É da minha vista ou António Vitorino é um produtor de truísmos, de lugares comuns e de verdades consabidas sem paralelo no nosso espectro radiofónico? O senhor terá mil méritos e um QI inversamente proporcional à estatura, terá sido um eurocrata brilhante e um proto-salvador-da-pátria promissor. Mas parece incapaz de produzir um só vislumbre de ideia original.
Numa recente crónica na TSF, a profundidade da luminária era (penosamente) audível: a alienação dos evangelistas por parte de McCain, a “mudança” de Obama, etc., etc. Assim uma espécie de digest “Tudo o que já ouviu e leu mil vezes sobre as primárias americanas”. Se isto é mesmo a reserva intelectual do PS, deixem-nos com o engenheiro mais umas décadas, por favor.




Eu diria que é da tua vista.
eu cá diria que é falta dela…
a questão impõe-se, caro Luís Rainha:
Quais poderiam ser as ideias originais de Vitorino “el brilhante” ????
Gostaria de ler as tuas especulações acerca da matéria. Digo isto a sério.
Por vezes penso que as ideias originais são extraordinariamente raras. (as ideias, não as praticas que são quase sempre mais originais do que as ideias).
Não pretendo defender o sr Vitorino. Não o conheço, não conheço as suas posições e nem sequer sabia que o PS tem uma “reserva intelectual.”
Luís,
Dizer lugares-comuns é uma arte – e costuma levar longe.
Não concordo nada com este post. Acho que António Vitorino diz mais coisas no âmbito do senso comum do que “lugares comuns”. É que há uma diferença, que as pessoas costumam pensar irrelevante quando têm a barriguinha cheia (e nem devia ser este o caso): o senso comum é a expressão racional da sabedoria com que um maior numero de pessoas estaria disposta a concordar (uma espécie de máximo denominador comum intelectual), o segundo é uma imitação irracional e aleatória de coisas ue se ouvem e às quais não se aribui nenhum significado ou valor. Antonio Vitorino diz coisas do senso comum, Pedro Santana Lopes, Bernardino Soares ou Ana Drago dizem banalidades.
Depois, à volta ou dentro disto, há outra situação desagradável: uma pessoa não tem que ser original para ser inteligente. Para se ser original é preciso ter tempo. E mais: para ser util, que é o que um politico deve ser, se calhar até convem que não tente ser original.
Não gosto nada que me falem mal do António Vitorino.
No post anterior, na frase “Pedro Santana Lopes, Bernardino Soares ou Ana Drago dizem banalidades”, faço, como me parece evidente, equivaler “banalidades” a “lugare comum”.
A questão ficará mais bem situada mal a TSF ponha crónica em apreço online. É que o que se exige num espaço daqueles é síntese, opinião, perspectiva. E basta um pouco destes factores para surgir o tal fantasma esquivo da “originalidade”; não é preciso ser uma fórmula para mudar o mundo.
Nesta crónica que tenho mais fresca na memória apenas ouvi um resumo de mil outras opiniões a confirmar o que hoje parece já óbvio. Por muito verdade que venha a revelar-se, não fazia falta mais uma veiculação da mesma litania.
Se calhar, o que está em causa é apenas a vontade de arriscar um pouco; de não se ficar pela enumeração de factos, de avançar para fora do esperado. Quanto a mim, Vitorino não é o único a usar aquele espaço de forma previsível e chata; mas mesmo alguém com quem não tenho grandes analogias de bossas, como o Pires de Lima, consegue aparecer aali com pontos de vista que não são apenas o do Google News.
Vitorino não chega aos calcanhares de Marcelo.
São opiniões! E as opiniões são como a merda. Todos cagam. Possivelmente o xôr Rainha será de outra galáxia, com um QI bastante superior ao visado!
Vitorino foi tão somente o melhor Euro-deputado que alguma vez passou pela Comisssão Europeia. Só não chegou a Presidente forque foi traído por Barroso e seus comparsas.
Já agora, o xôr Rainha dedica-se a quê, qual a sua contribuição para o desenvolvimento económico do país? Das suas mãos sai o quê?
Vá dar banho ao cão!
obrigado pela resposta, Luís.
cumps
Dr. Quintanilha: até confirmei as suas louvaminhas ao visado, como eurocrata e homem inteligente. Agora não estou mesmo a ver a relação entre essas virtudes do Dr. Vitorino e “o desenvolvimento económico do país”. E muito menos o que terá a minha actividade profissional (que até tem gerado algum emprego, à sua modestíssima escala) a ver com isso.
Caro Luís Rainha: estou consigo.
Fui contemporâneo do Dr. Vitorino na FDL e reconheço-lhe competência técnica na área do Direito, e alguma esperteza acima do normal que, aliada a uma ironia salutar, lhe empresta um um carácter patusco.
No entanto, o ter que debitar semanalmente ao mesmo tempo que tem de estar ocupado a facturar, trás-lhe alguma limitação na dedicação ao estudo e reflexão das matérias mediáticas.
Por isso recorre aos lugares-comuns, às banalidades e aos exemplos “à la palisse”.
Facturar é preciso!
Digo eu…