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hasta la victoria nunca

19 Fevereiro 2008 | por Fernanda Câncio

o nome insinua fidelidade. lealdade. numa confusão muito comum, ele traduziu-o em teimosia, imobilidade e massacre.

estive em cuba em 1991, em trabalho. nunca mais voltei. trouxe a imagem de um desespero mole, resignado, romântico. de um país quase imaginário, apropriado a documentários e novelas, mas não à vida. de rostos resilientes, olhares pesados, dizeres e sorrisos de uma ironia acerada.

bonita, cuba, sem dúvida, com os seus automóveis anos 50 presos por arames e a sua havana desfeita em salitre e festejada no malecon, as suas gineteras de 15 anos, os seus hotéis faustosos e os seus insuperáveis mojitos.

foi lá que ouvi pela primeira — e última, até agora — vez a palavra ’subversivo’ dita por um polícia sul americano, como nos romances das ditaduras de militares e bananas que tinha lido em miúda. ‘este indivíduo é um subversivo’, disse o polícia sem se rir (não estava a gozar) referindo-se ao pobre miúdo filho de um veterinário que eu tinha levado a jantar na bodeguita del medio. e levou-o preso, sem que eu pudesse evitá-lo, apenas porque estava a jantar com uma turista e era proibido, um cubano confraternizar com uma turista (tinha dias, claro — na discoteca a que fui nessa noite, a confraternização entre as cubanas e os turistas fazia-se luxuriantemente, à razão de uns dólares).

tenho ainda a nota encarnada de 5 pesos com a efígie de che, uma nota belíssima que já em 1991 parecia de um filme antigo, uma prop e não uma nota a sério — afinal, em cuba, pouco se pagava já nessa época com pesos, a moeda para tudo era o dólar, apesar de então ser proibida aos cubanos.

este cenário para luas de mel e incursões carnais ocidentais durou até agora e provavelmente durará mais. não o julguei possível, acreditei que não podia ser, que a amargura e a memória de uma revolução traída não poderiam sobreviver mais 16 anos. que a falta de gasolina e de tudo o resto faria o que a desilusão não fizera. enganei-me. muito. tenho pena. as agências de viagem não. enquanto for a ditadura romântica das caraíbas, com a sua miséria charmosa e os seus posters de 10 metros com ‘cuba no se alquila ni se vende’ e ‘hasta la victoria siempre’, a sua baixíssima criminalidade e as suas putas de graça, cuba vende mais.

Comentários

Comentário de jcd
Data: 19 Fevereiro 2008, 14:12

a memória de uma revolução traída

Traída em quê? A revolução é aquilo mesmo, não tem mais nada.

Comentário de xatoo
Data: 19 Fevereiro 2008, 14:18

“as suas putas de graça”
Não me vou alongar muito (nada!) com as suas emoções que subsistem na forma de comichões na crica passadas quase duas décadas.
Apenas lhe faço notar duas aldrabices crassas, ao mesmo nivel da RTPutativa filha Fátima Felgueiras que se prostitui como repórter:
1. em 1991 estava-se em plena crise provocada pela queda da URss com quem a ilha mantinha relações comerciais quase exclusivas. Os responsáveis apelaram a uma campanha de reconversão da economia a que chamaram “Periodo Especial” - “querida” Câncio, leia o livro de João Vilar e Alfredo Duarte Costa, talvez aprenda mais que aquilo que os seus óculos ideólogicos e os bas-fond que frequentou então a deixaram ver.
Nessa época o turismo era residual. Ainda hoje o número de turistas ocidentais em Havana é de cerca de 2 milhões/ano (Lisboa p/e o ano passado teve 5 milhões de visitantes, muitos dos quais leram e fizeram lucrativos contratos com as centenas de putas que anunciam os corpinhos nos jornais diários)
2 “pouco se pagava já nessa época com pesos”. Pudera, a moeda oficial na altura era mesmo o dólar, sabia? (ao qual o peso estava indexado) - o “Peso Convertivel” só passou a ser a divisa nacional a partir da Resolução 80/2004 “por cuanto El Gobierno de EE.UU. ha recrudecido en los últimos meses su guerra económica contra el pueblo de Cuba, dictando nuevas medidas encaminadas a entorpecer sistemáticamente los flujos financieros externos de nuestro país, lo cual causa graves daños y crea serios riesgos para el ejercicio de nuestra normal actividad financiera internacional”.
http://resistir.info/cuba/dolar.html

Comentário de Luis Rainha
Data: 19 Fevereiro 2008, 14:28

Olha que eu estive lá em 2002 e jantei, almocei e tomei copos com um grupo de artistas mais ou menos dissidentes em Cienfuegos, sem levantar uma sobrancelha a polícia algum. Aliás, a patusca instituição dos “paladares” já foi uma privatização da chulice ao turista, com o inevitável convívio por arrastamento.
Isto para dizer que anos mais duros, como o “período especial”, já lá vão há muito.
Um aparte: um escritor que ali conheci (de grande sucesso, aliás: os seus livros eram sempre todos comprados pelo estado…) afirmava viver “da FE”; um acrónimo para “família no exterior”. :-)

Comentário de Sílvia do Carmo
Data: 19 Fevereiro 2008, 15:01

” I know that the regime will try to suppress the truth by all possible means; I know that there will be a conspiracy to bury me in oblivion. But my voice will not be stifled - it will rise from my breast even when I feel most alone, and my heart will give it all the fire that callous cowards deny it… Condemn me. It does not matter. History will absolve me.”
FIDEL CASTRO, 1953

Comentário de CARLOS CLARA
Data: 19 Fevereiro 2008, 15:46

OH! XATOO

Essa sua missão de Mosqueteiro está fora de moda, a não ser que se junte à Zita Duarte sob a égide do sabe-se lá o quê. Eu estive em Cuba nos anos 80 e voltei lá recentemente. Há uma grande diferença! Para o que é esta história de democracia sebenta deixe-os viver que eles estão na maior. É verdade, sim, as putas por lá têm imensa graça. Para quem goste de putas sem graça que fique por cá mas não chateie. Já não digo o mesmo quando as putas de cá roubam o estado para dar aos casinos, ou seja - os nossos bolsos. Lembra-se? - tipo Cuba do antigamente.

Comentário de Luís Lavoura
Data: 19 Fevereiro 2008, 16:04

jcd, traída porque, quando Fidel tomou o poder, perante a passividade cúmplice dos EUA, ele ainda não era socialista. A revolução cubana original era uma revolução nacionalista e anti-corrupção, contra um regime podre. Fidel era um gajo ideologicamente confuso, e muitos dos seus companheiros de armas eram tudo menos socialistas.

A evolução para o comunismo veio mais tarde, a partir de 1960, digamos.

Comentário de Model 500
Data: 19 Fevereiro 2008, 16:25

O 25 de Abril também é uma revolução traída. Todas as revoluções são atraiçoadas.

Comentário de joséjosé
Data: 19 Fevereiro 2008, 17:11

Não era bem esta foto que eu queria nesta fotografia…Seria bom -uma vez por outra - todos beber-mos água dum qualquer ribeiro enlameado…
Ai, ai D. Fernanda, as putas que o mundo dá…

Comentário de abrasivo
Data: 19 Fevereiro 2008, 20:12

Há coisas do caneco!Nem percebo a razão por que me fui lembrar disto. Agora. Mas no dia 25 de Novembro de 1975, perdão, no dia 26, eram já duas da madrugada, dei comigo dentro do Reimar, uma tasca xunga que ficava na Rua do telhal, ali, à Rua das Pretas, em Lisboa. Tinha fome e entrei para comer um bitoque. As putas que lá havia!…

Comentário de Sílvia do Carmo
Data: 19 Fevereiro 2008, 20:49

Pois, havia… Mas já não há!… Agora, só há filhos da(s) puta(s).

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 19 Fevereiro 2008, 21:06

esta caixa de comentários está eivada de observações do mais alto nível. diria mesmo estratosférico. será que a única coisa que interessa a esta gente é se há ou não putas? eu por exemplo acho interessante que em cuba, quando lá estive, houvesse tantas miúdas que iam com qualquer turista apenas para poderem passar uma noite num hotel, tomar um banho com sabonete (não havia sabão, era bem racionadíssimo) e ir com ele às compras numa loja para quem pagava em dólares. mas mais ainda que a poícia prendesse pessoas por serem alegadamente ’subversivas’. mas a culpa deve ser, claro, dos americanos. e do bloqueio.

Comentário de xatoo
Data: 19 Fevereiro 2008, 21:31

Pela forma como responde para disfarçar a má fé que pretendeu induzir sobre Cuba, nota-se que realmente o post, do modo como o escreveu Dona Fernanda, é sobre putas.
Tudo bem, mas veja, e para isso pode-se convocar Baudelaire (ou aqui mais à mão o n/ francófono de serviço António Figueira) “as putas quando chegam a casa e despem a máscara das ilusões em frente ao espelho também são gente capaz de amar”. Para lá dos interesses que representa D. Fernanda (dos patrões ávidos de opas sobre o património público), o que a move contra um povo que se decide por nacionalizar parcialmente a economia para garantir o mínimo no campo dos direitos humanos?

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 19 Fevereiro 2008, 21:47

eh pá. isto é fantástico. acho que tou quase quase a ser apelidada de fascista. serventuária de patrões que querem opas (esta fiquei à nora, mas pronto, devo servir a tanta gente que já perdi a conta e o critério) já cá canta. se soubesse que bastava contar as minhas experiências em cuba para tal milagre, já tinha feito isto antes de saber que aquele hediondo fidel castro vai ‘abdicar’.

Comentário de Sílvia do Carmo
Data: 19 Fevereiro 2008, 23:22

Afinal, as “miúdas” eram, apenas, “subversivas” e não “putas”. Assim, já está melhor…

Comentário de abrasivo
Data: 20 Fevereiro 2008, 0:06

Foi a Fernanda que as trouxe de Cuba. É a sua última frase. Lembra-se? Afinal, talvez seja tudo uma questão de putas. Lá, como cá. Eu, desde aquela noite, 25 de Novembro de 1975, que as vejo movimentar por todo o lado. Cá. É só abrir os olhos.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 20 Fevereiro 2008, 0:54

sílvia, precisa que lhe explique o post? ou os comentários? ou que as miúdas são putas para quem vai a cuba às putas? ou que um país/regime onde a polícia prende alguém com a alegação de que é subversivo é um nojo de país/regime?e já foi a cuba?

esta conversa faz-me lembrar, tal qual, uma outra que tive na brasileira, pouco depois de ter chegado de cuba e de ter publicado a reportagem que lá fui fazer. estava a beber um café com um amigo e sentou-se uma tipa na mesa, que começou a falar da grande reportagem (a revista onde eu trabalhava) e nas mentiras da reportagem sobre cuba, que era mesmo ’só mentiras’. coitada, ficou um bocado aflita quando percebeu que eu, ali à frente dela, era a autora das mentiras. sobretudo porque ela nunca lá tinha posto os pés. tinha uns amigos que lá tinham ido e tinham adorado e não tinham visto nada nada do que eu vi e portanto eu só podia estar a mentir. enfim. há que ter paciência. até porque quem se lixa são mesmo os cubanos.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 20 Fevereiro 2008, 1:00

claro que é indiferente que to start with, or para empezar, uma das grandes críticas que fidel e restantes revolucionários faziam ao regime de bautista era mesmo o de ter transformado cuba num bordel. como me disse uma opositora de castro, ‘agora, temos as putas mais baratas do mundo’. mas isto sou eu a inventar.

Comentário de KConcreto
Data: 20 Fevereiro 2008, 1:59

Bom, se são as “mais baratas do mundo”, algum mérito o homem acaba por ter. Ou não?

Comentário de KConcreto
Data: 20 Fevereiro 2008, 2:16

Vejamos, seria preciso bem mais do que os dedos das duas mãos para contar tudo o que já me contaram sobre Cuba. Ainda assim, é curioso notar que nesses relatos de amigos e conhecidos subsistem alguns denominadores comuns ao texto/experiência de Câncio. E o menor deles não é, objectivamente, a prostituição em Cuba. Aliás, conheceremos todos quem foi à ilha para um turismo muito peculiar. Beber até cair nos resorts tudo incluído; apanhar uns banhos de sol e, claro, colocar uns carimbos no passaporte sexual. Com mais ou menos sabonete, mais ou menos dólares e mais ou menos mojitos não há por onde escapar à realidade. Que ela seja puxada de imediato quando se discute o regime político de Castro já pode ser levado à conta da desonestidade. Nas traseiras do Méridien de Lisboa ou no perímetro em redor do Técnico também há putas. E não consta que vivamos numa perigosa e anacrónica “revolução cubana”.

Comentário de xatoo
Data: 20 Fevereiro 2008, 2:17

não tenha a menor dúvida, que inventa, por maldade; afinal vive disso: da sua ruminação retórica enviesada remunerada. O juizo mais próximo da realidade é o que os leitores fazem de si; não aquilo que diz de si própria.
Como se sabe, a primeira vitima da guerra mediática é a verdade

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 20 Fevereiro 2008, 2:28

consegui finalmente o pleno: ter a direita fundamentalista e a esquerda catatónica em uníssono a acusar-me de escrever mentiras by a price. senhores, eu não mereço tanto.

Comentário de Sílvia do Carmo
Data: 20 Fevereiro 2008, 2:34

Não, não recebo lições da Fernanda Câncio. Muito obrigada.
Talvez não saiba, mas há muito que eu condeno o regime ditatorial de Castro e seus seguidores, bem como o bloqueio norte americano àquela ilha.
Quanto ao problema da prostituição sei que é real, tão real lá como cá. Dizem que por cá devemos ter as “putas” mais “baratas” da Europa. Parece que alguém já se deu ao trabalho de fazer as contas…
Olhe, aqui a meu lado, alguém me diz que o problema dos cubanos, confessado pelos próprios, se resume a isto: pequeno almoço, almoço e jantar. Tá ver…
Brincadeiras à parte, espero que FC continue a indignar-se com as misérias deste mundo, começando pelas nossas, que não são poucas.
Agora, espero que perceba as minhas boutades sobre as suas “putas”.

Comentário de KConcreto
Data: 20 Fevereiro 2008, 4:30

Não, não é o pleno. Para tal seria necessário ter reunido também a direita catatónica e a esquerda fundamentalista. Mas não se abespinhe. Como diria aquele senhor que foi treinador e agora é vitivinicultor ali para as bandas de Palmela, todos sabem(os) daquilo que está a falar

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 20 Fevereiro 2008, 11:33

sílvia, vai-se a ver e não percebi. sobretudo, não percebi o engulho com a referência às putas cubanas no final do meu texto, em que muito claramente falava daquilo que faz o sucesso turístico de cuba. não estava a falar ‘do problema da prostituição’, ‘real lá como cá’. mas pronto, e tal.

ai ainda faltam esses, kconcreto? eu achava que estavam todos. que desilusão.

Comentário de Ana Matos Pires
Data: 20 Fevereiro 2008, 13:10

Curioso, foi exactamente nestes bas-fond que eu estive em Dezembro de 1990… e estes anos todos a pensar que tinha estado em Cuba.

Comentário de Pulha Garcia
Data: 20 Fevereiro 2008, 14:09

Interessante de facto a descricao de Cuba com a qual estou 100% de acordo. Como ainda hoje e’ possivel ser-se de um determinado tipo de esquerda e’ para mim incompreensivel, maxime por confronto com os exemplos practicos e mundanos da aplicacao da teoria. Diria que a extrema esquerda corrompe, e a extrema esquerda comunista corrompe absolutamente.

Comentário de Luis Rainha
Data: 20 Fevereiro 2008, 14:24

Pulha,
A descrição pode ser do seu agrado. Mas já tem uns anitos largos e desde então muito já por lá mudou. Pode até perguntar à AI como está por lá a situação dos direitos humanos; não é aceitável mas está longe do gulag que alguns descrevem. E não anda assim tão mal em termos de desenvolvimento humano.

Comentário de Miguel
Data: 20 Fevereiro 2008, 17:24

Porra, o Xatoo é mesmo chato. Fernanda, faz lá a vontade ao homem: diz que te equivocaste e que Cuba, afinal, é o ultimo reduto da liberdade e o fidel o último reduto da democracia. Não deixa de ser irónico que um país tão desenvolvido, democratica e economicamente, tenha tanta gente a fazer-se ao mar, jogando a vida numa lotaria, para chegar ao país do Satan. Ou que tantos outros, atletas, por exemplo, desertem mal põe os pés fora do país. E não, isso não eram coisas de há uma ou duas décadas. São dos tempos de hoje. Conheci, por exemplo, um treinador da selecção portuguesa de voleibol, que prestou serviços inestimáveis à Pátria cubana, que quando emigrou para Portugal para orientar a nossa selecção, não pôde trazer a família, não fossem eles não voltar mais. Mas, claro, a culpa toda é do embargo.

Comentário de xatoo
Data: 20 Fevereiro 2008, 17:24

que coincidência interessante
o Pulha assina por baixo da Ana Matos Pires

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 20 Fevereiro 2008, 18:20

coincidência verdadeiramente notável e inesperada é xatoo, ela ou ele, escrever num blogue cujo título é ‘cuba - uma espinha cravada na garganta do império’. maravilha.

Comentário de joséjosé
Data: 20 Fevereiro 2008, 19:08

Com tanta discussão filosófica á volta de cuba,direitos humanos, liberdades, “putas”, etc… não se esqueçam tb dos “putos” portugueses, esses mesmo que continuam diáriamente á espera de alguém no parque eduardo VII, no funchal ,na vila turistica de câmara de lobos ou um pouquinho mais acima no miradouro… Como diria o compadre : Encherguem-nos PORRA!!!

Comentário de João Grade
Data: 21 Fevereiro 2008, 2:39

Vocês porventura sabem que um dos maiores génios do Xadrez, José Raul Capablanca, era Cubano?
Deixem as putas p´ra lah. A coisa eh delas, dão a quem quiser.

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Data: 22 Fevereiro 2008, 12:47

[...] não mandamos em quase nada, mandamos nas nossas vidas (pelo menos alguns de nós). Ao ler o post da Fernanda Câncio sobre o adeus de Fidel, recordei-me de uma das primeiras decisões que tomei quando o dinheiro permitiu: não gastar o [...]

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