1º de Maio de 2004. No TAP Paris-Lisboa 433, um casal luso-francês. Ela, de chinelas cor-de-rosa, com um pouco de peluche e alguns brilhantes, lê um mag de célèbrités (people, como se diz agora em francês); ele, um mec du business, lê uma revista que diz assim na capa: “Mémoire, créativité, concentration : Muscler son cerveau, c’est possible !” Levam ao colo um bebé, de nacionalidade indefinida e plenos pulmões. (Eu, ao lado, vou apontando tudo num caderninho Clairefontaine, que só viria a encontrar quase quatro anos depois).





Giro. Mas quando é que os novos pegam ao serviço?