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	<title>Comentários em: Amigo dos seus amigos</title>
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		<title>Por: eee</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23901</link>
		<dc:creator>eee</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 19:47:10 +0000</pubDate>
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		<description>Boas noticias para o lumpen neo-liberal :
&#039;QUEM SALVA O SALVADOR? 
O banco britânico Northern Rock esteve à beira da falência, severamente afectado pela crise financeira estado-unidense. Para a sua sobrevivência o Banco da Inglaterra teve de dar-lhe um empréstimo de emergência no montante de 23 mil milhões de libras (32 mil milhões de euros]. Agora anuncia-se que o Banco da Inglaterra poderá não voltar a ver esse dinheiro: os srs. administradores do Northern Rock transferiram a dívida hipotecária do banco para uma sociedade offshore por ele controlada. O Banco da Inglaterra perdeu assim a garantia colateral para fazer valer os seus direitos. Assim vão as finanças capitalistas mundiais. A crise ainda vai no adro. 
A notícia está em Jornal de Negócios . 
Adenda notável: 
A augusta revista britânica The Economist já defende a nacionalização! 
&quot;Este jornal, para dizer suavemente, nunca foi um fan da nacionalização. Mas com o Northern Rock isto parece crescentemente como a opção menos má do ponto de vista do contribuinte (a menos que apareça um comprador crível). Em qualquer caso, o dano está semi-feito: o Estado já possui realmente um bocado dele&quot; (sic), afirma a publicação. Ver em The Economist . 
--------------------------------------------------------------------------------
THE WALL STREET JOURNAL RECONHECE O PICO 
&quot;O mundo está a aproximar-se praticamente do limite do número de barris de petróleo bruto que podem ser bombeados a cada dia&quot;, admitiu na primeira página The Wall Street Journal, principal porta-voz do capital financeiro. 
A notícia está em Oil Officials See Limit Looming on Production . 
Durante longo tempo aquele jornal omitiu tal informação, desinformando os seus leitores com notícias irrelevantes de descobertas no deep-offshore (ignorando o custo da extracção em águas profundas) ou da recuperação de petróleo de areias betuminosas (ignorando o custo energético do vapor para extraí-lo). 
Tal omissão e desinformação — praticada pela generalidade dos media que se dizem &quot;de referência&quot; — não abona a credibilidade da imprensa corporativa. O problema mais importante com que se depara a humanidade foi até agora sistematicamente omitido, ou escondido, por estes media. 
Depois deste reconhecimento explícito só falta os provincianos media portugueses, com pretensões a serem &quot;referência&quot; (do que?) começarem a falar do Pico Petrolífero. Acreditarão eles que o silenciamento que praticam altera a realidade física do começo do fim do petróleo? Ou será que aguardam autorização dos que lhes pagam a publicidade? &#039; in resistir.info</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boas noticias para o lumpen neo-liberal :<br />
&#8216;QUEM SALVA O SALVADOR?<br />
O banco britânico Northern Rock esteve à beira da falência, severamente afectado pela crise financeira estado-unidense. Para a sua sobrevivência o Banco da Inglaterra teve de dar-lhe um empréstimo de emergência no montante de 23 mil milhões de libras (32 mil milhões de euros]. Agora anuncia-se que o Banco da Inglaterra poderá não voltar a ver esse dinheiro: os srs. administradores do Northern Rock transferiram a dívida hipotecária do banco para uma sociedade offshore por ele controlada. O Banco da Inglaterra perdeu assim a garantia colateral para fazer valer os seus direitos. Assim vão as finanças capitalistas mundiais. A crise ainda vai no adro.<br />
A notícia está em Jornal de Negócios .<br />
Adenda notável:<br />
A augusta revista britânica The Economist já defende a nacionalização!<br />
&#8220;Este jornal, para dizer suavemente, nunca foi um fan da nacionalização. Mas com o Northern Rock isto parece crescentemente como a opção menos má do ponto de vista do contribuinte (a menos que apareça um comprador crível). Em qualquer caso, o dano está semi-feito: o Estado já possui realmente um bocado dele&#8221; (sic), afirma a publicação. Ver em The Economist .<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
THE WALL STREET JOURNAL RECONHECE O PICO<br />
&#8220;O mundo está a aproximar-se praticamente do limite do número de barris de petróleo bruto que podem ser bombeados a cada dia&#8221;, admitiu na primeira página The Wall Street Journal, principal porta-voz do capital financeiro.<br />
A notícia está em Oil Officials See Limit Looming on Production .<br />
Durante longo tempo aquele jornal omitiu tal informação, desinformando os seus leitores com notícias irrelevantes de descobertas no deep-offshore (ignorando o custo da extracção em águas profundas) ou da recuperação de petróleo de areias betuminosas (ignorando o custo energético do vapor para extraí-lo).<br />
Tal omissão e desinformação — praticada pela generalidade dos media que se dizem &#8220;de referência&#8221; — não abona a credibilidade da imprensa corporativa. O problema mais importante com que se depara a humanidade foi até agora sistematicamente omitido, ou escondido, por estes media.<br />
Depois deste reconhecimento explícito só falta os provincianos media portugueses, com pretensões a serem &#8220;referência&#8221; (do que?) começarem a falar do Pico Petrolífero. Acreditarão eles que o silenciamento que praticam altera a realidade física do começo do fim do petróleo? Ou será que aguardam autorização dos que lhes pagam a publicidade? &#8216; in resistir.info</p>
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		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23893</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 17:15:07 +0000</pubDate>
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		<description>Nuno, se a Helena Garrido não percebe bem por que é que a inflação pode subir, eu explico. O mecanismo da subida da inflação é o aumento do preço do petróleo (e, atualmente, também dos produtos alimentares), por efeito da escassez desse petróleo (e desses produtos alimentares). O aumento do preço do petróleo faz aumentar todos os preços e, por arrastamento, tende a fazer aumentar os salários. Há então uma grande pressão para que se contrabalance o aumento do preço do petróleo através de um aumento da massa monetária, criando dinheiro através do crédito e/ou da impressão de mais papel-moeda. Essa criação artificial de dinheiro gera ainda mais inflação e ainda mais aumento do preço do petróleo (uma vez que a moeda no qual ele é pago fica desvalorizada), e assim por diante. Gera-se um ciclo de estagnação económica acompanhada de inflação, o qual ficou conhecido por &quot;estagflação&quot; e caraterizou largamente os anos 80 do século passado - antes de a China ter entrado em força no mercado mundial e, com os seus baixos salários, ter dado cabo da inflação.

Mas este efeito chinês está a passar e corre-se agora o risco de regressarmos à estagflação. É por isso importante que os bancos centrais não entrem em parvoíces e evitem a criação de dinheiro através do crédito fácil, criação de dinheiro essa que não cura doença económica nenhuma, apenas alivia a dôr.

Quanto ao mais, reitero o que disse no meu comentário anterior: agradeça ao Banco Central Europeu o cuidado com que ele governa o sistema monetário, pois é esse cuidado que permite que os juros estejam tao baixos e que, por isso, Você (e muitos outros portugueses) tenha podido comprar casa. Se estivéssemos no tempo do escudo, em que a moeda portuguesa era governada à paiadão, os juros seriam 10% mais altos e Você viveria numa casa alugada.

Não diga mal do Trichet: abençoe-o.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno, se a Helena Garrido não percebe bem por que é que a inflação pode subir, eu explico. O mecanismo da subida da inflação é o aumento do preço do petróleo (e, atualmente, também dos produtos alimentares), por efeito da escassez desse petróleo (e desses produtos alimentares). O aumento do preço do petróleo faz aumentar todos os preços e, por arrastamento, tende a fazer aumentar os salários. Há então uma grande pressão para que se contrabalance o aumento do preço do petróleo através de um aumento da massa monetária, criando dinheiro através do crédito e/ou da impressão de mais papel-moeda. Essa criação artificial de dinheiro gera ainda mais inflação e ainda mais aumento do preço do petróleo (uma vez que a moeda no qual ele é pago fica desvalorizada), e assim por diante. Gera-se um ciclo de estagnação económica acompanhada de inflação, o qual ficou conhecido por &#8220;estagflação&#8221; e caraterizou largamente os anos 80 do século passado &#8211; antes de a China ter entrado em força no mercado mundial e, com os seus baixos salários, ter dado cabo da inflação.</p>
<p>Mas este efeito chinês está a passar e corre-se agora o risco de regressarmos à estagflação. É por isso importante que os bancos centrais não entrem em parvoíces e evitem a criação de dinheiro através do crédito fácil, criação de dinheiro essa que não cura doença económica nenhuma, apenas alivia a dôr.</p>
<p>Quanto ao mais, reitero o que disse no meu comentário anterior: agradeça ao Banco Central Europeu o cuidado com que ele governa o sistema monetário, pois é esse cuidado que permite que os juros estejam tao baixos e que, por isso, Você (e muitos outros portugueses) tenha podido comprar casa. Se estivéssemos no tempo do escudo, em que a moeda portuguesa era governada à paiadão, os juros seriam 10% mais altos e Você viveria numa casa alugada.</p>
<p>Não diga mal do Trichet: abençoe-o.</p>
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	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23891</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 17:09:22 +0000</pubDate>
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		<description>Os empréstimos que o BCE concedeu aos bancos privados destinam-se a evitar uma situação de falência generalizada e a corrida aos bancos como em 1929 (e como agora ao NorthernRock). No caso do Barclays o Banco de Inglaterra emprestou-lhes biliões a um juro de 6,75% quando os clientes apenas lhes estão a pagar juros de 3/4%; qual é o negócio aqui? - é chutar a crise para a frente e depois logo se verá.
No mais, isto tem de ser visto na óptica de que o BCE é uma mera filial do FED americano (que é uma entidade gerida por privados, e que &quot;fabricam&quot; livremente a partir do nada o dinheiro que muito bem entendem)
Contudo, os prejuizos do esquema da pirâmide em beneficio da ínfima oligarquia de investidores são para socializar por todos, através dos bancos nacionais e da acção dos governos neoliberais (p/e em mais valias cobradas nas prestações das casas, do consumo de combustiveis, e do aumento generalizado do custo de vida devida à inflação galopante - provocada pela inundação do capital ficticio)

e que tal fundar o partido PNPENACNCNCC ? (Não Pagamos Empréstimos,Não Andamos deCarro, NemCompramosNada em CentrosComerciais)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os empréstimos que o BCE concedeu aos bancos privados destinam-se a evitar uma situação de falência generalizada e a corrida aos bancos como em 1929 (e como agora ao NorthernRock). No caso do Barclays o Banco de Inglaterra emprestou-lhes biliões a um juro de 6,75% quando os clientes apenas lhes estão a pagar juros de 3/4%; qual é o negócio aqui? &#8211; é chutar a crise para a frente e depois logo se verá.<br />
No mais, isto tem de ser visto na óptica de que o BCE é uma mera filial do FED americano (que é uma entidade gerida por privados, e que &#8220;fabricam&#8221; livremente a partir do nada o dinheiro que muito bem entendem)<br />
Contudo, os prejuizos do esquema da pirâmide em beneficio da ínfima oligarquia de investidores são para socializar por todos, através dos bancos nacionais e da acção dos governos neoliberais (p/e em mais valias cobradas nas prestações das casas, do consumo de combustiveis, e do aumento generalizado do custo de vida devida à inflação galopante &#8211; provocada pela inundação do capital ficticio)</p>
<p>e que tal fundar o partido PNPENACNCNCC ? (Não Pagamos Empréstimos,Não Andamos deCarro, NemCompramosNada em CentrosComerciais)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23860</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 21:21:18 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Diogo,
Continuando a conversa de café: a expressão &quot;injectar liquidez ao mercado&quot; é do Diário Económico e refere-se aos sucessivos empréstimos que o BCE concedeu aos bancos privados a juros inferiores à taxa de juro de referência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Diogo,<br />
Continuando a conversa de café: a expressão &#8220;injectar liquidez ao mercado&#8221; é do Diário Económico e refere-se aos sucessivos empréstimos que o BCE concedeu aos bancos privados a juros inferiores à taxa de juro de referência.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Diogo</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23859</link>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 20:41:04 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno,
Sou um leitor fiel do 5dias mas posts populistas e ocos como estes fazem-me alguma confusão...
Repare na contradição no seu próprio raciocínio... como é que acha que o BCE injecta liquidez nos mercados? A única forma que o banco tem de fazer isso é baixando o custo do dinheiro, i.e. a taxa de juro (ou neste caso não a aumentando tanto como seria necessário para evitar as pressões inflacionistas).

Infelizmente a política monetária é um pouco mais complicada que uma conversa de café...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno,<br />
Sou um leitor fiel do 5dias mas posts populistas e ocos como estes fazem-me alguma confusão&#8230;<br />
Repare na contradição no seu próprio raciocínio&#8230; como é que acha que o BCE injecta liquidez nos mercados? A única forma que o banco tem de fazer isso é baixando o custo do dinheiro, i.e. a taxa de juro (ou neste caso não a aumentando tanto como seria necessário para evitar as pressões inflacionistas).</p>
<p>Infelizmente a política monetária é um pouco mais complicada que uma conversa de café&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23856</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 18:00:11 +0000</pubDate>
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		<description>Luís Lavoura,
Se os juros não estivessem baixos, a maior parte dos portugueses não conseguiria ter casa. Poupar o quê? Se temos os salários mais baixos da Europa e mesmo com estes juros que você acha baixos, a maior taxa de endividamento per capita...
Agora à cerca da questão substancialmente e para sair da vulgata liberal, aconselho-lhe-lhe este texto do João Rodrigues sobre o assunto:
«No Parlamento Europeu o presidente do BCE apontou para tempos de riscos de inflação e, obviamente, taxas de juro elevadas. Jean Claude Trichet parece acreditar que a inflação vai subir. Continuo sem perceber bem o mecanismo» (Helena Garrido). Não há mecanismo, só uma obsessão. A economia europeia dá sinais de desaceleração, o euro aprecia-se e estiola a competitividade da indústria europeia e o desemprego permanece elevado. Coisas menores. Pelo menos parece que a estabilidade do sistema financeiro, corroída pelas dinâmicas concorrenciais engendradas por processos de liberalização irresponsáveis, é agora uma prioridade. Pena é que o BCE não pareça retirar ilações sobre a arquitectura institucional que dá origem a esta desestabilizadora alternância de períodos de euforia e de pânico (aqui vale a pena ler o euromemorandum de 2007). De qualquer forma, a marca genética liberal do BCE bloqueia soluções que reintroduzam algum controlo sobre os desmandos da finança de mercado. Os eurodeputados, por sua vez, limitam-se a ouvir as palavras de Trichet e parece que também podem fazer perguntas. A falta de controlo e escrutínio democrático do BCE, aliada a um mandato absurdo, estão a custar demasiado caro à Europa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís Lavoura,<br />
Se os juros não estivessem baixos, a maior parte dos portugueses não conseguiria ter casa. Poupar o quê? Se temos os salários mais baixos da Europa e mesmo com estes juros que você acha baixos, a maior taxa de endividamento per capita&#8230;<br />
Agora à cerca da questão substancialmente e para sair da vulgata liberal, aconselho-lhe-lhe este texto do João Rodrigues sobre o assunto:<br />
«No Parlamento Europeu o presidente do BCE apontou para tempos de riscos de inflação e, obviamente, taxas de juro elevadas. Jean Claude Trichet parece acreditar que a inflação vai subir. Continuo sem perceber bem o mecanismo» (Helena Garrido). Não há mecanismo, só uma obsessão. A economia europeia dá sinais de desaceleração, o euro aprecia-se e estiola a competitividade da indústria europeia e o desemprego permanece elevado. Coisas menores. Pelo menos parece que a estabilidade do sistema financeiro, corroída pelas dinâmicas concorrenciais engendradas por processos de liberalização irresponsáveis, é agora uma prioridade. Pena é que o BCE não pareça retirar ilações sobre a arquitectura institucional que dá origem a esta desestabilizadora alternância de períodos de euforia e de pânico (aqui vale a pena ler o euromemorandum de 2007). De qualquer forma, a marca genética liberal do BCE bloqueia soluções que reintroduzam algum controlo sobre os desmandos da finança de mercado. Os eurodeputados, por sua vez, limitam-se a ouvir as palavras de Trichet e parece que também podem fazer perguntas. A falta de controlo e escrutínio democrático do BCE, aliada a um mandato absurdo, estão a custar demasiado caro à Europa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23851</link>
		<dc:creator>Luís Lavoura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 17:48:23 +0000</pubDate>
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		<description>O Nuno deveria era estar muito satisfeito com o Trichet por ter podido comprar a sua casa com o juro tão baixo. É que os juros estiveram durante muito tempo abaixo do nível da inflação para quem quisesse poupar dinheiro. E isso aconteceu devido aos Trichets deste mundo.

Os juros atuais não estão, de forma nenhuma, altos. Estão apenas ligeiramente acima da taxa de inflação. Tal como é saudável que estejam, uma vez que quem poupa deve ser premiado por esse facto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Nuno deveria era estar muito satisfeito com o Trichet por ter podido comprar a sua casa com o juro tão baixo. É que os juros estiveram durante muito tempo abaixo do nível da inflação para quem quisesse poupar dinheiro. E isso aconteceu devido aos Trichets deste mundo.</p>
<p>Os juros atuais não estão, de forma nenhuma, altos. Estão apenas ligeiramente acima da taxa de inflação. Tal como é saudável que estejam, uma vez que quem poupa deve ser premiado por esse facto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A.Silva</title>
		<link>http://5dias.net/2007/12/21/amigo-dos-seus-amigos/comment-page-1/#comment-23849</link>
		<dc:creator>A.Silva</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 17:41:20 +0000</pubDate>
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		<description>Não são só os conselheiros do Governo Alemão,o presidente frances tambem já criticou a politica do BCE</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não são só os conselheiros do Governo Alemão,o presidente frances tambem já criticou a politica do BCE</p>
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	</item>
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