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	<title>Comentários em: Deixem-me dizer bem de parte da justiça portuguesa</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: hérnias nos hospitais</title>
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		<dc:creator>hérnias nos hospitais</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:55:24 +0000</pubDate>
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		<description>Como falaram aqui de hospitais, embora não fosse esse o tema do post, aqui vai, este com pseudónimo... e com algum atraso.
E com uma chamada de atenção, é que isto é tudo ficção, parafraseando o Luís Raínha, num post sobre &quot;caixa de chocolates&quot;:

O “Coelhone” foi ministro, e até foi meu amigo por conta das tropelias de um outro, que chegou a primeiro por conta de não se sabendo o quê, e sem sequer ter sido eleito para tal função, e a quem a concelhia aqui da minha aldeia, em tempos, arranjou emprego, quando o davam, a este último, como politicamente morto, continuando hoje por aí em alto cargo, que até um dos filhos pôs lá no emprego dele a tratar de espólios políticos, alguns destes atirados ao chão, à força de uma bomba assassina num pequeno avião.
 
E o “Coelhone” vem agora, e aqui, à baila, porque me lembrei de um problema de saúde que teve, pelos vistos bastante grave, e de que se safou, pelo que se vê, e ainda bem, tendo admitido publicamente que foi tratado por um dos melhores especialistas francês, merecendo a intervenção do próprio presidente, lá da França, na altura, e por intermédio do primeiro, por acaso de cor política diferente, aqui pelos nossos lados, e que vai para quatro anos que anda emigrado, em alto cargo comunitário.
 
Chocou-me, confesso, mas reconheci coragem ter admitido em público tão altas cunhas, embora, no caso, por boa causa, a dele, e, afinal, também a mim já as puseram por causas bem menos importantes, uma delas a mais carismática e que foi um pedido de um actual senador da nação, agora mais preocupado com os seus grandes negócios e que, também este, em público, admitiu que já pôs muitas cunhas, andando agora a ver se um presidente de câmara lá do norte, mas a sul do Douro, e que, agora, anda por aí mais a sul, dizia, que tal senador anda a ver se o consegue fazer chegar a primeiro, tendo algumas dúvidas que lá chegue com tanta gente a morder-lhe nas canelas, se bem que o merece, pois foi a táctica que ele próprio utilizou e acho que fica bem beber do próprio veneno.
 
Pois, é assim, eu também tenho alguns amigos, sobretudo, um dos melhores especialistas que conheço a fazer cortes na espinha, para tirar umas chatas de umas hérnias, o que pare ele é uma brincadeira, quando comparado com as cabeças que abre para tirar de lá os tumores que podem pôr um tipo maluco ou nos mandar passear para um sítio que a gente sabe de que não se volta, pelo menos eu disso estou convencido, só tendo ida e ainda por cima alguém tem que nos levar.
 
E esse tipo porreiro meu amigo, a quem eu sempre resisti a pôr cunhas e até a ir ao seu consultório, porque nunca me cobra nada, talvez apenas porque engraçou com a minha cara, porque, simplesmente, também nunca me pediu nenhum favor de que me envergonhasse ou de que me pudessem chamar de corrupto, como agora está tanto na moda e que delicia alguns jornalistas que a estas causa se dedicam, e ainda bem.
 
Mas chegou agora a hora de uma cunha do tipo “Coelhone” porque, das duas uma, ou fico coxo ou perco os complexos, e o meu amigo lá vai ter que arrancar a hérnia, e eu sei que nunca me perdoaria que eu me deixasse ficar coxo por conta de tais traumas, esperando, sinceramente, que, quando me começar a faltar a tesão, este amigo porreiro ainda exista... Sendo este meu caso, tal como o do “Coelhone”, dois exemplos acabados do acesso universal aos cuidados de saúde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como falaram aqui de hospitais, embora não fosse esse o tema do post, aqui vai, este com pseudónimo&#8230; e com algum atraso.<br />
E com uma chamada de atenção, é que isto é tudo ficção, parafraseando o Luís Raínha, num post sobre &#8220;caixa de chocolates&#8221;:</p>
<p>O “Coelhone” foi ministro, e até foi meu amigo por conta das tropelias de um outro, que chegou a primeiro por conta de não se sabendo o quê, e sem sequer ter sido eleito para tal função, e a quem a concelhia aqui da minha aldeia, em tempos, arranjou emprego, quando o davam, a este último, como politicamente morto, continuando hoje por aí em alto cargo, que até um dos filhos pôs lá no emprego dele a tratar de espólios políticos, alguns destes atirados ao chão, à força de uma bomba assassina num pequeno avião.</p>
<p>E o “Coelhone” vem agora, e aqui, à baila, porque me lembrei de um problema de saúde que teve, pelos vistos bastante grave, e de que se safou, pelo que se vê, e ainda bem, tendo admitido publicamente que foi tratado por um dos melhores especialistas francês, merecendo a intervenção do próprio presidente, lá da França, na altura, e por intermédio do primeiro, por acaso de cor política diferente, aqui pelos nossos lados, e que vai para quatro anos que anda emigrado, em alto cargo comunitário.</p>
<p>Chocou-me, confesso, mas reconheci coragem ter admitido em público tão altas cunhas, embora, no caso, por boa causa, a dele, e, afinal, também a mim já as puseram por causas bem menos importantes, uma delas a mais carismática e que foi um pedido de um actual senador da nação, agora mais preocupado com os seus grandes negócios e que, também este, em público, admitiu que já pôs muitas cunhas, andando agora a ver se um presidente de câmara lá do norte, mas a sul do Douro, e que, agora, anda por aí mais a sul, dizia, que tal senador anda a ver se o consegue fazer chegar a primeiro, tendo algumas dúvidas que lá chegue com tanta gente a morder-lhe nas canelas, se bem que o merece, pois foi a táctica que ele próprio utilizou e acho que fica bem beber do próprio veneno.</p>
<p>Pois, é assim, eu também tenho alguns amigos, sobretudo, um dos melhores especialistas que conheço a fazer cortes na espinha, para tirar umas chatas de umas hérnias, o que pare ele é uma brincadeira, quando comparado com as cabeças que abre para tirar de lá os tumores que podem pôr um tipo maluco ou nos mandar passear para um sítio que a gente sabe de que não se volta, pelo menos eu disso estou convencido, só tendo ida e ainda por cima alguém tem que nos levar.</p>
<p>E esse tipo porreiro meu amigo, a quem eu sempre resisti a pôr cunhas e até a ir ao seu consultório, porque nunca me cobra nada, talvez apenas porque engraçou com a minha cara, porque, simplesmente, também nunca me pediu nenhum favor de que me envergonhasse ou de que me pudessem chamar de corrupto, como agora está tanto na moda e que delicia alguns jornalistas que a estas causa se dedicam, e ainda bem.</p>
<p>Mas chegou agora a hora de uma cunha do tipo “Coelhone” porque, das duas uma, ou fico coxo ou perco os complexos, e o meu amigo lá vai ter que arrancar a hérnia, e eu sei que nunca me perdoaria que eu me deixasse ficar coxo por conta de tais traumas, esperando, sinceramente, que, quando me começar a faltar a tesão, este amigo porreiro ainda exista&#8230; Sendo este meu caso, tal como o do “Coelhone”, dois exemplos acabados do acesso universal aos cuidados de saúde.</p>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30774</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 20:15:53 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João, a minha posição é idêntica à sua: os novos hospitais privados que estão a surgir como cogumelos não correspondem aos níveis de excelência, nem sequer às boas práticas em termos de serviços de emergência. 
Conheço, por dentro, o sector e sei do que falo. 
 Alguns dos intervenientes deste &#039;blog&#039; são acérrimos defensores dos hospitais privados, baseando-se apenas noestatuto &#039;privado&#039; e não na qualidade dos serviços prestados.
Desfocam-se do objecto da análise e emitem, portanto, opiniões meramente subjectivas. Ainda por cima com referências a Foucault e Marx, despropositadas.
Estão a precisar de cuidados de saúde, de urgência relativa, mas do foro da psiquiatria.
As doenças cardiovasculares constituem a 1.ª causa de morte em Portugal, como, aliás, na generalidade dos países ocidentais. Se, porventura, algum deles fôr acometido de síndromas de AVC ou EAM, aconselho a que se dirijam a um hospital público, porque nos privados...
Mas para que saibam algo de mais preciso sobre a avaliação do sector de saúde português no contexto internacional, sugiro que leiam os relatórios da OMS. O de 2000, então, é paradigmático.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João, a minha posição é idêntica à sua: os novos hospitais privados que estão a surgir como cogumelos não correspondem aos níveis de excelência, nem sequer às boas práticas em termos de serviços de emergência.<br />
Conheço, por dentro, o sector e sei do que falo.<br />
 Alguns dos intervenientes deste &#8216;blog&#8217; são acérrimos defensores dos hospitais privados, baseando-se apenas noestatuto &#8216;privado&#8217; e não na qualidade dos serviços prestados.<br />
Desfocam-se do objecto da análise e emitem, portanto, opiniões meramente subjectivas. Ainda por cima com referências a Foucault e Marx, despropositadas.<br />
Estão a precisar de cuidados de saúde, de urgência relativa, mas do foro da psiquiatria.<br />
As doenças cardiovasculares constituem a 1.ª causa de morte em Portugal, como, aliás, na generalidade dos países ocidentais. Se, porventura, algum deles fôr acometido de síndromas de AVC ou EAM, aconselho a que se dirijam a um hospital público, porque nos privados&#8230;<br />
Mas para que saibam algo de mais preciso sobre a avaliação do sector de saúde português no contexto internacional, sugiro que leiam os relatórios da OMS. O de 2000, então, é paradigmático.</p>
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	<item>
		<title>Por: teresa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30740</link>
		<dc:creator>teresa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 14:12:40 +0000</pubDate>
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		<description>Maria João,

não percebi que ainda não tinha havido sentença, que tomei o apertão como tal. Percebi que tinha funcionado bem em relação ao seu filho, mas essa é também a minha experiência. Só que também é minha experiência, ou foi, quando ainda acreditava que a justiça funcionava, que as penas de trabalho a favor da comunidade são raras, porque implicam que o processo não termine por ali e a pena de admoestação, que é a mais leve, é também a mais rápida no arrumar do caso. Daquele caso, que não acredito que o simples incómodo resolva o que quer que seja. Passaram-me alguns miúdos destes pelas mãos e no fim do processo o comentário era sempre o mesmo - &quot;safei-me!&quot;... Eu sentia que estava a ser dado o antibiótico errado. Não resolvia nada e só criava resistências, que numa próxima vez até o incómodo era mais leve e a pena sempre a mesma.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria João,</p>
<p>não percebi que ainda não tinha havido sentença, que tomei o apertão como tal. Percebi que tinha funcionado bem em relação ao seu filho, mas essa é também a minha experiência. Só que também é minha experiência, ou foi, quando ainda acreditava que a justiça funcionava, que as penas de trabalho a favor da comunidade são raras, porque implicam que o processo não termine por ali e a pena de admoestação, que é a mais leve, é também a mais rápida no arrumar do caso. Daquele caso, que não acredito que o simples incómodo resolva o que quer que seja. Passaram-me alguns miúdos destes pelas mãos e no fim do processo o comentário era sempre o mesmo &#8211; &#8220;safei-me!&#8221;&#8230; Eu sentia que estava a ser dado o antibiótico errado. Não resolvia nada e só criava resistências, que numa próxima vez até o incómodo era mais leve e a pena sempre a mesma.</p>
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	</item>
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		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30739</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:56:51 +0000</pubDate>
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		<description>Ah! esqueci-me de dizer: o elogio foi feito à capacidade que todos aqueles profissionais mostraram em saber funcionar/falar com menores, vítimas ou não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah! esqueci-me de dizer: o elogio foi feito à capacidade que todos aqueles profissionais mostraram em saber funcionar/falar com menores, vítimas ou não.</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30738</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:54:52 +0000</pubDate>
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		<description>Teresa, devo ter-me expressado mal porque ainda não sei como vai terminar o caso (com pena? que tipo de pena? I&#039;ve no idea - o trabalho comunitário tb. me parece uma boa solução, se quer saber - e, de novo, não é isso o mais importante para mim. Ao contrário da Teresa acredito que o incómodo provocado no bandinho é suficiente para quebrar a sensação de impunidade). Como pode imaginar limitei-me a acompanhar o testemunho do meu filho, só entrei no momento em q ele foi chamado e sai com ele, q bem precisava de mimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Teresa, devo ter-me expressado mal porque ainda não sei como vai terminar o caso (com pena? que tipo de pena? I&#8217;ve no idea &#8211; o trabalho comunitário tb. me parece uma boa solução, se quer saber &#8211; e, de novo, não é isso o mais importante para mim. Ao contrário da Teresa acredito que o incómodo provocado no bandinho é suficiente para quebrar a sensação de impunidade). Como pode imaginar limitei-me a acompanhar o testemunho do meu filho, só entrei no momento em q ele foi chamado e sai com ele, q bem precisava de mimo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: teresa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30737</link>
		<dc:creator>teresa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:46:19 +0000</pubDate>
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		<description>Desde que li este post que tento decidir o que faria na mesma situação. Confesso que do lado de fora dos portões da escola já dei alguns &quot;apertões&quot; a dois ou três mais atrevidos, mas queixa formal nunca fiz. E se sei que &quot;pôr as mãos na massa&quot; não é o mais recomendável, não sei se levar um miúdo destes a Tribunal seja o mais pedagógico já que o fim é normalmente este - pena de admoestação.
Uns comentários acima perguntei à Mª João se estava a dizer bem da parte boa ou da parte má da justiça, porque me pareceu que foi avaliada a eficácia pelo lado da vítima, e fico satisfeita que tenha corrido tudo tão bem, mas não pelo lado do &quot;arguido&quot;. Não conheço o curriculum dele, mas vamos supor que até tem mais de 16 anos e é a primeira vez que se vê metido em andanças de tribunais e declarações na polícia. Por muito calo que tenha acredito que deve ter ficado um bocadinho nervoso, que nestas coisas nunca se sabe. Durante um ano, pelo que parece, correu a via sacra dos procedimentos legais e chegou a julgamento. Talvez até já se tivesse &quot;profundamente arrependido dos actos que cometera&quot;, mas era ali, na frente do juiz, que a sua &quot;sentença&quot; ia ser lida. 
Parece que saiu com uma admoestação. Ou seja, levou uma reprimenda em público e prometeu não voltar a fazer. Tudo bem, que o crime nem devia ser grave, mas o que ficou para ele? Uma montanha a parir um rato. Acho que só lhe aumentou o sentimento de impunidade, que afinal tanta coisa e nada lhe aconteceu.
E é aqui que discordo da Mª João, que a justiça só funcionou bem para um dos lados. E podia ter funcionado para os dois, se houvesse talvez uma maior sensibilidade do tribunal e uma menor necessidade de arrumar o processo logo ali, que as secretárias já têm muitos empilhados.
Acho, e não sou juiza nem quero ser, que nestes casos seria muito mais sensato aproveitar a possibilidade que está na ,lei de &quot;trabalho a favor da comunidade&quot;. Não teria sido mais preventivo-pedagógico para este xico-esperto pô-lo a pintar o muro da escola? Corriam-se menos riscos que o sermão doutoral lhe tenha entrado por um ouvido e saído por outro, que pagar custas e possíveis registos no cadastro são de pouca importância quando se é novo e não se pensa. 
É exactamente nestes casos que as penas devem prevenir e ensinar e tenho sérias dúvidas que o ralhete tenha prevenido o que quer que seja, mas talvez tenha ensinado - ensinou que &quot;afinal tanta conversa para nada, agora que já sei como funciona estou à vontade para fazer outra...&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que li este post que tento decidir o que faria na mesma situação. Confesso que do lado de fora dos portões da escola já dei alguns &#8220;apertões&#8221; a dois ou três mais atrevidos, mas queixa formal nunca fiz. E se sei que &#8220;pôr as mãos na massa&#8221; não é o mais recomendável, não sei se levar um miúdo destes a Tribunal seja o mais pedagógico já que o fim é normalmente este &#8211; pena de admoestação.<br />
Uns comentários acima perguntei à Mª João se estava a dizer bem da parte boa ou da parte má da justiça, porque me pareceu que foi avaliada a eficácia pelo lado da vítima, e fico satisfeita que tenha corrido tudo tão bem, mas não pelo lado do &#8220;arguido&#8221;. Não conheço o curriculum dele, mas vamos supor que até tem mais de 16 anos e é a primeira vez que se vê metido em andanças de tribunais e declarações na polícia. Por muito calo que tenha acredito que deve ter ficado um bocadinho nervoso, que nestas coisas nunca se sabe. Durante um ano, pelo que parece, correu a via sacra dos procedimentos legais e chegou a julgamento. Talvez até já se tivesse &#8220;profundamente arrependido dos actos que cometera&#8221;, mas era ali, na frente do juiz, que a sua &#8220;sentença&#8221; ia ser lida.<br />
Parece que saiu com uma admoestação. Ou seja, levou uma reprimenda em público e prometeu não voltar a fazer. Tudo bem, que o crime nem devia ser grave, mas o que ficou para ele? Uma montanha a parir um rato. Acho que só lhe aumentou o sentimento de impunidade, que afinal tanta coisa e nada lhe aconteceu.<br />
E é aqui que discordo da Mª João, que a justiça só funcionou bem para um dos lados. E podia ter funcionado para os dois, se houvesse talvez uma maior sensibilidade do tribunal e uma menor necessidade de arrumar o processo logo ali, que as secretárias já têm muitos empilhados.<br />
Acho, e não sou juiza nem quero ser, que nestes casos seria muito mais sensato aproveitar a possibilidade que está na ,lei de &#8220;trabalho a favor da comunidade&#8221;. Não teria sido mais preventivo-pedagógico para este xico-esperto pô-lo a pintar o muro da escola? Corriam-se menos riscos que o sermão doutoral lhe tenha entrado por um ouvido e saído por outro, que pagar custas e possíveis registos no cadastro são de pouca importância quando se é novo e não se pensa.<br />
É exactamente nestes casos que as penas devem prevenir e ensinar e tenho sérias dúvidas que o ralhete tenha prevenido o que quer que seja, mas talvez tenha ensinado &#8211; ensinou que &#8220;afinal tanta conversa para nada, agora que já sei como funciona estou à vontade para fazer outra&#8230;&#8221;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30736</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:35:05 +0000</pubDate>
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		<description>Continua a evidenciar algum déficit de leitura, al. Vou escrever de outra forma: o meu objectivo com a queixa policial não era uma &quot;punição&quot; mas, tão somente, servir para mostrar àqueles meninos (alguns já não tão meninos assim) que os nossos actos têm consequências.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continua a evidenciar algum déficit de leitura, al. Vou escrever de outra forma: o meu objectivo com a queixa policial não era uma &#8220;punição&#8221; mas, tão somente, servir para mostrar àqueles meninos (alguns já não tão meninos assim) que os nossos actos têm consequências.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al, ex-comentador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30730</link>
		<dc:creator>al, ex-comentador</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 12:32:31 +0000</pubDate>
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		<description>fuckitall, &quot;o que é de esperar de foucaultianos ou «meramente» marxistas&quot;
Sabe o que significa um &quot;ou&quot;?

Maria João Pires: não vou tentar falar-lhe  sobre as concepções que a esquerda tem do direito (presumo que seja de esquerda) e que tornam o que disse acima uma anedota com alguma graça.
Por mim, e assim, sumarissimamente lhe direi que, na minha visão conservadora aos tribunais se recorre para obter  justiça (quem acredita na ideia) e para acções pedagógicas se recorre a outras instâncias.
Tem algum interesse, porém, saber que associa pedagogia e prevenção com punição.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>fuckitall, &#8220;o que é de esperar de foucaultianos ou «meramente» marxistas&#8221;<br />
Sabe o que significa um &#8220;ou&#8221;?</p>
<p>Maria João Pires: não vou tentar falar-lhe  sobre as concepções que a esquerda tem do direito (presumo que seja de esquerda) e que tornam o que disse acima uma anedota com alguma graça.<br />
Por mim, e assim, sumarissimamente lhe direi que, na minha visão conservadora aos tribunais se recorre para obter  justiça (quem acredita na ideia) e para acções pedagógicas se recorre a outras instâncias.<br />
Tem algum interesse, porém, saber que associa pedagogia e prevenção com punição.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30715</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 09:14:11 +0000</pubDate>
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		<description>Cuidado, não apertes muito porque sou frágil... e bué original, segundo o al, até acredito no papel preventivo-pedagógico da justiça e tudo, vê lá tu como são as coisas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidado, não apertes muito porque sou frágil&#8230; e bué original, segundo o al, até acredito no papel preventivo-pedagógico da justiça e tudo, vê lá tu como são as coisas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: FuckItAll</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30710</link>
		<dc:creator>FuckItAll</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 08:38:29 +0000</pubDate>
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		<description>Oh João, com que então marxista, e foucaultiana, e não dizias nada?! Venham de lá esses ossos, mulher!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh João, com que então marxista, e foucaultiana, e não dizias nada?! Venham de lá esses ossos, mulher!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: al</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30679</link>
		<dc:creator>al</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 01:41:41 +0000</pubDate>
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		<description>Não sei se é marxista, nem quero saber. 
Em direito penal sei que acredita nuns apertões dados a tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é marxista, nem quero saber.<br />
Em direito penal sei que acredita nuns apertões dados a tempo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Matos Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30670</link>
		<dc:creator>Ana Matos Pires</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 00:18:26 +0000</pubDate>
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		<description>Tem carradas de razão, João José, chego mesmo a colocar a hipótese que nem reserva nem mente, para falar verdade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem carradas de razão, João José, chego mesmo a colocar a hipótese que nem reserva nem mente, para falar verdade.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30666</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:54:39 +0000</pubDate>
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		<description>«João, para que não fiquem dúvidas, por malandrecos...»

E acha que eu tive alguma dúvida...!?.
Claro que não tenho, eu percebi, muito bem, o que a Maria João escreveu...

Eu não tenho nenhuma &quot;reserva mental&quot; em relação a nada na vida (embora não me considere propriamente ingénuo), não querendo com isto dizer que você a teve..., mas existem por aqui comentadores que a têm e não é pouco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«João, para que não fiquem dúvidas, por malandrecos&#8230;»</p>
<p>E acha que eu tive alguma dúvida&#8230;!?.<br />
Claro que não tenho, eu percebi, muito bem, o que a Maria João escreveu&#8230;</p>
<p>Eu não tenho nenhuma &#8220;reserva mental&#8221; em relação a nada na vida (embora não me considere propriamente ingénuo), não querendo com isto dizer que você a teve&#8230;, mas existem por aqui comentadores que a têm e não é pouco.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30665</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:45:04 +0000</pubDate>
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		<description>João, para que não fiquem dúvidas, por malandrecos caracterizei a atitude do bando, não o seu aspecto (rapazinhos, aliás, de aspecto perfeitamente &quot;normal&quot;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João, para que não fiquem dúvidas, por malandrecos caracterizei a atitude do bando, não o seu aspecto (rapazinhos, aliás, de aspecto perfeitamente &#8220;normal&#8221;)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jmnk</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30664</link>
		<dc:creator>jmnk</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:44:52 +0000</pubDate>
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		<description>há cerca de 2 semanas tive que ir ao Hospital de S. José por causa de um problema que me andava a atazanar o olho esquerdo. Avisado do possível tempo de espera fui munido de livro, iPod, pastilhas, cigarros, etc... para meu espanto em 20 min já estava à procura de uma farmácia para aviar a receita. O livro nem abri, o iPod correu 3 ou 4 músicas, pastilhas masquei uma e cigarros dei 3.
(disclaimer: no cunhas were used)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>há cerca de 2 semanas tive que ir ao Hospital de S. José por causa de um problema que me andava a atazanar o olho esquerdo. Avisado do possível tempo de espera fui munido de livro, iPod, pastilhas, cigarros, etc&#8230; para meu espanto em 20 min já estava à procura de uma farmácia para aviar a receita. O livro nem abri, o iPod correu 3 ou 4 músicas, pastilhas masquei uma e cigarros dei 3.<br />
(disclaimer: no cunhas were used)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30663</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:41:49 +0000</pubDate>
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		<description>Al, você é um pândego, não só pela snobeira como pela continuada presunção de que topa tudo (Marxista? Moi? You teaser!)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Al, você é um pândego, não só pela snobeira como pela continuada presunção de que topa tudo (Marxista? Moi? You teaser!)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: filinto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30660</link>
		<dc:creator>filinto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:23:08 +0000</pubDate>
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		<description>Tiro o meu chapéu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tiro o meu chapéu.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al, ex-comentador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30654</link>
		<dc:creator>al, ex-comentador</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:04:02 +0000</pubDate>
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		<description>Acredito que sim, mas há-de convir que é muito idêntico ao discurso habitual da classe média e média baixa (&quot;o apertão&quot; etc.), faz um contraste engraçado com o que é de esperar de foucaultianos ou «meramente» marxistas. E o facto de agir com intuito preventivo, não impede que, na prática, a prevenção  seja conseguida através de uma punição para um desgraçado (o agressor) que etc etc etc. Leu, por exemplo, o que disse Lula sobre o assassínio perpetrado com requintes de crueldade por um teen de uma favela de 15 ou 16 anos sobre uma criança de 4 ou 5? Disse que nós não agiríamos de modo diferente... Aqui já ninguém se atreveria a dizer brutalidades destas, mas lá ainda têm uma cândida ausência de pudor.
De resto, ainda bem que tudo está a correr pelo melhor e espero que o valentão seja castigado ( o castigo consta do que em si, não é «pena»: custas, etc que terá de pagar e apenas isso os preocupa e poderá levar a que pensem duas vezes para a próxima). Mas, por vezes, nem esse aspecto monetário os preocupa e quem acaba por sentir o peso do tribunal são os queixosos (adiamentos, despesas, tempo perdido, etc). Depois - daqui a seis meses - pergunto como foi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que sim, mas há-de convir que é muito idêntico ao discurso habitual da classe média e média baixa (&#8220;o apertão&#8221; etc.), faz um contraste engraçado com o que é de esperar de foucaultianos ou «meramente» marxistas. E o facto de agir com intuito preventivo, não impede que, na prática, a prevenção  seja conseguida através de uma punição para um desgraçado (o agressor) que etc etc etc. Leu, por exemplo, o que disse Lula sobre o assassínio perpetrado com requintes de crueldade por um teen de uma favela de 15 ou 16 anos sobre uma criança de 4 ou 5? Disse que nós não agiríamos de modo diferente&#8230; Aqui já ninguém se atreveria a dizer brutalidades destas, mas lá ainda têm uma cândida ausência de pudor.<br />
De resto, ainda bem que tudo está a correr pelo melhor e espero que o valentão seja castigado ( o castigo consta do que em si, não é «pena»: custas, etc que terá de pagar e apenas isso os preocupa e poderá levar a que pensem duas vezes para a próxima). Mas, por vezes, nem esse aspecto monetário os preocupa e quem acaba por sentir o peso do tribunal são os queixosos (adiamentos, despesas, tempo perdido, etc). Depois &#8211; daqui a seis meses &#8211; pergunto como foi.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João José Fernandes Simões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30653</link>
		<dc:creator>João José Fernandes Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:03:05 +0000</pubDate>
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		<description>Ao ler isto, analiso a questão em duas perspectivas, a de quem presta um serviço e a de quem o recebe e, em ambas, existe, ainda, um problema de comunicação, indo colocar as coisas num contexto de quem presta um serviço e do destinatário desse serviço, de quem deve estar preparado para lidar com o caso concreto perante o seu cliente e deste perante o prestador.

O ruído na comunicação pode ser reaccionariamente ideológico, porque é inevitável que existirá sempre quem estará contra o prestador, ainda que não tenha razões de facto para tal atitude, apenas porque é assim, está contra porque tem que estar contra onde está o poder. 

O ruído pode, por outro lado, ser sociológico, ou não querendo complicar, pode ser apenas um problema de atitude, que tem pressuposta alguma reserva mental e de preconceito em relação a certos poderes, a quem estão associados, por natureza, comportamentos e funções ditas repressivas.

Não querendo entrar numa argumentação teórica, ou académica, se quisermos, vamos, então, ver o lado mais prático da questão, bastando conhecer, por dentro, como funcionam mentalmente o prestador e como reage o cliente.

E, para o prestador, se lhe aparecer pela frente um “malandreco” com o brinco na orelha, ou noutro lado qualquer, ainda existe muito a ideia de que está perante um “malandreco” e este, que sente que o brinco na orelha não é propriamente o estereotipo de uma pessoa normal, perante quem lhe presta o serviço, assume uma predisposição, também esta, preconceituosa.

É claro que a abordagem que estou a fazer pretende ser simples e não cabe no contexto de um simples texto, mas julgo poder teorizar uma solução, onde não existem propriamente soluções, porque, se existissem, já tinham sido há muito encontradas.  

Não tenho, no entanto, nenhuma dúvida, nenhuma mesmo, de que a solução passa por uma preparação especializada, que habilite o prestador a perceber como lidar com cada caso concreto e que pode passar, ou não, por uma abordagem sem farda.

Remetendo para um episódio que me deu o mote para escrever isto e que se passou já há muitos anos, quando uma senhora, já com alguma idade, e não um “puto”, me procurou para a ajudar num problema parecido, tendo sido surpreendido, no fim de uma das conversas, com esta surpreendente reacção: - «Ai …, se o senhor estivesse fardado, não me sentiria tão à-vontade».

Concluindo ser fundamental que, todos nós, pais, polícias, polícias-pais, juízes, juízes-pais… saibamos quando nos devemos comportar sem farda, para que os nossos “putos” não vejam aqueles como os papões e os papões não vejam num brinco na orelha uma prova irrefutável de que está perante um “malandreco”.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler isto, analiso a questão em duas perspectivas, a de quem presta um serviço e a de quem o recebe e, em ambas, existe, ainda, um problema de comunicação, indo colocar as coisas num contexto de quem presta um serviço e do destinatário desse serviço, de quem deve estar preparado para lidar com o caso concreto perante o seu cliente e deste perante o prestador.</p>
<p>O ruído na comunicação pode ser reaccionariamente ideológico, porque é inevitável que existirá sempre quem estará contra o prestador, ainda que não tenha razões de facto para tal atitude, apenas porque é assim, está contra porque tem que estar contra onde está o poder. </p>
<p>O ruído pode, por outro lado, ser sociológico, ou não querendo complicar, pode ser apenas um problema de atitude, que tem pressuposta alguma reserva mental e de preconceito em relação a certos poderes, a quem estão associados, por natureza, comportamentos e funções ditas repressivas.</p>
<p>Não querendo entrar numa argumentação teórica, ou académica, se quisermos, vamos, então, ver o lado mais prático da questão, bastando conhecer, por dentro, como funcionam mentalmente o prestador e como reage o cliente.</p>
<p>E, para o prestador, se lhe aparecer pela frente um “malandreco” com o brinco na orelha, ou noutro lado qualquer, ainda existe muito a ideia de que está perante um “malandreco” e este, que sente que o brinco na orelha não é propriamente o estereotipo de uma pessoa normal, perante quem lhe presta o serviço, assume uma predisposição, também esta, preconceituosa.</p>
<p>É claro que a abordagem que estou a fazer pretende ser simples e não cabe no contexto de um simples texto, mas julgo poder teorizar uma solução, onde não existem propriamente soluções, porque, se existissem, já tinham sido há muito encontradas.  </p>
<p>Não tenho, no entanto, nenhuma dúvida, nenhuma mesmo, de que a solução passa por uma preparação especializada, que habilite o prestador a perceber como lidar com cada caso concreto e que pode passar, ou não, por uma abordagem sem farda.</p>
<p>Remetendo para um episódio que me deu o mote para escrever isto e que se passou já há muitos anos, quando uma senhora, já com alguma idade, e não um “puto”, me procurou para a ajudar num problema parecido, tendo sido surpreendido, no fim de uma das conversas, com esta surpreendente reacção: &#8211; «Ai …, se o senhor estivesse fardado, não me sentiria tão à-vontade».</p>
<p>Concluindo ser fundamental que, todos nós, pais, polícias, polícias-pais, juízes, juízes-pais… saibamos quando nos devemos comportar sem farda, para que os nossos “putos” não vejam aqueles como os papões e os papões não vejam num brinco na orelha uma prova irrefutável de que está perante um “malandreco”.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mª João Nogueira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30647</link>
		<dc:creator>Mª João Nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 22:39:10 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho um puto fabulosamente saudável, mas irrequieto, quando vou aos hospitais é para traumas (cabeça partida 3 vezes, 1 braço partido, and counting). Já tive de tudo. Quer no público quer no privado. Lamentavelmente, é uma questão de sorte. Onde quer que uma pessoa vá.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um puto fabulosamente saudável, mas irrequieto, quando vou aos hospitais é para traumas (cabeça partida 3 vezes, 1 braço partido, and counting). Já tive de tudo. Quer no público quer no privado. Lamentavelmente, é uma questão de sorte. Onde quer que uma pessoa vá.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30639</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 21:44:41 +0000</pubDate>
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		<description>Lê apressadamente, Al, é o q constato. Se reparar bem não foi uma punição que procurei com a queixa, foi, antes de tudo, um efeito profiláctico e pedagógico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lê apressadamente, Al, é o q constato. Se reparar bem não foi uma punição que procurei com a queixa, foi, antes de tudo, um efeito profiláctico e pedagógico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30638</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 21:39:00 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos, só comentei o caso porque estes novos hospitais privados vendem(-se como) medicina de excelência, ora no conceito de excelência tem de constar, também, o tempo de espera.

Al, por acaso não tenho o seguro por escolha, a rapariga praticar desporto federado torna-o uma obrigação (e não sou tida nem achada na escolha da seguradora, logo do hospital, é a federação da modalidade q pratica q impõe).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, só comentei o caso porque estes novos hospitais privados vendem(-se como) medicina de excelência, ora no conceito de excelência tem de constar, também, o tempo de espera.</p>
<p>Al, por acaso não tenho o seguro por escolha, a rapariga praticar desporto federado torna-o uma obrigação (e não sou tida nem achada na escolha da seguradora, logo do hospital, é a federação da modalidade q pratica q impõe).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al, ex-comentador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30636</link>
		<dc:creator>al, ex-comentador</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 21:35:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/#comment-30636</guid>
		<description>Sobre o que é o direito, aconselho a leitura do vosso Foucault. Acho divertido que  se recorra ao aparelho punitivo da classe dominante para dar apertões a malandrecos.
Quando se compara com o discurso habitualmente usado neste blog, a coisa fica suculenta.
Sobre os hospitais e medicina portuguesa, toda a gente lhe conhece as limitações e são conhecidos os casos de pessoas que, com doenças graves foram de imediato para o estrangeiro. Lembro-me do caso de Jorge Coelho, por exemplo, e compreendo-o muito bem. Nesse caso, não apenas foi para o estrangeiro, quanto se serviu dos conhecimentos políticos - e fez bem, dada a gravidade do caso.
f.c. Deixe lá as alusões a crimes e tribunais e bancos dos réus que não me mete medo, nem venha falar de má fé: limitei-me a tirar as ilações do uso do tribunal de um modo  tão securitário e burguês.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o que é o direito, aconselho a leitura do vosso Foucault. Acho divertido que  se recorra ao aparelho punitivo da classe dominante para dar apertões a malandrecos.<br />
Quando se compara com o discurso habitualmente usado neste blog, a coisa fica suculenta.<br />
Sobre os hospitais e medicina portuguesa, toda a gente lhe conhece as limitações e são conhecidos os casos de pessoas que, com doenças graves foram de imediato para o estrangeiro. Lembro-me do caso de Jorge Coelho, por exemplo, e compreendo-o muito bem. Nesse caso, não apenas foi para o estrangeiro, quanto se serviu dos conhecimentos políticos &#8211; e fez bem, dada a gravidade do caso.<br />
f.c. Deixe lá as alusões a crimes e tribunais e bancos dos réus que não me mete medo, nem venha falar de má fé: limitei-me a tirar as ilações do uso do tribunal de um modo  tão securitário e burguês.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Fonseca</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30624</link>
		<dc:creator>Carlos Fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 20:30:32 +0000</pubDate>
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		<description>Os serviços de urgência dos hospitais públicos, centrais, são insuperáveis em termos de eficiência e eficácia. Por exemplo, são os únicos dotados de profissionais,equipamentos e outros meios para fazer face ao súbito afluxo de vítimas de uma catástrofe.
Seja do grupo ES, do grupo Mello ou da CDG (Os HPP funcionam numa lógica de entidade privada), os hospitais privados não têm condições para prestar serviços de urgência, pela simples razão de não contarem, 24 sobre 24h, com equipas de emergência multidisciplinares. Certamente, foi por esta razão que tiveram de aguardar a chegada de um especialista de imagiologia capaz de fazer a RM. Se um dia  tiverem  capacidade de resposta, será à custa do encerramento de serviços e do financiamento públicos. 
É só aparecer um ministro neoliberal, &#039;um Chicago boy a valer&#039;, e aí  os privados ficarão na crista da onda (médicos e enfermeiros até serão os mesmos).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os serviços de urgência dos hospitais públicos, centrais, são insuperáveis em termos de eficiência e eficácia. Por exemplo, são os únicos dotados de profissionais,equipamentos e outros meios para fazer face ao súbito afluxo de vítimas de uma catástrofe.<br />
Seja do grupo ES, do grupo Mello ou da CDG (Os HPP funcionam numa lógica de entidade privada), os hospitais privados não têm condições para prestar serviços de urgência, pela simples razão de não contarem, 24 sobre 24h, com equipas de emergência multidisciplinares. Certamente, foi por esta razão que tiveram de aguardar a chegada de um especialista de imagiologia capaz de fazer a RM. Se um dia  tiverem  capacidade de resposta, será à custa do encerramento de serviços e do financiamento públicos.<br />
É só aparecer um ministro neoliberal, &#8216;um Chicago boy a valer&#8217;, e aí  os privados ficarão na crista da onda (médicos e enfermeiros até serão os mesmos).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Câncio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30616</link>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 20:00:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/#comment-30616</guid>
		<description>ó al, com esses maus fígados, só suplantados pela sua miopia delirante (aquela que além de impedir o dono da visão de ler o que os outros escrevem o faz crer que o que lá está é aquilo que ele deveras crê), não deve ter mesmo outro remédio senão conhecer each and every one dos hospitais portugueses. e se a má fé e o imputar dislates aos outros fosse crime (para não falar dos ameaços de partida, que nunca mais é efectivada, arre que não deslarga), já teria convivido com muito banco de réu. mas temo que em vez disso acabe por sucumbir, só e abandonado, ao seu mau gosto terminal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó al, com esses maus fígados, só suplantados pela sua miopia delirante (aquela que além de impedir o dono da visão de ler o que os outros escrevem o faz crer que o que lá está é aquilo que ele deveras crê), não deve ter mesmo outro remédio senão conhecer each and every one dos hospitais portugueses. e se a má fé e o imputar dislates aos outros fosse crime (para não falar dos ameaços de partida, que nunca mais é efectivada, arre que não deslarga), já teria convivido com muito banco de réu. mas temo que em vez disso acabe por sucumbir, só e abandonado, ao seu mau gosto terminal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: al, ex-comentador</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30614</link>
		<dc:creator>al, ex-comentador</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 19:39:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/#comment-30614</guid>
		<description>I - Lamentável que tenha usado o sistema de punição burguês, classista, capitalista (o que são os «tribunais»?) para se assegurar da punição de quem todos os dias já é punido (os &quot;malandrecos&quot;, interessante linguagem para designar as vítimas da exclusão que o capitalismo e o império produzem). 
II - Deviam acabar de imediato os hospitais privados. Ficariam apenas disponíveis um ou dois aviões estatais para, em caso de urgência, se viajar de imediato para os infames países do grande capital (ou para o império propriamente dito - John Hopkins, Clinica Mayo, etc). Creio que todos sabemos como é.  Bem, todos, todos, não: há os malandrecos, os tais que roubam os nossos filhos, os pais e avós dos malandrecos e já os filhos de alguns malandrecos (mas dão emprego a tanto burocrata dos serviços, e motivo para teses, e workshops, têm esse lado bom, vá lá...)
III - Congratulo-me com o alto nível de adesão aos seguros de saúde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>I &#8211; Lamentável que tenha usado o sistema de punição burguês, classista, capitalista (o que são os «tribunais»?) para se assegurar da punição de quem todos os dias já é punido (os &#8220;malandrecos&#8221;, interessante linguagem para designar as vítimas da exclusão que o capitalismo e o império produzem).<br />
II &#8211; Deviam acabar de imediato os hospitais privados. Ficariam apenas disponíveis um ou dois aviões estatais para, em caso de urgência, se viajar de imediato para os infames países do grande capital (ou para o império propriamente dito &#8211; John Hopkins, Clinica Mayo, etc). Creio que todos sabemos como é.  Bem, todos, todos, não: há os malandrecos, os tais que roubam os nossos filhos, os pais e avós dos malandrecos e já os filhos de alguns malandrecos (mas dão emprego a tanto burocrata dos serviços, e motivo para teses, e workshops, têm esse lado bom, vá lá&#8230;)<br />
III &#8211; Congratulo-me com o alto nível de adesão aos seguros de saúde.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Saloio</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30608</link>
		<dc:creator>Saloio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 18:42:18 +0000</pubDate>
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		<description>Estimada Sra. D. MJP: foi bom que a senhora nos contasse o incidente do seu filho - mas, para mim, mais importante para a nossa vida democrática, foi ter tido a coragem de apresentar queixa e de se ter mantido até ao julgamento.

Infelizmente, não isso que acontece na grande maioria das vezes, pois as pessoas ou não estão para ter tal &quot;trabalho&quot; ou têm medo de represálias nos miúdos.

É com comportamentos como o seu e o do seu filho que se constrói a dignidade cívica e se promove a democracia num estado de direito.

Quanto aos hospitais privados, deixem-me esclarecer os incautos: felizmente possuo um sistema de saúde que me permitiu ir a dois hospitais privados da zona da grande Lisboa com seis meses de diferença: em ambos os casos fui na situação de (muita) urgência (um tímpano furado e uma cólica renal), e em ambos esperei entre duas horas e duas horas e meia para ser atendido no simples rastreio. Nos dois casos disseram-me que tinha tido azar e me apresentara num dia anormal, com poucos médicos de serviço.

Já avisei o pessoal cá de casa que da próxima vez que eu comece a gritar: S. José ou S. Maria, Sff !!!!!!!!!!!

Digo eu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimada Sra. D. MJP: foi bom que a senhora nos contasse o incidente do seu filho &#8211; mas, para mim, mais importante para a nossa vida democrática, foi ter tido a coragem de apresentar queixa e de se ter mantido até ao julgamento.</p>
<p>Infelizmente, não isso que acontece na grande maioria das vezes, pois as pessoas ou não estão para ter tal &#8220;trabalho&#8221; ou têm medo de represálias nos miúdos.</p>
<p>É com comportamentos como o seu e o do seu filho que se constrói a dignidade cívica e se promove a democracia num estado de direito.</p>
<p>Quanto aos hospitais privados, deixem-me esclarecer os incautos: felizmente possuo um sistema de saúde que me permitiu ir a dois hospitais privados da zona da grande Lisboa com seis meses de diferença: em ambos os casos fui na situação de (muita) urgência (um tímpano furado e uma cólica renal), e em ambos esperei entre duas horas e duas horas e meia para ser atendido no simples rastreio. Nos dois casos disseram-me que tinha tido azar e me apresentara num dia anormal, com poucos médicos de serviço.</p>
<p>Já avisei o pessoal cá de casa que da próxima vez que eu comece a gritar: S. José ou S. Maria, Sff !!!!!!!!!!!</p>
<p>Digo eu&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
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		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 18:09:11 +0000</pubDate>
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		<description>Foi para esses lados, sim, M. João.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Foi para esses lados, sim, M. João.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30601</link>
		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 18:08:06 +0000</pubDate>
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		<description>Esse &quot;ainda&quot; é que estragou tudo, finisterra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse &#8220;ainda&#8221; é que estragou tudo, finisterra.</p>
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		<title>Por: teresa</title>
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		<dc:creator>teresa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 15:47:43 +0000</pubDate>
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		<description>Da parte boa ou da parte má?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Da parte boa ou da parte má?</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
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		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 15:39:26 +0000</pubDate>
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		<description>Ali um para os lados do Colombo, foi?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ali um para os lados do Colombo, foi?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Finisterra</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30577</link>
		<dc:creator>Finisterra</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 15:38:29 +0000</pubDate>
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		<description>O que é torpe e enviesado não representa a maior parte da nossa sociedade, porém é uma minoria ruidosa que torna imperceptível o que (ainda) há de positivo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é torpe e enviesado não representa a maior parte da nossa sociedade, porém é uma minoria ruidosa que torna imperceptível o que (ainda) há de positivo.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Pedro Barreto</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30574</link>
		<dc:creator>José Pedro Barreto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 15:04:49 +0000</pubDate>
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		<description>Creio ser o mesmo Hospital privado às urgências do qual levei há dias alguém (à luz do respectivo sistema de saúde) e no qual nos disseram que, para ser atendido (nas urgências, repito) a espera estava em duas horas e meia.
Mas também tenho muito boas experiências em hospitais. Públicos. Porque de particulares, tenho graves razões de queixa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Creio ser o mesmo Hospital privado às urgências do qual levei há dias alguém (à luz do respectivo sistema de saúde) e no qual nos disseram que, para ser atendido (nas urgências, repito) a espera estava em duas horas e meia.<br />
Mas também tenho muito boas experiências em hospitais. Públicos. Porque de particulares, tenho graves razões de queixa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maria João Pires</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30566</link>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 14:05:01 +0000</pubDate>
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		<description>A propósito de esperas em hospitais, há umas duas semanas tive que me dirigir a um muito conceituado hospital privado da nossa praça (seguro desportivo da júnior obrigava) e, no meio da irritação da espera (quase 8h por uma ressonância magnética de &quot;urgência&quot;), só me ria ao ver como estava tudo caladinho q nem um rato, se tal tivesse acontecido num hospital público havia de ser giro, oh se...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito de esperas em hospitais, há umas duas semanas tive que me dirigir a um muito conceituado hospital privado da nossa praça (seguro desportivo da júnior obrigava) e, no meio da irritação da espera (quase 8h por uma ressonância magnética de &#8220;urgência&#8221;), só me ria ao ver como estava tudo caladinho q nem um rato, se tal tivesse acontecido num hospital público havia de ser giro, oh se&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/04/deixem-me-dizer-bem-de-parte-da-justica-portuguesa/comment-page-1/#comment-30565</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 13:59:09 +0000</pubDate>
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		<description>que lufada de ar fresco, Maria João. :)

Há pouco tempo tive que ir ao hospital. Fui mt bem tratado. Esperei menos de 20 minutos e saí de lá 1 hora depois (sem cunhas de ninguém) com tudo &quot;tratado&quot;. Nem tudo vai mal neste país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>que lufada de ar fresco, Maria João. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Há pouco tempo tive que ir ao hospital. Fui mt bem tratado. Esperei menos de 20 minutos e saí de lá 1 hora depois (sem cunhas de ninguém) com tudo &#8220;tratado&#8221;. Nem tudo vai mal neste país.</p>
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