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Perfeito seria o sonho

4 Março 2008 | por João Galamba

Os nossos liberais escandalizam-se com a falsa sociedade civil —falsa porque depende do Estado— que actualmente existe em Portugal. Acabando, pensam eles, com todos estes apoios talvez surgisse uma outra—a verdadeira—sociedade civil. Ora este raciocínio é do domínio mitológico-mirandês. A ideia de que por detrás do que actualmente existe se encontra uma essência reprimida, pronta a revelar-se, não fosse o estrangulamento estatal, não passa de uma fé. É pensar que, não fora o Estado, nós seríamos algo parecido com a Inglaterra ou os EUA. Se os Portugueses que somos precisaram do Estado, onde é vamos buscar os portugueses que poderíamos ser? Não há possibilidade que não dependa da actualidade.

Comentários

Comentário de José Pedro Barreto
Data: 4 Março 2008, 18:52

Que céptico… A culpa de tudo é de tudo o que nos foi imposto: a Inquisição, a expulsão dos judeus, a pimenta, a canela e o ouro… Tivessem-nos deixado organizar como gostaríamos, sem nos obrigar a fazer disparates, e veriam como tínhamos construído uma coisa muito melhor do que esta choldra.

Comentário de José Pedro Barreto
Data: 4 Março 2008, 19:04

Agora a sério: Talvez não exista essa essência reprimida; aliás, não existe mesmo, a não ser de forma incipiente. “Libertem os servos, e eles estarão amanhã á porta do palácio a pedir que os alimentem”. Mas poderá ela ser suscitada? E de que maneira?

Comentário de Luís Lavoura
Data: 4 Março 2008, 19:20

“Acabando, pensam eles, com todos estes apoios talvez surgisse uma outra—a verdadeira—sociedade civil.”

Não vi isto escrito, nem sugerido, no post referido.

Parece-me que o João Galamba está a construir um boneco de palha, a pôr-lhe ao pescoço uma tabuleta a dizer “liberal”, e depois a investir contra esse boneco.

Comentário de ezequiel
Data: 4 Março 2008, 19:27

diz isto aos irlandeses João.

Comentário de ruibarbo
Data: 4 Março 2008, 20:01

Por acaso vejo no comentário dos atlantes precisamente o que diz o JGalamba. E chamava a atenção para o facto de, espreitando os cv da rapaziada que por lá bota discurso, se constatar que anda quase tudo à mama do…Estado. Ele é bolsas, projectos, universidades…etc, etc.
Não há aqui nenhuma contradição, pois não?

Comentário de Luis Rainha
Data: 4 Março 2008, 20:28

João, essa do “mitológico-mirandês” é muito boa. E, por falar na peça, será mesmo verdade que o homem é financiado pelo Estado, com aquela tremenda produtividade bloguística? A ser assim, ele tem inside information sobre os desperdícios estatais…

Ezequiel, a bem da paz nas hostes, não vou questionar essa aparente fé na anulação do Estado como causa maior do milagre económico irlandês. discutiremos a coisa em jantar a aprazar brevemente…

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 1:46

caro Luís

A Irlanda não acabou com o estado. Fortaleceu-o. O mesmo aconteceu com a GB, de forma distinta, to be sure.

Eu referia-me ao seguinte (e não ao estado, mas reconheço que seria impossível depreender fosse o que fosse de um “diz isto aos irlandeses!”…tu, conseguiste-o…não sei como, mas conseguiste. :) )

o seguinte é: existem projectos normativos que transcendem a “actualidade”…as mudanças acontecem e muitas vezes são inesperadas… Não estamos perante uma essência reprimida, como diz o João (e muito bem). Estamos perante uma possibilidade (de uma sociedade civil menos estatizada, algo que me parece salutar…sem ter que concordar com os absurdos quase niilistas dos neo-liberais) Enfim, trata-se de um debate, adivinhaste!… complexo, pelo menos para a minha cabecinha. A Irlanda mudou radicalmente. Em suma, não é uma essência, é um projecto.

Jantar? dont think so, meu caro. Mais uns dias e estou a caminho…once again! Sorry. Seria um prazer. A paz nas hostes não me interessa. Não gosto de hostes.

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 2:09

mas o que eu queria dizer mesmo é isto: “assumption is the mother of all fuck ups!” Já viram? Nada mais simples do que o senso comum do we the people.

Questiona sempre, meu caro. SEMPRE! Nunca percas uma oportunidade…mas não transformes a coisa numa estratégia robótica…seria um insulto se confundisse os teus sentimentos genuínos acerca de x ou y com a “postura do estratega.” Provavelmente dirias: Eu acredito mesmo nesta merda! Qual estratégia qual porreta. Este atoleimado pensa que eu estou aqui a implementar uma “estratégia”. Esta transposição da metáfora da guerra para a discussão (eu não estou a tentar atacar ninguém…nem Vos conheço! Its so bloody ridiculous. Eu sempre discuti tudo com a minha família. Mas nunca confundi a liberdade da discussão com considerações estratégicas. Seria uma objectivicação cruel da minha querida família.

Do you catch my drift homes? Should I attempt an explanation? Don`t think so.

Vemo-nos por aqui. That`s enough for me.

mucha saúde! :)

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 2:10

OBAMA WINS TEXAS. :) :) :) :) :) :) :)

I am getting on a plane.

See, homie, thats what I MEAN!

Comentário de Luis Rainha
Data: 5 Março 2008, 2:22

Not so fast, buster.

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 13:27

assumption is the mother of all fuck ups

the man does not read

Comentário de Luis Rainha
Data: 5 Março 2008, 16:12

bof.

Pingback de blogue atlântico » Blog Archive » Finalmente vi a luz
Data: 5 Março 2008, 16:48

[...] Henrique Raposo não é de opinião que as Associações de Pais recebam subsídios estatais, o João Galamba, pelos vistos, é.  Se bem percebi, o João pensa que se não fossem dados subsídios a [...]

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 20:38

eh ehe hh e

boring old fart, indeed

finalmente acertaste :)

Comentário de Luis Rainha
Data: 5 Março 2008, 20:52

Wild assumption, my friend. Trata-se sim da expletiva francesa: “Bof!”
Não me vais dizer que não contas entre as tuas influências com o sábio Achille Talon, pois não?

Comentário de ezequiel
Data: 5 Março 2008, 22:48

Por acaso não conhecia….living and learning…
um dos meus favs, coming up.

Pingback de cinco dias » Liberal Marxismo
Data: 10 Março 2008, 13:26

[...] —não que precisassemos deste post para o confirmar—que é um daqueles liberais que o meu post inicial visava. Um dos problemas do João Miranda é que a “mecânica” formatou a sua forma de [...]

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