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universidade nova, circa 1983

28 Março 2008 | por Fernanda Câncio

70 alunos da turma de comunicação social, aula de técnicas jornalísticas, 2º ano. o professor fala. toda a gente fala. o professor avança pela coxia/corredor central ao longo da qual se alinham as secretárias, apopléctico. grita: ‘caladinhos!’. a turma rebenta de riso. ainda hoje rebenta de riso a lembrar a cena.

mesma turma, outra aula. duas alunas — a que escreve este texto e uma actual pivot da sic — pintam quadradinhos de papel com caneta de feltro preta e colam-nos nos dentes. a seguir, sorriem para os colegas, que rebentam a rir. o professor, lá à frente, arregala os olhos mas não diz nada.

que chatice não termos como filmar, na altura, nem haver net.

(ah, é verdade: este curso tinha à época a mais alta média de entrada dos cursos de comunicação social — 14, o que na altura era muito — e os que entravam eram considerados uma elite)

Comentários

Comentário de David Fernandes
Data: 28 Março 2008, 2:18

Porque não quero voltar a correr o risco de me “apetece” ler alguma coisa, diga-me só: isso que diz é apenas uma constatação ou chega a ser orgulho?

Comentário de Jorge Vassalo
Data: 28 Março 2008, 10:12

(carreguei no enter sem querer por favor apague o comentário anterior )
Oh Fernanda, vai-me desculpar, tendo eu ido duas vezes seguidas para a rua no nono ano - uma por me rir do olho de camões (daqueles ataques de riso tipo o do Herman do “não pirilamparás…”) e o outro por estar a fazer cábulas de electrotecnia na aula de português - e equiparando estas gravissímas ofensas - NOT! - com as suas dos papelinhos ou a da turma rebentar de riso com uma frase do prof, diga-me em que medida é isto comparado ao comportamento da menininha com a sua professora, os pontapés duns alunos aos outros no meio das aulas, a pancadaria, ou o desrepeito de acender um cigarro ou, como vi uma professora dizer na reportagem da Sic, masturbação em plena aula….

Eu fiz das minhas! Manifestações de estudantes no inicio das provas nacionais, incitamento ao boicote de testes, faltas colectivas, riscar de carteiras, baldas, you name it. Mas não falava assim com as profes nem lhes agredia! Não é comparável, não acha?

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 28 Março 2008, 10:45

caro jorge, é claro que isto não é uma comparação com nada. é apenas a constatação de que até na faculdade consigo recordar, sem dificuldade, situações de indisciplina e parvoeira. e se eu consigo a maioria das pessoas que não sofra de alzheimer também deve conseguir. depois, jorge, há de tudo nos exemplos que nos últimos dias nos têm chegado. da história dos miúdos que supostamente se masturbavam (sempre gostava de saber por que raio a prof não os pôs na rua) às cenas de violência efectiva, passando pela história do telemóvel. baralhar tudo não ajuda. e confundir indisciplina com violência também não. acho eu, claro.

david fernandes: acho que devia ir ver esse seu problema com quem o possa ajudar.

Comentário de PJMODM
Data: 28 Março 2008, 11:36

O toque mais informativo e importante do post é a referência a uma elite de 1983 por entrar numa faculdade com média de 14…
Também me lembro de javardices e maus comportamentos, meus e doutros no tempo liceal, sobretudo até ao 9º, quanto à fase da faculdade já não me lembro desse tipo de brilhos, mas pode ser o Alzheimer, mas a novidade absoluta é a existência dessa elite, mesmo entre os provindos das humanidades liceais (e tenho alguma memória dessa época). Devemos realmente, os integrantes dessas “elites” de excepção (das médias de 14, 15, 16, 17, 18, 19 em turmas de génios que faziam a inveja de Alemanhas, EUA, Reino Unido), sentirmo-nos muito contentinhos por a geração dos nossos filhos não ser pior… nem melhor que a nossa, até porque, como dizia alguém quase todos nos safámos bem.

Comentário de M. Abrantes
Data: 28 Março 2008, 11:45

Isto é um bocado como a condução. Não deve haver nenhum condutor que nunca tenha feito uma asneira na estrada. E no entanto quase toda a gente concordará que a sinistralidade nas nossas estradas é um assunto sério, e que todas as infracções deveriam ser punidas.

E até lhe digo mais , Fernanda. A indisciplina escolar parece-me um factor de exclusão social, que prejudica invariavelmente os mais desfavorecidos. As classes mais priveligiadas têm muitas formas de obter inputs de informação (acesso à cultura, explicadores, etc) que lhe permitem compensar uma cadeira abandalhada onde não se aprende nada. As classes mais pobres não têm essas bóias.

Conheço professores que trabalham em escolas de zonas degradadas, que raramente conseguem dar mais que duas ou três aulas de matéria por ano [numa aula, recentemente, uma professora foi amarrada à cadeira]. Os miúdos têm, invariavelmente, ambientes familiares péssimos. A escola, para esses, não é uma oportunidade de evolução social. Os putos nem chegam a sentir o sabor do aprender. Acho isto uma situação miserável, que nos deve revoltar a todos.

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 28 Março 2008, 12:59

Quando a elite se comporta assim no ensino superior, o que é que se pode esperar de jovens de hoje no secundário. Uma certeza: a culpa destes é diminuta. Os comportamentos e as motivações, assim como os verdadeiros responsáveis deven ser objecto de uma observação fecunda e abrangente.
Um apelo: que os profissionais da comunicação social contribuam para a investigação das causas e da dimensão de problemas de relacionamento escolar em Portugal - universo de professores, pais e alunos e ambientes socio-económicos de intersecção com a escola - em vez de se balancearem ao som da verve oca, na passarela das vaidades pessoais.

Comentário de Manuel Anastácio
Data: 28 Março 2008, 13:12

Quase toda a gente diz: “porque não o pôs na rua?…” a respeito de cada caso específico de indisciplina.

Devo lembrar que se o aluno for para a rua, a comunidade aponta o dedo ao professor pela sua inépcia em lidar com os alunos e em não ter mão neles. E, com a nova modalidade de avaliação, será, até, acusado de incentivar o abandono escolar (o que significa que se mandar um aluno umas três vezes “para a rua” terá, para efeitos de progressão na carreira, as pernas cortadas, já que passará a ser claramente um “mau professor”). Deixá-los na sala não é melhor, de facto, mas…

… preso por ter cão, preso por não ter…

… na maioria dos regulamentos internos das escolas, manda-se um aluno para a rua “apenas” se este tiver uma tarefa para resolver fora da sala… Ora, este “apenas” significa, na prática, “o aluno não pode sair” porque não há, geralmente, auxilixares de acção educativa que vigiem a realização da tarefa.

Comentário de Ninguém
Data: 28 Março 2008, 13:18

“Parvoeira. Que chatice não termos como filmar, na altura, nem haver net.”
Grande parvoeira mesmo e com idade para terem mais juízo… Se houvesse telemóveis filmavas, não? Por acaso até gostava de ver-te nesses propósitos…

Comentário de David Fernandes
Data: 28 Março 2008, 13:35

“david fernandes: acho que devia ir ver esse seu problema com quem o possa ajudar.”

Continuo sem perceber o seu post; principalmente o 14 que supostamente quer dizer que, apesar da estupidez que devia ter ficado na adolescência, a média nem era má de todo.

Não sei se lhe passa pela cabeça que, noutras circunstâncias, talvez, fosse possível o 15. Se não passa isso tem nome: mediocridade, e não me espanta.

Voltando ao meu “problema”, é curioso como a si própria atribui o direito de “achar” o que lhe apetecer. Olhe, já não tenho dúvidas: é uma parvita com outra qualquer.

Passe bem.

Comentário de F Gomes
Data: 28 Março 2008, 13:45

Se nos reportarmos aos anos loucos de 74 e 75 em que eu estava no antigo 3º Ano do curso Geral (actual 9º Ano), lembro-me que, por exemplo, fizémos uma RGA (Reunião Geral de Alunos) para decidir entre outras coisas, que podíamos fumar nas aulas. Um colega meu, para dispensar do exame de Matemática (precisava de um 19), pura e simplesmente ameaçou o professor com uma cadeira (textualmente: …dou-te com esta cadeira nos cornos…) e conseguiu o que queria. Por outro lado também tivémos o COPCON armado até aos dentes a entrar na Escola de rompante, para dissolver uma cena de pancadaria entre alunos do MRPP e da UEC.
Quando falo hoje sobre este assunto com a minha filha de 22 anos, que está na faculdade, faço-o com uma certa vergonha, mas no meu semblante deve transparecer uma certa nostalgia, porque ela é condescendente comigo.
Não se pode comparar o carnaval que foram os anos de 74 a 76 (carnaval porque estávamos sempre em festa) com os dias de hoje, mas acho que a ESCOLA desde essa altura tem tido uma grande dificuldade em adaptar-se ao resto da sociedade e à sua evolução.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 28 Março 2008, 14:02

david fernandes, acho que o david tem mesmo dificuldades em descodificar português. média de 14 para entrada quer dizer que só se entrava com 14 ou mais. percebe, david? ou seja: entrava-se com 14, com 15, com 16, com 17, com 18, com 19 e com 20. costuma ser assim.

m abrantes, tem razão na sua observação sobre a indisciplina. naturalmente.

carlos fonseca, creio que o comportamento descrito está longe de ser excepcional. lembro-me de me terem contado que em medicina havia quem roubasse bocados dos cadáveres nas aulas de anatomia, para fazer ‘partidas’. apeteceu-me contar esta história porque de facto ao ouvir certas pessoas falar — reporto-me, por exemplo, ao debate ontem ocorrido na soc not a que a joão faz referência no post a seguir — fico com a ideia de que de facto vivo e vivi numa realidade paralela.

f gomes, claro que os anos logo após o 25 de abril foram uma loucura. mas antes do 25 de abril já havia indisciplina. ou ninguém se lembra?

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 28 Março 2008, 16:48

Aqui te deixo mais duas cenas com mais de 20 anos, Fernanda.

ICBAS, Universidade do Porto, 1982, primeira frequência do primeiro ano do curso de medicina, silêncio absoluto. De repente, alto e bom som, ouve-se um “foda-se, tanto trabalho para nada”… um dos exercícios, trabalhoso como o raio, dava 0 (zero). Podes imaginar a agitação que se seguiu.

Outra, já lá mais para o final do dito curso, cadeira de medicina legal (com o Pinto da Costa), primeira autópsia. Dois desgraçados são escolhidos para executantes e o resto da curso está na assitência. Um dos eleitos é responsável por abrir a calote craneana e, quando a serra acaba o seu trabalho, o dito pega na semi-calote, como se tivesse a tirar a tampa da caixa, e declara, virado para a plateia, “acabam de ganhar uma viagem à Madeira”. A aula parou, impossível calar aquele monte de gente, parecia o destapar da panela de pressão.

Comentário de Maria João Pires
Data: 28 Março 2008, 16:53

Ana, vais-me desculpar mas essas duas cenas não são exactamente exemplos de insubordinação, são antes episódios caricatos que, a não ser que o professor seja um cretino, até são úteis para descomprimir uma aula.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 28 Março 2008, 17:11

Pois João, concordo contigo, mas não tenho a certeza que essa seja a opinião geral (afinal houve asneiras e aulas interrompidas e assim, não é verdade?). Olha só como uma cena de insubordinação é entendida como um grave crime de violência escolar, com direito a queixa em tribunal e mais tudo aquilo a que se tem assistido. Até apetece dizer “recentremos o problema”.

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 28 Março 2008, 23:25

Fernanda, ainda há relativamente pouco tempo concluí um mestrado na Faculdade de Engenharia da Católica (Engenharia da Saúde).
Na turma, formada por alunos dos 30 e tais para cima, havia uma médica, sim mé-di-ca, e um engenheiro, sim en-ge-nhei-ro, que atendiam e falavam despudoradamente ao telefone em aulas, fosse quem fosse o professor ou assistente - por exemplo, o Prof. Sales Luís, hoje retirado, reconhecido como catedrático e médico de mérito.
Ambos não se ‘mestraram’ e eram, pois, dos mais perturbadores alunos em 2 anos de aulas. Andaram por lá a passar o tempo.
Como é natural, refuto liminarmente comportamentos deste género e tenho a seguinte dúvida: será que a médica alguma vez impôs ou virá impôr aos seus dois filhos, uma rapariga e um rapaz, uma conduta socialmente correcta na escola? Tenho a certeza de que não e esclareço que, com o socialmente correcta, não excluo actos de irreverência normais da adolescência.
O papel da família na educação dos jovens é fundamental e, às vezes, não chega. Mas com adultos incivilizados é difícil cumprir essa missão. E a tal médica julga-se membro da elite…até por ser médica.

Comentário de eduardo
Data: 29 Março 2008, 12:40

Eu sou professor, já dei aulas no secundário, agora estou na Universidade, e acho muito interessante, o que o Carlos Fonseca diz, porque vai de encontro a uma ideia que eu tenho. Ou seja a indisciplina muitas vezes é sinal de problemas que resultam em falta de aproveitamento. A engenheira e o médico sentiam-se mal nas aulas, andavam lá por andar, chatearam toda a gente e não acabaram os cursos. Normal. Acontece com pessoas com mais de 30 anos e acontece com miudos de 15 anos.
Cabe ao professor lidar com estas situações e limitá-las. É muito dificil, mas como eu costumo dizer, numa aula 50% é saber os outros 50% são relacionais. Parece-me que em Portugal há muitos professores que se esquecem dos segundos 50%.
Se o aluno atende o telemóvel, o professor dá a aula pior e o aproveitamento de todos ressente-se. A começar pelo aproveitamento dos “telefonistas” claro. O professor deve intervir na primeira vez que o telemovel toca e fazer tudo para que a situação não se repita. Sugestão: devemos dar o exemplo, mostrando que o nosso proprio telemóvel está desligado. E dizer uma piada para toda a turma ouvir, tipo: atenda lá isso e desligue senhor ! Comigo resulta.

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 29 Março 2008, 14:24

Eduardo, para reforçar o que diz e que tem o meu acordo, posso contar-lhe um episódio. De uma das vezes que o telemóvel da médica tocou, o professor, igualmente médico, disse-lhe o seguinte:
- se for para mim, diga que estou na aula.
Com esta nota de humor, o citado professor que conseguiu pôr termo a telefonadelas nas aulas conduzidas por ele. No fundo, é esta a terapia que o Eduardo preconiza e, no caso em questão, confirmo a eficácia.

Comentário de Woman Once a Bird
Data: 29 Março 2008, 16:57

Compara-se o incomparável. Adolescentes com adultos que, mal ou bem, já possuem outras vivências e conhecimentos. A ironia resulta? Certamente que sim, mas só com determinadas faixas etárias. No secundárioé possível utilizá-la. Com turmas de 3.º ciclo? Não me parece.

Pingback de Suas piratas, a portarem-se mal na sala de aula, ai, ai… « O Insurgente
Data: 29 Março 2008, 18:18

[...] Ai, suas marotas! [...]

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 29 Março 2008, 19:08

Woman Once a Bird, se tiver o cuidado de saber ler verá que não estou a fazer comparações entre adultos e adolescentes, até porque entre os últimos existe gente muito melhor preparada e mais civilizada do que nos primeiros. O que é exemplar nesta história - que já me enjoa - é o fenómeno transversal da sistematização do uso telemóvel na aula e os prejuízos causados ao grupo, independentemente de se falar de trintões ou ‘teenagers’.
É óbvio que a terapia relacional com adultos de 30 e mais anos e a aplicável a adolescentes não obedecem a um modelo uniforme.
Sinto desiludi-la, mas não descobriu a pólvora.

Comentário de eduardo
Data: 29 Março 2008, 19:38

Carlos Fonseca: obrigado. O que conta é mesmo muito interessante.

Woman Once a Bird, desculpe, mas eu não estou a comparar o incomparável. Uma aula é sempre uma aula. Seja qual for o nivel e a idade dos alunos. A dinâmica professor-alunos é sempre fundamental. É preciso que desde o primeiro momento (ou seja a primeira aula) os alunos se sintam bem na sala, bem com o professor, bem com a matéria, bem com os outros, bem consigo próprios. E é preciso que o professor se sinta bem, também. É dificil, muito dificil, eu sei bem por experiência própria. Isto consegue-se nos vários graus de ensino, misturando relação com saber (proporções variáveis é certo) e preparando os dois lados da aula. Todos os alunos gostam que os professores lhes dêem atenção.
É verdade que o terceiro ciclo é muito complicado , muito provavelmente é o ciclo em que é mais dificil dar aulas, mas tem que se tentar. Estes miudos já vivem muito, só que o que vivem não é transposto para dentro das aulas. E é esse o problema. A titulo de exemplo: será que a sra professora de francês lhes explicou alguma vez como é que se escrevem smss em francês ? Será que ela sabe ? Saberá que K7 é cassete, jteme je te aime, etc ? Isto não faz parte do programa ? E então ? Pode dar-se num bocado duma aula, para criar pontes com os alunos. E criando pontes evitam-se estas situações. E o humor, o afecto, o interesse reciproco, cria muitas pontes. E todos temos humor, e afectos porque somos humanos.

Comentário de Pedro Silva
Data: 29 Março 2008, 20:10

Provavelmente posso esclarecê-la quanto à questão que levanta num dos seus comentários. A professora não pôs o aluno na rua porque:

a) É um dos muitos profissionais de outras áreas que, com o passar dos anos e avolumar de anos no desemprego, achou o seu lugar na educação onde, tranquilamente, não tem que se preocupar com grande coisa.

b) O aluno era de tal modo problemático que não havia como exercer autoridade como ele. Conheço casos de alunos que atiraram facas contra professores (e falharam, mas a nivel interno nada lhes aconteceu), ameaçaram as suas familias e gozam de impunidade devido à deformação do nosso sistema educativo, do qual, aliás, faço parte.

Entre as duas, faça a sua escolha. Ambas são por demais recorrentes, sendo a segunda muito mais grave do que a primeira. E perante a falta de apoio dos orgãos executivos, os professores têm, nesses casos, pouco mais hipóteses do que ficarem com uma depressão, em casa, enquanto o estado lhe paga o ordenado merecido. Eles até querem ensinar, nós é que não deixamos.

Comentário de Pedro
Data: 30 Março 2008, 4:01

14??? LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL…. ah foda-se, estão explicados aqueles textos a roçar o analfabetismo no DN.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 30 Março 2008, 14:07

olha outro que não sabe o que é uma média de entrada de curso. começo a ficar preocupada. vai-se a ver e a ‘massificação’ e ‘democratização’ do acesso à universidade não foi suficiente.

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 30 Março 2008, 18:37

Fernanda, já tivemos, se bem me lembro, divergências de opiniões aqui no 5 dias.net. De resto, a divergência de opiniões, em consonância com o pensamento e os comportamentos entre quem se identifica com valores democráticos, dilui-se na tolerância e no respeito por convicções de terceiros com quem, nesta ou naquela matéria, não estamos de acordo. É mais do que óbvio.
A atitude de trauliteiros, torpes e obscenos só ofende os próprios. Este tal Pedro – será o nome do autêntico? – só merece desprezo. É, decerto, militante da ‘direita do courato’, em que, por exemplo, se filiam autores do ‘Blasfémias’, ‘blog’ onde sistematicamente os meus textos são mais do que censurados. São radicalmente eliminados, quando crítico o João Miranda, que ainda não se curou dos afrontamentos provocados pela opção maioritária dos portugueses pela actual lei do aborto, ou as vacuidades e incongruências da Helena Matos.
Acho que o 5dias.net, ao publicar os comentários dos ‘Pedros’, com labéus de linguagem de ‘bas-fond’, evidencia superioridade democrática sobre muitos outros sítios da ‘blogoesfera’, incluindo o Blasfémias. Mesmo com o sacrifício da estética na expressão escrita, de autores que usualmente classificados de reles. A ‘direita do courato’ aglutina este tipo de gente.

Comentário de Woman Once a Bird
Data: 30 Março 2008, 19:28

Não desiludiu, Carlos. Não julguei descobrir a pólvora. Mas o seu comentário pessoalizado também é bastante revelador. Lamento não me ter expressado devidamente; o meu comentário não seria dirigido a si, mas em relação à série de comentários que o seu suscitou.

Eduardo:
Quando foquei a questão das diferentes faixas etárias fi-lo porque parece-me que um aluno que consegue desmontar um comentário espirituoso precisa de alguma maturidade que os alunos de 3.º ciclo ainda não revelam. Não digo que seja impossível; apenas que não será tão eficaz. E julgo tal por experiência própria(que vale o que vale, como é óbvio). Sou professora do Ensino Secundário e sempre me relacionei bem com os meus alunos; muitas vezes, recorro a este tipo de comentários para os chamar a atenção. Invariavelmente funciona, riem-se e a aula continua. Contudo, aquando das aulas de substituição a turmas de 3.º ciclo a coisa já não é bem assim. Tive/tenho que ser mais directa, porque de outro modo não vai lá.

Comentário de m
Data: 30 Março 2008, 19:32

Comentário de Pedro
Data: 30 Março 2008, 4:01

14??? LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL…. ah foda-se, estão explicados aqueles textos a roçar o analfabetismo no DN.

Pelo comentário deve ter tido uma nota acima dos 14. Parabéns, então. O que só prova que as notas não são sinónimo de inteligência e educação. Mais de 14 e uma asneira dessas e um ‘LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL….’? Ai ai.

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 30 Março 2008, 21:58

Woman Once a Bird, peço desculpa.

Comentário de Woman Once a Bird
Data: 30 Março 2008, 22:21

Caro Carlos: Peço-lhe eu também. O meu primeiro comentário foi demasiado curto para que se percebesse claramente o que tentei expor. Às vezes os saltos lógicos que fazemos ao assumirmos que seremos plenamente entendidos proporcionam equívocos como o que o meu comentário suscitou.

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