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	<title>Comentários em: Os óculos da ideologia</title>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/os-oculos-da-ideologia/comment-page-1/#comment-31069</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:29:08 +0000</pubDate>
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		<description>P Porto,
Estou de acordo, mas a aqueles que fazem simples história propagandística eu não chamo historiadores.

Nuno Resende,
Há grandes historiadores conservadores e grandes historiadores marxistas que se apaixonaram de uma forma &quot;ideológica&quot; pelo seu objecto de estudo, mas quando pensam fazem-no com tanto cuidado e inteligência, que o seu horizonte de observação transcende em muito as baias da sua ideologia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>P Porto,<br />
Estou de acordo, mas a aqueles que fazem simples história propagandística eu não chamo historiadores.</p>
<p>Nuno Resende,<br />
Há grandes historiadores conservadores e grandes historiadores marxistas que se apaixonaram de uma forma &#8220;ideológica&#8221; pelo seu objecto de estudo, mas quando pensam fazem-no com tanto cuidado e inteligência, que o seu horizonte de observação transcende em muito as baias da sua ideologia.</p>
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		<title>Por: Nuno Resende</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/os-oculos-da-ideologia/comment-page-1/#comment-31026</link>
		<dc:creator>Nuno Resende</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 13:10:51 +0000</pubDate>
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		<description>Tem toda a razão. Não há historiadores «a-ideológicos». Veja o caso do Fernando Rosas a quem toda a gente vai pedir entrevistas e conselhos, como antigamente se ia ao oráculo de Delfos. É historiador e é de extrema-esquerda. Mas os historiadores podem ser mais ou menos imparciais, sobretudo se a diferença estiver no objecto de estudo. Não interessa tanto ser de direita ou de esquerda, quando se observa um contexto micro, como quando se faz história social ou política. Neste caso acho relevantíssimo o partidarismo ou a ideologia. Por muito que tente, não acho que o Fernando Rosas veja o Estado Novo com os mesmo olhos que a Maria Filomena Mónica ou o António Costa Pinto. Para mim, logo que o método seja fiável, não costumo ligar à ideologia dos cientistas - o problema é que a maioria dos historiadores que vêm à televisão e aos jornais dar entrevistas e fazer crónicas, são mais cronistas do que historiadores. Mas, bem vistas as coisas, num país em que a História local é feita por amadores, não parece que isso preocupe muito a quem de direito...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem toda a razão. Não há historiadores «a-ideológicos». Veja o caso do Fernando Rosas a quem toda a gente vai pedir entrevistas e conselhos, como antigamente se ia ao oráculo de Delfos. É historiador e é de extrema-esquerda. Mas os historiadores podem ser mais ou menos imparciais, sobretudo se a diferença estiver no objecto de estudo. Não interessa tanto ser de direita ou de esquerda, quando se observa um contexto micro, como quando se faz história social ou política. Neste caso acho relevantíssimo o partidarismo ou a ideologia. Por muito que tente, não acho que o Fernando Rosas veja o Estado Novo com os mesmo olhos que a Maria Filomena Mónica ou o António Costa Pinto. Para mim, logo que o método seja fiável, não costumo ligar à ideologia dos cientistas &#8211; o problema é que a maioria dos historiadores que vêm à televisão e aos jornais dar entrevistas e fazer crónicas, são mais cronistas do que historiadores. Mas, bem vistas as coisas, num país em que a História local é feita por amadores, não parece que isso preocupe muito a quem de direito&#8230;</p>
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		<title>Por: P.Porto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/os-oculos-da-ideologia/comment-page-1/#comment-31021</link>
		<dc:creator>P.Porto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:30:13 +0000</pubDate>
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		<description>Caro NRA

Eu concordo com a sua observação, não existem historiadores ideologicamente assépticos. Mas há &#039;no entanto&#039;.

No entanto - cá está ele - existem historiadores que manipulam a apresentação de factos históricos como forma de apresentar ou justificar uma idiologia, e outros que, apesar da ideologia que lhes é subjacente, se restringem à apresentação e interpretação sóbria e honesta dos factos. Na minha opinião, este era o caso de Joel Serrão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro NRA</p>
<p>Eu concordo com a sua observação, não existem historiadores ideologicamente assépticos. Mas há &#8216;no entanto&#8217;.</p>
<p>No entanto &#8211; cá está ele &#8211; existem historiadores que manipulam a apresentação de factos históricos como forma de apresentar ou justificar uma idiologia, e outros que, apesar da ideologia que lhes é subjacente, se restringem à apresentação e interpretação sóbria e honesta dos factos. Na minha opinião, este era o caso de Joel Serrão.</p>
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