Filosofias do meu bairro

Conversas da amiga de uma amiga de outra amiga, a propósito de um caso de gestão de recursos humanos (leia-se: manter ou não os coitados que limpam as escadas do condomínio, em favor de uns outros quaisquer): “Sim, porque eu também não quero ser má para eles”. Resposta de quem de direito: “Certo, mas não basta não ser má (seja lá o que isso for), também é preciso não fazer maldades”. Certo, quanta filosofia nesta simples história, essência e aparência, noumeno e phenomeno, boa consciência & sacanice pura, intenção e gesto, etc e tal. Certo, o inferno (se for digno desse nome) não há-de estar cheio das subjectivamente más, há-de estar cheio das más a sério (“ou vais agora dizer que é sem querer?”)

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SEXTA | António Figueira
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