Eu bem dizia

Eu bem dizia que a Igreja Católica, no grande supermercado das religiões, estava longe de ser a pior. Eu bem dizia que o Arcebispo de Cantuária, com aquelas sobrancelhas dele, tinha qualquer coisa de luciferino. Eu bem dizia que os multiculturalistas e outros bem-intencionados à la page são, no fundo, no fundo, uma cambada de racistas encapotados. A prova está aqui. O que eles querem é liberalismo para os liberais e canibalismo para os canibais – que é como quem diz, a lei inglesa para os ingleses, a sharia para os pakis (e para as mulheres deles). De todas as afirmações do Arcebispo, a minha preferida é esta: “An approach to law which simply said – there’s one law for everybody – I think that’s a bit of a danger”. Claro como água, para este homem o perigo é sermos todos iguais.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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4 respostas a Eu bem dizia

  1. Maria João Pires diz:

    Não há dúvida que a citação do Gambetta que há dias trouxe para aqui não perde a sua pertinência com o passar do tempo.

  2. ruibarbo diz:

    Isso António, arranja lenha para te queimares. qualquer ainda és convidado para escrever no Atlântico, a página real dos atlantes (que sabemos, foram ao fundo por causa de desmedida ambição).

    de qualquer das formas o que diz o arcebispo é absolutamente correcto. o que pouca gente discute é as leis absolutamente ridículas e retrógradas dos judeus ortodoxos. sobretudo os atalantes para quem todos os males da terra se encontram encerrtados na caixa de pandora do islamismo…olhe que não, doutor, olhe que não.

    teria muito interesse que a coisa fosse discutida tendo em vista o judaísmo ortodoxo. quem contactou com os seus hábitos, costumes e regras sabe que só por má-fé se pode lançar o libelo de fanático unicamente sobre o islão. e, por favor, não sejam ignorantes e não me venham com a arenga do anti-semitismo.

  3. ezequiel diz:

    Nem mais, caro António. Apesar de acreditar no pluralismo, no multiculturalismo, penso que esta posição do Supremo da igreja Anglicana é simplesmente absurda. Belo texto, como sempre.
    abraço, ezequiel

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