
Por culpa da anterior ditadura e , também, muito por culpa de democratas arrivistas.<br />
A democracia não tem sabido manter a memória do horror salazarista.<br />
A iliteracia civil e social existente só se &#8220;mata&#8221; com democratas exemplares. Como a Fernanda Câncio.<br />
O resto são &#8220;santanices bolorentas&#8221; que perpetuam as &#8220;más memórias&#8221; da longa noite fascista.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: fatimarosado</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39501</link>
		<dc:creator>fatimarosado</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 12:15:11 +0000</pubDate>
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		<description>De facto as pessoas têm a memória curta quando lhes convém e habituam-se muito depressa ao que é bom, esquecendo completamente o passado, como se, num mundo de direitos, não houvesse também obrigações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto as pessoas têm a memória curta quando lhes convém e habituam-se muito depressa ao que é bom, esquecendo completamente o passado, como se, num mundo de direitos, não houvesse também obrigações.</p>
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		<title>Por: jaime roriz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39498</link>
		<dc:creator>jaime roriz</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:58:39 +0000</pubDate>
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		<description>E para aqueles que acham que a política não lhes interessa relembro (e só para falar daquilo a que eu assisti) que as calças de ganga eram proíbidas, a coca cola era proíbida, nos escaparates das revistas só havia 3 ou 4 títulos, era obrigatório ter licença de isqueiro e licença para ter cão. Nos colégios as raparigas não podiam vestir calças, os recreios eram separados e só nos colégios mais modernaços as aulas eram mistas e mesmo assim havia filas de carteiras para as raparigas e filas de carteiras para os rapazes. Nem na fascista espanha de Franco - que visitei muitas vezes antes do 25 dabril - a coisa era tão má.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E para aqueles que acham que a política não lhes interessa relembro (e só para falar daquilo a que eu assisti) que as calças de ganga eram proíbidas, a coca cola era proíbida, nos escaparates das revistas só havia 3 ou 4 títulos, era obrigatório ter licença de isqueiro e licença para ter cão. Nos colégios as raparigas não podiam vestir calças, os recreios eram separados e só nos colégios mais modernaços as aulas eram mistas e mesmo assim havia filas de carteiras para as raparigas e filas de carteiras para os rapazes. Nem na fascista espanha de Franco &#8211; que visitei muitas vezes antes do 25 dabril &#8211; a coisa era tão má.</p>
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		<title>Por: Sofia Loureiro dos Santos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39497</link>
		<dc:creator>Sofia Loureiro dos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:50:02 +0000</pubDate>
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		<description>Totalmente de acordo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Totalmente de acordo.</p>
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	<item>
		<title>Por: Amarino Sabino</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39496</link>
		<dc:creator>Amarino Sabino</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:49:06 +0000</pubDate>
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		<description>É triste,
Vou contar-lhe uma história:
Um dia,pouco depois do 25 de Abril, numa manhã em que aguardava o comboio na linha de Sintra, atrasado, uma senhora de idade (talvez menos da que tenho agora), protesta que no seu tempo não era assim. Com o dedo sempre no gatilho ( o que me tem causado alguns problemas) respondi de imediato:
Pois não, minha senhora, provávelmente ía de burro....

Fui malcriado.

Só que não tinha esquecido que aos 4 anos ficava às 6 da minhã na bicha (agora é fila) do peixe, enquanto a minha  mãe ía tentar arranjar pão. Ali bem perto, da Rua do Garrido ficava a creche do Alto do Pina, e para lá da Barão Sabrosa as barracas, a fome e a miséria.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É triste,<br />
Vou contar-lhe uma história:<br />
Um dia,pouco depois do 25 de Abril, numa manhã em que aguardava o comboio na linha de Sintra, atrasado, uma senhora de idade (talvez menos da que tenho agora), protesta que no seu tempo não era assim. Com o dedo sempre no gatilho ( o que me tem causado alguns problemas) respondi de imediato:<br />
Pois não, minha senhora, provávelmente ía de burro&#8230;.</p>
<p>Fui malcriado.</p>
<p>Só que não tinha esquecido que aos 4 anos ficava às 6 da minhã na bicha (agora é fila) do peixe, enquanto a minha  mãe ía tentar arranjar pão. Ali bem perto, da Rua do Garrido ficava a creche do Alto do Pina, e para lá da Barão Sabrosa as barracas, a fome e a miséria.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: mariadosol</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/lembrem-se-como-foi/comment-page-1/#comment-39491</link>
		<dc:creator>mariadosol</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:39:41 +0000</pubDate>
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		<description>E ultimamente tem havido um recurso leviano e até insultuoso a comparações com esse tempo antes.  Como muito bem diz, parece que não se lembram do país pobre, medíocre, da chapelada, triste, embrulhado em trapos, a morrer em África, em que meia dúzia ia à escola e muitos ficavam nas enxergas das mães que pariam em casa... Para não falar de que quando se juntavam 3 ou 4 pessoas aparecia logo alguém a dizer que não convinha (?)... e muito mais que não dá para escrever agora.
Se há aspectos a melhorar?  Se há mazelas e problemas graves? Claro que há. Mas essa é outra discussão e outro combate!
Nunca entendi como é que o dia 25 da Abril não é consensual. Mas, pelos vistos há quem não goste de LIBERDADE!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E ultimamente tem havido um recurso leviano e até insultuoso a comparações com esse tempo antes.  Como muito bem diz, parece que não se lembram do país pobre, medíocre, da chapelada, triste, embrulhado em trapos, a morrer em África, em que meia dúzia ia à escola e muitos ficavam nas enxergas das mães que pariam em casa&#8230; Para não falar de que quando se juntavam 3 ou 4 pessoas aparecia logo alguém a dizer que não convinha (?)&#8230; e muito mais que não dá para escrever agora.<br />
Se há aspectos a melhorar?  Se há mazelas e problemas graves? Claro que há. Mas essa é outra discussão e outro combate!<br />
Nunca entendi como é que o dia 25 da Abril não é consensual. Mas, pelos vistos há quem não goste de LIBERDADE!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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