Cromos da bola

O futebol, é sabido, é uma “caixinha de surpresas”, mas ainda assim há sempre quem consiga ir além da Taprobana e arrancar dos velhos cépticos e desencantados em que nos tornámos um primal scream de espanto, que nos devolve a alegria infantil e inocente há muito perdida. É por isso que o dia deve começar sempre por uma leitura atenta e metódica da imprensa desportiva, maxime pela coluna do incomparável Rui Santos; lê-lo é pois, mais do que uma higiene mental, um rejuvenescimento da alma, e um rasgar de horizontes que enriquece e enleva, até à estratosfera do pensamento. Oiçam-no no “Record” de hoje: “Nas organizações que cultivam o rigor, o ‘empirismo-vampirista’ já foi enterrado no cemitério da improvisação e de uma bacoca mesmidade”. Bem-hajas, bom Rui, por iluminares as nossas manhãs, dissipares as nossas agruras de sportinguistas e nos reconciliares com a vida.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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