Promessas

Serviço público do Pedro Correia no Corta-Fitas:

“No curto prazo, a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado Constitucional. O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca.”
Compromisso de Governo para Portugal (2005-2009), capítulo V – Portugal na Europa e no Mundo

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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7 respostas a Promessas

  1. João José Fernandes Simões diz:

    E qual o problema…!?
    Existem promessas não cumpridas que doem bem mais.
    É um facto que o Tratado de Lisboa tornou inevitável que JS não fizesse o referendo.
    E, afinal, tal nunca foi feito anteriormente, quando o devia ter sido, porquê fazê-lo então agora, apesar da promessa feita?
    A (alta) política é hoje um exercício de pragmatismo e não de valores, por muito que nos custe a aceitar.
    E, afinal, de que nos adianta os valores nesta questão concreta.
    E não é verdade, por exemplo, que o PCP ainda há pouco tempo não defendeu o referendo para uma questão em que os valores são bem mais importantes, como foi a da lei do aborto?
    E o PSD, que com o MM defendia o referendo, e agora com o up-grade do PSL, na versão LFM com problemas de formatação nas ideias, já não o defende.
    É claro que, pessoalmente, preferia o referendo. Para votar sim.
    Mas para quê? Para o pessoal aproveitar o fim-de-semana para ir passear e se baldar ao dever cívico de votar?
    E se pusermos a questão no campo do cinismo político, a oposição está a ser bem mais cínica.

  2. al diz:

    Mas pensa que está a lidar com quem? Está a lidar com um tipo que até usava títutos profissionais que não tinha… Estava à espera de quê? De honestidade e cumprimento de promessas eleitorais? Hoje fartei-me de ganhar apostas (feitas há muito tempo…).

  3. ezer diz:

    Não há referendo pq a promessa foi sobre um tratado Constitucional,não foi sobre o de Lisboa!!!E não são nada parecidos…NRA,penso que não é preciso comentar mais.Ao que chegámos!

  4. Luís Lavoura diz:

    Esta “promessa” refere-se inquivocamente à “ratificação do Tratado Constitucional”.

    Ora, como se sabe, o documento que agora se trata de ratificar não se chama Tratado Constitucional. De facto, não existe nenhum Tatado Constitucional para ratificar, pelo que essa “promessa” está pura e simplesmente fora do prazo de validade.

    Pelo menos em termos formais, Sócrates tem toda a razão. Não há nenhum Tratado Constitucional para ser ratificado.

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Luís Lavora e Ezer,
    Pior cego é aquele que não quer ver. A principal diferença entre o tratado constitucional e o reformador é o nome. 99% é igual, com a diferença que o de Lisboa este apresentado de uma forma elegível, para enganar os papalvos. O resto é conversa e defesa da superioridade do despotismo esclarecido em relação à democracia.

  6. Nuno diz:

    E qual o problema? Não há referendo e muito bem! Sabemos bem a participação que os referendos têm aqui na terra!
    Fazer um referendo é a maneira para tentar enganar os papalvos. Quem quer o referendo (excepto honrosas excepções) quer é maneira de mostrar descontentamento face ao governo, como se pode notar pelo comentário de AL. Os deputados foram eleitos para legislar e decidir, eles que decidam!

  7. Elegível, ou ilegível? O Sócrates não é parvo e não vai fazer de “anjinho” perante uma Oposição completamente desnorteada.

    Valha-nos a moção de censura do B. E., para ver como vai votar o P. S. D. e o P. P.: com Oposições assim, como pode algum Governo ser mediano, quanto mais bom?

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