Ceci n’est pas un post

Tenho andado bem acompanhado no silêncio pela Inês. Ela pelas suas razões, eu pelas minhas. Coisas da vida, diria sabiamente o povo. Mas a verdade é que me deixei arrastar para este antro e não queria deixar mais tempo em branco o meu cartão de agradecimento e temor: Senhores, eu não sei se sou digno de estar em vossa companhia. Mas dizei uma só palavra e a minha alma não ficará parva. Ou então não digam nada.

Não sei dizer mal do Governo tão bem como vocês. Não sei dizer tão bem os males do mundo. Não sei contar nem cantar tão bem as suas maravilhas. Não penso como pensarão uns ou outros, e se calhar às vezes até nem penso. Ao menos venho aqui dizer que existo. Não sou um garimpeiro da Net como muitos de vós, e no momento em que escrevo nem sei se vou ser capaz de publicar isto convenientemente – se o estiverem a ler, é porque afinal ainda consigo aprender a arranhar línguas, e peço que partilhem um pouco da minha excitação por isso. A página que se me abriu contém imensos botõezinhos que não faço ideia para que servem,e expressões (“slug”, “tag”, “categorias”, “trackbacks”) que não faço ideia do que significam. Mas cá estarei sempre que a tanto me ajudarem engenho e arte.

Obrigado, bem hajam e seja o que Deus quiser.

 

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