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O que pode Hilary fazer?

13 Fevereiro 2008 | por João Pinto e Castro

Tenho-me deparado com alguns debates na internet, às vezes curiosos, outras desarmantes sobre o que Hilary deveria fazer para recuperar o controlo da agenda mediática.

Muitas pessoas recomendam lágrimas cirurgicamente programadas ou, melhor ainda, abraços e beijinhos a crianças de bairros pobres para recordar o muito que algumas dessas comunidades devem à administração Clinton.

Os mais perspicazes fazem notar que o grande problema de Hilary é a sua cobertura mediática. (Quem assiste às transmissões da CNN - já não falo da Fox - nas noites das votações percebe o que estou a dizer.) Mas ela só é notícia quando insulta jornalistas nas conferências de imprensa.

Que fazer então? Eis a ideia mais genial que encontrei: Dump Bill! (Dá um chuto no Bill!)

O mais cedo possível, Hilary convoca a imprensa para anunciar ao país que decidiu divorciar-se do marido. De um só golpe, liberta-se da presença tutelar do trampolineiro e adúltero Bill conservando a experiência que já tem, e assume-se por fim como uma mulher moderna, verdadeiramente independente e livre de uma relação humilhante.

Hilary, uma mulher fria e calculista? Chegou o momento de prová-lo.

Comentários

Comentário de Maria João Pires
Data: 13 Fevereiro 2008, 11:52

:-) sem comentários.

Comentário de me
Data: 13 Fevereiro 2008, 14:00

«e assume-se por fim como uma mulher moderna, verdadeiramente independente e livre de uma relação humilhante.»

Como é?
A Hilary, porque permance casada com Bill, não é uma mulher verdadeiramente moderna, independente e arrasta-se numa “relação humilhante”?
Eis uma análise que, no mínimo, ter-se-á de convir, puxa para o básico.

(Se era um texto humorístico, não percebi.)

Comentário de Luis Rainha
Data: 13 Fevereiro 2008, 14:40

Too late, baby.

Comentário de João José Fernandes Simões
Data: 13 Fevereiro 2008, 14:40

Existem ideias, sobretudo as geniais, que só podem ser de idiotas, tais como «Eis a ideia mais genial que encontrei…»
E «se era um texto humorístico», também «não percebi»!

Comentário de M. Abrantes
Data: 13 Fevereiro 2008, 15:51

“assume-se por fim como uma mulher moderna, verdadeiramente independente e livre de uma relação humilhante”.

João, conhece aquela lista “aventureiro=homem empreendedor, etc; aventureira=puta; boémio=(…)”?

Vou dar-lhe uma novidade: foram os americanos que a inventaram.

Comentário de Maria João Pires
Data: 13 Fevereiro 2008, 16:08

“L’ironie, c’est la gaieté et la joie de la sagesse.” disse, e muito bem, Anatole France.

Comentário de João Pinto e Castro
Data: 13 Fevereiro 2008, 22:39

“Se era um texto humorístico” - boa piada… Seja como for, vou a correr telefonar à Hilary para a informar de que o resultado do focus group foi negativo, antes que ela se precipite e faça alguma asneira.

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