As criaturas

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O presidente do agrupamento de escolas de Leiria, Esperança Barcelos, esclareceu, o Público, que um professor crítico da política do governo pode ter uma boa nota, “desde que não crie instabilidade nos colegas e que nos órgãos próprios manifeste a sua opinião”. Estamos esclarecidos. Um professor pode não concordar com o governo, desde que esteja calado ou manifeste a sua opinião nos sítios próprios. De preferência, no remanso do lar, baixinho, sem que a família o oiça.

Não duvido que as intenções da ministra e de Sócrates sejam boas, e que estejam sinceramente convencidos da bondade da sua política. Mas não lhes faz pensar uma acção governativa que faz nascer tais profissões de fé? Não os assusta a multiplicação de gentalha que denuncia directores de centro de saúde, por não castigarem pessoas da oposição que colocam fotocópias de declarações escandalosas de ministros, presidentes de agrupamentos de escola que acham normal castigar professores que não concordam publicamente com a política do governo? Que raio de democracia pretendem melhorar, permitindo que à sua ilharga se multipliquem este tipo de comportamentos e bufarias?

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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42 respostas a As criaturas

  1. al diz:

    De boas intençõea está o inferno cheio. De más, está a terra
    E como se não houvesse já episódios de perseguição política neste governo. O professor que apanhou com um processo disciplinar por faltar ao respeito ao sr. primeiro ministro? Já foi demitida? Não foi protegida e por esta mesmíssima gente?

  2. al diz:

    Errata: a pessoa a que se referem aqueles femininos («já foi demitida?» e «não foi protegida») é a responsável pelo processo disciplinar.

  3. antonior diz:

    NRA porque não vai trabalhar para o 24 Horas?
    O seu post pretendendo ser o de um defensor das liberdades e garantias e etc… é, sem saber(?), um grande amontoado de desconhecimento, irresponsabilidade e reaccionarismo. Mas você é jornalista, logo arrogantemente inimputável.

  4. amok_she diz:

    Oh meus amigos, vamos lá a ver se a gente se entende!?!

    Em qq parte do mundo(laboral, pelo menos!) é mais q certo q quem se atreve a criticar os superiores fica, desde logo, marcado! Isto, mesmo, se o fizer nos locais próprios e na maior discrição Querem um exemplo? Em tempos, com a entrada duma nova responsável superior ousei fazer um relatório/diagnóstico apontando pontos fracos q poderiam (atente-se no ‘poderiam’ e ñ no ‘deveriam’, foi assim q tive o cuidado de escrever!) ser melhorados e os fortes q poderiam ser incentivados. Tudo isto no melhor interesse dos serviços e da empresa. Qual foi o resultado? Desde há 3 anos e picos a esta parte q me vejo relegada para funções menores, tendo mesmo havido a tentativa de me despromover, só ñ acontecendo pq ainda ñ me vendo por ‘meia dúzia de tostões’! Entretanto os aumentos (de iniciativa da empresa) foram para os habituais lambe-botas, claro! Ah, e devo referir q o relatório foi entregue em mão, em envelope fechado, directamente à tal nova responsável ..imagine-se se fizesse as críticas (mesmo construtivas) em público!:=>

    Porque raio os profs podem dizer tudo o q lhes apetece, criando uma ambiente de constante mau estar em certas escolas? E até mesmo entre eles porque existe claramente uma distinção entre profs dos quadros e os novatos de circulam por essas escolas do país…assisti a conselhos pedagógicos (na qualidade de representante das associações de pais/e.e. e confesso q, por vezes, me apetecia fugir!, e se eles tentavam segurar-se devido à m/ presença!)

  5. amok_she diz:

    Revendo o texto do m/ anterior coment noto, aqui e ali, algumas falhas: letras trocadas ou em falta…acho ñ impedir o entendimento do texto, mas as minhas desculpas.

    Entretanto, isto «Obrigado pelo seu comentário! Foi colocado na fila de moderação e se for aprovado será publicado aqui rapidamente!, principalmente o ‘se for aprovado’!:=>… é o quê? Censura? Tentativa p/ apurar quem está ‘por mim, ou contra mim’?

    É claro q leio este blog há muito tempo e até sou capaz de entender as razões, entendo mas continuo a não concordar!, e ñ fosse ser um blog q, em geral, aprecio – mt à conta da Câncio, assumo! – e ñ colocaria aqui, jamais, qq coment por questões de príncipio…

    É a tal coisa do q se diz e onde…por alguma razão sempre me coibi de tecer comentários negativos sobre profs na frente dos meus filhos…por alguma razão!

  6. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Antonior,
    Sobre a parte factual, não comenta, limita-se a insultar. Parambéns, boy! Está fadado para uma grande carreira.

  7. A.Silva diz:

    Esse presidente do agrupamento de escolas fez-me lembrar aquela senhora que dizia que as criticas á politica do Ministério da Saúde podia ser feita nos locais apropriados dando como exemplo as nossas casas e a esquina do café,ainda não percebi bem a razão de ter de ser na esquina do café e não á mesa do café.Quanto á questão das criticas ás politicas das empresas durante o horário de trabalho e enquanto o trabalhador está a executar as suas funções junto dos outros colegas criando instabilidade no local onde prestam funções,excepto nas pausas na sala de convivio,é motivo de despedimento com justa causa.Estas são as regras das Empresas onde trabalha a grande maioria da população activa deste País,não vejo razão para que seja diferente nas escolas,hospitais e outros serviços públicos.

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    A. Silva,
    Já esquecendo uma coisa que o regime democrático inventou que foi a gestão democrática das escolas e a possibilidade de professores, estudantes opinarem livremente sobre a situação do ensino…Fiquei com curiosidade de como funciona este admirável mundo novo que diz ser normal: os profs devem ser suspensos com base em denuncia anónima? Essas denuncias podem ser pagas? Deve-se aceitar que os filhos denunciem os pais?
    Estou morto de curiosidade.

  9. Amok_she diz:

    Há aqui qq coisa q m’está a escapar ao entendimento…e há coisas q, ou ficam mt claras, ou a discussão corre o risco de seguir o rumo duma ‘conversa de loucos’…

    O q tem a ver uma crítica construtiva e bem fundamentada com…bufaria? O q tem a ver a avaliação dum comportamento ético menos apropriado, ou mesmo prejudicial, com…bufaria?

    Por acaso, ao defender q os profs ñ deveriam ‘levar a vida a fazer-se passar por vítimas eternas dos governos, dos alunos e dos pais’ e, por isso mesmo, prejudicando o seu desempenho, com essa eterna msg negativista, deverão ser penalizados – de acordo com o grau de prejuizo causado!, e aqui é q me questiono: como se mede este prejuizo e quem tem capacidade para tal? – estou a derender a…bufaria? Afinal de contas o q é q o cu tem a ver com as calças???

    Embora concorde q estas coisas são muito perigosas…como tudo o q serve para medir comportamentos, td depende dos medidores… há quem use as medidas para perverter os resultados, mas…isso ñ é o risco de tudo na vida?

  10. Pois é Nuno Ramos de Almeida são as vantagens da democracia. A de qualquer pessoa propor idiotices…cabe aos outros não a aprovar. A democracia aumenta a conflitualidade porque há mais participação. Só em regimes de pensamento único e em que tudo é definido pelo poder central é que não há conflitos e muitos bufos. Quem fez esta proposta não é bufo é alguém que pretende ver aprovado algo que os outros chhumbarão e de quem o 1º ministro já disse que não aprova e está em desacordo.
    Não percebo a excitação.
    Cumprimentos

  11. A.Silva diz:

    Mas a que propósito vem a história das denuncias e ainda por cima anónimas ou pagas e dos filhos denunciarem os pais?.Aquilo a que eu me referi foi ao que se passa nas empresas privadas,onde os trabalhadores podem opinar sobre as suas condições de trabalho nas reuniões sindicais realizadas de acordo com a legislação em vigor nessa matéria.Não podem opinar no local onde estão a desempenhar as suas tarefas junto dos seus colegas e superiores hiérarquicos.Quanto á gestão democrática da escola além dos professores,alunos e funcionários,tambem devem estar representados os pais e as autarquias.O admiravel mundo novo a que se refere não tem nada de novo,eu apenas referi aquilo que se passa no dia a dia dos trabalhadores deste país.Na minha opinião a escola pública é um local de trabalho dos alunos,funcionários e professores,mas a escola pública não é dos professores.

  12. Também seria uma lufada de ar fresco se alguns Pais não passassem a vida a fazer-se passar por vítimas eternas dos Professores.
    À excepção, claro, de quando alguns dizem aos DT’s que já não conseguem ter pulso sobre os filhos. Aí, entre portas, os discursos costumam ser substancialmente diferentes. Aí, o Professor geralmente é o nosso melhor amigo.

  13. dsm diz:

    De uma notícia de 15/01/2008: “[…] Quando chegou a ministro, «a primeira coisa» que Bagão, independente próximo do CDS, fez, segundo Louçã, «foi a substituição por responsáveis concelhios do CDS de todos os directores dos centros de Emprego», disse Louçã aos jornalistas […]”

    “Mas não lhes faz pensar uma acção governativa que faz nascer tais profissões de fé?”, pergunta Nuno Ramos de Almeida. Acha mesmo que “essas profissões de fé” nasceram de uma, que é como quem diz, desta acção governativa? Francisco Louçã demonstra melhor memória sobre estas coisas. Convém que a tenhamos todos.

    De outro modo, continuaremos a berrar contra a “multiplicação de gentalha” “à ilharga” das políticas de que não gostamos, para nos esquecermos da multiplicação de gentinha como o Dr. Bagão e outros impolutos democratas, que, benza-os deus, nunca multiplicaram gentalhas, não senhor, isso é coisa nova, deste “raio de democracia” que chegou com o Sócrates.

  14. Bom texto, Nuno Ramos de Almeida. Quanto às “vantagens da democracia”, de que fala o comentador António Pedro, pobre da democracia que tem vantagens destas.

  15. Piscoiso diz:

    Depois do 25 de Abril, o funcionalismo público é dos poucos locais onde se pode trabalhar a dizer mal do patrão.

  16. dsm diz:

    Se quer que lhe diga, NRA, acho que essa gentalha de que fala, costuma, nos seus tempos livres, vir para as caixas de comentários dos blogs denunciar “assessores do governo” e “esbirros”. Se não são os mesmos, são os que por essas repartições aguardam impacientemente a sua vez. Espírito de missão não lhes falta.

  17. amok_she diz:

    Profs q ñ têm mão nos alunos –dentro da sala de aula – e pais q se desculpam/queixam perante os profs/DT q ñ têm mão nos filhos…são adultos q se demitiram da função de educar, de formar, de comparticipar na criação dum ser humano equilibrado…ora, em vez de se demitirem, entregando-se ás lamúrias e encolher de ombros mútuos em privado e a guerrinhas ridículas em público, não seria bem melhor – para os jovens e futuros adultos, em primeiro lugar! – que se unissem e procurassem estratégias conjuntas para exigir do(s) governo(s) medidas políticas adequadas!?

  18. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Dsm,
    Isso não me atinge: eu estou-me a borrifar que você seja assessor do governo ou não. A única coisa que preocupa é se você justificar um espírito de missão que passe pela promoção da bufaria.

    Restantes e DSM,
    Peço desculpa de escandalizar a vossa visão de como deve ser o nosso maravilhoso país, do “sim, nós podemos”….Mas não acho normal demitir-se uma directora de um centro de saúde por não ter processado um médico que afixou uma fotocópia de umas declarações do então ministro Correia de Campos. Não acho normal incentivar a bufaria para denunciar um professor do PSD que terá contado uma anedota sobre o primeiro-ministro. Não acho normal que nas escolas a posição que livremente se toma sobre a política educativa seja critério de classificação profissional.
    Estou-me perfeitamente a borrifar que vocês trabalhem ou não para o governo. Alguém tinha de o fazer.
    Não gosto é que ajudem a transformar o país que promova a denuncia, a bufaria e a pequena perseguição política.

  19. Amok_she diz:

    Parece q o NRA ( e outros) não querem admitir a diferença (considerável) q existe entre exprimir livremente uma opinião e fomentar um contínuo ambiente de crítica destrutiva (e pior:lamurienta!, direi eu) contra tudo e contra todos, tomando-se como únicos inocentes…como o fazem continuamente os profs, por essas escolas fora, neste país(zinho) à beira mar plantado…ok!, estão no seu pleno direito, mas…assim parecemo-nos mais com pescadinhas-de-rabo-na-boca

  20. Amok_she diz:

    «Não gosto é que ajudem a transformar o país que promova a denuncia, a bufaria e a pequena perseguição política.»

    Tb ñ gosto!, e se a avaliação de professores levar a isto, então prefiro q ñ exista avaliação, mas…será o caso?

  21. antonior diz:

    NRA, talvez por você não ser bufo é que como jornalista pactua com o maior escândalo de ver colegas seus a recibos verdes ou autênticos tarefeiros,o que condiciona o jornalismo livre e que é uma das maiores feridas na democracia. Pegue nessa bandeira se for capaz, muitos lhe agradecerão,mas não tem coragem para tanto.
    Não , não é insulto, eu sou pai, sou de esquerda, não sou socialista, mas recuso-me a ficar refem de uma classe que em 30 anos não apresentou nem uma unica ideia para o bem dos seus educandos e rejeita qualquer proposta pra o fazer.
    Isto de plantar bufos em todo o lado ,e arranjar casos na imprensa para fazer criar um clima de contestação , é o modus operandi de uma esquerda que só quer criar fantasmas e que nisso se parece muito com aqueles que imita, a direita. Só sabem criar medo e visa confundir a árvore com a floresta.
    Como pai estou disposto a vir para a rua manifestar-me em defesa dos alunos, não quero ficar do PCP e de uma esquerda irresponsavel, em quem irremediavelmente votei.

  22. O que está em cima da mesa não são os curriculos.
    Acho admirável que a leitura que se retire de toda esta questão é a de que a classe docente está contra os alunos. Notável, que se confunda educação com o estatuto da carreira docente.

  23. Pois é Nunu Ramos de Almeida,
    Toda esta discussão é muita bonita mas se olhar para as sondagens da Eursondagem :
    – a maioria dos inquiridos está de acordo que os professores sejam avaliados;
    – a maioria dos inquirdos considera a Educação uma área que melhorou.
    Estamos para aqui a discutir pretensos bufos e professores , desculpe Sindicatos ) que se opõem à Escola Pública porque a querem só para eles esquecendo-se dos alunos e dos pais.
    A resistência à mudança por parte dos Sindicatos é algo que ultrapassa a minha capacidade de compreensão…ou talvez não no fim de contas é um dos poucos feudos do PCP, partido estagnado e conservador que gosta é das mudanças de irmãos ( os Castro ). Haja paciência
    Cumprimentos

  24. dsm diz:

    Nuno Ramos de Almeida,

    Talvez não fosse despropositado de todo que, antes de manifestar a sua preocupação quanto à hipótese de eu “justificar um espírito de missão que passe pela promoção da bufaria” e o seu desgosto face à ajuda que estarei a dar para promover “a denúncia, a bufaria e a pequena perseguição política”, indicasse uma vírgula que fosse daquilo que escrevi que indicie maior simpatia ou maior complacência da minha parte para com esse tipo de comportamento do que as proclamadas pelo Nuno.

    Atrever-me-ia até a sugerir que não seria inútil fazê-lo depois. Mas suspeito que seria ingenuidade minha ficar a aguardar.

    dsm

  25. A maioria dos inquiridos… quais os critérios da maioria para aferirem essas melhorias? A maioria que agora perora a favor destas medidas também este conivente com essa súcia (a classe endemoniada da qual faço parte) durante os 30 anos agora constantemente evocados.
    E utilizando esse “argumento” de autoridade que é a “maioria”, legitima-se o quê e como?
    Pois a “maioria” dos profissionais da educação não se opõem a uma avaliação séria. Mas a isto fazemos ouvidos moucos, certo?

  26. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro antónior,
    Embevecido com os discursos do primeiro que lhe preenchem completamente as meninges, você não me lê (o que só lhe faz bem), mas dá-lhe uma fraca autoridade sobre o que eu digo sobre a situação nas redacções: a falta de autonomia da classe, o excesso de recibos verdes e a falta de condições de independência dos jornalistas. Já fiz vários posts sobre isso no 5 dias, e , sobretudo, já paguei várias vezes o preço de não estar de acordo com essa situação. Mas não me calei. Ora, este governo não fez mais do que alargar esta situação de repressão e incerteza do emprego a mais gente. Aliás, importam-se mais com os restaurantes e o tabaco do que com as condições de trabalho. Já viu que ninguém repara na acção da inspecção geral do trabalho que têm cada vez menos meios? Estou de acordo com o meu amigo Pedro Nuno Santos, do PS, que pede que este governo crie uma ASAE para o trabalho.

    António R,
    A sua experança nas sondagens do Rui Oliveira e Costa é comovente. Mas acalme-se, mesmo essas dão o governo a perder popularidade.

    DSM,
    Alguém que não acha grave a ministra mentir no parlamento e um presidente de um grupo de escolas erigir como critério profissional a fidelidade à política do governo para a educação, na minha opinião, está a ser cumplice com este tipo de comportamentos. Você foi bastante explicito no seu comentário ao meu outro post. Eu também não percebi a história dos assessores, nunca falei sobre isso. E como lhe digo tanto me faz a profissão que tem, limito-me a discordar das suas ideias.

  27. Caro Nuno Ramosde Almeida,
    Eu falei as sondagens sabendo que têm o valor que têm. E estou calmo pois estou-me a marimbar para as mesmas. As eleições é que contam. Mas não me responde à substância :
    – a escola pública é só dos professores ?
    – os outros cidadãos envolvidos na coisa pública ( pais e autarquias ) não têm palavra a dar sobre o assunto ?
    – acha que uma ministra se vai demitir ou ser demitida poruq euma das partes envolvidas ( e que tem mais poder ) o exige ?
    – já agora não deixa de ser curioso a pouca cobertura mediática que se dá às posições das associações de pais comparado com a dos sindicatos.

    Car Woman Once a Bird,
    A maioria não valida nada mas deve ser tida em conta ou não ?
    Mas por falar em maiorias há-de reconhecer que na escola os professores não estão em maioria a não ser que pense que os alunos e os pais nada têm a dizer.
    E note que eu falei em sindicatos e até acho estranho como os bons professores se reconhecem nesses sindicatos.

  28. Amok_she diz:

    Ah a questão é, mesmo e só, sobre o PS (ou outro partido qq), a ministra e o Sócrates!?…ingenuidade a minha q achei estarem a discutir sobre questões importantes, como o ensino em Portugal, por ex…:=>

  29. Amok_she diz:

    Gostava q alguém me explicasse – como se eu fosse mt burra!:=> – como é q disto « «Verbaliza a sua insatisfação/satisfação face a mudanças ocorridas no Sistema Educativo/na Escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares» se retira isto:« (…)um presidente de um grupo de escolas erigir como critério profissional a fidelidade à política do governo para a educação(…)????

    Está-me mais a parecer q se quer, à viva força, levar a água a um moinho muito particular e q nada tem a ver com a questão em si, aliás é só isso q tenho lido na ‘tragédia grega’ q pr’ai vai sobre o assunto…e a isso costumo chamar algumas coisas feias de q me coibo ag e aqui… q ñ estou na minha casa e o visado é um dos anfitriões…

  30. Amok_she diz:

    Comentário de Woman Once a Bird

    Data: 2 Março 2008, 19:14

    (…)
    Acho admirável que a leitura que se retire de toda esta questão é a de que a classe docente está contra os alunos.(…)

    A classe docente não está contra os alunos. Pura e simplemente está-se marimbando para os alunos! Ou seja: os alunos não são a prioridade da classe docente! Tão simples qt isto…

    Data: 2 Março 2008, 20:02
    (…)Pois a “maioria” dos profissionais da educação não se opõem a uma avaliação séria(…)

    Ah mas claro q ñ se opõe…o problema é determinar o q é uma ‘avaliação séria’…e depois, ñ há gente suficientemente séria para avaliar professores…em lado nenhum!, aliás…a seriedade ficou exclusivamente do lado dos profs…

    ,pelos vistos, já nem os professores são todos sérios….pois se alguns deles até ‘inventam’ critérios q ñ servem…vá-se lá perceber onde é q se iria descobrir alguém suficientemente bom e sério para esta classe…vítima de toda uma sociedade!?!:=>

  31. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Amok,
    “Tragédia” pressupõe mortos, você devia querer dizer “drama”.
    Quer dizer: manifesta publicamente criticas à política de educação que influenciam os seus colegas…
    As palavras do senhor Esperança Barcelos a esse respeito são bastante esclarecedoras. Leia novamente, o post, sff.

  32. Amok_she diz:

    ‘Tragédia’, meu caro, ‘tragédia’ mesmo! pq se tragédia pressupõe mortos, então é disso mesmo q estamos falando…de ‘mortos’!, porque os homens e mulheres q esta sociedade está a criar mais não são q fantasmas do q pretendiam todas a teorias da educação…da democracia…da liberdade…

  33. Amok_she diz:

    Comentário de Nuno Ramos de Almeida
    Data: 2 Março 2008, 21:21
    (…)As palavras do senhor Esperança Barcelos a esse respeito são bastante esclarecedoras. Leia novamente, o post, sff.

    Palavras são palavras, meu caro…e neste caso, uma frase isolada do contexto nada me diz…tal como o tal ‘escandaloso critério’…aplicado-se à pratica é q eu queria ver os resultados.

    Ag q estas questões e pseudo-discussões apenas estão a servir de armas de arremesso para guerrinhas partidárias, lá isso estão e qt a isso eu digo: bahhhhhhh, q se lixem todos!, essa ñ é a minha guerra!

  34. dsm diz:

    Nuno Ramos de Almeida,

    O que eu afirmo no meu comentário é que, em minha opinião, a ministra não mentiu, foi induzida em erro pela informação que recebeu. Como é possível concluir que eu sou “alguém que não acha grave a ministra mentir no parlamento”?

    O que eu também defendo no meu comentário é que a proposta de inclusão do critério da “fidelidade à política do governo” é da responsabilidade de quem a apresentou e não da ministra. Como é possível concluir que eu não acho grave “um presidente de um grupo de escolas erigir como critério profissional a fidelidade à política do governo”?

    Parece que sim, que é possível; e até é possível partir dessas duas conclusões para uma terceira: estou a “ser cúmplice” de mentiras e perseguições políticas. Nem mais. Nem menos.

  35. Agradeço que falem por mim (e por tantos como eu) . Finalmente esclarecida, já que me informam que estou (devo estar?) a marimbar-me para os meus alunos.
    Não afirmei que não existia uma possibilidade de avaliação ou de avaliadores credíveis; quem o leu assim, fê-lo porque quis e porque assim lhe deu jeito.
    Bom e sério para esta classe – corrijo, para todos os intervenientes – seria que conseguíssemos vermo-nos para além das brumas institucionais. Que não se construíssem barricadas e esfregares de mãos. Por vezes parece uma espécie de catarse para a maioria dos comentadores peritos nas questões da educação que hoje se encontram em cada esquina. Suponho que deste modo se alcance a “excelência” e o “mérito” que anda na boca de toda a gente.
    Não há avaliadores dos docentes? Em cada esquina deste País! Um País de peritos e inspectores, em que todos sabem o que há a fazer e não foi feito. Fala-se de professores mas sem se falar de curriculos, sem se falar em efectivas mudanças no sistema de ensino. Isto sim, é confundir a árvore com a floresta.
    Nada de novo e nada de sério.

  36. Nuno Ramos de Almeida diz:

    DSM,
    Parece a novilíngua: a ministra nunca mente…é “induzida em erro”.
    A política governamental de avaliação não permite perseguições políticas, é mal interpretada pelas bases do partido e do ministério.
    E eu porque acho essas situações anormais sou reaccionário e tablóide.

  37. Os 48 do salazarmarcelismo afinal são 82.

  38. Afinal os 48 de Salazar e Caetano prolganram-se até hoje.
    Já estão em 72 anos.
    È obra!

  39. Amok_she diz:

    A discussão fica inquinada qd cada um apenas lê o q quer e se recusa a ler o outro…

    A discussão fica inquinada qd se usam questões importantes, como a educação, para dirimir guerras politico-partidárias…

    A discussão fica inquinada qd um grupo se toma por vítima e se recusa a qq tipo de auto-crítica…

    Os professores lá terão as suas razões – e teêm-nas em grande medida, mas…não todas! – e, em princípio, qq profissional q se sinta absolutamente infeliz com o exercício da sua função poderá, pelo menos em teoria, mudar para outra…já um pai, ou uma mãe, q vê a educação/formação dos seus filhos completamente estragada por guerrinhas de alecrim&manjerona, por políticas e contra-políticas educativas desastrosas, por experiências de q nc se chega a ver resultados, pois ainda mal ñ acabou uma, já se entra noutra – ou seja mudam-se as moscas, mas… – enfim, a estes pais e filhos a vida ñ dá segunda oportunidade… ninguém volta atrás no crescimento para que os adultos possam corrigir os seus erros de educação, né?!

    Os bons profissionais – q ainda os há! – na classe dos professores q me desculpem, mas…os interesses dos meus filhos são-me mt mais importantes q as suas carreiras, as suas reformas, as suas progressões, as suas avaliações!

    Ag o q ñ se pode negar – pelo menos a quem esteja de boa fé! – é q existe um campo comum de preocupações e esse campo – as condições em q se vive o ensino no nosso país – é q deveria ser defendido por todos – pais e professores – em nome dos verdadeiros destinatários de td isto: os alunos!

    E é isso q eu ñ vejo…qd assisto às queixas dos profs apenas os ouço reclamar pelas carreiras, pelos vencimentos, pelos direitos, pelas queixinhas sobre o comportamento dos alunos, pela ignorância dos pais q vão à escola, pela desistência dos pais q ñ vão à escola, pelo ministério q ñ os respeita, etc.,etc.,etc,…

    Mas, comecei este coment por querer referir as discussões inquinadas…e esta parece-me ter estado desde o início, afinal…

  40. antonior diz:

    Pá ó Pessoal aqui o NRA que publica indignações está disposto a publicar uma lista dos jornalistas a recibos verde com cruzamentos por Grupo. De que é que estão à espera?

  41. Nuno Ramos de Almeida diz:

    antonior,
    Eu não tenho essa lista. Mas você que deve ter acesso a ela,dado a sua colocação, passe-ma.
    Já agora, podia também confirmar se é verdade a forma arguta que o governo “acabou” com os recibos verdes no Estado: há quem diga que passou os ditos cujos a trabalhadores contratados por empresas externas com contratos com o Estado…

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