Clique aqui e descubra que não somos os únicos a dizer aquilo que é evidente: que Tratado Constitucional e Tratado de Lisboa são iguais no conteúdo e diferentes na forma apenas porque os Governos da UE desconfiam dos seus eleitorados e querem a todo o custo evitar referendos.




Têm medo do povo. O povo é burro não entende o tratado. E os deputados sabem do que se trata? Se sabem não deveriam estes explicar ao povo.
E isto talvez interesse…
http://resistir.info/europa/chouard_09jan08p.html
oh pá, por amor de Alah! Dar os bifes como exemplo? Parece que só está a dar razão à tese – não tão absurda – de Vital Moreira: quem quer o referendo não quer a Europa. E isso é exactamente o que os mps ingleses têm andado a tramar há algum tempo.
Mas a questão é mais simples. Se não houver diferença entre uma coisa e a outra, peço-lhe o favor de me dar um exemplo de uma constituição que tenha sido referendada (não vale dizer o Chavez na Venezuela…)
Mas a questão é ainda mais simples, ruibarbo: eu não defendo a bondade dos referendos “de per si”, digo sim que neste caso ele foi prometido e depois recusado com o argumento espúrio de que o Tratado Constitucional era uma coisa e o de Lisboa outra diferente. E quanto à tese de Vital Moreira (absurda, deixe-me dizer-lhe: se há coisa de que o UK goste é da actual UE intergovernamental), pode-se sempre tentar ganhar o referendo nas urnas e não na secretaria; como dizia “in illo tempore” o Presidente da Comissão Europeia, “ousar lutar, ousar vencer”.
Torna-se cada vez mais claro que a UE precisa de uma qualquer forma de consentimento que não tacitamente presumido. Entendamo-nos: não sei se existiria «projecto» europeu se fosse referendado a cada passo, daí algumas dúvidas em relação ao esgotamento da participação por via referendária, mas que vai sendo tempo de consultar aqueles que servem de mote para a retórica – os cidadãos – lá isso vai.
Convenhamos que muitos dos impasses e dos «desvios» da UE da sua vocação federal não se devem só aos referendos, mas à Europa mínima provocada por alargamentos sem preparação e pela lei de ferro dos somatórios intergovernamentais que podem, muito bem, caminhar com sorriso irónico para uma EFTA com Comissão e BCE ao serviço das sebentas monetaristas.
Daí não me surpreender o crescendo de propostas para a convocação de uma constituinte europeia, o que a acontecer (nem sei se é possível) poria à prova muito europeísmo «establishement» de verbo fácil e lesto a qualificar os outros de serem contra a Europa…
Como sempre ando atrasado.
De todo o modo, não deixarei de regar a planta tibetana com a informação de que muitas foram as constituições referendadas, a começar pela dos nossos vizinhos espanhóis.