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	<title>Comentários em: as ondas, mas de longe</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Memória Virtual &#124; &#8220;as ondas, mas de longe&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-81377</link>
		<dc:creator>Memória Virtual &#124; &#8220;as ondas, mas de longe&#8221;</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 22:31:52 +0000</pubDate>
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		<description>[...] (Fernanda Câncio, no 5dias.net) [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] (Fernanda Câncio, no 5dias.net) [...]</p>
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		<title>Por: cinco dias &#187; swinging london</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-63090</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; swinging london</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 20:20:55 +0000</pubDate>
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		<description>[...] nos últimos 12 meses (até julho de 2008), 163 homicídios (portugal em 2007 teve 135 &#8212; ver aqui os números dos últimos 15 anos) e muitas dezenas de milhar de assaltos, incluindo mais de 2000 [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] nos últimos 12 meses (até julho de 2008), 163 homicídios (portugal em 2007 teve 135 &#8212; ver aqui os números dos últimos 15 anos) e muitas dezenas de milhar de assaltos, incluindo mais de 2000 [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: vida loka</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-32941</link>
		<dc:creator>vida loka</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 23:47:37 +0000</pubDate>
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		<description>as ondas, mas de longe
7 Março 2008 &#124; por Fernanda Câncio 
Corria o Verão de 1996. Durante uma semana, não houve telejornal das TVs privadas - nessa época a RTP ainda mantinha um alinhamento menos tablóide nos noticiários - que não arrancasse com crimes de sangue. Era uma ‘onda’. Fizeram-se debates e anúncios inflamados, interpelações e declarações dramáticas. Portugal “deixara” de ser “um país seguro”. Na altura, ouvi sobre o assunto o sociólogo Nelson Lourenço, então na Universidade Nova, que trabalhava muito o tema da violência. “Quanto menos violenta é uma sociedade, mais percepciona a violência e mais reage a ela”, disse o universitário, hoje reitor da Universidade Atlântica. E explicou-se: o Portugal de há 100 anos era muito mais violento que o da actualidade, mas a ressonância dessa violência era muito menor.

É uma asserção fácil de consubstanciar: muitos dos crimes violentos hoje tipificados não eram sequer como tal percepcionados/contabilizados há um século. Os maus tratos e abuso sexual de menores e a violência doméstica são dois exemplos óbvios. Mas, retorquirá qualquer cidadão intoxicado pelas parangonas recentes, “havia muito menos dos outros crimes” - “nomeadamente homicídios”. 

O homicídio é um indicador seguro da violência por dois motivos: trata-se do crime mais grave, e os dados a ele relativos não sofrem distorções devido a uma maior ou menor taxa de denúncia. Indaguemos, então. Não estando à mão as estatísticas dos últimos 100 anos, debrucemo-nos sobre as que se encontram mais facilmente (na Internet, ao dispor de qualquer cidadão), as dos últimos catorze. Em 1994 foram registados 424 homicídios. Em 1995, 408. Em 1996 (o da outra “onda”, a citada no início deste texto), 391. Em 1997, 381. Em 1998, 340. Em 1999, 299. Em 2000, 247. Em 2001, 282. Em 2002, 266. Em 2003, 271. Em 2004, 187. Em 2005, 133. Em 2006, 194. E, finalmente, em 2007, 135. Esta evolução corresponde a uma descida sustentada de 68,2%. 

Durante o mesmo período, entre os crimes que mais aumentaram estão os contra os direitos industriais e de autor e o abuso de confiança fiscal. Por outro lado, comparando Portugal com a generalidade dos países europeus a partir do relatório mais recente do Eurostat sobre crime, relativo ao triénio 2003/05, conclui-se que a média de homicídios no país está abaixo da da UE. E que, ironia das ironias, Lisboa é a terceira capital da UE com menos mortes violentas (depois da de Malta e da do Luxemburgo). 

Quer isto dizer que não devemos preocupar-nos? Que o que sucedeu na última semana não tem importância? Claro que devemos preocupar-nos com o facto de ter havido seis (ou sete, ainda não é certo) mortes violentas em poucos dias. Mas confundir isso com “um aumento da criminalidade” é um pouco como dizer, no dia das enxurradas de 18 de Fevereiro, que 2008 não vai ser um ano seco. As ondas são assim: vistas de perto fazem um grande efeito, mas de longe fundem-se no mar.

(publicado hoje no dn)

e, em adenda, com dedicatória ao francisco

Publicado em cinco dias &#124;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>as ondas, mas de longe<br />
7 Março 2008 | por Fernanda Câncio<br />
Corria o Verão de 1996. Durante uma semana, não houve telejornal das TVs privadas &#8211; nessa época a RTP ainda mantinha um alinhamento menos tablóide nos noticiários &#8211; que não arrancasse com crimes de sangue. Era uma ‘onda’. Fizeram-se debates e anúncios inflamados, interpelações e declarações dramáticas. Portugal “deixara” de ser “um país seguro”. Na altura, ouvi sobre o assunto o sociólogo Nelson Lourenço, então na Universidade Nova, que trabalhava muito o tema da violência. “Quanto menos violenta é uma sociedade, mais percepciona a violência e mais reage a ela”, disse o universitário, hoje reitor da Universidade Atlântica. E explicou-se: o Portugal de há 100 anos era muito mais violento que o da actualidade, mas a ressonância dessa violência era muito menor.</p>
<p>É uma asserção fácil de consubstanciar: muitos dos crimes violentos hoje tipificados não eram sequer como tal percepcionados/contabilizados há um século. Os maus tratos e abuso sexual de menores e a violência doméstica são dois exemplos óbvios. Mas, retorquirá qualquer cidadão intoxicado pelas parangonas recentes, “havia muito menos dos outros crimes” &#8211; “nomeadamente homicídios”. </p>
<p>O homicídio é um indicador seguro da violência por dois motivos: trata-se do crime mais grave, e os dados a ele relativos não sofrem distorções devido a uma maior ou menor taxa de denúncia. Indaguemos, então. Não estando à mão as estatísticas dos últimos 100 anos, debrucemo-nos sobre as que se encontram mais facilmente (na Internet, ao dispor de qualquer cidadão), as dos últimos catorze. Em 1994 foram registados 424 homicídios. Em 1995, 408. Em 1996 (o da outra “onda”, a citada no início deste texto), 391. Em 1997, 381. Em 1998, 340. Em 1999, 299. Em 2000, 247. Em 2001, 282. Em 2002, 266. Em 2003, 271. Em 2004, 187. Em 2005, 133. Em 2006, 194. E, finalmente, em 2007, 135. Esta evolução corresponde a uma descida sustentada de 68,2%. </p>
<p>Durante o mesmo período, entre os crimes que mais aumentaram estão os contra os direitos industriais e de autor e o abuso de confiança fiscal. Por outro lado, comparando Portugal com a generalidade dos países europeus a partir do relatório mais recente do Eurostat sobre crime, relativo ao triénio 2003/05, conclui-se que a média de homicídios no país está abaixo da da UE. E que, ironia das ironias, Lisboa é a terceira capital da UE com menos mortes violentas (depois da de Malta e da do Luxemburgo). </p>
<p>Quer isto dizer que não devemos preocupar-nos? Que o que sucedeu na última semana não tem importância? Claro que devemos preocupar-nos com o facto de ter havido seis (ou sete, ainda não é certo) mortes violentas em poucos dias. Mas confundir isso com “um aumento da criminalidade” é um pouco como dizer, no dia das enxurradas de 18 de Fevereiro, que 2008 não vai ser um ano seco. As ondas são assim: vistas de perto fazem um grande efeito, mas de longe fundem-se no mar.</p>
<p>(publicado hoje no dn)</p>
<p>e, em adenda, com dedicatória ao francisco</p>
<p>Publicado em cinco dias |</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: M. Abrantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31218</link>
		<dc:creator>M. Abrantes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 13:13:02 +0000</pubDate>
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		<description>Parece que o problema não tem a ver com a quantidade de crimes, mas sim com a ousadia/violência/novidade de alguns deles.

Por exemplo o &quot;carjacking&quot;, de que não se houvia falar até há bem pouco, vem lembrar-nos que não estamos seguros nos nossos carros, nem de portas trancadas e em movimento. Isto é novo e por isso dá às pessoas a ideia de algo que se soma (aumenta) ao que já existia.

A criminalidade praticada por estrangeiros de leste (fenómeno recente em Portugal), idem.

Infelizmente o desconforto vai passando á medida que nos formos habituando a esta novidades. Não me parece que seja fácil evitá-las.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que o problema não tem a ver com a quantidade de crimes, mas sim com a ousadia/violência/novidade de alguns deles.</p>
<p>Por exemplo o &#8220;carjacking&#8221;, de que não se houvia falar até há bem pouco, vem lembrar-nos que não estamos seguros nos nossos carros, nem de portas trancadas e em movimento. Isto é novo e por isso dá às pessoas a ideia de algo que se soma (aumenta) ao que já existia.</p>
<p>A criminalidade praticada por estrangeiros de leste (fenómeno recente em Portugal), idem.</p>
<p>Infelizmente o desconforto vai passando á medida que nos formos habituando a esta novidades. Não me parece que seja fácil evitá-las.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31208</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 11:58:21 +0000</pubDate>
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		<description>Respeite-se e contenha-se.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Respeite-se e contenha-se.</p>
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	<item>
		<title>Por: abrasivo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31139</link>
		<dc:creator>abrasivo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 22:29:16 +0000</pubDate>
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		<description>As ondas, mas de perto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As ondas, mas de perto.</p>
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		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31134</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 21:30:48 +0000</pubDate>
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		<description>al, a minha paciência, apesar de homérica, tem limites. vá desconversar com a senhora sua tia, se não se importa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>al, a minha paciência, apesar de homérica, tem limites. vá desconversar com a senhora sua tia, se não se importa.</p>
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		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31132</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 21:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>Para quem ligue mais ou menos mecanicamente a criminalidade com a situação económica não constituirá surpresao aumento, já que a situação é má. Mas creio que também as políticas de segurança são responsáveis, por inadequadas e, esteja descansada,  há muito tempo que o são. Mas nos últimos tempos oiço falar - e refiro-me a nível local, com maior preocupação: o assalto a estabelecimentos, o roubo na rua, o bullyng  contribuem poderosamente para o sentimento de insegurança e esse sentimento não é tão arbitrário qt possa parecer: é alimentado por actos que existiram mesmo, e por vezes dificeis de conceber. Como se sentiria se a praça principal da terra fosse palco de espectaculares assaltos? Uma e outra vez, a diversas horas do dia?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem ligue mais ou menos mecanicamente a criminalidade com a situação económica não constituirá surpresao aumento, já que a situação é má. Mas creio que também as políticas de segurança são responsáveis, por inadequadas e, esteja descansada,  há muito tempo que o são. Mas nos últimos tempos oiço falar &#8211; e refiro-me a nível local, com maior preocupação: o assalto a estabelecimentos, o roubo na rua, o bullyng  contribuem poderosamente para o sentimento de insegurança e esse sentimento não é tão arbitrário qt possa parecer: é alimentado por actos que existiram mesmo, e por vezes dificeis de conceber. Como se sentiria se a praça principal da terra fosse palco de espectaculares assaltos? Uma e outra vez, a diversas horas do dia?&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31124</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 20:07:02 +0000</pubDate>
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		<description>e agora, porque quero q nada falte ao nosso tão insistente al, vamos ver que crimes violentos aumentaram e diminuiram entre 1994 e 2005 (sendo que aumentos e diminuições podem ser influenciados pela taxa de denúncia):

a ofensa à integridade física voluntária grave mantém-se estável, com tendência para diminuir. 1065, 933, 958, 959, 954, 96, 805,862, 842, 895, 777 (último número é de 2004, este crime não está contabilizado autonomamente no eurostat)

o contrário sucede com a ofensa à integridade física voluntária simpls: sobe de 31.153 para 40.939

os maus tratos sobre menores/incapazes/cônjuges: aumenta. de 3420 em 1999 (primeiro ano de contabilização autónoma) para 9.022. típico crime em que a taxa de denúncia tende a subir.

rapto/sequestro/tomada de reféns: sobe. de 234 em 1994 para 446 em 2004. quase 50%. 

ameaça e coacção: sobe e muito. de 7358 para 17813. é mais um crime em que a taxa de denúncia/consciência da censurabilidade é fundamental

violação: desce, pouco. de 498 para 338.

abusio sexual de crianças e adolescentes. sobre, claro. de 438 em 1998 (primeiro ano de reporte) para 650 em 2004. 

roubo via pública (sem esticão): sobe. de 5019 para 11606. mais de 50%

há mais, mas é pouco, nada relevante e estou farta de copiar números. quem quiser saber mais (e fundamentar convenientemente o que diz) pode sempre ir à fonte: 
http://www.dgpj.mj.pt/sections/estatisticas-da-justica/informacao-estatistica/estatisticas-policiais-e/anexos6389/crimes1994-2004/downloadFile/file/criminalidade1994-2004.pdf?nocache=1194883390.61</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e agora, porque quero q nada falte ao nosso tão insistente al, vamos ver que crimes violentos aumentaram e diminuiram entre 1994 e 2005 (sendo que aumentos e diminuições podem ser influenciados pela taxa de denúncia):</p>
<p>a ofensa à integridade física voluntária grave mantém-se estável, com tendência para diminuir. 1065, 933, 958, 959, 954, 96, 805,862, 842, 895, 777 (último número é de 2004, este crime não está contabilizado autonomamente no eurostat)</p>
<p>o contrário sucede com a ofensa à integridade física voluntária simpls: sobe de 31.153 para 40.939</p>
<p>os maus tratos sobre menores/incapazes/cônjuges: aumenta. de 3420 em 1999 (primeiro ano de contabilização autónoma) para 9.022. típico crime em que a taxa de denúncia tende a subir.</p>
<p>rapto/sequestro/tomada de reféns: sobe. de 234 em 1994 para 446 em 2004. quase 50%. </p>
<p>ameaça e coacção: sobe e muito. de 7358 para 17813. é mais um crime em que a taxa de denúncia/consciência da censurabilidade é fundamental</p>
<p>violação: desce, pouco. de 498 para 338.</p>
<p>abusio sexual de crianças e adolescentes. sobre, claro. de 438 em 1998 (primeiro ano de reporte) para 650 em 2004. </p>
<p>roubo via pública (sem esticão): sobe. de 5019 para 11606. mais de 50%</p>
<p>há mais, mas é pouco, nada relevante e estou farta de copiar números. quem quiser saber mais (e fundamentar convenientemente o que diz) pode sempre ir à fonte:<br />
<a href="http://www.dgpj.mj.pt/sections/estatisticas-da-justica/informacao-estatistica/estatisticas-policiais-e/anexos6389/crimes1994-2004/downloadFile/file/criminalidade1994-2004.pdf?nocache=1194883390.61" rel="nofollow">http://www.dgpj.mj.pt/sections/estatisticas-da-justica/informacao-estatistica/estatisticas-policiais-e/anexos6389/crimes1994-2004/downloadFile/file/criminalidade1994-2004.pdf?nocache=1194883390.61</a></p>
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	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31119</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 19:41:02 +0000</pubDate>
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		<description>pois é, al. no primeiro comentário que fez, não interessava que números de homicidos havia, porque para quem morria era sempre uma tragédia; no segundo (ou será terceiro?), foi à procura de outros números de homicídios, a tentar provar que &#039;os meus&#039; (eheh) estavam errados; depois lembrou-se que talvez nem todos os homicídios estivessem nestes números, lembrando-se dos por negligência; e agora foi buscar uma notícia da lusa/rtp que diz que o eurostat diz que afinal portugal é um dos países em q mais aumentou o crime violento entre 1995 e 2005.

se o al não estivesse tao interessado em contrariar o que eu escrevo, talvez tivesse energia e tempo para pensar. e para ler o que tenta contrariar. como é óbvio para qualquer pessoa que não esteja com o mesmo problema do al, os homicídios são um excelente indicador do nível de violência porque, como escrevo no texto, são simultaneamente o mais grave dos crimes (aquele de que toda a gente tem mais medo, certo?) e o único em que as taxas de denúncia não influem em termos de contabilidade. ou seja, explicando para o al perceber: se eu for na rua e vier um gajo e me apontar uma faca para me roubar o dinheiro, isso é roubo. eu dou o dinheiro ao gajo e decido a seguir se estou para me chatear a ir à polícia, sabendo que nunca mais vejo o dinheiro. se for, é mais um roubo nas estísticas. se não for, não é. mesmo cenário, e eu resisto e o gajo dá-me uma facada e mata-me. este crime vem sempre nas estatísticas, ok? espero que tenha percebido agora.

agora, os números do eurostat:

capítulo violent crime (que é o que interessa para o caso):

the rise in police-recorded crime figures beween 1995 and 2005 is due to increasing violent crime (comprising violence against the person, robbery and sexual offences). violent crime increased in most countries where figures could be compared over at least five years up to 2005, with the highest annual rises in france (7%), the netherlands 6%), and portugal (5%). the general trend in those eu countries where long series where available was an increase of about 4%.

ou seja, portugal teve um aumento um ponto percentual acima da média da ue no crime violento. mas no mesmo período os homicídios baixaram 60%. o al acha que os 5% de aumento em crimes cujo reporte à polícia pode ter aumentado sem aumentar o número de crimes é muito mais importante que a descida de 60% no número de mortes. é notável.


</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pois é, al. no primeiro comentário que fez, não interessava que números de homicidos havia, porque para quem morria era sempre uma tragédia; no segundo (ou será terceiro?), foi à procura de outros números de homicídios, a tentar provar que &#8216;os meus&#8217; (eheh) estavam errados; depois lembrou-se que talvez nem todos os homicídios estivessem nestes números, lembrando-se dos por negligência; e agora foi buscar uma notícia da lusa/rtp que diz que o eurostat diz que afinal portugal é um dos países em q mais aumentou o crime violento entre 1995 e 2005.</p>
<p>se o al não estivesse tao interessado em contrariar o que eu escrevo, talvez tivesse energia e tempo para pensar. e para ler o que tenta contrariar. como é óbvio para qualquer pessoa que não esteja com o mesmo problema do al, os homicídios são um excelente indicador do nível de violência porque, como escrevo no texto, são simultaneamente o mais grave dos crimes (aquele de que toda a gente tem mais medo, certo?) e o único em que as taxas de denúncia não influem em termos de contabilidade. ou seja, explicando para o al perceber: se eu for na rua e vier um gajo e me apontar uma faca para me roubar o dinheiro, isso é roubo. eu dou o dinheiro ao gajo e decido a seguir se estou para me chatear a ir à polícia, sabendo que nunca mais vejo o dinheiro. se for, é mais um roubo nas estísticas. se não for, não é. mesmo cenário, e eu resisto e o gajo dá-me uma facada e mata-me. este crime vem sempre nas estatísticas, ok? espero que tenha percebido agora.</p>
<p>agora, os números do eurostat:</p>
<p>capítulo violent crime (que é o que interessa para o caso):</p>
<p>the rise in police-recorded crime figures beween 1995 and 2005 is due to increasing violent crime (comprising violence against the person, robbery and sexual offences). violent crime increased in most countries where figures could be compared over at least five years up to 2005, with the highest annual rises in france (7%), the netherlands 6%), and portugal (5%). the general trend in those eu countries where long series where available was an increase of about 4%.</p>
<p>ou seja, portugal teve um aumento um ponto percentual acima da média da ue no crime violento. mas no mesmo período os homicídios baixaram 60%. o al acha que os 5% de aumento em crimes cujo reporte à polícia pode ter aumentado sem aumentar o número de crimes é muito mais importante que a descida de 60% no número de mortes. é notável.</p>
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	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31114</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:54:40 +0000</pubDate>
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		<description>Mas, para retomar o fio à meada. Seria interessante, com dados e estudos saber até que ponto os homicídios são um sinal fiável - pelos vistos, não são: podem diminuir estes e o outro tipo de criminalidade violenta aumentar que foi o que aconteceu se a eurostat não se engana  (http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=309879&amp;visual=26&amp;tema=1).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, para retomar o fio à meada. Seria interessante, com dados e estudos saber até que ponto os homicídios são um sinal fiável &#8211; pelos vistos, não são: podem diminuir estes e o outro tipo de criminalidade violenta aumentar que foi o que aconteceu se a eurostat não se engana  (<a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=309879&amp;visual=26&amp;tema=1" rel="nofollow">http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=309879&amp;visual=26&amp;tema=1</a>).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: A ler outros blogues: as ondas e a espuma &#171; No fim da picada</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31107</link>
		<dc:creator>A ler outros blogues: as ondas e a espuma &#171; No fim da picada</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:29:34 +0000</pubDate>
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		<description>[...]   cinco dias » as ondas, mas de longe   7 Março 2008 &#124; por Fernanda [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...]   cinco dias » as ondas, mas de longe   7 Março 2008 | por Fernanda [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31094</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:45:44 +0000</pubDate>
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		<description>Mais uma excelente abordagem, de uma jornalista (não)alinhada.
O nosso país é ainda um paraíso ao nível da criminalidade.
Mais ou menos criminalidade decorre muito daquilo que o cidadão percepciona, o chamado “sentimento de (in)segurança”.
Sendo lamentável o exercício político de alguns partidos, e de alguns políticos, que fazem da criminalidade um instrumento para se fazerem notar ou para sentirem que existem.
Também aqui alguma comunicação social se porta muito mal e contribui para aquele sentimento de (in)segurança, já metendo nojo os telejornais e alguns pasquins de jornalistas que mal sabem escrever e muito menos pensar.
E alguma estatística criminal é necessariamente influenciada pelo facto de, hoje, felizmente, os cidadãos participarem muito mais os crimes, o que revela, ao contrário de alguns que estão sempre “no contra”, que a confiança nas polícias tem aumentado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma excelente abordagem, de uma jornalista (não)alinhada.<br />
O nosso país é ainda um paraíso ao nível da criminalidade.<br />
Mais ou menos criminalidade decorre muito daquilo que o cidadão percepciona, o chamado “sentimento de (in)segurança”.<br />
Sendo lamentável o exercício político de alguns partidos, e de alguns políticos, que fazem da criminalidade um instrumento para se fazerem notar ou para sentirem que existem.<br />
Também aqui alguma comunicação social se porta muito mal e contribui para aquele sentimento de (in)segurança, já metendo nojo os telejornais e alguns pasquins de jornalistas que mal sabem escrever e muito menos pensar.<br />
E alguma estatística criminal é necessariamente influenciada pelo facto de, hoje, felizmente, os cidadãos participarem muito mais os crimes, o que revela, ao contrário de alguns que estão sempre “no contra”, que a confiança nas polícias tem aumentado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31092</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:24:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31092</guid>
		<description>al, se calhar o melhor é consultar as fontes dos números que cito, em vez de andar a procurar ao lado, certo? as estatíticas da justiça existem para alguma coisa, digo eu. e não, claro que os homicídios negligentes não estão incluídos. os números que citei são para o homicídio voluntário consumado. as tentativas também não estão (por motivos óbvios) contabilizadas. as estatísticas distinguem entre os homicídios negligentes em acidente de viação e os homicídios negligentes noutras circunstâncias. os primeiros mantêm-se estáveis (com ligeira diminuição) entre 1994 e 2004, os segundos parecem ter uma tendência para diminuir (183, 158, 185, 177, 113, 111, 99, 112, 80, 86, 73). faltam, como já referi, os dados de 2005 e 2006. 

joséjosé, por que será que acha que &#039;hoje os empedernidos talvez se sintam mais seguros&#039;? em que baseia a asserção?

quanto à distinção entre a redacção de um jornal e de uma televisão, não percebi a pergunta, embora seja óbvia a intenção com que a fez. mais uma vez, o joséjosé sabe pouco da minha vida. em 1996, eu trabalhava na sic.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>al, se calhar o melhor é consultar as fontes dos números que cito, em vez de andar a procurar ao lado, certo? as estatíticas da justiça existem para alguma coisa, digo eu. e não, claro que os homicídios negligentes não estão incluídos. os números que citei são para o homicídio voluntário consumado. as tentativas também não estão (por motivos óbvios) contabilizadas. as estatísticas distinguem entre os homicídios negligentes em acidente de viação e os homicídios negligentes noutras circunstâncias. os primeiros mantêm-se estáveis (com ligeira diminuição) entre 1994 e 2004, os segundos parecem ter uma tendência para diminuir (183, 158, 185, 177, 113, 111, 99, 112, 80, 86, 73). faltam, como já referi, os dados de 2005 e 2006. </p>
<p>joséjosé, por que será que acha que &#8216;hoje os empedernidos talvez se sintam mais seguros&#8217;? em que baseia a asserção?</p>
<p>quanto à distinção entre a redacção de um jornal e de uma televisão, não percebi a pergunta, embora seja óbvia a intenção com que a fez. mais uma vez, o joséjosé sabe pouco da minha vida. em 1996, eu trabalhava na sic.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: joséjosé</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31083</link>
		<dc:creator>joséjosé</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:57:52 +0000</pubDate>
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		<description>Cam. Tem toda a razão. A diferença é que hoje os &quot;empedernidos&quot;  talvez se sintam mais seguros com a actual &quot;segurança&quot;.
Fernanda. Tire a conclusão sentando-se no mesmo banco do mesmo jardim ...Já agora ! Há assim tantas diferenças de credibilidade  jornalistica entre a redacção dum jornal e a redacção duma televisão ? 
Que não lhe falte a coragem...Fique bem .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cam. Tem toda a razão. A diferença é que hoje os &#8220;empedernidos&#8221;  talvez se sintam mais seguros com a actual &#8220;segurança&#8221;.<br />
Fernanda. Tire a conclusão sentando-se no mesmo banco do mesmo jardim &#8230;Já agora ! Há assim tantas diferenças de credibilidade  jornalistica entre a redacção dum jornal e a redacção duma televisão ?<br />
Que não lhe falte a coragem&#8230;Fique bem .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31076</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:39:41 +0000</pubDate>
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		<description>MJP: agradeço o seu comentário que apenas agora vi, a par com a minha rectificação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>MJP: agradeço o seu comentário que apenas agora vi, a par com a minha rectificação.</p>
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	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31071</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:33:46 +0000</pubDate>
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		<description>Verifico que o nº de homicidios que referi foi o de vítimas que deram entrada em hospitais, pelo que o dito no comentário deixa de fazer sentido nesse particular. Interessaria saber, no entanto, se os homicídios negligentes estão contabilizados nos nºs referidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Verifico que o nº de homicidios que referi foi o de vítimas que deram entrada em hospitais, pelo que o dito no comentário deixa de fazer sentido nesse particular. Interessaria saber, no entanto, se os homicídios negligentes estão contabilizados nos nºs referidos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31068</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:27:50 +0000</pubDate>
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		<description>Vá reler melhor a página que cita, al. 861 foi o número de vítimas que deram entrada nos hospitais nesse período. Outros houve que não chegaram a ir para qqr hospital, como se pode perceber quando se olha para os outros números: só entre 95 e 98 ocorreram, e cito o mesmo site, &quot;(...)1520 casos que registaram neste período. &quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vá reler melhor a página que cita, al. 861 foi o número de vítimas que deram entrada nos hospitais nesse período. Outros houve que não chegaram a ir para qqr hospital, como se pode perceber quando se olha para os outros números: só entre 95 e 98 ocorreram, e cito o mesmo site, &#8220;(&#8230;)1520 casos que registaram neste período. &#8220;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31067</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:21:54 +0000</pubDate>
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		<description>Neste site (http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/armas/Numerosfinal.htm) o número de homicídios entre 1993 e 1998 foi de 861  o que dá uma média de 172 por ano, números que estão em contradição com os do post e tornam a descida do número da média (172) para os 133 irrelevante. Aliás, convirá saber de que tipo de homicídios se trata. Os negligentes (acidentes de trânsito) estão nesses números ou apenas os dolosos? E dentro dos dolosos, seria preciso especificar? Crime pasional, assalto à mão armada, etc., correspondem a realidades diferentes.
Eu não vejo um polícia  há meses. Vi ontem um, mas ia com pressa para uma escola aqui perto. O que iria lá fazer?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Neste site (<a href="http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/armas/Numerosfinal.htm" rel="nofollow">http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/armas/Numerosfinal.htm</a>) o número de homicídios entre 1993 e 1998 foi de 861  o que dá uma média de 172 por ano, números que estão em contradição com os do post e tornam a descida do número da média (172) para os 133 irrelevante. Aliás, convirá saber de que tipo de homicídios se trata. Os negligentes (acidentes de trânsito) estão nesses números ou apenas os dolosos? E dentro dos dolosos, seria preciso especificar? Crime pasional, assalto à mão armada, etc., correspondem a realidades diferentes.<br />
Eu não vejo um polícia  há meses. Vi ontem um, mas ia com pressa para uma escola aqui perto. O que iria lá fazer?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31057</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:36:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31057</guid>
		<description>cam, concordo absolutamente. aliás, tentei encontrar esse perfil, ou melhor, esses perfis: o dos homicídios e o dos homicidas. não encontrei até agora, o que não significa que eles não existam. e lamento que durante uma semana de histeria mediática (e política) sobre esta dita &#039;onda&#039; o ministério da administração interna ou o da justiça não tenham divulgado estes dados que publico no artigo do dn e que tive de procurar à unha (as estatísticas da justiça disponíveis no site respectivo só vão até 2004, foi preciso encontrar as de 2005 e 2006 e só consegui encontrá-las no site do eurostat).

mas, voltando à questao dos perfis, que acho muito importante: nos crimes dos últimos dias temos claramente três mortes associadas ao padrão clássico do homicídio relacional/passional (o filho que mata os pais e se suicida), várias outras cujo perfil ainda não está definido e uma que é doutro género -- a do homem abatido a tiro num café onde um grupo entrou para roubar telemóveis. 

nas estatísticas do eurostat, uma das coisas que achei interessante foi o facto de os países com mais criminalidade violenta, nomeadamente com mais homicídios, serem, por ordem decrescente, a lituânia, a estónia, a turquia, a bulgária, a macedónia, a bulgária, a eslováquia e, logo a seguir, a escócia (o reino unido está decomposto). a ideia com que fiquei foi de que são as sociedades menos &#039;modernizadas&#039; e mais rurais (posso estar enganada, naõ conheço assim tão bem parte destes países) as que apresentam mais mortes violentas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>cam, concordo absolutamente. aliás, tentei encontrar esse perfil, ou melhor, esses perfis: o dos homicídios e o dos homicidas. não encontrei até agora, o que não significa que eles não existam. e lamento que durante uma semana de histeria mediática (e política) sobre esta dita &#8216;onda&#8217; o ministério da administração interna ou o da justiça não tenham divulgado estes dados que publico no artigo do dn e que tive de procurar à unha (as estatísticas da justiça disponíveis no site respectivo só vão até 2004, foi preciso encontrar as de 2005 e 2006 e só consegui encontrá-las no site do eurostat).</p>
<p>mas, voltando à questao dos perfis, que acho muito importante: nos crimes dos últimos dias temos claramente três mortes associadas ao padrão clássico do homicídio relacional/passional (o filho que mata os pais e se suicida), várias outras cujo perfil ainda não está definido e uma que é doutro género &#8212; a do homem abatido a tiro num café onde um grupo entrou para roubar telemóveis. </p>
<p>nas estatísticas do eurostat, uma das coisas que achei interessante foi o facto de os países com mais criminalidade violenta, nomeadamente com mais homicídios, serem, por ordem decrescente, a lituânia, a estónia, a turquia, a bulgária, a macedónia, a bulgária, a eslováquia e, logo a seguir, a escócia (o reino unido está decomposto). a ideia com que fiquei foi de que são as sociedades menos &#8216;modernizadas&#8217; e mais rurais (posso estar enganada, naõ conheço assim tão bem parte destes países) as que apresentam mais mortes violentas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Barbosa de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31052</link>
		<dc:creator>Carlos Barbosa de Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:31:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31052</guid>
		<description>É por &quot;estas pequenas coisas&quot; que eu não prescindo de ler os seus escriros, Fernanda. Uma das flores que hoje ornamentam o meu blog é para si.
http://cronicasdorochedo.blogspot.com/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É por &#8220;estas pequenas coisas&#8221; que eu não prescindo de ler os seus escriros, Fernanda. Uma das flores que hoje ornamentam o meu blog é para si.<br />
<a href="http://cronicasdorochedo.blogspot.com/" rel="nofollow">http://cronicasdorochedo.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31050</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:22:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31050</guid>
		<description>Que raio de separação é essa, Cam? Então os homicídios não são sempre uma forma de criminalidade?

Também acho, Zèd, excelente texto da f, e quanto à dica que deixas ao Al, melhor seria aconselhá-lo a tentar começar por ler o que está escrito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que raio de separação é essa, Cam? Então os homicídios não são sempre uma forma de criminalidade?</p>
<p>Também acho, Zèd, excelente texto da f, e quanto à dica que deixas ao Al, melhor seria aconselhá-lo a tentar começar por ler o que está escrito.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31047</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:16:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31047</guid>
		<description>joséjosé,  não pode saber porque não me conhece, mas eu ando na rua como a maioria das pessoas. não de blindado mas a pé. e de metro -- todos os dias. moro no centro da cidade, num prédio normalíssimo sem qualquer segurança, numa rua onde não raro os carros são assaltados para roubar autorádios e onde um já muito meu velho conhecido arrumador toxicodependente amealha o estipêndio para as doses diárias. creio que isso me faz não perto das &#039;bases&#039; mas parte das &#039;bases&#039;. isto para começo de conversa.

depois, este post/artigo é sobre os homicídios, porque foi de homicídios que se falou nos últimos dias. não de furtos e roubos, mas de mortes violentas. ainda assim, tive oportunidade -- como o joséjosé terá, se procurar as estatísticas -- de ver os números relativos à evolução desse tipo de crimes. não variaram muito nos últimos 14 anos.

a noção de insegurança é, como toda a gente sabe, eminentemente impressiva. se uma pessoa nunca foi assaltada ou vítima de violência e não conhece quem o tenha sido, pode achar que tudo é um mar de rosas -- ou não, se passar os dias a ver telejornais que transformam o quotidiano português numa espécie de chicago anos 30. 

a questão, joséjosé, é se eu tenho mais motivos hoje para estar alerta quando me sento num banco de jardim do que tinha, por exemplo, há 20 anos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>joséjosé,  não pode saber porque não me conhece, mas eu ando na rua como a maioria das pessoas. não de blindado mas a pé. e de metro &#8212; todos os dias. moro no centro da cidade, num prédio normalíssimo sem qualquer segurança, numa rua onde não raro os carros são assaltados para roubar autorádios e onde um já muito meu velho conhecido arrumador toxicodependente amealha o estipêndio para as doses diárias. creio que isso me faz não perto das &#8216;bases&#8217; mas parte das &#8216;bases&#8217;. isto para começo de conversa.</p>
<p>depois, este post/artigo é sobre os homicídios, porque foi de homicídios que se falou nos últimos dias. não de furtos e roubos, mas de mortes violentas. ainda assim, tive oportunidade &#8212; como o joséjosé terá, se procurar as estatísticas &#8212; de ver os números relativos à evolução desse tipo de crimes. não variaram muito nos últimos 14 anos.</p>
<p>a noção de insegurança é, como toda a gente sabe, eminentemente impressiva. se uma pessoa nunca foi assaltada ou vítima de violência e não conhece quem o tenha sido, pode achar que tudo é um mar de rosas &#8212; ou não, se passar os dias a ver telejornais que transformam o quotidiano português numa espécie de chicago anos 30. </p>
<p>a questão, joséjosé, é se eu tenho mais motivos hoje para estar alerta quando me sento num banco de jardim do que tinha, por exemplo, há 20 anos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cam</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31046</link>
		<dc:creator>Cam</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:15:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31046</guid>
		<description>Falta saber uma coisa. Quantos dos homicidios são devido à criminalidade e quantos a conflituos conviviais? 
A maior parte dos conflitos em portugal sempre foi entre vizinhos, conhecidos, etc. 
Poucos eram provocados por criminosos emperdenidos, quase todos primeiras condenações, crimes passionais feitos por pessoas com pouca probabilidade de reincidencia. O perfil do homicida está a alterar-se, deixou de ser o vizinho bebado que mata por causa de uma fonte ou por causa de uma discussão provocada por ciúmes e passou a  ser um criminoso emperdenido que matará várias vezes se não for detido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Falta saber uma coisa. Quantos dos homicidios são devido à criminalidade e quantos a conflituos conviviais?<br />
A maior parte dos conflitos em portugal sempre foi entre vizinhos, conhecidos, etc.<br />
Poucos eram provocados por criminosos emperdenidos, quase todos primeiras condenações, crimes passionais feitos por pessoas com pouca probabilidade de reincidencia. O perfil do homicida está a alterar-se, deixou de ser o vizinho bebado que mata por causa de uma fonte ou por causa de uma discussão provocada por ciúmes e passou a  ser um criminoso emperdenido que matará várias vezes se não for detido.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: joséjosé</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31029</link>
		<dc:creator>joséjosé</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 13:27:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31029</guid>
		<description>Mas a segurança agora mede-se em só haver mais ou menos mortos ? Hoje a Fernanda  ( por ex.) passeia-se ou senta-se tranquilamente - mesmo durante o dia - num banco de qualquer jardim sem estar com um olho no burro e outro no ... ? Concordo muito com a maioria dos seus pontos de vista, mas noto que lhe falta muita vivência com as chamadas &quot;bases&quot;. O seu Portugal é outro. Muito melhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas a segurança agora mede-se em só haver mais ou menos mortos ? Hoje a Fernanda  ( por ex.) passeia-se ou senta-se tranquilamente &#8211; mesmo durante o dia &#8211; num banco de qualquer jardim sem estar com um olho no burro e outro no &#8230; ? Concordo muito com a maioria dos seus pontos de vista, mas noto que lhe falta muita vivência com as chamadas &#8220;bases&#8221;. O seu Portugal é outro. Muito melhor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zèd</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31028</link>
		<dc:creator>Zèd</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 13:25:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/#comment-31028</guid>
		<description>As estatísticas são sempre muito úteis, esquecem-se as pessoas que servem para descrever a realidade (isto é o meu vício de cientista a falar). É sabido de há muito tempo que de quanto mais se perto se olha, menos se vê. As estatísticas ajudam a ver mais de longe. Claro que há sempre quem prefira não ligar a essas coisas da realidade, como por exemplo o FJV. Afinal também é antiga a máxima &quot;Não deixes que e a realidade dos factos atrapalhe uma boa estória&quot; (e acho que esta até foi citada aqui no 5dias não há muito...).

Excelente texto f.

P.S. - al, comece por tentar explicar às vítimas de há 14 anos (ou  100), que eram muito mais, porque razão morreram &quot;com um balázio&quot; e ninguém ligou peva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As estatísticas são sempre muito úteis, esquecem-se as pessoas que servem para descrever a realidade (isto é o meu vício de cientista a falar). É sabido de há muito tempo que de quanto mais se perto se olha, menos se vê. As estatísticas ajudam a ver mais de longe. Claro que há sempre quem prefira não ligar a essas coisas da realidade, como por exemplo o FJV. Afinal também é antiga a máxima &#8220;Não deixes que e a realidade dos factos atrapalhe uma boa estória&#8221; (e acho que esta até foi citada aqui no 5dias não há muito&#8230;).</p>
<p>Excelente texto f.</p>
<p>P.S. &#8211; al, comece por tentar explicar às vítimas de há 14 anos (ou  100), que eram muito mais, porque razão morreram &#8220;com um balázio&#8221; e ninguém ligou peva.</p>
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		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31023</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:36:46 +0000</pubDate>
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		<description>Quer dizer então que quanto mais notamos uns homicídios que por aí se perpetram mais descansados devemos ficar, porque, se os notamos é apenas porque há pouca violência. Concordo. O problema é explicar isso aos mortos, principalmente os de classe média que vão às compras e levam com um balázio. É que não comprrendem! Será estupidez?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quer dizer então que quanto mais notamos uns homicídios que por aí se perpetram mais descansados devemos ficar, porque, se os notamos é apenas porque há pouca violência. Concordo. O problema é explicar isso aos mortos, principalmente os de classe média que vão às compras e levam com um balázio. É que não comprrendem! Será estupidez?</p>
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		<title>Por: josé silveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31022</link>
		<dc:creator>josé silveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:34:03 +0000</pubDate>
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		<description>aí está como alguns números contradizem a estupidez reinante. obrigado fernanda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>aí está como alguns números contradizem a estupidez reinante. obrigado fernanda.</p>
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		<title>Por: RODOLFO</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/07/as-ondas-mas-de-longe/comment-page-1/#comment-31015</link>
		<dc:creator>RODOLFO</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 11:46:20 +0000</pubDate>
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		<description>Muito bem FC. É um comentário perfeito que ilustra bem quem o faz. Com tranquilidade_ não estou a gozar com o Treinador do Sporting_ e muito realismo. O tabloidismo vende bem e tem clientela garantida, caso contrário como entender a audiência da TVI e tiragem do 24Horas e Correio da Manhã?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bem FC. É um comentário perfeito que ilustra bem quem o faz. Com tranquilidade_ não estou a gozar com o Treinador do Sporting_ e muito realismo. O tabloidismo vende bem e tem clientela garantida, caso contrário como entender a audiência da TVI e tiragem do 24Horas e Correio da Manhã?</p>
]]></content:encoded>
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