Descubra as diferenças

Para aqueles (que sempre os há, como dizia o outro, “com a mania de ser diferentes”) que ainda insistem em que o Tratado de Lisboa (que afinal não vai referendado) é coisa diferente do Tratado Constitucional (que o partido do Governo prometeu que ia ser referendado), publica-se de seguida alguma informação sobre a matéria, disponível no site da insuspeita (espera-se) BBC.

How similar will the new treaty be to the draft constitution?

It contains many of the changes the constitution attempted to introduce, for example:

A politician chosen to be president of the European Council for two-and-a-half years, replacing the current system where countries take turns at being president for six months
A new post combining the jobs of the existing foreign affairs supremo, Javier Solana, and the external affairs commissioner, Benita Ferrero-Waldner, to give the EU more clout on the world stage
A smaller European Commission, with fewer commissioners than there are member states, from 2014
A redistribution of voting weights between the member states, phased in between 2014 and 2017
New powers for the European Commission, European Parliament and European Court of Justice, for example in the field of justice and home affairs
Removal of national vetoes in a number of areas
Most European leaders acknowledge that the main substance of the constitution will be preserved.

If it contains the same substance, why is the Lisbon Treaty not a constitution?

The constitution attempted to replace all earlier EU treaties and start afresh, whereas the new treaty amends the Treaty on the European Union (Maastricht) and the Treaty Establishing the European Community (Rome).

It also drops all reference to the symbols of the EU – the flag, the anthem and the motto – though these will continue to exist.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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5 respostas a Descubra as diferenças

  1. Os símbolos. Pois é. Como se não fossem eles importantes…

    Mas pronto, rendamo-nos: os dois Tratados são mesmo praticamente iguais. Tão iguais, ou tão próximos, como por exemplo estar com a cabeça cinco centímetros acima da água da piscina, ou… cinco centímetros abaixo.

    Ou como circular a 49 km/h, ou a… 51 km/h, na Av. de Ceuta, ou no Túnel do Marquês. Coisa pouca, de facto, mas de largas consequências…

    Ou será que esta perspectiva de análise, como dizia um dia à minha porta uma Testemunha de Geová com quem me abalancei a discutir, “é muita FISOLOFIA”?…

  2. Sergio diz:

    E depois queixam-se, quais virgens ofendidas, da abstenção, ou que a «mensagem não passou». De qualquer forma o povo é sempre burro, não é? mais vale regressar à democracia de sábios e de burgueses…

  3. A.Silva diz:

    Não sabemos o que se vai passar nos outros países da União quanto á forma de ratificar o tratado.Mas se os cidadãos ingleses estão tão bem informados não percebo porque razão eles não exigem que se faça o referendo no seu País.

  4. Sérgio diz:

    É tonto o argumento do contágio da ractificação por referendo. Há países que estão obrigados constitucionalmente a ir por essa via. Que se dirá nessa altura? Este também é um reflexo do celebérrimo défice democático da UE, mas de base intergovernamental…

  5. CARLOS CLARA diz:

    Ainda não percebi bem se verdadeiramente queria-mos votar ou chatear. O direito a votar isso é óbvio. Ir tudo votar, duvido. E o resultado? Seria ele o de uma vontade sentida ou uma vingança?

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