
Poderá ser coisa de somenos a assinatura de projectos alheios, algo que “toda a gente” sempre fez. Poderá nem trazer grande mal ao mundo, desde que acarrete a verificação de cálculos e projectos, antes da aposição do “carapau”.
Potencialmente grave já é a reacção de Sócrates, “assumindo”, indignado e tonitruante, a autoria de todos os trabalhos em questão. Aqui, a coisa deixa de ser a propósito de minudências pretéritas e passa a centrar-se no carácter actual do nosso primeiro-ministro, caso se confirme a participação em obras apócrifas. Mais uma vez, a tempestade vai sair do copo de água e ensopar-nos a paciência por semanas e semanas.




O nosso PM tem um lindo passado. É um exemplo de rectidão.
Carácter? Qual carácter?
Repetindo… Qual carácter?
Bah! o costume. Se o tipo se esquivasse à questão, havia encornanço porque era incapaz de uma resposta frontal, certamente que tinha algo a esconder, hmmm, “não há fumo sem fogo”. Suspeito, suspeito, sem dúvida. Investigue-se. Como não se esquivou, ohhh, então há encornanço porque teve uma reacção “potencialmente grave”. É que apetece mesmo praguejar como o Moura gosta.
Não é isso, mas sim coisa mais simples: antes admitir um pecadilho corrente do que fugir para a frente. Mas vamos ver se os indícios que metem donos de obra, caligrafias e outras cenas manhosas se confirmam.
Não acho que “O Público” se possa acusar por fazer o seu papel.
Em causa está um “Mr. X” que não pode assinar, e um “Mr. Y ” que ajudou o anterior a contornar as leis. Quem chega a PM tem que suportar as lupas do sistema. Quem não quer, que fique lá nas terrinhas a enganar o sistema……..
“Admitir um pecadilho”? E que tal “confessar”? Uma confissão e uma penitência ligeira. E, já agora, denunciar os cúmplices.
Não estás a ver bem a coisa. No campo em questão, nada tem de ilegal ou de pecado a merecer confissão assinar, depois de rever, trabalho que coordenámos ou simplesmente de outrem sem capacidade ou oportunidade para o assinar. É (ou era, pelo menos) coisa mais do que corrente.
Aliás, tal já é invocado pelo presidente da CMG, ao atribuir a autoria de muitos daqueles projectos a uma equipa, liderada por Sócrates. Mas este, reagindo a quente, vem até impossibilitar esta explicação 100% legal e ética, ao garantir que a autoria daquilo tudo é dele. Parece um tiro no pé; nada de espantoso, dados os antecedentes recentes.
“Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.”
Se o Sr. Caldeira como funcionário não se pode dedicar a este tipo de actividades, é uma coisa. Se por alguma outra razao não pode assinar os projectos …..é outra história. Qual é o caso ?