matt bai e o seu livro

este rapaz e um outro chamado matt stoller…são interessantíssimos, a sério…bem, uhmm,  sei lá…só uma ideia! São muito mais interessantes do que o Baudrillard, o Zizek e o Josézinho (é cá da rua) juntos!  O Jacques que me perdoe. O Zizek não precisa de perdoar coisa nenhuma. Provavelmente (eu) não compreenderia o perdão. Mais tarde, ser-me-ia explicado que isto é, afinal, o perdão.( a não compreensão do perdão é o perdão, espero que compreendam o meu dilema )  O homem deixa-me à beira de um ataque de nervos. Fico nervoso com o seu nervosismo. Contagiado. Bolas, apetece-me oferecer-lhe uma gigantesca garrafa de champagne.  Talvez consiga conter toda aquela perspiração com a ajuda dos  Bollinger (sim, acertaram, penhorava o carro para calar o gajo) ehheh eh eh e he he heh eh  O Baudrillard exige requisitos especiais como, por exemplo, a telepatia. Hesito, portanto.  Sempre fui um pragmático. Nada a fazer.      

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

9 respostas a matt bai e o seu livro

  1. Luis Rainha diz:

    Um dos problemas do Baudrillard era que ele deixava sempre transparecer o seu fascínio com o terrível mundo de simulacros que inventava/descrevia…

  2. ezequiel diz:

    Caro Luis,

    para ser sincero, nunca prestei muita atenção ao Baudrillard e á sua trupe…
    sempre os achei uns histéricos he ehehhe eh h
    Há aqueles que, vendo a floresta, perdem-se entre as arvores
    E há os que vendo as arvores, perdem-se na floresta

    Eu sempre pensei, cá com os meus botanzinhos, que o Jean não via as arvores e não sabia em que floresta é que estava…uma chatice! O homem agarra-se a uma simples metáfora, transforma-a numa realidade, acredita no seu sonho matinal, enfim…um desastre! E o que mais me chateia é que para chegar a uma ideia interessante (o jeanzinho é rapaz criativo) temos que percorrer um percurso de obstáculos, com e sem cavalo a saltar por cima de javalis lunáticos. 🙂 ehe he heh eh eh eh

    Não teria o menor interesse em que o Jean fosse a primeira pessoa que eu apanhasse pela frente, logo depois de acordar. Pensaria: porra, cá está o Jean,que chato da porra, varre-me esta porta….chuú jean, fora daqui! Um homem que confunde o real com o simulacro não pode estar bom da meloa. Não pode. Não pode não. O jean e toda a sua família deveriam ser exilados para um gulag na Sibéria, região propícia à reflexão filosófica (prolongada, aprofundada com electro boggie incluído)

    buenas noches comancheros

  3. ezequiel diz:

    Há aqueles que, vendo a floresta, perdem-se entre as arvores
    E há os que vendo as arvores, perdem-se na floresta

    não tenho que me preocupar com direitos de autor

    esta é uma expressão popular (não fui eu que a inventei, most evidently)
    agora é que é

    sinto as pálpebras a bater nos queixos

  4. João Galamba diz:

    “O Zizek não precisa de perdoar coisa nenhuma. Provavelmente (eu) não compreenderia o perdão”

    esta é absolutamente deliciosa…

  5. Luis Rainha diz:

    O homem tem prosas fascinantes; o problema é que é o tipo de fascínio que se sente ao ver um filme do “Matrix”: é fun, bem feito, mas não tem nada a ver com o nosso mundo. Já agora, se tiveres pachorra, escrevi umas tretas sobre o homem aqui. E, a propósito da sua morte (e de umas tontices da Inês Pedrosa), aqui.

  6. ezequiel diz:

    sim, acredito que consideres isto delicioso…até o Papa diz que o Slavoj é um moesensaft anacrónico!!he hehe heh 🙂

  7. ezequiel diz:

    Caro Luis,

    não sou um especialista em Baudrillard ( nunca senti muito interesse pelos enraivecidos de nanterre) e nunca ouvi falar das tontices da Inês. 😉

    mas terei muito gosto em ler os teus textos.

    cumprimentos imanentes
    ezequiel

  8. ezequiel diz:

    gostei.

    o prob (do Baudrillard, o teu texto está excelente) central, a meu ver, está aqui:

    “Neste mundo arbitrário e náufrago de qualquer “realidade” natural, as permutações dos signos, das imagens e de outras formas de simulacro ocorrem de forma caótica, com inteira liberdade dos seus significados e referentes antigos.”

    Momentos depois, quando ele invoca o conceito de alienação (que tu apresentas no teu texto: alienação de quê?) as coisas correm-lhe mal. A alienação que ele menciona pressupõe uma relação intima do real com o simulacro. Ou seja, não há um verdadeiro divorcio. A “alienação” marxista faz muito mais sentido.

    mas, como disse, não sou um perito na matéria.
    mera opinião, rien plus.

    cumps
    ezequiel

  9. Luis Oliveira diz:

    [ rien plus]

    “Rien ne va plus”? Ou “Rien de plus”? Ou abuso lúdico das normas transversais às sintaxes latinas?

Os comentários estão fechados.