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quantas viagens a fátima, e de rojo, valerá este comentário?

9 Fevereiro 2008 | por Fernanda Câncio

‘Carmex Diz:
Fevereiro 8, 2008 at 5:08 pm

Em todo o caso a vizinha de cima da FC é uma grande amiga minha vai para mais de vinte anos, e se esta “jornalista” me incomodar muito ainda acabo aqui no Farmácia a revelar os visitantes da FC, o aparato que os rodeia, o que se ouve (e sem esforço) no andar de cima (a casa é antiga, ouve-se tudo), os hábitos de colocação de lixo, e demais curiosidades, todas reais e verificáveis , da FC. É que não tenho paciência para hipocrisias.’

(escrito pela maria joão marques, aka carmex, no seu blogue e no comentário número 20 a este seu post que já referira abaixo, umas horitas antes deste quase tão igualmente extraordinário mea culpa. nas palavras imortais da ana matos pires, quem é esta gente?)

Comentários

Comentário de ernesta
Data: 9 Fevereiro 2008, 3:03

ai o inferno, fernanda, o inferno…. e a culpa é tua, ja sabes, que como um tipo que conheço diz, a mim, e a ti de certeza que também, a inocência fica tão bem como ao Padre Frederico…

(mas faz-me um favor, que já que lá vais parar de certeza também não perdes nada. diz-lhe olá está boa, ou sei lá, pergunta-lhe as horas, que a Mrs Hide ainda não foi completamente solta pela Dr.ª Jekyll e o show must go on….)

Pingback de Já houve racções « Farmácia Central
Data: 9 Fevereiro 2008, 3:12

[...] 9, 2008 Já houve racções Posted by Carmex under Ansiolíticos   Pois é Fernanda, veja bem a quantidade de coisas desagradáveis ou curiosas que sei eu sobre si e nunca me deu para [...]

Comentário de Catarina
Data: 9 Fevereiro 2008, 3:25

Essa senhora que se dá pelo nome de carmex é bem pior que uma louca. Uma mulher com mentalidade de porteira de esquina. Quem faz ameaças desse nível perdeu por completo a credibilidade que eventualmente poderia ter.

Comentário de João G.
Data: 9 Fevereiro 2008, 4:41

meter o aborto ao barulho era mais que previsível, desenterrar (salvo seja) a doutora patrícia lança é só de mau gosto, mas há uma insinuação gravíssima que me parece crucial que seja esclarecida:

a fernanda câncio não separa o lixo, é isso?

Comentário de Maria João Pires
Data: 9 Fevereiro 2008, 7:35

Será joão, será?sacrilégio! :-)

Comentário de dário
Data: 9 Fevereiro 2008, 10:15

O que é isto?? Não acredito (!) que acabei de ler o que acabei de ler…
Isso é tudo influência da sua tão inspiradora religião, Carmex?? Fiquei “tocado”…

f., parece que a máscara caiu por completo. “Quem é esta gente?”

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 9 Fevereiro 2008, 11:31

acredita, dário. they live.

joão g., pelo contrário. sou mesmo a chamada louca da reciclagem.

Comentário de Maria João Pires
Data: 9 Fevereiro 2008, 11:33

And Carpenter rules?

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 9 Fevereiro 2008, 11:43

it seems.

bom, para quem andar distraído, e anda muita gente distraída, ou se reger nestas matérias por livros que não os das leis laicas, aqui vai uma informaçãozinha:

ARTIGO 192º, Código Penal

Art. 192º Devassa da vida privada

1 Quem, sem consentimento e com intenção de devassar a vida privada das pessoas, designadamente a intimidade da vida familiar ou sexual:

a) Interceptar, gravar, registar, utilizar, transmitir ou divulgar conversa ou comunicação telefónica;

b) Captar, fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem das pessoas ou de objectos ou espaços íntimos;

c) Observar ou escutar às ocultas pessoas que se encontrem em lugar privado; ou

d) Divulgar factos relativos à vida privada ou a doença grave de outra pessoa;

é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 240 dias.

Comentário de Maria João Pires
Data: 9 Fevereiro 2008, 11:45

A propósito, “Margaritas ante porcos” é o desporto preferido da Fuckit, já repararam?

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 9 Fevereiro 2008, 11:46

claro que este tipos de leis só servem para tornar claro aquilo que devia ser evidente e para punir quem desconhece decências básicas. mas é porque essa gente existe, como fica provado, que a lei é necessária.

Comentário de David Fernandes
Data: 9 Fevereiro 2008, 12:01

Não tenho bem a certeza sobre o que raio se passou, mas cara Fernanda, permita-me a informalidade, a devassa da vida privada é coisa constante no que toca à das figuras públicas. Vou repetir: constante. Se alguma coisa deve ser revelada, a maior parte do que se diz é apenas um nojo, da escrita e dos “profissionais” que a produzem.

Quanto ao ponto: a amiga da vizinha que, imaginei eu, a tem ouvido a si louca de prazer aos gritos (a questão do lixo, enfim, ignoro porque desinspira) debaixo deste e por cima daquele, a essa, diria eu se fosse a FC: caguei e andei; a inveja é uma coisa muito feia.

Resumindo: não merece tanto cuidado.

Pingback de A privacidade, esse direito absoluto para alguns « Farmácia Central
Data: 9 Fevereiro 2008, 12:05

[...] under Alucinógenos   Há quem esteja muito incomodado com o teor dum meu comentário que a Fernanda Câncio transcreveu no seu blogue. Curiosamente os mesmo que aqui me deixam apelos à pancadaria (mas permanecendo curiosos, claro, [...]

Comentário de David Fernandes
Data: 9 Fevereiro 2008, 12:07

Já agora peço-lhe um esclarecimento, se o souber dar: há alguma coisa no código civil, ou jurisprudência posterior, que diga que o artigo 192 não se aplica a figuras públicas. É que se não há …

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 9 Fevereiro 2008, 12:24

caro david fernandes, o artigo 192ºtem um número 2:

2- O facto previsto na alínea d) do número anterior não é punível quando for praticado como meio adequado para realizar um interesse público legítimo e relevante.

‘interesse público legítimo e relevante’, portanto.

Comentário de Piscoiso
Data: 9 Fevereiro 2008, 12:45

Fui à Farmácia Carmex
E vi tudo arrumadinho
Mas no balcão em tampex
Havia nódoas de vinho

Comentário de fatimarosado
Data: 9 Fevereiro 2008, 13:08

Estou chocada. Há gente muito ordinária que não olham a meios. Nunca pensei que em pleno seclo xxi, pessoas supostamente civilizadas se sirvam da vida privada das pessoas como arma de arremesso. Lamento.

Comentário de José Nunes
Data: 9 Fevereiro 2008, 14:36

O texto de Carmex, que convém recordar se chama MARIA JOÃO MARQUES e cujos textos também podem ser lidos no blogue da revista Atlântico, é um dos mais deliciosos suicídios de carácter que vi nos últimos tempos.

Se não fosse uma triste reveleção do pior que a natureza humana é capaz de produzir, seria uma cena absolutamente hilariante.

E é caso para dizer “continua assim que deves ter muitos amigos” (especialmente a vizinha de cima da Fernanda Câncio.).

Comentário de tric
Data: 9 Fevereiro 2008, 15:28

a fernanda câncio conheçe esta lei

Constituição da República Cristã de Portugal

artigo 24

A VIDA HUMANA É INVIOLÁVEL

Comentário de maria
Data: 9 Fevereiro 2008, 16:33

Cara Carmex, já reparou que a FC assina aquilo que escreve, seja opinião ou não ou tenha ela a vida privada que lhe apetecer. Isso é o contrário de hipocrisia. E esse desassombro, tão raro no jornalismo, que a incomoda? Pelo que escreve, parece que sim. Que vidinha deve ser a sua capaz de a levar a vomitar aquele post 20… Trate desse fígado! Sou jornalista não não sou corporativista; trabalho no DN mas nunca falei com a FC; é raro intervir na blogosfera mas desta vez faço-o apenas para lhe dar um conselho - confie num jornalista que não é neutral. É nesses que deve confiar. Ele só precisa de ser independente. Está a ver a diferença?

Comentário de maria
Data: 9 Fevereiro 2008, 16:47

Um PS, da responsável pelo comentário anterior. Moro num primeiro andar. Caso no segundo piso habite uma amiga sua, Carmex, e para que a denuncia do que se passa na minha casa possa ser devidamente feita em praça pública, aqui vai o meu nome - Alexandra Tavares Teles.\

Comentário de Luís Lavoura
Data: 9 Fevereiro 2008, 17:23

Você, Fernanda, ameaçou-a com um processo em tribunal, e ela retribui. As duas ameaças são de igual mau gosto. Estão uma para a outra.

Comentário de Carlos Fernandes
Data: 9 Fevereiro 2008, 17:57

Afinal “quem não se sente nao é filho de boa gente”, como diz o ditado, e até pelas reacções dos visados mostra que as críticas tinham razão de ser. A Dra. Maria João Marques, disse aquilo que muita gente, tal como eu, subscreve, isto é, muitos “jornalistas”, hoje em Portugal, são uma vergonha, sempre a pretender manipular e influenciar (no caso é para a esquerda, mas por causa das “merdas”, diria o mesmo caso fosse para a direita), e tentando fazer opinião disfarçada sob a capa e o disfarce de informação!

Comentário de ernesta
Data: 9 Fevereiro 2008, 18:56

Luis Lavoura,

acho que já li o seu comentário as vezes suficientes para ter a certeza que não me enganei. igual mau gosto? ameaça de tribunal?
A Carmex cometeu não um, mas dois crimes. A fernanda, que eu tenha reparado, limitou-se a invocar um direito - o direito de apresentar uma queixa crime. Por muita vontade que tenham de transformar numas bocas inconsequentes o que ela disse, a carmex fez afirmações públicas difamatórias, pelo seu conteúdo, da Fernanda. Não estava a fazer humor, será que o conseguiria?, estava, na plena posse das suas faculdades, que podem não ser muitas mas são as que tem, a afirmar que uma jornalista aceita “encomendas” do poder e que faz passar como informação o que seria propaganda. A seguir ameaça. Coage, ou, pelo menos tenta coagir. “se não te calas eu abro a boca”… mesmo que a fernanda tivesse cometido um crime e a carmex soubesse, isto seria sempre coacção. Outro crime, sabe? mas a carmex vai mais longe e não a podendo acusar de comer crianças ao pequeno almoço, ameaça revelar a que horas e com quem e com que música a fernanda toma o pequeno almoço lá em casa. isto seria só infinitamente triste se não fosse também grave. mostra, de imediato, que a carmex e as amigas se divertem imenso, desde há vinte anos pelo menos, a falar da vizinhança. trocam segredinhos como quem troca cromos e guardam-nos, religiosamente de certeza, para o que der e vier. grave porque se não corresse o risco de me confundirem com o mendes bota diria que isto é pidesco. assim digo que espero que a carmex só escreva numa farmácia e não trabalhe numa, que já a estava a imaginar colada ao telefone com a amiga “sabes que o malandro do sr. pinto tem sida e a viúva do carlos anda a tomar a pílula?”
A carmex difamou a fernanda e a seguir tentou coagi-la. espero que a fernanda lhe explique que já podiam ser dois processos crime, que gostaria de, a seguir, ver a carmex a ameaçar que lhe parte as pernas ou que a põe a servir de comida para os peixinhos do rio. Pode ser que assim o Luís perceba a diferença nas atitudes.

(tric, não resisto. conhece este:

Artigo 73.º
(Educação, cultura e ciência)

1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida colectiva.
(…)

não lhe peço que aproveite tudo, que acredito que seja demais, mas veja lá se, pelo menos, aproveita o direito à educação e aprende a escrever sem erros ….)

Comentário de jaime roriz
Data: 9 Fevereiro 2008, 19:46

Artigo 192.º
Devassa da vida privada
1 — Quem, sem consentimento e com intenção de
devassar a vida privada das pessoas, designadamente a
intimidade da vida familiar ou sexual:
a) Interceptar, gravar, registar, utilizar, transmitir ou
divulgar conversa, comunicação telefónica, mensagens de
correio electrónico ou facturação detalhada;
b) Captar, fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem
das pessoas ou de objectos ou espaços íntimos;
c) Observar ou escutar às ocultas pessoas que se encontrem
em lugar privado; ou
d) Divulgar factos relativos à vida privada ou a doença
grave de outra pessoa;
é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de
multa até 240 dias.
2 — O facto previsto na alínea d) do número anterior
não é punível quando for praticado como meio adequado
para realizar um interesse público legítimo e relevante.
Como de pode ver pelo artº 192º do Código Penal, o procedimento criminal não depende de queixa. Portanto dêm-me o nome dessa energúmena que eu próprio faço queixa. A tentaiva não é punível.

Comentário de jaime roriz
Data: 9 Fevereiro 2008, 19:52

Caro david fernandes, o artº 192º que a fc citou é do código penal não é do código civil. São coisas muito diferentes. O código penal é o direito “ultima ratio”. São aqueles bens que o legislador entendeu necessitarem de uma tutela tão forte que só seriam garantidos pela ameaça da privação da liberdade.
Explicando melhor. Código civil=dinheiro; Código penal=prisão.

Comentário de jaime roriz
Data: 9 Fevereiro 2008, 19:59

fernanda maria, do meu ponto de vista este caso enquadra-se no espírito do artº 153º do Código Penal “ex-vi” artº 192º
Artigo 153.º
Ameaça
1 — Quem ameaçar outra pessoa com a prática de crime contra a vida, a integridade física, a liberdade pessoal, a liberdade e autodeterminação sexual ou bens patrimoniais de considerável valor, de forma adequada a provocar -lhe medo ou inquietação ou a prejudicar a sua liberdade de determinação, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.
2 — O procedimento criminal depende de queixa.

É claro que aqui o procedimento criminal depende de queixa e da consituição de assistente por parte do queixoso e ainda do pagamento de uma taxa de justiça no valor de 190 Eur.

Comentário de João G.
Data: 9 Fevereiro 2008, 20:00

ah, bom! ecoponto rules, ufacalívio!

(a pergunta era assim mais ou menos a dar para o retórica e irónica. é que fiquei bastante intrigado com o que raio serão “hábitos de colocação de lixo”?)

Comentário de João G.
Data: 9 Fevereiro 2008, 20:02

hmmm,

a maria joão carmex é a doutora patrícia lança?

Comentário de tric
Data: 9 Fevereiro 2008, 20:22

“Artigo 73.º
(Educação, cultura e ciência)

1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida colectiva.
(…)

não lhe peço que aproveite tudo, que acredito que seja demais, mas veja lá se, pelo menos, aproveita o direito à educação e aprende a escrever sem erros ….)”

quer ver eu a escrever sem erros…

- salazar foi o maior ditador da história de portugal , mandou quase metade do povo para a choldra
- viva o aborto
-casamentos gays já!!!
-sou a favor da adopção de crianças por parte da gayada
-Zapatero é um iluminado
-Mário Soares é o maior democrata português
-primeiro-ministro José Socrates é um grande engenheiro e projectista
-a fernanda câncio é um exemplo de jornalismo
-etc

tá a ver, como sei escrever sem erros…

Comentário de ernesta
Data: 9 Fevereiro 2008, 20:38

pois, falta-lhe é a gramática, meu caro, mas continue que foi um bom esforço.

Comentário de JA
Data: 9 Fevereiro 2008, 21:13

Bolas……agora é que percebi porque é que as telenovelas ainda andam por essa terra…..brrrr, que frio.

Pingback de “Common sense and not bravado.” « Farmácia Central
Data: 9 Fevereiro 2008, 22:09

[...]   Ontem ainda coloquei esta questão no plano das brincadeiras, porque tendo em conta o que a Fernanda Câncio escreve das outras pessoas, como utiliza os seus artigos no DN e as suas colunas de opinião e os [...]

Comentário de Maria Marques
Data: 9 Fevereiro 2008, 22:57

Cara Fernanda, Hoje a meio da tarde (só escrevo agora por dificuldades operativas) passou-me a irritação de ontem e caí em mim e percebi o feio que foram estas minhas palavras de ameaça de revelar “coisas” sobre a FC. Peço-lhe desculpa e pode acreditar que estou profundamente envergonhada comigo por me ter saltado a tampa desta forma. Nunca fiz alusões à sua vida privada (de coisas soltas que a P. de vez em quando comenta quando falamos de vizinhos) e não o farei agora. Caso haja processo, serão levantadas as questões pertinentes à minha defesa nas instâncias próprias e não no Farmácia ou na comunicação social.

Comentário de amok_she
Data: 9 Fevereiro 2008, 23:44

««Comentário de Maria Marques
(…)Caso haja processo, serão levantadas as questões pertinentes à minha defesa nas instâncias próprias e não no Farmácia ou na comunicação social.»»

Boa!, ela pede desculpas mas sempre vai repetindo as ameaças…’se abusas meto a boca no trombone’…pois!, a gente entende…:=>

E alguém nomeou pr’aí uma qq República Cristã de Portugal…sonhei, ou…onde fica isso?????

Sinceramente, nc sei mt bem como lidar com gente deste calibre…depois de passadas as primeiras ondas de ira, fico sempre a pensar q o desprezo é a melhor resposta…o pior é q gente ressabiada fica ainda pior qd se sente desprezada e às tantas uma pessoa corre o risco de se ver sem direito à privacidade, tanto mais se é figura pública…q tal uns bons tabefes, nela e na vizinha, assim à socapa tá bom de ver, senão lá se tem de aguentar com o processo de agressão e de vítima passa-se a criminoso…por estas e por outras é q me parece andar, aos poucos, a perder a minha mania de ser pacifista…

Comentário de Paulo Pinto
Data: 9 Fevereiro 2008, 23:45

“Cara Fernanda”, terei lido eu?? Ena, é o que se chama engolir um sapo. Ou engolir litradas do próprio fel. Uma lata do tamanho do mundo. Uma hipocrisia sem nome. Os americanos chamam ao seu procedimento “shit in the fan”. E logo que viu o sarilho pela proa, passou-lhe logo a veia pseudoblogojusticeira e vem rastejar (como os vermes) a ver se passa e se não se mete em complicações. Eu cá fazia penitência, e das grossas. Vamos fazer uma vaquinha para comprar um cilício big-size para a madama?

Comentário de Paulo Pinto
Data: 9 Fevereiro 2008, 23:48

Ah! Aquilo é o célebre “comentário 20″. Alguém leu o 32?

“Carmex Diz:
Fevereiro 9, 2008 at 2:20 am
Renato Menezes, pois olhe, paciência. Mas sabe, ao contrário do que gostaria a FC, neste caso eu não daria a outra face. E onde está o mal de relatar acontecimentos verdadeiros e apercebidos (e não procurados) por outros na sua vivência normal, que de resto a FC não esconde?”

Comentário de David Fernandes
Data: 9 Fevereiro 2008, 23:51

“confie num jornalista que não é neutral. É nesses que deve confiar. Ele só precisa de ser independente. Está a ver a diferença?”, Maria.

Eu não estou. Mas eu sou estúpido, nada neutral, autista e muito independente; confie em mim.

Estamos todos fartinhos de jornaleiros; haja paciência.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 10 Fevereiro 2008, 0:14

recordando, de um post uns posts abaixo:

‘agem como quem crê ou que os alvos da difamação não vão tomar conhecimento ou que apesar de deles fazerem o retrato (reiteradamente, aliás até à obsessão) mais pavoroso eles são na verdade pessoas tão superiores e de sentimentos tão elevados que não lhes ocorrerá defenderem-se através dos meios postos à sua disposição pelo sistema judicial. a isto pode-se, com grande rigor, chamar estupidez’

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 10 Fevereiro 2008, 0:15

recordando, do título deste post:

‘quantas viagens a fátima, e de rojo?’

Comentário de ernesta
Data: 10 Fevereiro 2008, 0:24

muitas, minha amiga, muitas…. até os joelhos ficarem em sangue.

Comentário de maria
Data: 10 Fevereiro 2008, 0:57

Caro David Fernandes - claro que não percebe. Nem nunca há-de perceber. Também, é absolutamente irrelevante.Mas eu repito - Independente,sempre; neutral, nunca!

Comentário de ernesta
Data: 10 Fevereiro 2008, 1:37

maria,
há muitos anos atrás trabalhei com um câmara que me mostrou que nem a filmar podia ser neutro - bastava a escolha do ângulo para a neutralidade se ir. A indendência, como bem dizes, é assunto diferente.

Comentário de David Fernandes
Data: 10 Fevereiro 2008, 1:47

Maria, isso que diz é uma daquelas coisas que se dizem, que podem dizer tudo o que se quiser.

Percebo que não-neutralidade significa ter vontade, opinião, uma maneira própria de ser e ver. Percebo também que independente significa não ter “credores”. Muito bem; o que é que isso diz do bom ou mau jornalismo? É isso que eu não entendo.

Comentário de David Fernandes
Data: 10 Fevereiro 2008, 1:48

Quanto ao facto de um jornalista achar absolutamente irrelevante um seu leitor perceber ou deixar de perceber é absolutamente relevante.

Comentário de rvn
Data: 10 Fevereiro 2008, 3:23

f,
Triste, profundamente triste e mesquinho. Vil, acho que é o termo. Lamento e deixo a solidariedade possível de quem já provou dessa água. Várias vezes.

Comentário de rvn
Data: 10 Fevereiro 2008, 15:11

ernesta,
É, as autarquias são sempre pouco neutras nos ângulos que esciolhem.

Comentário de maria
Data: 10 Fevereiro 2008, 16:04

Diz isto, david - que o bom ou mau jornalismo, na minha modestíssima opinião, se distingue, sobretudo, por aí - pela honestidade de assumirmos “uma maneira de ver”, como diz. Um jornalista não é juiz, não é cego nem deve ter uma balança na mão. Deve ser livre e deve escrever sem dever nada a ninguém e sem deixar que ninguém lhe deva nada. Como digo, na minha modestíssima opinião.

Comentário de maria
Data: 10 Fevereiro 2008, 16:41

quanto ao ser relevante perceber ou não. Aprendi há 20 anos, como candidata a estagiária de jornalismo, que o prontuário ortográfico e o diccionário de sinónimos são tão importantes na nossa vida profissional quanto o telefone ou o computador - na altura, máquina de escrever. Aqui estão eles ao meu lado. Nada posso fazer quando as pessoas não percebem apenas porque não querem.

Comentário de maria
Data: 10 Fevereiro 2008, 16:44

quanto ao ser relevante perceber ou não. Aprendi há 20 anos, como candidata a estagiária de jornalismo, que o prontuário ortográfico e o diccionário de sinónimos são tão importantes na nossa vida profissional quanto o telefone ou o computador - na altura, máquina de escrever. Aqui estão eles ao meu lado. Nada posso fazer quando as pessoas não percebem apenas porque não querem. Aí, realmente, torna-se irrelevante.

Comentário de ernesta
Data: 10 Fevereiro 2008, 16:56

rvn,

“câmara

do Lat. camera < Gr. kamára

s. f.,
compartimento de uma casa;
quarto de dormir;
conjunto de vereadores;
conjunto de deputados eleitos pelo povo;
conjunto de pelouros que constituem a administração municipal;
edifício onde se reúne a vereação ou a assembleia legislativa;
aparelho para fotografar ou para filmar;
tribunal eclesiástico;
a parte inferior das armas de fogo, onde se coloca a carga e a bala;
(no pl. ) diarreia;
Fís.,
compartimento fechado, com um pequeno orifício circular numa das paredes, de forma a que na parede oposta se forme a imagem real e invertida dos objectos exteriores.” Dic. online Priberam

Será que as autarquias entroncam nalgum ângulo que não estou a ver ou está a discutir acentos? ou serão assentos?

Comentário de ernesta
Data: 10 Fevereiro 2008, 17:06

Já agora acho que esta figura de estilo, em que se toma a parte pelo todo, se chama “metonímia” mas aqui reconheço que posso estar enganada, que a gramática nunca foi o meu forte.

Comentário de Sílvia do Carmo
Data: 10 Fevereiro 2008, 18:31

Não sei porque F.C. se dá ao incómodo de interpelar tal gentinha e seus costumes. Esperava mais sabedoria…

Comentário de filipa
Data: 10 Fevereiro 2008, 19:11

Qual é que é o problema da senhora carmex (que nem é nada bom para os lábios diga-se de passagem, absolutamente overrated, recomendo o Reve de Miel da Nuxe [afirmação independente não neutral], também disponivel em farmacias) afinal?
A fc não come bio? Vai às compras no Lidl? Não compra sapatos made in Portugal? C’est ça la question?????

Uma pessoa que é de esquerda não pode ter um shoe fetish…
“É que eu não tenho paciência para hipocrisias”

Comentário de rvn
Data: 10 Fevereiro 2008, 23:20

ernesta,
Tem toda a razão, claro. Esta minha cabeça… Muitas desculpas.

Comentário de ernesta
Data: 11 Fevereiro 2008, 0:08

flick flack, artista… flick flack.

Comentário de António Figueira
Data: 11 Fevereiro 2008, 2:02

Chego tarde a esta discussão (culpa de um fim-de-semana cheio de trabalho) mas ainda gostava de dizer 3 coisas:
f, que fizeste muito bem em pôr este comentário inqualificável “no ar”;
2, que gostava muito de saber se o/a “Atlântico” não tem nada a dizer em relação dos procedimentos da sua autora e se estes não colocam um problema ético ao blogue/revista de que ela é colaboradora;
ao autor do desinteligente comentário “Você, Fernanda, ameaçou-a com um processo em tribunal, e ela retribui. As duas ameaças são de igual mau gosto. Estão uma para a outra.”, o seguinte reparo: um processo em tribunal por difamação não é uma “ameaça”, é o exercício legítimo de um direito (se bem fundado ou não, o tribunal o dirá), de modo nenhum reciprocável com a ameaça (essa sim, criminosa) de divulgação pública de factos da vida pessoal (escutados da casa da vizinha!), neste caso relativos à f.; desculpe-me a franqueza, mas não perceber isto é não perceber nada na vida, e pôr no mesmo plano as duas coisas é quase como dizer: “eu disse que chamava a polícia, ela então bateu-me, é tudo de igual mau gosto, estão bem uma para a outra”. Francamente…

Comentário de Ana Maria
Data: 11 Fevereiro 2008, 11:15

Sabem que mais? Essa Carmex é uma sujeita (ou sujeito!)mesquinha e invejosa ao máximo (e frustrada!) que tem muita inveja de Fernanda Câncio e por isso resolve atacá-la desta maneira tão “peixeira”. Que cobardia! Mas saiba que há mt gente que admira o jornalismo honesto, humano, íntegro e de grande qualidade que pratica Fernanda Câncio (e nem a conhece pessolmente nem vai conhecer!) Ora tome lá e embrulhe dona carmex, ou provavelmente …heterónima da célebre Patty Lança, como alguém mt bem já aqui referiu.

Comentário de Ana Maria
Data: 11 Fevereiro 2008, 14:46

Pequena correcção ao post anterior: (nem a conheço pessoalmente, nem nunca deverei conhecer!)

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 10:21

Maria, Maria, teria muito gosto em continuar a conversa, embora me pareça que este não é o local indicado; enfim.

Teria muito gosto mas imediatamente me desengano dessa possiblidade; e é com pena. Quando a Maria coloca a minha incompreensão a um de dois níveis: prontuário ou má fé pura e simples, estamos vistos e conversados.

Felicidades e parabéns por tantas certezas, sim?

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 10:27

… de qualquer maneira, Maria, ao contrário de si eu sou localizável e contactável. Se for caso disso … força.

Comentário de maria
Data: 12 Fevereiro 2008, 14:20

Daviv, David, estamos realmente conversados…bom dia

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 12 Fevereiro 2008, 16:07

david fernandes, tem o direito que ninguém contesta — ou melhor, eu não contesto decerto — de ter as opiniões que lhe ocorrerem e aprouverem sobre tudo e mais um par de botas. acho é que lhe fica muito mal insinuar que a alexandra tavares telles, que não só se identificou pelo nome completo (nome que ainda por cima não é extremamente vulgar e só por si permitiria localizá-la com facilidade) como disse claramente onde trabalha — no dn — não é facilmente contactável. é um bocado de má fé a mais para o meu gosto e de má fé estou francamente um bocado saturada. e aproveito para dizer que do david fernandes é que não sei nada. mas, na verdade, a atender ao que acabo de constatar, também não me interessa saber.

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 16:55

Realmente, quando enviezamos a ideia numa determinada direcção não vemos senão … o que vemos.

Mas eu esclareço, a questão: eu disse que teria muito gosto em continuar a conversa, e teria mesmo, (e também disse que este não era o local PORQUE a questão do jornalismo há muito tinha extravasado o motivo do post, acerca do qual estou do seu lado como disse no primeiro comentário que fiz) embora tenha sido catalogado como pouco mais que idiota ao colocar (a Alexandra) a minha incompreensão no domínio do prontuário e da má fé.

Nesse sentido, continuar a conversa, disse que eu que sou contactável: eu ponho ali o meu perfil, que tem o meu email (e não só), que permite que seja contactado. Já quanto à Alexandra, que sim, vi o nome (tanto que falei em localizável e contactável e não IDENTIFICÁVEL), estará à espera que eu ligue para o DN para pedir o contacto dela??

É porque esta questão do jornalismo e da comunicação social me é cara, que me apeteceu mesmo contactar pessoalmente a Alexandra, embora não tenha como.

A coisa é simples, como pode ver. Má fé nenhuma, mas posso não estar a ver bem a coisa.

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 17:06

Quanto a “mas, na verdade, a atender ao que acabo de constatar, também não me interessa saber.”, permita-me a imodéstia, é conclusão precipitada sua.

E se não sabe nada a meu respeito (o que é natural já que não apenas um simples leitor de jornais) é porque não lhe interessa saber (como confirmou): se seguir o perfil pode ver 2 ou 3 blogs onde, sem brilhantismo, é certo, dou conta de um pouco do que sou. Repito: pouco, mas ainda assim alguma coisa.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 12 Fevereiro 2008, 19:14

david, pareceu-me muito mal dizer de uma pessoa que escreveu aqui o seu nome e deu o seu endereço profissional que não é ‘facilmente localizável e contactável’. localizada está decerto; e contactável é à distância de um telefonema para o dn a solicitar o mail dela ou enviando um mail para o correiro geral do dn. muito simples, como vê. só posso pois concluir que o seu comentário foi feito com má fé, e parece-me difícil qualquer outra conclusão, sobretudo quando se dá como exemplo porque tem um mail identificado nos blogues. o david tem um mail nos blogues, a alexandra tem um mail profissional no dn e até telefones. ela ganha.

Comentário de maria
Data: 12 Fevereiro 2008, 19:27

obrigada, f. pela paciência de voltar aqui e pelo desassobro de que falei lá em cima.

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 19:43

Agradeço o esclarecimento Fernanda. Se considera comparável um email num blog, lá colocado voluntariamente, com um email profissional OU um telefone da empresa onde se sabe que a pessoa trabalha, bom, peço desculpa por ter insistido num assunto tão sem nexo; confusão minha.

Comentário de maria
Data: 12 Fevereiro 2008, 19:53

E David Fernandes - quanto às suas acusações sobre o meu suposto anonimato, no coments. Já lho tinha dito. Boa noite.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 12 Fevereiro 2008, 19:57

ora essa, alexandra. obrigada sou eu.

david, vou explicar melhor. é que se qualquer pessoa pode criar um blogue e um mail e até um nome que não correspondam à sua verdadeira identidade, alguém que se identifica como a alexandra se identificou nunca poderá ser acusado de não ser facilmente localizável e contactável. o david diz que se chama david e que tem um mail e 3 blogues? pode chamar-se duarte, ou dadinha. comparar as duas situações é quase ridículo. acho que, por irritação ou outra coisa qualquer, cometeu um erro e devia eximir-se de continuar a insistir nele. mas esteja à vontade.

Comentário de David Fernandes
Data: 12 Fevereiro 2008, 20:27

Oh Fernanda, caramba; nem tanto ao mar nem tanto à terra. Não me queira fazer de idiota tão descaradamente. Percebo que a sua profissão (jornalista) lhe dê muito traquejo para a desconversa, mas o que é demais é fartura, como diz o outro.

A Alexandra Tavares-Telles (que dando por acertado o seu raciocínio em relação à credibilidade do meu nome num blog, pode ser ou não a … Alexandra Tavares-Telles) continua a assinar ‘maria’; não tem link para endereço nenhum; quem quiser contactá-la terá que ler TODO o thread de comentários e com sorte apanhar aquele em que se identifica e, já agora, não perder as letrinhas DN, para depois (se, como eu, não souber que trabalha lá) tentar ligar para o jornal OU enviar um email para o endereço GERAL do jornal (juro que não estou a rir).

Não adianta: um comentário, um post, sem endereço é anónimo em qualquer lado e neste site não é diferente, apre!!!

Caramba; devo estar mesmo cegueta de todo.

Já agora, e quanto ao ponto, e como não sei como lhe chegar de outra forma, pergunte lá à Alexandra porque raio resolveu alguém precisar “A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.”. Se não achará ela que é precisamente para precaver (sem sucesso, digo eu) a tal desejada NÃO-NEUTRALIDADE sem mais??

Comentário de maria
Data: 12 Fevereiro 2008, 21:22

Explicado de outra forma.
O meu nome podia ser Alexandra Tavares-Telles, mas não é.
Percebeu?

Comentário de maria
Data: 12 Fevereiro 2008, 22:10

Lá terei que responder mas resumindo, que tenho família. Sempre na minha modestissíma ideia, David, falemos de notícias - “Não neutralidade” como lhe chama , não significa misturar opiniões nas notícias. Significa questionar em vez de ser papagaio, perguntar e insistir em vez de ser lacaio, raciocinar (será que há massas encefálicas neutrais?) em vez de ser amorfo, distinguir quem nos mente de quem não o faz - e nem imagina como é tão fácil. E esse é um comprometimento com o leitor que deve transparecer, estar lá, na página, porque escrever uma notícia, lamento, não é apenas abrir e fechar aspas. Isto, como disse, explicando resumidamente. Mas, neste caso, não é da notícia que falamos mas de um perfil de um ministro. E num perfil ou numa reportagem - se o trabalho for sério e a coluna direita- tem que lá estar o olhar do autor. Neste caso, o autor deu conta, ainda, de quatro testemunhos. Sabe o David que isento também quer dizer desobrigado? Deus nos livre de jornalistas que não precisam de prestar contas. Concluindo, que me chamam - Caro David, se não gosta do ministro não sei que lhe faça. PS. Lamento uma ou outra alguma gralha mas é a pressa.

Comentário de Gasel
Data: 13 Fevereiro 2008, 0:11

Afinal, a maria sempre é anónima ou não??

Comentário de David Fernandes
Data: 13 Fevereiro 2008, 0:14

Pois está tudo muito certo e concordo com tudo o que diz, Alexandra. O problema é que, por muito bom que fosse poder generalizar e estender essas ideias a toda a classe, não é possível. E sabe porque é que eu acho que isso que indica como ideal não se aplica? Porque, na minha opinião, os jornalistas (generalizando) se concentram demasiado nessa NÃO-NEUTRALIDADE e se esticam. Aliás, recordo quando disse um jornalista não ser juiz mas não sei como se articula isso com “questionar em vez de ser papagaio, perguntar e insistir em vez de ser lacaio, raciocinar (…), distinguir quem nos mente de quem não o faz”. A verdade é que vemos muitos juízos.

Sobre o caso do Ministro que, confesso, tinha esquecido (não era esse o ponto que me fez “falar-lhe”) parece-me legítimo que o leitor use das mesma “ferramentas”: questione, pergunte, insista, raciocine.

Por exemplo: porquê aqueles quatro e não outros? Porquê 4 pró e nenhum contra? Imagino: a liberdade do jornalista, a sua não-neutralidade, a sua independência. Mas e então não será legítimo qustionar o porquê disso?

Já sei que não é uma notícia, é uma opinião. Então porquê o melindre quando se insinua que o artigo é laudatório? Porque não assumir isso?

Mais, porque razão ninguém questiona que os depoimentos não são sobre o ministro mas sim sobre o homem? (Parece-me que nunca foi ministro, certo?).

Porque não questionar ???

Porque razão uma opinião contrária gera logo prurido? (e aqui me penitencio pelo “jornaleiros”, que não era pessoal, mas ainda assim).

Tenho uma teoria: por um lado, os jornalistas não estão habituados a estar do lado de lá; um jornalista não responde, pergunta (recordo a este propósito um “Clube de Jornalistas” em que o Nicolau Santos foi positivamente cilindrado pelo gajo da ERC, que sabia do que falava e apanhou o dir do expresso completamente com as calças na mão).

O poder da comunicação é imenso, e estranho quem se eriça todo quando se põe em causa o que se diz nessa “comunicação”.

Por outro lado, compreendo que seja preciso uma dose de “lata” e “auto-confiança” fora do comum para exercer essa profissão e isso, leva com muita facilidade à arrogância. Aliás, não considerando propriamente como arrogância, veja como diz o “quão fácil é apanhar um mentiroso”; e como diz que eu não faço ideia. É curioso.

Quando as peças são escritas, é difícil ao leitor avaliar seja o que for, mas por vezes, o pedantismo é tal, que mesmo em face de imagens televisivas, os jornalistas (repórteres) caem por vezes em situações tão ridículas.

Aliás, muito do que se escreve, opiniões e notícias, são autenticos atentados de imbecilidade que os jornalistas passam aos seus leitores. Aqui a justificação da minha “irritação” quando disse que eu não entendia nem iria entender e que isso era irrelevante.

Um (mau) exemplo desportivo, se não estou em erro, uma área sua. Os jogos de futebol transmitidos pela TVI são de morrer a rir: muitas vezes os intervenientes, é certo, mas sempre, sempre, aquele tipo que costuma relatar o jogo de quem nem sei o nome. Quando os jogos eram só relatados pela rádio, enfim, era comer e calar; depois quando passaram para a TV, era motivo de riso e boa disposição acompanhar o jogo pela rádio e ver a diferença entre o que se dizia e o que se passava de facto.

É que com a TV, as coisas estão a acontecer ali à nossa frente e parece que o tipo não se enxerga. Lá está: outro atestado.

Podemos dizer que tudo isto se enquadra na NÃO-NEUTRALIDADE e na INDEPENDÊNCIA; mas não chega. Como tentei opinar antes de a conversa descambar para o impensável.

Já sei que não digo nada de novo; já sei que provavelmente não sei bem o que digo, mas apetecia-me dizer.

Resumindo com uma confissão, que já deve ter transparecido: tenho uma embirração com jornalistas; nunca me fizeram mal, mas tenho consciência de que poderão fazê-lo e não terão pejo nenhum nisso. Tenho alguma sorte não sendo figura pública, mas se o fosse, tenho perfeita noção de que, mais do que me preocupar com a minha vida, teria que me preocupar com o que diriam dela, e aqui reside a embirração com a reação da Fernanda à tal amiga da vizinha. É que fazem constantemente. Basta seguir a imprensa, em particular a (aceito: pobre) cor de rosa.

É que não se vê esse procedimento que preconiza: questionar, raciocinar, detectar mentiras no comportamento, etc.

Era isto e não precisava de ocupar este espaço tão gentilemente cedido pela dona do sítio.

Já agora o remoque: não havia necessidade. Ainda bem que tem família e ainda bem que lhe merece atenção. Eu também.

Abraço

Comentário de maria
Data: 13 Fevereiro 2008, 1:46

sorry, f. acabou por ser tanto espaço ocupado mas não consegui engolir no sábado aquela meia dúzia de linhas viscosas e moles sobre “uma vizinha que sabe não sei o quê”. Sorry.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 13 Fevereiro 2008, 12:24

alexandra, mi casa es su casa (isto não me parece bom espanhol, mas pronto — és muito bem vinda).

david, o perfil sobre o novo ministro não é obviamente ‘opinião’. é um perfil. também não é ‘notícia’. é um perfil. às vezes, quando se fala de jornalismo, parece que só existem duas categorias de textos nos jornais. ‘as notícias’ e ‘a opinião’. claro que não é assim. um perfil, e um perfil feito para uma secção do dn como o dn gente, onde foram publicados os perfis dos novos governantes em causa, tem características que uma notícia não tem — dá mais espaço à escrita e a descrições, é mais informal. mas a questão fundamental não passa por aí, mas pela ‘isenção’ ou pela ‘parcialidade’. fiz um desafio muito acima nesta caixa de comentários ao qual já desisti de esperar reacções — pedi que me informassem de que factos/características de josé antónio pinto ribeiro dos quais deveria ter falado para ‘tornar o perfil imparcial’. ou seja, que fossem revelados os tais supostos ‘aspectos desagradáveis’ ou ‘negativos’ do novo ministro. muito se escreveu, aqui e noutros lugares, sobre o perfil. mas, para além da imputação de vaidade — que é referida no meu texto — nada apareceu para consubstanciar as afirmações. sou acusada de parcialidade por ter feito um perfil de saldo positivo de uma pessoa de quem aparentemente ninguém, nem os detractores do perfil, tem nada de essencialmente desagradável para dizer a não ser que foi ‘perfilado’ por mim de forma ‘demasiado’ simpática. é curioso. um bocadinho circular, não?

questiona o david: porquê aquelas 4 pessoas e não outras? bom, david, para começar, só cito 4 pessoas — como sabe que não falei com mais? depois, fui falar com 4 pessoas que sei conhecerem o josé antónio há muito, 4 pessoas de áreas muito diferentes e de posicionamentos políticos distintos. quando os contactei, naturalmente, não sabia o que iam dizer. costuma ser assim — o jornalista pergunta e as pessoas respondem. disseram os quatro coisas distintas, mas na generalidade simpáticas. azar.

mas o mais extraordinário será a imputação, que me foi e continua a ser feita, de querer com o perfil ‘agradar ao governo’. um perfil baseado, na generalidade, em críticos do governo como antónio barreto, francisco teixeira da mota e luísa schmidt (nuno artur não é um crítico tão notório mas, recorde-se, é o ‘moderador’ do eixo do mal) é ‘feito para agradar ao governo’? as pessoas não se darão conta do ridículo desta afirmação? enfim.

Comentário de David Fernandes
Data: 13 Fevereiro 2008, 20:13

Bom Fernanda, realmente, será um pouco abusivo imputar-lhe o desejo de querer agradar ao governo; muito mais imaginar por aí uma encomenda. Não é propriamente surreal, mas admito, é no mínimo deselegante.

Mas o certo é que agrada; e isso para o governo é uma sorte e não um azar. Calhou? Ok. Calhou bem.

E como a liberdade de pensamento e expressão ainda vigora (sublinho ainda), e suponho que as defenda, porquê tanto arrelio em relação a quem imagina a possibilidade? Será assim tão ridículo? Beliscará assim tanto o seu brio profissional? Seria caso novo na comunicação social? Estava a lembrar-me de um Delgado(!?!?) no Público e do que não se disse dele e das opiniões dele … e sei lá se é comparável. Lembrei-me, pronto.

Percebo a oportunidade da peça sim senhor, em função, por exemplo, do desconhecimento generalizado sobre quem é o homem; eu não fazia ideia e suponho que 90% do povo também não.

Percebe-se tudo, problema nenhum, mas pensa-se, raciocina-se, junta-se 2 mais 2 e questiona-se. A Fernanda defende-se (como se isso fosse necessário) e tudo rola normalmente. Pois se é do senso comum que a comunicação social “assassina” ou “carrega ao colo” conforme lhe apetece ou definiram como critério editorial (seja lá isso o que for e com que objectivo), qual é o espanto?

Estava, por exemplo, a pensar se o DN no geral e a Fernanda em particular produziu algum perfil de recém entrados ministros de um governo anterior. Confesso que não sei e nem é importante, mas tenho curiosidade.

A verdade é que um perfil não diz nada sobre o desempenho futuro mas esperemos que seja o melhor.

Deixe-me só dizer-lhe que nunca pensei muito sobre a distinção (teórica? prática?) de que fala entre: notícia, opinião e perfil (que não é uma coisa nem outra). Parece-me contudo que quer a escolha dos entrevistados, quer a escolha do momento, são decisões mais do âmbito da opinião do que da notícia; mas aceito a correcção.

Uma nota final: repare que só cheguei aqui motivado pela questão da “amiga da vizinha”, se bem se lembra, e acabei por ir ficando pela, a meu ver, simplificação da Alexandra sobre o bom e mau jornalismo; Curioso como o POST nem é sobre o ministro.

Mas já que teve a amabilidade de me dar trela, cá está a minha opinião sobre o perfil.

Comentário de Fernanda Câncio
Data: 13 Fevereiro 2008, 20:40

david, não estou, claramente, tão bem informada como o david sobre o que agrada ou não ao governo. sobretudo, não me preocupo com isso quando faço jornalismo.

segundo ponto: só pode estar a brincar quando me questiona sobre a razão de ser da minha reacção à afirmação de que o perfil de josé antónio pinto ribeiro que escrevi foi feito ‘por encomenda do gabinete do primeiro ministro’. não faço ideia de quem o david é e do que faz, portanto não posso fornecer-lhe um exemplo equivalente para a sua área de actividade. mas não há uma acusação mais grave que se possa fazer a um jornalista que esta — a de que trabalha para outra instância que não o meio de comunicação social que o emprega e que tem outra lealdade que não a que é devida à sua consciência profissional e a quem o lê.

sobre perfis de ministros: meus, nem do governo anterior nem deste. pinto ribeiro foi o primeiro. entrevistas com ministros e secretários de Estado, várias, com membros de vários governos. no dn fazem-se sempre perfis dos novos ministros (questão um pouco surreal, essa — todos os meios de comunicação social com secção de política fazem perfis de governantes). está pois, julgo, a sua curiosidade satisfeita.

qualquer escolha de entrevistas é do domínio da escolha do jornalista (óbvio, não? ou julgaria haver uma lista feita por entidades ‘independentes’?). seja numa notícia ou num perfil ou numa reportagem. o acaso também tem muita importância — quem atende o telefonema, quem aceita falar, quem se encontra num corredor do parlamento ou numa rua de bagdad (por exemplo).

não vi a sua opinião sobre o perfil. ou era isso que escreveu, esse conjunto de questões com algumas insinuações à mistura, aquilo a que chama a sua opinião?

Comentário de David Fernandes
Data: 14 Fevereiro 2008, 0:47

Fernanda, experimente ler o que escrevi sem o fantasma da ironia; é que foi mesmo sem ironia. Volte a ler e veja bem que o que diz não tem sentido nenhum.

Digo-lhe sinceramente que não entendo o que a terá levado a reagir dessa maneira.

Acerca da minha opinião sobre o perfil?? O que eu disse era sobre o “caso perfil” e não sobre o perfil em si que não li; como disse, nem era o motivo porque vim parar a este post.

As questões que coloquei são genuinamente sem segundas intenções e não pretendem ser nenhuma tese seja do que for.

De qualquer maneira, a sua forma … peculiar de ler o que escrevi torna tudo isto ainda mais (ou menos, nem sei bem) bizarro (acredite que até me custa encontrar uma palavra mais exacta): repare como a facilidade com que se permite atribuir-me uma intenção no que escrevi é a mesma com que se eriça toda contra quem faz o mesmo ao que a Fernanda escreve.

Comentário de David Fernandes
Data: 14 Fevereiro 2008, 2:17

Acredito que me tenha precipitado e a Fernanda não estava a encontrar segundas intenções no meu comentário. É possível. Está apenas a desvalorizar as questões que coloquei e que me coloco sempre que leio jornais, é isso? Acredito que sim.

Talvez não façam sentido, talvez seja impressão doentia minha. Talvez não haja nenhum tipo de promiscuidade entre política e comunicação social. Talvez não seja um problema.

Mas ainda que exista, nunca pretendi insinuar que a Fernanda seja parte disso. A verdade é que não conheço o seu trabalho, apenas o que escreve por aqui, logo não tenho como pensar aquilo ou o contrário.

Seja como for, olhe, agradeço-lhe o tempo de antena; entre outras coisas, serviu para confirmar a minha ideia de que os jornalistas são avessos a insinuações e a perguntas incómodas, talvez até disfarçadas de estupidez; talvez até mesmo sem sentido.

E trarei sempre esta agradável conversa à memória, e a Fernanda, sempre que ouvir uma insinuação ou uma pergunta incómoda, não raras vezes completamente estúpida, da boca de um jornalista.

Comentário de Licurgo Tuberculo
Data: 19 Abril 2008, 15:04

Quanta blablabla inútil……………..

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