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	<title>Comentários em: Pois, percebo.</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: M. Abrantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33435</link>
		<dc:creator>M. Abrantes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 11:04:06 +0000</pubDate>
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		<description>Não me parece que haja nada de extraordinário em o filme ter ido parar ao youtube. É a moda e as modas são imparáveis. 

O que me parece pior é o seguinte.

1. A preparação dos professores devia  incluir disciplinas que os treinassem para lidar com situações de apoucamento, risco de integridade física e tensões dos grupos em geral [é até fácil integrá-las nos currículos: basta deitar fora algumas horas de psicologias da treta, que só servem para ter nas paredes das universidades pautas com muitos 18s e 19s]. 

2. A aluna em causa, e o aluno que filmou, deviam reprovar à disciplina leccionada naquela aula. Uma porque, sabendo-se em incumprimento, dado que conhece a proibição de usar telemóveis nas aulas, manteve uma situação de conflito para sustentar este incumprimento. Outro porque, perante uma situação de conflito no grupo de que faz parte, optou por se divertir com ela em vez de a tentar sanar. Alguém tem que lhes fazer sentir que foram estúpidos. Só palavras não chegam. Os que acham que chegam são demagogos.

3. O ministério deveria averiguar de imediato que tipo de tratamento o CD daquela escola dá a situações de indisciplina. Porque das duas uma: ou a professora não apresentou queixa por estar numa escola que tem um CD irresponsável e leviano, e então o CD deveria ser chamado à responsabilidade; ou a professora não apresentou queixa para não se chatear, e então deveria ela mesma ser chamada à responsabilidade. Ou , das duas três, uma misturinha de ambas.

4. As associações de pais deveriam de facto preocupar-se com os seus filhos. Aligeirar castigos só serve para que as asneiras se repitam, e para  produzir fornadas de pessoas mimadas e desiquilibradas. Quando é que o país sentirá que as associações de pais são um contributo para a educação, e não um exército de monos com paus de esfregona, sempre dispostos a defender o cocó dos meninos?

4. O primeiro ministro deveria substituir uma ministra estúpida, que diz publicamente que a culpa do estado do ensino é dos professores. Porque se os professores são os culpados, então porque não apanharem uns bananos de vez em quando? Esta gente não as mede. Parecem decidir na base do fino e da pevide.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não me parece que haja nada de extraordinário em o filme ter ido parar ao youtube. É a moda e as modas são imparáveis. </p>
<p>O que me parece pior é o seguinte.</p>
<p>1. A preparação dos professores devia  incluir disciplinas que os treinassem para lidar com situações de apoucamento, risco de integridade física e tensões dos grupos em geral [é até fácil integrá-las nos currículos: basta deitar fora algumas horas de psicologias da treta, que só servem para ter nas paredes das universidades pautas com muitos 18s e 19s]. </p>
<p>2. A aluna em causa, e o aluno que filmou, deviam reprovar à disciplina leccionada naquela aula. Uma porque, sabendo-se em incumprimento, dado que conhece a proibição de usar telemóveis nas aulas, manteve uma situação de conflito para sustentar este incumprimento. Outro porque, perante uma situação de conflito no grupo de que faz parte, optou por se divertir com ela em vez de a tentar sanar. Alguém tem que lhes fazer sentir que foram estúpidos. Só palavras não chegam. Os que acham que chegam são demagogos.</p>
<p>3. O ministério deveria averiguar de imediato que tipo de tratamento o CD daquela escola dá a situações de indisciplina. Porque das duas uma: ou a professora não apresentou queixa por estar numa escola que tem um CD irresponsável e leviano, e então o CD deveria ser chamado à responsabilidade; ou a professora não apresentou queixa para não se chatear, e então deveria ela mesma ser chamada à responsabilidade. Ou , das duas três, uma misturinha de ambas.</p>
<p>4. As associações de pais deveriam de facto preocupar-se com os seus filhos. Aligeirar castigos só serve para que as asneiras se repitam, e para  produzir fornadas de pessoas mimadas e desiquilibradas. Quando é que o país sentirá que as associações de pais são um contributo para a educação, e não um exército de monos com paus de esfregona, sempre dispostos a defender o cocó dos meninos?</p>
<p>4. O primeiro ministro deveria substituir uma ministra estúpida, que diz publicamente que a culpa do estado do ensino é dos professores. Porque se os professores são os culpados, então porque não apanharem uns bananos de vez em quando? Esta gente não as mede. Parecem decidir na base do fino e da pevide.</p>
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		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33280</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 23:56:38 +0000</pubDate>
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		<description>João, também não me senti ofendido. Julgo, porém, que este episódio até poderia ser despiciendo; porém, como aqueles que ocorrem noutras escolas do país, tem que ser forçosamente contextualizado no momento social e na sociedade em que nos integramos. E penso ainda que os jovens não são os verdadeiros culpados, mesmo quando são eles os protagonistas de cenas pouco abonatórias.
O Dr. Alberto Martins, hoje dirigente do grupo parlamentar do PS, numa recepção hostil dos estudantes de Coimbra chamou palhaço ao Almirante Américo Tomás. Nesse caso, regozijei-me. A atitude era paradigmática de um protagonismo político consciente de muitos jovens, desde o ensino secundário. Hoje, infelizmente, não está a ser replicado. E a culpa nuclear, reafirmo, não é dos jovens.
Acho que, embora superficialmente, temos que enveredar por uma análise sociológica. Sim, porque se limitarmos o debate à luta da menina e da professora da Carolina Michaelis, sem a contextualizar minimamente , é transformar o acontecimento num &#039;fait divers&#039; irrelevante. Qual é, então,  o interesse de verter o tema para o &#039;blogue&#039;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João, também não me senti ofendido. Julgo, porém, que este episódio até poderia ser despiciendo; porém, como aqueles que ocorrem noutras escolas do país, tem que ser forçosamente contextualizado no momento social e na sociedade em que nos integramos. E penso ainda que os jovens não são os verdadeiros culpados, mesmo quando são eles os protagonistas de cenas pouco abonatórias.<br />
O Dr. Alberto Martins, hoje dirigente do grupo parlamentar do PS, numa recepção hostil dos estudantes de Coimbra chamou palhaço ao Almirante Américo Tomás. Nesse caso, regozijei-me. A atitude era paradigmática de um protagonismo político consciente de muitos jovens, desde o ensino secundário. Hoje, infelizmente, não está a ser replicado. E a culpa nuclear, reafirmo, não é dos jovens.<br />
Acho que, embora superficialmente, temos que enveredar por uma análise sociológica. Sim, porque se limitarmos o debate à luta da menina e da professora da Carolina Michaelis, sem a contextualizar minimamente , é transformar o acontecimento num &#8216;fait divers&#8217; irrelevante. Qual é, então,  o interesse de verter o tema para o &#8216;blogue&#8217;?</p>
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	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33275</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 22:26:49 +0000</pubDate>
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		<description>ana,
Não está em causa, penso eu, qualquer dúvida quanto à incorrecção do comportamento desta aluna. Ela foi total e por demais evidente, não tem desculpa ou atenuante à primeira vista. Tudo parece começar como uma brincadeira que foi longe demais, um desafio assumido a uma autoridade que evidentemente já não era respeitada, logo à partida. Uma exibição tola de afirmação perante a turma e um exercício de cumplicidade com os colegas, que correu mal por ter sido levado longe demais. O comportamento desta adolescente de 15 anos foi mais do que impróprio: foi aberrante, nem bom nem mau. Toda a situação é em si aberrante, aliás. Os termos em que a aluna se dirige à professora, o seu tom de voz, o que diz e como diz, a postura gestual que assume logo à partida, tudo nesta garota é revelador de uma evidência que se perde no meio da algazarra: o problema tinha já começado antes de começar naquele dia. Muito antes. O problema vem de raiz e é um problema composto, são vários problemas juntos, todos graves, nem todos referentes ao universo escola. Na circunstância, não tendo sido capaz de fazer parte da solução, esta professora fez, também ela, parte do problema.

Não é dispensável um olhar crítico à actuação da professora naquela circunstância em concreto. A forma como ela lidou com a situação, como geriu o problema, a atitude que escolheu tomar (ou aquela única de que foi capaz), foi correcta? E em caso afirmativo, terá sido a mais indicada? Um duplo não seria a minha resposta, sem hesitar. Esteve longe da sensatez esta senhora, profissional do ensino, há que reconhecê-lo. Atrevo-me a especular se não terá sido um pouco vítima de si própria, também, mais que só dos outros. A sua postura, visível nas imagens, não cumpriu os mínimos de autoridade necessária para ter mão numa turma de alunos. Há nela um déficit de firmeza que se nota sem engano, alguma demissão da função disciplinadora do professor enquanto tal. Veja-se o ambiente em que tudo aconteceu, para começar; tinha tudo o que não deve existir numa sala de aulas, desde o barulho à desatenção, toda a gente de pé, risos e bocas, comentários e indisciplina geral. Sobrava confusão, faltava carisma de professor.

Logo no início, às primeiras palavras da aluna, não se viu a esperada, necesssária e correcta atitude de firmeza da parte da professora que, sendo firme e autoritária naquele momento como lhe competia, teria posto um ponto final e imediato em toda a questão. E o que vimos, em vez de firmeza e autoridade de professor? Assistimos a uma professora visivelmente intimidada e insegura a fazer o que faria qualquer coleguinha da mesma idade da garota: puxar mais, empurrar mais, discutir no braço o que devia estar resolvido na voz, ponto assente e não passível de discussão. E assim fragilizada e em queda de autoridade se expôs ao gozo generalizado da turma, um gozo que estava já presente no início, antes de tudo começar, como se pode de resto constatar pelo visionamento das imagens daquele ambiente indisciplinado, favorável ao tipo de evolução a que se pôde assistir. Confrangedor, convenhamos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ana,<br />
Não está em causa, penso eu, qualquer dúvida quanto à incorrecção do comportamento desta aluna. Ela foi total e por demais evidente, não tem desculpa ou atenuante à primeira vista. Tudo parece começar como uma brincadeira que foi longe demais, um desafio assumido a uma autoridade que evidentemente já não era respeitada, logo à partida. Uma exibição tola de afirmação perante a turma e um exercício de cumplicidade com os colegas, que correu mal por ter sido levado longe demais. O comportamento desta adolescente de 15 anos foi mais do que impróprio: foi aberrante, nem bom nem mau. Toda a situação é em si aberrante, aliás. Os termos em que a aluna se dirige à professora, o seu tom de voz, o que diz e como diz, a postura gestual que assume logo à partida, tudo nesta garota é revelador de uma evidência que se perde no meio da algazarra: o problema tinha já começado antes de começar naquele dia. Muito antes. O problema vem de raiz e é um problema composto, são vários problemas juntos, todos graves, nem todos referentes ao universo escola. Na circunstância, não tendo sido capaz de fazer parte da solução, esta professora fez, também ela, parte do problema.</p>
<p>Não é dispensável um olhar crítico à actuação da professora naquela circunstância em concreto. A forma como ela lidou com a situação, como geriu o problema, a atitude que escolheu tomar (ou aquela única de que foi capaz), foi correcta? E em caso afirmativo, terá sido a mais indicada? Um duplo não seria a minha resposta, sem hesitar. Esteve longe da sensatez esta senhora, profissional do ensino, há que reconhecê-lo. Atrevo-me a especular se não terá sido um pouco vítima de si própria, também, mais que só dos outros. A sua postura, visível nas imagens, não cumpriu os mínimos de autoridade necessária para ter mão numa turma de alunos. Há nela um déficit de firmeza que se nota sem engano, alguma demissão da função disciplinadora do professor enquanto tal. Veja-se o ambiente em que tudo aconteceu, para começar; tinha tudo o que não deve existir numa sala de aulas, desde o barulho à desatenção, toda a gente de pé, risos e bocas, comentários e indisciplina geral. Sobrava confusão, faltava carisma de professor.</p>
<p>Logo no início, às primeiras palavras da aluna, não se viu a esperada, necesssária e correcta atitude de firmeza da parte da professora que, sendo firme e autoritária naquele momento como lhe competia, teria posto um ponto final e imediato em toda a questão. E o que vimos, em vez de firmeza e autoridade de professor? Assistimos a uma professora visivelmente intimidada e insegura a fazer o que faria qualquer coleguinha da mesma idade da garota: puxar mais, empurrar mais, discutir no braço o que devia estar resolvido na voz, ponto assente e não passível de discussão. E assim fragilizada e em queda de autoridade se expôs ao gozo generalizado da turma, um gozo que estava já presente no início, antes de tudo começar, como se pode de resto constatar pelo visionamento das imagens daquele ambiente indisciplinado, favorável ao tipo de evolução a que se pôde assistir. Confrangedor, convenhamos.</p>
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	<item>
		<title>Por: joão gaspar</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33268</link>
		<dc:creator>joão gaspar</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 21:17:02 +0000</pubDate>
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		<description>ó carlos, aquilo não era nenhuma indirecta. e muito menos para o carlos. a referência aos VPV&#039;s, era única e exclusivamente a referência aos que transportam episódio desta estirpe para a esfera da decadência generalizada de valores, da decadência social, etc, etc. isto para não falar nos que largam logo o típico &quot;os jovens de hoje não sabem o que é o respeito&quot;, &quot;no meu tempo... (you know the drill)&quot;. 


querer ver neste caso as razões da decadência social é, perdoem-me, disparatado. há muitas, é certo. importa discuti-las? sem dúvida. mas este caso é mais ilustrativo do poder da internet do que de outra coisa. mas misturar nesta discussão a desintegração, as diferenças económico-sociais e a marginalização de franjas da sociedade é algo que deturpará tanto uma discussão como outra. são coisas diferentes que, apesar de pontos comuns, devem ser tratados em planos distintos. 
o caso do vídeo é de uma miúda mimada e mal-educada. daí à perda de valores de toda uma sociedade vai uma grande distância. (e basicamente era a isto que me referia com &quot;os vascos pulidos valentes&quot;).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó carlos, aquilo não era nenhuma indirecta. e muito menos para o carlos. a referência aos VPV&#8217;s, era única e exclusivamente a referência aos que transportam episódio desta estirpe para a esfera da decadência generalizada de valores, da decadência social, etc, etc. isto para não falar nos que largam logo o típico &#8220;os jovens de hoje não sabem o que é o respeito&#8221;, &#8220;no meu tempo&#8230; (you know the drill)&#8221;. </p>
<p>querer ver neste caso as razões da decadência social é, perdoem-me, disparatado. há muitas, é certo. importa discuti-las? sem dúvida. mas este caso é mais ilustrativo do poder da internet do que de outra coisa. mas misturar nesta discussão a desintegração, as diferenças económico-sociais e a marginalização de franjas da sociedade é algo que deturpará tanto uma discussão como outra. são coisas diferentes que, apesar de pontos comuns, devem ser tratados em planos distintos.<br />
o caso do vídeo é de uma miúda mimada e mal-educada. daí à perda de valores de toda uma sociedade vai uma grande distância. (e basicamente era a isto que me referia com &#8220;os vascos pulidos valentes&#8221;).</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33250</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 12:40:50 +0000</pubDate>
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		<description>Se a indirecta é comigo, declaro já que não me identifico com o VPV. Antes pelo contrário. 
Estou é ciente de  que, ao iniciar-se a pequena preversão no uso das tecnologias, nunca se está certo  que dimensão se atingirá - talvez &#039;en el Barrio de Lava Piés e por aí adiante&#039;.
Creio também que os comportamentos  agressivos de parte dos jovens, ultrapassando em muito a irreverência da adolescência de carácter democrático que tive o prazer de praticar, deve-se a um conjunto de fenómenos sociais contemporâneos, cujas causas, enumeração e discusão são impossíveis neste espaço. 
Importaria saber com rigor quais as razões, nesse sentido, da gestão moderna do(s) Estado(s), dos hábitos e  decadência de qualidade de vida em sociedades tão distintas (2M pobres em Portugal, efeitos sociais do &#039;subprime&#039; nos EUA, desintegração e revolta de minorias étnicas em França, produção em massa de jovens fanatisáveis em sociedades islâmicas...).
O artigo do Miguel Sousa Tavares na última edição do &#039;Expresso&#039; é  ilustrativo. Com ele estou de acordo e  sou assumidamente anti Vasco Pulido Valente que, como o Miguel diz, só conhece 2 países: o Gambrinus e Oxford.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se a indirecta é comigo, declaro já que não me identifico com o VPV. Antes pelo contrário.<br />
Estou é ciente de  que, ao iniciar-se a pequena preversão no uso das tecnologias, nunca se está certo  que dimensão se atingirá &#8211; talvez &#8216;en el Barrio de Lava Piés e por aí adiante&#8217;.<br />
Creio também que os comportamentos  agressivos de parte dos jovens, ultrapassando em muito a irreverência da adolescência de carácter democrático que tive o prazer de praticar, deve-se a um conjunto de fenómenos sociais contemporâneos, cujas causas, enumeração e discusão são impossíveis neste espaço.<br />
Importaria saber com rigor quais as razões, nesse sentido, da gestão moderna do(s) Estado(s), dos hábitos e  decadência de qualidade de vida em sociedades tão distintas (2M pobres em Portugal, efeitos sociais do &#8217;subprime&#8217; nos EUA, desintegração e revolta de minorias étnicas em França, produção em massa de jovens fanatisáveis em sociedades islâmicas&#8230;).<br />
O artigo do Miguel Sousa Tavares na última edição do &#8216;Expresso&#8217; é  ilustrativo. Com ele estou de acordo e  sou assumidamente anti Vasco Pulido Valente que, como o Miguel diz, só conhece 2 países: o Gambrinus e Oxford.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33227</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 02:17:02 +0000</pubDate>
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		<description>A grande &quot;novidade&quot; de todo este caso é a filmagem. É a net.
Tive um aluno o semestre passado que me ia fotografar. Este semestre, alunos meus têm um blogue (que prefiro não lincar) onde gozam com os professores. Ainda não lá apareci, mas já lá apareceram fotos de colegas meus.
Temos que aprender a lidar com as novas tecnologias, mas também há que relativizar um pouco, creio eu (o aparecer na net, não a indisciplina). No fundo, hoje em dia qualquer um cria um blogue anónimo onde diz as malfeitorias que quiser!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A grande &#8220;novidade&#8221; de todo este caso é a filmagem. É a net.<br />
Tive um aluno o semestre passado que me ia fotografar. Este semestre, alunos meus têm um blogue (que prefiro não lincar) onde gozam com os professores. Ainda não lá apareci, mas já lá apareceram fotos de colegas meus.<br />
Temos que aprender a lidar com as novas tecnologias, mas também há que relativizar um pouco, creio eu (o aparecer na net, não a indisciplina). No fundo, hoje em dia qualquer um cria um blogue anónimo onde diz as malfeitorias que quiser!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Cecília</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33225</link>
		<dc:creator>Cecília</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 01:55:03 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo inteiramente com o jg e com a fc. 
Quanto ao facto de terem colocado o filme no youtube, penso que não tem nada de especial (por isso disse que iam ter surpresas), esse é o procedimento normal, filmam e guardam. Se é foto vai para o hi5, se é filme vai para o youtube. Não há interpretações especiais a fazer. Se der para os amigos se rirem um bocado, pois tanto melhor. Penso que não há nem 2ªs nem 1ªs intenções. Esta gente é muito difícil, dá muitos problemas deste tipo mas não chega a esse ponto. 
No entanto, convém ter consciência que este tipo de situações são o pão nosso de cada dia. Uma turma dita normal leva 10 a 15 min a sossegar até que se possa começar uma aula...
Quanto às causas? bom, isso nunca mais acabávamos. O problema é profundo e não pode ser interpretado com base na atitude deste(a) ou daquele(a) professor(a).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo inteiramente com o jg e com a fc.<br />
Quanto ao facto de terem colocado o filme no youtube, penso que não tem nada de especial (por isso disse que iam ter surpresas), esse é o procedimento normal, filmam e guardam. Se é foto vai para o hi5, se é filme vai para o youtube. Não há interpretações especiais a fazer. Se der para os amigos se rirem um bocado, pois tanto melhor. Penso que não há nem 2ªs nem 1ªs intenções. Esta gente é muito difícil, dá muitos problemas deste tipo mas não chega a esse ponto.<br />
No entanto, convém ter consciência que este tipo de situações são o pão nosso de cada dia. Uma turma dita normal leva 10 a 15 min a sossegar até que se possa começar uma aula&#8230;<br />
Quanto às causas? bom, isso nunca mais acabávamos. O problema é profundo e não pode ser interpretado com base na atitude deste(a) ou daquele(a) professor(a).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33220</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 01:19:29 +0000</pubDate>
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		<description>Só vi agora o teu comentário, Fernanda, e concordo com o &quot;interesse (e a necessidade)&quot; que apontas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só vi agora o teu comentário, Fernanda, e concordo com o &#8220;interesse (e a necessidade)&#8221; que apontas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33219</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 01:15:23 +0000</pubDate>
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		<description>Não sei mesmo, João, mas olha que às vezes &quot;saltam&quot; justificações pouco esperadas, que podem ir desde &quot;que cena perturbadora, vou mostrá-la&quot; até &quot;posso tudo porque a impunidade é total&quot;, passando por &quot;a &quot;stôra&quot; (ou a colega) chateou-me e a vingança serve-se fria&quot;. São só hipóteses e, em última análise, podes sempre argumentar que todas denotam a palermice subjacente, mas a verdade é que as repercussões da dita estão à vista. De qualquer modo, não podia estar mais de acordo com a ideia que passas no teu 3º parágrafo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei mesmo, João, mas olha que às vezes &#8220;saltam&#8221; justificações pouco esperadas, que podem ir desde &#8220;que cena perturbadora, vou mostrá-la&#8221; até &#8220;posso tudo porque a impunidade é total&#8221;, passando por &#8220;a &#8220;stôra&#8221; (ou a colega) chateou-me e a vingança serve-se fria&#8221;. São só hipóteses e, em última análise, podes sempre argumentar que todas denotam a palermice subjacente, mas a verdade é que as repercussões da dita estão à vista. De qualquer modo, não podia estar mais de acordo com a ideia que passas no teu 3º parágrafo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33213</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 00:43:33 +0000</pubDate>
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		<description>bom, ana, tendo a concordar com o joão gaspar quanto às motivações do miúdo que filmou. quanto à situação, também, embora ache que há uma evolução nestas coisas, que tem a meu ver sobretudo com a relação entre adultos e crianças/jovens e com a rasura da ideia de uma autoridade &#039;natural&#039; dos primeiros em relação aos segundos. as plicas em natural têm naturalmente (eheh) a ver com o facto de essa naturalidade ser sempre uma construção. a escola, porque é a imagem ritualizada e pública dessa ideia de autoridade adulto/jovem é o lugar onde essa rasura se torna mais notória.
interessante (e necessário) será perceber por que está a suceder essa rasura, e se é possível reconstruir a ideia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom, ana, tendo a concordar com o joão gaspar quanto às motivações do miúdo que filmou. quanto à situação, também, embora ache que há uma evolução nestas coisas, que tem a meu ver sobretudo com a relação entre adultos e crianças/jovens e com a rasura da ideia de uma autoridade &#8216;natural&#8217; dos primeiros em relação aos segundos. as plicas em natural têm naturalmente (eheh) a ver com o facto de essa naturalidade ser sempre uma construção. a escola, porque é a imagem ritualizada e pública dessa ideia de autoridade adulto/jovem é o lugar onde essa rasura se torna mais notória.<br />
interessante (e necessário) será perceber por que está a suceder essa rasura, e se é possível reconstruir a ideia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33212</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 00:21:13 +0000</pubDate>
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		<description>Irá desculpar-me, Cecília, mas qual é exactamente o seu ponto?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Irá desculpar-me, Cecília, mas qual é exactamente o seu ponto?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: joão gaspar</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33211</link>
		<dc:creator>joão gaspar</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 00:17:30 +0000</pubDate>
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		<description>surpresas terão aqueles que acham que era diferente antes, cecília. os vascos pulidos valentes desta vida que, devido a este caso, tratarão de anunciar (mais uma vez) o declínio irreversível da sociedade rumo ao abismo e de preconizar o fim de portugal. 

não é preciso o youtube. arrisco-me a dizer que se perguntarmos às pessoas que conhecemos todas terão gozado com algum professor e terão pelo menos uma história com esta gravidade para contar. que se passou com a turma ou lá na escola.  

como diz o lutz e muito bem, a única diferença é a existência de veículo para a filmagem e distribuição massiva da cena. o resto sempre existiu e sempre há-de existir. e esta miúda tem uma fama que não merece às custas do colega idiota que gravou. e as razões dessa fama deverão ser a discussão a ter. mau comportamento (censurável a todos os títulos, atenção) sempre existiu e sempre há-de existir. e nem mil comissões de acompanhamento resolvem o problema. 
 
mas, e voltando ao tema, ana, que outras motivações terá tido o puto para gravar que não a palermice adolescente. e com que propósito terá youtubado a coisa se não para mostrar aos amigos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>surpresas terão aqueles que acham que era diferente antes, cecília. os vascos pulidos valentes desta vida que, devido a este caso, tratarão de anunciar (mais uma vez) o declínio irreversível da sociedade rumo ao abismo e de preconizar o fim de portugal. </p>
<p>não é preciso o youtube. arrisco-me a dizer que se perguntarmos às pessoas que conhecemos todas terão gozado com algum professor e terão pelo menos uma história com esta gravidade para contar. que se passou com a turma ou lá na escola.  </p>
<p>como diz o lutz e muito bem, a única diferença é a existência de veículo para a filmagem e distribuição massiva da cena. o resto sempre existiu e sempre há-de existir. e esta miúda tem uma fama que não merece às custas do colega idiota que gravou. e as razões dessa fama deverão ser a discussão a ter. mau comportamento (censurável a todos os títulos, atenção) sempre existiu e sempre há-de existir. e nem mil comissões de acompanhamento resolvem o problema. </p>
<p>mas, e voltando ao tema, ana, que outras motivações terá tido o puto para gravar que não a palermice adolescente. e com que propósito terá youtubado a coisa se não para mostrar aos amigos?</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33210</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 00:14:30 +0000</pubDate>
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		<description>Para mim, o fenómeno tem, acima de tudo, dois aspectos dominantes: 1) o reconhecido risco de preversidade das tecnologias, em matéria de usos socialmente indevidos, no conteúdo, no formato, no tempo, no espaço e, portanto, com fins censuráveis; 2) a intolerância e a crescente agressividade na sociedade actual, em especial naquela em que estamos integrados e em que muitos dos principais responsáveis, os políticos, são exímios professores de maus costumes e exemplos que alimentam comportamentos e crispações em todas as faixas etárias. Coitados de muitos adolescentes de hoje, homens e mulheres de amanhã. 
Viva o mercado, esses espaço divino da felicidade infinita, assim como a 3.ª, a 4.ª, ..., a 55ª e todas as outras vias com que enredam novos e velhos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim, o fenómeno tem, acima de tudo, dois aspectos dominantes: 1) o reconhecido risco de preversidade das tecnologias, em matéria de usos socialmente indevidos, no conteúdo, no formato, no tempo, no espaço e, portanto, com fins censuráveis; 2) a intolerância e a crescente agressividade na sociedade actual, em especial naquela em que estamos integrados e em que muitos dos principais responsáveis, os políticos, são exímios professores de maus costumes e exemplos que alimentam comportamentos e crispações em todas as faixas etárias. Coitados de muitos adolescentes de hoje, homens e mulheres de amanhã.<br />
Viva o mercado, esses espaço divino da felicidade infinita, assim como a 3.ª, a 4.ª, &#8230;, a 55ª e todas as outras vias com que enredam novos e velhos!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cecília</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33205</link>
		<dc:creator>Cecília</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 23:35:02 +0000</pubDate>
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		<description>Têm aqui um &#039;achado&#039; a partir do filme da aula de francês:
http://diasdecriswell.blogspot.com/2008/03/d-me-o-telemvel-j.html  
este &#039;menino&#039; fez uma desmontagem muito interessante do acontecimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Têm aqui um &#8216;achado&#8217; a partir do filme da aula de francês:<br />
<a href="http://diasdecriswell.blogspot.com/2008/03/d-me-o-telemvel-j.html" rel="nofollow">http://diasdecriswell.blogspot.com/2008/03/d-me-o-telemvel-j.html</a><br />
este &#8216;menino&#8217; fez uma desmontagem muito interessante do acontecimento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cecília</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33204</link>
		<dc:creator>Cecília</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 23:24:30 +0000</pubDate>
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		<description>Façam uma pesquisa no Youtube e verão que têm muitas surpresas.
Quanto ao ter adolescentes em casa... o que é que eles terão a ver com isto? - Claro que nada, né?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Façam uma pesquisa no Youtube e verão que têm muitas surpresas.<br />
Quanto ao ter adolescentes em casa&#8230; o que é que eles terão a ver com isto? &#8211; Claro que nada, né?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lutz</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33203</link>
		<dc:creator>Lutz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 23:10:17 +0000</pubDate>
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		<description>A falta de juízo e de civismo existiu sempre nos adolescentes, de todas as classes. Tal como a crueldade.
O vídeo (do telemóvel) e o Youtube são &quot;armas&quot; nas mãos de quem não tem responsabilidade para as dever poder ter.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de juízo e de civismo existiu sempre nos adolescentes, de todas as classes. Tal como a crueldade.<br />
O vídeo (do telemóvel) e o Youtube são &#8220;armas&#8221; nas mãos de quem não tem responsabilidade para as dever poder ter.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33200</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 22:41:57 +0000</pubDate>
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		<description>Apesar disso, da conversa se centrar sobretudo nas tais motivações que a João refere, sempre lhe pergunto porquê, Cecília? E respondendo às suas perguntas: no mundo actual, com adolescentes em casa; há cerca de 10 dias; sim; da vida quotidiana.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar disso, da conversa se centrar sobretudo nas tais motivações que a João refere, sempre lhe pergunto porquê, Cecília? E respondendo às suas perguntas: no mundo actual, com adolescentes em casa; há cerca de 10 dias; sim; da vida quotidiana.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33198</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 22:38:50 +0000</pubDate>
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		<description>Apesar de haver pequenos desvios noutras direcções a Cecília percebeu q se está aqui a discutir são as motivações que levam um puto a colocar aquele vídeo no YouTube, não percebeu?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de haver pequenos desvios noutras direcções a Cecília percebeu q se está aqui a discutir são as motivações que levam um puto a colocar aquele vídeo no YouTube, não percebeu?</p>
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	<item>
		<title>Por: Cecília</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33197</link>
		<dc:creator>Cecília</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 22:31:00 +0000</pubDate>
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		<description>Desculpem-me os que me antecedem, mas vivem em que mundo? Há quanto tempo não entram numa escola? Têm falado com professores, nos últimos anos? Falam de quê? Decerto do que não conhecem...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpem-me os que me antecedem, mas vivem em que mundo? Há quanto tempo não entram numa escola? Têm falado com professores, nos últimos anos? Falam de quê? Decerto do que não conhecem&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33196</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 22:07:43 +0000</pubDate>
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		<description>São hipóteses, Joões, essas que vocês colocam, mas existem outras. Gostava de as conhecer.

Não posso concordar mais com o teu acrescento, João, aliás, e sem nenhuma espírito de perseguição, ainda estou em ebulição com o que li no DN de hoje, aparentemente dito pelo Eduardo Sá, e que termina assim «Quando um estudante o maltrata (ao professor) “Isso é sinal de que é uma criança em risco, com problemas, e tem de estar a cargo de uma comissão de acompanhamento”».

Pois, também me parece, Timshel, “the show must go on”.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São hipóteses, Joões, essas que vocês colocam, mas existem outras. Gostava de as conhecer.</p>
<p>Não posso concordar mais com o teu acrescento, João, aliás, e sem nenhuma espírito de perseguição, ainda estou em ebulição com o que li no DN de hoje, aparentemente dito pelo Eduardo Sá, e que termina assim «Quando um estudante o maltrata (ao professor) “Isso é sinal de que é uma criança em risco, com problemas, e tem de estar a cargo de uma comissão de acompanhamento”».</p>
<p>Pois, também me parece, Timshel, “the show must go on”.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: timshel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33195</link>
		<dc:creator>timshel</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 21:49:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/#comment-33195</guid>
		<description>parece-me que o João Gaspar  e a Maria João têm razão

o aproveitamento político é algo que não tem a ver directamente com os intervenientes da &quot;tourada&quot;

&quot;touradas&quot; sempre as houve; só que neste momento atingiram patamares de &quot;qualidade&quot; e &quot;quantidade&quot; insuportáveis e que, graças  às novas tecnologias, têm um tremendo impacto na opinião pública 

por isso referi no meu comentário ao post do Lutz que as novas tecnologias são uma faca de dois gumes:

por um lado permitem uma espécie de consciencialização colectiva do estado de degradação a que chegou o ensino (e a sociedade) (e conviria que se reflectisse sobre as condições que propiciaram uma tal situação)

por outro lado permitem um big brother omnipresente, sempre disponível via meios de comunicação social, que exerce funções de tribunal popular, para gáudio das massas que pedem pão e circo e &quot;justiça&quot;

e um caso que deveria ter sido, nas suas circunstâncias concretas, apenas um caso a ser julgado e punido sem um impacto determinante na vida de uma adolescente, nomeadamente no direito a preservar a sua imagem, e em que alguém que tem que tomar decisões políticas, deveria tomar as decisões para que tais casos fossem cada vez mais raros, foi apenas mais uma &quot;tourada&quot; 

e parece-me que não vai passar disso em termos de resolução dos problemas de fundo

&quot;the show must go on&quot; e os infelizes que estiverem no momento errado no lugar errado serão simplesmente trucidados</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>parece-me que o João Gaspar  e a Maria João têm razão</p>
<p>o aproveitamento político é algo que não tem a ver directamente com os intervenientes da &#8220;tourada&#8221;</p>
<p>&#8220;touradas&#8221; sempre as houve; só que neste momento atingiram patamares de &#8220;qualidade&#8221; e &#8220;quantidade&#8221; insuportáveis e que, graças  às novas tecnologias, têm um tremendo impacto na opinião pública </p>
<p>por isso referi no meu comentário ao post do Lutz que as novas tecnologias são uma faca de dois gumes:</p>
<p>por um lado permitem uma espécie de consciencialização colectiva do estado de degradação a que chegou o ensino (e a sociedade) (e conviria que se reflectisse sobre as condições que propiciaram uma tal situação)</p>
<p>por outro lado permitem um big brother omnipresente, sempre disponível via meios de comunicação social, que exerce funções de tribunal popular, para gáudio das massas que pedem pão e circo e &#8220;justiça&#8221;</p>
<p>e um caso que deveria ter sido, nas suas circunstâncias concretas, apenas um caso a ser julgado e punido sem um impacto determinante na vida de uma adolescente, nomeadamente no direito a preservar a sua imagem, e em que alguém que tem que tomar decisões políticas, deveria tomar as decisões para que tais casos fossem cada vez mais raros, foi apenas mais uma &#8220;tourada&#8221; </p>
<p>e parece-me que não vai passar disso em termos de resolução dos problemas de fundo</p>
<p>&#8220;the show must go on&#8221; e os infelizes que estiverem no momento errado no lugar errado serão simplesmente trucidados</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: joão gaspar</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33190</link>
		<dc:creator>joão gaspar</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 19:58:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/#comment-33190</guid>
		<description>o mais provável é o puto que gravou nem ter pensado no que estava a fazer. e muito menos pensou quando pôs o vídeo no youtube. aquilo com certeza era a história da semana lá da escola e ele pôs no youtube para mostrar aos amigos, não percebendo o alcance da coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o mais provável é o puto que gravou nem ter pensado no que estava a fazer. e muito menos pensou quando pôs o vídeo no youtube. aquilo com certeza era a história da semana lá da escola e ele pôs no youtube para mostrar aos amigos, não percebendo o alcance da coisa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/comment-page-1/#comment-33188</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 19:31:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/22/pois-percebo/#comment-33188</guid>
		<description>Acho q estás a ser ingénua, são as mesmas motivações que levavam a que, quando tu eras adolescente, as cenas de absoluta má criação - que não são um fenómeno novo, longe disso - fossem descritas com todos os pormenores e mais alguns nos intervalos das aulas, propagando-se a história pela escola à velocidade da luz e tornando os seus actores em pequenos heróis porque tinham afrontado o &quot;inimigo&quot; (aka, o professor).Agora existem é outros meios de propagar o &quot;feito&quot;. 
Um acrescento: juro que não sei em que escola andaram a maior parte das pessoas que opinam sobre o assunto, há 27 anos, andava eu no 9º (para fazer uma comparação lícita), e cenas lamentáveis destas (felizmente com esta gravidade eram raras como o são também agora) já existiam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho q estás a ser ingénua, são as mesmas motivações que levavam a que, quando tu eras adolescente, as cenas de absoluta má criação &#8211; que não são um fenómeno novo, longe disso &#8211; fossem descritas com todos os pormenores e mais alguns nos intervalos das aulas, propagando-se a história pela escola à velocidade da luz e tornando os seus actores em pequenos heróis porque tinham afrontado o &#8220;inimigo&#8221; (aka, o professor).Agora existem é outros meios de propagar o &#8220;feito&#8221;.<br />
Um acrescento: juro que não sei em que escola andaram a maior parte das pessoas que opinam sobre o assunto, há 27 anos, andava eu no 9º (para fazer uma comparação lícita), e cenas lamentáveis destas (felizmente com esta gravidade eram raras como o são também agora) já existiam.</p>
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