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	<title>Comentários em: Crónica de Abril</title>
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		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39823</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 10:19:45 +0000</pubDate>
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		<description>Belo texto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belo texto.</p>
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		<title>Por: M. Abrantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39698</link>
		<dc:creator>M. Abrantes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 14:59:07 +0000</pubDate>
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		<description>Compreendo e simpatizo com alguns dos traços gerais do seu artigo. É mentira que a democracia deva tudo ao 25 de Novembro (se o Nuno Melo disse isso, alguém devia avisá-lo que por alguma razão os portugueses estão divorciados dos políticos). 

Mas tento colocar-me na pele dos que, no tempo do PREC, foram injustamente saneados e atingidos, na voragem da &quot;justiça revolucionária&quot; (eis uma expressão verdadeiramente repugnante). Quantas vidas e famílias foram destroçadas? Sabe dizer-me? Porque uma pessoa injustiçada é uma pessoa injustiçada, e nada devia importar se a injustiça se abateu sobre ela no decurso de uma acção benéfica ou prejudicial para o colectivo.

Quantos revolucionários estariam dispostos a avançar com as suas acções, se os efeitos indesejáveis das mesmas se abatessem sobre as suas famílias? 

O envolvimento do Otelo com as FP/25 nunca foi publicamente esclarecido. Ou muito me engano ou o Otelo beneficiou do facto de viver num país inerte. Não deixa de ser irónico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Compreendo e simpatizo com alguns dos traços gerais do seu artigo. É mentira que a democracia deva tudo ao 25 de Novembro (se o Nuno Melo disse isso, alguém devia avisá-lo que por alguma razão os portugueses estão divorciados dos políticos). </p>
<p>Mas tento colocar-me na pele dos que, no tempo do PREC, foram injustamente saneados e atingidos, na voragem da &#8220;justiça revolucionária&#8221; (eis uma expressão verdadeiramente repugnante). Quantas vidas e famílias foram destroçadas? Sabe dizer-me? Porque uma pessoa injustiçada é uma pessoa injustiçada, e nada devia importar se a injustiça se abateu sobre ela no decurso de uma acção benéfica ou prejudicial para o colectivo.</p>
<p>Quantos revolucionários estariam dispostos a avançar com as suas acções, se os efeitos indesejáveis das mesmas se abatessem sobre as suas famílias? </p>
<p>O envolvimento do Otelo com as FP/25 nunca foi publicamente esclarecido. Ou muito me engano ou o Otelo beneficiou do facto de viver num país inerte. Não deixa de ser irónico.</p>
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		<title>Por: Paulo Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39646</link>
		<dc:creator>Paulo Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 09:24:42 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Obviamente&quot; para si, obviamente. Para mim, não, nada obviamente. Não me lembro de reacção nenhuma desse senhor. Provavelmente foi uma entre muitas. Talvez queira, caro Pedro Oliveira, fazer-me o favor de me mandar o tal artigo em vez de fazer ironia insossa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Obviamente&#8221; para si, obviamente. Para mim, não, nada obviamente. Não me lembro de reacção nenhuma desse senhor. Provavelmente foi uma entre muitas. Talvez queira, caro Pedro Oliveira, fazer-me o favor de me mandar o tal artigo em vez de fazer ironia insossa.</p>
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		<title>Por: pedro oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39645</link>
		<dc:creator>pedro oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 08:55:07 +0000</pubDate>
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		<description>«em 1994, face-a-face com J. M. Tengarrinha, preso político na altura, num dos mais patéticos momentos de televisão em directo a que já assisti»

Mais patética foi a despropositada reacção do Prof. Fernando Rosas num artigo no Público após esse debate mas disso, obviamente, não se recorda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«em 1994, face-a-face com J. M. Tengarrinha, preso político na altura, num dos mais patéticos momentos de televisão em directo a que já assisti»</p>
<p>Mais patética foi a despropositada reacção do Prof. Fernando Rosas num artigo no Público após esse debate mas disso, obviamente, não se recorda.</p>
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		<title>Por: Paulo Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39603</link>
		<dc:creator>Paulo Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 01:01:54 +0000</pubDate>
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		<description>Caro JMF: Há &quot;reaccionários&quot; inteligentes, brilhantes, poderosos, respeitáveis. Não sei se o Nuno Melo é &quot;reaccionário&quot; ou outra coisa qualquer. Pareceu-me apenas estúpido. E a estupidez, ao contrário do que alguns julgam, é muito perigosa.
Cara Teresa: Precisamente. Nem mais. Felizmente, nunca conheci esse nó no estômago. Infelizmente, nunca senti essa euforia. Ninguém nunca lhe roubará esse dia. Eu limito-me a pairar sobre ele e a comentá-lo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JMF: Há &#8220;reaccionários&#8221; inteligentes, brilhantes, poderosos, respeitáveis. Não sei se o Nuno Melo é &#8220;reaccionário&#8221; ou outra coisa qualquer. Pareceu-me apenas estúpido. E a estupidez, ao contrário do que alguns julgam, é muito perigosa.<br />
Cara Teresa: Precisamente. Nem mais. Felizmente, nunca conheci esse nó no estômago. Infelizmente, nunca senti essa euforia. Ninguém nunca lhe roubará esse dia. Eu limito-me a pairar sobre ele e a comentá-lo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Teresa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39585</link>
		<dc:creator>Teresa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 22:02:16 +0000</pubDate>
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		<description>Só por má-fé (os que viveram o antigamente) ou ignorância (os que não fazem ideia do que foi viver numa ditadura) se pode dizer que voltámos ao antigamente. Eu tinha 28 anos em Abril de 74, dois filhos pequenos, o companheiro na tropa, em vésperas de ser mobilizado para a Guiné...Pode imaginar o que significa para mim aquele &quot;dia inicial inteiro e limpo&quot;: o fim da agonia, o rasgar da cortina de luto que nos sepultava vivos.
Por isso, ainda hoje fico com os olhos rasos de água diante dum cravo vermelho ou quando os cruzo com o olhar de Salgueiro Maia. 
Não há esquerda nem direita que me roubem esse dia.
Somos o povo que somos, com as idiossincrasias que V. aponta, mas nenhum outro fez uma revolução tão bonita como a nossa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só por má-fé (os que viveram o antigamente) ou ignorância (os que não fazem ideia do que foi viver numa ditadura) se pode dizer que voltámos ao antigamente. Eu tinha 28 anos em Abril de 74, dois filhos pequenos, o companheiro na tropa, em vésperas de ser mobilizado para a Guiné&#8230;Pode imaginar o que significa para mim aquele &#8220;dia inicial inteiro e limpo&#8221;: o fim da agonia, o rasgar da cortina de luto que nos sepultava vivos.<br />
Por isso, ainda hoje fico com os olhos rasos de água diante dum cravo vermelho ou quando os cruzo com o olhar de Salgueiro Maia.<br />
Não há esquerda nem direita que me roubem esse dia.<br />
Somos o povo que somos, com as idiossincrasias que V. aponta, mas nenhum outro fez uma revolução tão bonita como a nossa.</p>
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		<title>Por: josé manuel faria</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/25/cronica-de-abril/comment-page-1/#comment-39577</link>
		<dc:creator>josé manuel faria</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 20:15:34 +0000</pubDate>
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		<description>O Nuno Melo arroga-se de ter entrado na política para combater os comunistas. É o maior reaccionário da AR. Um perigoso e cínico anti-democrata, muito pior que Paulo Portas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Nuno Melo arroga-se de ter entrado na política para combater os comunistas. É o maior reaccionário da AR. Um perigoso e cínico anti-democrata, muito pior que Paulo Portas.</p>
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