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	<title>Comentários em: Devo viver numa realidade paralela</title>
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		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34818</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 17:37:00 +0000</pubDate>
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		<description>Junu, vou ser mais claro: para a esmagadora maioria dos observadores, os professores pactuaram com e aceitaram a degradação intolerável, repito, INTOLERÁVEL das suas condições de trabalho nas Escolas sem um ai, sem uma manifestação pública, de qualquer forma que fosse, permita mesmo que lhe diga, para não ter de voltar a &quot;sorrir&quot; ao ler-me, sem um peido.


       Mas conseguem mostar uma notável &quot;união&quot; e descer à &quot;rua&quot; com o imtuito de forçar ilegitimamante decisões políticas do Governo democraticamente eleito, e vangloriar-se OBSCENAMENTE disso, apenas no momento em que sentem que estão &quot;mexendo no seu bolso&quot;.


        Sabe você qual é a imagem com que os professores portugueses estão a ficar perante o olhar dos seus compatriotas? Se souber, concluirá que ainda vão perder muito mais do que pensam ter a ganhar com a sua &quot;luta&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Junu, vou ser mais claro: para a esmagadora maioria dos observadores, os professores pactuaram com e aceitaram a degradação intolerável, repito, INTOLERÁVEL das suas condições de trabalho nas Escolas sem um ai, sem uma manifestação pública, de qualquer forma que fosse, permita mesmo que lhe diga, para não ter de voltar a &#8220;sorrir&#8221; ao ler-me, sem um peido.</p>
<p>       Mas conseguem mostar uma notável &#8220;união&#8221; e descer à &#8220;rua&#8221; com o imtuito de forçar ilegitimamante decisões políticas do Governo democraticamente eleito, e vangloriar-se OBSCENAMENTE disso, apenas no momento em que sentem que estão &#8220;mexendo no seu bolso&#8221;.</p>
<p>        Sabe você qual é a imagem com que os professores portugueses estão a ficar perante o olhar dos seus compatriotas? Se souber, concluirá que ainda vão perder muito mais do que pensam ter a ganhar com a sua &#8220;luta&#8221;&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: António José Gamboa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34287</link>
		<dc:creator>António José Gamboa</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 14:20:55 +0000</pubDate>
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		<description>Nas minhas deambulações pela NET, acabei por encontrar aqui algumas considerações ao comentário que me foi pedido pelo jornal Público relativamente ao caso CM. Deixo aqui o texto completo. Noutra ocasião e noutro momento, poderei vir aqui escrever um pouco mais sobre a escola e a minha visão sobre a mesma. Aqui fica o texto completo: A Sociedade bem como a Escola têm regras que devem ser entendidas por todos para que possam ser assumidas e respeitadas, para que elas sejam aceites têm de ser entendidas e interiorizadas as razões pelas quais foram criadas. Os Regulamentos Internos das Escolas prevêem normas a cumprir e as sanções para quem não as cumpra. No entanto, raramente, é explicitado aos alunos (e aos pais) as razões efectivas para a existência daquelas normas e as consequências para a comunidade quando elas não são cumpridas.

Ao contrário daquilo que muitas vezes é insinuado, a sociedade e a família é muito mais permissiva que a Escola e aí reside um obstáculo à acção desta na promoção de climas efectivos de aprendizagem e de relacionamento. 

Quantos Presidentes de Conselhos Executivos após conversa com alunos com problemas disciplinares não ouviram da boca do aluno &quot;mas ele lá fora vai ver&quot;. Lá fora é o campo de ninguém onde as regras são difusas e onde a permissividade aumenta. 

Tal como a disciplina aumenta ou diminui de professor para professor, ou mesmo consoante a hora do dia. Aumenta em escolas com lideranças fracas, aumenta em zonas onde a distância comportamental entre o exterior e o interior da escola é maior. 

Acompanhamento preventivo dos alunos mais instáveis, regras precisas e claras quanto ao benefício do seu cumprimento, actuação de todo o corpo docente de forma semelhante perante a indisciplina, envolvimento e contacto imediato com as famílias, responsabilização dos alunos mais problemáticos em tarefas de responsabilidade dentro do espaço escolar e celeridade nas punições com recurso ao trabalho cívico, são sem dúvida elementos que podem garantir efectivos climas de aprendizagem. 

Casos como o da Carolina Michaelis poderão sempre acontecer em qualquer estabelecimento de ensino (público ou privado) mas certamente há territórios educativos onde reunidas as condições atrás descritas essas situações serão cada vez mais raras e sobretudo dificilmente &quot;apadrinhadas&quot; por um colectivo Turma como parece que aconteceu. E isso foi, a meu ver, o mais grave e aquilo que merece maior reflexão de todos nós.

A escola deve também ser um espaço de confiança onde cada profissional possa dialogar e expor as suas dificuldades sejam elas de cariz académico sejam na gestão de conflitos. Esta confiança traduz-se na certeza que os responsáveis estão atentos e capazes de intervir no momento certo, atentos à evolução de cada turma e também às eventuais fragilidades de algum elemento do corpo docente. 

È necessário formar e treinar os professores e funcionários para lidarem com situações inesperadas e em cada Escola padronizar o tipo de actuação que os seus profissionais devem seguir perante essas mesmas situações &quot;limite&quot;. E sobretudo actuar no pequeno incidente de forma preventiva.

A indisciplina não deve ser combatida mas evitada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nas minhas deambulações pela NET, acabei por encontrar aqui algumas considerações ao comentário que me foi pedido pelo jornal Público relativamente ao caso CM. Deixo aqui o texto completo. Noutra ocasião e noutro momento, poderei vir aqui escrever um pouco mais sobre a escola e a minha visão sobre a mesma. Aqui fica o texto completo: A Sociedade bem como a Escola têm regras que devem ser entendidas por todos para que possam ser assumidas e respeitadas, para que elas sejam aceites têm de ser entendidas e interiorizadas as razões pelas quais foram criadas. Os Regulamentos Internos das Escolas prevêem normas a cumprir e as sanções para quem não as cumpra. No entanto, raramente, é explicitado aos alunos (e aos pais) as razões efectivas para a existência daquelas normas e as consequências para a comunidade quando elas não são cumpridas.</p>
<p>Ao contrário daquilo que muitas vezes é insinuado, a sociedade e a família é muito mais permissiva que a Escola e aí reside um obstáculo à acção desta na promoção de climas efectivos de aprendizagem e de relacionamento. </p>
<p>Quantos Presidentes de Conselhos Executivos após conversa com alunos com problemas disciplinares não ouviram da boca do aluno &#8220;mas ele lá fora vai ver&#8221;. Lá fora é o campo de ninguém onde as regras são difusas e onde a permissividade aumenta. </p>
<p>Tal como a disciplina aumenta ou diminui de professor para professor, ou mesmo consoante a hora do dia. Aumenta em escolas com lideranças fracas, aumenta em zonas onde a distância comportamental entre o exterior e o interior da escola é maior. </p>
<p>Acompanhamento preventivo dos alunos mais instáveis, regras precisas e claras quanto ao benefício do seu cumprimento, actuação de todo o corpo docente de forma semelhante perante a indisciplina, envolvimento e contacto imediato com as famílias, responsabilização dos alunos mais problemáticos em tarefas de responsabilidade dentro do espaço escolar e celeridade nas punições com recurso ao trabalho cívico, são sem dúvida elementos que podem garantir efectivos climas de aprendizagem. </p>
<p>Casos como o da Carolina Michaelis poderão sempre acontecer em qualquer estabelecimento de ensino (público ou privado) mas certamente há territórios educativos onde reunidas as condições atrás descritas essas situações serão cada vez mais raras e sobretudo dificilmente &#8220;apadrinhadas&#8221; por um colectivo Turma como parece que aconteceu. E isso foi, a meu ver, o mais grave e aquilo que merece maior reflexão de todos nós.</p>
<p>A escola deve também ser um espaço de confiança onde cada profissional possa dialogar e expor as suas dificuldades sejam elas de cariz académico sejam na gestão de conflitos. Esta confiança traduz-se na certeza que os responsáveis estão atentos e capazes de intervir no momento certo, atentos à evolução de cada turma e também às eventuais fragilidades de algum elemento do corpo docente. </p>
<p>È necessário formar e treinar os professores e funcionários para lidarem com situações inesperadas e em cada Escola padronizar o tipo de actuação que os seus profissionais devem seguir perante essas mesmas situações &#8220;limite&#8221;. E sobretudo actuar no pequeno incidente de forma preventiva.</p>
<p>A indisciplina não deve ser combatida mas evitada.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34229</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 03:04:03 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Maria João

inteiramente de acordo
foi uma histeria
nem sequer assistimos a uma cena de pugilismo
senti-me ultrajado
a coisa foi anunciada com alguma pomposidade
eu, enquanto estudava, 
vi muito muito pior do que isto
pas grave

começam os discursos
a &quot;política&quot; da educação
o estado da sociedade (decrépito)
o estado da &quot;alma&quot; 
minha nossa!
uma histeria sobre duas histéricas agarradas a um telemóvel
isto quase que me dá dores de cabeça
fico abalado
mas por razões diferentes
apre, como diz um amigo meu
eh ehe hehe he hhe h e heh e
:) :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Maria João</p>
<p>inteiramente de acordo<br />
foi uma histeria<br />
nem sequer assistimos a uma cena de pugilismo<br />
senti-me ultrajado<br />
a coisa foi anunciada com alguma pomposidade<br />
eu, enquanto estudava,<br />
vi muito muito pior do que isto<br />
pas grave</p>
<p>começam os discursos<br />
a &#8220;política&#8221; da educação<br />
o estado da sociedade (decrépito)<br />
o estado da &#8220;alma&#8221;<br />
minha nossa!<br />
uma histeria sobre duas histéricas agarradas a um telemóvel<br />
isto quase que me dá dores de cabeça<br />
fico abalado<br />
mas por razões diferentes<br />
apre, como diz um amigo meu<br />
eh ehe hehe he hhe h e heh e<br />
 <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34192</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 21:55:37 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João: então estamos de acordo, pelo menos parcialmente. De facto, o fluxo em sentido iverso também é impossível.
Junu: consigo o acordo é mais amplo, pois as escolas, portuguesas e de outros países, formam um mosaico muito diversificado e complexo. No já célebre episódio da CM, prevalece a figura do pretexto que faz extravasar para outros níveis de análise aquilo que, apenas por erro grosseiro, se pode considerar um caso isolado,  sem 
expressão socialmente relevante. Sabe melhor do que eu que as disfunções comportamentais se repercutem facilmente nas relações intra-escolares, alargando-se aos pais dos alunos e  a agentes da tutela (não estou a chamar agente à Sr.ª Ministra, Deus me livre!)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João: então estamos de acordo, pelo menos parcialmente. De facto, o fluxo em sentido iverso também é impossível.<br />
Junu: consigo o acordo é mais amplo, pois as escolas, portuguesas e de outros países, formam um mosaico muito diversificado e complexo. No já célebre episódio da CM, prevalece a figura do pretexto que faz extravasar para outros níveis de análise aquilo que, apenas por erro grosseiro, se pode considerar um caso isolado,  sem<br />
expressão socialmente relevante. Sabe melhor do que eu que as disfunções comportamentais se repercutem facilmente nas relações intra-escolares, alargando-se aos pais dos alunos e  a agentes da tutela (não estou a chamar agente à Sr.ª Ministra, Deus me livre!)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34153</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 18:16:25 +0000</pubDate>
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		<description>A. Castanho

Devo dizer-lhe que não consegui deixar de sorrir ao ler o seu comentário. Balancei entre achá-lo divertido, ingénuo, ou pueril. Não leve a peito estas minhas palavras, mas parece-me que, de facto, anda mal informado e/ ou pouco esclarecido em relação à &quot;Classe&quot;, como refere.

Bom, o suposto &quot;esclarecimento&quot; que me pede não será, certamente, piedoso e tenho sérias dúvidas que o esclareça no que quer que seja.

Em primeiro lugar, o conceito de &quot;Classe&quot; é discutível, não será aqui que o vou discutir, dadas as limitações de espaço.

Em segundo lugar, engana-se redondamente quanto às reivindicações e anseios dos professores.

Em terceiro lugar, o problema da indisciplina é amplamente debatido nas escolas, e é uma das maiores preocupações dos docentes actualmente.

Em quarto lugar, deveria saber que as escolas, apesar de terem alguma autonomia, têm de responder perante o Ministério que as tutela, de onde são emanadas directivas, legislações, etc, ficando, muitas vezes, manietadas e impotentes para resolverem situações mais prementes.

Espero, de alguma forma, ter-lhe sido útil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A. Castanho</p>
<p>Devo dizer-lhe que não consegui deixar de sorrir ao ler o seu comentário. Balancei entre achá-lo divertido, ingénuo, ou pueril. Não leve a peito estas minhas palavras, mas parece-me que, de facto, anda mal informado e/ ou pouco esclarecido em relação à &#8220;Classe&#8221;, como refere.</p>
<p>Bom, o suposto &#8220;esclarecimento&#8221; que me pede não será, certamente, piedoso e tenho sérias dúvidas que o esclareça no que quer que seja.</p>
<p>Em primeiro lugar, o conceito de &#8220;Classe&#8221; é discutível, não será aqui que o vou discutir, dadas as limitações de espaço.</p>
<p>Em segundo lugar, engana-se redondamente quanto às reivindicações e anseios dos professores.</p>
<p>Em terceiro lugar, o problema da indisciplina é amplamente debatido nas escolas, e é uma das maiores preocupações dos docentes actualmente.</p>
<p>Em quarto lugar, deveria saber que as escolas, apesar de terem alguma autonomia, têm de responder perante o Ministério que as tutela, de onde são emanadas directivas, legislações, etc, ficando, muitas vezes, manietadas e impotentes para resolverem situações mais prementes.</p>
<p>Espero, de alguma forma, ter-lhe sido útil.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Castanho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34130</link>
		<dc:creator>A. Castanho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 16:50:54 +0000</pubDate>
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		<description>« (...) há anos que a autoridade do professor tem vindo a ser posta em causa, assim como os mecanismos e as ferramentas que este usa para impor, ou conquistar, a autoridade e o respeito. O processo burocrático que implica a repreensão/expulsão a um aluno é kafkiano (...)»


         Mas então, se assim é (e não serei eu que o vou pôr em causa, por estar há mais de vinte anos completamente afastado do Ensino), o que têm feito os Professores, enquanto classe organizada, para corrigir essa situação? Agradeço piedoso esclarecimento. É que, pelo que se vai vendo, parece que, aliás à semelhança de muitas outras, a Classe só se mobiliza mesmo quando o problema toca no &quot;guito&quot;.


      E, claro, concordo com o teor deste Artigo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>« (&#8230;) há anos que a autoridade do professor tem vindo a ser posta em causa, assim como os mecanismos e as ferramentas que este usa para impor, ou conquistar, a autoridade e o respeito. O processo burocrático que implica a repreensão/expulsão a um aluno é kafkiano (&#8230;)»</p>
<p>         Mas então, se assim é (e não serei eu que o vou pôr em causa, por estar há mais de vinte anos completamente afastado do Ensino), o que têm feito os Professores, enquanto classe organizada, para corrigir essa situação? Agradeço piedoso esclarecimento. É que, pelo que se vai vendo, parece que, aliás à semelhança de muitas outras, a Classe só se mobiliza mesmo quando o problema toca no &#8220;guito&#8221;.</p>
<p>      E, claro, concordo com o teor deste Artigo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34112</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 16:19:54 +0000</pubDate>
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		<description>Fuckitall

Pois é, o &quot;conselho disciplinar (ou lá como isso se chama)&quot;. Não me leves a mal pelo que vou dizer, mas é bom, em alguns casos, sabermos exactamente do que falamos. Não há conselhos disciplinares como entidades que estão sempre aptos a serem consultados.  Os ditos conselhos só se fazem caso haja necessidade de serem feitos, depois de ter havido uma participação que deverá ser feita em primeira instância ao director de turma que, por sua vez, decidirá se deverá ser realizado ou não um conselho de turma. Na eventualidade desse dito conselho ser feito, se não se chegar a consenso, a coisa poderá ter que ir a pedagógico, quando este se realizar, e as decisões aí tomadas serão comunicadas a um outro e posterior conselho de turma... e não me vou alongar mais, percebes o que queria dizer com &quot;processo Kafkiano&quot;? Há escolas (poucas) que se estão nas tintas para todo o processo e agem de imediato, com as consequências que daí poderão advir, mas têm que o fazer de acordo com o seu regulamento interno, não podendo exceder a matriz emanada pelo Ministério da Educação. Uma escola que não respeite os critéritos e parâmetros poderá ficar em apuros ( mas isso é, também, toda uma outra discussão).

Tanto quanto sei, a professora fez queixa directamente no Conselho Executivo, que deverá ter menosprezado o caso e não tomou nenhuma atitude. Por isso, lavou as suas mãos, dizendo que a professora não tinha comunicado a &quot;ocorrência&quot; ( o que eu gosto deste termo...) e que só tinham tido conhecimento através da notícias. 

Por incrível que pareça isto é mais comum do que se pensa. Não sabiam, não podiam actuar. E a batata quente passa para a mão da professora.

Uma nota: com sentido estrito ou sem sentido estrito, não posso concordar que não haja agressão, a agressão reveste-se de muitas formas, chama-lhe violência psicológica ou o que quiseres.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fuckitall</p>
<p>Pois é, o &#8220;conselho disciplinar (ou lá como isso se chama)&#8221;. Não me leves a mal pelo que vou dizer, mas é bom, em alguns casos, sabermos exactamente do que falamos. Não há conselhos disciplinares como entidades que estão sempre aptos a serem consultados.  Os ditos conselhos só se fazem caso haja necessidade de serem feitos, depois de ter havido uma participação que deverá ser feita em primeira instância ao director de turma que, por sua vez, decidirá se deverá ser realizado ou não um conselho de turma. Na eventualidade desse dito conselho ser feito, se não se chegar a consenso, a coisa poderá ter que ir a pedagógico, quando este se realizar, e as decisões aí tomadas serão comunicadas a um outro e posterior conselho de turma&#8230; e não me vou alongar mais, percebes o que queria dizer com &#8220;processo Kafkiano&#8221;? Há escolas (poucas) que se estão nas tintas para todo o processo e agem de imediato, com as consequências que daí poderão advir, mas têm que o fazer de acordo com o seu regulamento interno, não podendo exceder a matriz emanada pelo Ministério da Educação. Uma escola que não respeite os critéritos e parâmetros poderá ficar em apuros ( mas isso é, também, toda uma outra discussão).</p>
<p>Tanto quanto sei, a professora fez queixa directamente no Conselho Executivo, que deverá ter menosprezado o caso e não tomou nenhuma atitude. Por isso, lavou as suas mãos, dizendo que a professora não tinha comunicado a &#8220;ocorrência&#8221; ( o que eu gosto deste termo&#8230;) e que só tinham tido conhecimento através da notícias. </p>
<p>Por incrível que pareça isto é mais comum do que se pensa. Não sabiam, não podiam actuar. E a batata quente passa para a mão da professora.</p>
<p>Uma nota: com sentido estrito ou sem sentido estrito, não posso concordar que não haja agressão, a agressão reveste-se de muitas formas, chama-lhe violência psicológica ou o que quiseres.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34100</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 15:58:40 +0000</pubDate>
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		<description>Junu, eu mantenho as minhas dúvidas sobre o aproveitamento dado a este caso. Aliás, é só ver o que se foi escrevendo e ouvindo na imprensa. De repente parece que vivemos num país em que a escola não tem nenhum tipo de regras nem meios para lidar com situações incómodas. É a histeria colectiva no seu expoente máximo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Junu, eu mantenho as minhas dúvidas sobre o aproveitamento dado a este caso. Aliás, é só ver o que se foi escrevendo e ouvindo na imprensa. De repente parece que vivemos num país em que a escola não tem nenhum tipo de regras nem meios para lidar com situações incómodas. É a histeria colectiva no seu expoente máximo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34094</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 15:46:16 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora, Junu: ainda ontem postei acerca de como esta discussão em torno deste incidente pateta é ofensiva para todos os professores que convivem todos os dias com situações de facto problemáticas. Não estou, de maneira nenhuma, a dizer que é coisa fácil ser professor, sobretudo no secundário e numa época em que há, objectivamente, uma difusão das autoridades (coisa que eu acho em si boa, mas isso é toda outra conversa), e sobretudo num país como o nosso, em que as coisas funcionam por sistema mal.

Ah, bom texto, o do Gamboa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, Junu: ainda ontem postei acerca de como esta discussão em torno deste incidente pateta é ofensiva para todos os professores que convivem todos os dias com situações de facto problemáticas. Não estou, de maneira nenhuma, a dizer que é coisa fácil ser professor, sobretudo no secundário e numa época em que há, objectivamente, uma difusão das autoridades (coisa que eu acho em si boa, mas isso é toda outra conversa), e sobretudo num país como o nosso, em que as coisas funcionam por sistema mal.</p>
<p>Ah, bom texto, o do Gamboa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34091</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 15:39:06 +0000</pubDate>
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		<description>Junu, percebeste que não atiro pedras pelo facto de haver falhas no controlo ou disciplina (vai sempre haver, claro)? Só me parece questionável que quem não achou pertinente referir a cena perante o conselho disciplinar (ou lá como se chama) da escola depois venha tratar disto para os tribunais. Sobretudo tratando-se de jovens pelos quais ela era suposto ser responsável e atendendo a que nem é óbvio que haja uma agressão, no sentido estrito do termo. Não queria bem imputar culpas, mas dizer que acho complicado que esta senhora se apresente tão linearmente como uma vítima da situação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Junu, percebeste que não atiro pedras pelo facto de haver falhas no controlo ou disciplina (vai sempre haver, claro)? Só me parece questionável que quem não achou pertinente referir a cena perante o conselho disciplinar (ou lá como se chama) da escola depois venha tratar disto para os tribunais. Sobretudo tratando-se de jovens pelos quais ela era suposto ser responsável e atendendo a que nem é óbvio que haja uma agressão, no sentido estrito do termo. Não queria bem imputar culpas, mas dizer que acho complicado que esta senhora se apresente tão linearmente como uma vítima da situação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34084</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 15:15:27 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João, não me parece que seja assim tãoooo demagógico. Felizmente ou infelizmente, as coisas só se tornam numa realidade quando se tornam públicas, quando são visionadas nos media e por aí fora. É, óbvio, que este é um debate que a sociedade tem de fazer muito seriamente. Não vejo as coisas com uns &quot;óculos cor de rosa&quot;, (perdoa-me a expressão). 
Posso dizer que, no fundo, nunca saí da escola. Primeiro frequentei-a como estudante e agora frequento-a como professora. Observei, por dentro, ao longo destes 30 anos a evolução da escola (não vou entrar por aí, senão teríamos aqui um longo debate) e acredita que penso que há muita coisa para ser pensada, repensada, sob pena de estarmos a fomentar gerações e gerações de automatozinhos, com pouquíssimas competências não só ao nível do conhecimento, literacia, etc, como ao nível das competências humanas, sem que os mesmos tenham alguma culpa disso.

Mas já me desviei mais do que queria daquilo que aqui estamos a discutir. Na realidade, penso que se aproveitou este caso para se debater algo que já se fala há muito tempo, mas que ninguém quer assumir, sabe-se lá porquê. E nada melhor que uma grande escandaleira bem aproveitada. Ao menos, digo eu, agora que o mal está feito, aproveite-se para  fazer-se um debate sério, em que deixemos todos de enfiar a cabeça na areia e nos ponhamos de acordo, para que algo mude e os nossos adolescentes tenham direito, realmente, a uma educação de qualidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João, não me parece que seja assim tãoooo demagógico. Felizmente ou infelizmente, as coisas só se tornam numa realidade quando se tornam públicas, quando são visionadas nos media e por aí fora. É, óbvio, que este é um debate que a sociedade tem de fazer muito seriamente. Não vejo as coisas com uns &#8220;óculos cor de rosa&#8221;, (perdoa-me a expressão).<br />
Posso dizer que, no fundo, nunca saí da escola. Primeiro frequentei-a como estudante e agora frequento-a como professora. Observei, por dentro, ao longo destes 30 anos a evolução da escola (não vou entrar por aí, senão teríamos aqui um longo debate) e acredita que penso que há muita coisa para ser pensada, repensada, sob pena de estarmos a fomentar gerações e gerações de automatozinhos, com pouquíssimas competências não só ao nível do conhecimento, literacia, etc, como ao nível das competências humanas, sem que os mesmos tenham alguma culpa disso.</p>
<p>Mas já me desviei mais do que queria daquilo que aqui estamos a discutir. Na realidade, penso que se aproveitou este caso para se debater algo que já se fala há muito tempo, mas que ninguém quer assumir, sabe-se lá porquê. E nada melhor que uma grande escandaleira bem aproveitada. Ao menos, digo eu, agora que o mal está feito, aproveite-se para  fazer-se um debate sério, em que deixemos todos de enfiar a cabeça na areia e nos ponhamos de acordo, para que algo mude e os nossos adolescentes tenham direito, realmente, a uma educação de qualidade.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34076</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 14:54:33 +0000</pubDate>
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		<description>Fuckitall

Respondo ao teu comentário com um outro comentário que deixei na caixa de comentários de um post no Arrastão(confesso que não sei fazer esses links...shame on me!),correndo o risco de estar um pouco descontextualizado. Epá desculpa lá a preguiça, mas aqui vai:

Não pretendo alongar-me muito, apenas duas a três coisas para reflexão (pois muito haveria a dizer).
Concordo que a professora, neste caso, não teve a capacidade de discernimento necessária. No entanto, neste vídeo só se mostra a parte do conflito em si, não sabemos as circunstâncias em que tudo ocorreu. Parece-me que a turma, no seu todo, não é propriamente um petisco(vejam-se os comentários de quem grava e assiste)e, portanto, será natural pensar que a professora estava sujeita a um grande desgaste. Ok, Ok, é profissional, tem que “se aguentar à bronca”, não é bem assim, digo eu. Às vezes a fronteira entre o discernimento e o perder o pé, é muito ténue. E por muito bons profissionais que sejamos, não podemos excluir a hipótese de imponderáveis e cedemos. Acontece a toda a gente, ainda mais a quem lida com uma faixa etária nada fácil. Não somos máquinas, ponto!
Por outro lado não, podemos nem devemos tapar o sol com a peneira, a vida do professor nas escolas não está nada facilitada, há anos que a autoridade do professor tem vindo a ser posta em causa, assim como os mecanismos e as ferramentas que este usa para impor/ conquistar a autoridade e o respeito. O processo burocrático que implica a repreensão/expulsão a um aluno é kafkiano (porque expulsar é a solução mais simples, tudo deve ser negociado, é anti-pedagógico e sei lá que mais). Assim, sugere-se e exige-se, muitas vezes, que os alunos só possam ter uma participação, ou uma ordem de saída em último recurso, sob pena do professor ter que justificar até à exaustão o porquê dessa decisão e sob pena de ser visto como um mau pedagogo. Porque, geralmente, é o que acontece, como se vê pelo exemplo deste comentário. Se a professora expulsasse a aluna (e ela acedesse a sair, sim, porque às vezes oferecem resistência), a professora teria sido intolerante e, talvez, estivesse a exagerar ou a exorbitar nas suas competências, recorrendo a um uso exagerado da sua “autoridade”. Continuo a dizer que não sabemos, através deste vídeo, se a professora tentou “negociar”, antes de tomar uma atitude mais irredutível. Contudo, enveredamos pelo caminho mais fácil, o da culpabilização, o da falta de vocação, não saber fazer uso de umas tantas competências (quaisquer que elas sejam), etc, etc. Quantos de nós não falhámos já ao longo das nossas carreiras profissionais? Quantos de nós não tomámos já más decisões? O problema é que nada é assim tão linear e em situações como esta não é difícil, qualquer que fosse o caso, imputar culpas à docente.
Sendo professora há alguns anos, já me passaram pelas mãos muitos meninos insolentes, nunca me vi numa situação destas. Gosto de pensar que a minha actuação não os deixa chegar a este ponto. Porém, e porque conheço bem a realidade das nossas escolas e as dificuldades, as exigências e os desafios com que nos deparamos, não quero, nem posso dizer “desta água não beberei”. Não tenho essa presunção. Não digo de ânimo leve que “a minha pedagogia é melhor que a tua.”. Cada caso é um  caso, cada turma é todo um universo diferente da outra, e por fim, cada aluno é todo um mundo que o distingue do outro e por aí fora.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fuckitall</p>
<p>Respondo ao teu comentário com um outro comentário que deixei na caixa de comentários de um post no Arrastão(confesso que não sei fazer esses links&#8230;shame on me!),correndo o risco de estar um pouco descontextualizado. Epá desculpa lá a preguiça, mas aqui vai:</p>
<p>Não pretendo alongar-me muito, apenas duas a três coisas para reflexão (pois muito haveria a dizer).<br />
Concordo que a professora, neste caso, não teve a capacidade de discernimento necessária. No entanto, neste vídeo só se mostra a parte do conflito em si, não sabemos as circunstâncias em que tudo ocorreu. Parece-me que a turma, no seu todo, não é propriamente um petisco(vejam-se os comentários de quem grava e assiste)e, portanto, será natural pensar que a professora estava sujeita a um grande desgaste. Ok, Ok, é profissional, tem que “se aguentar à bronca”, não é bem assim, digo eu. Às vezes a fronteira entre o discernimento e o perder o pé, é muito ténue. E por muito bons profissionais que sejamos, não podemos excluir a hipótese de imponderáveis e cedemos. Acontece a toda a gente, ainda mais a quem lida com uma faixa etária nada fácil. Não somos máquinas, ponto!<br />
Por outro lado não, podemos nem devemos tapar o sol com a peneira, a vida do professor nas escolas não está nada facilitada, há anos que a autoridade do professor tem vindo a ser posta em causa, assim como os mecanismos e as ferramentas que este usa para impor/ conquistar a autoridade e o respeito. O processo burocrático que implica a repreensão/expulsão a um aluno é kafkiano (porque expulsar é a solução mais simples, tudo deve ser negociado, é anti-pedagógico e sei lá que mais). Assim, sugere-se e exige-se, muitas vezes, que os alunos só possam ter uma participação, ou uma ordem de saída em último recurso, sob pena do professor ter que justificar até à exaustão o porquê dessa decisão e sob pena de ser visto como um mau pedagogo. Porque, geralmente, é o que acontece, como se vê pelo exemplo deste comentário. Se a professora expulsasse a aluna (e ela acedesse a sair, sim, porque às vezes oferecem resistência), a professora teria sido intolerante e, talvez, estivesse a exagerar ou a exorbitar nas suas competências, recorrendo a um uso exagerado da sua “autoridade”. Continuo a dizer que não sabemos, através deste vídeo, se a professora tentou “negociar”, antes de tomar uma atitude mais irredutível. Contudo, enveredamos pelo caminho mais fácil, o da culpabilização, o da falta de vocação, não saber fazer uso de umas tantas competências (quaisquer que elas sejam), etc, etc. Quantos de nós não falhámos já ao longo das nossas carreiras profissionais? Quantos de nós não tomámos já más decisões? O problema é que nada é assim tão linear e em situações como esta não é difícil, qualquer que fosse o caso, imputar culpas à docente.<br />
Sendo professora há alguns anos, já me passaram pelas mãos muitos meninos insolentes, nunca me vi numa situação destas. Gosto de pensar que a minha actuação não os deixa chegar a este ponto. Porém, e porque conheço bem a realidade das nossas escolas e as dificuldades, as exigências e os desafios com que nos deparamos, não quero, nem posso dizer “desta água não beberei”. Não tenho essa presunção. Não digo de ânimo leve que “a minha pedagogia é melhor que a tua.”. Cada caso é um  caso, cada turma é todo um universo diferente da outra, e por fim, cada aluno é todo um mundo que o distingue do outro e por aí fora.</p>
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		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34074</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 14:34:01 +0000</pubDate>
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		<description>Junu, daí que transformar a cena triste no espelho da escola pública (e da violência nas escolas? Pl&#039;amor de deus), que é o que tem estado a ser feito, seja,  no mínimo, demagógico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Junu, daí que transformar a cena triste no espelho da escola pública (e da violência nas escolas? Pl&#8217;amor de deus), que é o que tem estado a ser feito, seja,  no mínimo, demagógico.</p>
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	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34067</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 14:11:27 +0000</pubDate>
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		<description>Por acaso não tinha lido. Li agora. Precisamente, Maria João, por isso mesmo, é que acho que devemos ter cuidado no uso desses argumentos. Como deste bem conta é uma faca de dois gumes. Penso que é erróneo e falacioso avaliarmos as circunstâncias através da realidade específica que vivemos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por acaso não tinha lido. Li agora. Precisamente, Maria João, por isso mesmo, é que acho que devemos ter cuidado no uso desses argumentos. Como deste bem conta é uma faca de dois gumes. Penso que é erróneo e falacioso avaliarmos as circunstâncias através da realidade específica que vivemos.</p>
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	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34061</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:33:16 +0000</pubDate>
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		<description>Já agora um pequeno detalhe: a mim parece-me que, na famosa situação, muito problemática é a atitude desta professora, que avança para um confronto físico para o qual claramente não tinha capacidade, perde mão na situação, não apresenta a este respeito qualquer queixa disciplinar dentro do sistema escolar e, só agora, transforma isto numa acusação criminal contra os alunos. Quem é que é irresponsável aqui, afinal?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora um pequeno detalhe: a mim parece-me que, na famosa situação, muito problemática é a atitude desta professora, que avança para um confronto físico para o qual claramente não tinha capacidade, perde mão na situação, não apresenta a este respeito qualquer queixa disciplinar dentro do sistema escolar e, só agora, transforma isto numa acusação criminal contra os alunos. Quem é que é irresponsável aqui, afinal?</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34060</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:27:09 +0000</pubDate>
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		<description>Junu, se reparares no meu anterior comentário digo isso mesmo, que as generalizações não podem ser feitas num sentido ou noutro(já agora a escola dos meus filhos não é a única que conheço com grande celeridade neste tipo de procedimentos disciplinares. Mas isso é irrelevante... )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Junu, se reparares no meu anterior comentário digo isso mesmo, que as generalizações não podem ser feitas num sentido ou noutro(já agora a escola dos meus filhos não é a única que conheço com grande celeridade neste tipo de procedimentos disciplinares. Mas isso é irrelevante&#8230; )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Junu</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34059</link>
		<dc:creator>Junu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:21:14 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João,
 falas em generalizações, e bem, quando falas do caso do Porto. Mas por falar em generalizações, não pensas estar a fazer o mesmo quando referes, como exemplo próximo, a escola dos teus filhos? Quantos mais exemplos de celeridade conheces, quantos mais procedimentos de escolas conheces?
Por acaso, como professora contratada há dez anos, sou obrigada a mudar de escola todos os anos e, às vezes, mais do que uma vez por ano, o que me dá uma visão abrangente da realidade docente. E olha que as coisas não vão por aí.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João,<br />
 falas em generalizações, e bem, quando falas do caso do Porto. Mas por falar em generalizações, não pensas estar a fazer o mesmo quando referes, como exemplo próximo, a escola dos teus filhos? Quantos mais exemplos de celeridade conheces, quantos mais procedimentos de escolas conheces?<br />
Por acaso, como professora contratada há dez anos, sou obrigada a mudar de escola todos os anos e, às vezes, mais do que uma vez por ano, o que me dá uma visão abrangente da realidade docente. E olha que as coisas não vão por aí.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34049</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 12:43:56 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;O que me parece errado é pretender concluir-se que é possível replicar, universal e incondicionalmente, o bom exemplo de uma escola, em outras unidades unidades de ensino contextualizadas por ambientes sociais e económicos, e sobretudo populações de perfis antagónicos.&quot;, completamente de acordo. Tal como não é possível o seu contrário e é isso a que temos assistido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que me parece errado é pretender concluir-se que é possível replicar, universal e incondicionalmente, o bom exemplo de uma escola, em outras unidades unidades de ensino contextualizadas por ambientes sociais e económicos, e sobretudo populações de perfis antagónicos.&#8221;, completamente de acordo. Tal como não é possível o seu contrário e é isso a que temos assistido.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34047</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 12:37:31 +0000</pubDate>
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		<description>Como em tantos outros casos da vida, creio que o caso da CM assumiu o formato de  pretexto para debater problemas de relacionamento e conflitos nas escolas, e conhecer outras realidades (outras imagens também). A construção do modelo de debate não é sequer uma novidade. O que me parece  errado é pretender concluir-se que é possível replicar, universal e incondicionalmente, o bom exemplo de uma escola, em outras unidades unidades de ensino contextualizadas por ambientes sociais e económicos, e sobretudo populações de perfis antagónicos.
Aposto que a Secundária do Restelo e a que serve a Zona J, ambas públicas, são realidades distintas, senão mesmo  opostas. Faz algum sentido invocar as normas e actos de governação dos orgãos de pais da primeira como exemplo para aplicação automática na outra? Tenho a certeza de que não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como em tantos outros casos da vida, creio que o caso da CM assumiu o formato de  pretexto para debater problemas de relacionamento e conflitos nas escolas, e conhecer outras realidades (outras imagens também). A construção do modelo de debate não é sequer uma novidade. O que me parece  errado é pretender concluir-se que é possível replicar, universal e incondicionalmente, o bom exemplo de uma escola, em outras unidades unidades de ensino contextualizadas por ambientes sociais e económicos, e sobretudo populações de perfis antagónicos.<br />
Aposto que a Secundária do Restelo e a que serve a Zona J, ambas públicas, são realidades distintas, senão mesmo  opostas. Faz algum sentido invocar as normas e actos de governação dos orgãos de pais da primeira como exemplo para aplicação automática na outra? Tenho a certeza de que não.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34039</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 11:53:25 +0000</pubDate>
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		<description>Não, não se expressou mal eu é que (sem pedir licença, mil perdões) usei os seus exemplos para reforçar a ideia. Este seu comentário é importante porque leva a questão para onde ela deve ser colocada, se calhar não é a Escola que deve ser questionada (pelo menos neste domínio) mas sim algumas escolas. Por isso mesmo chamei a atenção para o que António Gamboa escreveu no Público e este excerto parece-me muito importante &quot;Tal como a disciplina, aumenta ou diminui de professor para professor, ou mesmo consoante a hora do dia. Aumenta em escolas com lideranças fracas, aumenta em zonas onde a distância comportamental entre o exterior e o interior da escola é maior. &quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, não se expressou mal eu é que (sem pedir licença, mil perdões) usei os seus exemplos para reforçar a ideia. Este seu comentário é importante porque leva a questão para onde ela deve ser colocada, se calhar não é a Escola que deve ser questionada (pelo menos neste domínio) mas sim algumas escolas. Por isso mesmo chamei a atenção para o que António Gamboa escreveu no Público e este excerto parece-me muito importante &#8220;Tal como a disciplina, aumenta ou diminui de professor para professor, ou mesmo consoante a hora do dia. Aumenta em escolas com lideranças fracas, aumenta em zonas onde a distância comportamental entre o exterior e o interior da escola é maior. &#8220;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Barbosa de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34033</link>
		<dc:creator>Carlos Barbosa de Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 11:44:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/#comment-34033</guid>
		<description>Claro que concordo, Maria João, que as situações não são equiparáveis, nem foi isso que pretendi realçar no meu comentário. Talvez me tenha expressado mal, por isso clarifico: são frequentes os casos em que os professores são pressionados pelos Conselho Directivos a não apresentarem queixa. Os casos que conheço ( alguns relatei num artigo publicado numa revista especializada há dois ou três anos) davam para escrever um livro. Parece-me, porém, que varrer situações de indisciplina para debaixo do tapete não é apenas apanágio das escolas, mas da administração pública em geral. Conheço, por exemplo, o caso de um funcionário público que foi agredido por um seu subordinado que era familiar do DG do serviço e que não tendo acatado a sugestão de deixar a situação em claro, acabou por sofrer consequências irreparáveis na sua carreira profissional. É contra situações destas que me insurjo e peço desculpa se me exprimi mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que concordo, Maria João, que as situações não são equiparáveis, nem foi isso que pretendi realçar no meu comentário. Talvez me tenha expressado mal, por isso clarifico: são frequentes os casos em que os professores são pressionados pelos Conselho Directivos a não apresentarem queixa. Os casos que conheço ( alguns relatei num artigo publicado numa revista especializada há dois ou três anos) davam para escrever um livro. Parece-me, porém, que varrer situações de indisciplina para debaixo do tapete não é apenas apanágio das escolas, mas da administração pública em geral. Conheço, por exemplo, o caso de um funcionário público que foi agredido por um seu subordinado que era familiar do DG do serviço e que não tendo acatado a sugestão de deixar a situação em claro, acabou por sofrer consequências irreparáveis na sua carreira profissional. É contra situações destas que me insurjo e peço desculpa se me exprimi mal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34027</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 11:23:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/#comment-34027</guid>
		<description>Ah! E separar violência de insubordinação também me parece sensato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah! E separar violência de insubordinação também me parece sensato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34026</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 11:22:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/#comment-34026</guid>
		<description>Depende da forma como essa atenção é dada. O que tenho visto até agora é a proliferação da ideia de que não existem meios de a prevenir ou punir (o que está longe de ser verdade), ora isso parece-me contraproducente porque estimula sentimentos de impunidade.

Abuse à vontade, não se coíba...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depende da forma como essa atenção é dada. O que tenho visto até agora é a proliferação da ideia de que não existem meios de a prevenir ou punir (o que está longe de ser verdade), ora isso parece-me contraproducente porque estimula sentimentos de impunidade.</p>
<p>Abuse à vontade, não se coíba&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: M. Abrantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34025</link>
		<dc:creator>M. Abrantes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 11:12:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/#comment-34025</guid>
		<description>Escrevi um comentário a um post da F. Câncio que também poderia colocar aqui [não quero abusar do vosso espaço].

A verdade é que este caso começa a ter importância não por si mesmo, mas pelo que se lhe seguiu: procedimentos reactivos e pouco claros de quem tem poder para decidir [i.e., ou não há estratégias A para estas situações, ou não há capacidade de as pôr em prática]; vinda a público de bastantes relatos de casos de indisciplina, etc.

A indisciplina nas escolas parece-me ser um sério factor de exclusão social. Toda a atenção que lhe puder ser dada é pouca.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi um comentário a um post da F. Câncio que também poderia colocar aqui [não quero abusar do vosso espaço].</p>
<p>A verdade é que este caso começa a ter importância não por si mesmo, mas pelo que se lhe seguiu: procedimentos reactivos e pouco claros de quem tem poder para decidir [i.e., ou não há estratégias A para estas situações, ou não há capacidade de as pôr em prática]; vinda a público de bastantes relatos de casos de indisciplina, etc.</p>
<p>A indisciplina nas escolas parece-me ser um sério factor de exclusão social. Toda a atenção que lhe puder ser dada é pouca.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34023</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 10:56:40 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos, e depois do q escreve (&quot;já vi alunos puxar de facas para professores e auxiliares de educação; já vi alunos com armas nas escolas;&quot;) não acha que elevar este episódio ao mesmo patamar é, no mínimo, obsceno?
Anyway... o que pretendi discutir com o meu post foram as generalizações abusivas que se fazem à volta desta situação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, e depois do q escreve (&#8220;já vi alunos puxar de facas para professores e auxiliares de educação; já vi alunos com armas nas escolas;&#8221;) não acha que elevar este episódio ao mesmo patamar é, no mínimo, obsceno?<br />
Anyway&#8230; o que pretendi discutir com o meu post foram as generalizações abusivas que se fazem à volta desta situação.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Barbosa de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34020</link>
		<dc:creator>Carlos Barbosa de Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 10:44:43 +0000</pubDate>
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		<description>Cada um terá as suas eperiências, eu também tenho as minhas em dezenas de escolas onde tenho estado para fazer reportagens. Não vou escrever sobre o que me contaram, mas apenas sobre o que vi... Sem discordar do que escreve ( também conheço escolas assim), devo dizer-lhe que já vi alunos puxar de facas para professores e auxiliares de educação; já vi alunos com armas nas escolas; já vi professores que deveriam, pura e simplesmente, ser banidos do ensino por manifesta incapacidade para exercerem. 
Por tudo isto não diabolizo a situação, mas também não sou suficientemente ingénuo para a considerar normal. E quando vejo reacções como a da Presidente do Conselho Directivo da Escola de Tarouca, depois da agressão a uma auxiliar de educação, só me apetece perguntar que raio de dirigentes estão à frente das escolas. estábem, se calhar o problema é meu que sou parvo e não vou ao Media Market</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cada um terá as suas eperiências, eu também tenho as minhas em dezenas de escolas onde tenho estado para fazer reportagens. Não vou escrever sobre o que me contaram, mas apenas sobre o que vi&#8230; Sem discordar do que escreve ( também conheço escolas assim), devo dizer-lhe que já vi alunos puxar de facas para professores e auxiliares de educação; já vi alunos com armas nas escolas; já vi professores que deveriam, pura e simplesmente, ser banidos do ensino por manifesta incapacidade para exercerem.<br />
Por tudo isto não diabolizo a situação, mas também não sou suficientemente ingénuo para a considerar normal. E quando vejo reacções como a da Presidente do Conselho Directivo da Escola de Tarouca, depois da agressão a uma auxiliar de educação, só me apetece perguntar que raio de dirigentes estão à frente das escolas. estábem, se calhar o problema é meu que sou parvo e não vou ao Media Market</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-34005</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 09:47:11 +0000</pubDate>
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		<description>très bien, joão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>très bien, joão.</p>
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	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/28/devo-viver-numa-realidade-paralela/comment-page-1/#comment-33954</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 01:03:24 +0000</pubDate>
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		<description>Pronto, lá me roubaste mais um bom tema para me estrear neste hospício, assim nunca mais. (agora vou adoptar esta atitude autocondescendente de culpabilização dos outros, vocês sabem que eu gosto das culturas psicotrópicas).

(roubaste muito bem, disseste tudo o que eu queria dizer, com a vantagem de já poderes somar à tua experiência pessoal a dos teus filhos)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto, lá me roubaste mais um bom tema para me estrear neste hospício, assim nunca mais. (agora vou adoptar esta atitude autocondescendente de culpabilização dos outros, vocês sabem que eu gosto das culturas psicotrópicas).</p>
<p>(roubaste muito bem, disseste tudo o que eu queria dizer, com a vantagem de já poderes somar à tua experiência pessoal a dos teus filhos)</p>
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