Por falar em TSF…

É da minha vista ou António Vitorino é um produtor de truísmos, de lugares comuns e de verdades consabidas sem paralelo no nosso espectro radiofónico? O senhor terá mil méritos e um QI inversamente proporcional à estatura, terá sido um eurocrata brilhante e um proto-salvador-da-pátria promissor. Mas parece incapaz de produzir um só vislumbre de ideia original.

Numa recente crónica na TSF, a profundidade da luminária era (penosamente) audível: a alienação dos evangelistas por parte de McCain, a “mudança” de Obama, etc., etc. Assim uma espécie de digest “Tudo o que já ouviu e leu mil vezes sobre as primárias americanas”. Se isto é mesmo a reserva intelectual do PS, deixem-nos com o engenheiro mais umas décadas, por favor.

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13 respostas a Por falar em TSF…

  1. bloom diz:

    Eu diria que é da tua vista.

  2. trovisca diz:

    eu cá diria que é falta dela…

  3. ezequiel diz:

    a questão impõe-se, caro Luís Rainha:

    Quais poderiam ser as ideias originais de Vitorino “el brilhante” ????
    Gostaria de ler as tuas especulações acerca da matéria. Digo isto a sério.

    Por vezes penso que as ideias originais são extraordinariamente raras. (as ideias, não as praticas que são quase sempre mais originais do que as ideias).

    Não pretendo defender o sr Vitorino. Não o conheço, não conheço as suas posições e nem sequer sabia que o PS tem uma “reserva intelectual.”

  4. António Figueira diz:

    Luís,
    Dizer lugares-comuns é uma arte – e costuma levar longe.

  5. maradona diz:

    Não concordo nada com este post. Acho que António Vitorino diz mais coisas no âmbito do senso comum do que “lugares comuns”. É que há uma diferença, que as pessoas costumam pensar irrelevante quando têm a barriguinha cheia (e nem devia ser este o caso): o senso comum é a expressão racional da sabedoria com que um maior numero de pessoas estaria disposta a concordar (uma espécie de máximo denominador comum intelectual), o segundo é uma imitação irracional e aleatória de coisas ue se ouvem e às quais não se aribui nenhum significado ou valor. Antonio Vitorino diz coisas do senso comum, Pedro Santana Lopes, Bernardino Soares ou Ana Drago dizem banalidades.

    Depois, à volta ou dentro disto, há outra situação desagradável: uma pessoa não tem que ser original para ser inteligente. Para se ser original é preciso ter tempo. E mais: para ser util, que é o que um politico deve ser, se calhar até convem que não tente ser original.

    Não gosto nada que me falem mal do António Vitorino.

  6. maradona diz:

    No post anterior, na frase “Pedro Santana Lopes, Bernardino Soares ou Ana Drago dizem banalidades”, faço, como me parece evidente, equivaler “banalidades” a “lugare comum”.

  7. Luis Rainha diz:

    A questão ficará mais bem situada mal a TSF ponha crónica em apreço online. É que o que se exige num espaço daqueles é síntese, opinião, perspectiva. E basta um pouco destes factores para surgir o tal fantasma esquivo da “originalidade”; não é preciso ser uma fórmula para mudar o mundo.
    Nesta crónica que tenho mais fresca na memória apenas ouvi um resumo de mil outras opiniões a confirmar o que hoje parece já óbvio. Por muito verdade que venha a revelar-se, não fazia falta mais uma veiculação da mesma litania.

  8. LR diz:

    Se calhar, o que está em causa é apenas a vontade de arriscar um pouco; de não se ficar pela enumeração de factos, de avançar para fora do esperado. Quanto a mim, Vitorino não é o único a usar aquele espaço de forma previsível e chata; mas mesmo alguém com quem não tenho grandes analogias de bossas, como o Pires de Lima, consegue aparecer aali com pontos de vista que não são apenas o do Google News.

  9. Vitorino não chega aos calcanhares de Marcelo.

  10. São opiniões! E as opiniões são como a merda. Todos cagam. Possivelmente o xôr Rainha será de outra galáxia, com um QI bastante superior ao visado!
    Vitorino foi tão somente o melhor Euro-deputado que alguma vez passou pela Comisssão Europeia. Só não chegou a Presidente forque foi traído por Barroso e seus comparsas.
    Já agora, o xôr Rainha dedica-se a quê, qual a sua contribuição para o desenvolvimento económico do país? Das suas mãos sai o quê?
    Vá dar banho ao cão!

  11. ezequiel diz:

    obrigado pela resposta, Luís. 🙁

    cumps

  12. Luis Rainha diz:

    Dr. Quintanilha: até confirmei as suas louvaminhas ao visado, como eurocrata e homem inteligente. Agora não estou mesmo a ver a relação entre essas virtudes do Dr. Vitorino e “o desenvolvimento económico do país”. E muito menos o que terá a minha actividade profissional (que até tem gerado algum emprego, à sua modestíssima escala) a ver com isso.

  13. Saloio diz:

    Caro Luís Rainha: estou consigo.

    Fui contemporâneo do Dr. Vitorino na FDL e reconheço-lhe competência técnica na área do Direito, e alguma esperteza acima do normal que, aliada a uma ironia salutar, lhe empresta um um carácter patusco.

    No entanto, o ter que debitar semanalmente ao mesmo tempo que tem de estar ocupado a facturar, trás-lhe alguma limitação na dedicação ao estudo e reflexão das matérias mediáticas.

    Por isso recorre aos lugares-comuns, às banalidades e aos exemplos “à la palisse”.

    Facturar é preciso!

    Digo eu…

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